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  • Canetas emagrecedoras: pediatras alertam para risco de uso em crianças

    Canetas emagrecedoras: pediatras alertam para risco de uso em crianças

    A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, por crianças e adolescentes.

    Segundo o comunicado, o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos. Entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desenvolvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na vesícula.

    “O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal”, alertou a entidade.

    A SBP também contraindica a utilização de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    “As chamadas canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas por adolescentes com peso adequado simplesmente para modificar a aparência corporal ou atingir padrões estéticos”, destacou a nota, ao citar que tais medicamentos têm indicações específicas como obesidade e diabetes tipo 2.

    “Mesmo diante do diagnóstico dessas doenças, a prescrição não é automática”, completou o comunicado.

    Na avaliação da entidade, antes de decidir pela prescrição, o médico precisa avaliar a resposta da criança ou do adolescente a intervenções farmacológicas e não farmacológicas prévias, além da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de riscos potenciais, da capacidade de acompanhamento e das expectativas do paciente e da família.

    “A SBP recomenda, inclusive, substituir a expressão popular canetas emagrecedoras por medicamentos para tratar a obesidade”, destacou o comunicado, citando que a terminologia é mais precisa por reconhecer a obesidade como doença crônica, além de deixar claro que o objetivo do tratamento envolve melhorar a saúde e a qualidade de vida, não apenas a perda de peso.

    “Expressões associadas exclusivamente ao emagrecimento podem contribuir para a banalização do tratamento e reforçar o estigma das pessoas com obesidade que necessitam de farmacoterapia”, completou a SBP.

    Eventos adversos

    A entidade reforça que os eventos adversos mais comuns desse tipo de medicamento são gastrointestinais e tendem a ocorrer principalmente durante o escalonamento da dose. São eles:

    – náuseas;

    – vômitos;

    – refluxo;

    – azia;

    – diarreia;

    – constipação.

    A perda de massa magra também é apontada pelos pediatras como risco – a nota recomenda acompanhamento médico para ajuste da conduta diante de intolerância. Entre os eventos classificados como potencialmente graves estão pancreatite, hipoglicemia e colelitíase.

    “A evidência científica disponível demonstra eficácia e segurança desses medicamentos em adolescentes quando utilizados dentro dos critérios estudados e associados às intervenções sobre estilo de vida. O problema que temos observado atualmente, principalmente nas redes sociais, não está no medicamento em si, mas na banalização”, destacou o documento.

    Contraindicações

    A SBP alerta que as canetas emagrecedoras são contraindicadas para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a componentes da formulação; para gestantes e lactantes; e para pacientes com história pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2.

    “O relato de pancreatite prévia é considerado uma contraindicação relativa e requer avaliação médica individualizada”, concluiu a entidade.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rafael Matos e Orlando Luz vencem mais um Masters 1000 em Cincinatti

    Rafael Matos e Orlando Luz vencem mais um Masters 1000 em Cincinatti

    Pelo segundo Masters 1000 seguido, deu Brasil nas duplas masculinas. Neste domingo (23), a parceria formada por Rafael Matos e Orlando Luz derrotou o o alemão Constantin Frantzen e o holandês Robin Haase por 2 sets a 1 (6-4, 3-6, 10-7) e conquistou o torneio de Cincinatti, nos Estados Unidos. O título vem na sequência da conquista do Masters de Montreal, no Canadá, há exatos dez dias, que tinha sido o primeiro de uma dupla brasileira na história dos torneios deste tipo. 

    O triunfo nesse domingo veio em um duelo duro, que teve 1h21 de duração. Foi a décima vitória consecutiva da dupla, que nesta temporada já conquistou, além dos dois Masters, os títulos do ATP 250 de Buenos Aires e do ATP 250 de Santiago.

    Neste momento, os dois formam a parceria número 6 do mundo, o que garantiria a eles a participação no ATP Finals entre duplas. 

    No ranking que considera os duplistas individualmente (eles podem jogar torneios com outros parceiros), Orlando começará a semana como o 13º do mundo e Rafael, o 16º.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Receita libera consulta ao último lote de restituição do IR 2026

    Receita libera consulta ao último lote de restituição do IR 2026

    A Receita Federal libera, nesta segunda-feira (24), a consulta ao quarto e último lote de restituição do imposto de Renda 2026. Um total de R$ 1,24 bilhão será pago a 521.935 contribuintes. O pagamento também contempla restituições residuais de anos anteriores.

    A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

    Do total de R$ 1,24 bilhão desse lote, R$ 704,12 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

    As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

    •    338.912 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);

    •    86.873 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);

    •    43.502 contribuintes não prioritários

    •    26.769 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);

    •    16.850 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);

    •    9.029 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).

    Menos lotes

    Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.

    Os dois primeiros lotes de 2026, de maio e de junho, representaram 80% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes. Segundo o Fisco,  a agilidade no processamento das declarações e no avanço das ferramentas de modernização e automação permitiram a concentração dos pagamentos nos dois primeiros lotes.

    Pagamento

    O pagamento será feito em 31 de agosto, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.

    Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

    Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Palmeiras goleia Vasco e volta a abrir frente no Brasileirão: 4 a 1

    Depois de ver o Flamengo encurtar a distância e aumentar a pressão no Brasileirão, o Palmeiras via a 24ª rodada como uma chance de recuperar terreno. E foi exatamente o que aconteceu. Após a derrota do principal rival na briga pelo título na véspera, o Verdão goleou o Vasco neste domingo (23) por 4 a 1, no Nubank Parque e voltou a abrir seis pontos de vantagem para o Rubro-Negro (que tem um jogo a menos).

    Os gols de Flaco López (2), Vitor Roque e Maurício (Colídio descontou para o Vasco), todos no segundo tempo, levaram o time de Abel Ferreira aos 51 pontos na tabela. Já o Vasco, que tem conseguido avançar nas copas, amargou o oitavo jogo consecutivo sem vitórias no Brasileirão e segue na zona de rebaixamento, com 22 pontos, na vice-lanterna.

    Depois de um primeiro tempo disputado, em que os visitantes até criaram boas chances de abrir o placar, o jogo foi praticamente liquidado nos dez primeiros minutos da segunda etapa. Flaco López marcou logo no primeiro minuto, Vitor Roque ampliou aos seis e Maurício fez o terceiro aos dez. 

    Nocauteado, o Vasco ainda viu Flaco marcar seu segundo na partida aos 44. O recém-contratado argentino Facundo Colidio marcou o primeiro dele pelo Cruzmaltino nos acréscimos, aos 49, diminuindo a desvantagem.

    Bahia vence Ba-Vi, Braga triunfa nos acréscimos

    Foram mais duas partidas na tarde desse domingo. Uma delas de alta tensão. O clássico baiano terminou com o triunfo do Bahia sobre o Vitória por 2 a 0, em pleno Barradão. 

    A equipe de Rogério Ceni se impôs sobre o rival com gols no segundo tempo. Aos 22, o argentino Alejo Véliz abriu o placar, enquanto Jean Lucas, já nos minutos finais, aos 52, ampliou. 

    O Tricolor baiano se mantém na sexta posição, agora com 37 pontos, enquanto o Vitória estaciona nos 29, momentaneamente ocupando a 12ª colocação.

    Em Bragança Paulista, o Bragantino aumentou o drama do Grêmio ao marcar o gol da vitória nos acréscimos. Aos 49, após cobrança de escanteio, Gustavo Marques balançou as redes com uma finalização de cabeça. 

    O Massa Bruta segue confortável na primeira metade da tabela de classificação, em sétimo, com 35 pontos. Já o Tricolor gaúcho continua flertando com a zona de rebaixamento. São 25 pontos somados, em 15º lugar.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Planalto volta a vencer Realidade Jovem e vai à final da A3

    Planalto volta a vencer Realidade Jovem e vai à final da A3

    Em confronto que teve transmissão ao vivo da TV Brasil neste domingo (23), o Planalto, de Aparecida de Goiânia, derrotou o Realidade Jovem por 2 a 1, em São José do Rio Preto e confirmou classificação à final do Brasileirão Feminino A3.

    A equipe já havia vencido o primeiro jogo por 2 a 0. O adversário na final será o Juventude, da cidade sergipana de Estância, que eliminou a Portuguesa no sábado. As quatro equipes alcançaram o acesso à Série A2 do ano que vem.

    Jogando com a vantagem, o Planalto adotou uma postura reativa e, no contra ataque, abriu o placar com Mayara, aos 36 minutos da primeira etapa.

    Precisando de três gols para ter chances de avançar, o Realidade Jovem se lançou ao ataque e conseguiu o empate aos cinco minutos do segundo tempo, com Rayssa.

    Depois de batalhar pela virada durante o segundo tempo, o time da casa acabou sofrendo o segundo gol no fim, acabando com qualquer chance de vitória. Aos 40 minutos, Vanuza driblou a goleira Isa e definiu o placar do jogo.

    As datas e horários da final entre Planalto e Juventude ainda não foram definidos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Degradação da terra e clima extremo ameaçam nômades na Mongólia

    Degradação da terra e clima extremo ameaçam nômades na Mongólia

    O nômade Batchuluun Maamun, de 57 anos, cresceu nas estepes da Mongólia sempre atento aos sinais da natureza e do céu. Quando o vento chega com intensidade do sul, é questão de tempo para a chuva chegar. Se o sol nasce com um anel de arco-íris ao redor, a previsão é de frio e neve intensos.

    Nas últimas décadas, esses sinais têm trazido cada vez mais preocupação e ansiedade. Episódios recentes de seca prejudicaram a vegetação e fizeram ovelhas, cabras, cavalos e bois sofrerem com o calor. Em 2010, um inverno extremo, conhecido como dzud, provocou a morte de 700 dos 1,3 mil animais que eles tinham. No dzud de 2020, a perda foi de 20% desse rebanho.


    Rio de Janeiro (RJ), 23/08/2026 – Nas estepes da Mongólia, futuro da terra depende de nômades e cientistas. Nômade Batchuluun Maamun, de 57 anos
Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 23/08/2026 – Nas estepes da Mongólia, futuro da terra depende de nômades e cientistas. Nômade Batchuluun Maamun, de 57 anos
Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil
    Nômade Batchuluun Maamun, de 57 anos, vê sinais mais fortes da crise climática Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil

    Batchuluun Maamun vive com a família em uma comunidade de pastores na zona de amortecimento do Parque Nacional de Hustai, que fica a cerca de 100 km a sudoeste da capital. A área permite moradia e uso do solo, mas possui um conjunto de regulamentações para não prejudicar o meio ambiente.

    Há 27 anos eles migraram para a região em busca de condições melhores, percorrendo mil quilômetros de distância desde o ponto anterior. Movimentos são parte essencial da vida nômade e são ditados pelas estações. Durante o verão, eles ficam no acampamento atual. No inverno, se mudam para uma cabana a cerca de 10 km de distância, para se abrigar melhor do frio.

    A degradação das pastagens, o sobrepastoreio, a mineração, a redução das fontes de água e eventos climáticos extremos ameaçam uma forma de vida que depende diretamente da saúde dos ecossistemas.

    Cerca de 70% a 76% do território da Mongólia sofre com a desertificação e a degradação do solo, segundo a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD). Isso equivale a aproximadamente 36 milhões de hectares.

    Batchuluun espera que as autoridades reunidas na capital Ulaanbaatar para a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17)  tragam soluções e esperança para os nômades e para a terra.

    “Achamos positivo que temas como seca e sobrepastoreio estejam sendo debatidos, pois são nossos maiores problemas. Queremos que cada um dos participantes compartilhe da ideia de respeitar a natureza e que isso seja ensinado para as futuras gerações desde os primeiros anos de vida”, diz. 


    Rio de Janeiro (RJ), 23/08/2026 – Nas estepes da Mongólia, futuro da terra depende de nômades e cientistas.
Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 23/08/2026 – Nas estepes da Mongólia, futuro da terra depende de nômades e cientistas.
Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil
    Episódios recentes de seca prejudicaram a vegetação e fizeram ovelhas, cabras, cavalos e bois sofrerem com o calor. Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil

    A terra precisa descansar

    Durante muito tempo, as grandes extensões de pastagens foram utilizadas por nômades e outros criadores de gado sem limites formais bem definidos. Com o aumento dos rebanhos e outras pressões sobre o território, porém, a capacidade de suporte de algumas áreas começou a ser ultrapassada.

    Segundo o balanço oficial do governo, a Mongólia possuía cerca de 58 milhões de animais de rebanho em 2025, crescimento de 0,8% em relação a 2024. Esse número já chegou a ser de 71 milhões antes do dzud de 2023, quando milhões morreram pelo frio.

    O número é bem superior ao total da população humana. A Mongólia tem um total de 3 milhões e 400 mil pessoas, sendo que 700 mil, ou 30%, são nômades ou seminômades. É o 18º maior país do mundo em termos territoriais, mas é o menos povoado de todos.

    A resposta encontrada pela família de Batchuluun e os vizinhos para lidar com a degradação do solo foi deixar determinadas áreas sem uso. Para permitir que a natureza se recuperasse, decidiram não voltar durante dois anos em um dos locais onde costumavam manter os animais.

    Quando retornaram, viram que a vegetação havia voltado a crescer.

    Para reduzir a pressão sobre o território, muitos criadores passaram a buscar animais mais produtivos e a diversificar a renda, aproveitando melhor o leite, a carne, a lã e outros produtos.

    “Antes, era como se as pessoas quisessem aumentar cada vez mais o número de animais. Agora há uma preocupação maior em aproveitar melhor cada um deles”, relata Maamun. 

    Continuidade dos jovens


    Rio de Janeiro (RJ), 23/08/2026 – Nas estepes da Mongólia, futuro da terra depende de nômades e cientistas. -  Oyunchimeg Shuurai, 53 anos
Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 23/08/2026 – Nas estepes da Mongólia, futuro da terra depende de nômades e cientistas. -  Oyunchimeg Shuurai, 53 anos
Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil

    Nômade Oyunchimeg Shuurai, 53 anos, defende uso equilibrado da terra Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil

    Para a mulher de Batchuluun, Oyunchimeg Shuurai, de 53 anos, esse aprendizado é uma forma de deixar condições melhores para novas gerações.

    “Se continuássemos apenas fazendo o que sempre fizemos, sem aprender outras formas de viver e produzir, isso não seria bom para o futuro”, diz Oyunchimeg.

    O nomadismo também depende de jovens interessados em seguir esse modo de vida. Oyunchimeg e Batchuluun têm quatro filhos. Eles não pretendem obrigá-los a se tornarem pastores, mas gostariam que pelo menos um deles escolhesse continuar a tradição.

    “Não pode ser uma obrigação”, diz Maamun. “Mas eu ficaria feliz se algum deles quisesse”.

    O futuro do nomadismo, para o casal, depende justamente de encontrar equilíbrio entre conhecimentos tradicionais e novos.

    A família usa painéis solares para produzir eletricidade e conservar alimentos. No inverno, utiliza esterco seco de animais como combustível para aquecimento, em vez de depender exclusivamente de fontes fósseis.

    A tecnologia, porém, não mudou o princípio central que orienta sua relação com a estepe: proteger a natureza não significa manter a terra intocada, mas saber quando e como utilizá-la, sem retirar dela mais do que ela pode oferecer.

    “Quando a única preocupação passa a ser o lucro, a terra acaba sendo destruída”, afirma Oyunchimeg.

     

    *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Filme de Grace Passô ganha Kikito no Festival de Cinema de Gramado

    Filme de Grace Passô ganha Kikito no Festival de Cinema de Gramado

    O filme Nosso Segredo, com direção de Grace Passô foi o vencedor do prêmio Kikito de Melhor Longa-Metragem Brasileiro. O longa, o primeiro da diretora, narra a história de uma família que tenta reconstruir a rotina após uma perda recente. 

    Na história, cada membro da família foge do luto de sua maneira. O enfrentamento vem de um segredo guardado pelo filho mais novo. 

    O filme está sendo exibido na Mostra Competitiva de Longas-Metragens Brasileiros do 54º Festival de Cinema de Gramado. A estreia nos cinemas brasileiros será no dia 27 de agosto. 

    Grace Passô esteve presente na cerimônia de premiação, acompanhada da diretora de fotografia Wilssa Esser; do produtor Ricardo Alves Jr.; e dos integrantes do elenco Ju Colombo, Tássia Reis, Jéssica Gaspar, Glaucia Vandervel, Marisa Revert, Flip, Ana Paula Santos Gomes, Efraim Santos, Robert Frank e Juan Queiroz. 

    “Eu tenho a dimensão do que significa fazer um festival, então obrigada por terem nos recebido tão bem. Esse filme conta a história de uma família. Então, sejam bem-vindas, bem-vindes, bem-vindos a essa casa, a essa família”, afirmou a diretora.  

    O longa é uma produção da EntreFilmes em coprodução com a Globo Filmes, Desvia Filmes, Quarta-Feira Filmes, Foi Bonita a Festa e Grãos da Imagem. “Nosso Segredo”  com distribuição da Vitrine Filmes. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Jovens eleitores quilombolas defendem voto em defesa de ideais

    Jovens eleitores quilombolas defendem voto em defesa de ideais

    No próximo dia 4 de outubro, o agricultor Joaquim Moreira, de 87 anos, pessoa mais velha da comunidade quilombola de Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto (GO), fará o caminho até a escola em que vai votar em uma companhia especial. 

    Ele estará com a neta, a estudante Thauany Silva, de 16 anos, que terá a primeira experiência na urna. Ambos estão muito ansiosos pela data e com os títulos bem guardados em suas carteiras. “Sempre votei e vou votar de novo”, diz o agricultor.
     


    Thauany tem 16 anos e votará pela primeira vez. Foto: acervo da família
    Thauany tem 16 anos e votará pela primeira vez. Foto: acervo da família
    Thauany tem 16 anos e votará pela primeira vez. Foto: acervo da família

    Thauany ficou tão empolgada com o primeiro voto que, assim que completou 16 anos em abril, foi com a mãe, Mayara, até o centro da cidade para fazer valer os direitos de cidadã. 

    Dobro de eleitores

    Nas eleições de 2026, o número de eleitores que se identificaram como quilombolas praticamente dobrou em relação ao pleito de 2024, segundo os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Eram 95.409 pessoas nas eleições municipais e subiu para para 188.371 em 2026. Em Goiás, onde a família deles vota, o número de quilombolas eleitores subiu de 3.625 para 5.394

    Mayara Silva, de 36, mãe de Thauany, afirma que ensina aos filhos que é necessário acompanhar as decisões políticas porque interferem diariamente no dia a dia da sua comunidade. “Não tem como fechar os olhos para o fato que tudo é política”, diz. 

    A adolescente ficou muito feliz quando recebeu o título provisório de eleitora em mãos.  “Quando a gente vota, estamos cuidando do futuro de todos nós, né?”, argumenta. 

    “Até o ar que a gente respira”

    O sentimento de querer participar do dia importante da democracia também encanta a universitária de direito Franciele Silva, de 27 anos. Ela, que é nascida e criada na comunidade de Rio dos Macacos, em Simões Filho (BA), explica que tem o título de eleitor desde os 18 anos.

    “Eu tinha muita curiosidade sobre como era votar. Até o ar que a gente respira tem a ver com política. Minha mãe sempre me ensinou a lutar pelos meus direitos e da minha comunidade”, enfatiza. Franciele, desde que começou a estudar direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA), passou a trazer ainda mais informações para a comunidade sobre caminhos para a defesa do seu território. “Votar é fundamental”. 
     


    Franciele Silva vive na comunidade de Rio dos Macacos. Foto: acervo de família
    Franciele Silva vive na comunidade de Rio dos Macacos. Foto: acervo de família
    Franciele Silva vive na comunidade de Rio dos Macacos. Foto: Acervo de família

    Inclusive, no Nordeste, há maior quantidade de quilombolas eleitores do país. Em 2024, eram 51.633 pessoas e, em 2026, serão 95.901. Segundo o TSE, a região tem mais da metade do eleitorado quilombola do país.

    Mais visibilidade

    O crescimento do eleitorado nas comunidades tradicionais tem relação com a ampliação da visibilidade e da conscientização política nos territórios, segundo avalia a professora Bia Nunes. Ela é pesquisadora da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).

    “Nós temos levado as nossas pautas a diferentes espaços e encontramos parcerias.” Ela diz que, o engajamento de eleitores quilombolas ocorre a partir de conscientização e letramento sobre o papel que os quilombolas realizam pela natureza como guardiões da floresta. “Entender, por exemplo, a importância que os territórios têm para a biodiversidade. É o trabalho que os quilombolas sempre fizeram e fazem”, acrescenta. 
     


    Bia Nunes, da Conaq, diz que é fundamental engajar os jovens. Foto: Arquivo pessoal
    Bia Nunes, da Conaq, diz que é fundamental engajar os jovens. Foto: Arquivo pessoal
    Bia Nunes, da Conaq, diz que é fundamental engajar os jovens. Foto: arquivo pessoal

    Bia Nunes diz que a reivindicação de políticas públicas leva em conta o papel que as comunidades têm para a coletividade. “As pessoas começam a dimensionar esse trabalho e a entender a importância do voto e de escolher os representantes”.  

    A representante da entidade ressalta ainda que a população quilombola tem entendido que deve exigir dos governantes comprometimento com a proteção das pessoas e avanço das titulações de territórios quilombolas pelo país. Para isso, o engajamento dos mais jovens torna-se um caminho essencial.  

    Bia Nunes defende mais campanhas por parte do Estado brasileiro para o estímulo de eleitores e candidatos quilombolas. Inclusive, ainda há um contexto de vulnerabilidade, formado por pressões e ameaças de violências. “Eu mesmo sou uma pessoa que estou no programa de proteção porque, no ano de 2020, eu sofri uma ameaça contra a minha vida (quando era candidata)”.

    Consciência política

    A conscientização política da comunidade quilombola tem diferentes caminhos, como explica o educador de alfabetização financeira Rafael Costa, de 32 anos, da comunidade Mesquita, da Cidade Ocidental (GO). Ele avalia que há um crescimento de interesse por temas temas relacionados à participação e à representatividade política. 

    “Quanto mais as pessoas se informam, mais pesquisam, estudam e passam a ter mais noção da necessidade de políticas públicas, por exemplo”, contextualiza. 
     


     Rafael é educador financeiro. Foto: Acervo pessoal
     Rafael é educador financeiro. Foto: Acervo pessoal
    Rafael é educador financeiro. Foto: Acervo pessoal

    Rafael Costa avalia que as comunidades, que cresceram com espírito de cooperação e altruísmo, precisam estar atentas para evitar golpes financeiros e desinformação. “A partir do momento que se conscientizam sobre seu modo de vida e de produção, começam também a desenvolver maior consciência política”, argumenta.

     Há, segundo o educador financeiro, engajamento e politização dos jovens adultos sobre participação política para se defender da desinformação que ameaça territórios.  “A comunidade está cada vez mais se fortalecendo politicamente”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • ONS suspende geração excedente de energia pela segunda vez no ano

    ONS suspende geração excedente de energia pela segunda vez no ano

    Pela segunda vez no ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou o plano emergencial para reduzir a geração de energia diante do excesso de oferta no Sistema Interligado Nacional (SIN).

    A medida ocorre das 11h às 13h30 deste domingo (23), sem impacto para o consumidor, afetando apenas as distribuidoras. O objetivo é preservar a segurança do sistema diante da expectativa de menor consumo no fim de semana.

    O plano prevê a restrição da geração de usinas Tipo 3, conectadas às redes de distribuição. O grupo inclui pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa e empreendimentos eólicos e solares de menor porte.

    O ONS também adotou medidas complementares para reduzir a geração de usinas sob seu controle direto.

    Medida ocorreu em junho

    O primeiro acionamento de 2026 ocorreu em 7 de junho, no feriado prolongado de Corpus Christi. Na ocasião, o ONS solicitou o gerenciamento de 1 mil megawatts (MW) das 10h às 14h.

    O plano emergencial foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2025, diante do avanço da geração distribuída, principalmente da energia solar.

    Em agosto de 2025, no dia dos pais, o excesso de energia quase provocou uma sobrecarga no sistema. Naquela data, a geração distribuída chegou a representar 37,6% da demanda nacional.

    Para equilibrar o sistema e evitar um blecaute que poderia atingir vários estados, o ONS reduziu a produção de hidrelétricas e termelétricas. O operador cortou 98,5% da geração eólica e solar centralizada.

    ONS prepara corte automático

    Diante do crescimento da geração solar, o ONS anunciou, na última quinta-feira (20) que está preparando um sistema para desligar automaticamente parte da geração distribuída em situações críticas.

    Chamado de Esquema Regional de Alívio de Geração (Erag), o sistema automático prevê até 3 gigawatts (GW) de corte, divididos em três estágios de 1 GW. O mecanismo seria acionado somente depois de esgotadas as demais alternativas de controle.

    Segundo a ONS, um projeto-piloto deverá ser realizado até o fim de 2026 em uma distribuidora. Se os testes forem bem-sucedidos, a implementação poderá avançar em 2027.

    A geração distribuída, que reúne micro e minigeração, soma cerca de 50 GW de capacidade instalada no país. Para o ONS, o crescimento dessas fontes aumenta a complexidade da operação porque parte da energia produzida não pode ser observada ou controlada diretamente pelo operador.

    Distribuidoras executam cortes

    A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) informou que as distribuidoras seguirão as orientações do ONS para executar o plano anunciado para este domingo.

    Em nota, a entidade pediu procedimentos mais detalhados para definir os cortes. Segundo a Abradee, critérios claros são necessários para dar segurança operacional e jurídica aos geradores.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cruzeiro vence Flamengo e Palmeiras agradece no Brasileirão

    Cruzeiro vence Flamengo e Palmeiras agradece no Brasileirão

    Na Libertadores deu Flamengo, mas neste sábado (22) o Cruzeiro deu o troco e derrotou a equipe carioca por 2 a 1 pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Mineirão. O resultado, conquistado de virada, impediu que o Rubro-Negro assumisse a ponta da tabela, mesmo que de forma provisória, já que um triunfo do Flamengo o colocaria com a mesma pontuação e saldo de gols melhor que o do Palmeiras, que ainda joga na rodada.

    No entanto, o time de Leonardo Jardim segue em segundo, com 45 pontos. A Raposa, em recuperação, já aparece em quinto, com 39.

    Diante de mais de 34 mil pessoas no Mineirão, o Cruzeiro tentava dar uma resposta à torcida depois da eliminação nas oitavas de final da Libertadores para o mesmo adversário, no entanto, sofreu um baque ainda no primeiro tempo.

    Aos 22, Pedro recebeu na entrada da área e chutou rasteiro para vencer o goleiro Otávio, abrindo o placar para o Flamengo.

    A virada começou a ser construída no início do segundo tempo. Aos 10, Arroyo fez bela jogada pela direita e chutou colocado com a perna esquerda, marcando um belo gol.

    O lance decisivo foi também o derradeiro. Já aos 50 minutos, após bola levantada pela direita, Matheus Pereira chutou com a perna esquerda já praticamente na pequena área, a bola desviou na zaga e entrou lentamente na meta defendida por Rossi.

    O próximo compromisso do Cruzeiro é no próximo sábado, diante do Vasco, em São Januário, enquanto o Flamengo faz o clássico com o Botafogo no dia seguinte, no Maracanã.

    No outro duelo da noite de sábado, Internacional e Atlético-MG ficaram no 0 a 0, no Beira-Rio. O Galo ocupa momentaneamente a sétima colocação, com 33 pontos, enquanto o Colorado está à beira da zona de rebaixamento, com 25 pontos, em 16º.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original