Tag: sarampo

  • São Paulo chega a 26 casos de sarampo em 2026

    São Paulo chega a 26 casos de sarampo em 2026

    A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou, na manhã desta quinta-feira (27), que subiu para 26 o número de casos de sarampo em 2026. Foram registradas três novas infecções na capital paulista, e as pessoas afetadas não têm histórico de vacinação.

    Segundo a pasta, os pacientes são um menino e uma menina com menos de um ano de idade, além de uma mulher de 30 anos.

    Entre todos os casos de sarampo no estado paulista, 23 foram registrados na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos, ambas na região metropolitana da capital.

    Dezenove pessoas infectadas não haviam se vacinado ou tinham esquema vacinal incompleto.

    Campanha 

    O governo estadual promove até o dia 1º de setembro uma campanha de vacinação da população contra o sarampo. A capital paulista, Guarulhos e São Bernardo do Campo são atendidas com a aplicação do imunizante em pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal.

    As vacinas são ministradas gratuitamente nas unidades básicas de Saúde (UBSs).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Capital paulista vacinou 1 milhão de pessoas contra o sarampo

    Capital paulista vacinou 1 milhão de pessoas contra o sarampo

    A cidade de São Paulo aplicou 1.045.758 doses da vacina de sarampo desde o dia 3 de agosto, início da campanha de multivacinação. A capital é a cidade com mais casos de sarampo no país este ano, 20 dos 24 casos confirmados.

    O primeiro caso na capital, confirmado em fevereiro, foi importado da Bolívia. A confirmação do segundo ocorreu em março, importado da Guatemala. Os demais foram registrados em junho e julho, nos distritos de Vila Medeiros (oito), Vila Maria (dois), Capão Redondo (um), Água Rasa (quatro), Sapopemba (dois) e Jabaquara (um).

    Embora sem novos casos confirmados desde o último dia 7, a cidade investiga 472 possíveis ocorrências. Todas as pessoas de 6 meses a 59 anos devem receber uma nova dose da vacina contra o sarampo, independentemente do número de doses recebidas anteriormente ou da situação vacinal registrada.

    Para as crianças com menos de 1 ano, é ainda mais importante, pois a vacinação normal para sarampo ocorre apenas após o primeiro ano. Dez dos 20 casos confirmados atingiram esse grupo. A chamada dose zero contra o sarampo segue disponível para crianças de 6 a 11 meses de idade.

    A campanha de multivacinação segue até 1º de setembro. As vacinas estão disponíveis nas 483 unidades básicas de saúde (UBSs) da cidade, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados nas assistências médicas ambulatoriais (AMAs/UBSs Integradas), no mesmo horário. A unidade mais próxima pode ser consultada na plataforma Busca Saúde.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mais de 1 milhão de doses de vacinas são aplicadas em São Paulo

    Mais de 1 milhão de doses de vacinas são aplicadas em São Paulo

    Desde o início da Campanha de Multivacinação – De Olho na Carteirinha 2026, em 3 de agosto, até o último sábado (15), a capital paulista aplicou mais de 1 milhão de doses de vacinas em toda a cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram 795.418 contra o sarampo e 252.382 de outros imunizantes. 

    “Os resultados alcançados nessas duas semanas reforçam a importância de manter a caderneta atualizada e aproveitar a oportunidade para colocar a vacinação em dia. A imunização é a principal estratégia de prevenção contra o sarampo e outras doenças imunopreveníveis”, diz a secretaria. 

    A campanha visa reforçar as ações de vacinação contra o sarampo, além de atualizar a caderneta de crianças, adolescentes, adultos e idosos. De acordo com a Secretaria de Saúde, até o momento foram confirmados 20 casos de sarampo neste ano na capital. Outros 376 casos estão em investigação e 275 foram descartados. Não há registro de mortes pela doença. 

    A dose zero contra o sarampo segue disponível para crianças de 6 a 11 meses de idade em todas as unidades básicas de Saúde (UBSs). Desde 29 de junho, foram aplicadas 43.281 doses nesse grupo.

    “A SMS reitera que a dose zero não substitui as demais previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aos 12 e 15 meses”. 

    Segundo o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, o objetivo é ampliar cada vez mais a proteção da população e, principalmente, garantir que crianças, adolescentes e adultos estejam com a caderneta atualizada.

    “A vacinação é uma das formas mais importantes de prevenção e contamos com a participação de toda a população nessa estratégia”, afirma. 

    Para facilitar o acesso à vacina, a prefeitura orienta a população a acessar a plataforma “De Olho na Fila”, para escolher o local de vacinação. A orientação é fazer a consulta diretamente pelo site, que apresenta as unidades com doses disponíveis e é atualizado durante o horário de funcionamento das UBSs, das 7h às 19h.  

    As vacinas são oferecidas nas 483 UBSs da cidade, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e, aos sábados, nas assistências médicas ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas, no mesmo horário. A unidade mais próxima pode ser consultada na plataforma Busca Saúde.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Uso de medicamento oferecido no SUS reduz casos de malária no Brasil

    Uso de medicamento oferecido no SUS reduz casos de malária no Brasil

    O Brasil registrou queda de 30% nas mortes por malária em 2025. Os óbitos passaram de 56 em 2024 para 39 no ano passado. Além disso, os casos da forma mais grave da doença caíram 30,7%. 

    Os 118.037 registros da doença contraídos no território nacional no mesmo período representam um recuo de 15% em relação a 2024 e são o menor número desde 1978.

    “Chegamos à menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos na nossa história”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (17), após participar do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília.

    Os números resultam do início da oferta da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS), usado em dose única desde 2024 para prevenir novas manifestações da malária, como também, com a ampliação do diagnóstico, além da oferta de testes e tratamento adequado.

    A tafenoquina, considerada pelo ministério como um dos principais avanços nos tratamentos disponíveis no SUS, foi incorporada em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso de 35 quilos ou mais. O medicamento usado em dose única tem ação prolongada e ajuda a evitar que a doença volte a se manifestar. 

    Até junho de 2026, a tafenoquina foi incluída no tratamento de mais de 33,7 mil pessoas. Entre os pacientes, 3.920 dos tratamentos foram registrados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

    “[Em 2025] tivemos redução de mais de 40% de redução em terra indígena, mais de 40% de malária em áreas de assentamento rural e em assentamentos na região amazônica brasileira, que é uma das maiores em incidência de casos de malária. O Brasil passa a ser o primeiro país do mundo a incorporar a tafenoquina, que é uma nova medicação para o tratamento da malária”, informou o ministro.

    Indígenas

    Conforme os dados do Ministério da Saúde, no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami 1.515 pessoas receberam tratamento com o medicamento. Segundo o Ministério da Saúde, entre março e junho de 2026, as recaídas de malária caíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025. 

    Entre janeiro e julho, os casos da doença diminuíram 55%, passando de 17 mil para 7,6 mil, na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

    Segundo o ministro, o território Yanomami foi a primeira área indígena em que foi aplicado o medicamento no tratamento contra a malária. 

    “Conseguimos felizmente interromper o verdadeiro genocídio que acontecia no povo Yanomami. Tivemos redução de mais de 50% nos casos de malária no território Yanomami e mais de 70% nos óbitos por malária. Isso não só com as ações combinadas contra a malária, mas com a recuperação nutricional daquele povo”, disse Padilha.

    A tafenoquina também está disponível em uma formulação destinada a crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos, desde março de 2026. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes receberam este tratamento no país.  

    Sarampo

    Padilha disse ainda que também está havendo um reforço de vacinação contra o sarampo em todo o Brasil após o registro de 38 casos importados da doença identificados em São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Tocantins. “Nesse momento temos reforçado a vacinação de sarampo em todo o Brasil”, comentou.

    “Não à toa em 2024, o Brasil recuperou o certificado de país livre de sarampo. Em 2025, mesmo com os 38 casos importados, por causa da vacinação não perdemos o certificado [o certificado de país livre de sarampo]”, relatou.

    Conforme o ministro, em 2019 o Brasil perdeu o certificado por falta de ações de controle da doença que resultaram em casos de sarampo em Guarulhos, São Bernardo e São Paulo. A capital, segundo ele, chegou a ter 20 mil registros naquele momento. Nessas cidades, a faixa vacinal foi ampliada. 

    “Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo estamos vacinando todos a partir de 6 meses a 59 anos independente se foram vacinados ou não ou de checar a carteira de vacinação. Já ultrapassamos 70 mil pessoas vacinadas na cidade de São Paulo”, afirmou.

    Padilha informou que os casos importados de sarampo nas três cidades tinham cepas que circularam nos Estados Unidos e no Canadá. “O continente americano desde 2025 vem tendo uma explosão de casos na América do Norte. Os Estados Unidos, Canadá e México são responsáveis por mais de 75% dos casos no continente americano”, concluiu.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Multivacinação em São Paulo inclui 20 imunizantes em 645 municípios

    Multivacinação em São Paulo inclui 20 imunizantes em 645 municípios

    O Governo de São Paulo promove, até 1º de setembro, a Campanha de Multivacinação nos 645 municípios paulistas. Iniciada em 3 de agosto, a ação é voltada a crianças e adolescentes menores de 15 anos e prevê a oferta de 20 imunizantes, conforme a idade, o histórico vacinal e as indicações de cada vacina. 

    Estão sendo oferecidas as vacinas BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, pneumocócica 20-valente, meningocócica C, influenza, covid-19, febre amarela, meningocócica ACWY, tríplice viral, varicela, DTP, hepatite A, pneumocócica 23-valente, dT, HPV e dengue tetravalente. 

    A vacinação é feita de acordo com o histórico vacinal, por isso os pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação para conferência e aplicação apenas das doses necessárias. 

    Sarampo 

    A vacina contra o sarampo continua sendo recomendada para moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A vacinação é indicada para moradores de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal, desde que sejam respeitados os intervalos recomendados e as contraindicações. 

    A estratégia foi adotada após a confirmação de 23 casos da doença no estado em 2026 e busca conter a circulação do vírus. Dos 23 casos confirmados neste ano, dois são importados. Os outros 21 são considerados relacionados à importação, embora a fonte da infecção não tenha sido identificada. Entre os pacientes, 20 moram na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. 

    Dezesseis pacientes não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema incompleto. Quinze tinham menos de 2 anos e oito estavam na faixa etária de 15 a 50 anos. Em 2025, o estado registrou dois casos importados de sarampo, ambos na capital. 

    Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SES-SP), cerca de 660 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas desde 3 de agosto nos três municípios. Desse total, aproximadamente 500 mil foram aplicadas na cidade de São Paulo, 90 mil em Guarulhos e 70 mil em São Bernardo. 

    “Cada dose aplicada amplia a proteção da população e ajuda a interromper a circulação do vírus. O resultado alcançado nos três municípios mostra a mobilização da rede de saúde, mas a adesão precisa continuar”, afirmou a coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) da SES-SP, Regiane de Paula. 

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Estado de São Paulo reforça necessidade de vacinação contra o sarampo

    Estado de São Paulo reforça necessidade de vacinação contra o sarampo

    Com o registro de 23 casos de sarampo confirmados no estado de São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça a necessidade de vacinação para a população de 6 meses a 59 anos residente nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A imunização é feita nas Unidades Básica de Saúde (UBS) e todos devem se vacinar.  

    “Dos 23 casos confirmados no estado, dois são importados e os demais estão relacionados à importação, embora ainda não tenha sido identificada a fonte de infecção. Até o momento, 16 pacientes não possuíam histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto”, ressalta a SES-SP. 

    Segundo a SES-SP, a vacinação indiscriminada nesses municípios, onde foram registrados os casos, foi efetuada para diminuir o risco de disseminação da doença. Para pessoas que irão se deslocar temporariamente para as cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a recomendação é verificar sua situação vacinal e manter a caderneta atualizada. 

    “Nos demais municípios do estado, a orientação é intensificar as ações de vacinação por meio da verificação da situação vacinal da população, da busca ativa e da atualização das doses em atraso, conforme a idade e as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação”, explica a secretaria. 

    De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo Prof. Alexandre Vranjac, a partir dos 6 meses de idade, a criança já consegue desenvolver resposta imunológica à vacina tríplice viral e, ao mesmo tempo, pode não estar mais protegida pelos anticorpos maternos. 

    “Para pessoas com 60 anos ou mais, a vacinação indiscriminada não é recomendada, pois considera-se que grande parte dessa população já teve contato natural com o vírus ao longo da vida, apresentando imunidade duradoura”. 

     Para as gestantes, a vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes por ser produzida com vírus atenuados (enfraquecidos). Pessoas com imunodeficiência grave ou indivíduos com histórico de alergia grave (anafilaxia) a algum componente da fórmula também não devem tomar o imunizante.  

    As lactantes também podem receber a vacina normalmente. A amamentação não precisa ser interrompida, pois o imunizante não oferece riscos ao bebê. 

    Ameaça atual 

    A vice-presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm-SP), Melissa Palmier, explicou que o Brasil ainda mantém o status de país livre do sarampo, de acordo com as premissas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), responsável por emitir esse certificado. 

    “Nós perdemos a certificação em 2019 após um surto prolongado, mas reconquistamos essa vitória após um intenso esforço de vacinação e vigilância. Para que o status de eliminação seja perdido novamente, o mesmo vírus precisa circular de forma sustentada no país por mais de 12 meses contínuos”, explica. 

    Melissa destaca que a atual situação observada no estado de São Paulo decorre da combinação de casos importados com “bolsões de pessoas não vacinadas”. Como o vírus circula ativamente em diversos países da Europa, Ásia e Américas, o vírus viaja junto com as pessoas.  

    “Quando uma pessoa infectada chega a uma comunidade onde a cobertura vacinal está abaixo do ideal, o vírus encontra campo fértil para se espalhar. Se 95% de cada 100 pessoas estão vacinadas, elas formam uma parede blindada, matando o vírus. Se a cobertura cai para 70%, abrem-se janelas nessa parede, atingindo os mais vulneráveis”, diz. 

    Para Melissa, apesar dos desafios, é possível controlar os casos atuais, já que com o país ainda mantendo o status de livre da doença e o único reservatório do sarampo sendo o humano, o sarampo é eliminável. “Nós dispomos de uma excelente ferramenta, que é uma vacina gratuita, altamente eficaz e segura, que é a tríplice viral, ou SCR, sarampo, caxumba e rubéola”. 

    Entretanto, ela destaca que o controle exige vigilância epidemiológica ativa para atestar rapidamente qualquer suspeita de febre, sintomas respiratórios importantes e pessoas que apresentem manchas avermelhadas na pele. A partir daí, deve-se isolar o paciente suspeito e depois aquele confirmado, além de utilizar máscara. “O segundo ponto são as ações de bloqueio vacinal, buscando a imunização dos contatos desse indivíduo em até 72 horas para cortar a cadeia de transmissão”. 

    Melissa ressalta que a resposta nos municípios onde o estado tenta controlar o vírus deve ser rápida, já que o sarampo é um dos vírus mais contagiosos, com uma pessoa podendo transmitir a doença para até 18 não imunizadas.  

    “A estratégia é vacinar nos postos, mas também ir aonde a população está, como tem ocorrido na cidade de São Paulo. E devemos sempre combater a hesitação vacinal e a desinformação, com dados científicos claros, mostrando o grande benefício que é se vacinar em relação ao grande risco que é ter a doença”, explicou. 

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Sarampo: entenda sintomas, riscos e quando se vacinar

    Sarampo: entenda sintomas, riscos e quando se vacinar

    Em junho deste ano, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco iminente de reintrodução e de disseminação do sarampo no Brasil em razão do fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026.

    A nota técnica citava um cenário de alta transmissibilidade da doença nas Américas.

    “Há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados.”

    No mesmo mês, a pasta recomendou a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral em crianças de 6 meses a 11 meses. O objetivo era reforçar a proteção contra o sarampo na faixa etária considerada mais suscetível à infecção e a formas graves.

    À época, a zona norte de São Paulo registrava três casos da doença em crianças menores de 2 anos. Atualmente, a Secretaria de Saúde de São Paulo já confirma pelo menos 23 casos em 2026.

    >> Confira, a seguir, as principais informações sobre o sarampo:

    A doença

    O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que já figurou como uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo.

    Apesar dos avanços significativos no controle e na prevenção por meio da vacinação, o sarampo ainda representa um desafio para a saúde pública, sobretudo em regiões com baixas taxas de imunização.

    Transmissão e prevenção

    Caracterizado por sintomas que podem ser confundidos com os de outras doenças virais, o sarampo exige atenção e conhecimento para ser identificado e tratado adequadamente.

    A transmissão do vírus acontece de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Uma única pessoa infectada pode transmitir a doença para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

    A transmissão pode ocorrer entre seis dias antes e quatro dias após o aparecimento das conhecidas manchas vermelhas pelo corpo.

    Sinais e sintomas

    Os principais sinais e sintomas do sarampo são manchas vermelhas (exantema) e febre alta (acima de 38,5 graus), acompanhados de um ou mais dos seguintes sintomas:

    • tosse seca;
    • irritação nos olhos (conjuntivite);
    • mal-estar intenso.

    Entre três a cinco dias, é comum aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo restante do corpo.

    A febre persistente é considerada sinal de alerta e pode indicar gravidade, sobretudo em crianças menores de 5 anos.

    Complicações

    O sarampo é considerado uma doença grave, que pode deixar sequelas por toda a vida ou, até mesmo, causar a morte.

    Algumas complicações associadas ao sarampo incluem:

    • pneumonia (infecção no pulmão): cerca de 1 em cada 20 crianças com sarampo pode desenvolver pneumonia, causa mais comum de morte por sarampo em crianças pequenas;
    • otite média aguda (infecção no ouvido): ocorre em cerca de 1 em cada 10 crianças com sarampo e pode resultar em perda auditiva permanente;
    • encefalite aguda (inflamação no cérebro): entre 1 e 4 de cada mil crianças podem desenvolver essa complicação e 10% podem morrer em decorrência do quadro;
    • morte: entre 1 e 3 de cada mil crianças infectadas pelo sarampo podem morrer em decorrência de complicações da doença.

    Diagnóstico

    O diagnóstico do sarampo pode ser feito de forma clínica, com base em sinais e sintomas apresentados pelo paciente, mas o diagnóstico considerado ideal é o laboratorial, por meio de amostra de sangue e também por meio de amostras de secreção de orofaringe, nasofaringe e urina.

    Tratamento

    Não existe tratamento específico para o sarampo. Os medicamentos utilizados têm como objetivo reduzir o desconforto causado pelos sintomas.

    A orientação é não fazer uso de nenhum medicamento sem antes passar pelo médico e procurar o serviço de saúde mais próximo caso apresente sintomas.

    O uso de antibióticos é contraindicado, exceto se houver indicação médica pela ocorrência de infecções secundárias. Para os casos sem complicação, devem-se manter a hidratação e o suporte nutricional e diminuir a hipertermia (elevação da temperatura corporal).

    Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas para recuperar o estado nutricional.

     


    Arte com sintomas do sarampo
    Arte com sintomas do sarampo

    Vacinação

    O sarampo é uma doença prevenível por meio da vacinação. Os critérios para indicação da dose levam em conta características clínicas, idade, ter adoecido por sarampo durante a vida e a ocorrência de surtos, além de outros aspectos epidemiológicos.

    A vacinação contra o sarampo está disponível em apresentações diferentes, sendo que todas previnem a doença.

    Cabe ao profissional de saúde aplicar a dose adequada para cada pessoa, de acordo com a idade ou situação epidemiológica.

    Tipos de vacinas

    • dupla viral: protege do vírus do sarampo e da rubéola. Pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto.
    • tríplice viral: protege do vírus do sarampo, da caxumba e da rubéola.
    • tetra viral: protege do vírus do sarampo, da caxumba, da rubéola e da varicela (catapora).

    Na rotina dos serviços de saúde, todas as pessoas de 12 meses a 59 anos têm indicação para serem vacinadas contra o sarampo.

    Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto contra o sarampo devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada, respeitando as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

    Nos postos de saúde, há duas vacinas disponíveis para proteção contra o sarampo: a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

    A depender da situação epidemiológica de cada localidade, há necessidade de estabelecer outras estratégias – além das doses de rotina, a vacina contra o sarampo pode ser indicada para crianças de 6 meses a menores de 1 ano, em localidades com o surto da doença, por exemplo.

    Esquema vacinal

    A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) considera protegido todo indivíduo que tomou duas doses contra o sarampo na vida, com intervalo mínimo de um mês, aplicadas a partir dos 12 meses de idade.

    Em situação de risco para o sarampo — surtos ou exposição domiciliar, por exemplo – a primeira dose pode ser aplicada a partir dos 6 meses.

    A dose não deve ser considerada como dose válida para o cumprimento do esquema de rotina: continuam sendo necessárias duas doses a partir dos 12 meses, com intervalo mínimo de 1 mês.

    >> Veja como é o esquema vacinal por faixa etária:

    • 12 meses: primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
    • 15 meses: segunda dose, por meio da vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
    • 5 anos a 29 anos: duas doses da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas, caso não tenham sido vacinados no período recomendado.
    • 30 anos a 59 anos: se não tiver comprovação de vacinação prévia deve receber uma dose da vacina.

    A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação. Gestantes não vacinadas ou com esquema incompleto devem receber a vacina durante o puerpério.

    Em casos de surto de sarampo, pode ser considerada a aplicação de uma terceira dose em pessoas com esquema completo.

    Indivíduos com história pregressa de sarampo são considerados imunizados contra a doença, mas é preciso certeza do diagnóstico. Na dúvida, a recomendação é a vacinação.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rede de vigilância é essencial para evitar propagação de sarampo em SP

    Rede de vigilância é essencial para evitar propagação de sarampo em SP

    A concentração de casos de sarampo em São Paulo expõe o risco de novos surtos enquanto a cobertura vacinal permanecer abaixo de 95%, índice considerado necessário para interromper a transmissão da doença. Segundo o infectologista Renato Kfouri, a entrada de novos casos é esperada na capital paulista, que recebe diariamente pessoas de diferentes partes do mundo. 

    “O ciclo de incubação e transmissão da doença é de cerca de 20 dias. São 10 dias de incubação até os primeiros sintomas, dois dias de transmissão antes da febre e mais 12 dias após o início da febre”, explicou à Agência Brasil. 

    Kfouri é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações e presidente da Câmara Técnica para a Eliminação do Sarampo do Ministério da Saúde.

    Segundo ele, uma pessoa completamente imunizada não se torna um transmissor, mas para aqueles que não estão com o ciclo completo o risco é real e está ligado à dinâmica de transmissão. O vírus do sarampo viaja em gotículas de saliva, que saem na fala ou no espirro. A imunização é suficiente para evitar essa transmissão quando atinge 95% da população. Na capital paulista ela está em torno de 75%.

    “Para manter o país livre do sarampo, temos dois pilares: a vacinação e a vigilância. Na vigilância temos de estar atentos, fazer o isolamento e a vacinação dos contatos. Não é algo simples pois São Paulo é um hub, uma cidade onde há eventos internacionais diários. A entrada de sarampo vai ocorrer, e por isso precisamos voltar a manter altos índices vacinais altos para evitar a transmissão de casos, mas também mantê-la homogênea”, continua Kfouri.

    Para ele, a importância da homogeneidade não pode ser subestimada. Um bairro ou comunidade com índices baixos se torna um bolsão vulnerável e um local à espera de novos surtos. A estratégia de reforço vacinal indiscriminado é eficaz, pois atinge quem eventualmente não recebeu alguma das doses, além dos poucos em que a imunização não foi efetiva, pois toda vacina tem uma margem de pessoas que não é efetivamente protegida com o ciclo normal. 

    Para o sarampo essa margem é estimada em 5%, afirma o infectologista, mas se aproxima de zero quando é aplicadas uma terceira dose. Identificar essas exceções em uma população é inviável, pelo tempo e custos, mas a dose de reforço resolve o problema a um custo baixo, complementa. 

    Casos confirmados 

    Na Grande São Paulo, onde se concentraram 23 dos 24 casos confirmados nesta temporada, houve casos importados e uma ocorrência importante de cadeia de transmissão, com casos novos surgindo dentro de um grupo ou comunidade. Na zona norte da capital isso levou a sete casos na Vila Medeiros e dois na Vila Maria, bairros próximos entre si, tendo como principal cenário uma escola de educação infantil.

    Ao menos um dos dois casos de Guarulhos também está relacionado a esse grupo. As crianças com menos de um ano não recebem imunização para o sarampo e são a maior parte dos infectados e hospitalizados.

    Há possibilidade de esses casos serem relacionados a algum dos casos importados confirmados pela prefeitura da capital, que confirmou que um caso veio da Bolívia, em fevereiro, e outro da Guatemala, em março. A transmissão, segundo Kfouri, se dá apenas entre aqueles que não estão imunizados, geralmente por não terem tomado uma ou ambas as doses da vacina.

    “Infelizmente é esperado. Chegam todo dia ao país milhares de pessoas, a trabalho ou a turismo, além dos brasileiros que estiveram no exterior recentemente. Como nossos vizinhos tem sofrido com surtos recentes isso vai nos influenciar”, definiu Kfouri.

     A dinâmica é a mesma do ano passado, quando o país teve 39 casos notificados, a maioria relacionados a casos importados da Bolívia, que chegaram através de caminhoneiros. Os estados mais atingidos foram o Mato Grosso do Sul e o Tocantins. 

    Segundo Kfouri, as equipes de saúde estão treinadas para reconhecer os sintomas, os testes estão disponíveis na rede e as ações de vigilância têm ocorrido em tempo adequado.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Paulistanos enfrentam filas para tomar vacina contra sarampo

    Paulistanos enfrentam filas para tomar vacina contra sarampo

    Os paulistanos que buscaram se imunizar contra o sarampo neste sábado (8), na capital paulista, encontraram filas grandes nos postos de vacinação. Segundo o portal De Olho Na Fila, da prefeitura de São Paulo, dos 62 locais de aplicação da vacina abertos, 57 estavam com fila grande por volta das 13h.

    Nesse mesmo horário, dois postos – a AMA UBS Pari (na zona Leste) e a AMA UBS Massagista Mário Américo (na Casa Verde) – estavam com filas médias; e a AMA UBS Jardim São Jorge Paulo Eduardo Elias (na Raposo Tavares) tinha fila pequena. Já os dois postos em que o portal apontava “sem fila” – AMA UBS Fazenda do Carmo (na Cidade Tiradentes) e AMA UBS Vila Medeiros (na Vila Medeiros) – tinham as condições desatualizadas, com dados apenas do início da manhã.

    Na AMA UBS Integrada Água Rasa Dr. Marcos Andrade Corsato, na região entre os bairros do Tatuapé e a Mooca, na zona leste, a fila começava do lado de fora do posto. A espera, por volta do meio-dia, era de mais de uma hora para conseguir tomar o imunizante.

    Ana Beatriz Chacur, de 42 anos, estava há cerca de meia hora na fila com as filhas gêmeas, de 12 anos, e o marido, de 47. Eles procuraram o imunizante após receberem informações sobre a necessidade da vacinação por meio das redes sociais e do colégio das meninas.   

    “A escola pediu o reforço na vacinação, já que eles não podem obrigar os estudantes a se vacinar. Então, como nós todos estamos na faixa etária elegível para tomar a vacina, viemos. Nós já sabíamos que este posto de vacinação estaria aberto”, disse Ana Beatriz.   

    Neste sábado, um número reduzido de postos de vacinação funciona no município de São Paulo. Dos 512 postos listados no portal De Olho Na Fila, apenas 62 estavam abertos hoje (8). O funcionamento de todos ocorre somente de segunda a sexta-feira. 

    Hoje, a zona leste era a que tinha maior quantidade de locais de vacinação abertos: 24; a zona sul, 17; a zona Norte, 16; a zona Oeste, 5; e o centro, nenhum.

    João Silva, de 21 anos, era o último da fila na AMA UBS Integrada Água Rasa. Ele disse que não teve dificuldade de localizar um posto aberto para tomar o imunizante. “Fiquei sabendo pela internet que havia um surto de sarampo chegando em São Paulo. Então procurei um posto para me vacinar antes que a doença avance”, disse. 

    Segundo a Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde, apenas nessa sexta-feira (7) foram aplicadas 84.632 doses da vacina contra o sarampo e 24.952 doses de outros imunizantes. O total de 109.584 doses representa o maior número registrado em um único dia desde o início da mobilização, em 3 de agosto.

    Casos

    O estado de São Paulo tem 23 casos de sarampo confirmados, segundo a Secretaria da Saúde. Os dados indicam que 16 desses pacientes não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto. 

    Do total de casos confirmados no estado, dois são importados e os demais estão relacionados a esses dois casos. Os registros estão distribuídos: dois em São Bernardo, um em Guarulhos e 20 casos na capital.

    A Secretaria estadual convoca moradores da capital paulista, de Guarulhos e de São Bernardo do Campo – com idade a partir de 6 meses até 59 anos – para tomar a vacina contra a doença, independentemente do histórico vacinal, desde que não apresentem contraindicações.

    A população dos municípios indicados deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A vacinação indiscriminada foi adotada nesses locais por conta do risco de disseminação da doença, segundo orientações do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo Prof. Alexandre Vranjac.

    Nos demais municípios do estado, a orientação é intensificar as ações de vacinação, verificando a situação vacinal da população, fazendo busca ativa e atualizando as doses em atraso conforme a idade e as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Campanha contra sarampo vacinou 280 mil pessoas em SP em uma semana

    Campanha contra sarampo vacinou 280 mil pessoas em SP em uma semana

    Dose zero, para crianças com menos de um ano, foi aplicada para 32.501 crianças desde 29 de junho. Grupo é o mais atingido no estado, com 16 dos 23 casos confirmados.

    A intensificação da campanha de vacinação contra o sarampo tem surtido efeito. Desde a segunda-feira, (3), foram aplicadas 281.714 doses de vacinas somente na cidade de São Paulo, onde foram notificados 20 dos 23 casos da doença este ano, todos em crianças sem ciclo de vacinação completa ou em adultos não vacinados.

    A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) da capital, que monitora os esforços da campanha, iniciou a intensificação da vacinação alguns dias antes, em 27 de junho, porém entre essa data e 2 de agosto foram aplicadas cerca de 24 mil doses. Com o início da campanha e a divulgação pela imprensa e equipamentos públicos, além da inclusão de pessoas já imunizadas no grupo elegível, houve o salto de demanda.

    Além do público já imunizado está disponível a dose zero, destinada as crianças de 6 a 11 meses de idade, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Ela antecipa a imunização, que começa aos 12 meses, embora não substitua as demais doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Desde 29 de junho foram aplicadas 32.501 doses nesse público. 

    Na capital paulista as vacinas são oferecidas nas UBSs de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e, aos sábados, nas AMAs/UBSs Integradas, no mesmo horário. A unidade mais próxima pode ser consultada na plataforma Busca Saúde.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original