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  • Wilson Grassi defende imposto único e mais rigor contra facções

    Wilson Grassi defende imposto único e mais rigor contra facções

    O candidato à Presidência da República Wilson Grassi, do Partido Democrata, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o programa de governo intitulado Brasil em Primeiro Lugar. O documento de 58 páginas é dividido em uma carta ao eleitor e 14 eixos de propostas, além de um cronograma de realização para os 100 primeiros dias de um eventual governo.

    >> Veja a íntegra do documento:

    A Agência Brasil publicou matérias com os programas de governo de todos os candidatos à Presidência nas eleições deste ano. Os textos foram liberados seguindo a ordem alfabética do nome do candidato. Neste domingo (20), serão publicadas as matérias referentes aos candidatos Romeu Zema, Samara Martins e Wilson Grassi.

    Entre as principais propostas elaboradas pela candidatura de Wilson Grassil está a criação do Imposto Único Federal (IUF). A ideia é que haja um único imposto cobrado automaticamente sobre movimentações bancárias, em substituição de nove tributos federais sobre folha, faturamento e produção.

    O plano de governo também prevê isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e o fim da tributação sobre o emprego, com a extinção da contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pagamento para desonerar a contratação formal.

    Também estão previstos cursos financiados pela União e executados com o Sistema S e rede técnico-federal com oferta condicionada à demanda real de contratação na região.

    Segurança e combate ao crime

    Para o isolamento de facções e asfixia financeira, o documento propõe a expansão do sistema penitenciário federal de segurança máxima para lideranças criminosas com bloqueio efetivo de sinal telefônico, somada à integração de inteligência financeira para confisco de bens. Wilson Grassi sugere a realização de um plebiscito sobre o modelo penitenciário no país. A proposta é que a consulta decida sobre a adoção de um modelo de confinamento de segurança máxima em grande escala (nos moldes de El Salvador), sem supressão de garantias individuais.

    Saúde

    O candidato defende a unificação das saúdes humana, animal e ambiental, com vigilância de zoonoses e participação de médicos-veterinários na política de saúde. Na atenção primária, propõe a expansão da cobertura de equipes de saúde da família com repasses federais estáveis fora da barganha política e criação de carreiras para a fixação de profissionais em áreas remotas. A candidatura também pretende criar uma fila nacional pública para cirurgias e exames eletivos, organizada por critérios clínicos e consultável pelo próprio paciente.

    Educação

    Na área educacional, Wilson Grassi promete adotar ações para possibilitar a alfabetização na idade certa, com a condicionalidade do apoio técnico e financeiro federal aos resultados de alfabetização aferidos em avaliações externas. No ensino médio e técnico, o plano de governo prevê a expansão da rede federal de educação profissional orientada pela demanda produtiva regional e integrada aos programas de qualificação.

    Se eleito, o candidato pretende enviar ao Congresso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Pesquisa, para transformar pesquisadores bolsistas em servidores públicos concursados com carreira federal, previdência e salário compatível, exigindo um período de contrapartida de permanência no país.

    Habitação

    Outra proposta do programa de governo é a portabilidade do aluguel para financiamento: o histórico comprovado de pagamento de aluguel será usado como comprovação de renda para acesso a financiamento habitacional, com parcelas iniciais equivalentes ao valor do aluguel já pago. O documento prevê também a titulação em massa de moradias em áreas consolidadas e prestação de assistência técnica pública gratuita para reforma e ampliação.

    Infraestrutura, energia e meio ambiente

    O candidato também pretende implementar o programa Brasil nos Trilhos, para conclusão dos corredores ferroviários de carga prioritários e incentivo ao regime de autorização ferroviária para investimentos privados, integrando ferrovia, portos, hidrovias e cabotagem.

    Na área de saneamento e licenciamento, haverá, segundo o plano de governo, cobrança rigorosa das metas do Marco Legal do Saneamento e fixação de prazos com responsáveis nomeados para processos de licenciamento ambiental.

    Sobre a atividade de mineração em terra indígena, a candidatura promete enviar projeto de lei ao Congresso para regulamentar o Artigo 231, Parágrafo 3º da Constituição, exigindo três condições inegociáveis: consentimento da comunidade via consulta prévia (como prevê a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, a OIT), participação econômica paga diretamente aos indígenas e licenciamento ambiental com proibição do uso de mercúrio.

    Defesa

    O plano prevê apoio à PEC 55/2023 para elevar gradualmente o orçamento da área de defesa a 2% do Produto Interno Bruto (PIB), vinculando no mínimo 35% desses recursos à modernização de equipamentos e tecnologias.

    Agropecuária

    Outra proposta do programa de governo é a rastreabilidade bovina antecipada, com apoio financeiro e antecipação voluntária da identificação individual de bovinos nos corredores de exportação antes do encerramento do cronograma oficial em 2032, visando atender a exigências de mercados compradores internacionais.

    O candidato também se compromete com a recomposição do quadro de fiscais do serviço veterinário oficial por concurso público e a manutenção dos status sanitários internacionais para febre aftosa, influenza aviária e peste suína.

    O documento prevê ainda um programa nacional de boas práticas de manejo, transporte e abate, oferta de crédito simplificado para a agricultura familiar e priorização das compras públicas de alimentos produzidos localmente.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Samara Martins propõe dobrar salário mínimo e instituir escala 4×3

    Samara Martins propõe dobrar salário mínimo e instituir escala 4×3

    Sob o título Unidade Popular pelo Socialismo, o programa de governo da candidata a presidente Samara Martins, do partido Unidade Popular (UP), apresenta explicitamente um projeto de transformação estrutural do modelo econômico e político brasileiro. O objetivo declarado no documento é superar as desigualdades do capitalismo e construir uma sociedade socialista.  

    >> Veja a íntegra do documento:

    A Agência Brasil publicou matérias com os programas de governo de todos os candidatos à Presidência nas eleições deste ano. Os textos foram liberados seguindo a ordem alfabética do nome do candidato. Neste domingo (20), serão publicadas as matérias referentes aos candidatos Romeu Zema, Samara Martins e Wilson Grassi. 

    Partido criado em 2016 e identificado com o campo da esquerda radical, a UP disputa a Presidência da República em 2026 com uma candidatura formada exclusivamente por mulheres. Cabeça da chapa, Samara, 38 anos, é cirurgiã-dentista e trabalhadora do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte. Foi candidata a vice-presidente pela legenda em 2022, com Leonardo Péricles, atual presidente do partido. A candidata a vice é Raquel Brício, 34 anos, guarda portuária e dirigente sindical no Pará, que já disputou eleições para deputada estadual e para a prefeitura de Belém.

    “O Brasil é um dos países mais ricos do mundo, mas o povo vive na pobreza. Essa desigualdade não é natural. Ela resulta de um modelo econômico que coloca os interesses dos capitalistas acima das necessidades populares”, diz o programa, que faz um diagnóstico extremamente crítico da economia de mercado e propõe medidas radicais para modificar o sistema em vigor.

    “Defendemos que saúde, educação, água, energia, saneamento, moradia, transporte, cultura e comunicação sejam direitos, e não mercadorias. Defendemos o fim da escala 6×1, a redução da jornada com aumento salarial, a elevação em 100% do salário mínimo, a reindustrialização, a reforma agrária, a soberania nacional, o fortalecimento da ciência e a recuperação do controle público dos setores estratégicos”, prossegue o texto.

    Salário e emprego

    A UP também promete enfrentar “todas as formas de exploração”, como racismo, machismo, LGBTfobia, capacitismo e opressão, bem como assegurar territórios e proteção de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

    O programa de governo da UP, que está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem 67 páginas e está organizado em 18 eixos temáticos. No tema de trabalho e salário, por exemplo, o partido propõe dobrar o valor atual do salário mínimo de forma imediata, o que significaria um acréscimo exato de R$ 1.621, fazendo o novo valor totalizar R$ 3.242. Também defende o fim da escala 6×1 e o estabelecimento da escala 4×3 para todos os trabalhadores do país, além de garantia de emprego para todas as pessoas adultas capazes de trabalhar.

    Economia

    Na área econômica, o programa propõe a suspensão imediata do pagamento da dívida pública e realização de auditoria cidadã. A UP afirma que os recursos liberados seriam redirecionados para políticas sociais e estima em cerca de R$ 2 trilhões o montante que poderia ser deslocado do serviço da dívida.

    O partido também se compromete com a nacionalização dos bancos e estatização do sistema financeiro, com fusão das instituições bancárias sob controle estatal e gestão dos trabalhadores. Propõe ainda o fim da autonomia do Banco Central (BC), submetendo as políticas monetária e cambial às diretrizes do governo ao que o programa denomina desenvolvimento social.

    O programa da UP ainda prevê reestatização de empresas privatizadas, citando expressamente Eletrobras e a Petrobras, que passariam a ter controle 100% estatal, e retomada de empresas como Vale, companhias que controlam ferrovias, e empresas de saneamento e telecomunicações. O programa também propõe monopólio público em geração de energia, mineração, produção e distribuição de combustíveis e indústria de defesa.

    O texto também estabelece o fim de novas privatizações e dos leilões de petróleo e revisão e eventual revogação das concessões privadas de portos, aeroportos e rodovias. No transporte urbano, prevê estatização das frotas, criação de empresas públicas e reestatização de linhas privatizadas de metrô e trem, incluindo o fortalecimento da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), empresa pública federal que administra linhas férreas em diferentes estados.

    Na parte tributária, a UP propõe isenção do Imposto de Renda para trabalhadores, retirada de impostos sobre itens da cesta básica e produtos essenciais e instituição de tributação progressiva sobre grandes fortunas, lucros, dividendos e heranças de bilionários. Também propõe mudanças nos impostos ICMS/IVA, com redução de alíquotas e isenções para determinados produtos.

    Direitos humanos

    A candidatura de Samara Martins cita ainda propostas de criminalização da misoginia, ampliação da rede de atendimento às mulheres, igualdade salarial com homens, rede pública de cuidados e descriminalização e legalização do aborto.

    Para a população negra, o plano de governo fala em ampliação das ações afirmativas e titulação de territórios quilombolas. A demarcação e a titulação de terras indígenas também são pontos abordados no programa. O documento propõe também realização de ampla reforma agrária e “nacionalização da terra”.

    O programa cita reforma urbana, com produção pública de moradias, urbanização de favelas, regularização fundiária, utilização de imóveis públicos ociosos e desapropriação de propriedades que não cumpram função social.

    Segurança pública e Justiça

    Na área de segurança, o programa da UP prevê desmilitarização das polícias, reorganização das carreiras policiais e mudança do modelo de segurança. O Poder Judiciário passaria a ter eleição direta de juízes e tribunais superiores, com o fim dos chamados “penduricalhos” que aumentam os salários muito acima do teto constitucional. O plano também defende o fortalecimento da Justiça do Trabalho e reforma do sistema penitenciário.

    Cultura e comunicação

    No setor de comunicações, o programa prevê o que chama de “estatização dos monopólios de TV e rádio” e apoio à imprensa comunitária e alternativa. Já as políticas culturais teriam como prioridade o incentivo à cultura popular e uma proposta de nacionalização de grandes gravadoras e produtoras cinematográficas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mais de 625 mil pessoas fazem a Prova Nacional Docente neste domingo

    Mais de 625 mil pessoas fazem a Prova Nacional Docente neste domingo

    Mais de 625 mil estudantes concluintes e formados em licenciatura de todo o país farão, neste domingo (20), a Prova Nacional Docente (PND). O resultado do exame pode ser usado em processos de seleção de professores por entes federativos que optarem por adotar a nota da PND.

    Para os alunos concluintes, a PND é considerada a avaliação teórica obrigatória do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, por sua vez, é um pré-requisito para a obtenção do diploma do curso de graduação.

    A PND é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) com apoio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

    Neste ano, a PND contemplará 21 áreas de avaliação: Artes Visuais, Biologia, Ciências da Natureza, Ciências Sociais, Computação, Dança, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras Espanhol, Letras Português, Letras Português e Espanhol, Letras Português e Inglês, Letras Inglês, Matemática, Música, Química, Pedagogia e Teatro.

    Horários

    Os portões nos locais de prova da PND serão abertos em todo o país às 12h e fechados às 13h (no horário de Brasília). A prova começa às 13h30 e termina às 19h. 

    As provas são compostas por uma parte de Formação Geral Docente, com 30 questões objetivas e uma discursiva, e 50 questões objetivas de componente específico da área escolhida. 

    A nota geral varia de 0 a 100 pontos. A parte objetiva corresponde a 80% da nota, enquanto a questão discursiva representa os outros 20%.

    O Cartão de Confirmação da Inscrição pode ser acessado pelo Sistema PND. O documento também mostra o local de aplicação do exame. Será necessária a apresentação de documento oficial com foto, físico ou digital. Documentos digitais devem ser apresentados no aplicativo oficial do Gov.br. 

    Para o preenchimento da prova só será permitida a caneta esferográfica de tinta preta em material transparente. Outros materiais e cores não serão aceitos. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Zema propõe saída do Brics e redução de supersalários e de impostos

    Zema propõe saída do Brics e redução de supersalários e de impostos

    O programa de governo do candidato do partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, está dividido em 15 temas. Entre as medidas propostas pelo candidato estão a eliminação de supersalários para os agentes públicos, a redução das taxas de juros e de impostos sobre operações financeiras e a criação de um regime alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

    >> Veja a íntegra do documento:

    A Agência Brasil publicou matérias com os programas de governo de todos os candidatos à Presidência nas eleições deste ano. Os textos foram liberados seguindo a ordem alfabética do nome do candidato. Neste domingo (20), serão publicadas as matérias referentes aos candidatos Romeu Zema, Samara Martins e Wilson Grassi. 

    Segurança pública

    O plano do candidato do partido Novo prevê classificar facções criminosas como organizações terroristas. O texto defende a construção de presídios de segurança máxima para terroristas em regiões remotas e isoladas. Também propõe a atuação integrada das Forças Armadas às polícias e a prisão preventiva obrigatória na terceira prisão em flagrante. Sugere-se ainda a redução da maioridade penal para 16 anos ou menos e o fim da progressão acelerada de penas. As delegacias da Mulher passariam a operar 24 horas e seriam ampliadas as Patrulhas Maria da Penha.

    Combate à corrupção e a privilégios

    O plano pretende restringir o foro privilegiado apenas ao Presidente da República. A progressão de pena para corruptos ficará condicionada à devolução total dos valores desviados. O texto propõe que aumentos patrimoniais incompatíveis aos rendimentos de agentes públicos disparem sindicâncias automáticas. O documento prevê também a eliminação de supersalários aos agentes públicos, limitação de férias a 30 dias e extinção da aposentadoria compulsória punitiva.

    Judiciário

    O documento defende a limitação do poder do Supremo Tribunal Federal (STF) e a proibição de que um único ministro suspenda leis, bloqueie políticas públicas ou imponha obrigações ao governo. O texto é favorável a retirar do STF as competências para julgar matérias tributárias e penais, e limitar as possibilidades de reversão de decisões do Congresso. Prevê ainda a criação de uma corregedoria para o STF e a proibição que escritórios de parentes de ministros advoguem nos tribunais superiores. Também pretende tornar obrigatória a investigação de ministros do STF quando apoiada pela maioria do Senado ou por iniciativa popular.

    Finanças públicas e ajuste fiscal

    O texto defende uma reforma da Previdência abrangendo estados e municípios, militares e a previdência rural. Também sugere um mecanismo de reajuste automático da idade de aposentadoria pela expectativa de vida. O plano prevê conter despesas obrigatórias, inclusive emendas parlamentares. O texto sugere a privatização de todas as empresas estatais e a venda de imóveis públicos sem uso.

    Desenvolvimento econômico

    O plano propõe a redução das taxas de juros por meio de um “choque fiscal” e a diminuição dos impostos sobre operações financeiras. Prevê a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre empréstimos e a diminuição do Imposto de Renda para empresas. O documento sugere conceder à iniciativa privada a construção, operação e manutenção de ativos com viabilidade econômica e, aonde “o mercado não chegar sozinho”, garantir a presença do Estado via parcerias público-privadas (PPPs). A proposta defende a expansão de acordos comerciais, impulsionando a atração de investimentos e ampliando as oportunidades de exportação para as empresas brasileiras e prevê atrair investimentos principalmente em data centers e para as cadeias de inteligência artificial (IA), evitando uma regulação “precoce e ampla”.

    Trabalho e emprego

    O texto propõe a criação de um regime alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em que o trabalhador e empregador possam ajustar o modelo de contratação às suas preferências, com prevalência do negociado sobre o legislado. O modelo proposto permite ajustes na jornada diária, divisão de férias e pagamentos salariais, e também a isenção de encargos sobre um salário mínimo para contratados vindos da informalidade, e a eliminação de contribuições sobre a folha sem relação laboral. Ainda é sugerido o fim do monopólio sindical e o direito de exploração econômica de terras por comunidades indígenas, regulamentando o exercício de atividades como agricultura, pecuária, extrativismo e turismo.

    Infraestrutura e saneamento

    A proposta visa fazer valer, na prática, a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, garantindo o cumprimento dos novos prazos e regras pelos órgãos ambientais federais, estaduais e municipais, para que os projetos de infraestrutura deixem de travar por insegurança e demora na obtenção das licenças. Cria um regime de “Projetos de Interesse Nacional”, com tramitação prioritária: uma via rápida para obras estratégicas, com prazos e ritos mais céleres e prioridade junto a todos os órgãos licenciadores.

    Minas e energia

    O candidato propõe reestruturar a formação de preços e retirar encargos setoriais para reduzir a conta de luz. No setor petrolífero, o texto defende abrir o setor à concorrência: desverticalizar a Petrobras, separando as operações de produção, refino, transporte e logística em diferentes empresas para permitir a entrada de novos concorrentes e ampliar a concorrência.

    O plano de governo prevê retomar o levantamento geológico do território nacional com dados abertos e padrão internacional e pretende acabar com o garimpo ilegal e a “mineração do crime organizado”. O candidato também pretende enfrentar a mineração ilegal como política de segurança pública, integrando forças policiais, órgãos de fiscalização e inteligência financeira, com rastreabilidade da origem do minério e responsabilização de quem compra de origem criminosa.

    Política externa e relações internacionais

    A diplomacia será orientada pelo pragmatismo comercial. O texto prevê a saída do Brasil do bloco Brics. O plano prioriza a adesão imediata à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e transforma o Mercosul em zona de livre comércio. O programa defende a coordenação junto com os Estados Unidos e demais países interessados no combate ao crime organizado.

    Gestão pública e eficiência governamental

    O candidato defende que, se eleito, a administração pública seja orientada pela gestão por resultados e satisfação do cidadão. Deverá ser instituída a avaliação 360 graus e possibilidade de demissão por baixo rendimento. Prevê-se a unificação de carreiras, redução de ministérios e o fim de cargos obsoletos. O texto propõe modelos de contratação flexíveis sem estabilidade ampla ou por tempo determinado. Todo o governo federal será digitalizado com prazos máximos para prestação de serviços.

    Agronegócio

    O plano pretende facilitar a compra e produção nacional de fertilizantes e agrotóxicos para diminuir a dependência externa. O texto defende a ampliação da infraestrutura de transportes e armazenagem para baratear o frete. O licenciamento ambiental deverá ser simplificado para destravar investimentos produtivos. A proposta é criar um fundo privado com aportes públicos para fortalecer o mercado de seguro rural. O texto também prevê o porte de armas de fogo em toda a extensão rural e a prioridade à emissão ágil de títulos de propriedade rural para dar segurança aos proprietários.

    Meio ambiente e transição energética

    Segundo o programa, o desmatamento ilegal e a grilagem de terra serão combatidos com inteligência e monitoramento via satélite. Propõe-se estruturar um ambiente desburocratizado para a comercialização de créditos de carbono. O texto prevê a concessão de parques nacionais à iniciativa privada para fomentar o turismo sustentável. Também serão feitas obras de contenção, sistemas de drenagem e novos planos diretores municipais. Será promovida a educação ambiental focada na convergência entre conservação e desenvolvimento.

    Educação

    A prioridade do programa é a aprendizagem dos alunos e a alfabetização na idade certa. O texto prevê vagas em creches via parcerias privadas. O currículo será reformulado com foco em português, matemática, ciências e habilidades digitais. O Ministério da Educação (MEC) focará apenas na educação básica, passando o ensino superior ao Ministério de Ciência e Tecnologia. A proposta é autorizar o homeschooling e as escolas cívico-militares. O texto prevê também reformular os critérios de concessão de bolsas, como as da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

    Saúde

    O texto prevê a modernização da saúde com base em um registro nacional com prontuário eletrônico. A proposta defende a expansão do atendimento remoto e o monitoramento de pacientes via telemedicina. Será fortalecida a Estratégia Saúde da Família vinculando incentivos ao controle de doenças crônicas. Para zerar filas, serão comprados serviços e capacidade ociosa na rede hospitalar privada. O programa prevê ainda o combate de entraves excessivos do marco regulatório da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para permitir modelos diferenciados de planos de saúde, ampliando a competição no setor e as opções disponíveis aos beneficiários.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Podoroska e Quevedo decidem SP Open 2026 neste domingo

    Podoroska e Quevedo decidem SP Open 2026 neste domingo

    A tenista argentina Nadia Podoroska se garantiu na decisão do torneio WTA 250 de São Paulo. Aos 29 anos, ela conquistou a vaga na decisão do SP Open, primeira final de WTA 250 da carreira, ao passar pela espanhola Paula Badosa.

    As parciais foram 6/3 e 6/4 em 1h27 de partida neste sábado (19), no Parque Villa Lobos, na capital paulista.

    A final ocorre neste domingo (20), às 15h30, e a adversária de Podoroska será a espanhola Kaitlin Quevedo. A 105ª do ranking mundial garantiu vaga na final ao vencer, também neste sábado, Anna Blinkova, 94ª colocada por 2 sets a 1. As parciais foram de 6/2, 2/6 e 6/4. 

    O SP Open WTA 250 tem premiação total de US$ 283 mil. A campeã da final de simples somará 250 pontos no ranking e leva US$ 37,4 mil;  vice leva 163 pontos e US$ 22,1 mil.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Caderno de Música lembra 120 anos de nascimento de Dmitri Shostakovich

    Caderno de Música lembra 120 anos de nascimento de Dmitri Shostakovich

    O Caderno de Música da Rádio MEC neste domingo (20), às 12h30, lembra os 120 anos de nascimento de Dmitri Shostakovich (1906 – 1975), um dos principais compositores do século XX.

    O programa destaca a história e obras que revelam diferentes aspectos da produção do músico, cuja trajetória esteve profundamente ligada às transformações políticas e culturais da União Soviética.

    Nascido em São Petersburgo, em 25 de setembro de 1906, Shostakovich viveu praticamente toda a sua vida sob o regime soviético. Sua música acompanhou, de maneira complexa e muitas vezes contraditória, as profundas transformações políticas e culturais de seu país.

    Ao longo do programa Caderno de Música, os ouvintes vão conferir trechos de obras de Dmitri Shostakovich: Sinfonia número 1, com a Orquestra Sinfônica de Cincinnati, sob a regência de Jesús López-Cobos; Sinfonia número 5, com a Orquestra Filarmônica de Leningrado, sob a regência de Yevgeny Mravinsky; e Suíte para Orquestra de Jazz nº 2, com a Orquestra Real do Concertgebouw, sob a regência de Riccardo Chailly. 

    Sobre o Caderno de Música

    O programa desvenda o universo musical, se propondo a explicar ao ouvinte o que é uma sonata, uma sinfonia, um concerto, spalla, allegro, moderato e os diversos termos da linguagem musical.

    Aborda os gêneros, formas e formatos do mundo da música clássica, através da audição de trechos musicais e da realização de entrevistas especiais.

    Sobre a Rádio MEC

    Conhecida de norte a sul do país como “A Rádio de Música Clássica do Brasil”, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

    A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

    A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.

    Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.

    Serviço

    Caderno de Música – 130 anos de Dmitri Shostakovitch – domingo, dia 20/09, às 12h30, na Rádio MEC FM

    Rádio MEC na internet e nas redes sociais

    Site: https://radiomec.ebc.com.br 

    Instagram: https://www.instagram.com/radiomec

    Spotify: https://open.spotify.com/user/radiomec

    YouTube: https://www.youtube.com/radiomec

    Facebook: https://www.facebook.com/radiomec

    X: https://x.com/radiomec

    WhatsApp: (21) 99710-0537

    Como sintonizar a Rádio MEC

    Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz

    Belo Horizonte: FM 87,1 MHz

    Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz

    Parabólica – Star One C2 – 3748,00 MHz – Serviço 3

    Celular – App Rádios EBC para Android e iOS

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Petrobras aprova adesão à subvenção ao óleo diesel

    Petrobras aprova adesão à subvenção ao óleo diesel

    O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, nesta sexta-feira (18), a adesão à subvenção econômica aos produtores e importadores de óleo diesel e suas correntes. A subvenção foi instituída pela Medida Provisória 1.391, de 11 de setembro de 2026.

    Com isso, a empresa receberá uma subvenção no valor em R$ 1 por litro de óleo diesel “A”, de uso rodoviário, pelo prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período. O valor será transformado em desconto no valor do combustível vendido às revendedoras.

    Nesta semana, a Petrobras informou que decidiu também aumentar em R$ 1 o preço do litro do combustível vendido às revendedoras. Somando o desconto com o aumento, o diesel terá seu preço mantido.

    Outras subvenções 

    A Petrobras também informou, neste sábado (19), que recebeu uma parcela de R$ 448 milhões referente ao Programa de Subvenção Econômica à comercialização de gasolina, referente ao período de 16 a 31 de julho.

    Com esse pagamento, o valor acumulado recebido pela Petrobras dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões.

     

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Morre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no Brasil

    Morre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no Brasil

    Morreu neste sábado (19), aos 77 anos, o médico Paulo Roberto Teixeira, uma das referências em saúde pública no Brasil. Ele foi protagonista na criação da primeira resposta de governo à aids no Brasil, em 1983, época em que a doença era ainda pouco conhecida e marcada pelo estigma.

    Quando os primeiros casos da doença foram confirmados em São Paulo, Teixeira estava à frente do programa de hanseníase do estado. A experiência com uma doença que também era marcada pela exclusão, ajudou a desenhar para a aids uma política pautada no direito à saúde e ao respeito, que passava pela prevenção e assistência, incluindo o acesso aos antirretrovirais, e o trabalho em parceria com sociedade civil.

    Em 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira passou a denunciar que os preços dos medicamentos eram inviáveis para a manutenção do acesso universal ao tratamento de aids pelo SUS e passou a defender a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos.

    Defendeu que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, limitou o acesso à saúde e organizou um programa internacional de transferência de tecnologia entre países do Sul global para a produção de antirretrovirais genéricos.

    Esse movimento foi fundamental para que em 2001, a Organização Mundial do Comércio reconhecesse que o direito à saúde está acima das regras de propriedade intelectual e fortaleceu a luta dos países pobres pelo direito de acesso ao tratamento.

    A luta pelo acesso universal ao tratamento seguiu na OMS, quando Paulo Roberto Teixeira, assumiu em 2003 o Departamento de HIV/Aids da OMS e lançou a estratégia 3 by 5 que estabeleceu a meta de 3 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento até o fim de 2005.

    Em nota, o Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo que ele foi um dos “nomes fundamentais da resposta do país à epidemia” e que Paulo Teixeira “dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Conheça Chongqing: metrópole-chave da transformação econômica chinesa

    Conheça Chongqing: metrópole-chave da transformação econômica chinesa

    A transformação da China nas últimas cinco décadas, de país pobre e rural para potência industrial e tecnológica, pode ser observada no município de Chongqing, metrópole onde habitam 32 milhões de pessoas.  

    Um dos principais polos industriais da China, Chongqing une a arquitetura histórica chinesa a arranha-céus modernos e iluminados ao lado de edifícios afetados pelo tempo. Possui ainda enormes complexos de viadutos e até uma curiosa estação de metrô que passa por dentro de edifícios.

    Nesta semana, a Agência Brasil visitou o município chinês conhecido como cidade dos rios, das montanhas ou das neblinas. Ao chegar ao aeroporto Internacional de Jiangbei, o tempo fechado e as cadeias de montanhas do entorno explicam a fama do local.

    Ainda pouco conhecida no Brasil, a maior cidade do principal parceiro comercial do país é definida por Pequim como cidade-chave para a economia nacional, situada no interior do sudoeste da China e cortada pelo gigante rio Yangtzé, o maior da Ásia, e pelo rio Jialing. 

    Chongqing tem 82,4 mil quilômetros quadrados (km²), o que representa quase o dobro do estado do Rio de Janeiro (43 mil km²). É o maior município em extensão territorial do mundo. Oito milhões de pessoas vivem no principal centro urbano e as demais 24 milhões estão espalhadas por 37 distritos.

    Em 1997, a China transformou o município em cidade “nacional” ligada ao governo central, o que fez de Chongqing destino privilegiado das políticas de desenvolvimento traçadas em Pequim.


    Estação de metrô Liziba, em Chongqing, que passa por dentro de edifícios. Foto: Huang Wei/Xinhua
    Estação de metrô Liziba, em Chongqing, que passa por dentro de edifícios. Foto: Huang Wei/Xinhua
    Estação de metrô Liziba, em Chongqing, que passa por dentro de edifícios. Foto: Huang Wei/Xinhua – Huang Wei/Xinhua

    Polo Industrial

    Para se ter uma ideia, 39 das 41 grandes indústrias da China e todas as 31 principais categorias de manufatura do país têm sede em Chongqing. A cidade ainda abriga 19 fabricantes completos de veículos e mais de 1,2 mil empresas de autopeças.

    O silêncio dos motores dos carros nas ruas e as diversas estações de recarga de veículos comprovam que Chongqing é um centro de produção de carros elétricos, além de sediar empresas de equipamentos militares, tecnologia nuclear, indústria naval e aeroespacial.

    A vida noturna e cultural, o comércio vibrante e a culinária apimentada, liderada pelos chamados hot pots, espécie de fondue chinês com alimentos cozidos diretamente nas mesas em panelas com água fervendo, tem colocado Chongqing como um dos principais destinos turísticos do mundo.

    Ao falar para convidados de quase 20 países no Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, na última semana, o secretário do Comitê Municipal do Partido Comunista da China em Chongqing, Yuan Jiajun, destacou que a cidade busca colocar em prática o conceito de “civilização ecológica” definido pelo presidente chinês Xi Jinping.

    “A prática dinâmica da construção de uma nova Chongqing moderna comprova plenamente a poderosa força da verdade e a grande capacidade prática do pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era”, disse.

    Hub da Rota da Seda

    A metrópole do oeste da China também se destaca por ser um dos principais centros logísticos da Nova Rota da Seda, projeto de infraestrutura para conectar o país com o resto do mundo.

    Das fábricas do município, os produtos chineses alcançam a Europa, Ásia Central e Rússia por mais de 1,3 mil quilômetros de trens de alta velocidade e mais de 4,7 mil quilômetros de rodovias expressas, além do próprio rio Yangtzé que leva mercadorias até o porto de Xangai, a 1,4 mil quilômetros de distância.  

    O professor brasileiro André Pereira Reinnert Tokarski esteve em Chongqing pela segunda vez e visitou fábricas e indústrias da região.

    “A cidade vivia brigando com o rio [Yangtzé], lutando para sobreviver às ameaças que o rio eventualmente representava, de grandes enchentes e deslizamentos de terra. Até que buscou se reconciliar para olhar para a natureza não como uma inimiga, mas sim a se adaptar”, disse à Agência Brasil.

    Pesquisador do Centro Universitário Alves Faria (Unialfa), Tokarski coordena um projeto de cooperação entre Brasil e China que estuda os mecanismos de governança dos países em torno dos rios Yangtzé e Amazonas.

    Para o especialista, a cidade está no centro do contexto da “civilização ecológica” proclamada pelo governo chinês, que busca aliar desenvolvimento e melhoria das condições de vida da população à preservação ambiental.


    China, 18/09/2026 - Município de Chongqing, metrópole de 32 milhões de habitantes na China. Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil
    China, 18/09/2026 - Município de Chongqing, metrópole de 32 milhões de habitantes na China. Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil
    Município de Chongqing, metrópole de 32 milhões de habitantes na China. Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil

     

     

    *Repórter viajou a convite do Comitê Municipal do Partido Comunista Chinês (CPC) em Chongqing e da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS). 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • China busca conexão e cooperação entre povos por meio dos grandes rios

    China busca conexão e cooperação entre povos por meio dos grandes rios

    A China vem buscando conectar diferentes povos por meio da relação das populações com os grandes rios do planeta. O rio Yangtzé, espinha dorsal da economia chinesa, foi o ponto de encontro de convidados de países cortados por rios como o Amazonas, na América do Sul, o Nilo, na África, o Danúbio, na Europa, e o Mississippi, nos Estados Unidos. 

    Representado por pesquisadores e jornalistas, o Brasil teve lugar de destaque na 4ª edição do Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, realizado nesta semana em Chongqing, cidade do coração industrial da China, com seus 32 milhões de habitantes. 

    O evento é parte da estratégia do presidente Xi Jinping, lançada em março de 2023, da Iniciativa para a Civilização Global, que tem entre os objetivos promover “valores comuns” da humanidade por meio da cooperação entre os países.

    Com o tema “Conectando Rios e Mares, compartilhando a sabedoria das civilizações”, o evento deste ano reuniu especialistas, jornalistas e artistas de quase 20 países, como Egito, Sérvia, Austrália, Reino Unido, México, Turquia e Coreia do Sul.


    China, 18/09/2026 - Abertura da 4ª edição do Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, realizado em Chongqing. Foto: CHONGQING DAILY/Divulgação
    China, 18/09/2026 - Abertura da 4ª edição do Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, realizado em Chongqing. Foto: CHONGQING DAILY/Divulgação
    Abertura da 4ª edição do Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, realizado em Chongqing. Foto: CHONGQING DAILY/Divulgação

    No evento em Chongqing, buscou-se ainda projetar a Rota Econômica do Rio Yangtzé, gigante afluente que corta a China com 6,3 mil quilômetros, sendo considerado, ao lado do rio Amarelo, um dos berços da civilização milenar chinesa e que conecta o interior do país ao porto de Xangai.

    Após mais de 33 horas de viagem de Brasília a Chongqing, a Agência Brasil acompanhou o Fórum deste ano, que contou com uma viagem de cruzeiro por cerca de 440 quilômetros pelo leito do rio Yangtzé, visitando templos e fortalezas com centenas ou milhares de anos de história, como a antiga fortaleza de Shibaozhai e o templo de Zhang Fei.

    Os estudiosos chineses argumentam que a origem do desenvolvimento humano em torno do Yangtzé tem sido deixada de lado na historiografia ocidental. Nos últimos anos, pesquisas arqueológicas locais vêm revelando que a agricultura do arroz na região data de quase 10 mil anos.

    “Durante muito tempo, o centro de gravidade do discurso da pesquisa sobre as civilizações dos grandes rios do mundo inclinou-se para a Mesopotâmia e o Nilo, formando paradigmas analíticos e estruturas disciplinares de estilo ocidental”, afirmou Li Guoqiang, professor do Instituto de História e membro do Conselho da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS).

    Presentes no encontro, especialistas egípcios compartilharam, entre outras experiências, o modelo de medição das águas do rio Nilo, uma forma de antecipar secas e enchentes. O professor da Faculdade de Arqueologia da Universidade de Luxor, no Egito, Alaa Hussein Mahmoud Menshawy, destacou a importância desse intercâmbio cultural.

    “Poluição, mudanças climáticas, crescimento populacional e transformações ambientais podem afetar os rios e as comunidades que dependem deles. Ao compartilhar conhecimentos e trabalhar em conjunto, os países podem aprender maneiras mais eficazes de proteger os rios e as populações que deles dependem”, disse.


    China, 18/09/2026 - Li Guoqiang, professor do Instituto de História e membro do Conselho da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS). Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil
    China, 18/09/2026 - Li Guoqiang, professor do Instituto de História e membro do Conselho da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS). Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil
    Li Guoqiang, professor do Instituto de História e membro do Conselho da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS). Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil

    Rio Yangtzé

    O desenvolvimento econômico chinês das últimas cinco décadas, que transformou o país de rural e pobre em uma potência industrial e tecnológica, trouxe diversos problemas ambientais ao rio Yangtzé, o maior da Ásia.

    Entre eles, destaca-se a extinção de uma das únicas três espécies de golfinhos de água doce do mundo, o golfinho Baiji, ou golfinho do rio Yangtzé, em 2006.

    O professor chinês Li Guoqiang reconheceu à Agência Brasil que a China, em busca do desenvolvimento econômico rápido, percorreu caminhos “tortuosos” que danificaram o equilíbrio ecológico do Yangtzé, mas destacou que isso teria mudado.

    “No processo de desenvolvimento contemporâneo, damos mais atenção ao ambiente ecológico porque temos uma concepção: a teoria das duas montanhas, que busca prioridade ecológica e desenvolvimento econômico”, disse.

    Entre as mudanças destacadas em relação ao rio, está a proibição da pesca profissional que já dura dez anos, além de projetos de recuperação do rio.

    Civilização ecológica

    O Estado chinês vem, ao longo dos últimos anos, incorporando às suas políticas a doutrina da civilização ecológica, que busca conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental. Em 2012, o tema virou “prioridade nacional” e, em 2018, foi incluído na Constituição, virando uma política de Estado permanente.

    A professora brasileira especialista em biodiversidade Vera Maria Ferreira da Silva, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), destacou no Fórum do Rio Yangtzé deste ano que a industrialização e a urbanização da China e navegação no Yangtzé prejudicaram a fauna do afluente.

    “De um modo geral, houve uma mudança do governo como um todo para se voltar mais à conservação e à restauração dos ambientes porque eles chegaram a um limite, ou começavam a cuidar rápido desse problema ou iriam perder tudo”, comentou à Agência Brasil.


    Brasília - 18/09/2026 - Economia da China. Foto: Agência Brasil
    Brasília - 18/09/2026 - Economia da China. Foto: Agência Brasil
    Arte/Agência Brasil

    Rio Amazonas

    Como parte do esforço para conectar histórias entre os povos ligados a grandes rios, uma equipe da mídia estatal chinesa Centro Internacional de Comunicação do Oeste da China (WCICO) viajou ao Brasil para gravar um documentário, ainda a ser lançado, que busca contar histórias de povos ribeirinhos amazônicos e chineses, chamado “Quando o Yangtzé encontra o Amazonas”.  

    A produtora do documentário, Vivian Yan, disse à Agência Brasil que a diversidade de pessoas e comunidades no Amazonas chamou sua atenção. 

    “Conhecê-las me fez perceber que o Rio Amazonas é muito mais vibrante e multifacetado do que aquilo que eu havia visto na televisão. Me mostrou o quão estreitamente o cotidiano delas está ligado ao rio e ao meio ambiente ao redor”, relata a diretora da Bridging News, que controla o WCICO.

    A professora Vera Maria disse à Agência Brasil esperar que o Brasil possa aprender com a experiência chinesa para evitar erros e minimizar impactos ambientais na exploração econômica da região amazônica.

    “Não adianta trazer o modelo econômico de Minas, de Goiás ou de São Paulo para a Amazônia porque não vai funcionar. Espero que a gente não chegue também a um ponto extremo de destruição para poder correr atrás do prejuízo”, comentou.

    Para a pesquisadora do INPA, é preciso aprender com os povos indígenas amazônicos e apostar em economias que contribuam para manter a floresta em pé, evitando atividades como a dragagem dos rios.

    “A extração ou o cultivo e o uso de plantas amazônicas, como açaí ou a castanha-do-Brasil e outros produtos, estão gerando recursos tão grandes quanto os de outras atividades que levam à destruição da floresta”, disse.

    Vera Maria lembra que todos os mamíferos aquáticos do Rio Amazonas estão classificados, de alguma forma, como ameaçados.

    Outro pesquisador brasileiro presente no Fórum foi André Pereira Reinnert Tokarski, professor do Centro Universitário Alves Faria (Unialfa). Pela segunda vez na China, Tokarski avalia que é preciso encontrar um “caminho do meio” para a Amazônia.

    O especialista avalia que há uma polarização entre, de um lado, uma visão que prega uma exploração predatória que busca apenas lucro imediato e, de outro, uma posição que tende a rejeitar qualquer atividade econômica na região.

    “Qualquer atividade humana causa impacto ambiental. Agora, você deixar uma grande parte da população local na miséria também é um impacto socioambiental não desejável. Contraditoriamente, a Amazônia é a região do país que tem mais água, mas é onde mais se utiliza diesel para geração de energia”, ponderou.
     

    *Repórter viajou a convite do Comitê Municipal do Partido Comunista Chinês (CPC) em Chongqing e da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS). 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original