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  • Número de lares com idosos em insegurança alimentar cai em dois anos

    Número de lares com idosos em insegurança alimentar cai em dois anos

    Um levantamento feito a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou que o número de domicílios com pessoas com mais de 60 anos em insegurança alimentar caiu no país entre 2023 e 2024, últimos anos com informações consolidadas.

    A queda foi de 300 mil lares, passando de 5,9 milhões em 2023 para 5,6 milhões em 2024. Entre as categorias possíveis – insuficiência alimentar grave, moderada e leve, segundo a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) – o grupo em situação grave foi o que mais recuou, passando de 894 mil para 744 mil lares.

    “A redução na insegurança alimentar grave nos domicílios com brasileiros 60+ é uma notícia importante. Os dados nos alertam que o desafio estrutural permanece, mostra onde as políticas públicas e as decisões estratégicas precisam focar com urgência”, aponta Marcelo Tokarski, CEO da consultoria Nexus, que realizou o estudo.

    O nível de insegurança moderado teve queda, passando de 1,2 milhão para 1,1 milhão. O número de lares com vulnerabilidade social e privação de comida leves se manteve em cerca de 3,7 milhões. Na soma, 21,8% de todas as moradias com idosos no país tem algum grau de vulnerabilidade com impacto na alimentação. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Programa CNH do Brasil aumenta pedidos de habilitação em mais de 200%

    Programa CNH do Brasil aumenta pedidos de habilitação em mais de 200%

    Nos primeiros nove meses de vigência do programa CNH do Brasil, mais de 2 milhões de novos condutores foram habilitados. Além disso, houve um aumento de 216% nos requerimentos de nova habilitação em comparação com 2025. Se no ano passado foram 2,3 milhões de pedidos, este ano foram 7,3 milhões.

    O aumento no número de solicitações e de novos condutores ocorreu a partir da implantação das novas regras para obtenção da carteira de motorista. A plataforma da CNH do Brasil reúne várias etapas da jornada da primeira habilitação em apenas um ambiente.

    Entre as mulheres, o número de entradas no processo de habilitação cresceu 18%. Passou de 1,06 milhão em 2025 para 1,25 milhão em 2026 – acréscimo de pouco mais de 190 mil. A Região Nordeste registrou o maior indicador processos iniciados, com 54,7%. A segunda região com maior aumento foi o Norte, com 31,9%.

    Segundo o Ministério dos Transportes, houve economia de quase R$ 10 bilhões para os condutores. Entra nesse cálculo a redução dos valores do curso teórico, da formação prática, da renovação do documento, dos exames médicos e dos deslocamentos evitados, já que algumas etapas podem ser feitas remotamente.

    Mudanças

    O programa reduziu os custos de emissão ao diminuir as exigências de aulas teóricas e práticas em autoescolas. O curso teórico passou a ser oferecido de maneira digital e gratuita. A quantidade mínima de aulas práticas reduziu de 20 horas para duas horas.

    A possibilidade de contratação de instrutores autônomos passou a integrar a formação prática. Em 2026, cerca de 553 mil dos 4,2 milhões de cursos foram conduzidos por esses profissionais, o equivalente a 13,2% do total, enquanto os centros de formação responderam por 86,8%.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Futebol de cegos: Brasil vai à final da Copa América contra Colômbia

    Futebol de cegos: Brasil vai à final da Copa América contra Colômbia

    Maior vencedor da Copa América de futebol de cegos entre os homens, o Brasil vai em busca do sétimo título. Nesta quinta-feira (10), a seleção verde e amarela derrotou a Costa Rica por 2 a 0 no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, pelas semifinais da competição.

    Os brasileiros não encontraram dificuldades e abriram vantagem sobre os costarriquenhos antes da metade da primeira etapa – cada tempo tem 20 minutos de duração. Aos seis, Maicon conduziu a bola após cobrança de falta, arrastou a marcação de três adversários e chutou rasteiro para abrir o placar. Aos 12, Nonato recebeu na área e bateu forte, no alto, sem chances para o goleiro Rony Madrigal.

    No segundo tempo, o técnico Cesinha aproveitou para rodar o elenco. Mesmo assim, a equipe da casa manteve o jogo sob controle e até criou algumas chances, parando em boas defesas do goleiro costarriquenho.

    Em 11 edições, o Brasil sempre foi à final, com seis conquistas e quatro vices. O último na edição de 2022, quando perderam nos pênaltis para a anfitriã Argentina.

    Os Murciélagos (morcegos, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina), aliás, ficaram fora da decisão continental pela primeira vez. Mais cedo nesta quinta, os hermanos, atuais campeões mundiais e vice paralímpicos foram superados pela Colômbia por 1 a 0 nas penalidades, após empate sem gols com bola rolando.

    A final diante dos colombianos será neste sábado (12), às 17h30 (horário de Brasília). O canal da Federação Internacional de Esportes para Cegos (Ibsa) no YouTube transmite a partida ao vivo.

    Esta será a segunda final do Brasil neste ciclo da Paralimpíada de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. Em julho, os brasileiros conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Parasul-Americanos, em Valledupar (Colômbia), superando os argentinos na decisão.

    Apesar da queda nas semifinais, a Costa Rica se garantiu no Campeonato Mundial do ano que vem, assim como Argentina e Colômbia. O Brasil, como país-sede, já tinha vaga assegurada. Pentacampeã paralímpica, a seleção verde e amarela é também cinco vezes campeã do mundo, sendo a maior vencedora nos dois principais eventos da modalidade.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Saiba qual é a rotina ideal de consultas para cuidar da visão

    Saiba qual é a rotina ideal de consultas para cuidar da visão

    De quanto em quanto tempo é preciso passar por uma consulta com oftalmologista? A idade influencia nessa decisão? Uma condição de saúde que exige atenção especial, como o diabetes, muda alguma coisa?

    As respostas para essas e outras perguntas estão em um documento lançado nesta quinta-feira (10) pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e divulgado durante o 70º Congresso da especialidade, que ocorre até sábado (12), em Salvador.

    Em nota, a entidade avaliou que o documento confirma para pacientes, familiares e mesmo médicos de outras especialidades a necessidade da consulta periódica com um oftalmologista como cuidado essencial para a saúde ocular.

    “Somente por meio desse encontro se torna possível fazer o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno de doenças que acometem a visão”, completou o CBO no comunicado.

    Periodicidade

    A consulta oftalmológica deve ser realizada com periodicidade adequada à faixa etária e à presença de comorbidades, já que o exame é capaz de identificar doenças que evoluem silenciosamente e que, uma vez instaladas, provocam perda visual irreversível.

    Os intervalos recomendados para as consultas são parâmetros mínimos de referência para pessoas sem doença ocular diagnosticada e que não apresentam fatores de risco.

    >> Confira a recomendação para cada faixa etária:

    • recém-nascido: teste do reflexo vermelho, realizado pelo pediatra nas primeiras 72 horas de vida ou antes da alta da maternidade. Se o exame tiver alteração, o bebê deve ser encaminhado com urgência para o especialista.
    • 0 a 36 meses: repetição do teste do reflexo vermelho nas consultas médicas. Deve ser feita menos três vezes ao ano durante os três primeiros anos de vida da criança, com avaliação dos marcos do desenvolvimento visual, da fixação e do alinhamento ocular.
    • 6 a 12 meses: primeira consulta oftalmológica completa, com o objetivo de detectar e tratar precocemente falhas do desenvolvimento visual.
    • 3 a 5 anos: pelo menos uma consulta oftalmológica completa, com inspeção dos olhos e anexos, avaliação da função visual, testes de motilidade e alinhamento, refração sob cicloplegia (que mede o grau real do olho) e fundo de olho sob dilatação, preferencialmente antes da alfabetização.
    • idade escolar e adolescência (até 18 anos): reavaliação periódica, com avaliação oftalmológica completa entre 12 e 18 anos. É considerado o período de maior surgimento e crescimento da miopia entre estudantes.
    • ⁠adultos até 39 anos: avaliação periódica mesmo que não tenha sintomas. Doenças relevantes podem ocorrer nessa faixa etária sem apresentar sinais.
    • a partir dos 40 anos: consulta anual. A prevalência de glaucoma, por exemplo, sobe para cerca de 2% após os 40 anos e a presbiopia (conhecida como vista cansada) aumenta progressivamente a partir dessa idade.
    • idosos: acompanhamento anual, no mínimo, com atenção reforçada. Deve-se ficar atento à catarata senil e ao glaucoma. Não existem estudos nacionais, mas estima-se, a partir de dados internacionais, que a degeneração macular alcance 2,2% dos indivíduos entre 70 e 79 anos e até 10,3% daqueles com 80 anos ou mais.

    Doenças crônicas

    Caso haja diagnóstico de alguma doença crônica, histórico familiar de doenças oculares ou exposições a circunstâncias específicas, o documento estabelece a necessidade de intensificar o acompanhamento em consultas, com intervalos definidos pelo oftalmologista a partir da avaliação individual.

    Cabe ao médico oftalmologista definir se os intervalos entre as consultas devem ser reduzidos.

    >> Os principais fatores a serem considerados são:

    • diabetes: cerca de 50% dos pacientes desenvolvem algum grau de retinopatia diabética (complicação na retina), proporção que chega a aproximadamente 80% após 25 anos de doença. O paciente diabético tem quase 30 vezes mais chance de tornar-se cego. Recomenda-se avaliação com pupilas dilatadas desde o diagnóstico e acompanhamento regular, mesmo se não houver queixa de problema na visão. Gestantes com diabetes devem ter acompanhamento específico.
    • histórico familiar de glaucoma: parentes de primeiro grau têm entre quatro e oito vezes mais chance de desenvolver a doença. Integram o grupo de risco pessoas com mais de 50 anos, afrodescendentes e pacientes com pressão intraocular elevada, que devem ser submetidos a exame completo, incluindo fundoscopia para avaliação do nervo óptico e tonometria, em qualquer idade.
    • histórico familiar de outras doenças oculares: ceratocone, distrofias corneanas e retinose pigmentar, entre outras condições de transmissão genética, justificam avaliação antecipada e acompanhamento periódico dos familiares.
    • miopia e miopia elevada: essa doença ocular aumenta o risco de deslocamento de retina, glaucoma e degeneração macular miópica. A avaliação deve ser realizada por um oftalmologista que, além de prescrever óculos, fará exames para diagnosticar e tratar possíveis complicações. Em crianças míopes, recomenda-se acompanhamento a cada 12 meses e, nos casos não controlados, a cada seis meses.
    • prematuridade: recém-nascidos com peso igual ou inferior a 1.500 gramas ou idade gestacional igual ou inferior a 32 semanas devem passar por rastreamento de retinopatia da prematuridade nas primeiras semanas de vida, com acompanhamento contínuo.
    • uso de corticoides, sobretudo tópicos oftálmicos (colírios e pomadas): de 30% a 40% dos indivíduos apresentam elevação da pressão intraocular em razão das medicações, sendo 5% a 6% em situações elevadas. Entre crianças, é maior o período para voltar ao normal após parar de tomar o remédio. Quanto mais usar, maior o risco. Pacientes que necessitam de uso prolongado ou recorrente precisam de acompanhamento com médico oftalmologista para evitar a cegueira irreversível causada pelo glaucoma.
    • uso de lentes de contato: o uso de lentes de contato exige acompanhamento ao menos anual, ou em intervalo menor diante de suspeita de distorção corneana, alteração refracional ou baixa de acuidade visual com melhor correção.
    • usuário de canetas emagrecedoras: tais pacientes devem incluir consultas oftalmológicas regulares na rotina de cuidados. Estudos apontam possível associação com neuropatias ópticas e com alterações da retinopatia diabética.
    • hipertensão arterial, doenças reumatológicas e autoimunes e uso de medicamentos com potencial toxicidade ocular exigem vigilância. O tabagismo é fator de risco para a degeneração macular a depender da idade do paciente.

    Profissional habilitado e ambiente adequado

    Além de profissionais habilitados – com formação médica, o conselho alerta para a importância de que ambiente do atendimento seja adequado.

    Consultas e exames de diagnóstico, bem como outros procedimentos oftalmológicos, devem ser realizados em consultórios, postos de saúde e hospitais que atendam às exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto à estrutura física, equipamentos e condições sanitárias.

    Maternidade

    O documento defende que o acompanhamento oftalmológico tenha início ainda na maternidade. O teste do reflexo vermelho, realizado no berçário, detecta catarata e glaucoma congênitos, opacidades de córnea, tumores intraoculares, inflamações importantes e hemorragias intravítreas.

    Nos primeiros anos de vida, a avaliação dos marcos do desenvolvimento visual, da fixação e do alinhamento ocular integra a rotina de cuidados.

    Os erros de refração não corrigidos são a principal causa de deficiência visual entre as crianças brasileiras, impactando o rendimento escolar e a socialização.

    A ambliopia, popularmente conhecida como olho preguiçoso, pode ser prevenida pelo exame oftalmológico realizado até os 3 anos. Dados internacionais apontam que 40% das crianças cegas poderiam ter essa consequência evitada ou tratada se tivessem acesso a um oftalmologista no tempo certo.

    Cegueira

    A maior parte das causas de cegueira e de deficiência visual, segundo o documento, é evitável e tratável, desde que identificadas precocemente.

    Dados internacionais compilados pelo conselho indicam que a maioria dos casos de baixa visão no mundo é reversível, sobretudo catarata e erros refracionais (miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia). 

    No Brasil, o CBO estima o número de pessoas cegas em cerca de 1,5 milhão, contingente que tende a crescer com o envelhecimento da população já que as quatro maiores causas de cegueira no país (catarata, glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular) acometem idosos.

    *A repórter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Caiado é internado em SP para tratar uma faringite aguda

    Caiado é internado em SP para tratar uma faringite aguda

    O candidato à presidência da República Ronaldo Caiado, do PSD, foi internado na manhã desta quinta-feira (10) no Hospital Vila Nova Star, na capital paulista, para tratar uma faringite aguda.

    Segundo nota encaminhada pela assessoria de imprensa do candidato, Caiado precisou tomar uma medicação intravenosa. Assinada pela médica Ludihmila Abrahão Hajjar, a nota informa que o objetivo da internação foi acelerar a recuperação do candidato para que ele possa retomar, o mais breve possível, seus compromissos de campanha.

    Por causa da internação, os compromissos do candidato agendados para esta quinta-feira foram cancelados. 

    Pela manhã, o candidato visitaria o Centro de Inteligência, Comunicação e Monitoramento da Guarda Civil em Vinhedo, no interior paulista, e à noite participaria de uma sabatina na capital paulista. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • MEC aprova regras para as férias escolares na Copa do Mundo Feminina

    MEC aprova regras para as férias escolares na Copa do Mundo Feminina

    O Ministério da Educação (MEC) regulamentou como as redes de ensino público e privado de todo o país devem organizar as férias escolares do meio do ano de 2027, período em que ocorre a Copa do Mundo Feminina da FIFA no Brasil. No total, 64 partidas serão disputadas de 24 de junho a 25 de julho do próximo ano, por 32 seleções.

    É a primeira edição do torneio em um país da América do Sul, nas seguintes unidades da Federação:

    1. Minas Gerais;
    2. Ceará;
    3. Rio Grande do Sul;
    4. Pernambuco;
    5. Rio de Janeiro;
    6. Bahia;
    7. São Paulo;
    8. Distrito Federal.

    As regras de organização do calendário letivo de 2027 ficam divididas segundo o nível de impacto local. 

    Primeiramente, a competição do futebol feminino deve afetar diretamente as oito cidades-sede e cerca de 174 municípios que integram suas regiões metropolitanas ou áreas de influência direta.

    Nessas localidades, os sistemas de ensino deverão promover os ajustes em seus calendários escolares para que o recesso, logo após encerramento das atividades do primeiro semestre de 2027, coincida com o período do torneio.

    Já as redes estaduais e municipais de ensino que não sofrerão impacto direto do campeonato mundial têm autonomia para decidir se querem adequar as férias ao evento esportivo. O parecer detalha que estas devem considerar as realidades locais, conforme necessidades educacionais, socioeconômicas e até climáticas. 

    Segurança jurídica

    As orientações sobre os calendários escolares de 2027 estão no Parecer CNE/CEB nº 7/2026, do Conselho Nacional de Educação (CNE), homologado pelo MEC nessa terça-feira (8).

    O objetivo do parecer é dar segurança jurídica e uniformidade de orientação aos sistemas de ensino de todo o país, no período entre a abertura e o encerramento da Copa do Mundo Feminina.

    Na prática, as orientações permitem que estudantes e profissionais da educação acompanhem os jogos sem perder aulas, além de facilitar a mobilidade urbana e evitar congestionamentos.

    Respeito à LDB

    O documento deixa claro que a adaptação do calendário escolar 2027 não afasta a obrigatoriedade do cumprimento dos 200 dias letivos e da carga horária escolar mínima anual exigida, conforme determinado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

    O parecer esclarece ainda que as orientações se aplicam, inclusive, aos cursos de qualificação profissional e de educação profissional técnica de nível médio previstos na LDB.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mostra em SP exibe produção do indigenista Vincent Carelli

    Mostra em SP exibe produção do indigenista Vincent Carelli

    O CineSesc, na capital paulista, exibe nesta quinta-feira (10), às 20h, o documentário Arquivo Vivo, em que Vincent Carelli e Ana Carvalho dividem a direção. Parte da programação do festival Amor ao Cinema, a obra recupera como o projeto Vídeo nas Aldeias se firmou enquanto acervo dos povos originários brasileiros, com mais de 70 filmes rodados.

    Franco-brasileiro, Carelli começou a flertar com o indigenismo muito cedo, por influência de um missionário dominicano de seu colégio em São Paulo, e filósofo que já circulava em comunidades Mẽbengôkre Xikrin (ou Kayapó Xikrin), no Pará. 

    Das apresentações com slides que o religioso preparava e mostrava em aulas, nasceu a vontade de acompanhá-lo nas viagens. Aos 16 anos de idade, então, perguntou se poderia ir em uma das viagens e teve seu pedido atendido. 

    Era a primeira vez que subia em um avião, e a sequência de voar e horas depois descer na floresta e entrar na aldeia, o marcou para sempre. 

    “A sensação de ter adentrado em outro momento da humanidade foi muito forte. O cheiro, a emoção. A emoção deles [indígenas], que também estavam recebendo um [indígena] que estava se tratando em Marabá, e aquele choro kayapó diante do retorno, a saudade das irmãs”, lembra Carelli, filho parisiense do ceramista, desenhista e pintor Antônio Carelli e de mãe brasileira e irmão da atriz e diretora teatral Chica Carelli.

    “Para mim, foi uma experiência definitiva. Eu voltei lá dois anos consecutivos, fiz um ano de USP [Universidade de São Paulo] e disse, quer saber de uma coisa? eu vou morar lá.”

    Já reconhecido como um não indígena de confiança, Carelli foi convidado pelos xikrin para permanecer na aldeia, após concluir uma formação de indigenista em Brasília. 

    Contudo, como era no período da ditadura, houve um impedimento de militar, naquele momento e daquela forma, com o movimento indígena. O argumento, segundo Carelli, era que “não daria certo, por ele ser muito amigo dos indígenas”. 

    “Na época da ditadura, as ONGs foram demonizadas. E as associações indígenas, nem a Funai [então Fundação Nacional do Índio] queria ouvir falar disso!, lembra. 

    Nos anos 1970, o cineasta trabalhou na Funai e cofundou o Centro de Trabalho Indigenista (CTI), com um grupo de antropólogos. Foi também nessa década que ele e Andrea Tonacci se conheceram, para formatar um projeto para a Guggenheim, chamado Inter Povos. 

    Tonacci já idealizava usar o vídeo para encurtar distâncias entre os povos indígenas, e o VHS foi o ingrediente que faltava para a poção mágica que os transformaria em cineastas também. 

    Como qualquer outra pessoa que acredita em relações horizontais, sem ter a gana de exercer domínio sobre outras, Carelli se sentiria pleno quando visse indígenas filmando e não apenas sendo filmados.

    Em 1986, com essa proposta, começava oficialmente a história do Vídeo nas Aldeias, estruturado por Carelli com sua esposa, a antropóloga Virgínia Valadão. 

    O projeto não parou nem mesmo durante a pandemia da covid-19. Ao contrário, seria, pela negligência do governo de Jair Bolsonaro, segundo Carelli, ainda mais importante para se documentar o que foi, para muitos indígenas, seu ciclo derradeiro.

    “A questão da apropriação da imagem, afinal, tem várias dimensões. Uma é a que se tem consigo mesmo. Mas tem também a de memória de vidas que estão sofrendo um momento muito intenso de cotidiano, de novidades. Os velhos se vão”, pondera. 

    Além de realizador audiovisual e educador na área, Carelli foi jornalista e repórter fotográfico freelancer das revistas IstoÉ, Repórter Três e do jornal Movimento. Foi também editor fotográfico e pesquisador do Projeto Povos Indígenas no Brasil do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi), que deu lugar ao Instituto Socioambiental (ISA). 

    Um questionamento mencionado pelo indigenista provoca melindres até hoje: “Existe instituição do Estado brasileiro comandada, com autonomia, por povos indígenas? Qual é a relação dos museus? É quase uma utopia. E eles não podem ser alienados das imagens, têm que ter acesso a elas.”

    Serviço

    Festival Amor ao Cinema | CineSesc

    Arquivo Vivo

    Direção: Vincent Carelli e Ana Carvalho

    País: Brasil

    Ano: 2026

    Duração: 2h17min. (137’)

    Classificação Indicativa: Livre

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil vai ao Sudeste Asiático mirando virar parceiro pleno da Asean

    Brasil vai ao Sudeste Asiático mirando virar parceiro pleno da Asean

    O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, faz visita oficial ao Sudoeste Asiático nesta semana mirando, entre outros objetivos, a reabertura do mercado da Tailândia para carne brasileira, fechado em 2024.

    Outra meta da comitiva é continuar com as negociações para que o Brasil ganhe o status de Parceiro de Diálogo Pleno da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Aumentar o status na Asean permitiria aprofundar as relações com os países da associação asiática que, juntos, são o quinto principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas de China, União Europeia (EU), Estados Unidos (EUA) e Mercosul. Desde 2022, o Brasil tem o status de parceiro de diálogo setorial.

    Atualmente, apenas 12 países ou blocos têm o status de parceiro pleno junto à Asean e nenhum é da América Latina. São eles Estados Unidos (EUA), União Europeia (EU), Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália, Nova Zelândia, Coréia do Sul, Turquia e Nações Unidas (ONU).

    O comércio brasileiro com os países da Asean vem ganhando importância ao longo dos anos, tendo aumentado 10 vezes entre 2003 a 2025, passando de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões, com uma taxa média de 12% de crescimento anual.

    Os Estados membros da Asean são Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor Leste, Mianmar, Brunei, Camboja e Laos.

    O governo brasileiro avalia que pode ser aceito como parceiro pleno da Asean ainda na próxima cúpula da Asean, entre 10 a 12 de novembro, nas Filipinas, ou partir de janeiro de 2027, quando Singapura assume a presidência do bloco.

    Importância da Asean 

    Para o ministro Mauro Vieira, o comércio do Brasil com a Asean deve superar o comércio com os EUA e a Europa “num futuro próximo”. A viagem do chanceler ocorre em meio aos esforços do Brasil para diversificar a pauta comercial diante dos tarifaços do governo Donald Trump. Em agosto, o secretário-geral da Asean, Kao Kim Hourn, esteve em Brasília. 

    Entre 2023 e 2025, as exportações do Brasil para os cinco maiores mercados da Asean (Singapura, Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia) alcançaram US$ 68,5 bilhões, valor equivalente ao exportado para cinco parceiros tradicionais do G7 (Alemanha, Itália, Reino Unido, Japão e França) no mesmo período.

    Enquanto o Brasil teve superávit de US$ 36 bilhões com esses parceiros da Asean, o país registrou um déficit de US$ 36,6 bilhões no comércio com os cinco países do G7 entre 2023 e 2025.

    Singapura

    A viagem do ministro Mauro Vieira, que antecede a cúpula do Brics, na Índia, começou por Singapura. O chanceler brasileiro foi recebido pelo ministro de relações exteriores Vivian Balakrishnan e por representantes de cerca de 20 empresas dos dois países.

    Do tamanho da cidade de Campinas (SP), Singapura é hoje o segundo principal parceiro comercial do Brasil na Ásia, atrás apenas da China, e o primeiro na Asean, com um fluxo comercial de US$ 10,7 bilhões no ano passado, aumento de 23% em relação a 2024.

    Em conferência realizada em Singapura com líderes políticos e empresariais, Vieira voltou a defender a inclusão do Brasil como parceiro pleno da Asean.

    “Dos doze Parceiros de Diálogo da Associação, nenhum vem da América Latina, do Caribe ou da África. O Brasil está disposto e é capaz de preencher essa lacuna, com pleno respeito a uma decisão que cabe aos onze membros da Associação”, afirmou.

    Na mesma fala, Vieira destacou que o Brasil se recusa a ter que escolher parceiros e excluir outros países, estando aberto a todos os atores globais.

    “O Brasil está convencido de que a América do Sul, como região, tem muito a ganhar com uma estreita cooperação com atores extrarregionais”, disse.

    Em agosto deste ano, teve início a parceria de livre comércio entre Mercosul-Singapura, o que deve reforçar os laços da América do Sul com a nação do Sudeste Asiático que, apesar de pequena, tem um Produto Interno Bruno (PIB) de US$ 603 bilhões, próximo ao da Argentina (US$ 683 bilhões), segundo dados do Banco Mundial para 2025.

    O Itamaraty informou, em nota, que os ministros dos dois países “repassaram também os principais pontos da agenda geopolítica global e da Ásia”. Vieira ainda se reuniu com a ministra do Meio Ambiente de Singapura, Grace Fu, para tratar de temas da agenda ambiental.

    Tailândia   

    Ao sair de Singapura, Veira foi à Tailândia para uma visita oficial entre os dias 8 e 10 de setembro, tendo se reunido com empresários e ministros de estados em Bangkok, incluindo o Vice-Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros, Sihasak Phuangketkeow.

    O Itamaraty informou que espera aprofundar as relações em áreas como comércio e investimentos, ciência, tecnologia e inovação e segurança alimentar com a Tailândia. Os ministros também abordaram a cooperação no enfrentamento ao crime organizado internacional, incluindo tráfico de pessoas e fraudes cibernéticas

    “O governo tailandês vem prestando apoio ao Brasil e mantido diálogo na área consular, que têm sido decisivos em diversas situações de resgate de trabalhadores”, diz nota do MRE.

    Nos últimos meses, têm sido registrados casos de brasileiros atraídos por promessas de empregos no Sudeste Asiático, mas que acabam sendo explorados em condições análogas à escravidão. 

    O ministro Mauro Vieira ainda publicou um artigo no jornal Bangkok Post, destacando o aprofundamento das relações entre os dois países, com o Brasil sendo o principal parceiro da Tailândia na América Latina e Caribe.

    “Em um mundo marcado por tensões geopolíticas e pressões protecionistas, relações mais próximas entre a América Latina e o Sudeste Asiático podem ampliar nossa autonomia, apoiar nosso direito ao desenvolvimento e dar ao Sul Global uma voz mais forte”, escreveu o chanceler.

    Com uma população de mais de 71 milhões de habitantes e uma área próxima ao tamanho do estado da Bahia, a Tailândia têm um fluxo comercial de US$ 5,7 bilhões com o Brasil em 2025.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Irmã de PM suspeito de feminicídio é investigada e está foragida

    Irmã de PM suspeito de feminicídio é investigada e está foragida

    A Polícia Civil fez, nesta quinta-feira (10), uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão contra a irmã do policial militar Vinícius Costa Silva, suspeito de ter cometido feminicídio contra a esposa, Larissa Cruz Morata.

    Thamires Matias, irmã do policial, está sendo investigada pela Delegacia de Embu das Artes, cidade na região metropolitana de São Paulo, por suspeita de fraude processual. A polícia não localizou Thamires em casa, e ela passou a ser considerada foragida.

    Novas investigações serão realizadas nesta sexta-feira (11) na casa onde Larissa morreu com o objetivo de reunir elementos que contribuam para a solução do caso.

    Possível feminicídio

    No último domingo (6), a radiologista Larissa Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada morta, com um tiro na cabeça, no banheiro da casa onde morava com Vinícius Costa. O casal vivia em Embu das Artes e tinha um filho pequeno.

    O PM disse às autoridades que a esposa tirou a própria vida após ele anunciar que queria terminar o relacionamento. Estudos periciais no corpo da vítima e no local indicaram que seria impossível Larissa ter cometido suicídio.

    Devido a essas conclusões, o policial militar foi detido no velório da radiologista, na última segunda-feira (7). À tarde, foi decretada a prisão temporária de Vinícius, que foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes.

     A Agência Brasil procurou a defesa do PM, mas não teve resposta, e tenta conseguir o contato do advogado de Thamires.

    *Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Minha Casa, Minha Vida: conselho do FGTS aumenta subsídios para 2026

    Minha Casa, Minha Vida: conselho do FGTS aumenta subsídios para 2026

    O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta quinta-feira (10) um aumento de R$ 500 milhões de subsídios para o programa Minha Casa, Minha Vida em 2026.

    O valor subiu de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões. A alteração vale apenas para este ano. O plano plurianual de 2027 a 2029 será discutido na próxima reunião do conselho, prevista para o fim de outubro.

    O recurso é utilizado para a concessão de descontos nos imóveis das faixas 1 e 2 do programa habitacional, que atendem famílias com renda de até R$ 5 mil por mês. O valor não precisa ser devolvido ao fundo, ele serve para ajudar o beneficiário a pagar o imóvel.

    O coordenador-geral de Gestão do FGTS do Ministério das Cidades, Johnny Ferreira dos Santos, afirmou que o novo valor garante a nova projeção, que é de usar R$ 12,6 bilhões em subsídios, e deixa uma margem de segurança.

    “Do ponto de vista operacional, na execução do final do exercício, você tem a questão dos recursos dentro das unidades do agentes financeiros. Então é importante você manter uma folga mínima para que não falte recurso e você tenha flexibilidade de fazer algum tipo de remanejamento caso necessário”.

    Os outros orçamentos do fundo não tiveram alteração e foram mantidos em R$ 144,5 bilhões para habitação; R$ 8 bilhões para saneamento; R$ 8 bilhões para infraestrutura; e R$ 8,5 bilhões para saúde.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original