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  • União Europeia sinaliza retomada de compras de frango e mel do Brasil

    União Europeia sinaliza retomada de compras de frango e mel do Brasil

    Suspensas desde 3 de setembro, as exportações de frango e de mel para a União Europeia (UE) podem ser retomadas no curto prazo. A indicação foi dada nesta quarta-feira (30) pelo comissário europeu de Comércio e Segurança Econômica, Maroš Šefčovič, durante reunião com os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em Milwaukee, nos Estados Unidos.

    O encontro ocorreu à margem da reunião de ministros de Comércio do G20. O grupo é formado pelas 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana.

    Segundo nota conjunta do Itamaraty e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o representante europeu mencionou o resultado positivo de uma auditoria realizada recentemente no Brasil e afirmou que, após a conclusão dos procedimentos burocráticos, os embarques de carne de aves e mel para os países do bloco poderão ser retomados no curto prazo.

    Decisão técnica

    A decisão final sobre a retomada das exportações será analisada pelo Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da Comissão Europeia. A reunião técnica está prevista para os dias 20 e 21 de outubro.

    O Ministério da Agricultura pediu que o relatório da auditoria seja incluído na pauta do comitê. Na avaliação divulgada nesta semana, a Comissão Europeia considerou satisfatório o sistema brasileiro de produção nas cadeias de aves e mel e concluiu que o país apresenta condições para cumprir as exigências europeias relacionadas ao uso de antimicrobianos.

    Durante a fiscalização, os auditores verificaram, entre outros pontos, os controles brasileiros que impedem o uso de antimicrobianos para estimular o crescimento dos animais ou aumentar o rendimento da produção.

    Carne bovina

    O governo brasileiro também tenta obter um procedimento acelerado para a retomada das exportações de carne bovina. Segundo a nota divulgada após a reunião, os representantes brasileiros manifestaram a expectativa de que o mesmo tratamento dado às cadeias de aves e mel possa ser aplicado à proteína bovina.

    A situação, porém, envolve exigências adicionais. No caso da carne bovina, a comprovação do controle sanitário depende do acompanhamento de todo o ciclo de vida do animal, do nascimento ao abate. Esse processo de rastreabilidade pode levar até dois anos, o que torna a reversão da restrição mais complexa.

    A carne bovina também representa uma parcela relevante das exportações brasileiras de proteína animal destinadas ao mercado europeu.

    Suspensão das vendas

    A União Europeia retirou o Brasil da lista de países considerados em conformidade com as regras do bloco para o uso de determinados antimicrobianos na produção pecuária. As substâncias podem ser utilizadas no tratamento de infecções em animais, mas a legislação europeia proíbe seu uso para estimular o crescimento.

    A suspensão das importações entrou em vigor em 3 de setembro e atingiu produtos como carne bovina, suína e de frango, além de mel, pescados, ovos e outros itens de origem animal.

    Desde então, o governo brasileiro mantém negociações com autoridades europeias para reverter as restrições. A auditoria realizada neste mês nas cadeias de aves e mel foi considerada um passo positivo, mas não determina, por si só, a retomada das compras.

    Outros produtos

    Na reunião em Milwaukee, os ministros brasileiros e o comissário europeu também discutiram as restrições da União Europeia às importações de aço.

    De acordo com o governo brasileiro, o bloco está revisando a distribuição das cotas para produtos siderúrgicos. A mudança poderá abrir espaço para o Brasil, embora o processo ainda tenha etapas adicionais previstas para 2027.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Candidato do PRTB, Leonardo Avalanche desiste de disputar Presidência

    Candidato do PRTB, Leonardo Avalanche desiste de disputar Presidência

    O candidato do PRTB à Presidência da República, Leonardo Avalanche, anunciou nesta quarta-feira (30) que desistiu de disputar o pleito deste ano. Em uma rede social, ele escreveu que tomou a decisão por motivos “técnicos, jurídicos e pessoais”.

    Avalanche, que se colocava como candidato da direita, disse ainda que não vai apoiar nenhum dos nomes que estão na disputa. “Não manifestarei apoio a nenhum dos candidatos, por entender que nenhum deles nos representa”, escreveu.

    Leonardo Avalanche entrou na corrida presidencial substituindo Pablo Marçal como candidato do PRTB. Marçal teve a candidatura cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decidiu, por unanimidade, indeferir o seu registro.

    A corte aceitou o argumento do Ministério Público Eleitoral (MPE) de que Marçal não estava filiado ao PRTB em abril deste ano, quando terminou o prazo da janela partidária para troca de legenda. Até então, ele estava filiado ao União Brasil.

    Além disso, Pablo Marçal está inelegível até 2032 por abuso de poder político e econômico durante a campanha para a prefeitura de São Paulo, em 2024.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fotógrafo Tomaz Silva, da Agência Brasil, vence Prêmio Vladimir Herzog

    Fotógrafo Tomaz Silva, da Agência Brasil, vence Prêmio Vladimir Herzog

    O fotógrafo Tomaz Silva, da Agência Brasil, venceu o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos deste ano pelo trabalho Viúva se despede do marido morto na operação policial mais letal do Rio de Janeiro. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (30).

    A fotografia retrata a dor de Fernanda da Silva Martins, ao abraçar o corpo do companheiro, e foi feita no Complexo da Penha, em outubro de 2025. A imagem foi republicada em jornais e sites do país e do exterior.

    Segundo a comissão julgadora do prêmio, o trabalho expõe como nenhum outro o impacto emocional que as mortes deixaram sobre a comunidade.

    “É na imagem de Tomaz Silva, da EBC, que essa tragédia mostra sua dimensão mais dolorosa, revelando a dor de quem perdeu os seus”, diz nota do relatório da comissão julgadora do prêmio.

    O fotógrafo Tomaz Silva conta que, no dia em que fez a fotografia, chegou cedo ao Complexo da Penha, por volta das 7h da manhã, e se deparou com os corpos estendidos no chão e o “cheiro forte da chacina”.

    Durante o dia, outras dezenas de corpos foram levados por moradores em caminhonetes e estendidos no asfalto. O profissional conta que foi impossível ficar indiferente ao sofrimento coletivo.

    “Quando eu fiz a foto, eu decidi me abaixar por entender que seria mais importante dar visibilidade às pessoas que estavam sofrendo, e não à massa de corpos. E quando eu me abaixei, eu acabei encostando em um dos corpos das vítimas. Nesse momento, eu também chorei, vendo tudo aquilo”, conta Tomaz.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil
    Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    O fotógrafo entende que o prêmio ajuda a valorizar e fortalecer a comunicação pública no país.

    “Fico muito emocionado pela escolha, por ter sido um trabalho feito por uma mídia pública e ter sido amplamente divulgado. A foto foi capa de muitos jornais. Isso me dá ânimo e esperança de conseguir fazer um trabalho cada vez melhor para a comunicação pública e para o país”, diz Tomaz.

    Reencontro

    No dia 28 de outubro de 2025, foi realizada a maior e mais letal operação policial do Rio de Janeiro. O balanço oficial aponta que a Operação Contenção deixou 122 pessoas mortas, incluindo três policiais civis e dois militares.

    Foi um dia de medo para os mais de 150 mil habitantes dos complexos da Penha e do Alemão, que passaram horas debaixo de tiros e explosões em uma operação policial que afetou também todos aqueles que precisaram transitar pelas principais vias da cidade, em diversos bairros da capital fluminense.

    Fernanda da Silva Martins, mesmo viva, é uma das vítimas da operação. Em janeiro de 2026, a reportagem da Agência Brasil localizou e conversou com ela.

    Na ocasião, Tomaz Silva pôde fotografá-la outra vez, além de saber o que ela mesma pensava sobre a foto que percorreu o Brasil e outros países:

    “Ali, sentiram a minha dor. Muita gente [me] crucificou, mas outras me ligaram, se comoveram. A foto foi de um sentimento muito real”, disse Fernanda.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 15/01/2026 – Fernanda da Silva Martins posa para fotografia durante entrevista à Agência Brasil, no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 15/01/2026 – Fernanda da Silva Martins posa para fotografia durante entrevista à Agência Brasil, no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Fernanda da Silva Martins posa para fotografia durante entrevista à Agência Brasil, no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    Prêmio 

    Desde a sua primeira edição, concedida em 1979, o prêmio celebra a vida e obra do jornalista Vladimir Herzog, torturado e assassinado pela ditadura civil-militar no dia 25 de outubro de 1975, nas dependências do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), em São Paulo.

    Em 2026, na 48ª edição, a premiação homenageia e reconhece o trabalho de jornalistas, repórteres fotográficos e artistas do traço que, por meio do trabalho cotidiano, defendem a democracia, a justiça e os direitos humanos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Evangélicos são alvo de disputa, mas rejeitam uso eleitoral de igrejas

    Evangélicos são alvo de disputa, mas rejeitam uso eleitoral de igrejas

    “O voto deveria ser do cidadão e não da religião”, afirma o pastor Lucas Oliveira, 30 anos, que atua em uma igreja batista de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A frase do pregador evangélico, em conversa com a Agência Brasil, sintetiza uma das principais contradições reveladas pela pesquisa nacional Religião e Vida Pública no Brasil, realizada pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser), em parceria com a Quaest Pesquisa e Consultoria, divulgada na semana passada.

    Embora evangélicos e cristãos em geral, incluindo católicos, estejam no centro da disputa política nas eleições de 2026, como também estiveram em pleitos anteriores, a maioria rejeita que igrejas sejam transformadas em espaços de campanha ou que lideranças religiosas indiquem em quem os fiéis devem votar. Segundo a pesquisa, 83% dos entrevistados são contrários à indicação de voto por pastores e padres, enquanto 82% rejeitam a discussão política durante cultos e missas e 90% são contra campanhas eleitorais dentro dos espaços religiosos.

    Isso, porém, não significa que a religião esteja afastada da política. Para a pesquisadora Lívia Reis, do Iser, a influência, atualmente, ocorre menos pela transferência direta de votos e mais pela formação de valores, identidades e pertencimentos. “É mais correto falar em mediação religiosa do voto do que em transferência de votos”, aponta.

    Segundo a pesquisadora, a politização dos templos, que se tornou comum nas eleições legislativas desde os anos 1990 e se intensificou nas eleições presidenciais a partir de 2018, gerou fortes divisões nas comunidades. Os fiéis passaram a entender que podem formar sua opinião política sem uma influência direta por parte das lideranças.

    “A presença forte de lideranças no debate eleitoral não contradiz esse dado. Ela mostra que essas lideranças atuam para além do templo: na mídia, nas redes, no Parlamento. Além disso, a indicação de voto não é uniforme. Ela se concentra em algumas denominações, como a Universal, a Quadrangular e as assembleias de Deus. O que a pesquisa mostra é a distância entre o protagonismo público de certas lideranças e o que a base dos fiéis considera legítimo dentro do espaço religioso”, analisa.


    Pastor Lucas Oliveira. Foto: Lucas Oliveira/Arquivo Pessoal
    Pastor Lucas Oliveira. Foto: Lucas Oliveira/Arquivo Pessoal
    Pastor Lucas Oliveira – Foto: Lucas Oliveira/Arquivo Pessoal

    O pastor Lucas vem observando esse fenômeno nos últimos anos, e fala do trauma sofrido nas comunidades religiosas por causa do impacto do discurso eleitoral e da divisão interna que isso causou.

    “Conheço pastor que lá em 2018 estava fervorosamente apoiando candidaturas, mas que hoje não quer nem tocar nesse assunto, quer esquecer que um dia fez campanha política. Porque com isso ele perdeu um número expressivo [de fiéis] da igreja. E o número não volta. Eu recebi muita gente. Nesse período, eu dialoguei com muita gente que estava machucada. Então, a igreja hoje, quando o assunto é política, se tornou um lugar de pessoas machucadas”, relata.

    O pastor Moisés Blanco, 46 anos, da Igreja Batista Peregrina, em Natal, identifica uma reação dentro do campo evangélico à politização dos espaços religiosos. Ele participa da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, que reúne religiosos de todo o país contrários e preocupados com uso político dos templos.


    Pastor Moisés Blanco. Foto: Pastor Moisés Blanco/Arquivo Pessoal
    Pastor Moisés Blanco. Foto: Pastor Moisés Blanco/Arquivo Pessoal
    Pastor Moisés Blanco – Foto: Pastor Moisés Blanco/Arquivo Pessoal

    “Essa consciência faz parte da gênese da maioria dos protestantes, da maioria dos evangélicos”, afirma. Blanco relaciona essa preocupação à tradição protestante de defesa da liberdade de consciência, posteriormente desenvolvida por correntes que passaram a defender de forma explícita a separação entre Igreja e Estado.

    “Era a luta contra o absolutismo, contra justamente essa unificação de Estado e rei e uma religião que era reflexo do próprio Estado”, afirma Blanco ao se referir ao legado histórico do protestantismo, e que agora é negado por segmentos evangélicos que tentam, segundo ele, impor uma agenda religiosa sobre o ambiente público.

    Radiografia cristã

    A pesquisa Iser/Quaest foi realizada por meio de 15 mil entrevistas presenciais em 412 municípios brasileiros, em janeiro e fevereiro deste ano, incluindo todas as 27 capitais. Com margem de erro de 1%, constitui a mais abrangente e detalhada radiografia sobre como a fé e as mudanças no pertencimento religioso se entrelaçam com valores morais e a política na sociedade brasileira contemporânea.

    Entre os principais dados, o levantamento mostra que o segmento evangélico é heterogêneo e corresponde hoje a 29% da população brasileira. No interior desse grande grupo social, sete em cada dez são pentecostais (70%), mas há parcelas relevantes de protestantes (17%) e os chamados evangélicos sem igreja (10%).

    A denominação Assembleia de Deus segue sendo a maior do país, concentrando 32% dos fiéis evangélicos, seguida por 28% dos fiéis que declaram pertencer a milhares de outras denominações pequenas e médias. Já evangélicos sem igreja e batistas aparecem com 10% cada. Congregação Cristã, Igreja Universal e Igreja do Evangelho Quadrangular representam respectivamente 7%, 5% e 4% dos evangélicos, de acordo com a pesquisa Iser/Quaest.

    Já o catolicismo representa 50% da população, mas a pesquisa distingue praticantes (31%) de não praticantes (19%). Os católicos praticantes apresentam níveis de engajamento semanal e hábitos de oração comparáveis aos dos evangélicos. Além disso, a pesquisa também mostra a adaptação das práticas católicas ao consumo de entretenimento religioso e às novas tecnologias.

    Ambiente digital da fé

    Se por um lado a pesquisa apontou que o fiel rejeita a politização do templo, a religião e os valores a ela associados continuam presentes nas redes, nos grupos e nas relações de confiança fora da igreja, mas influenciando o comportamento político dos cristãos no ambiente digital.

    Entre os dados coletados, por exemplo, 66% dos entrevistados afirmaram utilizar o WhatsApp como espaço de articulação de comunidades e grupos religiosos online.

    “As redes sociais e o WhatsApp permitem que a religião esteja na política sem passar pelo púlpito. A mensagem política chega pelo grupo da igreja, pelo influenciador religioso ou pelo vídeo compartilhado pela família, sem a formalidade de uma indicação no culto. Assim, a mediação religiosa se desloca do templo para um ambiente digital mais difuso, mas igualmente ancorado em relações de confiança”, afirma a pesquisadora Lívia Reis.

    No segmento católico, de acordo com o levantamento, há forte concentração em lideranças clericais de grande alcance, como Frei Gilson e outros padres que atuam nas mídias. No campo evangélico, a liderança digital aparece pulverizada em uma ampla lista de nomes, com Bispo Deive Leonardo à frente, junto com influenciadores e figuras do campo político que também são vistos como religiosos. No campo político, os evangélicos declaram se informar sobre política mais pelo WhatsApp, enquanto os católicos recorrem mais à televisão.

    A religião também transborda para o consumo cultural: 73% dizem ter a Bíblia ou seus versículos como fonte de ensinamentos para a vida e 67% consomem música gospel. Um percentual de 59% diz consumir filmes e séries religiosas. Esse tipo de conteúdo alcança inclusive pessoas de outras religiões não cristãs e sem religião.

    Como a religião determina o voto

    Se a religião não determina automaticamente o voto, ela participa de sua construção por meio de valores, identidades e redes de pertencimento, mostra a pesquisa Iser/Quaest. Apesar de evitar ou até rejeitar uma orientação eleitoral pronta de sua liderança, o fiel elabora sua posição a partir de repertórios religiosos que se combinam a experiências de classe, raça, gênero, território, escolaridade e outros fatores.

    Entre católicos brancos, por exemplo, há equilíbrio de preferências, enquanto entre católicos negros (pretos e pardos) a vantagem de candidatos de esquerda é mais expressiva, indica o levantamento. Entre evangélicos com ensino fundamental incompleto, o apoio às candidaturas de esquerda se aproxima das candidaturas de direita.


    Pesquisadora Lívia Reis, do Instituto de Estudos da Religião (Iser). Foto: Cristian Maciel/Divulgação
    Pesquisadora Lívia Reis, do Instituto de Estudos da Religião (Iser). Foto: Cristian Maciel/Divulgação
    Pesquisadora Lívia Reis, do Instituto de Estudos da Religião (Iser) –  Foto: Cristian Maciel/Divulgação

    “A pesquisa mostra onde a religião faz diferença nas opiniões. Ela pesa em temas morais, como a aceitação da diversidade sexual, a ideia de que o Estado deveria defender valores cristãos e o ensino religioso cristão nas escolas públicas. Mas pesa pouco em políticas públicas. Vacinação, educação sexual como prevenção ao abuso, rejeição ao homeschooling e apoio a políticas sociais têm alta concordância em todos os grupos religiosos”, explica Lívia Reis.

    Dos 54% que se declaram conservadores, 75% apoiam o Bolsa Família e 66% são a favor da taxação dos mais ricos. Como a pesquisa não mede diretamente o que define o voto de cada pessoa, não dá para cravar que as pautas morais são prioritárias.

    Outros números revelados na pesquisa também desafiam a associação automática entre identidade evangélica e posições conservadoras em determinados temas morais. Entre os evangélicos, 79% apoiam a educação sexual nas escolas, 80% são favoráveis ao uso de métodos contraceptivos e cerca de 90% rejeitam o homeschooling. Na questão do aborto, a divisão é ainda mais evidente: 47% são favoráveis à punição e 45%, contrários, com diferenças que variam não apenas segundo a religião, mas também de acordo com renda e escolaridade.

    “Dizem que eu sou muito progressista para o espaço que entendem como conservador e muito conservador para um espaço progressista. Mas eu me identifico hoje como um cristão”, aponta o pastor Lucas, de Nova Iguaçu. “Essa diferença entre conservador e progressista se trata de duas faces da mesma moeda”, acrescenta.

    Para Lívia Reis, os dados sugerem que as pautas morais funcionam como marcadores de identidade e de pertencimento, mobilizando mais o debate público, mas que elas convivem com posições bem menos polarizadas sobre temas concretos da vida social.

    Um episódio recente envolvendo Nossa Senhora Aparecida mostrou como esse debate pode ganhar força fora dos espaços religiosos. O caso veio à tona após surgirem, na semana passada, informações segundo as quais grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro defendiam a destituição de Nossa Senhora Aparecida do título de Padroeira do Brasil. O candidato do PL nega.

    Flávio Bolsonaro então acionou a Justiça Eleitoral com a alegação de que o fato era “inverídico” e trazia “discurso de ódio e imputação de crime”. Ele obteve uma liminar favorável do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou centenas de remoções de conteúdos na internet.

    No entanto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a decisão de Mendonça para liberar a postagem do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida. Mas, nessa terça-feira (29), uma terceira decisão, desta vez do ministro Luiz Fux, restabeleceu a suspensão das postagens sobre o caso.

    Nesta quarta-feira (30), o TSE começou a julgar se mantém a decisão do ministro André Mendonça que ordenou a retirada de postagens sobre Nossa Senhora Aparecida. Até o momento, somente o próprio Mendonça votou no julgamento, no sentido de manter a decisão pela derrubada das publicações. A sessão virtual está marcada para durar até as 23h59 desta quarta.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rodrigo Pacheco toma posse como ministro do TCU

    Rodrigo Pacheco toma posse como ministro do TCU

    O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco tomou posse nesta quarta-feira (30) no cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União de segunda-feira (28).

    O ex-senador ocupa a vaga aberta com a saída de Bruno Dantas, que deixou a corte de Contas para atuar na iniciativa privada. A indicação foi aprovada recentemente pelo Congresso Nacional.

    Nascido em Porto Velho, Rondônia, e criado em Minas Gerais, Rodrigo Pacheco tem 49 anos de idade, é advogado, foi deputado federal antes de ser eleito senador, em 2018. No Senado, presidiu a Casa em dois mandatos consecutivos.

    Nos últimos meses, o nome de Pacheco chegou a ser mencionado entre os possíveis indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF). O senador também foi sondado para disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de outubro, mas optou por não concorrer.

    O Tribunal de Contas da União é composto por nove ministros. Três são indicados pelo presidente da República e seis são escolhidos pelo Congresso Nacional. Os cargos são vitalícios, com aposentadoria compulsória aos 75 anos de idade.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • EUA tiram visto de procurador que investiga ex-assessor de Milei

    EUA tiram visto de procurador que investiga ex-assessor de Milei

    Os Estados Unidos (EUA) retiraram o visto de 26 autoridades latino-americanas do Peru, da Colômbia, Equador e Bolívia. Entre eles, o do procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, responsável pela investigação contra o argentino Fernando Cerimedo, operador digital de presidentes aliados de Donald Trump na América Latina.

    Cerimedo foi preso por suposta tentativa de feminicídio contra a ex-companheira Nadia Beller e investigado por suposto tráfico de drogas e enriquecimento ilícito. Ele também foi responsável por assessorar, no ambiente digital, os presidentes da Argentina, Javier Milei, e da Bolívia, Rodrigo Paz. 

    No Brasil, o argentino se tornou conhecido em 2022, logo após o segundo turno das eleições presidenciais, por ter participado de transmissão ao vivo na internet, na qual sustentava, sem provas, que o resultado das urnas tinha sido fraudado.

    Ele é apontado pela revista inglesa The Economist como “o homem do Maga na América Latina”, em alusão ao slogan político do presidente Donald Trump, Make America Great Again (Faça a América Grande de Novo). 

    Em resposta à Casa Branca, o procurador-geral boliviano Roger Mariaca classificou a restrição a seu visto como uma violação à soberania do país e citou o caso Cerimedo.

    “Sabemos também que algumas investigações têm implicações que transcendem as fronteiras nacionais. O caso denominado Cerimedo, por exemplo, gerou preocupações e repercussões em diferentes âmbitos políticos”, afirmou Mariaca.

    Eleito pelo parlamento boliviano, em 2024, para um mandato de seis anos, o procurador-geral acrescentou que “nenhuma pressão política, nacional ou internacional pode se transformar em um impedimento para esclarecer questões que devem ser investigadas”.

    Cerimedo é investigado por operar uma rede digital para políticos de direita na América Latina. A polícia boliviana encontrou uma “fazenda de cliques” em um endereço ligado ao investigado usada para mobilizar robôs nas redes sociais. 

    Casa Branca

    O Departamento de Estado dos EUA, liderado pelo secretário Marco Rubio, justificou o cancelamento dos vistos como uma medida tomada para apoiar os demais participantes do Escudo das Américas, iniciativa liderada por Trump em parceria com aliados da América Latina para, supostamente, combater os cartéis de drogas na região.  Entre os atingidos estão empresários, juízes, ex-ministros de Estado, advogados, policiais – e familiares – sob acusação, sem provas, de corrupção ou atividades de narcotráfico.

    “Essa política restringe vistos para estrangeiros – e seus familiares imediatos – que prejudicam um governo democraticamente eleito por meio de corrupção ou atividades de narcotráfico em nossa região”, diz comunicado do Departamento de Estado dos EUA liderado por Marco Rúbio. 

    Ainda segundo o governo Trump, o procurador-geral da República da Bolívia, Roger Mariaca, teve o visto de entrada nos EUA cancelado por “seu envolvimento em corrupção significativa”.

    “[Mariaca] abusou de seus cargos públicos ao solicitar e aceitar subornos para facilitar o narcotráfico e ajudar criminosos violentos a escapar da Justiça”, acusou o Departamento estadunidense sem apresentar provas.

    O procurador-geral boliviano Roger Mariaca respondeu que não aceitará que decisões externas, “sejam políticas ou de qualquer outra natureza”, condicionem as investigações das instituições bolivianas.

    “O povo boliviano tem direito a conhecer a veracidade das denúncias que foram apresentadas, incluindo aquelas relacionadas com ameaças de corrupção relacionadas aos combustíveis”, rebateu o procurador-geral boliviano.

    Governo Paz

    O governo de Rodrigo Paz afirmou que pedirá mais informações ao governo Donald Trump sobre as acusações dos EUA antes de iniciar uma investigação interna.

    “As declarações e acusações dos Estados Unidos são bastante sérias, e o governo as encara com a máxima seriedade”, afirmou o ministro da Defesa, Ernesto Justiniano.

    O porta-voz da Presidência da Bolívia, Fernando Aramayo Carrasco, disse que o governo local responderá a decisões soberanas dos EUA sobre cancelamento de vistos.

    “Vamos prestar toda a colaboração, para que se adiantem as investigações e as ações que correspondem à institucionalidade boliviana“, disse. 

    Maga na América Latina

    Em fevereiro de 2026, o marketeiro digital Fernando Cerimedo ganhou o prêmio de “consultor político hispânico do ano”, da organização Latino Wall Street, em cerimônia realizada na residência do presidente dos EUA, Donald Trump, em Mar-a-Lago, na Flórida.

    Cerimedo recebeu o prêmio das mãos do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, condenado por coação no curso de processo judicial por ter articulado, junto à Casa Branca, o tarifaço contra o Brasil para evitar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Jair Bolsonaro, pai de Eduardo, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 27 anos de cadeia por tentativa de golpe de Estado.

    O empresário e consultor político da direita latino-americana foi preso na Bolívia por tentativa de feminicídio a tiros contra a ativista e advogada boliviana Nadia Beller, que o acusa de ser o mandante do atentado.

    A defesa de Cerimedo nega que ele esteja envolvido no caso, alegando que o cliente é vítima de uma armação política.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil e EUA criam grupo específico para negociar tarifaço

    Brasil e EUA criam grupo específico para negociar tarifaço

    Os governos do Brasil e dos Estados Unidos decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as tarifas aplicadas por Washington sobre produtos brasileiros e outros temas da relação comercial entre os dois países.

    O acordo foi anunciado nesta quarta-feira (30), após reunião dos ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, na cidade estadunidense de Milwaukee, Wisconsin.

    O encontro ocorreu à margem da reunião de ministros do Comércio do G20, grupo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana. Segundo o Mdic, o governo norte-americano deverá encaminhar nas próximas semanas um documento com uma proposta para definir o escopo das negociações, incluindo questões tarifárias e não tarifárias.

    Novo grupo

    A criação do grupo de trabalho estabelece um canal específico para a discussão dos obstáculos comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O objetivo é avaliar possíveis soluções e avançar nas negociações sobre um eventual acordo.

    Em nota, o Mdic explicou que os ministros brasileiros reafirmaram a disposição do governo de buscar soluções por meio do diálogo e da negociação, com foco na defesa dos interesses brasileiros e na ampliação das oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois países.

    A reunião foi descrita pelo governo brasileiro como construtiva. Os dois países reconheceram a necessidade de avançar na superação dos obstáculos existentes e manifestaram disposição para trabalhar na busca de um entendimento.

    Tarifas em vigor

    As negociações ocorrem em meio à aplicação de sobretaxas adicionais dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. Em julho, o governo norte-americano anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros com base na Seção 301 da legislação comercial dos EUA.

    Outra medida estabeleceu uma sobretaxa adicional de 10% ou 12,5% para importações de países enquadrados pelos Estados Unidos em sua política relacionada ao trabalho forçado. Segundo o Mdic, as duas medidas anunciadas em julho alcançam parcelas das exportações brasileiras.

    As tarifas são um dos principais pontos da negociação entre os dois governos, que também discutem questões não tarifárias relacionadas ao comércio bilateral.

    Diálogo retomado

    A atual rodada de negociações dá continuidade ao processo de aproximação entre os dois governos. Em 21 de agosto, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump conversaram por telefone, após o que representantes dos dois países retomaram contatos para tratar da relação comercial.

    Dez dias depois, ministros e representantes técnicos dos dois governos participaram de uma reunião virtual para avançar nas negociações. O encontro desta quarta-feira, em Milwaukee, representa a etapa presencial desse processo.

    Próximos passos

    O próximo passo será o envio, pelos Estados Unidos, do documento que deverá estabelecer o escopo dos trabalhos. A partir dessa proposta, o grupo de trabalho deverá discutir os temas tarifários e não tarifários e avaliar possibilidades de entendimento entre os dois países.

    A reunião ocorre durante o encontro ministerial do G20 sobre comércio, sediado em Milwaukee em 30 de setembro e 1º de outubro. O representante comercial americano, Jamieson Greer, é o anfitrião do encontro.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Gilmar Mendes critica vazamento seletivo de investigações no STF

    Gilmar Mendes critica vazamento seletivo de investigações no STF

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a criticar nesta quarta-feira (30) os “vazamentos seletivos” de investigações que estão em andamento na Corte.

    Durante a abertura da sessão desta tarde, Gilmar Mendes proferiu um discurso em homenagem ao primeiro ano do mandato do atual presidente da Corte, Edson Fachin. Ele aproveitou para citar que os vazamentos, como os que ocorreram no caso Master, têm objetivo eleitoreiro.

    O decano lembrou que Fachin foi relator dos processos da Operação Lava Jato e destacou que o presidente conduziu as investigações “com equilíbrio e sem concessões ao espetáculo”. 

    “Naquela quadra, ministro Fachin, não houve notícias de vazamentos seletivos em nossos gabinetes, apesar da sensibilidade dos documentos que estavam sob nossa responsabilidade, tampouco qualquer ato que pudesse indicar uso político-eleitoral das investigações”, afirmou.

    Gilmar Mendes também disse crer que Fachin vai fortalecer o Supremo “com rigor”.

    “Nossos votos apontaram muitas vezes em sentidos opostos, a partir de compreensões distintas sobre o processo penal. Essa divergência, porém, jamais alcançou aquilo que nos unia: a convicção de que o juiz não é parte, nem instrumento de causa alguma”. completou. 

    Na sessão realizada no dia 15 deste mês, Mendes acusou o ministro André Mendonça, então relator do caso Master, de divulgar seletivamente trechos da investigação que citam o ministro Alexandre de Moraes. Ele afirmou que “há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como o tema foi conduzido” por Mendonça. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mudanças na emissão e no controle de receitas médicas entram em vigor

    Mudanças na emissão e no controle de receitas médicas entram em vigor

    A partir desta quarta-feira (30), o Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passa a disponibilizar funcionalidades específicas para a emissão e o controle eletrônico de receitas médicas.

    Em nota, a Anvisa destacou que a mudança não significa o fim das receitas em papel nem a obrigatoriedade de emissão eletrônica. A nova etapa, segundo a agência, apenas amplia as possibilidades disponíveis para prescritores, sistemas de prescrição, farmácias e drogarias.

    Ainda de acordo com a Anvisa, a adoção das funcionalidades eletrônicas será gradual, conforme a preparação de cada setor e os prazos previstos para cada tipo de receita.

    Novidades

    Entre as principais novidades está a possibilidade de emissão eletrônica das notificações de receita, como as de cor azul e amarela, que, até então, eram emitidas somente em papel.

    A nova etapa também amplia o controle eletrônico de outros tipos de receitas, como as receitas de controle especial e as receitas sujeitas à retenção, incluindo as de antimicrobianos e agonistas de GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

    “As receitas em papel continuam válidas e seguem sendo utilizadas, de acordo com as regras aplicáveis a cada tipo de receita”, reforçou a Anvisa.

    Entenda

    O Sistema Nacional de Controle de Receituários foi criado pela Anvisa com o objetivo de centralizar a gestão e ampliar a fiscalização de receitas utilizadas na prescrição de medicamentos sujeitos a controle especial.

    O sistema entrou em funcionamento em julho de 2024, inicialmente para apoiar as vigilâncias sanitárias na concessão e no controle das numerações.

    Com o SNCR, a numeração das notificações de receita passou a ser gerenciada em uma base nacional. As vigilâncias sanitárias, entretanto, permanecem responsáveis pela concessão e pelo controle das numerações – agora, com o apoio do sistema nacional.

    O que muda

    A partir de 30 de setembro, uma nova via de emissão passa a estar disponível: a emissão eletrônica integrada ao SNCR.

    As notificações de receita podem ser emitidas eletronicamente, de acordo com os modelos e as regras definidos pela Anvisa. Estão contempladas notificações de receita A, B e B2, além das destinadas a retinoides de uso sistêmico e à talidomida.

    “Os modelos eletrônicos são específicos para uso em sistemas de prescrição integrados ao SNCR e são diferentes dos modelos destinados à impressão”, destacou a agência.

    Transição de receitas brancas

    A implantação das funcionalidades eletrônicas será gradual. No caso das receitas de controle especial e das receitas sujeitas à retenção, chamadas de receitas brancas, haverá um período de transição para integração ao SNCR.

    Até 29 de outubro, poderão coexistir:

    • receitas em papel;
    • receitas brancas eletrônicas sem integração ao SNCR;
    • receitas brancas eletrônicas integradas ao SNCR.

    “A emissão eletrônica continua sendo uma possibilidade. Os serviços poderão adotar a nova via à medida que estiverem preparados”, detalhou a Anvisa.

    Já a partir de 30 de outubro, quando uma receita branca for emitida eletronicamente, ela deverá estar integrada ao SNCR. “Isso não significa que a emissão eletrônica se torna obrigatória. As receitas em papel continuam sendo uma opção, conforme as regras aplicáveis”.

    De acordo com a agência, a lógica é permitir uma adaptação gradual dos diferentes setores, sem substituir de imediato uma via pela outra.

    Para quem prescreve

    Ainda de acordo com a Anvisa, os profissionais continuarão utilizando seus sistemas de prescrição eletrônica, que deverão se integrar ao SNCR para utilizar os serviços necessários à emissão dos receituários eletrônicos.

    No caso das notificações de receita, a solicitação da numeração à vigilância sanitária local continua sendo necessária, lembrando que as numerações destinadas às receitas eletrônicas são diferentes das destinadas às receitas físicas.

    “Depois de disponibilizada a numeração pela vigilância sanitária, o sistema de prescrição se comunica com o SNCR para emitir a receita eletrônica, de acordo com o modelo e as regras aplicáveis”, informou a agência.

    O profissional não precisa acessar diretamente o SNCR para emitir a receita. “A comunicação com o sistema será feita pelo serviço de prescrição eletrônica. A Anvisa já disponibilizou a documentação técnica da API e ambiente de treinamento para que desenvolvedores e empresas possam adaptar e testar seus sistemas.”

    Como ficam farmácias e drogarias

    Ao receber uma receita eletrônica, o estabelecimento poderá consultar as informações no SNCR e utilizar as funcionalidades disponíveis para:

    • verificar a autenticidade da numeração;
    • confirmar os dados do prescritor;
    • registrar a utilização da receita.

    O registro da utilização permite acompanhar o uso da receita e contribui para evitar a reutilização da mesma numeração.

    Nos modelos eletrônicos de notificação de receita, o QR Code também permitirá consultar as informações no SNCR e facilitar a verificação da numeração e o registro de utilização.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Termina nesta quarta prazo para pedir dinheiro do fundo PIS/Pasep

    Termina nesta quarta prazo para pedir dinheiro do fundo PIS/Pasep

    Empregados com carteira assinada e servidores públicos que trabalharam de 1971 a 1988 que querem sacar as cotas do antigo fundo Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) precisam estar atentos. Acaba nesta quarta-feira (30) o prazo para pedir os recursos a serem pagos em outubro.

    O dinheiro será depositado em 26 de outubro. O valor médio pago varia de R$ 2,8 mil a R$ 2,9 mil, dependendo do tempo de trabalho e do salário da época.

    Quem tem direito

    •     Trabalhadores com carteira assinada entre 1971 e 1988
    •     Servidores públicos do mesmo período
    •     Herdeiros ou dependentes legais, em caso de falecimento
    •     Quem pediu o dinheiro até 31 de março

    O benefício não tem relação com o abono salarial atual do PIS/Pasep, pago anualmente. Trata-se de cotas de um fundo antigo, extinto em 2020.

    Como consultar se há dinheiro disponível

    A consulta é feita pelo portal Repis Cidadão, com login via conta Gov.br nos níveis prata e ouro.

    Passo a passo:

    •     Acesse o site e faça login com CPF e senha
    •     Informe o número do PIS/Pasep ou NIS (se solicitado)
    •     Clique em “pesquisar”
    •     O sistema indicará se há valores e como proceder

    Também é possível consultar pelo aplicativo do FGTS.

    Como pedir o pagamento

    O pedido pode ser feito de duas formas:

    Pelo aplicativo FGTS:

    •     Acesse “Mais”
    •     Clique em “Ressarcimento PIS/Pasep”
    •     Envie os documentos e acompanhe o pedido

    Em uma agência da Caixa:

    •     Leve documento oficial com foto

    O pagamento é feito por crédito em conta. Quem não tiver conta na Caixa receberá automaticamente uma poupança social digital, movimentada pelo app Caixa Tem.

    Herdeiros?

    Herdeiros também podem solicitar o valor, desde que apresentem:

    •     Documento de identificação
    •     Certidão de dependentes ou autorização judicial
    •     Documento que comprove vínculo com o titular

    Calendário de pagamentos

    O pagamento depende da data em que o pedido foi feito. Veja os próximos lotes:

    • Até 30/09/2026 → recebe em 26/10/2026 (novo lote)
    • Até 31/10/2026 → recebe em 25/11/2026
    • Até 30/11/2026 → recebe em 28/12/2026
    • Até 31/12/2026 → recebe em janeiro de 2027

    Fonte: Caixa Econômica Federal

    O que é o fundo PIS/Pasep

    Criado na década de 1970, o fundo reunia recursos para complementar a renda de trabalhadores e servidores. Em 1988, ele foi substituído pelo modelo atual de abono salarial.

    Os valores não sacados foram transferidos em 2020 para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, depois, ao Tesouro Nacional. Agora, o governo permite o resgate mediante pedido.

    Prazo para sacar

    O pedido pode ser feito até setembro de 2028. Após esse prazo, os valores serão incorporados definitivamente ao Tesouro, sem possibilidade de saque.

    Canais de dúvidas

    A Caixa oferece atendimento pelos seguintes canais:

    •     Telefone: 0800-726-0207
    •     SAC: 0800-726-0101
    •     Ouvidoria: 0800-725-7474
    •     Site: caixa.gov.br 

    A orientação é verificar o quanto antes se há valores disponíveis para evitar perder o prazo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original