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  • Feira em Fortaleza defende políticas sobre drogas com justiça social

    Feira em Fortaleza defende políticas sobre drogas com justiça social

    Palestrantes da 2ª edição da feira Febre de Arte, em Fortaleza, convocaram o público a eleger, neste ano, políticos dedicados ao desenvolvimento de políticas sobre drogas em harmonia com a justiça social. 

    Todos os participantes que subiram ao palco do Anfiteatro Sérgio Motta, do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, defenderam que o voto deve ir para quem tem clareza sobre a questão para que seja possível construir propostas pertinentes e viáveis que, efetivamente, atendam à população.

    A médica de família e comunidade Magda Almeida, docente da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi uma das palestrantes a falar sobre o tema. 

     “Há uma posição ideológica de se reduzir tudo à ideia de que ‘maconha faz mal’”. 

    Além de lembrar que negros e pobres são as principais vítimas da suposta “guerra às drogas” deflagrada no Brasil, Magda contou sobre sua rotina no consultório, com pacientes do gênero feminino. 

    Ela diz que detecta exatamente quando as pacientes começam a tomar a pregabalina, uma droga recomendada para o tratamento de epilepsia, ansiedade e fibromialgia, todos quadros que podem ser atenuados pela cannabis. De tarja vermelha, ou seja, vendida somente mediante receita médica, a pregabalina pode ocasionar efeitos colaterais como mudanças de humor, falhas de memória, pensamentos de automutilação ou suicídio, alucinação, desmaio e, caso seja cortada de forma repentina, síndrome de abstinência. 

    A Blis Data, detentora do maior volume de dados de usuários de cannabis medicinal da América Latina, identificou as mulheres mais velhas e empregadas como as principais consumidoras do produto importado no Brasil. Geralmente, pretendem encontrar alívio para distúrbios do sono e dor crônica. 

    A cannabis é a droga ilegal mais usada pelos brasileiros, confirma o 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III): na comparação de 2022 e 2023 com 2012, foi constatado uso maior entre adultos e adolescentes – em ambos os grupos, o índice dobrou. Mais da metade (54%) declararam consumi-la diariamente, por pelo menos duas semanas consecutivas, o correspondente a 3,3% da população (mais de 3,9 milhões de brasileiros).

    Um dos maiores erros da indústria farmacêutica, observou a médica, é estabelecer doses genéricas, estendidas a todos, sem considerar as respostas e tolerâncias de cada corpo. “Existe uma máxima, que é ‘comece lento e continue lento’, que é quebrada pela indústria.”

    “Cannabis não serve para tudo. Nenhum remédio serve para tudo”, disse. 

    Impactos sociais

    Os convidados dos painéis abordaram a relação entre a seletividade das polícias e da Justiça, o encarceramento em massa da população negra e a expansão das facções ou milícias. O Datafolha apurou, recentemente, a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que quatro em cada dez brasileiros são forçados a levar suas vidas com essas organizações criminosas em suas portas. É o equivalente a 68,7 milhões de pessoas. 

    Nas capitais, a taxa sobe para 55,9%. Para mais de um terço (34,9%), a interferência do crime organizado em seu cotidiano é intensa. Outro indicador importante é relativo à quantidade de pessoas que sofreram violência nos 12 meses anteriores à pesquisa do Datafolha: a parcela foi de 40,1% em geral e de 51,1% entre as que moram em bairros com facções ou milícias.

    O advogado Italo Coelho, especialista em direito criminal e direito penal, ressalta a semelhança da perseguição contra expoentes da capoeira e do samba com as barreiras impostas à cannabis no país e comenta como o conhecimento sobre substâncias benéficas para o corpo, dominada por povos tradicionais e benzedeiras, por exemplo, foi sequestrado pela medicina convencional.

    “A indústria tem agora todo o direito de vender, nas farmácias, maconha enquanto pessoas são presas por causa de um baseado e ainda consideradas traficantes”, acrescenta Coelho, que é militante no Ceará Saúde Livre.

    Cofundadora da Marcha da Maconha de Fortaleza e coordenadora da Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas (Renfa), Tamára Silva afirmou que a atuação dos agentes de segurança pública se restringe à repressão e que o resultado é “mais polícia, mais presídio, mais vaga [nas prisões] para solucionar”.

    “A gente está vivendo isso há mais de 100 anos. Acompanha cada vez mais o narcotráfico faturando bilhões, vendo a nossa juventude sendo aliciada, a nossa cidade sendo territorializada por essas organizações criminosas, essas facções, definida a partir da lógica da violência.”

    “Enquanto a gente está fazendo o evento, pessoas estão sendo presas por quantidades mínimas [de cannabis]”, observou a mediadora das apresentações desse domingo, a advogada antiproibicionista Bianca Cardial, também integrante da Renfa e da Rede Reforma. 

    Segundo ela, o encarceramento traz consequências e mais custos para as famílias. Relatório da Pastoral Carcerária Nacional, divulgado no final de agosto, revela que a compra de produtos básicos de higiene pessoal e alimentação, que deveriam ser distribuídos pelo Estado no sistema carcerário, gera gasto médio de cerca de 70% de um salário mínimo para essas famílias, quando as visitas ocorrem uma vez por semana. Ao todo, o gasto chega a somar R$ 4,33 bilhões por ano.

    Pesquisa complementar, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), revela que R$ 7,7 bilhões foram gastos em 2023 para implementar a Lei de Drogas em apenas seis unidades da federação: na Bahia, no Distrito Federal, Pará, Rio de Janeiro, em Santa Catarina e São Paulo.

    O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) registra que o custo dos homicídios relacionado à proibição das drogas corresponde a cerca de R$ 50 bilhões anuais, ou 0,77% do Produto Interno Bruto (PIB).

    Programação 

    A Febre de Arte foi organizada pela Agência Liamba 360° e a Adapta Associação Canábica. 

    A Auê Feira foi, na edição deste ano da Febre de Arte, uma nova parceira, contribuindo com a experiência acumulada de mais de 100 edições no Ceará e um público de mais de 500 mil pessoas. Reunidas, contaram com a cocuradoria dos espetáculos e a Rua das Associações, espaço dedicado às organizações da Região Nordeste que acolhem pacientes que fazem uso medicinal da cannabis. 

    *A repórter viajou a convite da Agência Liamba 360º.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Alunos voltam às aulas presenciais em Gaza depois de três anos

    Alunos voltam às aulas presenciais em Gaza depois de três anos

    Milhares de crianças em Gaza voltaram às aulas presenciais no sábado (20) pela primeira vez em quase três anos. Os estudantes acomodam-se em prédios escolares danificados ou improvisados e em tendas.

    O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirma que 98% das escolas em Gaza foram destruídas ou danificadas durante a guerra. Autoridades educacionais de Gaza indicam que cerca de 660 mil alunos foram privados do ensino presencial e da participação regular na educação.

    A reabertura é um marco frágil para Gaza após um conflito que matou cerca de 22 mil alunos e mais de 770 profissionais da educação, incluindo 532 professores, segundo Ibrahim Ramadan, diretor de Educação de Khan Younis Oriental.

    “A última vez que fui à escola foi há três anos. Agora, estamos começando o ano letivo; é um ano de alegria, felicidade e sucesso”, disse Moayed Abu Mustafa, em Khan Younis.

    Mustafa disse que está determinado a aprender, mesmo que tenha que se sentar no chão de uma barraca sem ventilação, não tenha sapatos decentes, nem caderno e caneta, e tenha perdido amigos durante a guerra.

    “Apesar de tudo isso, vamos aprender, vamos aprender mesmo que seja em uma barraca.”

    Samar Abu Salmi, aluna deslocada de 15 anos que mora com a família em uma barraca, também está voltando às aulas.

    “Estudávamos nos celulares e não víamos nossos professores. Agora, estamos de volta, perseguindo nosso sonho, de uma barraca para outra”, disse ela, falando no pátio de sua nova escola improvisada.

    Ela também não tem grande parte do material escolar essencial, que se tornou inacessível para sua família.

    “Antes da guerra, tudo estava ao nosso alcance – cadernos, canetas, produtos, roupas, passeios, coisas que podíamos comprar por um preço baixo”, disse Salmi.

    Colchões e um quadro

    Apesar da devastação no enclave, o Ministério da Educação, com o apoio de organizações internacionais e locais, deu continuidade ao ano letivo de 2026-2027, criando dezenas de escolas temporárias feitas de barracas, lonas, chapas de metal e madeira para acomodar os alunos.

    Algumas foram construídas em solo arenoso; outras têm salas de aula com apenas alguns colchões e um quadro, nas quais os alunos se amontoam. Outras ainda abrigam dezenas de famílias deslocadas.

    Em outra escola estava Yamen Abu Samra, de 14 anos. “Costumávamos acordar felizes para ir à escola. Agora, quando chegamos à escola, temos medo de balas perdidas, foguetes, ataques, tudo”, disse ele.

    “Agora, estou sentado em uma barraca que não tem absolutamente nada, apenas o sol e o calor”, acrescentou. 

    Estima-se que pelo menos 540 mil alunos frequentem aulas presenciais este ano em escolas particulares improvisadas, centros de aprendizagem temporários e pontos educacionais, com o apoio do Unicef, segundo autoridades da área de educação.

    O ensino a distância continuará para aqueles que não podem frequentar as aulas ou que deixaram Gaza durante a guerra.

    As forças israelenses continuam controlando mais de 60% de Gaza, apesar do cessar-fogo do ano passado, que interrompeu os principais combates, mas não conseguiu pôr fim ao conflito.

    As autoridades palestinas afirmam que mais de 73 mil pessoas foram mortas no ataque de Israel a Gaza, lançado depois que combatentes liderados pelo Hamas mataram cerca de 1,2 mil pessoas no sul de Israel em outubro de 2023.

    O comerciante de artigos de papelaria Khaled Aliyan, de 30 anos, disse que as restrições de importação impostas por Israel reduziram o abastecimento e elevaram os preços.
    “Este caderno, que costumava custar 3 shekels [US$1], agora custa 15 [shekels]. Todos os artigos de papelaria estão caros”, disse ele.

    A agência militar israelense Cogat, que controla o acesso a Gaza, não respondeu a um pedido da Reuters por comentários sobre as restrições ao abastecimento e os ataques a escolas. Israel acusou repetidamente o Hamas de usar escolas para fins militares, o que o Hamas nega.

    *É proibida a reprodução deste material.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mercado reduz projeção da Selic para 13,50%

    Mercado reduz projeção da Selic para 13,50%

    O mercado financeiro reduziu de 13,75% para 13,50% a expectativa para a taxa básica de juros Selic ao fim de 2026. A projeção, apresentada pelo Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central, indica que o mercado trabalha com a expectativa de novo corte de juros ainda no ano corrente.

    A revisão para baixo ocorre cinco dias depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter reduzido em 0,25 ponto percentual a Selic, que está agora em 13,75%. A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para alcançar a meta de inflação.

    O cenário, portanto, reforça a avaliação de que o ciclo atual de juros será flexibilizado nos próximos meses, à medida que a inflação se mantém relativamente controlada.

    Para 2027, a estimativa para a Selic permanece em 12% ao ano. Já as projeções para 2028 e 2029 ficaram estáveis em 10,50% e 10%, respectivamente.

    Em relação à inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o mercado elevou ligeiramente a previsão para este ano, de 4,90% para 4,92%. Para 2027, a expectativa foi mantida em 4,30%; e para 2028, em 3,80%.

    Selic x inflação

    A taxa básica de juros é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando a Selic é elevada, o crédito tende a ficar mais caro, o que reduz o consumo e ajuda a conter a alta dos preços, além de estimular a poupança.

    Já a redução dos juros busca estimular a atividade econômica, ao facilitar o acesso ao crédito e incentivar investimentos e consumo.

    Vale lembrar que os bancos consideram também outros fatores, na hora de definir os juros cobrados dos consumidores. Entre eles, risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

    Economia

    A estimativa para o crescimento da economia brasileira apresentou nova revisão para baixo. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 caiu de 1,89% para 1,88%. Para 2027, a previsão recuou de 1,45% para 1,43%. As estimativas para 2028 foram mantidas em 1,87%.

    No mercado de câmbio, as projeções permaneceram estáveis, tanto para este ano como para os anos subsequentes: de R$ 5,20 em 2026; de R$ 5,28 em 2027; e de R$ 5,30 em 2028.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Caminhos da Reportagem: importância do voto para jovens e idosos

    Caminhos da Reportagem: importância do voto para jovens e idosos

    Intitulado Do primeiro ao último voto, o próximo episódio do programa Caminhos da Reportagem, que será exibido nesta segunda (21), às 23h30, na TV Brasil, dá voz à parcela dos eleitores brasileiros para quem votar é facultativo e não obrigatório. Jovens com 16 e 17 anos e idosos com 70 anos ou mais estão entre os quase 159 milhões de cidadãos aptos a votar nas eleições de 2026, marcadas para os dias 4 e 25 de outubro.

    O programa busca entender por que a maioria dessas pessoas faz questão de ir às urnas para exercer o direito reconquistado após o fim da ditadura militar e a volta da democracia no Brasil.

    “A gente vai decidir o que vai acontecer no começo da nossa vida adulta, como as políticas sobre estágios e faculdade”, opina o estudante Brayan de Sousa, de 17 anos.

    “Quem tem 70 anos ou mais e vota é uma pessoa que tem consciência da importância do voto”, afirma a pesquisadora Ana Amélia Camarano.

    Além de jovens e idosos, a equipe do programa entrevistou ativistas e especialistas no assunto. A jornalista Manuela Pinho, que lutou pelo voto dos adolescentes no fim dos anos 1980 na  campanha “Se liga, 16”, conta que fez mobilizações nas ruas e no Congresso.

    “Em 1988 foi a Constituinte e em 1989 teve a primeira eleição presidencial do período democrático, e esse foi um caldo que favoreceu discutir participação e a defesa da democracia. A gente fez abaixo-assinado e conversou com parlamentares. Quando o direito foi conquistado, o momento foi de divulgar”, lembra Manuela.

    Há poucos anos, ela reviveu essa história. Foi quando a filha de Manuela, então adolescente, tirou o título de eleitor. “Foi uma vontade dela e eu achei muito interessante. Ela tomou a decisão dela, foi pesquisar e escolheu”, diz.

    Quem também não deixa de comparecer às urnas é o fiscal de finanças Manoel de Matos. Com deficiência visual, auditiva e física, ele entende que votar é lutar pelos seus direitos. “Nós nos tornamos muitas vezes invisíveis perante a sociedade. E o voto é uma maneira de nós nos colocarmos como cidadãos para dizer: eu tenho deficiência, mas posso contribuir com a democracia desse país.”

    Com o envelhecimento da população brasileira, o perfil do eleitorado também envelheceu. Em 2022, mais de 14,8 milhões de eleitores tinham 70 anos ou mais, em 2026 são mais de 17,2 milhões. Ao mesmo tempo, o número de eleitores com 16 e 17 anos diminuiu em quase meio milhão.

    Ficha técnica

    • Reportagem: Marieta Cazarré
    • Reportagem cinematográfica: André Rodrigo Pacheco, Rogerio Verçoza e Sigmar Gonçalves
    • Auxílio técnico: Alexandre Souza, Edivan Viana e Marcelo Vasconcelos
    • Produção: Cintia Vargas e Patrícia Araújo
    • Edição de texto: Paulo Leite
    • Edição de imagem e finalização: Márcio Stuckert
    • Arte: Aleixo Leite, Caroline Ramos e Wagner Maia

    Sobre o programa

    No ar desde 2008, o Caminhos da Reportagem é uma das produções jornalísticas brasileiras mais prestigiadas pelo público e a crítica. No final de 2025, o programa da TV Brasil ultrapassou a marca de 100 prêmios recebidos. Os reconhecimentos atestam a relevância editorial, a qualidade jornalística e o compromisso da equipe com reportagens aprofundadas sobre os mais variados temas de interesse público.

    Exibido às segundas, às 23h30, o Caminhos da Reportagem tem horário alternativo na madrugada para terça, às 3h. A produção disponibiliza as edições especiais no site http://tvbrasil.ebc.com.br/caminhosdareportagem e no YouTube da emissora pública em https://www.youtube.com/tvbrasil. As matérias anteriores também estão no aplicativo TV Brasil Play, disponível nas versões Android e iOS, e no site http://tvbrasilplay.com.br.

    Ao vivo e on demand

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.
    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone.

    O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

    Serviço

    Caminhos da Reportagem – Do primeiro ao último voto: segunda-feira (21/9), às 23h30, na TV Brasil – com reprise na madrugada às 3h.

    TV Brasil na internet e nas redes sociais

    Site – https://tvbrasil.ebc.com.br

    Facebook – https://www.facebook.com/tvbrasil

    Instagram – https://www.instagram.com/tvbrasil

    YouTube – https://www.youtube.com/tvbrasil

    X – https://x.com/TVBrasil

    TikTok – https://www.tiktok.com/@tvbrasil

    TV Brasil Play – http://tvbrasilplay.com.br

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ministério da Justiça demite Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo

    Ministério da Justiça demite Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

    A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

    Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

    Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

    Perda do Mandato

    Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

    Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

    Atuação nos EUA

    Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

    Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

    Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

    O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

    Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

    Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira a agenda dos presidenciáveis nesta segunda-feira (21)

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta segunda-feira (21)

    A agenda dos candidatos à Presidência nesta segunda-feira (21) inclui sabatina e atos políticos. Também estão previstos encontros com apoiadores e atividades de campanha em diferentes cidades.

    Clariana Barão (DC)
    Em Imperatriz (MA), faz adesivaço na Maçonaria da Rua Alagoas.

    Edmilson Costa (PCB)
    Às 19h, Participa, junto com Cleusa Santos, candidata à Vice-Presidência, de conversa sobre educação, trabalho, cultura, lazer e os direitos da juventude brasileira, no YouTube.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    Participa de moto-carreata e faz comício em Natal (RN).

    Hertz Dias (PSTU)
    Em São Paulo, faz encontro com o professor e comunicador Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP, e participa lançamento de livro. 

    Renan Santos (Missão) 
    Participa de sabatina no jornal SBT Brasil. 

    Romeu Zema (Novo)
    Às 19h, participa do debate do Flow Podcast.

    Ronaldo Caiado (PSD)
    Em São Paulo, participa de debate no podcast Flow.

    Augusto Cury (Avante)
    Às 14h, tem encontro com influenciadores digitais no Itaim Bibi, em São Paulo (SP).

    Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Wilson Grassi e Samara Martins (UP) não têm agenda pública de campanha.

    Os candidatos Leonardo Avalanche (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO) não divulgaram agenda pública de campanha até o momento desta publicação. 

    A ordem de apresentação da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Tempestade, ventos fortes e granizo deixam Região Sul em alerta

    Tempestade, ventos fortes e granizo deixam Região Sul em alerta

    O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu nesta segunda-feira (21) um alerta vermelho de grande perigo para tempestades, ventos superiores a 100 km/h e queda de granizo em uma região que se estende do sudoeste paranaense até grande parte do Rio Grande do Sul, passando por todo o sul de Santa Catarina.

    O aumento da instabilidade em toda a região é causado pelo deslocamento de um ciclone extratropical da Argentina ao Oceano Atlântico. No extremo norte e no litoral do Paraná e no norte de Santa Catarina, incluindo Florianópolis (SC), o aviso é laranja de perigo potencial para tempestades.

    Nas capitais da Região Sul os termômetros marcam mínima de 17 °C, em Curitiba, e máxima de 25 °C nas três capitais.

    No sudeste brasileiro, toda área de divisa de São Paulo com o Paraná segue sob aviso amarelo de perigo potencial para tempestade. Também há previsão de pancadas de chuva e trovoadas isoladas no sul do estado de São Paulo, enquanto que no oeste, centro e leste do estado pode chover de forma isolada.

    Semana quente

    A semana começa mais quente na região, com previsão de temperatura máxima de 35 °C no Rio de Janeiro e a mínima prevista é de 16 °C em Belo Horizonte.

    No Centro-Oeste do país, a previsão é de poucas nuvens, com um alerta amarelo de perigo potencial para baixa umidade relativa do ar variando entre 30% e 20%. A exceção é para o estado do Mato Grosso do Sul onde deve ocorrer pancadas de chuva com trovoadas isoladas, principalmente no Pantanal, sudoeste e sul do estado.

    Na região, que já registrava valores elevados nos termômetros, o calor se intensifica ainda mais, com temperatura máxima prevista de 41 °C, em Cuiabá, e mínima de 19 °C, em Brasília.

    No Norte do país, as chuvas se concentram entre o centro e o noroeste do Amazonas, acompanhadas de trovoadas isoladas. Também há possibilidade de chuvas isoladas no sul do Amazonas, na capital Manaus, no norte de Rondônia, incluindo Porto Velho, e no oeste de Roraima.

    Na maior parte do estado do Pará e no Tocantins , a semana começa ensolarada e quente. Entre as capitais, a temperatura mínima é de 23 °C, em Rio Branco, e a máxima chega a 40 °C, em Palmas.

    Na Região Nordeste, a segunda-feira será de muitas nuvens na faixa leste e no norte da Região Nordeste. Há previsão de chuvas isoladas por toda a faixa litorânea que se estende pela Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

    Nas capitais, a temperatura máxima esperada é de 40 °C, em Teresina, e a mínima é de 22 °C, em Salvador.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Eleitores de religiões afro se sentem invisíveis em campanha eleitoral

    Eleitores de religiões afro se sentem invisíveis em campanha eleitoral

    Os brasileiros adeptos de religiões de matriz africana e afro-brasileira não se sentem representados nas campanhas políticas de 2026, avaliam praticantes, religiosos e estudiosos.

    O número de brasileiros que afirmou seguir uma fé afro-brasileira triplicou entre 2010 e 2022, de acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número chegou a 1,8 milhão de pessoas. 

    Porém, ao contrário dos eleitores cristãos, alvo intenso de disputas, os de matriz afro são deixados de lado na corrida eleitoral.

    A falta de interesse das campanhas e a baixa representatividade na política refletem preconceito, analisam especialistas e religiosos de matriz afro, como a advogada e umbandista Lívia dos Santos. Ela atribui o problema à intolerância religiosa.

    “É muito difícil a gente, que é de religião de matriz africana, se ver representado pelos políticos.”

    “A gente tá falando, em uma última análise, de uma sociedade que não se permite conhecer essas religiões, justamente por todo o histórico de marginalização, criminalização dos povos que sempre cultuaram o orixá”, analisa ela.

    Para o segmento, o combate à intolerância é uma das agendas mais importantes para a democracia. O Artigo 208 do Código Penal protege o sentimento e a liberdade religiosa e atribui pena de um a três anos para o crime de discriminação religiosa.

    Os praticantes de religiões de matriz africana representam uma parcela menor da população quando comparados aos católicos e evangélicos, cerca de 80% dos brasileiros. 

    No entanto, não é por ser em número inferior que o eleitorado deva ser negligenciado, reforça o pai de santo e pesquisador do Grupo de Pesquisas sobre Povos de Terreiro da Universidade Federal Fluminense (UFF), Leonardo Vieira.

    “Há nichos da política que ainda concebem os povos de terreiro como inferiores.”

    Organização política

    Segundo Vieira, prevalece a concepção errônea de que os povos de terreiro não são capazes de se organizar politicamente, quando, na verdade, a política é parte da sua existência. 

    “Essa organização política começa dentro dos terreiros nas suas relações comunitárias e coletivas de organização, economia, de saúde, de educação, de tecnologia, e que é uma forma de fazer política diferente.”

    De acordo com ele, os postulantes a cargos públicos que são de matriz afro ou que se aproximam do segmento, no entanto, são aqueles capazes de obter o apoio e votos desses eleitores.


    Brasília (DF), 07/09/2025 - Manifestação Exu, celebra resistência dos povos de terreiros e pede o fim da intolerância religiosa. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
    Brasília (DF), 07/09/2025 - Manifestação Exu, celebra resistência dos povos de terreiros e pede o fim da intolerância religiosa. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
    Manifestação Exu celebra resistência dos povos de terreiros e pede o fim da intolerância religiosa. Bruno Peres/Agência Brasil

    Em tempos de campanha eleitoral, grandes eventos religiosos são frequentemente explorados por candidatos e transformados em agenda. No caso dos povos de terreiro, arquitetar mobilizações desse tipo não é tão simples, afirmam os pesquisadores. 

    Eles explicam que, no Brasil, a intolerância religiosa ainda faz com que seja um risco sofrer violências por se assumir praticante de religiões afro.

    Disque 100

    Números do Disque Direitos Humanos (Disque 100) evidenciam a necessidade de enfrentamento ao problema. Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o serviço registrou 2.774 denúncias de casos do tipo.

    O serviço do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania funciona por 24 horas, incluindo sábados, domingos e feriados. O atendimento é gratuito e imediato.

    As denúncias de violações de direitos humanos, incluindo as de intolerância religiosa, são registradas e analisadas pela equipe do Disque 100 e, posteriormente, encaminhadas aos órgãos competentes. Em situações de emergência, a Polícia Militar local deve ser acionada pelo telefone 190.

    *Colaborou Isabela Vieira, da Agência Brasil

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Exposição em SP homenageia padre Júlio e pessoas em situação de rua

    Exposição em SP homenageia padre Júlio e pessoas em situação de rua

    Muitas vezes, a relação que a sociedade estabelece com a população em situação de rua é de distanciamento. As pessoas fingem que a população de rua não existe, desviam o olhar, correm ou atravessam a rua.

    Foi a partir dessa perspectiva que o artista plástico Geraldo Lacerdine montou a exposição “A alfabetização do Olhar – um ato de amor e responsabilidade”. Além de homenagear o padre Júlio Lancellotti e a atuação da Pastoral do Povo da Rua, a mostra busca aproximar as pessoas em situação de rua do restante da sociedade. 

    São mais de 100 fotografias reunidas na Lacerdine Galeria de Arte, localizada no bairro Higienópolis, em São Paulo. Também estão dispostos textos, instalações e vídeos, além de diversos prêmios e reconhecimentos que Padre Júlio recebeu ao longo da trajetória.


    Exposição em São Paulo homenageia Padre Júlio e pessoas em situação de rua. Foto: Tr3ze/Divulgação.
    Exposição em São Paulo homenageia Padre Júlio e pessoas em situação de rua. Foto: Tr3ze/Divulgação.
    Mais de 100 fotografias compõem exposição que homenageia o padre Júlio Lancelotti – Foto Tr3ze/Divulgação.

    Os quadros apresentam registros dos fotógrafos Daniel Camargo Kfouri, Fernando Jenzen, Tr3ze e Victor Angelo Caldini, que mostram o trabalho de Lancellotti desde o período da pandemia de covid-19, em 2020. 

    O padre Lancellotti disse à Agência Brasil que a alfabetização do olhar busca ensinar o espectador a ver essas pessoas não como “anjos ou demônios”, mas como seres humanos reais e complexos.   

    O curador da exposição, Geraldo Lacerdine, conta que o padre Júlio apenas permitiria a realização da mostra se as pessoas em situação de rua tivessem protagonismo.

    “Quando a gente propôs a exposição para o padre Júlio, a primeira coisa que ele falou foi o seguinte: se vocês querem fazer uma homenagem a mim e ao meu trabalho, façam uma exposição em que as pessoas na situação de rua sejam o centro, e não eu”, contou Lacerdine. 

    Algumas fotografias focam a atenção nas ações humanitárias, representando o padre Júlio quase como um santo. Outras preferem mostrar as pessoas em situação de rua, evidenciando suas dores, mas também momentos de alegria e dignidade.

    Além de uma fotografia documental, que coloca o objeto em cena distante do observador, a exposição também explora formatos que aproximam os visitantes da imagem. 

    Um exemplo disso são três imagens de mulheres em situação de rua sorrindo para a câmera. A disposição das fotografias cria uma aproximação entre as mulheres e os observadores, o que dialoga diretamente com a ideia de “alfabetização do olhar”.


    Exposição em São Paulo homenageia Padre Júlio e pessoas em situação de rua. Foto: Tr3ze/Divulgação.
    Exposição em São Paulo homenageia Padre Júlio e pessoas em situação de rua. Foto: Tr3ze/Divulgação.
    Exposição em São Paulo homenageia Padre Júlio e pessoas em situação de rua – Foto Tr3ze/Divulgação.

    As imagens criam esse senso de conexão porque foram tiradas com respeito e confiança mútua entre os fotógrafos da Pastoral e as pessoas representadas.

    “As fotos não são posadas ou artificiais. Elas capturam momentos espontâneos resultantes de um longo período de convivência e conhecimento mútuo entre os fotógrafos e as pessoas retratadas”, disse padre Júlio.

    Segundo o fotógrafo Tr3ze, [Para registrar essas pessoas], você tem que realmente andar entre elas, conviver entre elas e ganhar confiança. “Meus registros começaram fotografando as filas de distribuição de pães e, aos poucos, as pessoas vinham conversar comigo”, afirmou.

    Ele conta que o processo demanda certa atenção, porque muitos acham que vão ser denunciados ou que a foto será enviada à polícia. Mas Tr3ze também diz que muitos gostam do contato. “Por serem totalmente ignoradas socialmente, elas querem conversar, querem ser escutadas”, disse.

    *Estagiário sob supervisão de Odair Braz

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Preso há 30 anos, Marcinho VP permanece em presídio federal fora do RJ

    Preso há 30 anos, Marcinho VP permanece em presídio federal fora do RJ

    Marcinho VP, um dos líderes do Comando Vermelho, permanece recluso em presídio federal fora do Rio. A confirmação unânime da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça ocorreu após serem extintas, em abril, penas que ele cumpria.

    No entanto, dois mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça estadual permanecem em vigor. Diante desse cenário, o Ministério Público do Rio de Janeiro requereu a manutenção cautelar no sistema federal até a conclusão do procedimento que decidirá definitivamente sobre a medida.

    O traficante completou, em 2026, 30 anos detido. Atualmente, está no presídio federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

    Memória

    Processado e condenado por tráfico de drogas e homicídios, Marcinho VP foi preso no fim de agosto de 1996 em Porto Alegre (RS) pela Polícia Civil do Rio.

    Em depoimento, Marcinho VP contou que começou a praticar assaltos aos 13 anos, para conseguir dinheiro para comprar roupas de marca. 

    Dos roubos passou para o comércio de drogas, ascendeu na hierarquia e logo se tornou um dos líderes do tráfico no Complexo do Alemão, conjunto de favelas da zona norte do Rio de Janeiro e um dos principais redutos do Comando Vermelho.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original