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  • Confira a agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira (15)

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira (15)

    A agenda dos candidatos à presidência da República nesta terça-feira (15) inclui entrevistas e participação em podcasts, manifestações e atos políticos.

    Também estão previstos encontros com apoiadores, panfletagens, visitas a movimentos sociais, atividades em comunidades e participação em evento de campanha.

    Augusto Cury (Avante)
    Participa da ação “Cury Fala, Brasil Escuta”, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).

    Clariana Barão (DC)
    Participa dos podcasts Midiajur Cuiabá (MT) e O Empallador, de Várzea Grande (MT). 

    Edmilson Costa (PCB)
    Em Campinas (SP), faz panfletagem no CAPS Reviver e no centro da cidade. À noite, acompanha o lançamento do documentário “Afrontosa”, no Centro de Convivência Cultural.  

    Flávio Bolsonaro (PL)
    Às 19h, em Fortaleza, participa do Bloco do 22 com candidatos da capital.

    Hertz Dias (PSTU)
    Em São Luís (MA), visita a greve dos bancários da Caixa e se reúne com apoiadores na comunidade do Rio dos Cachorros, na zona rural. 

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 
    Concede entrevista ao Jornal da Record.

    Renan Santos (Missão)
    Às 14h, participa de gravação de Sabatina Rede TV!. Às 15h, tem sabatina no jornal Correio Braziliense. Ambos os compromissos ocorrem em Osasco (SP). 

    Romeu Zema (Novo)
    Participa de manifestação em frente ao STF, em Brasília. 

    Samara Martins (UP)
    Em Porto Alegre (RS), participa de café da manhã na Ocupação Sepé Tiaraju, de panfletagem no Restaurante Universitário da Ufrgs e de ato em frente ao Ministério Público. No fim da tarde, faz comício no centro de Gravataí (RS).  

    Ronaldo Caiado  (PSD) 
    Em Aparecida de Goiânia (GO), concede entrevista coletiva e participa do encontro “Dia do 15”.

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    Às 13h, participa do programa Análise da 3ª, transmitido pela Rádio Causa Operária no YouTube. Às 20h, concede entrevista a Leandro Fortes, transmitida pelo Canal do Galo Preto. 

    Wilson Grassi (Democrata)
    Às 9h, tem reunião com equipe de comunicação da campanha. Às 16h, participa de reunião com a equipe de marketing da campanha.

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • TRE-RJ indefere 15 candidaturas por indícios de vínculos criminosos

    TRE-RJ indefere 15 candidaturas por indícios de vínculos criminosos

    O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TER-RJ) já indeferiu registros de 15 candidatos à eleição deste ano, por entender que há indícios de vínculos com organizações criminosas. A maioria das candidaturas é para o cargo de deputado estadual (11).

    Também há três postulantes a deputado federal e um a suplente de senador.
     
    Oito desses candidatos tiveram o registro indeferido apenas na sessão de segunda-feira (14). Cinco deles pela aplicação da tese de “milícia de gravata”, que abrange as organizações criminosas voltadas à prática de crimes contra a administração pública.
     
    Os demais tiveram o registro de candidatura indeferidos por suspeita de envolvimento com milícias – organizações paramilitares que impõem controle armado sobre comunidades fluminenses.
     
    Outros sete candidatos já tinham tido o registro indeferido também por envolvimento com milícias em julgamentos anteriores.
     
    De acordo com o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, por meio de nota divulgada pelo tribunal, não há qualquer tolerância da Corte com a atuação do tráfico de drogas e das milícias.

    “[O tribunal] agiu com rigor para proteger a democracia. Não é possível permitir que as organizações criminosas se apossem das estruturas de poder do estado pela via eleitoral.”

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil deve dobrar investimentos para zerar déficit em infraestrutura

    Brasil deve dobrar investimentos para zerar déficit em infraestrutura

    O Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para reduzir o déficit histórico do setor e se aproximar dos padrões internacionais. É o que aponta o estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que propõe um novo regime de financiamento para ampliar a participação do capital privado e sustentar projetos de longo prazo.

    Em 2024, foram investidos R$ 266,8 bilhões em infraestrutura, equivalentes a 2,27% do PIB. Segundo a CNI, o país precisaria elevar esse patamar para 4,65% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 550 bilhões por ano, e mantê-lo por pelo menos duas décadas.

    Do total investido em 2024:

    • R$ 188,1 bilhões (70,5%) vieram do setor privado;
    • R$ 78,6 bilhões foram investimentos públicos;
    • Estados e municípios responderam pela maior parte dos aportes públicos.

    Novo modelo

    Para a CNI, nenhuma fonte de recursos, isoladamente, é capaz de atender às necessidades do país. O novo regime deveria combinar recursos públicos e privados, ampliar o mercado de capitais e criar condições para investimentos de longo prazo.

    Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defende estabilidade econômica e institucional para atrair capital.

    “O Brasil precisa de responsabilidade fiscal, instituições sólidas e segurança jurídica para criar condições de mobilizar mais recursos privados para o setor de infraestrutura, sem abrir mão do papel estratégico dos investimentos públicos”, ressalta.

    Alban também defende uma estratégia de Estado para garantir continuidade aos projetos. Segundo ele, a modernização da infraestrutura demanda esforço contínuo, sistemático e de longo prazo, com uma política de Estado, conduzida por diversos governos.

    Fontes privadas

    O estudo mostra uma mudança na composição do financiamento da infraestrutura de 2010 a 2024. Em valores atualizados para 2024, as fontes privadas passaram de uma média de R$ 88,6 bilhões no período de 2010 a 2014 para R$ 184,5 bilhões em 2024.

    No mesmo intervalo, os recursos públicos recuaram de R$ 208,5 bilhões para R$ 107 bilhões. As instituições multilaterais responderam por R$ 8,4 bilhões em 2024.

    Na última década, houve uma mudança estrutural no financiamento da infraestrutura brasileira. A participação das fontes privadas passou de 29,3%, entre 2010 e 2014, para 61,5% em 2024.

    Medidas propostas

    A CNI aponta que o novo regime deve incluir:

    • estabilidade macroeconômica e fiscal, para reduzir riscos e o custo do capital;
    • fortalecimento do mercado de capitais, com mais investidores institucionais;
    • expansão do crédito privado, com modelos que distribuam riscos de forma mais eficiente;
    • carteira maior de projetos estruturados para concessões e parcerias;
    • segurança jurídica e previsibilidade regulatória; e
    • autonomia técnica das agências reguladoras.

    O estudo também destaca o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outras instituições públicas de desenvolvimento na redução de riscos, estruturação de projetos e mobilização de capital privado.

    Lições externas

    A análise reúne experiências de Reino Unido, Chile, Austrália, México, Espanha, Índia e França. Apesar das diferenças entre os modelos, a CNI identifica fatores comuns nos países que conseguiram ampliar a capacidade de financiamento da infraestrutura: estabilidade econômica, instituições confiáveis, previsibilidade regulatória, mercado de capitais desenvolvido e instrumentos de longo prazo.

    Segundo a CNI, os recursos públicos devem atuar de forma estratégica para atrair investimentos privados. Pela sugestão da entidade, o investimento público continuará sendo fundamental, mas o país precisa avançar para um modelo em que esses recursos tenham maior capacidade de mobilizar capital privado.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Câncer: estudo alerta para riscos de melanoma fora da pele

    Câncer: estudo alerta para riscos de melanoma fora da pele

    Nem todo melanoma está relacionado ao câncer de pele, esclarece a Fundação do Câncer. Com origem nas células produtoras de melanina (melanócitos), o melanoma também pode se manifestar nas estruturas extracutâneas (extrapele), como no olho; em mucosas, como as da cavidade oral; e órgãos internos dos sistemas genital e digestório.

    Esse tipo de neoplasia maligna é menos frequente, porém mais agressivo e letal porque tem maior possibilidade de provocar metástase e, com isso, se espalhar para tecidos e órgãos vizinhos.

    A 12ª edição do boletim Análises e Tendências em Câncer, lançado pela fundação nesse mês, foca no estudo do melanoma de pele e extracutâneo. Com o título Melanoma: nem sempre na pele, a publicação destaca que conhecer este tipo de câncer é o primeiro passo para enfrentá-lo.

    “Para enfrentar o câncer, não basta tratar. É preciso conhecer. Conhecer para prevenir, diagnosticar mais cedo, planejar melhor os serviços de saúde e orientar políticas públicas capazes de salvar vidas”, diz o boletim.

    Anualmente, as edições do boletim da Fundação do Câncer mostram um retrato epidemiológico da doença no Brasil e têm o objetivo de alertar a sociedade e orientar profissionais sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do combate ao câncer.

    Os dados do boletim são da plataforma info.oncollect, sistema que integra a coleta, a organização e a análise de dados relativos a registros hospitalares de oncologia.

    Enfrentando o melanoma


    09/09/2026 - Estudo da Fundação do Câncer destaca que melanoma nem sempre é na pele - Na foto Alfredo Scaff, consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador do estudo. Foto: Hugo Vilarroel/ Divulgação
    09/09/2026 - Estudo da Fundação do Câncer destaca que melanoma nem sempre é na pele - Na foto Alfredo Scaff, consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador do estudo. Foto: Hugo Vilarroel/ Divulgação
    Alfredo Scaff, consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador do estudo – Foto: Hugo Vilarroel/ Divulgação

    O estudo mostra também que o enfrentamento do melanoma de pele e extrapele no Brasil requer prevenção, diagnóstico precoce, qualificação dos registros, acesso oportuno ao tratamento e articulação entre atenção básica, dermatologia, oftalmologia, oncologia e demais especialidades médicas, como destaca o consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador do estudo, Alfredo Scaff.

    “Controlar o câncer é realizar o diagnóstico da forma mais precoce possível, iniciar o tratamento da forma mais oportuna para que as pessoas se tratem e se curem do câncer. O câncer é uma doença que tem cura quando diagnosticado e tratado precocemente”, destaca.

    Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o padrão do tratamento do melanoma é a cirurgia da lesão primária e a remoção dos linfonodos (gânglios linfáticos) envolvidos.

    A partir dessas terapias, no Brasil, entre 2014 e 2023, a cirurgia foi o principal tratamento inicial para o melanoma de pele em todas as regiões do país, representando 84,7% de todos os procedimentos registrados.

    A Região Sudeste lidera a realização de cirurgias como primeiro tratamento deste tipo de câncer, com 89,6% dos casos, enquanto o Norte apresentou o menor percentual (64,4%).

    Quanto ao deslocamento entre localidades para tratamento oncológico, os pesquisadores observaram que a maior parte dos pacientes realizou o tratamento na própria região de residência. Exceto no Centro-Oeste, onde foi observada a maior necessidade de deslocamento para o tratamento oncológico (20,2%). Segundo a Fundação do Câncer, esse é um sinal de “um importante gargalo de acesso à assistência especializada.”

    Outros tratamentos

    O Instituto Nacional de Câncer (Inca) destaca que a quimioterapia é amplamente adotada no tratamento de melanomas.

    Adicionalmente, em 2016, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no Brasil o uso dos medicamentos da classe chamada de anti-PD-1: nivolumabe, pembrolizumabe; e mais recentemente, o tebentafuspe (específico para melanoma ocular metastático/inoperável).

    Em 2020, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) aprovou a primeira imunoterapia no SUS para o tratamento do melanoma metastático, com dois agentes anti-PD1 (nivolumabe e pembrolizumabe).

    O consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador do estudo, Alfredo Scaff, ressalta que a chegada dos medicamentos de ponta aumentou a taxa de resposta aos tratamentos oncológicos, elevando expressivamente a sobrevida de pacientes com melanoma avançado ou em fase metastática.

    “Isso é um marco, já que a resposta clínica, ou seja, a melhora dos pacientes saltou de menos de 10% dos pacientes em quimioterapia para até 70% de melhora clínica dos pacientes em imunoterapia. Isso é revolucionário”, comemorou.

    Porém, o coordenador de Assistência do Inca, Gélcio Mendes, aponta que, em relação ao tratamento do melanoma extracutâneo, as evidências para uso de imunoterapia são escassas. “Muitas sem nenhuma efetividade”, disse.


    São Paulo (SP), 09/09/2026. - O coordenador de Assistência do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Gélcio Mendes. Foto: Carlos Leite/INCA
    São Paulo (SP), 09/09/2026. - O coordenador de Assistência do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Gélcio Mendes. Foto: Carlos Leite/INCA
    O coordenador de Assistência do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Gélcio Mendes – Foto: Carlos Leite/Inca

    O Inca explica que novas tecnologias no tratamento de neoplasias costumam somar-se às terapias antigas eficazes, e não substituí-las.

    “É importante levar em conta a magnitude do benefício atingido nos estudos [eficácia], o desempenho dessa tecnologia no mundo real [efetividade], a relação entre custos e benefícios [custo-efetividade, eficiência], e a capacidade de financiamento, dados os custos elevados de aquisição e implantação. Outro aspecto é a estrutura do sistema para a incorporação de tecnologias dependentes de estruturas mais complexas”, acrescentou Mendes.

    O entrave do custo

    Mesmo com os avanços, os especialistas apontam que o alto custo desses medicamentos continua sendo uma grande barreira para que os pacientes dependentes do SUS tenham acesso à imunoterapia em tempo hábil.

    Segundo Alfredo Scaff, a superação desse gargalo financeiro passa pela possibilidade da compra centralizada dos insumos por parte do Ministério da Saúde e órgãos ligados à pasta, articulada a uma política de industrialização da saúde com o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), com o objetivo final de conseguir produtos com valores mais acessíveis junto ao mercado farmacêutico.

    “Usando o poder de compra do SUS para poder negociar preços e ampliar a produção nacional consegue-se baixar muito o custo desses medicamentos e ter a garantia da produção nacional”, disse o consultor da Fundação do Câncer.

    O coordenador de Assistência do Inca admite o alto custo dessa terapia, que, por isso, é limitada a poucos pacientes do SUS. Gélcio Mendes explicou que, atualmente, encontram-se em tramitação as modificações no marco legal (portarias) que preveem a ampliação do programa de Assistência Farmacêutica em Oncologia no SUS (AF-Onco), e um dos focos é o acesso a esses agentes.

    “Com a nova política de medicamentos oncológicos, expressa pelas portarias da Assistência Farmacêutica em Oncologia [AF-Onco], espera-se dar acesso aos pacientes com melanoma metastático à imunoterapia, dentro dos parâmetros aprovados e pactuados pela Conitec, assim como de diversas outras tecnologias.”

    Alfredo Scaff ressaltou que, embora a legislação represente um avanço formal, o fluxo logístico para a distribuição dos remédios de alta tecnologia até a ponta do sistema de saúde ainda está sendo discutido e remodelada pelo Ministério da Saúde.

    “Todos esses mecanismos práticos de como vão se dar essa compra e o repasse aos hospitais ainda dependem de pactuação entre gestores. É esse processo que nós estamos acompanhando e que ainda está em construção”, explicou o coordenador do estudo.

    O repasse efetivo desses medicamentos às unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons) e aos centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) permanece sob negociação intergovernamental, segundo Scaff.

    Dados do estudo sobre melanoma extrapele

    Estudo epidemiológico com registros hospitalares no Brasil com avaliação de 42.255 casos aponta que 92,2% eram melanomas cutâneos; 5,7%, oculares e 2,5%, de mucosa.

    Entre 1990 e 2021, considerando apenas os melanomas extrapele, foram registrados 1.324 novos casos no país, sendo 523 ocorrências em homens e 801, em mulheres.

    O olho foi a principal localização primária (75%) dos casos extracutâneos, seguido pelos órgãos genitais (12,8%) e do sistema digestório (8,2%).

    Nos 993 casos analisados de melanoma ocular, 447 (45%) foram em homens e 546 (55%), em mulheres.

    Diante dos números, a Fundação do Câncer alerta que, diferentemente do melanoma cutâneo, o ocular pode permanecer assintomático nas fases iniciais e passar despercebido, sendo identificado apenas em exames de rotina.

    Os sintomas são inespecíficos e, por isso, podem retardar o diagnóstico. São eles: visão embaçada, flashes luminosos, manchas no campo visual e perda visual. Por isso, o estudo alerta para necessidade do diagnóstico precoce.

    Melanoma de pele

    A exposição à radiação ultravioleta (UV) é o principal fator de risco para todos os tipos de câncer de pele. O risco varia conforme o tipo de pele, sendo maior em indivíduos de pele clara, e depende da intensidade e do padrão de exposição solar.

    Embora o câncer de pele seja a neoplasia maligna mais frequente no Brasil, o melanoma de pele representa apenas 4% dos tumores malignos desse órgão. Mesmo sendo menos frequente, esse tipo de tumor apresenta maior agressividade e potencial de disseminação.

    Entre 1990 a 2021, a última edição do boletim info.oncollect da Fundação do Câncer também registrou 30.614 casos novos de melanoma de pele no Brasil, sendo mais frequentes em mulheres (15.714 ou 51,3% das ocorrências). Os dados indicam que 14,9 mil casos (48,7%) foram em pacientes homens.

    No período analisado, os maiores percentuais ocorreram no tronco (22,4%), membros inferiores (19,1%) e membros superiores (13,8%). A entidade destaca que os homens apresentaram mais diagnósticos de melanoma na orelha, couro cabeludo, pescoço e tronco. Já as mulheres apresentaram mais diagnósticos de melanoma na face, membros inferiores e superiores, nesta ordem.

    Mortalidade

    Com relação à mortalidade no Brasil, o Inca registrou, em 2023, 2.047 mortes por melanoma de pele. Entre os homens, foram registrados 1.176 óbitos (1,14 por 100 mil homens) e, entre as mulheres, 871 (0,8 por 100 mil mulheres).

    A taxa média para o período de 2020 a 2024 foi de seis óbitos a cada 1 milhão de habitantes no Brasil, com maiores registros entre homens (oito óbitos por 1 milhão) do que entre mulheres (cinco óbitos por 1 milhão).

    Por região

    A análise epidemiológica dos dados sobre melanoma cutâneo revela que as regiões com menor incidência e mortalidade apresentam uma maior letalidade, como é o caso do Norte do país. A Fundação do Câncer sugere que a situação se deve ao diagnóstico tardio e a barreiras de acesso à assistência especializada.

    O Sul apresentou as maiores taxas de incidência do tumor de melanoma na pele, com 44,40 casos por 1 milhão — mais que o dobro da média nacional (19,20). No Sul, o melanoma de pele ocupa a sétima posição em incidência de cânceres em mulheres e a nona em homens.

    Incidência estimada

    O Inca projeta para este ano 9.360 novos casos de câncer de pele melanoma no Brasil. São esperados 19,2 casos novos a cada 1 milhão de habitantes, sendo o maior risco entre os homens (23,8 casos por 1 milhão) em comparação às mulheres (17,3 casos por 1 milhão).

    Os números integram as últimas estimativas do instituto referentes ao triênio 2026/2028. Essas estimativas orientam o planejamento de políticas públicas e ações no SUS para o setor.

    O estudo completo da Fundação do Câncer pode ser consultado neste link.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • SFT faz nesta manhã sessão que analisará conversas de Moraes e Vorcaro

    SFT faz nesta manhã sessão que analisará conversas de Moraes e Vorcaro

    O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a analisar na manhã desta terça-feira (15) se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

    A sessão está marcada para às 10h e será transmitida pela TV Justiça e pela internet.

    O plenário da Corte foi acionado pelo ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, após a apuração da Polícia Federal (PF) identificar que Vorcaro entrou em contato com um número de celular atribuído ao ministro.

    As mensagens foram captadas pela PF a partir da quebra do sigilo do celular do ex-banqueiro, que está preso pelas investigações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). 

    Rito 

    De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF e novo relator do caso, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

    Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai fazer as saudações de praxe a todos os ministros.

    O ministro chamará o processo para julgamento e fará a leitura do relatório do caso. 

    Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

    O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão. 

    O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

    A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli declarou-se impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

    O rito previsto pode ser interrompido por uma questão de ordem, que poderá ser suscitada por qualquer ministro.

    Além disso, poderá ocorrer um pedido de vista para suspender a deliberação.

    Entenda

    O caso veio à tona no dia 1° de setembro, quando André Mendonça, antigo relator, retirou o sigilo do caso e encaminhou as conversas para Fachin.

    Conforme a Constituição e o Regimento Interno do STF, cabe ao plenário da Corte julgar membros do tribunal.

    A investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído ao ministro antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado.

    Moraes não é relator do caso Master no STF, mas passou a ter contato com Vorcaro após o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à família do ministro, prestar serviços ao banco.

    No dia 15 de novembro de 2025, Vorcaro demonstrou preocupação com o avanço das investigações da PF, que ainda estavam em tramitação na primeira instância da Justiça Federal em Brasília, e citou os nomes do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.

    Na mensagem, o ex-banqueiro escreveu: “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso. Isso em Brasília?”, afirmou.

    Apesar da citação, não há indícios de que Gonet e Andrei tenham interferido nas investigações.

    No dia seguinte, Vorcaro cita o juiz Ricardo Leite, antigo relator das investigações na Justiça Federal, e sinaliza que poderia ser alvo de um mandado de prisão.

    “Você acha que tem chance de isso acontecer amanhã de manhã?”, questionou o ex-banqueiro.

    No dia 17 de novembro, Vorcaro foi preso por determinação do magistrado Ricardo Leite. Meses depois, o caso foi enviado ao Supremo. 

    Outro lado

    Desde o início da divulgação das conversas, o ministro Alexandre de Moraes não se pronunciou especificamente sobre o conteúdo das mensagens.

    Após o envio das conversas para Fachin, Moraes incluiu Mendonça no inquérito das fake news e o acusou de direcionar a investigação contra ele por “motivos políticos”. Em seguida, a inclusão foi desfeita por Fachin. 

    PGR

    Durante a tramitação do feito, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também foi citado nas mensagens, defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as conversas.

    Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro.

    No entendimento do procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 95 milhões nesta terça-feira

    Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 95 milhões nesta terça-feira

    A Mega-Sena sorteia nesta terça-feira (15) prêmio estimado em R$ 95 milhões. As seis dezenas do concurso 3.058 serão sorteadas a partir das 21h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

    As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

    No último concurso, foram sorteados os números  02 – 04 – 16 – 21 – 48 – 53. e nenhum apostador acertou as seis dezenas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Chuvas deixam 152 famílias em abrigos no Vale do Ribeira (SP)

    Chuvas deixam 152 famílias em abrigos no Vale do Ribeira (SP)

    Ao menos 152 famílias seguem em abrigos temporários na região do Vale do Ribeira, sul do estado de São Paulo, após fortes chuvas atingirem a região entre sexta-feira (11) e domingo (13), causando inundações e transbordamento de rios.

    Segundo o governo do estado, três bairros de Barra do Turvo estão isolados, afetando 450 pessoas. Em todo o Vale do Ribeira e na região de Itapeva, 152 famílias tiveram que deixar suas casas. Foram montados 19 abrigos provisórios para receber as pessoas afetadas pelas cheias. Nesta segunda-feira (14), equipes da Defesa Civil estadual visitaram cinco comunidades quilombolas em Eldorado.

    As cidades de Barra do Turvo, Iporanga e Eldorado publicaram decretos de situação de emergência, medida que permite solicitar recursos estaduais e federais para ações de resposta e recuperação.

    Em visita à região, o governador do estado, Tarcísio de Freitas, anunciou reforço operacional, com a destinação de 16 barcos e dois helicópteros Águia, além de ajuda humanitária com alimentos e roupas, auxílio para recuperação de estradas, envio de medicamentos, apoio do Poupatempo para emissão de documentos e assistência aos agricultores locais.

    A Secretaria Estadual de Saúde encaminhou 159 mil frascos de hipoclorito de sódio para tratamento da água nos domicílios, além de remessas adicionais de soros contra animais peçonhentos e de soro antitetânico.

    A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) também monitora a rede assistencial e o estoque de medicamentos de Eldorado, Iporanga, Registro, Barra do Turvo, Sete Barras e Iguape, em articulação com as gestões municipais.

    Nas últimas 24 horas, foram registrados 38,80 milímetros de chuva acumulada média na bacia do Ribeira de Iguape. Das 29 estações monitoradas, cinco registram extravasamento, oito estão em alerta, uma em emergência e cinco em atenção. As 11 estações restantes permanecem em condição normal.

    Desabamento na capital

    A Prefeitura de São Paulo informou que ampliou de 30 para 120 dias o afastamento de uma servidora pública que havia atestado, em 2024, a conclusão da demolição do prédio em construção que desabou na madrugada deste sábado (12). O desabamento atingiu residências próximas e deixou seis mortos, dos quais cinco eram trabalhadores de origem boliviana.

    Segundo nota do município, a Controladoria-Geral do Município (CGM) determinou o embargo de todas as obras em andamento na cidade das construtoras relacionadas ao desabamento ocorrido na Rua Tequici, na Penha.

    “Os pedidos de alvarás que ainda estão em análise no Município solicitados por essas mesmas empresas também serão suspensos. O objetivo é resguardar o interesse público, enquanto são esclarecidos os fatos e eventuais responsabilidades relacionados ao caso”, informa a nota.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Caixa muda horário do sorteio da Lotofácil da Independência

    Caixa muda horário do sorteio da Lotofácil da Independência

    A Caixa anunciou mudança no horário do sorteio especial da Lotofácil da Independência nesta terça-feira (15). O sorteio será realizado às 21h. Inicialmente, estava previsto para 11h. O prêmio é estimado em R$ 300 milhões. 

    Com isso, as apostas poderão ser feitas até as 18h desta terça-feira (15) nas lotéricas. Pelo aplicativo Loterias Caixa e pelo portal Loterias Caixa, as vendas de cotas de bolão seguirão até as 20h. 

    Para participar, é possível escolher de 15 a 20 números entre os 25 disponíveis. A aposta simples custa R$ 3,50.

    Caso não haja ganhador na faixa principal, com 15 acertos, o prêmio será distribuído entre os acertadores da faixa seguinte.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cacique Raoni, de 94 anos, recebe cuidados paliativos em Mato Grosso

    Cacique Raoni, de 94 anos, recebe cuidados paliativos em Mato Grosso

    O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi diagnosticado com câncer no aparelho digestório e recebe cuidados paliativos em casa, em Peixoto de Azevedo (MT), onde está acompanhado pela família e por uma equipe médica. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14) por meio de perfil do Instituto Raoni nas redes sociais.

    O comunicado informa que ao longo de 2026, Raoni passou por internações, exames e agravamentos no quadro de saúde. Em junho, foi transferido em caráter de emergência para São Paulo após apresentar uma grave obstrução intestinal provocada pelo tumor. Em seguida, passou por uma gastroenteroanastomose no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), procedimento que criou uma nova passagem para permitir o trânsito dos alimentos e melhorar as condições de alimentação e conforto.

    Exames realizados posteriormente confirmaram o diagnóstico de adenocarcinoma pouco diferenciado. Segundo o Instituto Raoni, diante da idade, das condições clínicas e dos riscos associados a tratamentos mais agressivos, as equipes médicas indicaram cuidados paliativos.

    Os cuidados paliativos têm como objetivo controlar a dor e outros sintomas, prevenir complicações e proporcionar qualidade de vida. O acompanhamento inclui assistência médica e de enfermagem, fisioterapia, além de cuidados com alimentação e hidratação.

    “O cuidado também envolve a dimensão espiritual. Raoni é pajé e segue recebendo a presença e os cuidados de pajés de sua confiança, em uma atenção intercultural que respeita a cultura Mẽbêngôkre, sua língua, suas escolhas e suas referências espirituais.”, diz o comunicado.

    Raoni é uma das principais lideranças indígenas brasileiras e há décadas atua na defesa dos povos indígenas, dos territórios e da floresta. Sua trajetória ganhou reconhecimento internacional pela atuação em defesa da Amazônia e dos direitos indígenas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Flávio e PL lideram uso indevido de IA, diz observatório

    Flávio e PL lideram uso indevido de IA, diz observatório

    Um levantamento feito pelo Observatório IA nas eleições, desenvolvido pela Data Privacy Brasil e pelo Aláfia Lab, identificou que quase dois em cada três conteúdos políticos feito por inteligência artificial em publicações nas redes sociais, entre 1º de janeiro e 16 de agosto de 2026, não sinalizou o uso da tecnologia, o que é proibido pela Justiça Eleitoral.

    Além disso, do total de 413 conteúdos analisados, 250, cerca de 60%, foram classificados como sátira, com o objetivo de ridicularizar algum político.

    Outros 163, cerca de 40%, foram classificados como desinformação.

    “O dado levanta a preocupação dos conteúdos estarem sendo compartilhados sem o cuidado de informar ao público o uso da tecnologia seja por parte das contas que o publicam, como também das próprias plataformas digitais, que, apesar de disponibilizarem os recursos de rotulagem, possivelmente não estão moderando devidamente os conteúdos sintéticos”, aponta o observatório.

    Publicações

    A maior parte dos conteúdos de desinformação ou não sinalizados como tendo sido criados por inteligência artificial foram publicados por usuários anônimos.

    Já entre os candidatos que publicaram esse tipo de mensagem, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) lidera a lista. Ele compartilhou 13 conteúdos.

    O deputado federal Mário Frias (PL-SP) vem em seguida com 10 publicações.

    O ex-governador Romeu Zema e candidato a presidente pelo Novo publicou cinco, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL- RJ), três; e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), três.

    Entre os partidos, o PL foi o maior propagador de mensagens feitas com inteligência artificial de forma indevida, com 28 publicações. O PT compartilhou quatro mensagens e o PSDB, duas mensagens.

    Alvos

    A maior parte dos casos identificados de uso de inteligência artificial (81%) manipularam imagens ou a voz de pessoas públicas, técnica classificada como deepfake. O principal alvo foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve imagem ou voz modificada de forma pejorativa em 112 publicações.

    Flávio Bolsonaro foi alvo de 57 manipulações.

    O que é deepfake

    Deepfake é um conteúdo sintético produzido ou manipulado por inteligência artificial ou tecnologia equivalente, que apresente grau de realismo e reproduza ou altere a imagem, voz ou manifestação de pessoa viva, falecida ou fictícia.

    O TSE proibiu o uso de deepfake nas eleições quando o conteúdo for caracterizado como propaganda eleitoral.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original