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  • TSE forma maioria para manter retirada de posts sobre Nossa Senhora

    TSE forma maioria para manter retirada de posts sobre Nossa Senhora

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou nesta quarta-feira (30) maioria de votos para manter a retirada das postagens nas redes sociais sobre Nossa Senhora Aparecida no âmbito das eleições.

    Com isso, fica mantida a decisão do ministro André Mendonça, que acatou um pedido do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).

    Além de Mendonça, relator do caso, o presidente do TSE, Nunes Marques, e os ministros Dias Toffoli e Ricardo Villas Bôas Cueva também se manifestaram pela retirada das postagens. 

    O julgamento virtual do caso começou na manhã de hoje e está previsto para ser encerrado às 23h59.

    Restam votar os ministros Estela Aranha, Floriano de Azevedo Marques e Sebastião Reis Júnior. 

    No mesmo julgamento, os ministros ainda vão decidir se o entendimento deve ser aplicado a postagens “notoriamente inverídicas” envolvendo o candidato ou se devem ser retiradas críticas, opiniões e sátiras sobre o caso.

    Entenda o caso 

    O caso envolvendo as postagens sobre Nossa Senhora começou no último final de semana. 

    Na quinta-feira (24), o humorista Antonio Tabet publicou na rede social X: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”

    A pedido de Flávio Bolsonaro, André Mendonça, como membro do TSE, ordenou a retirada da postagem e de conteúdos semelhantes, sob a justificativa de que a publicação teria disseminado notícia falsa a respeito do candidato. 

    Apesar de não ter sido citado na postagem, o candidato alegou que o texto foi inserido no contexto de mensagens falsas que atribuem a ele a apresentação de um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, fato que ele nega. 

    No domingo (27), o ministro Flávio Dino, do STF, atendeu ao recurso do humorista e derrubou a decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado a retirada da postagem. Em seguida, o candidato recorreu ao ministro Luiz Fux, do STF, que derrubou a decisão de Dino. 

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu não pautar para a sessão desta quarta-feira (30) o julgamento sobre as duas decisões.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, vence Prêmio Vladimir Herzog

    Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, vence Prêmio Vladimir Herzog

    O episódio Trabalho escravo doméstico: silêncio e servidão, do programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, venceu a categoria vídeo da 48ª edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (30).

    A produção jornalística, que foi ao ar em 20 de abril de 2026, leva ao telespectador histórias de mulheres que foram submetidas a condições análogas à escravidão e discute formas de aprimorar o pós-resgate.

    “Este trabalho é fruto de um esforço coletivo da equipe do Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, da qual tenho muito orgulho de fazer parte. Receber o 48º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos é um reconhecimento que, para nós, também reafirma a importância e a responsabilidade da comunicação pública no Brasil”, destacou a repórter Marieta Cazarré. “Falar sobre trabalho escravo doméstico é especialmente desafiador porque essa violação acontece dentro das casas brasileiras, muitas vezes longe dos olhos da sociedade.”, acrescentou.

    São apresentados casos como o de Madalena Gordiano, que foi resgatada da situação de trabalho análogo à escravidão em Patos de Minas, no final de 2020.  

    A reportagem conta que ela chegou à casa da família que a explorou como uma “afilhada”, mas foi submetida a mais de 30 anos de trabalho doméstico sem salário nem acesso a documentos. 

    A repercussão desse caso na época em que veio a público levou a novas denúncias e a mais resgates de mulheres em situação de trabalho doméstico análogo à escravidão no país. 

    Para Paulo Leite, editor de texto do programa, “é um orgulho imenso vencer um prêmio tão importante contando histórias que ficaram anos ou décadas escondidas. É a comunicação pública fazendo seu papel. Agradeço a quem topou conversar conosco e a todos que participaram desse projeto.”

    Já a produtora Patrícia Araújo agradeceu aos parceiros do Rio de Janeiro, São Paulo e da Rede Minas, que registraram com extrema sensibilidade cada depoimento dessas mulheres que tiveram anulados seus direitos, sua identidade e sua dignidade.

    “Nós só colocamos luz sobre essas histórias, esperando que os horrores da escravidão doméstica não mais se repitam no País. Daí a importância de um Prêmio como Vladimir Herzog, que reconhece o jornalismo público como fonte de Direitos Humanos no Brasil. Muito honrada!”

    Participaram da equipe de produção do episódio Marieta Cazarré, Paulo Leite, Ana Graziela Aguiar, Ana Passos, Cleiton Freitas, Patrícia Araújo, Gabriel Penchel, JM Barboza, Rogério Verçoza, Sigmar Gonçalves, Alexandre Souza, Marcelo Vasconcelos, Rafael Carvalho, Rivaldo Martins, Aleixo Leite, Caroline Ramos, Wagner Maia.

    Assista ao episódio premiado do Caminhos da Reportagem

    O Caminhos da reportagem também concorria ao prêmio com outro finalista, o episódio O Eterno Abril de Carajás: 30 anos de um massacre.

    O programa repercute uma das maiores repressões policiais da história do país no campo, que resultou em 21 mortes e dezenas de feridos em Eldorado do Carajás, no Pará, em 1996.

    O programa foi exibido em 13 de abril de 2026. Participaram da produção Thiago Padovan, Acácio Barros, JM Barboza, Rafael Carvalho, Márcio Garoni, Rodrigo Botosso, Nelson Lin, Fábio de Albuquerque.

    Assista ao episódio que também foi finalista da premiação

    A Agência Brasil também foi premiada nesta edição do Vladimir Herzog. A foto Viúva se despede do marido morto na operação policial mais letal do Rio de Janeiro, do fotógrafo Tomaz Silva, foi a escolhida pelo júri da premiação. 

    A fotografia retrata a dor de Fernanda da Silva Martins, ao abraçar o corpo do companheiro, morto na operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, em outubro de 2025. A imagem foi republicada em jornais e sites do país e do exterior.

    A premiação é uma homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, torturado e assassinado pela ditadura militar em 25 de outubro de 1975, nas dependências do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo.

    O DOI-Codi foi o principal órgão de repressão política, detenção e tortura do regime militar (1964-1985) .À época, a versão oficial apresentada pelo regime militar era de que Herzog havia cometido suicídio.

    Missão pública

    A presidente da EBC, Antonia Pellegrino, destacou a relação entre os trabalhos premiados e a missão do jornalismo público.

    “Os dois trabalhos premiados levam o público a lugares onde a dor costuma ficar escondida: o chão da Penha no dia da operação policial mais letal da história do Rio e o interior das casas onde mulheres ainda são mantidas em condição de escravidão. Essa é a vocação do jornalismo público: dar visibilidade a quem o país insiste em não ver e colocar os direitos humanos no centro da cobertura. O Prêmio Vladimir Herzog carrega a memória de um jornalista assassinado pela ditadura por fazer o seu trabalho. A EBC foi premiada duas vezes nesta edição. Esse resultado mostra a consistência das equipes da Agência Brasil e da TV Brasil. Parabenizo Tomaz Silva, Marieta Cazarré e toda a equipe do Caminhos da Reportagem. Parabenizo também Thiago Padovan e os colegas de O Eterno Abril de Carajás, que chegaram à final”, disse Antonia.

    A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, também reconheceu o trabalho das equipes da empresa.

    “Esses dois prêmios são motivo de orgulho para a EBC e reconhecem a força das nossas equipes. Tanto a fotografia de Tomaz Silva quanto o Caminhos da Reportagem sobre trabalho escravo doméstico colocam no centro pessoas cujas dores e histórias precisam ser vistas e ouvidas. São trabalhos que rompem o silêncio, expõem violações e nos convocam a enfrentar essas realidades. Esse é o compromisso do jornalismo público que fazemos: informar com rigor e sensibilidade, em defesa dos direitos humanos e da democracia”, disse Myrian.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Percentual de jovens nem-nem no Brasil cai para 22,4%, mostra estudo

    Percentual de jovens nem-nem no Brasil cai para 22,4%, mostra estudo

    A taxa de jovens brasileiros que não estudam, não trabalham nem estão em treinamento ou formação teve queda de 4,4 pontos percentuais entre 2016 e 2024, aponta o relatório Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance), divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O índice de pessoas de 18 a 24 anos nessa condição caiu de 26,8%, em 2016, para 22,4%, em 2024.

    Em nota à imprensa, o Ministério da Educação (MEC) destaca que a estatística brasileira é “quase o dobro da redução média (2,3 pontos) registrada pela OCDE no mesmo período”.

    O superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, reconhece os avanços, porém, destaca que ainda são insuficientes, já que mais de um quarto dos jovens adultos ainda não têm educação básica completa.

    “A tarefa é construir uma trajetória em que o jovem consiga permanecer, aprender, concluir a formação e encontrar uma inserção profissional digna. Isso depende de educação, proteção social e políticas de trabalho atuando de forma articulada”, sugere.

    Assista na TV Brasil:

    Queda de jovens sem ensino médio

    Outro dado positivo do Brasil no estudo é que a proporção de jovens de 25 a 34 anos sem ensino médio completo diminuiu de 35%, entre 2016, para 26%, em 2024. Mas o percentual brasileiro ainda é superior aos 12% da média verificada pela OCDE nos demais países analisados.

    O Ministério da Educação (MEC) associa os avanços à implementação de programas públicos como o Pé-de-Meia (incentivo financeiro-educacional para promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes do ensino médio público) e o Bolsa Família (transferência de renda que beneficia famílias em situação de pobreza e extrema pobreza).

    Conclusão do ensino médio

    O relatório da OCDE mostra também a diferença de gênero na conclusão do ensino médio. No Brasil, as mulheres têm 7 pontos percentuais a mais de probabilidade de concluir esta etapa da educação básica do que os homens, uma diferença maior do que a observada na maioria dos outros países com dados disponíveis nesta edição.

    A organização internacional aponta que, no Brasil, entre todos os estudantes que entraram no ensino médio, 20% abandonam a escola sem se formar.

    Outro dado do estudo indica que 79% dos novos alunos que entraram no ensino médio concluíram esta etapa em até dois anos após o tempo regular de estudo previsto, contra a média de 85% de conclusão, entre os países considerados no levantamento.

    Após este período (dois anos) previsto para a conclusão, apenas 1% ainda continuava matriculado na escola tentando se formar.

    Quando considerados os adultos de diferentes gerações (25 a 64 anos) com ensino médio completo, em 2024, a proporção de 40% do Brasil é semelhante à média de 39% dos países da OCDE.

    Ensino superior

    Segundo os dados, em 2024, 22% dos adultos brasileiros em idade ativa (25 a 64 anos) tinham ensino superior completo, pouco mais da metade da média de 43% dos países da OCDE.

    Para Ricardo Henriques, a distância entre o Brasil e os países da OCDE é fruto de um passivo educacional histórico e superar suas consequências exige ações integradas em diferentes frentes para garantir a trajetória contínua. Entre elas, fortalecer o ensino médio e ampliar o ingresso no ensino superior com a oferta de cursos mais flexíveis para adultos de diferentes gerações, apoio financeiro e articulação entre formação técnica e acadêmica.

    “A expansão do acesso [ao ensino superior] precisa vir acompanhada de qualidade e de políticas de permanência, especialmente para quem enfrenta dificuldades para conciliar estudo, trabalho e responsabilidades familiares”, disse.

    À Agência Brasil, ele explicou que, quando o acesso à formação se concentra em uma parcela da população, o país desperdiça talentos e restringe as possibilidades de mobilidade social. Para a economia, esse gargalo limita a capacidade de elevar a produtividade, inovar e incorporar tecnologias. “Podemos transformar mais escolaridade em melhores oportunidades para as pessoas e maior capacidade de desenvolvimento para o Brasil”, defendeu.

    Transição escolar

    A OCDE considera as transições de um nível de ensino para o seguinte como momentos importantes na trajetória de um estudante, com grande influência nos resultados educacionais.

    No Brasil, um ano após concluir os anos finais do ensino fundamental:

    • 87% dos alunos prosseguem estudos no ensino médio;
    • 4% repetem o último ano letivo do fundamental 2; e
    • 8% saem do sistema formal de ensino, percentual superior aos 5% de estudantes que não se matricularam no ensino médio, entre os 22 países e economias com dados disponíveis sobre essa questão, nesta edição do relatório.

    Segundo Ricardo Henriques, a OCDE recomenda aos gestores o monitoramento rigoroso da frequência escolar e da queda no desempenho dos estudantes, assim como o apoio pedagógico com foco individualizado.

    O especialista em educação orienta a escola a agir preventivamente, antes de um eventual abandono dos estudos, com a recomposição da aprendizagem direcionada em leitura e matemática, diálogo com as famílias, orientação sobre o ensino médio e recepção estruturada do estudante nas primeiras semanas da nova etapa educacional. “Uma boa gestão da transição acompanha a trajetória até que o jovem esteja frequentando, aprendendo e construindo vínculos na nova escola.”

    Ele ainda destaca a criação, em março deste ano, do Identificador Nacional Único do Estudante (Inue), o mecanismo legal que unifica o registro da trajetória escolar dos alunos no Brasil, a partir do Cadastro de Pessoa Física (CPF) do estudante, acompanhada da devida capacitação dos profissionais de educação.

    “A grande questão é como apoiar os professores e gestores para que possam fazer uso desses dados de modo a fazer um melhor diagnóstico das necessidades de cada estudante, atuando para que todos consigam progredir em sua aprendizagem”, pontuou o superintendente executivo do Instituto Unibanco.

    Panorama da Educação 2026

    No Brasil, anualmente, os dados nacionais que subsidiam o cálculo de indicadores do Panorama da Educação 2026 têm como fontes estatísticas o Censo Escolar da Educação Básica, o Censo da Educação Superior e outras pesquisas, como do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os dados da pós-graduação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

    As informações completas do relatório podem ser consultadas no site da OCDE.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Veja como foi a quarta-feira (30) dos presidenciáveis

    Veja como foi a quarta-feira (30) dos presidenciáveis

    A agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (30) incluiu caminhadas, carreatas, panfletagens e encontros com apoiadores, além de entrevistas em rádio e podcast. 

    >> Veja como foi o dia dos candidatos a presidente:

    Romeu Zema (Novo)
    O candidato não teve agenda pública de campanha.

    Ronaldo Caiado (PSD)
    O candidato Ronaldo Caiado fez carreatas nas cidades de Goiás, Valparaíso de Goiás e Luziânia, todas no estado de Goiás. 

    Caiado defendeu avanço no desenvolvimento de Inteligência Artificial (IA) com base em código aberto e controle ético, para melhorar a qualidade de vida da população sem restringir novas aplicações. 

    “O Brasil não pode ser comprador de tecnologia. O Brasil tem que estar num passo avançado. É código aberto, é liberdade para que a inteligência possa produzir as melhores plataformas para que a gente desenvolva o nosso país”, disse. 

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    O candidato Rui Costa Pimenta fez campanha no Recife, onde participou do ato de encerramento da campanha no Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações (Sinttel) de Pernambuco. 

    Samara Martins (UP) 
    A candidata Samara Martins entregou panfletos no Centro de Ensino Técnico e Formação Profissional (CETEF) e participou de assembleia de moradores da ocupação Eliana Silva, ambos em Belo Horizonte.

    Wilson Grassi (Democrata)
    O candidato Wilson Grassi concedeu entrevista ao canal Sevilla Cast.

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury cumpriu agenda de campanha em São Paulo. Ele participou de sabatina no canal Inteligência LTDA.

    Cury defendeu redução de gastos públicos e da taxa de juros.

    “Se o governo for menos gastador, menos irresponsável fiscalmente, vamos ter, em um ano, uma taxa Selic em 7% a 8%. Cada 1% que temos a menos na Selic, pagamos R$ 100 bilhões a menos para rolar a dívida federal”, disse.

    Clariana Barão (DC)
    A candidata Clariana Barão concedeu entrevista para a Rádio Cultura de Cuiabá.

    Edmilson Costa (PCB) 
    O candidato Edmilson Costa fez panfletagem na Feira do Guará e no terminal do metrô da região administrativa do Distrito Federal. Ele almoçou com apoiadores na Feira da Ceilândia. 

    Hertz Dias (PSTU)
    O candidato Hertz Dias fez campanha em Belém, onde participou de ato na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil. 

    Hertz Dias defendeu o fim da escala 6×1 e melhores salários para o setor. 

    “Defendemos o fim da escala 6×1, sem redução de salários e direitos, e a redução da jornada de trabalho para que os trabalhadores tenham mais tempo para suas famílias, estudos, lazer”, afirmou.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    O candidato Flávio Bolsonaro não teve agenda pública de campanha.

    Leonardo Avalanche (PRTB)
    O candidato Leonardo Avalanche não divulgou agenda pública de campanha. No fim do dia, ele anunciou a desistência de disputar a eleição presidencial. 

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    O candidato Luiz Inácio Lula da Silva deu entrevista a um pool de podcasts. Ele defendeu a reforma política, com o fim dos fundos partidário e eleitoral, compostos de verba de várias fontes, inclusive do Orçamento da União, e usados para financiar os partidos e custear despesas de campanha.

    “Hoje, sou taxativamente contra [os dois fundos]. Acho que levou os partidos políticos a uma coisa chamada promiscuidade. Se depender da minha vontade pessoal, vou acabar com isso”, disse Lula.

    O candidato cancelou participação em um comício em Juiz de Fora (MG), por causa de uma forte chuva que atingiu a cidade. 

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos encontrou apoiadores em Duque de Caxias (RJ) e Juiz de Fora (MG), e fez um ato público de campanha no centro histórico de Petrópolis (RJ).

     

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    * Colaboraram Luciano Nascimento (São Luís), Marcelo Brandão (Brasília), Rafael Cardoso (Rio de Janeiro) e redação de São Paulo

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • WhatsApp lança regras para controle parental no Brasil; saiba como

    WhatsApp lança regras para controle parental no Brasil; saiba como

    A empresa Meta, dona do WhatsApp, anunciou nesta quarta-feira (30) uma série de recursos para que pais, mães e responsáveis possam ter mais controle sobre como os adolescentes usam o aplicativo.

    Os responsáveis vão definir quem poderá ver a foto de perfil do adolescente e quem pode adicioná-lo a um grupo. Também receberá uma mensagem para avisar com quem o jovem está conversando, quando ele for adicionado ou sair de um grupo e quando um grupo do qual ele faz parte adicionar vários novos integrantes.

    Os pais também poderão escolher qual o tipo de experiência de Inteligência Artificial da Meta os adolescentes terão acesso: a configuração padrão, para maiores de 13 anos, ou uma opção mais rigorosa, com conteúdo limitado.

    Todas essas configurações só podem ser modificadas por meio de PIN, definido pelo responsável.

    Apesar do controle, o conteúdo das conversas e ligações continuará privado e protegido por criptografia ponta a ponta. Ao anunciar a mudança, a Meta informou ainda que trabalha em novos controles parentais baseados em pedidos feitos pelas famílias.

    Criado há um ano, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente estabeleceu uma série de normas para proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais como redes sociais, jogos e aplicativos.

    Entre as regras, está o controle parental obrigatório como monitoramento das atividades pelos pais através de vinculação de contas.

    As empresas ficam obrigadas a criar mecanismos de controle para averiguar a idade do usuário e bloquear conteúdos impróprios. A lei também proíbe as empresas de tecnologia de coletar dados excessivos de menores e rastrear comportamentos para sugerir produtos e serviços.

    Como habilitar o controle parental no WhatsApp

    A configuração precisa ser feita primeiro no celular do adolescente:

    • Baixe o WhatsApp, escolha o idioma, aperte “concordar e continuar” e depois em “mais opções”
    • Selecione a opção “criar uma conta gerenciada por pai, mãe ou responsável”
    • Cadastre o número de telefone, data de nascimento e idade
    • Clique em “continuar” para conectar com a conta do responsável

    No celular do responsável:

    • Aponte a câmera do celular para o QR code exibido no aparelho do adolescente e toque no link que aparecer
    • Abra o WhatsApp, toque em “concordar e continuar” e confirme que você é um adulto
    • Crie um PIN de seis dígitos, confirme e toque em “avançar” e depois em “ok”
    • Agora conclua a configuração no celular do adolescente

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Dólar cai para R$ 5,17 e acumula recuo de 0,15% em setembro

    Dólar cai para R$ 5,17 e acumula recuo de 0,15% em setembro

    Em um dia de alívio global no mercado financeiro, o dólar caiu cerca de 1%, encerrando setembro com pequena baixa. A bolsa avançou quase 1,5% no pregão e acumulou alta de pouco mais de 5% no mês.

    Os mercados reagiram principalmente a dados de inflação dos Estados Unidos abaixo das expectativas, que reduziram a pressão por novas altas de juros pelo Federal Reserve. No Brasil, o cenário eleitoral e a formação da taxa de câmbio de fim de mês também influenciaram os negócios. O petróleo fechou em alta, com as tensões no Oriente Médio ainda no radar dos investidores.

    Números do dia

    • Dólar à vista: R$ 5,174 (-0,76%);
    • Dólar em setembro: -0,15%
    • Ibovespa: 186.340,46 pontos (+1,37%);
    • Ibovespa em setembro: +5,03%;
    • Petróleo tipo Brent: US$ 98,03 (+1,94%);
    • Petróleo tipo WTI: US$ 90,42 (+1,16%);

    Dólar em queda

    O dólar comercial encerrou o pregão em queda de 0,76%, a R$ 5,174. Durante a sessão, a moeda chegou à mínima de R$ 5,164, recuo de 0,95%, por volta das 9h50.

    No acumulado de setembro, o dólar registrou baixa de 0,15%. No terceiro trimestre, porém, avançou 0,23%. Em 2026, a moeda acumula queda de 5,75%.

    Inflação estadunidense

    O principal fator externo para o comportamento do câmbio foi a divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos.

    O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% em agosto. A expectativa era de alta de 0,3%.

    O PCE cheio avançou 0,3% no mês, abaixo da projeção de 0,4%. Os dados reduziram as apostas em uma nova elevação dos juros estadunidenses em outubro e pressionaram os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

    No mercado brasileiro, o real teve desempenho positivo entre as principais moedas latino-americanas, em um ambiente de maior procura por ativos locais. O cenário eleitoral também permaneceu no radar dos investidores, sem que os dados de pesquisas fossem determinantes para a análise do pregão.

    Bolsa avança

    O Ibovespa subiu 1,37% nesta quarta-feira, aos 186.340,46 pontos. O índice chegou a 187.834,97 pontos na máxima e marcou 183.879,71 pontos na mínima.

    Com o resultado, a bolsa brasileira acumulou alta de 5,03% em setembro. No terceiro trimestre, o avanço foi de 8,32%. Em 2026, o Ibovespa acumula valorização de 15,65%.

    O movimento foi impulsionado principalmente pelas ações de bancos e por setores ligados à atividade doméstica. O ambiente externo também favoreceu os ativos de risco depois que os dados de inflação dos Estados Unidos vieram abaixo das expectativas.

    O fluxo de capital estrangeiro ajudou a sustentar o desempenho da bolsa ao longo do mês. Segundo dados da B3, até 28 de setembro, houve entrada líquida de R$ 9,569 bilhões de investidores estrangeiros no mercado acionário brasileiro. No ano, o saldo acumulado é positivo em quase R$ 29 bilhões.

    Em agosto, os investidores estrangeiros haviam retirado R$ 18,1 bilhões da bolsa. Em julho, o saldo havia sido positivo em R$ 4,3 bilhões, considerando ações listadas e ofertas de papéis.

    Petróleo sobe

    Os contratos futuros de petróleo encerraram a quarta-feira em alta, com as tensões no Oriente Médio mantendo-se elevadas e o mercado acompanhando a situação no Estreito de Ormuz.

    Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para dezembro subiu 1,94%, ou US$ 1,87, para US$ 98,03 por barril.

    O petróleo WTI para novembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), avançou 1,16%, ou US$ 1,04, para US$ 90,42 por barril.

    Em setembro, o WTI acumulou alta próxima de 6%, enquanto o Brent avançou cerca de 7%.

    O mercado também acompanha possíveis restrições às exportações de diesel pelos Estados Unidos e a extensão, pela Rússia, da proibição de exportação do combustível até o fim de outubro.

    No Oriente Médio, o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido informou que um navio-tanque foi atingido por um projétil de origem desconhecida no Estreito de Ormuz. O episódio está sob investigação.

    Apesar das tensões geopolíticas, as exportações de petróleo do Oriente Médio estão se recuperando, à medida que grandes produtores ampliaram o fornecimento por rotas alternativas ao Estreito de Ormuz.

    Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo subiram de forma inesperada na semana passada, enquanto os estoques de gasolina registraram forte queda, segundo dados do Departamento de Energia americano.

    * com informações da Reuters

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • TSE manda Nikolas retirar postagem com desinformação sobre Lula

    TSE manda Nikolas retirar postagem com desinformação sobre Lula

    A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quarta-feira (30) que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) apague de suas redes sociais, no prazo de 24 horas, uma postagem que retirou de contexto uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição.

    A ministra atendeu ao pedido liminar protocolado pela campanha de Lula, após Nikolas deturpar uma fala do presidente sobre exames de saúde preventivos em mulheres, dando a ela uma conotação sexual.

    Na segunda-feira (28), Lula fez um comício em Belém e convocou os homens a realizar exames de próstata. Segundo o presidente, enquanto os homens resistem a realizar exames urológicos, as mulheres “aprendem a tomar toque desde pequenas”, em referência aos exames ginecológicos de rotina.

    Na postagem, o parlamentar inseriu o vídeo da fala de Lula e disse:  “Menina pequena não aprende a tomar toque nenhum, Lula!”. 

    Ao analisar o caso, a ministra entendeu que o deputado promoveu desinformação para levar à conclusão de que o presidente estaria avalizando crimes contra crianças e adolescentes.

    “A publicação impugnada não se limita à crítica política nem à discordância quanto à adequação da expressão utilizada. Ao desenvolver o raciocínio constante na mídia impugnada, o representado introduz conotação inteiramente diversa daquela presente no discurso original, deslocando a discussão do campo da saúde pública para o campo de diversas condutas delituosas”, afirmou a ministra. 

    Em caso de descumprimento, Nikolas poderá ser condenado ao pagamento de multa, que será fixada posteriormente.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Vorcaro depõe à PF e nega existência de grupo criminoso “A Turma”

    Vorcaro depõe à PF e nega existência de grupo criminoso “A Turma”

    O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) na tarde desta quarta-feira (30) e negou qualquer participação em atos violentos ou de caráter intimidatório contra desafetos. Ele negou participar, ou até mesmo conhecer, a existência dos grupos denominados como “A Turma” ou “Os Meninos”.

    “Com o efetivo acesso da Defesa ao inquérito que investiga a suposta existência de grupos como ‘A Turma’ ou ‘Os Meninos’, ficou comprovado que tais expressões jamais designaram grupos específicos ou estruturas organizadas, evidenciado que não há qualquer tipo de ilicitude ou prática criminosa que possa ser atribuída a Daniel Vorcaro”, afirmou a defesa do ex-banqueiro, em nota.

    A existência desses grupos foi descoberta pela PF a partir de mensagens extraídas do celular do próprio Vorcaro. As evidências sobre as atividades ilícitas do grupo se avolumaram com o avanço das investigações, incluindo conversas obtidas no celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.

    Na época da prisão de Vorcaro, o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) à época, ministro André Mendonça, descreveu “A Turma” como uma “estrutura utilizada para realizar atividades de monitoramento e coleta de informações de interesse do grupo investigado, bem como pela prática de atos de coação e intimidação de pessoas”, dentre as quais concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas.

    O grupo chegou a discutir simular um assalto para “quebrar todos os dentes” do jornalista de O Globo, Lauro Jardim, que teria publicado notícias que desagradaram Vorcaro. 

    Segundo a PF, o grupo era comandado por Henrique Vorcaro, pai de Daniel. As investigações apontaram ainda que Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, atuava como uma espécie de gerente desses grupos.

    Sicário

    À polícia, Daniel Vorcaro afirmou conhecer apenas Mourão. Segundo os advogados do ex-banqueiro, ele relatou à PF que tinha com Mourão “contrato formal e lícito de prestação de serviços de inteligência e segurança digital”.

    Sicário chegou a ser preso em fase anterior da Operação Compliance Zero, mas cometeu suicídio na cela da superintendência da PF em Belo Horizonte. 

    O depoimento de hoje do ex-banqueiro foi marcado para tratar justamente das atividades desses grupos. Segundo seus advogados, nunca houve ameaça ou risco à integridade física de outras pessoas.

    “Eventuais desabafos, oriundos de recortes maliciosos de mensagens privadas, proferidos em momentos de indignação, jamais redundaram em consequências práticas ou em qualquer risco real a terceiros, o que fica comprovado na própria sequência completa das mensagens, na realidade fática verificada e no perfil pacífico de Daniel Vorcaro”.

    A defesa de Vorcaro pediu, ainda, a soltura de seu cliente. Para os advogados, não há mais motivos para o empresário aguardar o desfecho das investigações preso. “Não resta dúvida de que os motivos que ensejaram a prisão não mais persistem”.

    Henrique Vorcaro

    O pai de Daniel Vorcaro também prestou depoimento à PF nesta quarta-feira. À polícia, negou ser o articulador do grupo conhecido como “A Turma” e afirmou ter tido apenas relações comerciais com três dos integrantes do grupo.

    Também em nota, a defesa de Henrique Vorcaro reclamou da manutenção da prisão de seu cliente e da falta de decisões no âmbito do processo no STF. Afirma que não há relator que decida a respeito e que pedidos feitos ao ministro André Mendonça, ainda quando era relator do caso na Corte, não tiveram resposta.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Reportagem da Agência Brasil fica em 3º lugar no Prêmio Radar Saúde

    Reportagem da Agência Brasil fica em 3º lugar no Prêmio Radar Saúde

    A Agência Brasil conquistou o terceiro lugar no Prêmio Radar Saúde 2026, promovido pelo Instituto Todos Pela Saúde, com a matéria Brasil deverá ter centro para enfrentamento de emergências em saúde, de autoria da jornalista Elaine Patrícia Cruz.

    A reportagem mostrou o planejamento governamental na criação de infraestruturas para o combate rápido a surtos e crises sanitárias em território nacional.

    Foram inscritas 16 reportagens produzidas por jornalistas que participaram do 1º Treinamento em Vigilância e Saúde Pública, ministrado para profissionais de imprensa. Os vencedores foram divulgados nesta quarta-feira (30).

    Em primeiro lugar ficou a reportagem O que o ebola no Congo revela sobre a próxima emergência global, do Nexo Jornal.

    O segundo colocado foi o Portal Dráuzio Varella, com a matéria O SUS está preparado para a próxima pandemia?.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • MPSP denuncia dois homens por falsificação de bebida que cegou mulher

    MPSP denuncia dois homens por falsificação de bebida que cegou mulher

    O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) denunciou dois homens por terem falsificado bebida alcoólica que cegou uma mulher em Guarulhos (SP), em setembro de 2025. A denúncia foi feita pela 16ª Promotoria de Justiça Criminal de Guarulhos.

    De acordo com o MPSP, um dos denunciados era proprietário e responsável por estabelecimento comercial na Avenida Guarulhos. Ele adquiria bebidas de diversos fornecedores sem exigir documentação fiscal sobre a origem dos produtos, priorizando aqueles que ofereciam os menores preços.

    O segundo acusado fornecia as bebidas sem documentação ao comerciante. Ele adquiria vodcas de vendedores desconhecidos nas proximidades do Mercado Municipal de São Paulo e as entregava a estabelecimentos como se fossem produtos de uma conhecida marca de vodca, sem comprovação de origem ou autenticidade.

    Em 27 de setembro de 2025, uma mulher que ingeriu bebida alcoólica no estabelecimento apresentou grave intoxicação por metanol e precisou ser internada. O quadro provocou perda completa e permanente da visão nos dois olhos. 

    “Posteriormente, em 15 de outubro de 2025, foram apreendidas no estabelecimento diversas garrafas de vodca, parte delas sem comprovação de origem e procedência. A perícia constatou que oito amostras continham metanol em concentrações entre 34,6% e 40,9%, concluindo tratar-se de bebidas adulteradas, impróprias ao consumo e gravemente nocivas à saúde”, informou o MPSP em nota.

    Os dois homens foram denunciados na última sexta-feira (25) e poderão responder por falsificação de produto destinado ao consumo e lesão corporal.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original