Tag: Cinema

  • Projeto apoiará 11 longas em estágio inicial de desenvolvimento

    Projeto apoiará 11 longas em estágio inicial de desenvolvimento

    A segunda edição do HBF+Brazil: Iniciativa de Apoio ao Desenvolvimento abre, no próximo dia 3 de setembro, a seleção de 11 novos longas-metragens brasileiros de ficção em estágio inicial de desenvolvimento. As candidaturas serão recebidas até 10 de setembro, pela internet. 

    A chamada se destina a projetos dirigidos por cineastas brasileiros em seu segundo ou terceiro longa-metragem e que tenham uma produtora brasileira associada. 

    A divulgação dos projetos aprovados nesta segunda edição do HBF+Brazil está prevista para fevereiro de 2027.

    O projeto é uma parceria entre a RioFilme, empresa pública da capital fluminense; o Hubert Bals Fund, fundo ligado ao Festival Internacional de Cinema de Roterdã (IFFR); o Projeto Paradiso e a Spcine.

    Com apoio da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), o HBF+Brazil destinará 10 mil euros a cada projeto selecionado para que os realizadores possam avançar em seu desenvolvimento.

    Os projetos selecionados na primeira edição foram:

    • Bicho, de Madiano Marcheti (Cuiabá – MT)
    • Brasa, de Marcelo Caetano (São Paulo – SP)
    • Enquanto não voltam, de Anita Rocha da Silveira (Rio de Janeiro – RJ)
    • Irmã mais velha, de Rafaela Camelo (Rio de Janeiro, RJ)
    • Laguna, de Maurílio Martins (Belo Horizonte – MG)
    • Múmia Tropical, de Lucas Parente (Rio de Janeiro – RJ)
    • Olhos de Yara, de Lincoln Péricles (Ilha Comprida – SP)
    • Papiloscopista, de Carlos Segundo (São Paulo – SP)
    • Sobre Noix, de Luciano Vidigal (Rio de Janeiro – RJ)
    • Um longo despir-se, de Pedro Geraldo (São Paulo – SP)

    Projeção internacional

    Quatro vagas serão destinadas a projetos ligados à cidade do Rio de Janeiro, com apoio da RioFilme; quatro projetos deverão ser ligados à cidade de São Paulo, com apoio da Spcine; já o Projeto Paradiso apoiará um projeto de outras regiões do país; e a Embratur apoiará dois projetos fora do eixo dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

    De acordo com o presidente da RioFilme, Leonardo Edde, um dos objetivos é que o Ministério da Cultura também se una aos demais patrocinadores do projeto. 

    “Quanto mais tivermos outros investimentos, mais conseguiremos explorar toda essa diversidade do Brasil”, destacou Edde.

    O presidente da RioFilme informou que esse novo edital faz parte do programa Destination Rio, que integra o planejamento estratégico da prefeitura carioca para o período 2025/2028 de internacionalização do cinema e do audiovisual carioca. 

    “A gente traz parceiros do mundo para desenvolver projetos que tenham grande potencial internacional, sejam filmes claramente comerciais, no sentido de grandes projetos de público, como aqueles desenvolvidos no melhor caminho, que é a presença nos grandes festivais de cinema e prêmios internacionais”, afirmou.

    O Hubert Bals Fund (HBF) foi criado pelo Festival Internacional de Cinema de Roterdã, na Holanda, em 1988, e atua no apoio a cineastas de diferentes regiões do mundo, contribuindo para o desenvolvimento e a realização de projetos cinematográficos.

    Por meio do HBF+Brazil, a atuação do fundo ganha uma frente dedicada exclusivamente a projetos brasileiros. O programa faz parte do compromisso histórico do HBF com o cinema brasileiro, uma vez que o Brasil é o país mais apoiado pelo fundo em seus 35 anos de história.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Filme de Grace Passô ganha Kikito no Festival de Cinema de Gramado

    Filme de Grace Passô ganha Kikito no Festival de Cinema de Gramado

    O filme Nosso Segredo, com direção de Grace Passô foi o vencedor do prêmio Kikito de Melhor Longa-Metragem Brasileiro. O longa, o primeiro da diretora, narra a história de uma família que tenta reconstruir a rotina após uma perda recente. 

    Na história, cada membro da família foge do luto de sua maneira. O enfrentamento vem de um segredo guardado pelo filho mais novo. 

    O filme está sendo exibido na Mostra Competitiva de Longas-Metragens Brasileiros do 54º Festival de Cinema de Gramado. A estreia nos cinemas brasileiros será no dia 27 de agosto. 

    Grace Passô esteve presente na cerimônia de premiação, acompanhada da diretora de fotografia Wilssa Esser; do produtor Ricardo Alves Jr.; e dos integrantes do elenco Ju Colombo, Tássia Reis, Jéssica Gaspar, Glaucia Vandervel, Marisa Revert, Flip, Ana Paula Santos Gomes, Efraim Santos, Robert Frank e Juan Queiroz. 

    “Eu tenho a dimensão do que significa fazer um festival, então obrigada por terem nos recebido tão bem. Esse filme conta a história de uma família. Então, sejam bem-vindas, bem-vindes, bem-vindos a essa casa, a essa família”, afirmou a diretora.  

    O longa é uma produção da EntreFilmes em coprodução com a Globo Filmes, Desvia Filmes, Quarta-Feira Filmes, Foi Bonita a Festa e Grãos da Imagem. “Nosso Segredo”  com distribuição da Vitrine Filmes. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • “Cabeças Cortadas”, de Glauber Rocha, ganhará versão restaurada em 4k

    “Cabeças Cortadas”, de Glauber Rocha, ganhará versão restaurada em 4k

    “Cabeças Cortadas é um filme que está entre o teatro e a poesia”, explicou Glauber Rocha sobre a obra, uma produção hispano-brasileira rodada em 1970, na Catalunha, no norte da Espanha.

    Com uma metáfora sobre a decadência das ditaduras tanto na América Latina quanto na Península Ibérica, o longa-metragem ganhará versão 4k em 2027, 45 anos depois da morte do artista, graças a uma restauração realizada pela indústria do cinema espanhol.

    A obra retrata a “decadência de um ditador”, nas palavras de Glauber, trazendo para a tela um tirano que ora tinha referências de déspotas latino-americanos ora de Francisco Franco, ditador espanhol. Atormentado por seus atos, o personagem espera a chegada da morte.

    O filme tem cena icônicas, como a do telefone, quando o déspota Diaz II, interpretado pelo espanhol Francisco Rabal, questiona efeitos climáticos e relembra que já chegou a “extinguir vulcões”.

    Na mesma cena, ele manda chamar de volta um filósofo exilado para assumir uma fundação que pretende criar, com o lucro da venda de sua produção agrícola aos Estados Unidos.

     


     Filme Cabeças Cortadas (1970), de Glauber Rocha. Foto: FlixOlé
     Filme Cabeças Cortadas (1970), de Glauber Rocha. Foto: FlixOlé
    Ator Francisco Rabal no filme Cabeças Cortadas (1970), de Glauber Rocha. Foto: FlixOlé

    Quebra de padrões

    Controverso e enigmático, Cabeças Cortados pode ser de difícil compreensão para quem não conhece o contexto latino e, talvez, por isso, não tenha agradado ao público menos habituado à estética de Glauber, que rompia com padrões comerciais do cinema Hollywoodiano.

    No entanto, despertou a atenção de críticos e realizadores mais jovens que se puseram a defender a obra, feita durante o exílio do cineasta brasileiro por causa da perseguição do regime militar no Brasil.

    Para o diretor e crítico de cinema Cavi Borges, Cabeças Cortadas é uma obra clássica, tanto pelo tema, que reflete sobre a dominação norte-americana, o racismo e o fascismo, quanto pelo rompimento estético com os padrões do cinema comercial.

    “O filme de Glauber e o que ele representa vão na contramão do momento em que vivemos, em que o cinema norte-americano e seu streaming (exibição online) crescem e dominam toda a indústria, ou seja, produzem, distribuem e exibem os conteúdos, ignorando o valor do autor e monopolizando o mercado”, avaliou Borges, à Agência Brasil.

    Para o diretor brasileiro, é importante que uma nova geração tenha acesso à obra de Glauber, que ele classificou ainda como única e especial.

    “Esse é um dos últimos filmes do Glauber que ainda não tinham sido restaurados, uma obra internacional que celebra o cinema anti-imperialista”, completou.

     


     Filme Cabeças Cortadas (1970), de Glauber Rocha. Foto: FlixOlé
     Filme Cabeças Cortadas (1970), de Glauber Rocha. Foto: FlixOlé
    Filme Cabeças Cortadas (1970), de Glauber Rocha. Foto: FlixOlé

    “Joia rara”

    Em versão restaurada, Cabeças Cortadas retornará digitalizado em 4k, com correção de cor, imagem e som. O projeto reúne a Escola de Cinema de Madrid (Ecam), a Vídeo Mercury Films e a FlixOlé, distribuidora e plataforma de streaming especializada no cinema espanhol. A Ecam e as empresas têm se dedicado à digitalização e restauração de obras-primas do cinema mundial.

    As organizações, em nota conjunta, afirmaram que a iniciativa devolve Cabeças Cortadas, uma obra “única da filmografia de Glauber”, ao seu devido lugar na história do cinema:

    “O de uma joia rara do cinema espanhol que, ligada à América Latina e à vanguarda europeia, se conecta a um cinema teatral, histórica e politicamente revolucionário”.

    Representante da FlixOlé e da Video Mercury Films, Miguel López disse que se trata de “um filme completamente esquecido e inacessível”, o que o projeto pretende mudar.

    “É uma oportunidade para que seja novamente apresentado ao público graças à nova cópia digital”, disse.

    O projeto de revitalização também incluiu um website para que o público possa acompanhar o processo e conhecer mais a obra. Lá, estão depoimentos de artistas que participaram da filmagem, como Paco Rabal; bastidores das gravações, que enfrentaram o os fortes ventos da Tramontana; além de relatos sobre o jeito peculiar de Glauber de filmar. A improvisação de cenas era parte da liberdade criativa do autor, figura chave do Cinema Novo Brasileiro.

    Para Glauber, que explicou sua ideia com o filme no encarte de divulgação, Cabeças Cortadas é um filme do “Terceiro Mundo sobre o Terceiro Mundo”.

    “É um filme que procura uma comunicação com a sensibilidade do espectador, usando uma linguagem diferente da do cinema tradicional”, disse.  

    “Nesse caso, o espectador deve aceitar o filme como quem lê um poema, ouve uma música ou vê uma exposição de pintura”, avisou o cineasta, conhecido por obras como Deus e o diabo na terra do sol (1964) e Terra em transe (1967). Glauber Rocha morreu em 1981, aos 42 anos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos, no Rio

    Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos, no Rio

    A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), em sua casa, no Rio de Janeiro, aos 91 anos. A causa da morte não foi divulgada pela família.

    Reverenciada com frequência como uma das damas da teledramaturgia brasileira, ela protagonizou novelas de sucesso, destacando-se nesse gênero no país desde a década de 1950.

    Nascida Nilcedes Soares de Magalhães, em Pelotas (RS), em 1934, a atriz iniciou a carreira no teleteatro da TV Tupi. Sua primeira novela foi Um Lugar ao Sol, em 1959.

    Ao longo de mais de seis décadas, participou de cerca de 40 produções para televisão, além de realizar trabalhos no teatro e no cinema. Ela esteve em vários longas-metragens, como o filme O Pagador de Promessas, ao lado de Leonardo Villar, que venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1962.

     


    A atriz Glória Menezes morreu aos 91 anos nesta terça-feira (18), em sua casa, no Rio de Janeiro. Foto: Instagram/gloriamenezesoficial
    A atriz Glória Menezes morreu aos 91 anos nesta terça-feira (18), em sua casa, no Rio de Janeiro. Foto: Instagram/gloriamenezesoficial
    A atriz Glória Menezes morreu aos 91 anos nesta terça-feira (18), em sua casa, no Rio de Janeiro. Foto: Instagram/gloriamenezesoficial

    Na televisão, a atriz participou de novelas como Irmãos Coragem, Brega & Chique, Rainha da Sucata, Páginas da Vida e A Favorita.

    Em 1963, durante a novela 2-5499 Ocupado, a primeira telenovela diária do país, trabalhou com Tarcísio Meira, com quem se casou no mesmo ano e manteve uma parceria artística em diversas produções. Com o marido, Glória atuou em grandes sucessos, entre as quais Sangue e Areia, Rosa Rebelde, Espelho Mágico e Guerra dos Sexos.

    Os dois foram casados por 59 anos, até que Tarcísio Meira morreu em 12 de agosto de 2021, de covid-19.

    Glória atuou no teatro e no cinema até os anos 2000. Um de seus últimos trabalhos na TV foi Totalmente Demais, de 2015, no qual interpretou a personagem Stelinha.

    Glória Menezes deixa três filhos: Maria Amélia e João Paulo, de uma união anterior, e Tarcísio Filho, do casamento com Tarcísio Meira.

    A família não informou até o momento onde será realizado o velório da atriz.

    Perda para a cultura

    Em nota, o governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, afirmou que a perda de Glória Menezes entristece a cultura e a arte do país.

    “Uma grande atriz que construiu uma trajetória de mais de seis décadas nos palcos, no cinema e, principalmente, na televisão. Um dos rostos mais populares do Brasil deu vida a personagens que atravessaram gerações”.

    Couto relembrou que Glória Menezes, conhecida ao longo de sua carreira por sua versatilidade e talento, interpretou mocinhas, vilãs e personagens de grande destaque. “Sua contribuição para a dramaturgia brasileira deixa um legado que permanecerá na memória do público e das novas gerações de artistas”.

    O desembargador manifestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores de Glória Menezes. “Que sua história e sua arte permaneçam vivas na memória de todos”, concluiu.

    O Ministério da Cultura também manifestou pesar pela morte da atriz e solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores.

    “Com uma carreira que atravessou diferentes momentos da história da televisão, do teatro e do cinema no Brasil, Glória Menezes deixa um importante legado para a dramaturgia e para a memória cultural do país”, diz o texto, que narra a trajetória da atriz.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Perto de completar 50 anos, Festival Guarnicê de Cinema começa dia 20

    Perto de completar 50 anos, Festival Guarnicê de Cinema começa dia 20

    O quarto festival de cinema mais antigo do Brasil e o mais longevo em atividade ininterrupta no Norte e Nordeste, o Festival Guarnicê de Cinema chega à sua 49ª edição.

    Neste ano, o festival será realizado entre os dias 20 e 26 de agosto, em São Luís, no Maranhão, e vai trabalhar com o tema Encontro com Narrativas Humanas. 

    A ideia do tema é promover uma reflexão sobre a essência da experiência cinematográfica, reafirmando o cinema como espaço de convivência, troca e construção coletiva.

    Ao reunir artistas, realizadores, pesquisadores e público, o festival quer ajudar a promover narrativas capazes de gerar diálogo, memória e novas formas de se olhar para o mundo.

    “O Guarnicê está caminhando para celebrar cinco décadas de existência”, destacou Rosélis Barbosa, diretora do festival. 

    “Ao longo dessa trajetória, ele se consolidou como um espaço de exibição, debate, formação de plateia e reflexão crítica. É também um espaço de formação cidadã e de democratização cultural”, disse.

    Em entrevista à Agência Brasil, Rosélis ressaltou que o Guarnicê é um dos festivais de cinema mais tradicionais do país e é fundamental para dar visibilidade ao cinema independente brasileiro. 

    “Um de seus principais objetivos é difundir a produção audiovisual brasileira a partir do Nordeste, com uma atenção especial para a produção maranhense”, explica.

    Nesta edição, o festival recebeu mais de 1,4 mil inscrições de obras de todas as regiões do Brasil. Cerca de 150 delas foram selecionadas e serão exibidas. 

    “Uma característica importante dessa seleção é a diversidade territorial. Temos produções de todas as regiões. E essa diversidade é importante para a gente porque nos mostra que o Guarnicê não é apenas um festival realizado no Maranhão, ele é uma janela para a produção audiovisual brasileira e, ao mesmo tempo, é uma vitrine para o cinema produzido no próprio estado”, ressalta.

    Além da variedade territorial, os filmes selecionados também trazem uma diversidade de gênero, temas e linguagens. 


    Perto de completar 50 anos de existência, Festival Guarnicê de Cinema tem início na próxima quinta-feira. Foto: Divulgação
    Perto de completar 50 anos de existência, Festival Guarnicê de Cinema tem início na próxima quinta-feira. Foto: Divulgação
    Atriz Marcélia Cartaxo, vencedora do Urso de Prata no Festival de Berlim, é uma das homenageadas – Foto: Divulgação

    “Temos documentários, ficções, animações, obras experimentais, dramas, comédias e filmes que transitam por diferentes linguagens audiovisuais. E neste ano, aparecem com muita força questões relacionadas à memória, à identidade, ao território, à cultura popular, às relações sociais, diversidade, ancestralidade e às experiências de diferentes grupos e comunidades”, disse Rosélis. 

    A diretora destaca também que “há questões relacionadas ao ambiente natural e relações de gênero, juventude, questões indígenas e desigualdades sociais”.

    Homenagens

    Neste ano, o festival irá homenagear a atriz Marcélia Cartaxo, vencedora do Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim por sua interpretação em A Hora da Estrela (1985); o ator Romulo Estrela, que recentemente protagonizou a novela Três Graças, e o cineasta Frederico Machado, que dirigiu obras como Punga, Boi de Lágrimas e O Exercício do Caos.

    Realizado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o evento também promove oficinas, debates, seminários, ações formativas e a Mostra de Jogos Digitais. 

    “O festival não foi pensado apenas como lugar de exibição de filmes, mas também como espaço de formação e reflexão. A programação inclui oficinas, debates e atividades voltadas para formação de pública e de qualificação profissional. Realizamos também o Seminário Ciência Filme Guarnicê, que aproxima o audiovisual da universidade, por exemplo”, disse Rosélis.

    As exibições presenciais da mostra acontecem no Cinépolis, do São Luís Shopping, e no Cinema Sesc Deodoro. Os filmes das mostras competitivas também ficarão disponíveis gratuitamente na plataforma Guarnicê e no aplicativo Cine Guarnicê a partir das 17h30 do dia em que forem exibidos presencialmente, permanecendo disponíveis até as 18h do dia seguinte.

    Outras informações sobre o festival, que é gratuito, podem ser encontradas no site do evento.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • “Nunca vai ser o suficiente”, diz Gagliasso de filmes sobre a ditadura

    “Nunca vai ser o suficiente”, diz Gagliasso de filmes sobre a ditadura

    O ator Bruno Gagliasso considera que o Brasil deveria fazer mais filmes sobre a ditadura militar (1964-1985). Ele interpretou Honestino Guimarães no documentário-híbrido sobre o líder estudantil preso e assassinado em 1973,  Honestino, de Aurélio Michiles. O longa estreia em 18 cidades brasileiras nesta quinta (13). 

    “Nunca vai ser o suficiente. Eu acho que quem fala isso (que o Brasil produz muito sobre ditadura) não vê o nosso cinema. A gente faz de tudo. Esse período é (também) a nossa história”, afirmou após pergunta da Agência Brasil em coletiva de imprensa em Brasília (DF).


    Equipe do filme
    Equipe do filme
    Equipe do filme Honestino, direcao de Aurélio Michiles. Com Bruno Gagliasso no elenco. Foto – João Pedro Carvalho

    Gagliasso disse que ficou satisfeito pelo convite em participar do longa porque Honestino deveria ser mais conhecido por todas as gerações.

    “O Honestino está dentro de todo mundo que luta por justiça, igualdade e democracia. Eu, como ator e ser humano, entrei de cabeça e de peito aberto por isso”, afirmou. 

    Produtor do filme, Nilson Rodrigues compara o Brasil a outros países que passaram por regimes ditatoriais na América do Sul e fizeram mais obras sobre o tema.

    “Nós fizemos muito pouco. Se nós fizemos cerca de 30 filmes de ficção sobre a ditadura no Brasil, a Argentina fez mais de 100”.

    O ator disse que se emocionou ao ouvir de familiares de Honestino que estava parecido com o estudante de geologia da Universidade de Brasília (UnB). Honestino, que desapareceu com 26 anos de idade, defendia o ensino público e gratuito e foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).

    Em busca de rastros


    Equipe do filme
    Equipe do filme
    Aurélio Michiles conta sobre a dificuldade de ter imagens da época – João Pedro Carvalho

    Também na coletiva de imprensa, o diretor Aurélio Michiles explicou que há dificuldades em documentar histórias como a de Honestino porque as lideranças estudantis da época pediam que nada fosse fotografado ou filmado em assembleias e protestos para resguardar a segurança dos participantes dos atos.

    “Os arquivos desse período são raros para que a repressão não recorresse a imagens e chegasse aos manifestantes”, diz. Michiles explicou, no entanto, que recorreu a um filme produzido sobre a invasão de agentes da ditadura à UnB em 1968, a última antes do AI-5. 

    “É um registro primoroso, feito por um aluno, (hoje cineasta) Hermano Penna, que é uma pérola, um registro que mostra exatamente como se comportava a repressão naquela época, espancando alunos e professores”, afirmou o diretor. 

    Composição

    Como tinha menos imagens do que queria para o documentário, Aurélio optou por produzir um filme híbrido, cujas cenas fossem produzidas com auxílio de atores. 

    Gagliasso aceitou imediatamente o convite. “Conhecer a nossa história é de fato fazer algo pelo mundo. É não deixar ser apagada. Eu não conhecia a história e é uma vergonha. Eu quero que meus filhos saibam quem foi Honestino Guimarães”, disse o ator.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • DF destina R$ 2,77 milhões para festival de cinema de Brasília

    DF destina R$ 2,77 milhões para festival de cinema de Brasília

    A Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec) anunciou, nesta terça-feira (11), que vai destinar R$ 2,77 milhões para a organização da 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O evento está agendado para ocorrer entre os dias 11 e 19 de setembro, na capital federal.

    A disponibilização do valor foi confirmada à Agência Brasil um dia após a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, informar, nas redes sociais, que determinou à secretaria que providenciasse os recursos necessários para o festival.

    Celina publicou a determinação após profissionais do audiovisual criticarem o clima de incerteza acerca da organização do evento. O diretor artístico do festival, Eduardo Valente, chegou a usar as redes sociais para lamentar o possível cancelamento.

    “O que teremos para amanhã e depois? Difícil dizer, mas, seguramente, nem essa edição nem o futuro deste evento será determinado só por quem estava aqui lutando para organizá-lo. Teremos que ver o quanto as associações em geral, o setor do cinema, o público do DF e até, por que não, outros festivais de cinema do país estarão dispostos a se juntar nessa briga”, escreveu Valente, pedindo a união de todos os envolvidos com cinema para manter o evento.

    Hoje, Valente voltou ao tema nas redes sociais. “Temos um festival para fazer em 30 dias [e] um anúncio de seleção em uma semana, mas tem muitas páginas”.

    Consultada pela Agência Brasil sobre a determinação da governadora, a Secretaria de Economia confirmou o empenho dos R$ 2,77 milhões destinados ao festival. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa ainda não divulgou detalhes do cronograma de pagamento.

    Histórico

    Criado em 1965, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é o mais longevo do setor no Brasil, tendo se consolidado como um importante espaço de debate sobre os rumos do audiovisual brasileiro.

    O evento só deixou de acontecer em dois anos, durante a ditadura militar (1964/1985). Em meio à crise sanitária da pandemia de covid-19 (2019/2023), foi realizado de forma virtual. Desde 2007, é considerado patrimônio imaterial do Distrito Federal.

    A edição de 2026 recebeu número recorde de inscrições de filmes, com 1.928 obras pleiteando uma vaga. A exibição de mais de 80 filmes foi confirmada – o que representa o envolvimento de centenas de profissionais de todo o Brasil.

    Um diferencial em relações a outros festivais é que as obras selecionadas precisam ser inéditas e os vencedores recebem o Troféu Candango, em homenagem aos pioneiros que construíram a capital.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ganhadores do Prêmio Grande Otelo destacam emoção de vencer em casa

    Ganhadores do Prêmio Grande Otelo destacam emoção de vencer em casa

    Os vencedores da 25ª edição do Prêmio Grande Otelo ressaltaram a alegria única de vencer em casa, mesmo depois de uma temporada vitoriosa no exterior. Neste ano, pela primeira vez, a principal categoria, de Melhor Filme, teve dois premiados: Manas, de Marianna Brennand, e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho.

    “A gente viajou o mundo, estreou em Veneza, ganhou o prêmio principal da Giornate degli Autori, conquistou 46 prêmios internacionais. Mas ser reconhecida dentro do seu próprio país é muito especial” declarou Marianna Brennand, após a cerimônia de entrega dos troféus,  na noite desta terça-feira (4), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. 

    Kleber Mendonça Filho também comemorou a vitória e destacou a importância histórica do Grande Otelo para o fortalecimento do cinema nacional.

    “Eu cobri esse prêmio quando era jornalista e hoje estou aqui como cineasta. É um prêmio do Brasil para o mercado brasileiro, para o cenário brasileiro. É um reconhecimento para nós que trabalhamos com cinema aqui.”

    Ao longo da cerimônia, vencedores de diferentes categorias ressaltaram que o cinema brasileiro vive um momento de reconhecimento nacional e internacional, resultado de um processo de amadurecimento artístico e da consolidação de uma indústria que movimenta a economia, gera empregos, impulsiona cadeias produtivas e fortalece a identidade cultural do país.

    Para a presidente da Academia Brasileira de Cinema, Renata Almeida Magalhães, o que faz do Grande Otelo a principal celebração do audiovisual brasileiro é a participação decisiva dos profissionais do setor.

    “Não tem curadoria, não tem júri. São seus pares que votam naquilo que a gente produziu no ano. A Academia é composta pelos cineastas brasileiros e é uma instituição sem fins lucrativos que só quer que o cinema brasileiro exista para sempre”, afirmou.

    Esse fator também foi destacado por Marianna Brennand como um dos aspectos mais simbólicos da premiação.

    “O Grande Otelo é um grande prêmio do cinema brasileiro. É um reconhecimento pelos nossos colegas, pelos nossos pares que fazem cinema e que eu admiro tanto. É muito especial ser reconhecida por eles.”

    Protagonismo feminino

    Marianna Brennand também ressaltou o protagonismo feminino. “É um filme que tem a força do feminino. Estou muito feliz porque ele está conectando pessoas, transformando e levando luz.”

    Premiada na categoria roteiro original de Manas, Antonia Pellegrino, presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), destaca que o filme reúne uma equipe majoritariamente feminina desde a criação até a produção.

    “‘Manas’ é dirigido por uma mulher brilhante, Marianna Brennand, mas também é um filme escrito por várias mulheres e produzido por mulheres. Tem essa marca da presença feminina na liderança. É esse olhar que faz com que um tema tão denso seja tratado com tanta sensibilidade.”

    Prêmio

    Realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a cerimônia reuniu artistas, técnicos e produtores, em um encontro de diferentes gerações. Além de dividir o prêmio de Melhor Filme com O Agente Secreto, Manas conquistou Melhor Direção, Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem e Melhor Atriz Coadjuvante, com Dira Paes.

    Já Homem com H, cinebiografia de Ney Matogrosso dirigida por Esmir Filho, foi o longa com o maior número de estatuetas, conquistando seis troféus: Melhor Ator, para Jesuíta Barbosa, Direção de Arte, Figurino, Maquiagem, Trilha Sonora, Som e Melhor Filme pelo Júri Popular.

    O Agente Secreto, representante brasileiro na última edição do Oscar e vencedor de dois prêmios no Globo de Ouro, também foi premiado como Melhor Direção de Fotografia e Efeitos Visuais.

    Saiba a lista completa dos vencedores:

    Melhor Longa-Metragem de Ficção (empate)

    • Manas
    • O Agente Secreto

    Melhor Filme pelo Voto Popular

    • Homem com H

    Melhor Longa-Metragem de Comédia

    • Velhos Bandidos

    Melhor Longa-Metragem Documentário

    • Apocalipse nos Trópicos

    Melhor Longa-Metragem de Animação

    • Tainá e os Guardiões da Amazônia: Em Busca da Flecha Azul

    Melhor Longa-Metragem Infantil

    • O Diário de Pilar na Amazônia

    Melhor Longa-Metragem Ibero-Americano (empate)

    • Belén: Uma História de Injustiça (Argentina)
    • O Riso e a Faca (Portugal)

    Melhor Direção

    • Marianna Brennand (Manas)

    Melhor Primeira Direção

    • Rafaela Camelo (A Natureza das Coisas Invisíveis)

    Melhor Ator

    • Jesuíta Barbosa (Homem com H)

    Melhor Atriz

    • Denise Weinberg (O Último Azul)

    Melhor Ator Coadjuvante

    • Rodrigo Santoro (O Último Azul)

    Melhor Atriz Coadjuvante

    • Dira Paes (Manas)

    Melhor Roteiro Original

    • Manas

    Melhor Roteiro Adaptado

    • O Filho de Mil Homens

    Melhor Direção de Fotografia

    • O Agente Secreto

    Melhor Direção de Arte

    • Homem com H

    Melhor Figurino

    • Homem com H

    Melhor Maquiagem

    • Homem com H

    Melhor Trilha Sonora

    • Homem com H

    Melhor Som

    • Homem com H

    Melhores Efeitos Visuais

    • O Agente Secreto

    Melhor Montagem

    • Manas

    Melhor Curta-Metragem de Ficção

    • Amarela

    Melhor Curta-Metragem Documentário

    • Sebastiana

    Melhor Curta-Metragem de Animação

    • A Tragédia da Lobo-Guará

    Melhor Série de Ficção

    • Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente

    Melhor Série Documentário

    • Caçador de Marajás

    Melhor Série de Animação

    • Osmar – A Primeira Fatia do Pão de Forma

    Melhor Série Brasileira

    • Cangaço Novo (2ª temporada)

    Melhor Ator de Série de Ficção

    • Johnny Massaro (Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente)

    Melhor Atriz de Série de Ficção

    • Alice Carvalho (Cangaço Novo)

    Melhor Ator de Série

    • Allan Souza Lima (Cangaço Novo)

    Melhor Atriz de Série

    • Marjorie Estiano (Ângela Diniz: Assassinada e Condenada)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original