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  • WSL exclui etapa de Abu Dhabi do circuito mundial de surfe deste ano

    WSL exclui etapa de Abu Dhabi do circuito mundial de surfe deste ano

    A Liga Mundial de Surfe (World Surf League-WSL) excluiu a etapa de Abu Dhabi Pro, nos Emirados Árabes Unidos, do calendário deste ano do circuito mundial. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (4) pela entidade, que alegou limitações logísticas como restrições de vôos na região, que sofre com a guerra entre Estados Unidos e Irã.  

    A etapa de Abu Dhabi, inicialmente programada outubro, já fora remarcada pela WSL para o período de 25 a 29 de novembro, na tentativa de manter a competição no calendário de 2025..

    “Exploramos todas as opções para manter o Surf Abu Dhabi Pro no calendário deste ano”, disse Ryan Crosby, diretor-executivo da WSL, em nota oficial. “Infelizmente, as condições atuais e as limitações logísticas tornaram impossível seguirmos em frente. Foi uma decisão difícil, mas a certa neste momento. Valorizamos nossa parceria com o Surf Abu Dhabi e esperamos retornar”, concluiu.

    Com a retirada da etapa dos Emirados Árabes, o circuito mundial de surfe seguirá com 12 etapas. O formato do Mundial, segundo a WSL, será mantido, com três resultados descartáveis ao longo da temporada.  

    Faltam apenas quatro etapas para o término do circuito, sendo que a próxima em Trestles, na Califórnia (EUA), definirá os 22 melhores surfistas homens e as 14 melhores atletas mulheres que avançarão para a pós-temporada (etapas de Peniche, em Portugal; e Cloud 9, nas Filipinas). Os campeões mundiais serão conhecidos na grande etapa final, a Pipe Masters, no icônico pico de surfe no Havaí.

    Atualmente o potiguar Ítalo Ferreira ocupa a vice-liderança do ranking mundial, atrás apena do italiano Fioravanti. Completando o top 5 estão o atual campeão Yago Dora, o tricampeão Gabriel Medina, e o paulista Miguel Pupo. Na disputa feminina, a brasileira-americana Luana Silva ocupa a quinta posição.

    Próximas etapas do Mundial 2026

    Etapa 9 – Lexus Trestles Pro – 11 a 20 de setembro de 2026;

    Etapa 10 – MEO Rip Curl Pro Portugal – 16 a 25 de outubro de 2026;

    Etapa 11 – Philippines Pro apresentado pela Philippine Sports Commission – 31 de outubro a 10 de novembro de 2026;

    Etapa 12 – Lexus Pipe Masters – 8 a 20 de dezembro de 2026.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • CMN amplia renegociação de dívidas rurais ligadas a eventos climáticos

    CMN amplia renegociação de dívidas rurais ligadas a eventos climáticos

    Produtores rurais afetados por eventos climáticos ou outras condições excepcionais ganharam mais um incentivo para renegociar dívidas. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta sexta-feira (4) uma medida que amplia as possibilidades de refinanciamento de débitos de agricultores, pecuaristas e cooperativas agropecuárias afetados por eventos adversos ou outras condições excepcionais que prejudicaram a capacidade de produção e pagamento.

    A decisão permite a composição de dívidas que ficaram fora das regras da Resolução CMN 5.330, aprovada em julho, por questões operacionais ou relacionadas aos prazos de formalização.

    A medida busca atender aos produtores que preenchiam os requisitos para renegociar os débitos, mas perderam o enquadramento por não conseguirem concluir a operação dentro do prazo.

    Quem será atendido

    Poderão ser enquadradas:

    •     Operações prorrogadas: dívidas que seguiram as regras da Resolução 5.330, mas entraram em inadimplência após o prazo de 30 dias porque a renegociação não foi formalizada;
    •     Dívidas com vencimento recente: operações renegociadas ou prorrogadas até 31 de maio de 2026, com vencimento entre 15 de agosto e a data de publicação da nova resolução e que ficaram inadimplentes nesse período.

    O prazo para contratar a recomposição da dívida vai até 12 de novembro.

    O CMN também autorizou as instituições financeiras a oferecerem linhas de crédito com recursos livres para a recomposição de dívidas rurais não contempladas pela Resolução 5.330 ou quando os recursos originalmente destinados à medida já tiverem sido totalmente utilizados.

    A contratação dependerá de análise de crédito pelo banco, que fará uma nova classificação de risco. As garantias (bens tomados em caso de inadimplência) também poderão ser reavaliadas.

    O produtor, no entanto, deve ficar atento. Embora a medida amplie as opções de renegociação, não significa aprovação automática do crédito.

    Fundos constitucionais

    O Conselho aprovou ainda um tratamento específico para operações contratadas com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO).

    A regra prevê uma classificação de risco mais favorável para determinadas operações renegociadas de acordo com a legislação vigente. 

    Estão contempladas operações contratadas pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais linhas de crédito rural.

    Para os fundos constitucionais, a regra contempla dois grupos.

    Primeiro grupo

    Operações de custeio, comercialização e industrialização:

    •     renegociadas ou prorrogadas entre 1º de junho e 15 de julho de 2026;
    •     adimplentes (em dia) no momento da contratação da nova operação.

    Segundo grupo

    Operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização:

    •     contratadas até dezembro de 2025, mesmo que tenham sido renegociadas ou prorrogadas;
    •     inadimplentes desde 1º de janeiro de 2024;
    •     continuavam inadimplentes em 15 de julho de 2026.

    Entenda

    A nova regra surgiu após o CMN identificar, durante a regulamentação da renegociação de dívidas rurais, operações que atendiam aos critérios para renegociação, mas ficaram impedidas de acessar as linhas de crédito por problemas operacionais relacionados à formalização e aos prazos.

    Essa resolução regulamentou a Medida Provisória (MP) 1.376, editada em julho para apoiar produtores e cooperativas afetados por eventos climáticos e outras condições excepcionais.

    Publicada após um acordo entre o governo e o Congresso, a MP prevê até dez anos de pagamento e a criação de um fundo garantidor para ampliar o acesso ao financiamento rural de médio e longo prazo.

    Com a nova decisão, o CMN procura corrigir a lacuna e ampliar o alcance das medidas de apoio ao setor rural.

    Conselho

    O Conselho Monetário Nacional é o órgão responsável por formular diretrizes das políticas monetária, creditícia e cambial do país.

    Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o CMN também é composto pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • PF faz operação contra fraudes no registro de armas de colecionadores

    PF faz operação contra fraudes no registro de armas de colecionadores

    Agentes da Polícia Federal foram às ruas nesta sexta-feira (4) para apurar a atuação de um grupo suspeito de fraudar procedimentos administrativos relacionados à aquisição e ao registro de armas de fogo destinados a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs).

    Durante a Operação Polaridade, foram cumpridos 20 mandados de prisão e 26 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e empresas em diversas cidades do estado do Rio de Janeiro, além do município de Vila Velha (ES). 

    Onze pessoas foram presas em flagrante e foram apreendidos fuzis e pistolas. As equipes continuam em diligências para localizar e prender os outros investigados. 

    As investigações foram iniciadas após a identificação de inconsistências em processos analisados na Delegacia de Polícia Federal em Niterói, na região metropolitana do Rio. 

    As apurações apontam que um colaborador terceirizado, vinculado às atividades de análise documental do Núcleo de Armas, teria aprovado requerimentos sem a documentação obrigatória, bem como solicitações instruídas com documentos falsos ou incompatíveis com as exigências legais.

    Foi constatada a repetição de documentos entre diferentes requerentes, além da utilização de comprovantes de residência falsificados e a ausência de documentos indispensáveis à instrução dos pedidos.

    As investigações também revelaram possíveis vínculos entre alguns dos requerimentos analisados e armas de fogo posteriormente apreendidas em uma ação policial. 

    Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações da Administração Pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser identificados no curso das apurações.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Senado aprova direito prioritário da criança a meio ambiente saudável

    Senado aprova direito prioritário da criança a meio ambiente saudável

    O direito de crianças e adolescentes ao meio ambiente, “com prioridade absoluta”, é o que determina o chamado ECA Ambiental, projeto aprovado pelo Senado na última quarta-feira (2). O texto aguarda a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Entre outros pontos, o projeto prevê o direito da criança e do adolescente à natureza, inclusive a áreas naturais saudáveis, o brincar livre em contato com ambientes naturais, a educação baseada na natureza e a participação na defesa, conservação e recuperação ambiental.

    De autoria da deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), o Projeto de Lei (PL) 2.225/2024 modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938, de 1981).

    No primeiro caso, a alteração é para definir como dever da família, da sociedade e do Estado a efetivação do contato com o meio natural para crianças e adolescentes.

    Em relação à política nacional, o texto inclui o direito da infância ao meio ambiente equilibrado entre seus princípios.

    Além disso, a Política Nacional sobre Mudança do Clima (Lei 12.187, de 2009) ganha um dispositivo que torna obrigatória a atuação governamental prioritária na mitigação dos impactos climáticos sobre esse público.

    Prioridade para primeira infância

    Terão prioridade na efetivação dessas garantias as crianças na primeira infância e aquelas com deficiência. O texto confere ainda atenção especial a crianças e adolescentes de povos e comunidades tradicionais e rurais.

    Além disso, prevê diretrizes para o espaço escolar, o entorno da escola, a acessibilidade, a integração com áreas verdes e o planejamento de ações de resposta a desastres climáticos que garantam a continuidade do aprendizado.

    O projeto também estabelece diretrizes sobre proteção ambiental, participação de crianças e adolescentes em políticas climáticas, prevenção de desastres, deslocamentos provocados por mudanças climáticas e mitigação de episódios críticos de poluição atmosférica.

    A matéria diz que o atendimento pleno desses novos direitos passa a ser objetivo buscado pela União, estados, Distrito Federal e municípios.

    Os senadores aprovaram o parecer do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentado à Comissão de Meio Ambiente (CMA). O senador destacou que a iniciativa coloca as crianças e os adolescentes no debate sobre políticas ambientais.

    “A crise ambiental não produz efeitos homogêneos, uma vez que seus impactos incidem de modo mais intenso sobre grupos em condição de maior vulnerabilidade, especialmente crianças, adolescentes, pessoas com deficiência, comunidades tradicionais, populações rurais e famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Ao reconhecer essa assimetria, o projeto aproxima a política ambiental de uma perspectiva de justiça socioambiental”, afirmou o senador.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Parataekwondo: Brasil fatura 4 medalhas em Grand Prix na Coreia do Sul

    Parataekwondo: Brasil fatura 4 medalhas em Grand Prix na Coreia do Sul

    O parataekwondo brasileiro faturou quatro medalhas (um ouro, uma prata e dois bronzes) nesta sexta-feira (4) no Grand Prix de Muju (Coreia do Sul), que contou com 120 atletas de 27 nacionalidades. A paraibana Silvana Fernandes foi campeã na categoria até 57 quilos ao derrotou na final a chinesa Yuji Lie por 2 a 0.  

    Já o paranaense Gustavo Antonio Ruppel levou a prata nos 58 kg, após sofrer revés na final para o azerbaijano Sabir Zeynalov por 2 a 0.

    O Brasil somou ainda dois bronzes. O primeiro com a gaúcha Maria Eduarda Stumpf, que perdeu a semifinal dos 57 kg para a compatriota Silvana Fernandes – que depois seria campeã. No parataekwondo não há disputa pelo terceiro lugar. O segundo bronze do país ficou com a mineira Ana Carolina Moura, superada pela tailandesa Awipa Phiaphan, por 2 a 0, na categoria dos 65 kg.

    Todas as disputas do parataekwondo ocorreram na classe K44 (atletas com comprometimento físico-motor que afeta os membros superiores), a única no programa oficial dos Jogos Paralímpicos. Os pódios no Grand Prix de Muju distribuírma até 60 pontos no ranking mundial, que serve de parâmetro para a classificação para a Paralimpíada de Los Angeles 2028.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Preços maiores sustentam alta das exportações aos EUA em agosto

    Preços maiores sustentam alta das exportações aos EUA em agosto

    No mês em que entraram em vigor as novas tarifas do governo Donald Trump, a alta dos preços médios ajudou a sustentar o crescimento das vendas brasileiras aos Estados Unidos. As exportações somaram US$ 3,190 bilhões no mês, alta de 12,1% em relação a agosto de 2025, quando totalizaram US$ 2,845 bilhões.

    Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Herlon Brandão, o aumento foi determinado principalmente pela valorização dos produtos vendidos aos estadunidenses.

    “Esse aumento das exportações brasileiras no mês está calcado pelo crescimento de preços da exportação para os Estados Unidos, de 8,6%”, disse Brandão ao informar os dados da balança comercial de agosto.

    Entre os produtos que mais contribuíram para o crescimento das vendas em valor estão aeronaves e outros equipamentos, carne bovina, produtos inacabados de ferro ou aço, cal, cimento e materiais de construção, tubos de ferro ou aço, celulose e café.

    Aeronaves e carne bovina estão entre os produtos que foram excetuados das novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.

    Efeito das tarifas

    Apesar da alta de 8,6% no preço médio, as exportações brasileiras aos Estados Unidos recuaram 3,1% em volume em agosto. No acumulado de janeiro a agosto, a queda chega a 13,6% em volume e a 9,7% em valor, para US$ 24,105 bilhões.

    As importações brasileiras de produtos estadunidenses também diminuíram no acumulado do ano. Elas somaram US$ 27,316 bilhões entre janeiro e agosto, queda de 8,6% ante o mesmo período de 2025. Com isso, o déficit comercial brasileiro com os Estados Unidos chegou a US$ 3,211 bilhões no período.

    Somente em agosto, as compras brasileiras dos Estados Unidos cresceram 1,1%, para US$ 4,014 bilhões, levando a um déficit de US$ 824 milhões no comércio bilateral.

    Brandão afirmou que as oscilações são esperadas diante das diferentes interferências que atingem o comércio entre os dois países.

    “Dadas as múltiplas interferências no comércio com os Estados Unidos, temos observado uma grande oscilação nesse fluxo, então, é esperado que tenham essas oscilações, por conta dessas interferências, não só dados os produtos diretamente afetados, quanto pelas incertezas que essas interferências geram nos agentes da economia”, avaliou.

    Segundo o Mdic, pouco mais de 20% do comércio brasileiro com os Estados Unidos foi afetado pelas tarifas. 

    Brandão ressaltou que ainda é cedo para medir os efeitos de um eventual redirecionamento das exportações brasileiras para outros mercados.

    “Nós precisamos de um pouco mais de tempo para falar com mais segurança sobre esse efeito do redirecionamento”, afirmou.

    União Europeia

    Enquanto as vendas aos Estados Unidos oscilaram sob o efeito das tarifas, as exportações brasileiras para a União Europeia tiveram forte avanço em agosto. 

    O valor exportado para o bloco somou US$ 5,82 bilhões, crescimento de 46,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. O volume embarcado aumentou 30,3%.

    Entre os principais produtos vendidos aos europeus estão petróleo, cobre, soja, óleos combustíveis, café, tabaco e carne bovina.

    Para Brandão, o desempenho reúne diferentes fatores, entre eles as condições de mercado e os efeitos do acordo entre Mercosul e União Europeia.

    “São produtos que o Brasil é muito competitivo e que tem uma demanda internacional crescente”, disse o diretor.

    “São vários fatores. Temos relatos de exportadores que já estão se beneficiando do acordo [Mercosul-UE] nesse período, mas também tem as condições de mercado e de oferta influenciando”, explicou.

    Entre essas condições, Brandão citou o aumento da demanda por combustíveis em razão do conflito no Oriente Médio e a maior procura por cobre associada ao aquecimento do setor de tecnologia.

    O diretor ponderou, porém, que ainda faltam dados completos fornecidos pelos importadores europeus para dimensionar com precisão o efeito do acordo sobre as exportações brasileiras.

    Balança comercial

    A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,39 bilhões em agosto, alta de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. 

    Entre os principais parceiros comerciais, os Estados Unidos foram o único a apresentar déficit para o Brasil, de US$ 824 milhões.

    De janeiro a agosto, o saldo comercial brasileiro acumulou superávit de US$ 55,32 bilhões, crescimento de 28,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cota chinesa faz exportação de carne bovina recuar 27,1% em agosto

    Cota chinesa faz exportação de carne bovina recuar 27,1% em agosto

    As exportações brasileiras de carne bovina recuaram 27,1% em volume em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados da balança comercial divulgados nesta sexta-feira (4), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

    Em valor, a queda foi de 19,7%, com US$ 1,2 bilhão exportado no mês, ante US$ 1,5 bilhão um ano antes.

    A retração está relacionada principalmente ao atingimento da cota de compras externas estabelecida pela China. O país asiático limita a 1,106 milhão de toneladas o volume de carne que pode entrar sem a aplicação de uma taxa adicional de 55%.

    O Ministério do Comércio da China comunicou ao Brasil, em 10 de agosto, que a utilização da cota havia chegado a 90%.

    Cota chinesa

    Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, a redução dos embarques era esperada diante da aproximação do limite estabelecido pela China.

    De acordo com o diretor, os exportadores tendem a reduzir os volumes embarcados quando há risco maior de incidência da tarifa adicional. O movimento ajuda a explicar a perda de força das vendas brasileiras de carne bovina ao mercado chinês em agosto.

    Apesar da queda mensal, o desempenho no acumulado de 2026 permanece positivo. De janeiro a agosto, as exportações totais de carne resfriada e congelada do Brasil cresceram 4,7% em volume e 22,3% em valor, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

    Vendas para a Ásia

    A China também influenciou o desempenho geral das exportações brasileiras para a Ásia. Em agosto, os embarques para o continente recuaram 19,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Em valor, a queda foi de 10,9%.

    No acumulado de janeiro a agosto, porém, o cenário é diferente: as exportações brasileiras para a Ásia avançaram 15% em valor e 3,3% em volume.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Governo sanciona leis que criam e reestruturam fundos para a Justiça

    Governo sanciona leis que criam e reestruturam fundos para a Justiça

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (4) três projetos de lei que criam e reestruturam fundos ligados a instituições do Poder Judiciário. O objetivo é fortalecer a atuação da Justiça Federal, do Ministério Público da União (MPU) e da Defensoria Pública da União (DPU) em todas regiões do país.

    Durante a cerimônia de sanção, no Palácio do Planalto, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, celebrou a possibilidade de levar a justiça mais longe dos grandes centros do país para se aproximar dos cidadãos mais vulneráveis.

    “Este é um ato de Estado que prestigia as pessoas de carne e osso que demandam por interesses legítimos concretos, perante o sistema de justiça. Nos rincões mais longínquos do país, essas pessoas estão sendo ouvidas pela sanção presidencial nesta data”, disse Edson Fachin.

    Ao sancionar as leis, o presidente Lula manifestou a preocupação do Poder Executivo de evitar que a sociedade brasileira perca a credibilidade nas instituições públicas encarregadas de garantir o sistema democrático.

    Lula enfatizou a importância estratégica de fortalecer o sistema de Justiça para a preservação da democracia no Brasil. 

    “Se não tiver instituições sólidas e funcionando, a democracia estará muito vulnerável e, por isso, tem algumas pessoas que tentam enfraquecê-la, desmoralizá-la”, disse.

    O presidente reforçou que em países democráticos são as instituições que respaldam o bom funcionamento da democracia.

    Reforma do Judiciário

    Com o objetivo de permitir que a sociedade continue confiando no sistema judicial do país, o presidente sinalizou que o governo pretende promover e incentivar um debate amplo sobre uma nova reforma institucional.

    Lula lembrou da aprovação da Emenda Constitucional nº 45/2004, que promoveu a reforma estrutural do Judiciário para tentar deixar a Justiça mais rápida e organizada.

    Essa primeira reforma do Judiciário criou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que avalia a atuação de tribunais e juízes.

    Custas

    As leis sancionadas atualizaram as regras das taxas de custas da Justiça Federal, elevando a alíquota sobre o valor da causa, que pode variar entre 2% e 3%, e estabelece novos valores mínimos e máximos para a cobrança, com valor mínimo de R$ 193,20 e máximo de R$ 107.332,80.

    Até então, a cobrança correspondia a 1% do valor da causa, com teto de R$ 1.915,38.

    A nova legislação também amplia a proteção para quem não tem condições de arcar com as despesas do processo. As pessoas que estejam na faixa de renda beneficiada pela redução do Imposto de Renda, atualmente estabelecida em até R$ 5 mil mensais, terão presunção de hipossuficiência para obter a gratuidade da Justiça.

    A presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), juíza federal Ana Lya Ferraz da Gama Ferreira, lembrou que durante mais de 25 anos as causas na Justiça Federal permaneceram praticamente congeladas, tratando da mesma maneira realidades econômicas profundamente diferentes.

    “Quem movimenta causas de maior valor contribui de maneira proporcional. E esses recursos retornarão à sociedade, como com uma unidade de atendimento onde não exista Vara Federal; com a justiça itinerante, chegando a uma comunidade distante; com estrutura para atender quem vive nas ruas, com tecnologia capaz de tornar a prestação jurisdicional mais rápida, eficiente e mais próxima”, disse a primeira mulher juíza à frente da Ajufe.

    O advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, destacou que o reajuste das custas judiciais ampliará o acesso à justiça pelos cidadãos. 

    “Esses recursos novos que virão dessas novas receitas da atualização das custas, permitirão que essas instituições promovam a capilarização de suas unidades para que a sociedade compreenda que o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública estão presente em todos os estados e regiões que necessitam do nosso país. Nós temos verdadeiros vazios de jurisdição, e quem sofre é quem mais precisa”.

    Fundos

    Os fundos criados são uma conta de natureza contábil para que a instituição receba recursos que variam conforme o tribunal, a partir de cobranças de custas judiciais e taxas.

    Os recursos poderão ser destinados ao aperfeiçoamento das atividades dos órgãos com a modernização e o aparelhamento, investimentos na infraestrutura, aquisição de equipamentos e softwares e capacitação.

    O Fundo Especial da Justiça Federal (Fejufe) receberá receitas relacionadas às custas e multas da Justiça Federal, além de outras fontes previstas na lei.

    O Fundo Especial do Superior Tribunal de Justiça (Festj), terá como foco a modernização e o aparelhamento do Superior Tribunal de Justiça e o fortalecimento de sua atividade institucional.

    Os recursos para o Fundo de Modernização do Ministério Público da União (FMPU) poderão, também, apoiar o atendimento à sociedade e às vítimas. 

    O Fundo de Fortalecimento do Acesso à Justiça, Promoção dos Direitos Fundamentais e Estruturação da Defensoria Pública da União (FDPU) será destinado a ações de atendimento a grupos vulneráveis.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Balança comercial tem superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto

    Balança comercial tem superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto

    Com a ajuda do petróleo, da soja, do cobre e do café, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, resultado 23,8% superior ao do mesmo mês de 2025.

    Esse é o terceiro maior superávit comercial para meses de agosto, só perdendo para o recorde de agosto de 2023 (US$ 9,6 bilhões) e de 2021 (US$ 7,7 bilhões). 

    O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das exportações, que avançaram quase 12,2% no período, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

    A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 58,9 bilhões, o maior valor já registrado para meses de agosto na série histórica.

    Principais números

    • Superávit: US$ 7,4 bilhões (+23,8% ante agosto de 2025);
    • Exportações: US$ 33,2 bilhões (+12,2%);
    • Importações: US$ 25,8 bilhões (+9,2%);
    • Corrente de comércio: US$ 58,9 bilhões (+10,9%).

    Exportações crescem

    O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio.

    Exportações por setor:

    • Indústria extrativa: US$ 8,3 bilhões (+16,4% ante agosto de 2025);
    • Indústria de transformação: US$ 17,2 bilhões (+10,2%);
    • Agropecuária: US$ 7,4 bilhões (+11,4%).

    Produtos em destaque:

    • Indústria extrativa: minérios de cobre e concentrados (+223,1%); minérios de níquel e concentrados (+120,7%); e petróleo bruto  (+18% ante agosto do ano passado), minério de ferro (+20%);
    • Indústria de transformação: combustíveis (+61,6%); carnes de aves (+40,5%); e farelos de soja e outros alimentos para animais (+36,6%);
    • Agropecuária: soja (+14%); café não torrado (+24,1%); e animais vivos, exceto pescados e crustáceos (+174,3%).

    Apesar do crescimento geral das exportações, as vendas externas de minério de ferro caíram 10,8% em relação a agosto do ano passado, por causa tanto da queda de 4,4% no preço médio e de 6,7% no volume.

    As exportações de carne bovina recuaram 19,7% na mesma comparação, em meio ao atingimento da cota estabelecida pela China. No fim do ano passado, o país asiático, principal destino da carne brasileira, estabeleceu um limite de importação de 1,106 milhão de toneladas para a carne brasileira. O que exceder esse volume entra no país com uma sobretaxa de 55%.

    Destinos das vendas

    As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais entre os dois países.

    Exportações por região:

    • Ásia (exceto Oriente Médio): US$ 13,6 bilhões (+0,7% ante agosto do ano passado);
    • Europa: US$ 7,3 bilhões (+22,1%);
    • América do Norte: US$ 4,6 bilhões (+11,5%);
    • América do Sul: US$ 3,6 bilhões (-1,5%);
    • África: US$ 1,7 bilhão (+20,5%);
    • Oriente Médio: US$ 1,4 bilhão (+12,6%).

    As vendas para os Estados Unidos avançaram 12,1% na comparação com agosto do ano passado, mesmo com as novas tarifas de 25% e de 12,5% sobre produtos brasileiros.

    Importações avançam

    As compras brasileiras no exterior também cresceram em agosto, principalmente de bens de consumo e bens intermediários.

    Importações por categoria:

    • Bens intermediários: US$ 15 bilhões (+3,1%);
    • Bens de consumo: US$ 3,9 bilhões (+15%);
    • Bens de capital: US$ 3,9 bilhões (+29,3%);
    • Combustíveis: US$ 3 bilhões (+7,4%).

    Acumulado do ano

    No acumulado de janeiro a agosto, a balança comercial registrou superávit de US$ 55,3 bilhões.

    No período:

    • Exportações: US$ 250,9 bilhões (+10,3%);
    • Importações: US$ 195,5 bilhões (+6,1%);
    • Saldo comercial: US$ 55,3 bilhões (+28,2%).

    O valor é o segundo maior para o período desde o início da série histórica, em 1989. Só perde para janeiro a agosto de 2023, quando o superávit estava em US$ 62,4 bilhões.

    Projeções

    Em julho, o MDIC revisou para cima sua projeção para 2026. A estimativa de superávit da balança comercial passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões.

    A previsão de exportações foi elevada de US$ 364,2 bilhões para US$ 394,4 bilhões. A projeção para as importações passou de US$ 292,1 bilhões para US$ 304,4 bilhões. A próxima estimativa será divulgada em outubro.

    As estimativas estão mais otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado projetam superávit comercial de US$ 78 bilhões para este ano.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasileirão Feminino começa a definir semifinalistas nesta sexta-feira

    Brasileirão Feminino começa a definir semifinalistas nesta sexta-feira

    A partir desta sexta (4), as emoções voltam a aflorar no Campeonato Brasileiro Feminino A1. Ao longo do fim de semana, serão conhecidas as quatro equipes que avançam às semifinais da competição em 2026. A TV Brasil transmite dois dos quatro confrontos, inclusive o primeiro deles, na noite de hoje. Palmeiras e Bahia duelam na Arena Barueri a partir das 21h30 (horário de Brasília).

    Depois do empate por 1 a 1 no jogo de ida, na última segunda (31), em Salvador, outra igualdade no placar fará com que a vaga seja decidida nos pênaltis. Quem vencer se classifica. As Palestrinas têm a seu favor o ótimo desempenho em casa no campeonato: em nove jogos, foram sete triunfos, dois empates e nenhuma derrota.

    “A técnica Rosana Augusto, do Palmeiras, deve fazer algumas modificações para esse jogo de volta, que deve ser muito disputado, mas com leve favoritismo para o Palmeiras por jogar em casa”, projeta Rachel Motta, comentarista da TV Brasil.

    Neste sábado (5), às 16h30, a TV Brasil também transmite o confronto entre Ferroviária e Flamengo, na Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). A equipe carioca foi a única mandante a vencer nos jogos de ida (1 a 0) e agora joga por um empate para se classificar. O gol de Mariana, logo no começo da partida, deixa o Rubro-Negro em vantagem e exige que as Guerreiras Grenás vençam por pelo menos dois gols de diferença para conquistar a vaga nos 90 minutos.

    Em todo o campeonato, a Ferroviária conseguiu três triunfos por essa diferença (4 a 1 sobre o América-MG, 3 a 0 Sobre o Mixto e 2 a 0 sobre o Vitória), sempre em casa. Se vencer por apenas um gol de diferença, seguirá para a definição nos pênaltis. O Flamengo tenta dar a fim a uma sequência de nove títulos de equipes paulistas na principal competição do futebol feminino brasileiro. O último time de fora do estado a ganhar o campeonato foi justamente o Rubro-Negro, em 2016.

    “A Ferroviária dentro de casa é muito forte, mas acredito que se o Flamengo repetir a organização e a forma como jogou no jogo de conseguirá se classificar”, afirma Rachel Motta.

    No mesmo dia e horário, São Paulo e Grêmio se enfrentarão no Estádio Brinco de Ouro, em Campinas, depois do empate por 0 a 0 no confronto de ida, no Rio Grande do Sul. A situação é a mesma do duelo entre Palmeiras e Bahia: empate significa disputa por pênaltis e vitória automaticamente classifica o vencedor. O Grêmio, que passou da primeira fase na oitava e última vaga, terá que superar o Tricolor paulista, dono da melhor campanha da fase de classificação. Um dos resultados que levaram as Soberanas à liderança foi a vitória sobre o próprio Grêmio por 3 a 1, na sétima rodada, em abril.

    Fechando a fase de quartas de final, o Corinthians aparece como o mandante em situação mais confortável. O Timão chega para o duelo de volta contra o Cruzeiro, na segunda (7), no Canindé, às 17h, como a única a equipe a ter vencido fora de casa no jogo de ida. O 1 a 0 em Belo Horizonte foi conquistado graças a um golaço de Vic Albuquerque aos 50 minutos do segundo tempo. As Brabas podem empatar que avançam para a semifinal. Uma vitória da equipe mineira por um gol de diferença leva a definição do classificado para os pênaltis. Para confirmar a classificação ainda nos 90 minutos, as Cabulosas terão que vencer por dois ou mais gols de diferença. Fora de casa, o time mineiro só venceu duas vezes neste campeonato. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original