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  • Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta-feira

    Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta-feira

    O mais longevo festival de cinema do país se viu protagonista do próprio drama, com pitadas de suspense e ação, mas com final feliz. A 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta-feira (11) após ser cancelado e em poucas horas novamente confirmado pelo governo do Distrito Federal. Um verdadeiro arco de redenção digno dos grandes roteiros do cinema.

    Foram quase 2 mil filmes inscritos, um recorde dentro do festival. Desses, mais de 70 filmes foram selecionados em várias mostras. Além das mostras competitivas de longas e curtas, o festival terá mostras paralelas e sessões especiais para celebração de artistas e temáticas relevantes para o audiovisual brasileiro.

    Entre as mostras, a sessão Vozes e Lutas, com filmes notabilizados pela retratação de movimentos políticos e culturais relevantes. Entre eles, Pontos de Partida, do cineasta Silvio Tendler, morto em setembro do ano passado.

    Nesta sexta-feira, a abertura do festival será a partir das 19h30, no Cine Brasília, com o filme A Pele Morta, de Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres.


    Brasília (DF), 10/09/2026 - O Cine Brasília recebe o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
    Brasília (DF), 10/09/2026 - O Cine Brasília recebe o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
    Cine Brasília recebe o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    “As expectativas são as melhores possíveis. Um dos grandes destaques desta programação é a presença importante de filmes de Brasília, com vínculos fortes com o Distrito Federal”, disse a diretora-geral do festival, Sara Rocha, à Agência Brasil.

    Um desses exemplos é justamente A Pele Morta. O filme foi concebido pelo diretor Geraldo Moraes, radicado em Brasília e morto em 2017, e resgatado e dirigido pelos seus filhos.

    Outro destaque desta edição é levar episódios de uma série à tela do Cine Brasília. Três episódios de Delegado, série dirigida por Marcelo Lordello e Leonardo Lacca, serão apresentados em primeira mão no festival, no sábado (12), às 18h. A série é produzida por Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, responsáveis pelo grande sucesso do cinema nacional no ano passado, com O Agente Secreto.

    Reviravolta

    Após receber 1.928 inscrições, selecionar a maior parte dos filmes e encaminhar toda a programação, a organização do festival de cinema recebeu a notícia do cancelamento do evento. O argumento do governo do Distrito Federal era de falta de verba.

    A notícia se espalhou rapidamente na cidade, mobilizando a classe artística. Horas depois, a governadora Celina Leão publicou em suas redes sociais a determinação para que a Secretaria de Economia providenciasse os recursos necessários para o festival. 

    Passada a tensão e a apreensão, o momento é de celebrar o cinema de Brasília e o cinema nacional em mais uma edição do festival. Essa é a expectativa de Sara Rocha.

    “A gente espera superar o número de espectadores e poder abraçar todas as pessoas que fazem parte do festival; o público, os realizadores e toda comunidade cultural, para que a gente possa celebrar o cinema brasileiro e fortalecer. A cada edição do festival que se realiza, amplia um pouco mais esse lastro”.

    O festival nasceu em 1965 e, ao longo das décadas, consolidou-se como um espaço de debate sobre o audiovisual brasileiro. Ele só não foi realizado em dois anos durante a ditadura militar. Durante a pandemia, foi realizado de forma virtual. 


    Brasília (DF), 10/09/2026 - O Cine Brasília recebe o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
    Brasília (DF), 10/09/2026 - O Cine Brasília recebe o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
    Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é realizado desde 1965 – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    Desde 2007, é considerado patrimônio imaterial do Distrito Federal.

    “Um patrimônio não é cancelável. O festival é um patrimônio tombado formalmente e afetivamente, não só por Brasília, mas por todo o Brasil. A gente está muito feliz e orgulhoso de poder entregar mais uma edição do festival. Que todo mundo possa aproveitar com a gente”, celebrou a diretora-geral.

    Confira a programação completa no site oficial do festival.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • 11 de setembro: após 25 anos, imagens do atentado ainda chocam o mundo

    11 de setembro: após 25 anos, imagens do atentado ainda chocam o mundo

    No dia 11 de setembro de 2001, o mundo inteiro parou para ver pela TV as imagens das duas torres gêmeas de Nova York repletas de fumaça. Vinte e cinco anos depois, as cenas do atentado permanecem entre as mais conhecidas e lembradas do século 21. 

    Quase 3 mil pessoas morreram nos ataques, quando terroristas da Al Qaeda sequestraram e lançaram aviões em direção às torres do World Trade Center de Nova York e no Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, localizado no condado de Arlington, Virgínia. Um quarto avião caiu na zona rural de Shanksville, no estado da Pensilvânia.  

    Segundo o professor Eugênio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), as imagens das torres desabando, transmitidas repetidas vezes, gerou um trauma em escala global. A televisão, ao vivo, em uma época em que a internet não era tão difundida, prendeu o público pela repetição.

    “Isso abriu uma ferida no olhar. Naquele dia, o olhar se tornou mutilado de guerra. O atentado conseguiu ferir todas as pessoas, tanto que todas as pessoas no mundo inteiro são capazes de se lembrar onde estavam quando tiveram notícia daquele acontecimento”, avalia o professor. .

    Bucci classifica a experiência como “tempo congelado”, tanto pela TV ao vivo, como pela exibição em plataformas digitais.

    “A televisão ao vivo desenvolveu essa possibilidade, que é o congelamento do tempo. Se dá pela expansão de 1 segundo ou de poucos minutos em uma repetição que não cessa, toma horas, às vezes dias, e dá em todos os que estão conectados ali, dá essa relação distinta com o fluxo do tempo”, diz. 


    Pedestrians react to the World Trade Center collapse September 11,
2001. Two commercial airplanes crashed into the World Trade Center
earlier. REUTERS/Richard Cohen

AC
    Pedestrians react to the World Trade Center collapse September 11,
2001. Two commercial airplanes crashed into the World Trade Center
earlier. REUTERS/Richard Cohen

AC
    Dois aviões comerciais se chocaram contra o World Trade Center, em Nova York. Reuters/Richard Cohen/Arquivo/Proibida reprodução

    A tragédia marcou a memória de pessoas de uma geração inteira. O empresário brasileiro Márcio Boruchowski trabalhava em um edifício perto das torres gêmeas. Para ele, o som do impacto dos prédios foi o mais marcante. 

    “Eu vi uma série de pessoas se jogando, como se fosse um incêndio. A demora para cair foi muito chocante, isso ficou para sempre. O barulho que se faz quando cai uma ou duas torres de 100 andares é o maior decibel. Pensa no maior barulho que vocês ouviu na sua vida e transforma isso em 1 minuto 40 segundos eternamente”, lembrou em entrevista para a TV Brasil.

    Os aviões se chocaram a mais de 800 quilômetros por hora, causando uma série de explosões. Cerca de 400 mil pessoas foram expostas a poeira tóxica. A remoção de 1,8 milhão de toneladas de escombros levou cerca de oito meses. 

    Julgamento 

    Acusado de ser o mentor dos ataques, Khalid Sheikh Mohammed, chefe de operações da  Al Qaeda, deverá ser julgado por um tribunal militar em junho de 2028. Ele é acusado de orquestrar o plano para lançar aviões de passageiros sequestrados contra o World Trade Center, em Nova York, e contra o Pentágono.  

    Ele foi preso em 2003, no Paquistão, e desde 2006 está na base de Guantánamo, em Cuba. Além de Mohammed, serão julgados três co-réus: Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali. 

    Osama Bin Laden, fundador e líder da rede Al Qaeda, foi morto em 2011 pelas forças dos Estados Unidos em uma operação no interior do Paquistão. 

     

    *Colaborou Gabriel Correa, da Rádio Nacional

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Dia do Cerrado: Guimarães Rosa denunciou riscos ao bioma, diz bióloga

    Dia do Cerrado: Guimarães Rosa denunciou riscos ao bioma, diz bióloga

    João Guimarães Rosa já era um célebre escritor em 1952 quando participou de uma comitiva de boiadeiros que percorreu, por 240 quilômetros, o Cerrado mineiro entre Três Marias e Araçaí. Anotou tudo o que via pelo caminho em suas cadernetas, inclusive os riscos de devastação que apareciam no horizonte por causa das siderúrgicas.


    O escritor João Guimarães Rosa
    O escritor João Guimarães Rosa
    O escritor João Guimarães Rosa – Divulgação/ Centro Cultural São Paulo

    Os registros feitos por Guimarães Rosa inspiraram obras como Grande Sertão: Veredas e Corpo de Baile, ambos publicados em 1956, e que completam 70 anos este ano. Ele já notava a presença do eucalipto e das siderúrgicas que devastaram a região. Neste Dia Nacional do Cerrado, a Agência Brasil destaca a importância do bioma por meio da obra do autor.

    “Ele viu que o forno das siderúrgicas era alimentado com o carvão oriundo do Cerrado. Hoje a gente sabe que a devastação é feita pelo agronegócio”, explica a professora Mônica Meyer, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    Ela lançou no mês passado a segunda edição de “Ser-tão natureza”, em que investiga a presença ecológica na obra de Rosa.

    “Essa viagem [da boiada] é um verdadeiro inventário do Cerrado na década de 1950. Um material de extrema riqueza que faz essa intersecção da natureza com a cultura”.

    Cerrado é personagem

    A autora destaca que Guimarães Rosa não trata o Cerrado como cenário, mas como personagem. “Isso é muito importante e é um dos recados que o Guimarães Rosa passa para a gente. O ser humano não está dissociado da natureza. A natureza faz parte do corpo de cada ser vivo.”

    Sob esse olhar, Guimarães Rosa destaca que os humanos não são o centro da natureza, mas parte dela. As anotações da viagem de 1952 estão identificadas pela pesquisadora nos contos de Corpo de Baile e em Grande Sertão: Veredas. 

    As obras detalham o rio (de Janeiro), afluente do Rio São Francisco, em Três Marias, os bichos, as plantas e a movimentação das pessoas. 

    Romance aquático

    Ela destaca o poder de descrição do autor ao tratar, por exemplo, do rio e das raízes pivotantes do Cerrado que precisam absorver muita água. “O Grande Sertão: Veredas é um romance aquático”, resume.

    Riobaldo e Diadorim, protagonistas da obra, lidam com as alterações da natureza.  O próprio romance traça as duas estações do Cerrado. O período de chuva, o de melhores condições, e o de seca que precisa ser vencido. 

    “A natureza é um personagem relevante demais e que tem uma sinergia com os demais personagens.”


    Brasília (DF) 19/05/2025 - Com o título
    Brasília (DF) 19/05/2025 - Com o título
    Autor trata o Cerrado e a natureza como personagens, ao destacar suas características – TV Brasil

    Defensor da natureza

    Segundo a pesquisadora, Grande Sertão: Veredas não é somente um dos principais romances da história escritos em língua portuguesa, mas também uma obra defensora da natureza. 

    “Ele não faz nenhum discurso [explícito] de ‘vamos defender a natureza’. Mas, por exemplo, a personagem de Diadorim estimula Riobaldo a ver o bioma de forma diferente.”  

    Um desses momentos é quando Diadorim aponta para Riobaldo um passarinho chamado manuelzinho-da-crôa, nome popular da ave batuíra-de-coleira. 

    “Ele nunca tinha olhado para o passarinho com prazer e para a beleza daquele espaço. Todo o romance está pontuado de registros da fauna e da flora e das águas.”

    As páginas da obra-prima da literatura estão imersas no canto dos pássaros, na cor das árvores, das flores, do perfume, nos insetos, na noite, no amanhecer. “Guimarães Rosa estimula o leitor a olhar para a natureza com outros olhos, não como recurso natural ou como mercadoria, mas como um espaço vivo.”

    Tudo está em constante transformação da qual humanos e os demais seres vivos fazem parte. 

    “É um material riquíssimo para trabalhar aspectos da educação ambiental. É, sem sombra de dúvida, uma grande enciclopédia do Cerrado.”

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Sala de Concerto, da Rádio MEC, apresenta ópera Vênus e Adônis

    Sala de Concerto, da Rádio MEC, apresenta ópera Vênus e Adônis

    O programa Sala de Concerto que a Rádio MEC leva ao ar nesta sexta-feira (11), às 17h, apresenta a ópera Vênus e Adônis, interpretada pelo Conosco Coletivo de Criadores. O espetáculo foi gravado no Teatro Levino de Alcântara, na Escola de Música de Brasília. 

    Com mais de 300 anos, a ópera inglesa ganha uma leitura contemporânea em uma montagem que aproxima a obra histórica do olhar do século XXI. O elenco de solistas é composto por Joyce Moreira (soprano) como Vênus, Gustavo Freccia (barítono) como Adônis e Isabel Quintela (soprano) como Cupido.

    Completam a performance um corpo estável de 16 instrumentistas especializados em música antiga (com instrumentos como flautas doces, violas da gamba, cravo e teorba), e um coro de oito vozes.

    Idealizado por Cecília Aprigliano, André Vidal e Mônica Monteiro, o Conosco Coletivo de Criadores tem como missão fomentar a produção musical e cênica no Distrito Federal. O grupo promove o encontro entre a música de câmara e outras linguagens artísticas.

    Durante a atração da Rádio MEC, o apresentador Pedro Pontes conversa com Cecília Aprigliano e André Vida, que assinam a direção musical do espetáculo. No bate-papo, eles contam como decidiram o formato e a montagem da ópera, como foi o processo seletivo dos solistas e onde o público pode acompanhar o trabalho do grupo e saber das próximas apresentações. 

    Sobre o Sala de Concerto

    Transmitido às sextas-feiras, às 17h, o programa Sala de Concerto é um espaço para apresentações ao vivo de músicos da cena clássica brasileira. No ar desde o ano 2000, a atração da Rádio MEC promove o encontro entre instrumentistas, cantores e o público. 

    Sobre a Rádio MEC

    Conhecida de norte a sul do país como “A Rádio de Música Clássica do Brasil”, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

    A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

    A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.

    Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Campanha convoca candidatos a defender o Cerrado nas eleições

    Campanha convoca candidatos a defender o Cerrado nas eleições

    Organizações da sociedade civil lançaram a campanha #VotePeloCerrado, que convoca candidatos às eleições deste ano a se engajarem na proteção do bioma e dos povos que vivem nele. Uma carta-compromisso está disponível para assinaturas no site votepelocerrado.org.br.

    Nesta sexta-feira (11), Dia Nacional do Cerrado, as organizações envolvidas na campanha destacam que o bioma abriga as nascentes que alimentam oito das 12 principais bacias hidrográficas do país. Porém, mais de 50% de sua vegetação nativa foi destruída, e os rios têm enfrentado redução média de 27% na vazão.

    O documento oficializa quais postulantes às vagas no Executivo e no Legislativo se comprometem publicamente com as demandas. Para a coordenadora do Programa Cerrado no Instituto Sociedade População e Natureza (ISPN), Isabel Figueiredo, a proteção do bioma deve envolver projetos de longo prazo.

    “Precisamos eleger parlamentares que compreendam a importância do Cerrado e não tenham uma visão imediatista que pode comprometer o nosso futuro.”

    A secretária executiva da Rede Cerrado, Ingrid Silveira, indica um conjunto de elementos que devem orientar os compromissos dos candidatos.

    “As eleições precisam colocar no centro políticas que fortaleçam a agricultura familiar, a agroecologia e a sociobiodiversidade, garantindo território, crédito e acesso a mercados para quem cuida do bioma.”

    Pontos defendidos

    A campanha apresenta oito propostas para serem incorporadas pelos candidatos:

    1. proteger o Cerrado e garantir seu reconhecimento como patrimônio nacional;
    2. proteger as águas como direito fundamental;
    3. garantir terra, território e autodeterminação dos povos;
    4. combater a grilagem e a violência no campo;
    5. enfrentar os impactos dos grandes empreendimentos e garantir a consulta livre, prévia e informada;
    6. promover a agroecologia e fortalecer a agricultura familiar;
    7. valorizar a sociobiodiversidade e a soberania alimentar;
    8. garantir saúde, educação, participação popular e condições dignas de vida.

    A Rede Cerrado, que reúne mais de 500 organizações por meio de associadas, e a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, que articula mais de 60 entidades, lideram a mobilização.
     

    Elas reúnem povos indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais, agricultores e agricultoras familiares, movimentos socioambientais e organizações de conservação da natureza.

    Engajamento pelo Cerrado

    Durante o lançamento online da campanha, o presidente do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), Samuel Leite Caetano, alertou para a escolha de representantes do Congresso comprometidos com pautas ambientais e direitos dos povos tradicionais.

    Segundo o representante do povo geraizeiro (comunidade tradicional que habita o Cerrado no norte de Minas Gerais), os biomas correm sérios riscos a depender de quem seja eleito.

    “Se a gente não souber votar em quem vai fazer a regularização fundiária, demarcação e gestão dos nossos territórios, a gente vai entregar para outros interesses. Temos visto inúmeras pressões contrárias, inclusive para rever unidades de conservação pelo país.”

    Ele destaca que proteger o Cerrado deve ser uma pauta de interesse de todo o país, não apenas de quem vive no bioma.

    “A água que abastece as capitais vem do Cerrado, assim como todos os grandes rios. É preciso ter a dimensão da importância desse bioma, ainda mais nesse contexto de emergência climática”, ressalta.

    Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, diz que o momento político, de retrocesso de legislações ambientais, reforça a necessidade de escolha atenta para as eleições deste ano.

    “É preciso votar em políticos que se preocupem com os biomas e com o clima. Em plena crise climática, com chegada do El Niño, vemos candidatos negacionistas. Posições políticas que não consideram a emergência em que vivemos só vão piorar a vida dos brasileiros.”

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Projeto pago com emenda de Mario Frias não teve execução comprovada

    Projeto pago com emenda de Mario Frias não teve execução comprovada

    Um projeto de R$ 1 milhão destinado pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) não foi executado conforme previsto, segundo informações reunidas pela Polícia Federal (PF) e que fundamentaram a Operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira (10) para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares. Autorizada por decisão judicial do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.

    Além de Frias, que foi alvo de busca e apreensão em sua residência e teve equipamentos eletrônicos apreendidos, a produtora Karina Gama, do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, também foi alvo dos mandados. Ela é presidente do ICB, entidade beneficiária de duas duas emendas do deputado que totalizavam R$ 2 milhões.

    Segundo a decisão de Dino, cujo sigilo foi retirado pelo ministro do STF, um dos projetos financiados por essas emendas de Mario Frias não foi devidamente executado. Trata-se da iniciativa Jovem Empreendedor, no valor de R$ 1 milhão, que previa capacitar 250 multiplicadores e atender 2.250 estudantes, na região de Pirassununga, interior de São Paulo, mas a Controladoria-Geral da União (CGU) constatou que essas metas não foram cumpridas. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) posteriormente rejeitou a prestação de contas por frustração do objeto pactuado.

    A investigação também encontrou falhas na execução do projeto Lutando pela Vida, financiado por outra emenda de Mario Frias, também no valor de R$ 1 milhão. Embora a CGU tenha identificado indícios de realização de atividades esportivas, o órgão considerou insuficiente a comprovação da execução integral do projeto, que previa atender 500 beneficiários, além de apontar problemas na comprovação da entrega de materiais e da prestação de serviços pagos.

    Cadeia de transferências

    A investigação da PF identificou uma cadeia de transferências entre empresas ligadas ao instituto e a produtora do filme, mas não conclui, até o momento, que os valores transferidos à produtora tenham origem direta nas emendas. De acordo com a apuração, no início de 2025, um total de R$ 700 mil de recursos recebidos pelo ICB a partir dessas emendas de Frias foi repassado a empresas ligadas ao grupo de Heric Dias, um dos empresários alvos da operação desta quinta. Foram R$ 400 mil à Dinâmica Editora e R$ 300 mil ao Instituto Super Poder Educacional, no âmbito do projeto Jovem Empreendedor.

    Posteriormente, no fim dde 2025, no contexto das filmagens de Dark Horse, outra empresa do mesmo grupo de Heric Dias, a NTT Brasil, transferiu R$ 750 mil à Go Up Entertainment, produtora do filme. A PF investiga se os recursos públicos circularam por essa cadeia até chegar à produção do filme.

    Outras suspeitas

    A investigação também identificou uma transferência de R$ 645,4 mil feita por Mario Frias, com recursos de sua própria conta, à Go Up Entertainment durante o período de produção do filme. A PF questionou a compatibilidade dos repasses com os rendimentos declarados pelo deputado. O salário de parlamentar é de R$ 44.008,52 mensais.

    Ao longo de novembro do ano passado, a Go Up movimentou cerca de R$ 19 milhões. Parte dessas despesas ocorreu durante as filmagens, com R$ 906,8 mil para o Hotel Unique, R$ 653,2 mil para alimentação, além de pagamentos a produtoras audiovisuais. As informações constam na decisão de 150 páginas que teve o sigilo levantado por Flávio Dino.

    A investigação também analisou emendas que totalizam R$ 1,15 milhão destinadas pelos deputados Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL-DF) à Academia Nacional de Cultura (ANC), outra entidade presidida por Karina Gama, uma das produtoras do filme Dark Horse. Segundo a decisão, porém, as emendas não tiveram execução financeira.

    Posição do deputado

    Em vídeo postado nas redes sociais, o deputado Mario Frias se defendeu das acusações.

    “A investigação é sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões que eu destinei para contemplar um projeto esportivo e outro de letramento digital, para tirar crianças da rua, para ensinar crianças, jovens e adolescentes a se desenvolverem intelectualmente. Emenda pública, registrada, transparente, que qualquer um pode consultar no Portal da Transparência”, afirmou.

    O parlamentar se queixou de não ter tido acesso à investigação. “Como é que pode-se defender de alguma acusação sem ler? A gente descobre o que estão dizendo pelo jornal, no mesmo dia em que sua porta é arrombada”, afirmou. Frias confirmou que os agentes apreenderam aparelhos de telefone e computador.

    O deputado ainda disse que emenda não é recurso que passa pela mão do parlamentar e criticou a operação. “Ela [emenda] vai do Tesouro para o órgão executor, que aprova um plano de trabalho previamente e fiscaliza a prestação de contas. Se há alguma nota que a CGU quer ver, isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição. Cortina de fumaça”, apontou. Ele não respondeu sobre a transferência de R$ 645 mil da própria conta para a produção do filme.

    Na decisão que autorizou a Operação Make Up, o ministro Flávio Dino também proibiu Mario Frias de deixar o país e de se comunicar com outros investigados no inquérito.

    A reportagem não conseguiu obter a posição da produtora Karina Gama nem do empresário Heric Dias.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mega-Sena acumula para R$ 85 milhões; confira os números sorteados

    Mega-Sena acumula para R$ 85 milhões; confira os números sorteados

    Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.056 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (10). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 85 milhões para o próximo sorteio.

    Os números sorteados são: 14 – 21 – 25 – 40 – 51 – 56

    • 50 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber  R$ 45.990,43 cada
    • 3.344 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.133,49 cada

    Apostas

    O próximo concurso acontece domingo (13), às 11h. As apostas podem ser feitas até as 22h (horário de Brasília) de sábado (12), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

    A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Levantamento aponta uso de IA sem identificação por candidatos

    Levantamento aponta uso de IA sem identificação por candidatos

    Um levantamento do Observatório Lupa mostra que pelo menos 37 conteúdos foram gerados com inteligência artificial (IA) nas contas oficiais dos candidatos em redes sociais. Em todos esses conteúdos, não havia nenhuma indicação da manipulação digital.

    Entre os 314 conteúdos suspeitos coletados entre 16 e 26 de agosto em redes sociais e aplicativos de mensagem, foi constatado o uso de IA em 282 deles. Desses conteúdos, a maioria deles era deepfake, peças artificiais criadas para simular a aparência, a voz ou a identidade de pessoas reais.

    Segundo o levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, foi a maior vítima dos conteúdos falsos gerados por IA, aparecendo 115 vezes. A segunda maior vítima dos conteúdos falsos foi Flávio Bolsonaro (PL), aparecendo em 56 conteúdos.

    O Facebook é a rede com maior registros de conteúdo enganoso: foram 202 ocorrências, seguido do Instagram, com 62 ocorrências.

    “O que chama atenção nesses 37 casos é que não são conteúdos publicados por contas anônimas. São publicações feitas pelas contas oficiais de candidatos e partidos, que têm a obrigação de informar ao eleitor quando utilizam inteligência artificial”, alerta Cristina Tardáguila, gerente de inovação e formação e fundadora da Agência Lupa.

    Em março deste ano, o TSE aprovou as restrições para uso de IA nas eleições. A restrição vale para modificações com imagem e voz de candidatos ou pessoas públicas.

    A Corte eleitoral também reafirmou que os provedores de internet poderão ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais de seus usuários.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira como foi a quinta-feira (10) dos candidatos a presidente

    Confira como foi a quinta-feira (10) dos candidatos a presidente

    A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta quinta-feira (10) incluiu entrevistas a rádios e podcasts, sabatinas, palestras e panfletagem. 

    >> Veja como foi o dia dos presidenciáveis:

    Hertz Dias (PSTU)
    O candidato Hertz Dias participou de panfletagem no restaurante da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), no Recife. 

    Ele defendeu mais investimentos para universidades públicas e o fim da restrição ao aporte de recursos previsto no arcabouço fiscal.

    “Não existe projeto de desenvolvimento para o Brasil sem investimento pesado em educação, ciência e tecnologia. As universidades públicas são responsáveis por grande parte da pesquisa produzida no país, mas seguem sofrendo com falta de recursos, infraestrutura precária, redução de bolsas e dificuldades para garantir a permanência estudantil”, disse.

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    O candidato Luiz Inácio Lula da Silva não teve agenda pública de campanha.

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos participou do evento Diálogo com Presidenciáveis na Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil), em São Paulo. 

    Romeu Zema (Novo)
    O candidato Romeu Zema cumpriu agenda de campanha no Ceará. Ele participou de entrevista para a rádio O Povo CBN, em Juazeiro do Norte (CE).

    Zema visitou o Santuário do Padre Cícero, também em Juazeiro do Norte, e o projeto Ecos da Esperança, em Crato (CE).

    O candidato almoçou no Instituto Primeira Infância, em Fortaleza, e visitou o Mercado Central da cidade onde conversou com eleitores.

    Ronaldo Caiado (PSD)
    O candidato Ronaldo Caiado cancelou os compromissos de campanha. Ele foi internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, para tratar uma faringite aguda.

    O candidato iria visitar a cidade de Vinhedo, no interior paulista e, à noite, participaria de sabatina em um canal no Youtube.

    Rui Costa Pimenta (PCO) 
    O candidato Rui Costa Pimenta participou de uma live sobre análise internacional, na qual alertou para o avanço da extrema-direita na Alemanha, a crise em Cuba e criticou a atuação dos Estados Unidos na Venezuela.

    Samara Martins (UP)
    A candidata Samara Martins não teve agenda pública de campanha.

    Wilson Grassi (Democrata) 
    O candidato Wilson Grassi teve reunião com a equipe de planejamento de campanha e, à noite, concedeu entrevista ao Kritikê Podcast.

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury participou de evento na sede da Genial Investimentos, na capital paulista, onde se reuniu com representantes e especialistas do mercado financeiro.

    Ele defendeu gestão pública eficiente e equilíbrio das contas públicas. 

    “Um país que deseja crescer precisa transmitir confiança, segurança e previsibilidade. O setor produtivo precisa encontrar um ambiente em que seja possível investir, gerar empregos e planejar o futuro”.

    Clariana Barão (DC)
    A candidata Clariana Barão não teve eventos de campanha.

    Edmilson Costa (PCB)
    O candidato Edmilson Costa esteve em sabatina com a imprensa e com representantes dos trabalhadores de Santos (SP).

    Ele reafirmou a necessidade de “mudanças profundas” na área social e trabalhista, como a redução da jornada de trabalho para 30 horas sem redução de salário e o fim da escala 6×1.

    Edmilson Costa defendeu ainda a formalização para todos os trabalhadores das plataformas digitais e um piso salarial.

    Flávio Bolsonaro (PL) 
    O candidato Flávio Bolsonaro cumpriu agenda de campanha em Roraima. Em Boa Vista, participou de uma motocarreata e de um comício na Praça do Centro Cívico.

    Flávio Bolsonaro disse que, caso eleito, vai dar continuidade a projetos como o linhão de Tucuruí, que conectou Roraima com o sistema elétrico nacional. 

    “Agora, ao invés de ter muros que separem Roraima do Amazonas ou de outros países, nós vamos ter pontes, estradas e conectividade no estado de Roraima para que ele se desenvolva ainda mais”, disse.

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    * Colaboraram Bruno de Freitas Moura (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís) e redação de São Paulo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil continua sem vitória no mundial de basquete em cadeira de rodas

    As seleções brasileiras de basquete em cadeira de rodas continuam sem vencer no Campeonato Mundial da modalidade, que ocorre em Ottawa (Canadá). Nesta quinta-feira (10), o time masculino estreou com derrota por 77 a 32 para a Itália, no ginásio da Carleton University. O feminino, pela segunda rodada, caiu por 70 a 63 para a Espanha, no TD Place.

    Os jogos da competição têm transmissão ao vivo no canal da Federação Internacional da modalidade (IWBF, sigla em inglês).

    Entre os homens, o Brasil pecou no aproveitamento (29% em 55 arremessos, contra 55% dos italianos em 63 tentativas) e pegou bem menos rebotes (29 a 41). Cristiano Clemente, o Juninho, foi o destaque brasileiro, com oito pontos, sete rebotes e três assistências.

    A seleção verde e amarela busca a reação nesta sexta-feira (11), às 18h (horário de Brasília), diante do favorito Estados Unidos, atuais campeões mundiais e tri paralímpicos, no TD Place. A campanha na fase de grupos termina no domingo (13), às 17h45, novamente na Carleton University, contra a Holanda, país do técnico brasileiro, Cees Van Rootselaar.

    O Mundial masculino reúne 16 seleções, divididas em quatro chaves. O Brasil está no Grupo A. Os dois primeiros colocados avançam às quartas de final.

    No feminino, o Brasil fez um jogo apertado diante das espanholas, chegando a passar a frente em determinados momentos do terceiro e do último quartos, mas sem resistir à pressão das rivais. Os lances livres fizeram diferença. As europeias tiveram direito a 13 arremessos (acertaram dez), contra cinco (todos convertidos) das brasileiras. Com 18 pontos, cinco rebotes e sete assistências, liderou o time verde e amarelo, a experiente Vileide Almeida liderou o time verde e amarelo.

    Foi o segundo revés da equipe comandada por Evelyn Barbian, que, na última quarta-feira (9), perdeu da Grã-Bretanha por 78 a 41, também no TD Place. As brasileiras têm novo desafio no sábado (12), às 15h30, na Carleton University, diante da Austrália, donas de quatro medalhas paralímpicas (três pratas e um bronze).

    Entre as mulheres, o Mundial tem 12 países, separados em duas chaves. Integrante do Grupo B, o Brasil ainda terá pela frente China e Canadá. As quatro melhores seleções vão às quartas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original