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  • Mostra leva ao Rio quase sete décadas de produção de Ruy Guerra

    Mostra leva ao Rio quase sete décadas de produção de Ruy Guerra

    Uma carreira extensa e repleta de realizações reconhecidas pela crítica e pelo público. A Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema traz destaques dessa trajetória em 17 longas-metragens do diretor e dois documentários feitos sobre a vida e obra dele. A mostra pode ser visitada gratuitamente até o dia 16 de outubro na Caixa Cultural Rio de Janeiro, no centro da cidade.

    A programação tem filmes que passam por quase sete décadas de cinema, incluindo o primeiro longa-metragem de Ruy, Os Cafajestes (1962), até A Fúria (2024), sua obra mais recente. Este último filme encerra a chamada Trilogia dos Fuzis, que começou com Os Fuzis (1964) e seguiu com A Queda (1978). Essas três obras realizadas ao longo de seis décadas são ligadas por um único personagem.

    “São três filmes sobre um personagem o Mário que é um cara de uma retidão muito grande e por isso é muito abalado na vida” disse o curador e cineasta Aristeu Araújo em entrevista à Agência Brasil.

    O público vai poder assistir a um filme raro em versão restaurada. Ternos Caçadores (1969) é uma produção francesa que durante décadas esteve praticamente inacessível ao público brasileiro. Essa é uma das obras menos vistas da filmografia de Ruy Guerra, que agora chega à circulação em 4k.

    “Durante o processo do projeto a gente descobriu que o filme foi produzido na França na década de 1960 e dirigido pelo Ruy. Estava praticamente perdido e não era exibido há muito tempo, mas tinha sido restaurado em 4K e vamos exibir, o que ocorreu em raríssimas exceções. Foi exibido em Curitiba e aqui no Rio pelo aniversário do Ruy Guerra em agosto”, contou, acrescentando que existia uma cópia muito deteriorada, em película, no Brasil, que mal podia ser assistida, por isso, não era exibida. “Agora, a restaurada é de muito boa qualidade.”

    “O filme teve uma carreira boa, pelo que o Ruy fala, no lançamento na França e na Espanha também foi bem, mas aqui no Brasil foi pouquíssimo exibido. É uma oportunidade muito interessante para o público assistir”, acrescentou.

    O filme Kuarup, que é muito importante na carreira do cineasta e concorreu à Palma de Ouro em Cannes, também enfrenta falta de qualidade de cópias e não há nenhuma digital minimamente possível de ser exibida. “A gente exibiu em Curitiba, mas com aviso para o público. Eu falava antes das exibições que era a única cópia possível de ser exibida. Agora no Rio, a gente vai ter a possibilidade de exibi-lo em película”, afirmou, informando que a cópia em película é guardada no Arquivo Nacional.

    Os documentários que fazem parte da mostra são O Homem que Matou John Wayne (2015), de Bruno Laet e Diogo Oliveira, no qual Ruy Guerra tem um encontro inesperado com o ator americano em uma viagem poética pelas ideias do cineasta. O outro documentário é Tempo Ruy (2021), de Adilson Mendes, sobre o trabalho do cineasta, escritor, ator e dramaturgo.

    >> Confira aqui a programação completa da mostra

    Curadoria

    Segundo Araújo, a intenção sempre foi reunir na mostra todos os filmes de Ruy Guerra que pudessem ser exibidos em uma retrospectiva mais ampla do trabalho dele. Como em muitos casos é difícil ter a preservação adequada de filmes no cinema nacional, a organização precisou fazer um grande trabalho de pesquisa e localização de cópias.

    De acordo com o curador, a filmografia de Ruy Guerra tem muitos materiais deteriorados por causa do tempo e da má conservação ou do difícil acesso. Grande parte das obras dele é em película e, quando não há possibilidade de exibir neste tipo de material, tem que buscar as obras em arquivos digitais.

    “Um grande problema é como essas cópias foram passadas para o digital. Às vezes não foram bem telecinadas [telecinagem é o processo e transposição da película para o arquivo digital], são cópias muito antigas com resolução baixa”, explicou.

    Gratuidade

    Para o curador, a entrada gratuita na mostra vai permitir uma divulgação maior do trabalho do cineasta. “É uma espécie de democratização da cultura do cinema brasileiro fazer este tipo de movimento, por isso a gente insistiu em fazer tudo gratuito”, afirmou.

    Aos 95 anos, Ruy Guerra, que também é roteirista, dramaturgo, poeta e compositor, vai presentear os visitantes da mostra com uma masterclass, dedicada à construção artística e política da Trilogia dos Fuzis. O encontro será neste sábado (3), às 18h. O ingresso tem que ser retirado meia hora antes, na bilheteria da Caixa Cultural.

    Ruy Guerra nasceu em Moçambique, enquanto aquele país africano atravessava o domínio colonial português. Saiu de lá durante o período de surgimento do movimento cinematográfico francês conhecido como nouvelle vague, para estudar cinema em Paris.

    A chegada ao Brasil foi em 1958 e em poucos anos ele se tornou um dos principais nomes do Cinema Novo, ao lado de Glauber Rocha (1939-1981) e Cacá Diegues (1940-2025). O olhar político, o diálogo constante com outras linguagens artísticas e a experimentação estética marcam as obras de Ruy Guerra.

    Araújo descreveu a produção do cineasta como diversa porque ele não tem um tema específico, apesar de falar muito de questões políticas. “Ele é um homem de esquerda e muito revoltado com a opressão. Isso é um ponto em comum e grande parte dos filmes dele traz as pessoas que são oprimidas e estão revoltadas com um certo status quo”, apontou.

    Literatura

    Outro destaque da filmografia de Ruy Guerra é a presença da literatura. Ruy Guerra adaptou para o cinema, entre outros, textos de escritores como Gabriel García Márquez (1927-2014) e Antonio Callado (1917-1997), mas também se dedicou a peças, poemas e letras de músicas interpretadas e compostas com grandes nomes da MPB, como Milton Nascimento, Francis Hime e Chico Buarque.

    O catálogo digital preparado especialmente para a retrospectiva traz uma entrevista inédita feita pelo curador e organizador da mostra com o cineasta. Nela, Ruy revelou que sempre teve uma paixão muito grande pela palavra e antes de tudo queria ser escritor.

    “Ele queria trabalhar com literatura, queria ser escritor, mas na juventude o pai fez pressão para ter uma profissão. Ele já gostava muito de cinema e falou que o cinema é uma má profissão, mas é uma profissão. Ele nunca se distanciou da literatura”, disse Aristeu Araújo.

    Antes de chegar ao Rio, a Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema, esteve na Caixa Cultural de Curitiba, onde o público pôde assistir a uma filmografia que atravessou momentos históricos do Brasil. Situações como violência, desigualdade, poder, liberdade e justiça social estão presentes de diferentes formas nas obras do cineasta, que, perto de completar 100 anos, permanece produzindo. “Ele tem essa história em que fala que vai filmar até só 100 anos para depois se dedicar à literatura”, contou o curador.

    Serviço:

    Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema
    Quando: 29 de setembro a 16 de outubro de 2026
    Não haverá sessões: Segundas-feiras e 9 de outubro
    Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro – Rua do Passeio, 38, no centro do Rio
    Ingressos: Gratuitos, a serem retirados meia hora antes de cada sessão na bilheteria da Caixa
    Classificação: A partir dos 18 anos

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Capital paulista sedia festival que une cinema e gastronomia

    Capital paulista sedia festival que une cinema e gastronomia

    A cidade de São Paulo sedia, a partir desta quinta-feira (1º), o São Paulo Food Film Fest. Na quinta edição, o evento propõe uma experiência que combina cinema e culinária, com sessões especiais, debates, aulas-show e atividades gastronômicas. O festival vai até o dia 14 de outubro, com entrada gratuita.

    A programação reúne 42 títulos, entre documentários e ficções de diversos países, além de quatro produções internacionais que ainda não foram exibidas no Brasil. Após as sessões, o público poderá participar de degustações de pratos e bebidas inspirados nos filmes apresentados.

    Entre os destaques da edição está a celebração dos 50 anos de Dona Flor e seus Dois Maridos, clássico de Bruno Barreto que tem a culinária baiana como elemento marcante.

    O festival também promove a première nacional de Jota Urondo, um Cozinheiro Impertinente, documentário sobre um chef argentino que trata a cozinha como patrimônio cultural.

    A seleção inclui ainda as estreias de A História de Aisha, que aborda a importância da moagem de grãos na culinária palestina; Alimentando o Amanhã, sobre os efeitos do sistema alimentar global nos ecossistemas, no clima, na saúde e nas desigualdades; e Seeds, que retrata a agricultura norte-americana sob a perspectiva de famílias negras e de uma história marcada pelo racismo estrutural.

    As atividades ocorrem no Reserva Cultural, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), na Biblioteca Roberto Santos e em dois centros educacionais unificados (CEUs) do Circuito Spcine. Parte da programação também estará disponível na Spcine Play, com acesso gratuito para todo o Brasil.

    Sessões celebrativas

    O festival também revisita obras que fazem aniversário em 2026 e trazem a gastronomia em suas narrativas. Os destaques incluem A Viagem de Chihiro, que completa 25 anos e apresenta referências à culinária japonesa; e Alice no País das Maravilhas, que celebra 75 anos, com sua famosa festa do chá.

    Completam a programação Matilda, que completa 30 anos e mantém viva a cena do bolo de chocolate; As Férias da Minha Vida, pelos 20 anos, sobre uma mulher que descobre na culinária uma paixão compartilhada com um chef durante uma viagem pela Europa e o clássico Tubarão, de Steven Spielberg.

    Com apoio da Embaixada da França no Brasil, o festival exibirá dois filmes destacados em Cannes. Amor e Queijo, premiado na mostra Un Certain Regard, acompanha um jovem que decide fabricar o queijo artesanal perfeito para salvar sua família.

    Já À Sombra das Figueiras, selecionado para a Quinzena dos Realizadores, mostra os flertes, segredos e anseios de jovens trabalhadores sazonais durante a colheita de figos em um pomar na Tunísia.

    Oficinas e atividades

    O espaço da Reserva Cultural sediará, sempre a partir das 19h, quatro debates em datas distintas. Os encontros vão integrar cinema, gastronomia, artes, ciência e movimentos sociais para refletir sobre as diversas abordagens da alimentação.

    Paralelamente, oficinas de culinária voltadas para o público infantil serão ministradas por Guilherme Cardadeiro, na Biblioteca Roberto Santos. As oficinas serão realizadas após a exibição da animação Papaya, que relata a trajetória de uma semente de mamão com o sonho de voar e ser livre.

    Nos CEUs Meninos e São Miguel, integrantes do Circuito Spcine, serão realizadas oficinas de audiovisual para estudantes logo após as sessões de Wall-E, da Pixar. Durante as atividades, os próprios alunos produzirão vídeos inspirados nas reflexões futuristas do longa sobre alimentação, trabalho e o mundo.

    De 9 a 11 de outubro, a Feirinha do Festival movimenta o Centro Cultural São Paulo ao reunir artesãos, pequenos produtores e cozinheiras de variadas origens.

    O evento celebra a troca de saberes, memórias e sabores no território.

    Serviço

    A quinta edição do São Paulo Food Film Fest será realizada de hoje (1º) a 14 de outubro, nos espaços Reserva Cultural, Centro Cultural São Paulo (CCSP), Biblioteca Roberto Santos e CEUs do Circuito Spcine e Spcine Play.

    A entrada é gratuita. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes de cada sessão exclusivamente nas salas de cinema. Encontre a programação completa do evento no site oficial do São Paulo Food Film Fest.

    *Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Com 110 filmes inéditos, Festival do Rio começa nesta terça-feira

    Com 110 filmes inéditos, Festival do Rio começa nesta terça-feira

    O Festival do Rio começa nesta quinta-feira (1º) com programação que reúne cinema brasileiro e produções internacionais premiadas nos principais festivais do mundo. Até 11 de outubro, o público poderá assistir a 359 títulos entre longas, curtas e séries, em diferentes salas e espaços culturais do Rio de Janeiro.

    Paralelamente às sessões, o RioMarket reúne produtores, distribuidores, plataformas, canais e investidores para discutir negócios, inovação e os novos caminhos da indústria audiovisual.

    No tapete vermelho , na  abertura do festival  no Cine Odeon, no centro da capital fluminense , o filme exibido será ar (La Bola Negra), dos espanhóis Javier Calvo e Javier Ambrossi, lembrando que os diretores  receberam o prêmio de Melhor Direção em Cannes neste ano.

    A programação tem como um dos principais destaques a mostra Première Brasil, que apresenta 110 filmes brasileiros inéditos. Considerada a principal vitrine do cinema nacional dentro do festival, a mostra reúne produções de diferentes gêneros, gerações e regiões, com sessões de gala, exibições populares e debates com as equipes.

    As sessões competitivas da Première Brasil também aproximam o público da premiação. Os espectadores podem avaliar os filmes por meio de uma cédula digital acessada por QR Code nas saídas das salas. As produções mais votadas concorrem ao Troféu Redentor de Voto Popular em categorias como Melhor Longa de Ficção, Melhor Longa Documentário e Melhor Longa da Mostra Novos Rumos.

    Entre os filmes selecionados estão Funk, de Aly Muritiba, que acompanha uma jovem funkeira diante da possibilidade de transformar a carreira artística; Alucinação, de Marcos Caetano, Renato Terra e Leo Caetano, inspirado nas canções de Belchior; e Elza, de Eryk Rocha, documentário em que Elza Soares é narradora de sua própria trajetória.

    A música também aparece em produções dedicadas a artistas como Aldir Blanc, Maria Alcina, Flora Purim, Airto Moreira e Alceu Valença. A programação inclui ainda a série Marília Mendonça: Sentimento Louco, de Susanna Lira, e o documentário Ney por Trás das Máscaras, de Esmir Filho e Thais Guisasola.

    O Festival do Rio também se consolida como porta de entrada para filmes que circularam recentemente pelos grandes festivais internacionais. A programação traz obras reconhecidas em Cannes, Berlim e Veneza, aproximando o público carioca de títulos que chegam ao Rio logo depois de passarem por importantes eventos da temporada cinematográfica.

    Entre os destaques está Cartas Amarelas, de Ilker Çatak, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim. De Veneza chega Um Pequeno Bom Soldado, de Stéphane Brizé, premiado pelo roteiro. Cannes está representado por Covarde, de Lukas Dhont, e Um Homem do seu Tempo, de Emmanuel Marre, ambos reconhecidos no festival francês.

    A programação inclui ainda A Grande Estreia, de Jesse Eisenberg, que passou pelo Festival de Toronto e pela competição oficial de San Sebastián. Ao todo, 16 produções escolhidas por seus países para representá-los na disputa por uma indicação ao Oscar estão na programação, entre elas Feito Pipa, representante do Brasil, e A Bola Preta, representante da Espanha.

    Entre as estreias internacionais está Rosebush Pruning, do cineasta cearense  Karim Aïnouz, que terá première no Festival do Rio no dia 3 de outubro, com a presença do diretor. O filme é estrelado por Callum Turner, Elle Fanning, Riley Keough, Jamie Bell e Pamela Anderson e tem roteiro de Efthimis Filippou.

    Ao falar sobre a produção, Aïnouz destaca as relações entre privilégio, intimidade, violência e silêncio no interior de uma família:

    “Quando comecei a trabalhar em Rosebush Pruning, sabia que não estava simplesmente retratando uma família privilegiada. Eu estava confrontando um espelho no qual intimidade, privilégio e violência se fundem até se tornarem indistinguíveis.”

    Segundo o diretor, o filme busca tratar também das estruturas de poder que se escondem nas relações familiares:

    “O que estou refletindo não é apenas um drama familiar, mas aquilo que se esconde dentro dele: como o poder pode intoxicar, como o conforto se transforma em anestesia e como o silêncio mascara o abuso.”

    Riomarket reúne indústria audiovisual 

    Enquanto as salas recebem os filmes da programação, o RioMarket concentra as atividades voltadas à indústria audiovisual. Realizado no Armazém da Utopia, no Cais do Porto, o espaço reúne profissionais brasileiros e estrangeiros em uma agenda de debates, formação e negócios.

    Produtores, distribuidores, plataformas, canais, investidores e criadores participam de encontros sobre produção, distribuição, tecnologia, internacionalização, sustentabilidade e comportamento do público. O acesso à programação é gratuito, mediante inscrição.

    Entre os temas desta edição estão a TV 3.0, os FAST Channels e os microdramas, formatos que vêm alterando as formas de produção, distribuição e consumo de conteúdo. A programação também discute a relação entre plataformas, fãs e criadores, além das estratégias de internacionalização do audiovisual brasileiro.

    Representantes internacionais participam de debates sobre a presença do audiovisual brasileiro no mercado global. A programação reúne ainda produtores, distribuidores e exibidores chineses, coreanos e latino-americanos , que estarão no evento para discutir as transformações do setor e sua relação com o público.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Conceição Evaristo é homenageada do CineBH

    Conceição Evaristo é homenageada do CineBH

    Uma das mais importantes autoras da literatura brasileira contemporânea, Conceição Evaristo faz, aos 79 anos, sua estreia como atriz. Ela é protagonista do longa do diretor André Novais Oliveira Se Eu Fosse Vivo… Vivia, filme de abertura da 20º Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte. O festival começa nesta terça-feira (22) e vai até o dia 27 de setembro.

    No longa, Evaristo interpreta Jacira, uma mulher aposentada que compartilha com o marido, Gilberto, a rotina doméstica, os cuidados com a saúde, as conversas e os pequenos prazeres da vida. O filme acompanha a rotina desse casal por cinco décadas, desde a juventude. A vida do casal, porém, muda quando Jacira adoece e é internada. O filme ganhou o Troféu Candango de melhor longa-metragem pelo júri oficial da 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

    Além de estrear o filme de abertura da mostra, Conceição Evaristo será uma das homenageadas do festival e receberá o Troféu Horizonte. A coordenadora-geral do CineBH, Raquel Hallak, afirma que a homenagem é um forma de destacar a trajetória da escritora na literatura e a chegada dela ao mundo do cinema.

    “É também mostrar a transversalidade do audiovisual e as suas conexões com o cinema e a música”, diz.

    Cinema latino-americano

    A edição deste ano do CineBH discute o futuro do cinema latino-americano.

    “A ideia é fazer a pergunta de forma aberta: que histórias estamos contando? Que histórias queremos contar? Qual o futuro do cinema na América Latina?” indaga Raquel Hallak.

    Além de Conceição Evaristo, a mostra homenageia a cineasta paraguaia Paz Encina. Nascida em Assunção em 1971, Encina começou a fazer audiovisual nos anos 1990 em um país de produção historicamente descontínua e sucessivos períodos autoritários. Mesmo assim, conseguiu fazer seus filmes circularem internacionalmente. As obras dela têm, quase sempre, uma temática que envolve a história do Paraguai.

    A programação completa da mostra está no site do festival. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cine Inclusão 60+ traz filmes dedicados ao debate sobre envelhecimento

    Cine Inclusão 60+ traz filmes dedicados ao debate sobre envelhecimento

    Único festival audiovisual do país dedicado ao público idoso e acima dos 60 anos, o Festival Cine Inclusão 60+ teve início neste domingo (20). O evento é gratuito e segue até o dia 27 de setembro nas cidades de São Paulo, Campinas e em Santos.

    Voltado ao debate sobre o envelhecimento, o etarismo e a representatividade, o festival chega à sua sexta edição apresentando 21 produções nacionais e internacionais. São obras que valorizam pessoas idosas como seu tema central, seja como protagonistas ou como criadoras. A seleção deste ano reúne filmes produzidos no Brasil, além de curtas realizados no Reino Unido, Japão, Índia, Peru, Argentina e Estados Unidos.

    O recorte apresenta diferentes perspectivas culturais sobre o envelhecimento e aborda experiências relacionadas a desejos, conflitos, afetos, autonomia e relações sociais.

    Entre os filmes que serão apresentados no evento está Mulher Papaya, de Camila Tarifa, curta que conquistou os prêmios de melhor roteiro e de melhor filme pelo júri da crítica do Festival de Gramado.

    Entre as novidades deste ano está a realização de um fórum especial, que foi chamado de Brasil 60+ sob a Ótica das Mulheres do Audiovisual. A iniciativa parte do crescimento da população com 60 anos ou mais para discutir seus impactos no setor, incluindo novos públicos, mercado de trabalho, permanência e reconhecimento profissional, desigualdades e formas de representação do envelhecimento.

    Mais informações sobre o festival e a programação podem ser conferidos no site do evento. 

     

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Diretor de Feito Pipa destaca relações familiares como centro da obra

    Diretor de Feito Pipa destaca relações familiares como centro da obra

    O filme Feito Pipa foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao prêmio de Melhor Filme Internacional no Oscar 2027. Com direção de Allan Deberton e roteiro de André Araújo, o longa conta a história de Gugu, um menino de 11 anos criado pela avó materna, Dilma. Quando ela adoece, ele faz de tudo para evitar ter que ir morar com o pai. A Agência Brasil conversou com o diretor sobre a obra e a expectativa para o Oscar.

    O filme aborda temas como identidade de gênero, preconceito, a relação entre avó e neto e, de certa forma, a finitude. O que você quis mostrar e o que quer que fique para o espectador?

    Eu gostaria que o espectador encontrasse no filme um lugar de conexão com histórias que, no final das contas, eu acho que são íntimas de todos nós. Porque todos nós convivemos com os nossos avós. E as avós são essas figuras de segundas-mães, de pessoas que cuidam, que bajulam, que criam. E a história do Feito Pipa, ela surgiu de um olhar do roteirista, que é o André Araújo, para uma relação com essa criação por mulheres. Ele foi criado pela avó, foi criado por tias, assim como eu também fui em boa parte da minha infância. Eu tive uma presença muito grande da minha avó.

    E o nosso personagem Gugu é um personagem muito autêntico, que tem toda uma forma colorida de ver o mundo, de se posicionar, ele gosta de dançar, mas também quer ser jogador de futebol. E ele vive num mundo muito feliz com a sua avó até que percebe que ela está com sinais de Alzheimer. Então, imagine para uma criança de quase 11 anos, morando sozinho com a avó, ter que lidar com uma experiência de chegada dessa doença, que é uma doença muito triste, né? Então gera ali uma angústia, comoção, um lugar de atitude que esse personagem precisa ter, até porque dentro desse cenário, ele talvez tenha que morar com o pai, que não o compreende tão bem.

    Então é um filme que é sobre relação familiar, que também é sobre o lugar de ser criança, mas ao mesmo tempo de estar passando por muitos terrenos desconhecidos. E ele conta, o Gugu, com o apoio dos amigos para poder tentar escapar desses dilemas

    Você é cearense e não é a primeira vez que decide filmar no interior do estado. É uma escolha para mostrar um Brasil que muita gente não conhece?

    Eu sempre gosto de colocar a geografia do lugar onde se passa a história como personagem e como modificante narrativo. Feito Pipa foi filmado na cidade de Quixadá, no Ceará, e cidades ao redor. Muitos filmes cearenses foram feitos na cidade de Quixadá, inclusive, voltando lá atrás, filmes dos Trapalhões, então é um lugar de conexão minha, de quando eu era criança, com o cinema. A cidade também foi escolhida por conta da beleza de suas paisagens e do acolhimento de seu povo. Foi um projeto que a gente teve todo o carinho da população.

    É um filme que traz temáticas universais, mas também brasilidade…

    Com certeza. Eu gosto muito de filmar histórias simples, porém com profundidades afetivas, histórias que são focadas e fincadas em sentimentos. Porque eu acredito que os sentimentos são veículos que todos nós exploramos dentro das nossas experiências de vida, sejam situações de familiares, sejam questões profissionais, questões românticas.

    Mas é muito importante para mim que haja uma sinceridade dentro dessa construção que começa desde o roteiro. Porque eu acho que se algo nos toca intimamente, se algo nos afeta o suficiente para nos emocionar, se a gente percebe que ali tem um assunto que precisa ser debatido, a gente tem mais certeza, né? Feito Pipa nasceu assim. Quando o André Araújo, o roteirista, me mostrou o roteiro, eu fiquei totalmente apaixonado.

    Você já recebeu prêmios por outras produções, mas acho que Feito Pipa foi o filme com maior reconhecimento. Você também considera que é o seu melhor filme?

    Com certeza. A construção de uma carreira tem a ver com a própria trajetória, um lugar de aprendizado que é do cotidiano, do dia a dia. E eu acho que o Feito Pipa é um grande acerto, o encontro com esse roteiro, essa história tão bonita, e ter tido a chance de juntar pessoas tão especiais na sua construção, a equipe técnica e todo o seu elenco. A sorte de poder estar trabalhando com Teca Pereira, com o Lázaro Ramos e também num trabalho muito lindo com as crianças. Era importante que houvesse, dentro do projeto, crianças muito espontâneas e também muito francas, sem estar interpretando, mas colocando em tela o seu próprio ponto de vista das coisas.

    E agora o filme entra em uma maratona para chegar ao Oscar. Qual a expectativa?

    A nossa expectativa é das melhores. Antes dessa qualificação a gente já estava trabalhando nessa construção de circulação do filme, construindo a jornada com uma série de outros grandes festivais. Também com um grande volume de conversas com possíveis parceiros nos Estados Unidos. Mas é importante um trabalho não só focado no mercado americano mas, principalmente, fazendo o filme acontecer no Brasil, fazendo com que o público brasileiro se envolva com esse lançamento, torça por ele.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta-feira

    Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta-feira

    O mais longevo festival de cinema do país se viu protagonista do próprio drama, com pitadas de suspense e ação, mas com final feliz. A 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta-feira (11) após ser cancelado e em poucas horas novamente confirmado pelo governo do Distrito Federal. Um verdadeiro arco de redenção digno dos grandes roteiros do cinema.

    Foram quase 2 mil filmes inscritos, um recorde dentro do festival. Desses, mais de 70 filmes foram selecionados em várias mostras. Além das mostras competitivas de longas e curtas, o festival terá mostras paralelas e sessões especiais para celebração de artistas e temáticas relevantes para o audiovisual brasileiro.

    Entre as mostras, a sessão Vozes e Lutas, com filmes notabilizados pela retratação de movimentos políticos e culturais relevantes. Entre eles, Pontos de Partida, do cineasta Silvio Tendler, morto em setembro do ano passado.

    Nesta sexta-feira, a abertura do festival será a partir das 19h30, no Cine Brasília, com o filme A Pele Morta, de Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres.


    Brasília (DF), 10/09/2026 - O Cine Brasília recebe o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
    Brasília (DF), 10/09/2026 - O Cine Brasília recebe o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
    Cine Brasília recebe o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    “As expectativas são as melhores possíveis. Um dos grandes destaques desta programação é a presença importante de filmes de Brasília, com vínculos fortes com o Distrito Federal”, disse a diretora-geral do festival, Sara Rocha, à Agência Brasil.

    Um desses exemplos é justamente A Pele Morta. O filme foi concebido pelo diretor Geraldo Moraes, radicado em Brasília e morto em 2017, e resgatado e dirigido pelos seus filhos.

    Outro destaque desta edição é levar episódios de uma série à tela do Cine Brasília. Três episódios de Delegado, série dirigida por Marcelo Lordello e Leonardo Lacca, serão apresentados em primeira mão no festival, no sábado (12), às 18h. A série é produzida por Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, responsáveis pelo grande sucesso do cinema nacional no ano passado, com O Agente Secreto.

    Reviravolta

    Após receber 1.928 inscrições, selecionar a maior parte dos filmes e encaminhar toda a programação, a organização do festival de cinema recebeu a notícia do cancelamento do evento. O argumento do governo do Distrito Federal era de falta de verba.

    A notícia se espalhou rapidamente na cidade, mobilizando a classe artística. Horas depois, a governadora Celina Leão publicou em suas redes sociais a determinação para que a Secretaria de Economia providenciasse os recursos necessários para o festival. 

    Passada a tensão e a apreensão, o momento é de celebrar o cinema de Brasília e o cinema nacional em mais uma edição do festival. Essa é a expectativa de Sara Rocha.

    “A gente espera superar o número de espectadores e poder abraçar todas as pessoas que fazem parte do festival; o público, os realizadores e toda comunidade cultural, para que a gente possa celebrar o cinema brasileiro e fortalecer. A cada edição do festival que se realiza, amplia um pouco mais esse lastro”.

    O festival nasceu em 1965 e, ao longo das décadas, consolidou-se como um espaço de debate sobre o audiovisual brasileiro. Ele só não foi realizado em dois anos durante a ditadura militar. Durante a pandemia, foi realizado de forma virtual. 


    Brasília (DF), 10/09/2026 - O Cine Brasília recebe o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
    Brasília (DF), 10/09/2026 - O Cine Brasília recebe o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
    Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é realizado desde 1965 – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    Desde 2007, é considerado patrimônio imaterial do Distrito Federal.

    “Um patrimônio não é cancelável. O festival é um patrimônio tombado formalmente e afetivamente, não só por Brasília, mas por todo o Brasil. A gente está muito feliz e orgulhoso de poder entregar mais uma edição do festival. Que todo mundo possa aproveitar com a gente”, celebrou a diretora-geral.

    Confira a programação completa no site oficial do festival.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mostra em SP exibe produção do indigenista Vincent Carelli

    Mostra em SP exibe produção do indigenista Vincent Carelli

    O CineSesc, na capital paulista, exibe nesta quinta-feira (10), às 20h, o documentário Arquivo Vivo, em que Vincent Carelli e Ana Carvalho dividem a direção. Parte da programação do festival Amor ao Cinema, a obra recupera como o projeto Vídeo nas Aldeias se firmou enquanto acervo dos povos originários brasileiros, com mais de 70 filmes rodados.

    Franco-brasileiro, Carelli começou a flertar com o indigenismo muito cedo, por influência de um missionário dominicano de seu colégio em São Paulo, e filósofo que já circulava em comunidades Mẽbengôkre Xikrin (ou Kayapó Xikrin), no Pará. 

    Das apresentações com slides que o religioso preparava e mostrava em aulas, nasceu a vontade de acompanhá-lo nas viagens. Aos 16 anos de idade, então, perguntou se poderia ir em uma das viagens e teve seu pedido atendido. 

    Era a primeira vez que subia em um avião, e a sequência de voar e horas depois descer na floresta e entrar na aldeia, o marcou para sempre. 

    “A sensação de ter adentrado em outro momento da humanidade foi muito forte. O cheiro, a emoção. A emoção deles [indígenas], que também estavam recebendo um [indígena] que estava se tratando em Marabá, e aquele choro kayapó diante do retorno, a saudade das irmãs”, lembra Carelli, filho parisiense do ceramista, desenhista e pintor Antônio Carelli e de mãe brasileira e irmão da atriz e diretora teatral Chica Carelli.

    “Para mim, foi uma experiência definitiva. Eu voltei lá dois anos consecutivos, fiz um ano de USP [Universidade de São Paulo] e disse, quer saber de uma coisa? eu vou morar lá.”

    Já reconhecido como um não indígena de confiança, Carelli foi convidado pelos xikrin para permanecer na aldeia, após concluir uma formação de indigenista em Brasília. 

    Contudo, como era no período da ditadura, houve um impedimento de militar, naquele momento e daquela forma, com o movimento indígena. O argumento, segundo Carelli, era que “não daria certo, por ele ser muito amigo dos indígenas”. 

    “Na época da ditadura, as ONGs foram demonizadas. E as associações indígenas, nem a Funai [então Fundação Nacional do Índio] queria ouvir falar disso!, lembra. 

    Nos anos 1970, o cineasta trabalhou na Funai e cofundou o Centro de Trabalho Indigenista (CTI), com um grupo de antropólogos. Foi também nessa década que ele e Andrea Tonacci se conheceram, para formatar um projeto para a Guggenheim, chamado Inter Povos. 

    Tonacci já idealizava usar o vídeo para encurtar distâncias entre os povos indígenas, e o VHS foi o ingrediente que faltava para a poção mágica que os transformaria em cineastas também. 

    Como qualquer outra pessoa que acredita em relações horizontais, sem ter a gana de exercer domínio sobre outras, Carelli se sentiria pleno quando visse indígenas filmando e não apenas sendo filmados.

    Em 1986, com essa proposta, começava oficialmente a história do Vídeo nas Aldeias, estruturado por Carelli com sua esposa, a antropóloga Virgínia Valadão. 

    O projeto não parou nem mesmo durante a pandemia da covid-19. Ao contrário, seria, pela negligência do governo de Jair Bolsonaro, segundo Carelli, ainda mais importante para se documentar o que foi, para muitos indígenas, seu ciclo derradeiro.

    “A questão da apropriação da imagem, afinal, tem várias dimensões. Uma é a que se tem consigo mesmo. Mas tem também a de memória de vidas que estão sofrendo um momento muito intenso de cotidiano, de novidades. Os velhos se vão”, pondera. 

    Além de realizador audiovisual e educador na área, Carelli foi jornalista e repórter fotográfico freelancer das revistas IstoÉ, Repórter Três e do jornal Movimento. Foi também editor fotográfico e pesquisador do Projeto Povos Indígenas no Brasil do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi), que deu lugar ao Instituto Socioambiental (ISA). 

    Um questionamento mencionado pelo indigenista provoca melindres até hoje: “Existe instituição do Estado brasileiro comandada, com autonomia, por povos indígenas? Qual é a relação dos museus? É quase uma utopia. E eles não podem ser alienados das imagens, têm que ter acesso a elas.”

    Serviço

    Festival Amor ao Cinema | CineSesc

    Arquivo Vivo

    Direção: Vincent Carelli e Ana Carvalho

    País: Brasil

    Ano: 2026

    Duração: 2h17min. (137’)

    Classificação Indicativa: Livre

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Seis filmes seguem na disputa para representar o Brasil no Oscar

    Seis filmes seguem na disputa para representar o Brasil no Oscar

    A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira (9) os seis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027.  A decisão sobre o longa que vai tentar uma vaga na categoria de melhor filme internacional será tomada em 16 de setembro.

    Os títulos que continuam em disputa são:

    • 100 Dias, de Carlos Saldanha;
    • A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai;
    • A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo;
    • Feito Pipa, de Allan Deberton;
    • Nosso Segredo, de Grace Passô;
    • Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

    A lista dos finalistas saiu de uma pré-lista de 15 filmes,  divulgada pela Academia Brasileira de Cinema no mês de agosto.

    Oscar

    Ter sido escolhido como o representante brasileiro ao Oscar não significa que o filme já terá garantida uma indicação ao prêmio. Cada país indica um filme como representante para a disputa. O Oscar analisa essas indicações e faz uma seleção dos filmes que, de fato, vão concorrer ao principal prêmio do cinema mundial.

    A cerimônia que premiará os melhores filmes do Oscar está marcada para 14 de março de 2027.

    Em 2025, o Brasil conquistou o primeiro Oscar com o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme internacional. Neste ano, o Brasil voltou a ser indicado com o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que acabou perdendo o prêmio para o norueguês Valor Sentimental.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Festival de cinema fantástico estreia com homenagem a Liz Marins

    Festival de cinema fantástico estreia com homenagem a Liz Marins

    Há 25 anos, Liz Marins criou a personagem Liz Vamp, um ícone do cinema e da televisão brasileira. Assim como o pai,  José Mojica Marins, o Zé do Caixão, a atriz ganhou reconhecimento por explorar o cinema fantástico, gênero que engloba horror, ficção científica, contos e lendas.

    A trajetória de Liz será celebrada na 17ª edição do CineFantasy. O Festival Internacional de Cinema Fantástico começa nesta terça-feira (1º) em São Paulo e vai até dia 6 de setembro, com 70 filmes de 24 países e territórios.

    O festival apresenta curtas e longas-metragens nacionais, latino-americanos e de outros continentes que serão exibidos pela primeira vez na capital paulista. Os filmes são distribuídos entre as mostras Animação Fantástica, Brasil Fantástico, Estudante, Fantasia, FantasTeen, Ficção Científica e Horror.

    O diretor e idealizador do CineFantasy, Eduardo Santana, destaca que o evento se propõe a ser uma porta de entrada para que filmes de novos cineastas encontrem visibilidade.

    Diferentemente das edições anteriores, nas quais o festival acontecia em apenas um local, desta vez, o a organização levará o evento ao Museu da Imagem e do Som, ao Cine Olido, ao Centro de Formação Cidade Tiradentes e para 26 Centros de Educação Unificados (CEUs). Os filmes também serão exibidos nas plataformas de streaming gratuitas DarkFlix+ e SpCine Play.

    A decisão partiu das necessidades do público, que relatava sentir dificuldade para se locomover até o local do evento, que geralmente acontecia no Centro. “São Paulo é uma cidade grande, com uma extensão territorial enorme e problemas de locomoção”, diz Eduardo Santana.

    Além da exibição de filmes, o festival também sedia mostras competitivas, com categorias de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Roteiro. A premiação será feita na sessão de encerramento do evento, no MIS, com o troféu José Mujica/CineFantasy para os melhores títulos.

    O Melhor Curta-Metragem e o Melhor Longa-Metragem recebem a indicação do CineFantasy para a Fantlatam – Alianza Latinoamericana de Festivales de Cine Fantástico, um dos maiores festivais do gênero fantástico.


    São Paulo (SP), 26/08/2026. - Festival de Cinema Fantástico em SP. Foto: MIS/Divulgação
    São Paulo (SP), 26/08/2026. - Festival de Cinema Fantástico em SP. Foto: MIS/Divulgação
    Festival de Cinema Fantástico em SP – MIS/Divulgação

    Programação

    A sessão de abertura do festival conta com a première brasileira do documentário Occupy Cannes, dirigida por Lily-Hayes Kaufman, e a exibição de Lúmen, curta brasileiro de Marcos DeBrito.

    Lúmen nasceu dentro da Oficina de Cinema da 16ª edição e retorna agora ao festival como obra finalizada, aproximando formação, criação e exibição. O curta foi criado por 30 participantes, que tiveram que desenvolver e produzir um filme do zero em apenas um dia. O filme estreou na Índia, ganhou diversos prêmios e passou por vários festivais internacionais e nacionais.

    Já o documentário Occupy Cannes, de Lily-Hayes Kaufman, retrata a ação promovida por Lloyd Kaufman e a equipe da Troma durante o Festival de Cannes de 2013. O filme documenta a trajetória da produtora no mercado de filmes do Festival de Cannes desde 1974, mostrando as dificuldades de competir com os grandes estúdios usando apenas voluntários fantasiados e cartazes na rua.

    A Troma é uma das principais produtoras independentes do mundo, ativa desde a década de 1970. “A produtora serviu de celeiro para grandes nomes, como Samuel L. Jackson e os criadores de South Park”, explica o diretor do festival.

    Na mostra competitiva de Longas-Metragens Nacionais, o público poderá conferir duas estreias mundiais de produções brasileiras. Sob a direção de Roger Elarrat, Juliana contra o Jambeiro do Diabo pelo Coração de João Batista conduz os espectadores à Amazônia em uma trama fascinante de horror e realismo fantástico.

    Já O Retrato de Sarah, de Leonardo Costa, explora o horror por meio da obsessão, da frustração e do processo de criação artística, narrando a história de uma jovem artista que começa a converter seus próprios compradores em arte. Ambos os títulos contarão com exibições seguidas de encontros com elenco, diretores e integrantes das equipes de produção.

    A seleção internacional destaca a estreia mundial do longa norte-americano Sangrar (Bleed), dirigido por Dawson Doupé, Ryder Doupé e Tadeaš Tapper. A trama acompanha uma família em crise que, em plena noite de Halloween, tem a rotina abalada pela chegada de um parente distante ensanguentado após a prática de um crime brutal. A exibição contará com a presença de um dos diretores.

    *Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original