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  • Brasil amplia comércio com Índia e retoma diálogo sobre tarifaço

    Brasil amplia comércio com Índia e retoma diálogo sobre tarifaço

    O Brasil avançou nesta quinta-feira (27) na estratégia de diversificação de parceiros comerciais ao assinar um memorando de entendimento com a Índia. O acordo entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Confederação das Indústrias Indianas busca aproximar empresas, ampliar investimentos e criar oportunidades de negócios entre os dois países.

    A iniciativa ocorre enquanto o governo federal tenta reduzir os impactos das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Paralelamente à busca por novos mercados, o Brasil prepara a retomada das negociações com o governo estadunidense.

    Na próxima segunda-feira (31), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, terá reunião virtual com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O chanceler Mauro Vieira também participará do encontro.

    Parceria com a Índia

    Assinado na sede da ApexBrasil, em Brasília, o documento prevê intercâmbio de informações sobre os mercados dos dois países, compartilhamento de boas práticas, promoção de feiras e incentivo à internacionalização de pequenas e médias empresas. O acordo não tem caráter vinculante e, portanto, não cria obrigações para as partes.

    A proposta é promover a aproximação entre empresas brasileiras e indianas e criar uma base institucional para projetos conjuntos de atração de investimentos e facilitação de negócios.

    A meta é contribuir para que o comércio bilateral alcance US$ 20 bilhões até 2030. No ano passado, as exportações brasileiras para a Índia somaram quase US$ 7 bilhões, o maior valor registrado em duas décadas. As importações brasileiras de produtos indianos ultrapassaram US$ 8,4 bilhões.

    Atualmente, a Índia é o décimo principal destino das exportações brasileiras, enquanto o Brasil ocupa a 26ª posição entre os fornecedores do mercado indiano.

    Comércio Brasil-Índia

    •    Meta de comércio bilateral até 2030: US$ 20 bilhões
    •    Comércio Brasil-Índia em 2025: US$ 15,2 bilhões
    •    Exportações para a Índia em 2025: US$ 6,9 bilhões
    •    Importações de produtos indianos em 2025: US$ 8,4 bilhões
    •    Crescimento da relação comercial nos últimos anos: 82%
    •    Oportunidades para produtos brasileiros identificadas pela ApexBrasil: 378
    •    Linhas de produtos (tipos e subtipos) no acordo de preferências Mercosul-Índia: 450

    Diversificação de mercados

    Para o ministro Márcio Elias Rosa, a ampliação das relações com diferentes países passou a ser uma diretriz do governo federal diante do cenário do comércio internacional.

    “O Brasil vem buscando diversificar mercados, acessando novos mercados intensamente. A Índia é um exemplo disto: a necessidade de alcançar novos mercados e a necessidade de expandir a relação comercial. Com a Índia, o crescimento é espetacular.”

    De acordo com o ministro, a relação comercial entre Brasil e Índia cresceu 82% nos últimos anos. O governo também pretende ampliar o atual acordo de preferências tarifárias entre o Mercosul e a Índia, que contempla atualmente 450 linhas de produtos, classificação específica por códigos de produtos por tipos e subtipos.

    A ApexBrasil identificou ainda 378 oportunidades para produtos brasileiros no mercado indiano. A agência apoia cerca de 10 projetos estratégicos voltados ao país asiático, incluindo iniciativas em parceria com entidades ligadas ao agronegócio.

    Setores estratégicos

    A aproximação entre os dois países envolve setores considerados estratégicos, como indústria farmacêutica, bioenergia, biocombustíveis, fertilizantes e dispositivos médicos.

    Outro eixo de interesse é a exploração de minerais críticos. O governo brasileiro busca ampliar parcerias internacionais nessa área, mas defende que os projetos estejam associados ao desenvolvimento de tecnologia nacional.

    “O Brasil quer ter parceria para a exploração de minerais críticos com todos os países, nunca em detrimento de algum ou para favorecer outro”, ressaltou Rosa.

    A estratégia também pode beneficiar o agronegócio brasileiro, que busca ampliar a presença em mercados internacionais e reduzir a concentração das exportações em determinados destinos.

    Negociação com EUA

    Enquanto amplia a aproximação com a Índia, o governo brasileiro também se prepara para a primeira reunião com representantes dos Estados Unidos desde a imposição de novas tarifas.

    Segundo Rosa, a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada, foi decisiva para a reabertura das negociações, sem que o Brasil precisasse apresentar concessões unilaterais antecipadamente.

    Na reunião de segunda-feira, segundo Márcio Elias Rosa, poderão ser discutidas listas de exceções tarifárias e a possibilidade de aplicação da Lei de Reciprocidade.

    O governo afirma que continuará adotando medidas para proteger empresas brasileiras afetadas pelas sobretaxas estadunidenses. Entre as iniciativas está o programa Brasil Soberano, criado como mecanismo de apoio aos setores impactados.

    Defesa da soberania

    Apesar de reconhecer que a negociação será difícil, o ministro afirmou que o governo pretende manter uma posição de defesa dos interesses brasileiros.

    “Negociador pessimista perde. Então eu sou otimista. Agora, é óbvio que vai ser um diálogo difícil. Nós não vamos propor nada que não favoreça o interesse brasileiro. Jamais proporíamos algo que pudesse causar dano à economia nacional.”

    A estratégia do governo, portanto, combina a tentativa de reduzir os efeitos das medidas comerciais dos Estados Unidos com a abertura de novas frentes para exportações, investimentos e cooperação econômica. A Índia aparece nesse cenário como um dos mercados prioritários para a expansão da presença comercial brasileira.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil e EUA definem data de reunião para discutir tarifaço

    Brasil e EUA definem data de reunião para discutir tarifaço

    O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, vão se reunir na próxima segunda-feira (31), às 14h30, no horário de Brasília. O encontro será virtual e foi confirmado pelo ministério à Agência Brasil.

    A retomada das tratativas foi acertada durante telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ocorrido na última sexta-feira (21). A conversa durou cerca de uma hora e 20 minutos e, segundo o Palácio do Planalto, ocorreu de forma cordial. Os dois líderes abriram um novo canal de diálogo entre Brasília e Washington em meio à disputa comercial provocada pelas tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.

    Durante a ligação, ainda de acordo com o Planalto, o presidente brasileiro defendeu a retomada das negociações comerciais e afirmou que as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para a adoção das novas tarifas são infundadas.

    Entre os argumentos utilizados pelos Estados Unidos para fundamentar as medidas estão questões relacionadas a desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos associados a trabalho forçado.

    Lula afirmou que as tarifas prejudicam tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e defendeu o diálogo como caminho para preservar a relação comercial entre os dois países.

    Trump concordou com a necessidade de manter os vínculos comerciais e sinalizou a retomada do contato entre as equipes dos dois governos.

    Tarifaço

    Em julho, o USTR impôs uma sobretaxa de 25% sobre vários produtos provenientes do Brasil, após cerca de um ano de análise.

    Foram taxados exportadores de ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos manufaturados.

    O USTR justificou suas taxas dizendo que certas práticas adotadas pelo Brasil eram descabidas e oneravam ou restringiam o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses. Uma sobretaxa adicional de 12,5% também foi aplicada na sequência sobre mais produtos nacionais, sob a alegação de que o Brasil não adota mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

    Com isso, as novas tarifas em vigor desde o fim do mês passado atingem cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras ao mercado norte-americano, segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

    O governo brasileiro já havia apresentado um pedido de consultas no sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial de Comércio (OMC), argumentando que as tarifas aplicadas são “inconsistentes” com as regras definidas pela entidade. Em resposta, os EUA aceitaram o pedido para participar das consultas no âmbito da OMC.

    Desde o início das taxações por parte do governo Trump, o Brasil vem reforçando que na relação comercial entre os dois países, os EUA são superavitários, ou seja, vendem mais do que compram. Na nota em que anuncia a abertura do processo de reciprocidade econômica, o governo brasileiro aponta que seguirá atuando para reduzir os danos causados pelas tarifas à economia e à renda dos brasileiros.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil promete restaurar 163 mil km² de terras degradadas até 2030 

    Brasil promete restaurar 163 mil km² de terras degradadas até 2030 

    O Brasil apresentou nesta terça-feira (25) as primeiras metas de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN, na sigla em inglês). A promessa é restaurar mais de 163 mil quilômetros quadrados (km²) até 2030. O anúncio foi feito durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), em Ulaanbaatar, na Mongólia.

    Para chegar a esse número, estão previstas iniciativas para recuperar a vegetação nativa, investimento em sistemas agroflorestais, além de ações em unidades de conservação, territórios indígenas, áreas de preservação permanente e bacias hidrográficas.

    As metas LDN são compromissos voluntários que os países assumem para garantir aumento ou manutenção da quantidade de terras saudáveis e produtivas em seu território.

    O Brasil usa como referência o ano de 2020, quando detinha 55,7 milhões de hectares com tendência à degradação. Ou seja, para cumprir o compromisso de neutralidade, precisa chegar em 2030 com, pelo menos, o mesmo número.

    Também estão previstas ações de prevenção, conservação e manejo sustentável em outros 3,51 milhões de km². Assim, o número oficial das metas LDN é de 3,67 milhões de km², por incluir tanto a área de restauração quanto à de conservação.

    O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, disse que o Brasil tem sido proativo em favor da convenção, para que o grupo obtenha ainda mais capacidade de mobilizar os países.

    “A cada dia que passa, crescem as áreas sujeitas à seca e à degradação da terra em vários países. Portanto, é uma ação decisiva de cooperação internacional contra a desertificação.”

    A representante regional da UNCCD na América Latina e Caribe, Laura Meza, disse que a meta voluntária brasileira posiciona a América Latina como uma das regiões com o maior volume territorial de compromisso de sustentabilidade do solo do planeta. Os benefícios, segundo ela, alcançam diferentes dimensões. 

    “Restaurar não tem apenas um impacto ambiental, tem impacto na agricultura e na restauração socioprodutiva. Não se pode separar esse impacto ambiental da vida das pessoas”, disse Meza.

    A diretora adjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Nora Barahona, disse que o país tem a responsabilidade de cumprir as metas e ser uma referência global.

    “Precisamos do apoio do Brasil para apoiar outros países-membros, para construir uma solidariedade dentro da região e internacionalmente. Para que outros sigam o exemplo maravilhoso que vocês estão dando”, disse Nora.

    Atraso

    Dos 196 países membros da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), 131 comprometeram-se a estabelecer metas de LDN, entre eles, o Brasil. Mas a apresentação oficial do país veio com quase 10 anos de atraso.

    O conceito de LDN foi oficialmente formalizado pela ONU em 2015, e o processo de recebimento das metas dos governos nacionais começou em 2017.

    O Brasil instituiu em 2015 a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca por meio da Lei nº 13.153. Nesse contexto, foi criada a Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD). 

    No ano seguinte, ela ficou inativa e foi extinta em 2019. A comissão foi retomada e reorganizada em 2024, por meio do Decreto nº 11.932.

    *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Lula e Edorgan combinam criação de conselho entre Brasil e Turquia

    Lula e Edorgan combinam criação de conselho entre Brasil e Turquia

    Em uma chamada telefônica nesta segunda-feira (24), o presidente da República brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, combinou, com o presidente da Turquia, Recep Erdogan, a criação de um Conselho Estratégico, em nível vice-presidencial, para aprofundar as relações entre os dois países.

    “O Presidente Lula afirmou que o Brasil tenciona ampliar investimentos na área de defesa e expressou interesse em fomentar parcerias entre empresas brasileiras e turcas nesse setor”, informou, em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

    O Palácio do Planalto afirmou que foi acordado o envio à Turquia de delegação brasileira chefiada pelos ministros da Defesa, José Mucio Monteiro; e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, para tratar do tema.

    “Ambos celebraram a recente ratificação, pelos Parlamentos dos dois países, do Acordo de Cooperação em Indústria de Defesa”, acrescentou a nota oficial do Planalto.

    Os presidentes Lula e Erdogan também discutiram os conflitos bélicos ao redor do mundo, lamentando a persistências das guerras em curso, “e enfatizaram a importância de intensificar o diálogo para encontrar caminhos para a paz na Ucrânia e no Oriente Médio”.

    O presidente turco ainda convidou o presidente Lula a participar da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), a ser realizada em Antália, cidade do Sul da Turquia, no mês de novembro. “Lula agradeceu e aceitou o convite, expressando expectativa de encontrá-lo em breve”, completou a nota.

    Turquia comenta

    Em comunicado, o governo turco afirmou ser um prazer ver o desenvolvimento das relações entre os dois países, destacando que esse aprofundamento bilateral beneficiará o Brasil e a Turquia, em especial, nas áreas de investimento, comércio e indústria de defesa.

    “O presidente Erdoğan afirmou acreditar que os dois países poderiam implementar um modelo de cooperação econômica que aumentaria a prosperidade de seus povos, mesmo diante das tendências protecionistas”, afirmou o comunicado do governo da Turquia.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil fecha Mundial de Rúgbi em cadeira de rodas na 11ª posição

    Brasil fecha Mundial de Rúgbi em cadeira de rodas na 11ª posição

    O Campeonato Mundial de Rúgbi em cadeira de rodas segue em disputa no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Mas a participação da seleção da casa já foi encerrada. Neste sábado (22), o Brasil derrotou a Nova Zelândia por 53 a 37 e concluiu a competição na 11ª colocação, igualando sua melhor campanha, registrada na última edição, em 2022, na Dinamarca.

    “A gente tira de aprendizado que, ao longo do campeonato, os jogadores foram evoluindo e isso que importa. A gente tem um grupo forte, isso é muito importante”, disse Julio Braz, um dos principais atletas da seleção brasileira, em declaração divulgada pelo CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro).

    Além do triunfo deste sábado, o Brasil teve outras duas vitórias na fase de grupos da competição, as quais, no entanto, não foram suficientes para a classificação à etapa de mata-mata. A equipe da casa derrotou o Canadá por 49 a 48 e a própria Nova Zelândia por 58 a 44.

    A grande decisão do campeonato – realizado pela primeira vez na história na América do Sul – será disputada neste domingo (23), às 16h30, entre Austrália e Estados Unidos. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Libertadores pode ter semifinais 100% brasileiras pela primeira vez

    Libertadores pode ter semifinais 100% brasileiras pela primeira vez

    A edição 2026 da Libertadores pode ser a primeira em que os quatro semifinalistas são do mesmo país. Para isso, será necessário que os quatro representantes do Brasil que ainda seguem na disputa do principal torneio de clubes da América do Sul vençam os confrontos que terão pela frente nas quartas de final.

    A sofrida classificação do Corinthians tornou o cenário possível. Na noite dessa quinta-feira (20), mesmo atuando a maior parte do segundo tempo com um a menos, o Timão despachou o Rosario Central ao vencer por 1 a 0 na Neo Química Arena, em São Paulo. Uma semana antes, na Argentina, os times empataram sem gols e os brasileiros também tiveram um jogador expulso: o volante Allan, a dez minutos do fim.

    Aos 12 minutos da etapa final da partida em São Paulo, o Alvinegro perdeu o volante Raniele, que recebeu o segundo cartão amarelo após falta no atacante Enzo Copetti. Mesmo assim, aos 35, foi o time da casa que balançou as redes.

    No retorno à equipe após longo processo de renovação contratual, o atacante holandês Memphis Depay cobrou falta a meia altura pela esquerda e o volante Breno Bidon, bem posicionado, apareceu na pequena área e desviou para marcar o gol da classificação.

    O rival do Timão na próxima fase será mais um argentino, o Estudiantes, que eliminou a Universidad Católica (Chile). Como a campanha adversária é melhor, o clube brasileiro terá que fazer o jogo de volta fora de casa.

    Nós contra eles

    Além do Corinthians, as quartas da Libertadores reúnem Flamengo, Palmeiras e Fluminense. O Brasil ainda tinha mais dois representantes nas oitavas de final, mas o Cruzeiro foi superado justamente pelo Rubro-Negro e o Mirassol perdeu nos pênaltis para a LDU de Quito (Equador).

    Atual campeão e único time brasileiro nas quartas que fará o jogo de volta em casa, o Flamengo pode pegar o Timão em uma semifinal. Além de os paulistas eliminarem o Estudiantes, os cariocas terão que deixar para trás o vencedor do confronto entre Independiente del Valle e Tolima, o único das oitavas que falta ser definido.

    Equatorianos e colombianos fazem o segundo jogo na próxima terça-feira (25), às 21h30 (horário de Brasília), no Estádio Banco Guayaquil, em Quito. Há três dias, na partida de ida, o Del Valle ganhou por 1 a 0 no Estádio Manuel Murillo Toro, na cidade colombiana de Ibagué. O duelo está atrasado devido ao terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na semana passada.

    O Palmeiras, vice em 2025, enfrentará a LDU. Assim como ocorreu com o Mirassol, o Verdão terá que decidir o confronto longe de São Paulo, nos 2.850 metros de altitude de Quito. A equipe do Equador fez campanha melhor na fase de grupos.

    Se passar, o time alviverde pode ter como adversário o Fluminense. O próximo compromisso pela Libertadores será contra outro argentino, o Platense, que, assim como os cariocas, precisou dos pênaltis para despachar o Coquimbo Unido (Chile).

    Três no máximo

    Até hoje, o máximo de clubes de um mesmo país a chegar simultaneamente às semifinais da Libertadores foi três – o que ocorreu duas vezes, apenas. Em 1966, quando essa fase foi disputada por sete clubes divididos em duas chaves, o futebol argentino emplacou River Plate, Boca Juniors e Independiente ao lado dos uruguaios Peñarol e Nacional, da Universidad Católica e do paraguaio Guaraní.

    Em 2021, no atual formato da competição, Atlético-MG, Flamengo e Palmeiras alcançaram o top-4 ao lado do Barcelona de Guayaquil. O time equatoriano foi quem frustrou a possibilidade de semifinais 100% brasileiras ao eliminar o Fluminense nas quartas daquela edição.

    Bota deixa a Sula

    Também na noite de ontem, o Botafogo venceu o Cienciano por 1 a 0 no Estádio Nilton Santos, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. O resultado, porém, foi insuficiente para classificar o time alvinegro, que havia perdido nos 3.400 metros de altitude da peruana Cusco, no jogo de ida, por 6 a 1.

    Comandado interinamente por Rodrigo Bellão, técnico do sub-20, após a demissão de Franclim Carvalho, o Glorioso até abriu cedo o placar no Rio de Janeiro com o atacante Danilo Pereira, aos sete minutos. A equipe da casa pressionou, criou oportunidades e teve um gol anulado de Danilo Santos, aos 35, após o árbitro de vídeo (VAR) constatar um toque de mão do volante na jogada.

    Na etapa final, aos sete, o VAR ainda cancelou um pênalti em cima de Vitinho, alegando falta do lateral na origem do lance. A necessidade de marcar mais quatro gols para pelo menos levar a decisão aos pênaltis, foi demais. Melhor para o Cienciano, que festejou a classificação e terá pela frente o Montevideo City Torque (Uruguai) nas quartas.

    Assim como na Libertadores, o Brasil ainda tem quatro representantes na Sul-Americana. A diferença é que dois deles se enfrentam já nas quartas: Atlético-MG e Santos. O São Paulo terá pela frente o Boca Juniors, enquanto o Vasco encara quem avançar entre River Plate e Independiente Santa Fe (Colômbia).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil bate Argentina e vai à semi de qualificatório para Pré-Olímpico

    Brasil bate Argentina e vai à semi de qualificatório para Pré-Olímpico

    A seleção brasileira feminina de basquete levou a melhor sobre a Argentina e avançou às semifinais torneio classificatório para o Pré-Olímpico de 2028. Na tarde desta quinta-feira (20) em Guadalajara (México), as brasileiras derrotaram as hermanas por 58 a 53 na terceira e última rodada da fase de grupos. A armadora Bella Nascimento foi a cestinha do lado brasileiro, com 23 pontos e três rebotes.

    Líder do Grupo A, o Brasil volta à quadra no sábado (22), em horário ainda indefinido. O adversário será o vencedor do duelo entre Canadá e México, que se enfrentam logo mais às 23h30 (horário de Brasília), pelo Grupo B.  As duas equipes lideram a chave com duas vitórias e nenhuma derrota.  As partidas do torneio têm transmissão ao vivo no canal da Federação Internacional de Basquete (Fiba) no YouTube.

    A vitória de hoje foi a segunda da Amarelinha no torneio – na última terça (18), o Brasil superou a Nova Zelândia (56 a 53). Apesar do revés na estreia diante do Sudão do Sul, as brasileiras encerraram a fase de grupos no topo da chave A, com cinco pontos, e as hermanas ficaram em segundo lugar, com quatro.

    O torneio classificatório começou com oito seleções, divididas em dois grupos. Apenas as primeiras duas colocadas em cada chave disputarão as semifinais no sábado (22). As equipes finalistas vão lutar no domingo (23) pela tão sonhada vaga antecipada no Pré-Olímpico. Programada para fevereiro de 2028, a competição definirá as 12 seleções que disputarão os Jogos de Los Angeles (LA 2028).

    Caso o Brasil não vença o qualificatório, terá uma última chance de carimbar a vaga olímpica na Copa América, entre 3 e 11 de julho de 2027, em El Salvador. O torneio distribuirá vagas às quatro seleções primeiras colocadas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil abre Copa do Mundo Feminina no Maracanã, palco também da final

    Brasil abre Copa do Mundo Feminina no Maracanã, palco também da final

    A seleção feminina do Brasil abrirá a Copa do Mundo do ano que vem no dia 24 de junho, no Maracanã. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (20) em evento na sede da Federação Internacional de Futebol (Fifa), em Zurique (Suíça). O estádio do Rio de Janeiro também será sede da grande final, marcada para 25 de julho.

    Por ser o país-sede, o Brasil já está garantido no Grupo A do Mundial. Após a estreia, as brasileiras voltam a campo no dia 29 de junho, desta vez na Neo Química Arena, em São Paulo. A campanha na primeira fase termina em 4 de julho, no Mané Garrincha, em Brasília. Os demais jogos da chave serão na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador (dois) e na Arena Pernambuco, em Recife.

    Caso avance na liderança do grupo, a jornada rumo à final no Maracanã prevê jogos na Arena Castelão, em Fortaleza (oitavas de final), Mineirão, em Belo Horizonte (quartas) e novamente em São Paulo (semifinal). Se passar em segundo lugar, a caminhada do Brasil terá, na ordem: Mineirão (oitavas), Arena Castelão (quartas) e Maracanã (semi).

    A Copa Feminina terá 64 jogos em oito cidades. A que terá mais partidas é São Paulo: dez, seguida por Rio e Fortaleza (nove), Belo Horizonte (oito), Brasília, Salvador, Porto Alegre – que tem como estádio o Beira-Rio – e Recife (sete). O sorteio dos grupos será em dezembro deste ano, novamente na sede da Fifa.

    A última vez que a seleção feminina do Brasil atuou no Maracanã foi pelas semifinais da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, contra a Suécia. Após um empate sem gols no tempo normal, as escandinavas ganharam nos pênaltis por 4 a 3. O time europeu era dirigido pela sueca Pia Sundhage, que, três anos depois, assumiu a Amarelinha.

    A estreia das brasileiras no Maracanã ocorreu em 20 de julho de 2007, na fase de grupos dos Jogos Pan-Americanos do Rio, com goleada por 7 a 0 sobre o Canadá. Seis dias depois, o estádio presenciou a conquista da medalha de ouro pela seleção de Marta, Cristiane e Formiga em outra grande vitória: 6 a 0 sobre os Estados Unidos.

    Nos bastidores, o Maracanã disputava com a Neo Química Arena o posto de sede da abertura. A casa do Corinthians, clube mais vitorioso da modalidade no país, recebeu sete jogos da seleção feminina desde a inauguração, em 2016. O último no último dia 6 de julho, quando o Brasil venceu o Estados Unidos por 2 a 1 em amistoso. O retrospecto no estádio é de seis triunfos (consecutivos) e uma derrota.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Terremoto: Brasil doará 10 toneladas de arroz à Colômbia

    Terremoto: Brasil doará 10 toneladas de arroz à Colômbia

    O Brasil vai doar até 10 toneladas de arroz à Colômbia, depois de o país ser atingido por terremoto de magnitude 7,4 na escala Richter em 10 de agosto. Os grãos fazem parte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

    De acordo com a autorização publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (18), os alimentos serão destinados ao país vizinho como parte de uma ação de assistência humanitária internacional.

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ficará responsável por operacionalizar o repasse. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) coordenarão a iniciativa.

    PAA

    O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é uma política pública voltada à compra de produtos da agricultura familiar para abastecimento de instituições e ações de segurança alimentar.

    A autorização excepcional permite que alimentos adquiridos pelo programa sejam destinados à cooperação humanitária internacional.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil é campeão geral do Grand Prix de judô no Peru com 11 medalhas

    Brasil é campeão geral do Grand Prix de judô no Peru com 11 medalhas

    O judô brasileiro faturou o título de campeão geral do Grand Prix Lima 2026, no Peru, no encerramento da competição no domingo (16), ao liderar o quadro de medalhas. O país subiu ao pódio 11 vezes, com cinco ouros, duas pratas e quatro bronzes), registrando o melhor desempenho do ano. Em segundo lugar ficou a Itália (dois ouros, duas pratas e quatro bronzes), seguida pela Moldávia (dois ouros, duas pratas e um bronze).

    Os dois últimos ouros da Amarelinha saíram no domingo (16), dia em que o país mais subiu ao pódio – também levou três bronzes. Rafael Macedo foi campeão na categoria até 90 quilos ao derrotar o moldavo Mihail Latisev com dois waza-aris. Foi uma conquista com gosto de revanche: em maio o brasileiro fora superado pelo moldavo na disputa pelo bronze no Grand Slam de Astana (Cazaquistão).

    Quem também comemorou no topo do pódio em Lima foi a campeã olímpica Beatriz Souza. A brasileira venceu a italiana Asya Tavano na final dos 78 kg ao encaixar um ippon. O encontro foi o quinto na carreira das judocas. Bia coleciona quatro vitórias sobre a adversária, incluindo o triunfo na disputa por equipes em Paris 2024.

    “Isso é um resultado do que a gente vem construindo no dia a dia. Tem uma equipe junto comigo, não estou fazendo isso sozinha. A Haz é uma grande adversária, nosso último confronto foi na olimpíada, evoluímos bastante, então precisei mudar minha estratégia”, revelou Beatriz Souza em depoimento ao site da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

    Os primeiros ouros do Brasil saíram logo na sexta-feira (14), dia de abertura do Grand Prix de Lima. Michel Augusto foi campeão na categoria abaixo dos 60 kg e Rafaela Rodrigues, nos 52 kg – este foi o primeiro ouro da judoca de 19 anos em etapas de Grand Prix. No dia seguinte, foi a vez de David Lima subir o topo do pódio dos 81 kg. Na decisão, o brasileiro derrotou com um yuko o canadense Françoise Drapeau, atual vice-líder do ranking mundial.

    A única prata no Grand Prix de Lima ficou com Nauana Silva, nos 70 kg. No sábado (15), a paulita perdeu a final para a alemã Dena Pohl.

    O Brasil levou ainda cinco bronzes, três deles no domingo (16). Guilherme Schimidt superou o canadense Keagan Young na categoria até 90 kg. Também teve duelo 100% nacional na briga pelo terceiro lugar nos 100 kg, com vitória de Leonardo Gonçalves sobre Giovani Ferreira. O último bronze ficou com Thauana Silva, nos 78 kg. Irmã mais velha de Nauana, a paulista levou a melhor sobre a venezuelana Karen Leon na disputa pelo terceiro lugar.

    Na véspera, em outro dutelo entre brasileiros, Guilherme de Oliveira já faturara o bronze nos 73 kg ao vencer o medalhista olímpico Daniel Cargnin, com um ippon no goldes score (tempo extra).

    Na sexta (14), Jéssica Lima caiu para a disputa do bronze após revés para a espanhola Adriana Rodríguez Salvador na semifinal dos 57 kg . Na luta pelo terceiro lugar, a brasileira derrotou a britânica Acelya Toprak e garantiu presença no pódio.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original