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  • Novo mapa-múndi corrige tamanho da África, América do Sul e Ásia

    Novo mapa-múndi corrige tamanho da África, América do Sul e Ásia

    No mapa-múndi, a África, a América do Sul e o Sul da Ásia foram representados, desde o século 16, menores do que são. Nessa sexta (4), a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu corrigir a distorção ao examinar a proposta intitulada “Corrija o mapa”, liderada pelo Togo e outros países africanos.

    Ao todo, representantes de 164 países votaram a favor da mudança. Apenas os Estados Unidos foram contrários. Houve seis abstenções. A proposta altera a representação cartográfica global para “mostrar de forma mais justa algumas regiões do mundo”, como explica a ONU.

    Ao discursar antes da votação, o ministro das Relações Estrangeiras de Togo, Robert Dussey, disse que a aprovação envia a mensagem de que a Assembleia Geral acredita na “verdade científica”. 

    Ainda, de acordo com ele, a decisão reforça a equidade de representação e a dignidade dos povos. Para ele, não se trata apenas de corrigir um mapa e sim de corrigir a percepção. 

    Distorção

    Segundo o argumento, a projeção de Mercator, concebida em 1.569 para fins de navegação, foi amplamente usada em materiais educacionais, midiáticos, digitais e oficiais.

    No entanto, a distorção fez com que as massas de terra ao Norte e ao Sul da linha do Equador fossem ampliadas. Essa representação fez com que se perpetuasse “uma visão desequilibrada do mundo”, apontaram os africanos.

    O texto ainda afirma que a correção dessas distorções cartográficas de dimensões continentais vai proporcionar “justiça cognitiva e reparação memorial” para fomentar a compreensão mútua entre os povos.

    Precisão

    Os representantes da União Africana apresentaram o modelo de “Terra Igual” como a projeção cartográfica que representaria com mais precisão as dimensões de todos os continentes. A ONU espera que a aprovação da resolução encoraje a adoção desse modelo por governos, organizações internacionais e outras entidades.

    Ainda nos argumentos da União Africana, os mapas constituem uma ferramenta educacional, científica e cultural fundamental que “molda a percepção do mundo e o imaginário coletivo dos povos”.

    Segundo o texto, as distorções têm impactos cognitivos, educacionais, culturais, geopolíticos e socioeconômicos e constituem “vieses históricos, cuja correção promoverá reconhecimento, justiça e desenvolvimento”.

    A ONU argumentou que o Pacto para o Futuro, aprovado pelos Estados-Membros em 2024, enfatizou a necessidade de eliminar os vestígios de desigualdades históricas e estruturais e de erradicar todas as formas de discriminação.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 48 milhões neste domingo

    Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 48 milhões neste domingo

    A Mega-Sena sorteia neste domingo (6) prêmio estimado em R$ 48 milhões. As seis dezenas do concurso 3.054 serão sorteadas a partir das 11h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

    As apostas podem ser feitas até às 22h (horário de Brasília) de sábado (5) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

    No último concurso, foram sorteados os números  01 – 13 – 25 – 35 – 39 – 51 e nenhum apostador acertou as seis dezenas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras

    Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras

    No Dia da Amazônia, comemorado neste sábado (5), especialistas destacam a urgência de investimento na restauração de terras degradadas em territórios indígenas, o que significa ir além do plantio de árvores ou da recomposição da vegetação perdida.

    A recuperação pode proteger nascentes, aumentar a segurança alimentar, trazer de volta espécies usadas pelas comunidades, fortalecer conhecimentos tradicionais e gerar renda.

    A discussão ganha mais importância no momento em que o Brasil amplia suas metas de recuperação de áreas degradadas. Durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia, o país apresentou o compromisso de restaurar mais de 163 mil quilômetros quadrados até 2030.

    Parte do esforço deverá alcançar territórios indígenas.

    Dados do TerraClass de 2022 indicam que as terras indígenas da Amazônia concentram 952,3 mil hectares de áreas degradadas, predominantemente ocupadas por pastagens. Outros 24,4 mil hectares estão destinados à agricultura e 18,9 mil hectares à mineração.


    Brasília (DF), 05/09/2026 - Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras, Diana Nascimento especialista em restauração indígena da TNC Brasil.
Foto: Diana Nascimento/Arquivo pessoal
    Brasília (DF), 05/09/2026 - Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras, Diana Nascimento especialista em restauração indígena da TNC Brasil.
Foto: Diana Nascimento/Arquivo pessoal
    Para a líder do povo Kaingang, Diana, a participação indígena muda até a definição do que é restaurar. Foto: Diana Nascimento/Arquivo pessoal

    Também foram identificados 840,5 mil hectares de vegetação secundária. Somadas às áreas degradadas, elas representam um potencial de restauração estimado em 1,79 milhão de hectares dentro de terras indígenas da Amazônia.

    Apesar das pressões, esses territórios continuam entre as áreas mais conservadas do país. Segundo o Relatório Anual do Desmatamento do MapBiomas divulgado em 2026, apenas 1,7% de toda a perda de vegetação nativa registrada no Brasil entre 2019 e 2025 ocorreu dentro de terras indígenas.

    A indígena do povo Kaingang e especialista da The Nature Conservancy Brasil (TNC), Diana Nascimento, diz que os números de hectares recuperados não são suficientes para medir o sucesso de uma iniciativa. É preciso também participação ativa dos que vivem nos territórios.

    “Quando os povos indígenas assumem o protagonismo da restauração, o território deixa de ser visto apenas como uma área onde precisamos recuperar vegetação e passa a ser entendido a partir de sua relação com as pessoas, a cultura, a alimentação, os conhecimentos tradicionais e os modos de vida”, afirma.

    Segundo Diana, a participação indígena muda até mesmo a definição do que é restaurar.

    “Não se trata apenas de quantos hectares foram restaurados ou quantas árvores foram plantadas, mas de entender quais espécies são importantes para aquele povo, quais alimentos e conhecimentos precisam ser recuperados, quais áreas são prioritárias e o porquê, e ainda como essa restauração pode contribuir para fortalecer a gestão e a autonomia do território”, explica Diana.

    Onde restaurar

    A definição das áreas prioritárias é um dos desafios diante da extensão dos territórios e da limitação de recursos. Uma área muito degradada, por exemplo, não será necessariamente aquela capaz de produzir os maiores benefícios para uma determinada comunidade.

    Para ajudar nesse planejamento, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) desenvolveu um sistema integrado de informações para apoiar decisões sobre conservação e restauração em terras indígenas.

    A iniciativa reúne dados sobre degradação, segurança hídrica, biodiversidade, mudanças climáticas, governança territorial, sustentabilidade, educação e saúde, entre outros fatores. O sistema foi desenvolvido em parceria com a TNC Brasil, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e o programa britânico UK PACT.

    Guillermo Florez Montero, líder de Ciência de Dados da TNC Brasil, explica que a ferramenta permite combinar diferentes variáveis e atribuir pesos a elas conforme os objetivos de cada projeto. Uma terra indígena com áreas de preservação permanente, cabeceiras de rios ou matas ciliares degradadas pode receber prioridade mesmo sem apresentar o maior nível de degradação.

    “Podemos considerar áreas localizadas em regiões com maior insegurança hídrica, a partir do índice de segurança hídrica, ou mais ameaçadas pelo fogo, outro critério presente no sistema. Dessa forma, conseguimos construir modelos customizados”, explica.

    O sistema utiliza uma metodologia de análise multicritério, pela qual o usuário seleciona as variáveis e estabelece a importância relativa de cada uma. O resultado é um índice comparativo que ajuda a indicar quais territórios merecem maior atenção diante de determinado objetivo.

    Florez ressalta, entretanto, que o resultado matemático não substitui a decisão das comunidades.


    Brasília (DF), 05/09/2026 - Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras, Guillermo Florez Montero da TNC Brasil
Foto: Guilhermo Florez Montero/Arquivo pessoal
    Brasília (DF), 05/09/2026 - Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras, Guillermo Florez Montero da TNC Brasil
Foto: Guilhermo Florez Montero/Arquivo pessoal
    Guillermo, da TNC Brasil, ressalta que resultado matemático não substitui decisão das comunidades. Foto: Guilhermo Florez Montero/Arquivo pessoal

    “O modelo pode indicar uma terra indígena específica para a implementação de determinado projeto. Mas, se a liderança não quiser, não estiver interessada ou se a iniciativa não estiver entre as prioridades da gestão daquele território, isso deverá ser respeitado”, garante.

    A ferramenta pode ser utilizada, por exemplo, quando surgirem recursos destinados à recuperação de áreas degradadas ou projetos de restauração com finalidade produtiva.

    “Se tenho um território com altíssima insegurança alimentar, por exemplo, posso priorizar a restauração socioprodutiva nessa área, desde que as demais condições necessárias também sejam atendidas”, diz.

    Restaurar cultura e alimento

    Segundo Diana, povos indígenas acumulam conhecimentos transmitidos entre gerações sobre sementes, espécies nativas, ciclos naturais, períodos de plantio e colheita, manejo dos solos, plantas medicinais e alimentos tradicionais.

    As mulheres indígenas, acrescenta, têm papel especialmente importante em muitos territórios por sua atuação na produção de alimentos, conservação de sementes e transmissão de conhecimentos.

    “Valorizar esse conhecimento pode contribuir para recuperar espécies e alimentos tradicionais, fortalecer a segurança alimentar, aumentar a resiliência das comunidades, ao mesmo tempo que conservam grandes áreas de biodiversidade”, afirma.

    Para ela, o conhecimento tradicional não deve ser colocado em oposição ao conhecimento técnico.

    “Quando conhecimentos tradicionais e conhecimentos técnicos dialogam, podemos encontrar soluções mais adequadas às características de cada território”, diz.

    “A restauração, portanto, pode ser também um processo de recuperação de conhecimentos, práticas culturais, sementes, alimentos e relações com o território”, complementa Diana.

    Prevenção

    Mineração, fogo, expansão de pastagens e outras formas de alteração do uso da terra atingem de maneiras diferentes cada território. Por isso, as ações de restauração precisam estar associadas à prevenção de novos impactos e ao fortalecimento da gestão territorial.

    A existência de instrumentos de gestão ambiental e territorial indígena, a disponibilidade de água, a vulnerabilidade às mudanças climáticas e as condições de saúde das comunidades estão entre os critérios considerados pelo sistema desenvolvido pela Funai e parceiros.

    A proposta está alinhada à Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) e também dialoga com o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que prevê recuperar 12 milhões de hectares até 2030.

    Para Diana, fortalecer as próprias comunidades deve ser entendido como parte do processo.

    “Um território com uma governança fortalecida e comunidades mais resilientes tem maior capacidade de conservar seus recursos naturais, enfrentar as pressões externas e responder aos impactos das mudanças climáticas”, avalia.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Feriadão: fim de semana deve ser de chuva em boa parte do país

    Feriadão: fim de semana deve ser de chuva em boa parte do país

    O fim de semana que antecede o feriado do Dia da Independência será de possibilidade de chuva e trovoadas do oeste a sul da Região Norte, passando por todo o Centro-Oeste e por grande parte do Sudeste.

    De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), para essas áreas, não se descarta a ocorrência de tempestades. A instabilidade é resultado da passagem de uma forte frente fria, que deve causar queda acentuada da temperatura desde o extremo sul do Brasil até o sul da Amazônia.

    “No Sul, em especial, a presença do sistema de alta pressão que acompanha o avanço da massa de ar frio, garante estabilidade durante o feriadão no Rio Grande do Sul e em grande parte de Santa Catarina. Apesar do tempo firme nessas áreas, a temperatura será muito baixa, com possibilidade de geada no Rio Grande do Sul e em regiões de serra de Santa Catarina, além do sul do Paraná”, destacou o Inmet.

    >> Confira a previsão do tempo por região:

    Norte

    Neste sábado (5), a previsão inclui áreas de instabilidade que atuam sobre o oeste e sul da região. Com isso, ocorrem chuvas acompanhadas de trovoadas no centro-sul do Pará, no Tocantins, em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas. Em Roraima e nas demais áreas do Amazonas, há possibilidade de chuva isolada.

    Nas demais áreas, incluindo Belém e Macapá, a previsão é de muitas nuvens, mas sem chuva. No Amazonas e em Roraima, o dia será quente com temperaturas muito altas, com máximas de 37°C em Manaus e Boa Vista. A temperatura mínima entre as capitais será de 22°C em Palmas.

    Há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no sul de Rondônia.

    Já o domingo (6), véspera do feriado, será marcado com muita instabilidade, pancadas de chuva e trovoadas isoladas no Acre, em Rondônia, no Amazonas e no sudoeste do Pará. No centro-oeste de Roraima, no norte e leste do Amapá, no sudeste do Pará e no centro-norte do Tocantins ocorrem chuvas isoladas.

    Não chove no norte do Pará, incluindo a capital Belém, onde o céu fica com muitas nuvens. O calor não dá trégua na região Amazônica e aumenta no Pará. Em Manaus, a máxima pode chegar a 37°C. Em Boa Vista, 36°C. Em Belém, 35°C. Em Porto Velho, onde a nebulosidade predomina, a máxima fica em 32°C.

    Há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no leste do Acre, sul do Amazonas e em Rondônia. Também há aviso amarelo de perigo potencial para declínio de temperatura no sudeste do Acre e no sudoeste e sul de Rondônia.

    Nordeste

    O sábado registra áreas de instabilidade que se formam na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e causam chuvas acompanhadas de trovoadas no oeste da Bahia. No sul do Maranhão e do Piauí, ocorrem chuvas isoladas ao longo do dia. Na região central do Maranhão, há possibilidade de chuva isolada.

    O tempo fica ensolarado, com poucas nuvens, em grande parte da região central da Bahia, no sul do Ceará, no sudoeste da Paraíba e no centro-oeste de Pernambuco. Nas demais áreas, o sábado terá muitas nuvens, mas sem chuva. Entre as capitais, a temperatura varia entre a mínima de 22°C em João Pessoa e a máxima de 39°C em Teresina.

    No sábado, há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade do ar durante a tarde no Piauí, centro-sul do Ceará, sudoeste do Rio Grande do Norte, oeste de Pernambuco e de Alagoas e grande parte do estado da Bahia, exceto a faixa litorânea.

    Já no domingo, o tempo seco persiste, com poucas nuvens, no leste do Maranhão, centro do Piauí, centro-sul do Ceará, extremo oeste da Paraíba, oeste de Pernambuco e norte da Bahia. Nas demais áreas da região, a véspera de feriado terá sol entre muitas nuvens.

    Ocorrem pancadas de chuva isoladas no leste da Paraíba, de Pernambuco e no litoral norte de Alagoas. Outra área com chuvas isoladas é o extremo oeste da Bahia, nas regiões de Luís Eduardo Magalhães (BA) e Correntina (BA), e no sul do Maranhão, na região de Balsas (MA) e Alto Parnaíba.

    O calor será intenso – a temperatura máxima passa dos 30°C em todas as capitais nordestinas, incluindo máxima de 32°C em Salvador, Maceió, Recife e Fortaleza; 33°C em São Luís; e 39°C em Teresina.

    Centro-Oeste

    No sábado, a passagem da frente fria pela região deve formar fortes áreas de instabilidade que causam chuvas acompanhadas de trovoadas no Mato Grosso, em Mato Grosso do Sul e em Goiás. No Distrito Federal, o sábado terá muitas nuvens e pancadas de chuva. A mínima entre as capitais será de 19°C em Goiânia e a máxima de 37°C em Cuiabá.

    Há perigo potencial para tempestades no sudoeste e sul de Mato Grosso e de Goiás e para todo o estado de Mato Grosso do Sul.

    Já no domingo, a previsão é de forte instabilidade. Em toda a região, ocorrem pancadas de chuva com trovoadas isoladas. As chuvas devem ser isoladas apenas no extremo nordeste de Mato Grosso e no sul de Mato Grosso do Sul.

    A temperatura entra em forte declínio em Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande, mínima de 15°C e máxima de apenas 19°C. Em Cuiabá, a máxima não passa dos 26°C. Entre as capitais, a temperatura máxima será de 31°C em Goiânia.

    Ainda no domingo, permanece vigente o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades entre o norte e leste de Mato Grosso do Sul, centro-sul de Goiás e Distrito Federal, e para grande parte do Mato Grosso, exceto a faixa nordeste do estado, que fica fora da área do aviso.

    Também há aviso amarelo de perigo potencial para declínio de temperatura no sudoeste e sul de Mato Grosso, sul de Goiás e em todo Mato Grosso do Sul.

    Sudeste

    O sábado começa com poucas nuvens no leste e nordeste de Minas Gerais. Muitas nuvens no centro-norte do Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Pela manhã, ocorrem pancadas de chuva isoladas em São Paulo, no oeste e sul de Minas Gerais, enquanto no centro-sul do Rio de Janeiro, há possibilidade de chuva isolada.

    No período da tarde, o avanço de uma frente fria aumenta a instabilidade sobre a região Sudeste. Com isso, o tempo fica chuvoso, com trovoadas, em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Triângulo Mineiro e no sudeste de Minas Gerais. No noroeste de Minas Gerais e no sul do Espírito Santo, ocorrem pancadas de chuva isoladas. A tarde ainda terá tempo firme no nordeste de Minas Gerais, com poucas nuvens.

    A mínima entre as capitais será de 15°C em São Paulo e Belo Horizonte. A máxima não passa dos 23°C em São Paulo. Já em Belo Horizonte e em Vitória, a temperatura máxima chega a 33°C.

    Para sábado, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades em São Paulo, no Rio de Janeiro, no sul do Espírito Santo e no centro-sul de Minas Gerais. Para o norte de Minas Gerais, há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade do ar durante a tarde.

    No domingo, a previsão é de muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em grande parte da região. Apenas no extremo nordeste de Minas Gerais e no extremo norte do Espírito Santo não há previsão de chuva. O frio aumenta em São Paulo – a mínima chega a 10°C e a máxima não passa dos 17°C.

    A temperatura cai também no Rio de Janeiro, com mínima de 16°C e máxima de 24°C. A temperatura máxima entre as capitais será de 28°C em Belo Horizonte.

    Ainda no domingo, segue vigente o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no centro-norte e leste de São Paulo, no Rio de Janeiro, no sul do Espírito Santo e no centro-sul de Minas Gerais, incluindo todas as capitais da região.

    Também há aviso amarelo de perigo potencial para declínio de temperatura em São Paulo, no Rio de Janeiro e no centro-sul de Minas Gerais.

    Sul

    No sábado, o dia registra chuva e trovoadas no Paraná e pancadas de chuva isoladas em Santa Catarina. Essa instabilidade deve ocorrer principalmente nos períodos da madrugada, manhã e começo da tarde.

    A partir da tarde, o avanço de uma forte massa de ar frio, que acompanha a frente fria, começa a dissipar as nuvens, e a temperatura entra em acentuado declínio na região.

    No Rio Grande do Sul, só há possibilidade de chuva no extremo noroeste do estado, mas, ao longo do dia, a nebulosidade diminui e, até a noite, o céu fica com poucas nuvens no centro, no sul e no oeste gaúcho, antecipando uma madrugada de domingo muito fria nas áreas de tempo mais aberto.

    As capitais registram temperaturas muito baixas – a máxima não passa dos 19°C em Porto Alegre, 16°C em Florianópolis e apenas 15°C em Curitiba.

    No sábado, está vigente aviso amarelo de perigo potencial para tempestades para grande parte do Paraná, ficando apenas a faixa de divisa com Santa Catarina fora da área do aviso.

    Para o domingo, a previsão é de chuvas acompanhadas de trovoadas isoladas no norte e leste do Paraná. No noroeste paranaense e na faixa litorânea do Rio Grande do Sul, o céu fica com muitas nuvens e há possibilidade de chuva isolada. Nas demais áreas, não chove.

    O frio será intenso na região. O dia começa com geada no sul e no sudoeste do Paraná, no meio-oeste e nas serras de Santa Catarina e no centro-sul do Rio Grande do Sul. Haverá frio intenso também nas capitais, com mínima de 6°C em Curitiba e Porto Alegre. A máxima não passa dos 17°C em Florianópolis e dos 14°C em Curitiba.

    No domingo, toda a região está com aviso amarelo de perigo potencial para declínio da temperatura.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rádio Animada celebra Amazônia e estreia produção da parceira Unesp FM

    Rádio Animada celebra Amazônia e estreia produção da parceira Unesp FM

    O próximo episódio da Rádio Animada, faixa infantojuvenil da Rádio MEC AM Rio 800 kHz, celebra a Amazônia neste domingo (6), das 8h às 9h. A edição, voltada para crianças de todas as idades, reúne músicas, histórias, dicas culturais e quadros especiais sobre a maior floresta tropical do mundo.

    Das 9h às 10h, o programa marca a estreia da Unespinha na emissora pública, uma produção da Rádio Unesp FM, da Universidade Estadual Paulista. Os ouvintes também podem ouvir a transmissão pela Rádio UFRJ, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

    Durante a primeira hora, o público acompanha um episódio do Maritaca sobre os rios, trilhas de filmes sobre a floresta no quadro Música Brasileira para a Infância e uma homenagem ao poeta Thiago de Mello no quadro Biblioteca Rádio Animada.

    O programa também ainda dicas culturais, com destaque para o livro A camaleoa Luni, escrito por Lhays Macedo; e o espetáculo Festa no Arraial, O Musical.

    Unespinha

    A novidade deste mês é estreia da Rádio Animada em Rede, faixa que passa a ocupar a segunda hora da atração, das 9h às 10h. No espaço, a Rádio MEC e a Rádio UFRJ apresentam episódios inéditos do Unespinha, produção infantojuvenil da Rádio Unesp FM, da Universidade Estadual Paulista.

    O Unespinha foi selecionado em Edital de Chamada Pública, lançado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) em março de 2026 com o objetivo de ampliar a diversidade da programação das emissoras públicas, fortalecer a integração entre as rádios parceiras da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) e incentivar a produção regional de conteúdos de interesse público. 

    Com formato didático-pedagógico e jornalístico para o público infantil, o Unespinha divulga conhecimento e ciência, dicas de livros, entrevistas, curiosidades, contos e música. O Unespinha é produzido e apresentado pela jornalista Cilene Barros. 

    Sobre a Rádio MEC

    Conhecida de norte a sul do país como A Rádio de Música Clássica do Brasil, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.  

    A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.  

    Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.  

    Serviço

    Rádio Animada – domingo (6) – Rádio MEC AM 800khz e Rádio UFRJ

    8h às 9h – Episódio especial do Maritaca sobre a Floresta Amazônica

    9h às 10h – Estreia do Unespinha, produção da Unesp FM

    Rádio MEC na internet e nas redes sociais

    Site: https://radios.ebc.com.br  
    Instagram: https://www.instagram.com/radiomec  
    Spotify: https://open.spotify.com/user/radiomec  
    YouTube: https://www.youtube.com/radiomec  
    Facebook: https://www.facebook.com/radiomec  
    X: https://x.com/radiomec** ** 

    WhatsApp: (21) 99710-0537  

    Como sintonizar a Rádio MEC 

    Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz 

    Belo Horizonte: FM 87,1 MHz 

    Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz 

    Fortaleza (Rádio Educativa): 86,7 MHz  

    Parabólica – Star One C2 – 3748,00 MHz – Serviço 3 

    Celular – App Rádios EBC para Android e iOS

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Veja alterações no trânsito de Brasília para desfile do 7 de Setembro

    Veja alterações no trânsito de Brasília para desfile do 7 de Setembro

    Em razão do Desfile Cívico de 7 de Setembro, na próxima segunda-feira (7), em Brasília, o trânsito na capital federal já passa por alterações.

    Neste sábado (5), na Esplanada dos Ministérios, a partir das 16h, a ligação das vias S1/N1, próximo ao Museu da República, será fechada para demarcação dos locais destinados aos ambulantes. A partir das 23h, serão instaladas barreiras de concreto para fechamento das vias e demais sinalizações de desvios.

    Nessa sexta-feira (4), dois painéis de mensagens foram instalados no Eixo Monumental, perto da Torre de TV, para orientar os condutores sobre a suspensão do tráfego no fim de semana. Outro aviso foi colocado próximo à Rodoviária do Plano Piloto para informar que, neste domingo, o acesso será liberado apenas para ônibus.

    No domingo (6), o tráfego de veículos na Esplanada dos Ministérios será bloqueado a partir das 16h. A circulação de veículos nas vias S2, S3 será controlada, até o término do desfile e a total evacuação do local.

    Pedestres

    Durante toda a segunda-feira, agentes de trânsito vão auxiliar nas travessias de pedestres que vão participar do desfile. O acesso de veículos e pedestres não autorizados à área do desfile pela via S2 será impedido, assim como o estacionamento em locais proibidos ou que prejudiquem a fluidez nas vias.

    De acordo com o governo do Distrito Federal, haverá patrulhamento nas vias S2, S3 e proximidades, com guincho e empilhadeira na chamada Cidade da Segurança, montada no Complexo do República e em outros pontos estratégicos da Esplanada, com equipe pronta a atender à necessidade de remoção de veículos.

    Brasília Air Show

    Ainda no domingo, das 9h às 17h, a Força Aérea Brasileira (FAB) promoverá o evento Brasília Air Show, na Base Aérea de Brasília. A expectativa é que 80 mil pessoas passem pelo local. Haverá demonstrações aéreas, exposição de aeronaves e atrações interativas, com foco em tecnologia e inovação. A finalidade é aproximar o o público do universo da aviação civil e militar.
     

    Com isso, a rotatória na quadra 14, conjunto 1, do Park Way, no sentido marginal da Estrada Parque Aeroporto, DF-047, será fechada. Também será fechada a alça de ligação da DF-025, que dá acesso à marginal da Estrada Parque Aeroporto.

    O local será sinalizado com cones, destinando duas faixas para o acesso à Base Aérea e duas para seguir em direção ao aeroporto.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rock in Rio mantém foco em defesa de projetos socioambientais

    Rock in Rio mantém foco em defesa de projetos socioambientais

    Além de entreter o público com shows nacionais e internacionais, o Rock in Rio, ao longo dos 41 anos de exibição, vem reforçando o foco em causas sociais e ambientais. Esse propósito avançou principalmente a partir de 2001, quando foi criado o projeto Por Um Mundo Melhor.

    A edição 2026 começou nessa sexta-feira (4), na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, zona sudoeste da cidade. Entre as atrações estão Elton John, Gilberto Gil, Foo Fighters, Ivete Sangalo, DJ Alok, Maroon 5, Black Eyed Peas, Nelly e Barão Vermelho. 

    De acordo com a organização do festival, a atuação do Rock in Rio em projetos socioambientais soma R$ 118 milhões investidos, mais de 200 instituições apoiadas e mais de 1 milhão de pessoas beneficiadas diretamente.

    Na área social, o projeto de combate à fome Ação da Cidadania mantém parceria com o evento musical há 25 anos. O público poderá conhecer mais detalhes ao visitar a área exclusiva construída no Rock in Rio.


    Presidente da Rock World, Roberto Medina; presidente do Conselho da Ação da Cidadania, Daniel de Souza; e a diretora de Marketing do Rock in Rio e The Town, Ana Deccache no anúncio da campanha Rock in Rio e Ação da Cidadania contra a Fome. Foto:  Cristina Indio do Brasil
    Presidente da Rock World, Roberto Medina; presidente do Conselho da Ação da Cidadania, Daniel de Souza; e a diretora de Marketing do Rock in Rio e The Town, Ana Deccache no anúncio da campanha Rock in Rio e Ação da Cidadania contra a Fome. Foto:  Cristina Indio do Brasil
    Os presidente da Rock World, Roberto Medina, e o do Conselho da Ação da Cidadania, Daniel de Souza, no Pratômetro montado na Cidade do Rock – Cristina Indio do Brasil

    “Lá, você vai poder conhecer de perto o nosso trabalho e a nossa história, que começou com Betinho há mais de 33 anos, fazer sua doação e se juntar à Ação da Cidadania no combate à fome”, informou em seu perfil no Instagram.

    A parceria nesta edição tem a meta de alcançar 2 milhões de pratos de comida. No gramado da Cidade do Rock, foi instalado o Pratômetro – painel que vai mostrar, em tempo real, a quanto caminham as doações até o último dia de shows.

    “Nesta edição avançamos mais uma vez com a parceria com a Ação da Cidadania. A gente tem trabalhado as áreas social e ambiental em três escalas, aquilo que é o curto, médio e longo prazos”, explicou Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World, empresa produtora do festival.

    De acordo com ela, no curto prazo o foco é o combate à fome, em parceria com a Ação da Cidadania. Nas atuações de médio prazo, a vice-presidente destacou a parceria histórica com a organização Gerando Falcões, que desenvolve o projeto Favela 3D.

    “É uma transformação lindíssima em favelas de pequena escala para melhorar a vida e trazer dignidade, cortar ali o nível mais brabo de pobreza e para que as pessoas possam voar e fazer as suas jornadas.”
     


    Rio de Janeiro (RJ), 02/09/2026 – Rock in Rio apresenta estrutura em evento teste na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 02/09/2026 – Rock in Rio apresenta estrutura em evento teste na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Atuação do Rock in Rio em projetos socioambientais soma R$ 118 milhões investidos. Tomaz Silva/Agência Brasil

    No longo prazo, estão projetos na área ambiental. A preocupação com as mudanças climáticas, levou o Rock in Rio a desenvolver ações que são acompanhadas até no exterior, como a Amazônia Live para a conscientização ecológica e preservação da Floresta Amazônica já realizada por duas vezes.

    “Conversamos para fora e para dentro. Para fora as iniciativas sociais, para dentro os compromissos de como gerir resíduo, como tratar da água e do consumo de energia. A gente vem buscando sempre formas de evoluir e minimizando impacto ambiental ampliando o impacto social e econômico.”

    Acessibilidade

    Nesta edição terá também o espaço destinado às pessoas com deficiência. Tudo feito para a acessibilidade e inclusão. “Cada edição tem mais cadeirantes, mais pessoas com problema de visão ou de audição. Tem a sala de sensibilização sensorial para acolher os neurodivergentes. Isso faz com que a diversidade interna vá crescendo cada vez mais e essa é a nossa intenção”, ressaltou Roberta Medina.

    Combate à violência

    A busca por uma Cidade do Rock mais diversa, segura e acolhedora ganhou nesta edição lugar de conscientização, prevenção e combate à violência. O Espaço Plural destaca o enfrentamento à violência de gênero, por meio de conteúdos imersivos. Em outro ponto, o Espaço Delas será um local de conexão entre mulheres.

    “Com essas iniciativas, o Rock in Rio amplia sua atuação para além dos palcos e reforça uma mensagem que acompanha a experiência do festival: respeito, cuidado e pertencimento também fazem parte do show”, acrescentou a vice-presidente.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mulheres indígenas reivindicam protagonismo como guardiãs da Amazônia

    Mulheres indígenas reivindicam protagonismo como guardiãs da Amazônia

    “Mulheres em resistência, em defesa dos nossos corpos e dos nossos territórios. Que não sejam tocados, não sejam violados, não sejam mortos! A força da terra está dentro de nós.”

    Com o manifesto, treze mulheres indígenas de diferentes povos da Amazônia encerraram a última edição do TEDxAmazônia, realizado pela primeira vez fora do Brasil, nas cidades de Banos e Puyos, no Equador. À frente do grupo, a anciã sábia do povo Shuar Catalina Chumpi, pediu às águas das cachoeiras que dêem poder às suas “netas” para defender seus territórios. 


    Brasília (DF), 04/09/2026 - TEDxAmazonia
Foto: Diego Aguilar/Divulgação
    Brasília (DF), 04/09/2026 - TEDxAmazonia
Foto: Diego Aguilar/Divulgação
    TEDxAmazonia reúne líderes indígenas: populações que vivem na Amazônia são essenciais para preservação do território, e devem ser protegidas. Foto: Diego Aguilar/Divulgação

    O manifesto das mulheres e o pedido de Catalina reverberam a mensagem de abertura do encontro, realizado entre os dias 27 e 30 de agosto. O líder indígena do povo Shuar, Domingos Peas, pediu um minuto de silêncio por todas as defesoras e defensores da natureza assassinados em represália por seu trabalho. 

    De acordo com o último relatório divulgado pela organização Global Witness, os povos da Amazonia se encontram em uma intersecção letal: a América Latina é o continente onde mais se matam defensores ambientais, e os líderes indígenas são os mais vitimados. 

    O oposto desse cenário trágico é um apontamento para o futuro: as populações que vivem na Amazônia são essenciais para a preservação do território, e devem ser protegidas e ter o seu protagonismo garantido, defenderam diversas palestrantes do TEDXAmazonia. 

    De acordo com a líder do povo Kichwa, Patricia Gualinga, isso passa pela incorporação legal da cosmovisão indígena sobre a natureza como um sujeito em si mesmo, e não uma fonte passiva de recursos para os humanos. A “selva viva”, em suas palavras, “com memória, com alma, com direitos, um sujeito próprio”.  

    “Para nós, a natureza sempre teve direitos. Por isso, os lugares mais bem cuidados estão nos territórios indígenas, porque nós entendemos que não somos os únicos habitantes do planeta”, declarou a integrante do Fórum Permanente das Nações Unidas para Questões Indígenas durante sua apresentação no evento.

    “Quando eu era criança aprendi que a floresta respirava e agora que sou adulta sigo acreditando que a floresta respira. É uma proposta ao mundo de reconhecer o território como um ser vivo. Aprender uma língua que nossos povos falam há milhares de anos”, complementou a juiza do Tribunal Internacional dos Direitos da Natureza. 

    Ela destacou que, em 2008, o Equador deu um passo histórico nesse sentido, e se tornou o primeiro país do mundo a definir em sua Constituição que a natureza tem direitos equivalentes às pessoas, “uma mudança paradigmática”. Uma aplicação desse entendimento, em 2024, proibiu a mineração na Floresta Los Cedros, porque a atividade violaria os direitos da natureza do local. 

    Decisões pontuais semelhantes ocorreram em outros países, como o reconhecimento dos direitos do Rio Atrato, na Colômbia, e do Rio Maranhão, no Peru. De acordo com Patrícia, é preciso avançar para o reconhecimento de territórios inteiros e não somente de pontos específicos, como rios e florestas. 

    Mas o maior desafio é a aplicação desses direitos, após a obtenção da garantia legal. “Uma constituição não vai regenerar por si mesma uma floresta, uma sentença não vai sanear um rio. Nós precisamos de políticas públicas, de transformações profundas na economia global, de instituições firmes”, defendeu Patricia Gualinga. 


    Brasília (DF), 04/09/2026 - Diana Chavez na TEDxAmazonia
Foto: Diego Aguilar/Divulgação
    Brasília (DF), 04/09/2026 - Diana Chavez na TEDxAmazonia
Foto: Diego Aguilar/Divulgação
    Diana Chavez diz que mudanças concretas dependem da participação efetiva dos povos indígenas na governança de fundos. Foto: Diego Aguilar/Divulgação

    A diretora de Comunas, Povos e Nacionalidades do Fundo do Biocorredor Amazônico, Diana Chavez, reivindicou também recursos e poder de decisão sobre eles. Para ela, mudanças concretas dependem da participação efetiva dos povos indígenas na governança de fundos e outras fontes financeiras de ações para a conservação da floresta. 

    “No Equador há um fundo abastecido por recursos da mineração e do petróleo. Ele existe há seis anos sem que os povos indígenas consigam acesso a ele de maneira direta. Por quê? Burocracia, requisitos excessivos, mudanças na adiministração e nas normativas. Porque esse fundo foi desenhado para os povos indígenas e não com eles. E a diferença entre o “para” e o “com” não é apenas semântica”, exemplificou. 

    Diana enfatizou que menos de 1% do financiamento global para ações de controle do clima chegam diretamente aos povos indígenas. Por isso defendeu também que esses fundos construam mecanismos de acesso direto e facilitado aos recursos, em conjunto com a comunidade. 

    “Quando falamos da participação indígena no financiamento climático, normalmente se fala de consulta, de reunião. Mas isso não é suficiente. A consulta te coloca na sala de espera, a governança te coloca na mesa de decisão”, destacou. 

    A líder do povo Kichwa de Pastaza também argumentou que, mesmo sem recursos, os povos indígenas vêm protegendo a Amazônia, com seus corpos e suas vidas. “Graças à filosofia de vida dos povos indígenas a Amazonia segue quase intacta. As comunidades amazônicas não são beneficiárias passivas da conservação e sim suas arquitetas”.

    Ela lembra que a conservação da floresta não é inimiga do desenvolvimento sustentável das comunidades, porque a convivência igualitária com a natureza está na raiz do modo de viver indígena. Um exemplo disso foi oferecido pela administradora Esthela Noteno, de origem Kichwa.

    Esthela contou que cresceu em uma comunidade abundante no distrito de Sucumbíos, e viu essa riqueza se tornar escassa por causa da contaminação ambiental, causada principalmente pela atividade petroleira. Em situação de pobreza, e sem acesso a serviços básicos, muitos moradores aceitaram uma proposta de empresas agrícolas e arrendaram suas terras para a produção monocultora de taro, um tubérculo estrangeiro da família do inhame. 

    “Não continuaram arrendando porque odeiam seu território, e sim porque não tinham outra oportunidade de gerar renda para alimentar seus filhos”, ressalva a administradora. 

    Essa “armadilha”, como define Esthela, golpeou mais uma vez a biodiversidade do território. Mas em meio a pandemia de covid-19, ela sonhou com uma solução. “Isolados em casa, meu pai cozinhava a guayusa enquanto nos explicava seu valor, suas propriedades antioxidantes, reequilibrantes.”


    Brasília (DF), 04/09/2026 - Estehela Noteno na TEDxAmazonia
Foto: Diego Aguilar/Divulgação
    Brasília (DF), 04/09/2026 - Estehela Noteno na TEDxAmazonia
Foto: Diego Aguilar/Divulgação
    Esthela destaca o cultivo da guayusa, planta nativa da Amazônia  Foto: Diego Aguilar/Divulgação

    A guayusa é uma planta nativa da Amazônia, consumida sob a forma de chá em diversas regiões do Equador. A família de Esthela promovia “guayusadas”, durante as quais os idosos compartilhavam seus ensinamentos e sonhos, e falavam sobre sua conexão com a terra, enquanto consumiam o chá. 

    Assim nasceu uma agroindustria comunitária, produtora de extrato de guayusa, onde hoje trabalham 12 famílias. “Quando começamos, nós produzíamos 150 garrafas. Atualmente produzimos de 3 a 5 mil garrafas por mês. O caminho foi difícil, inclusive para obter apoio público para entender as normas sanitárias, registrar os produtos…”, ela conta. 

    As folhas são adquiridas de outras mulheres indígenas, que produzem a guayusa em sistemas agroflorestais, em meio a mais de 150 espécies nativas. “A guayusa representa o espírito da mulher, por isso respeitamos a sabedoria delas delas. Tendo um mercado justo para a guayusa, elas têm um incentivo real para manter a floresta em pé”, ressaltou Esthela Noteno. 

    TedxAmazonia 

    A primeira edição do TedxAmazonia fora do Brasil desembarcou nas cidades de Banos e Puyo, porque ficam na área de transição entre os Andes e a Amazônia, sendo consideradas a “porta de entrada” para a floresta. 

    A coorganizadora do TEDxAmazonia Verônica Reed lembrou que 40% do território amazônico está em oito países fora do Brasil. 

    “Os povos originários dos Andes e da Amazônia habitaram aqui muito antes dos países serem divididos politicamente. A Amazônia começa nos glaciares andinos, que dão origem aos rios”. 

    O evento foi realizado entre os dias 27 e 31 de agosto, reunindo 30 palestrantes indígenas e não-indígenas, que realizam trabalhos de conservação ou pesquisa sobre a Amazônia. 

    O organizador do evento, Rodrigo Cunha, diz que a mensagem principal é de alerta: “Existe uma urgência muito real. Estamos em um ponto de não retorno. Estamos emitindo mais carbono que podemos absorver. Os indígenas enfrentam violência sem procedentes. Já estamos no limite”.

    O revezamento entre países deve ser mantido para as próximas edições. Em junho do ano que vem, o evento será realizado em Belém (PA), e em 2028 a expectativa é de que volte ao Equador.

    *A repórter acompanhou o evento a convite da organização do TEDXAmazonia. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Justiça Eleitoral garante transporte e urnas adaptadas para PCD

    Justiça Eleitoral garante transporte e urnas adaptadas para PCD

    Diante do crescimento expressivo do número de eleitores com algum tipo de deficiência física ou dificuldade motora, a Justiça Eleitoral estruturou uma série de iniciativas que permitem a esses cidadãos e cidadãs exercer o direito ao voto com autonomia e dignidade.

    Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que o eleitorado com alguma deficiência aumentou quase 14 vezes (ou 1.290%) em 16 anos, saltando de 141.690, em 2010, para os atuais 1.970.165. Sobre as candidaturas, a base de dados do tribunal só informa a evolução dos últimos quatro anos, período no qual o pedido de registros passou de 489 para 524.

    Transporte

    Com o Programa Seu Voto Importa, instituído em fevereiro de 2026, pela Resolução 23.753, a Justiça Eleitoral se compromete a viabilizar, no dia da eleição, mediante pedido prévio, transporte especial gratuito para eleitores que enfrentam dificuldades para chegar aos locais de votação devido a algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida.

    O transporte será viabilizado pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) em suas respectivas unidades federativas, por meio de acordos de cooperação técnica. Para o primeiro turno, em 4 de outubro, os interessados têm até o dia 14 de setembro para formalizar o pedido presencialmente, em um cartório eleitoral, ou por meio dos canais de atendimento informados no site do TRE responsável pelo local de votação.

    A solicitação pode ser entregue pelo próprio eleitor ou eleitora, ou por seu procurador legal, curador ou apoiador. Também será necessária autodeclaração ou documentação que comprove a deficiência ou a dificuldade de locomoção.

    O TRE de São Paulo, por exemplo, informou, nesta sexta-feira (4) que o serviço será disponibilizado em mais de 300 cidades do estado, contemplando pessoas com deficiência e que apresentarem dificuldade para se movimentar, incluindo idosos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e pessoas obesas.

    Urnas

    As urnas eletrônicas também contarão com novidades que visam facilitar o ato de votar para milhares de pessoas. De acordo com o TSE, uma nova fonte tipográfica – Atkinson Hyperlegible, desenvolvida pelo Braille Institute –, mais legível, facilitará a leitura para pessoas com deficiência visual.

    Além disso, uma barra de progresso fixa na parte superior da tela orientará o eleitor durante todas as etapas da votação, tornando o processo mais intuitivo.

    Recursos de acessibilidade que já vinham sendo empregados também foram ampliados. Caso dos intérpretes de Libras, que além de informar o cargo em votação, passam a indicar situações como voto em branco, voto nulo e voto de legenda.

    “Assegurar condições para que todas as pessoas possam exercer em igualdade de condições seus direitos políticos de forma plena está no centro da missão da Justiça Eleitoral”, comentou o Diretor de Assuntos Estratégicos do TSE, o defensor público do Rio de Janeiro William Akerman, durante audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos do Senado, nessa quinta-feira (3).

    “Quando falamos sobre acessibilidade eleitoral não estamos falando apenas de permitir que uma pessoa chegue à sessão eleitoral”, prosseguiu Akerman, destacando que, em muitos casos, um mero degrau pode representar uma barreira ao pleno exercício da cidadania.

    Ainda segundo o defensor público, as iniciativas de acessibilidade incluem a ampliação dos intérpretes de Libras empregados para sinalizar votos em branco e nulos; o livre ingresso e a permanência de cães-guia nos locais de votação e o treinamento dos mesários, com foco em assegurar atendimento preferencial a grupos específicos, como as pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Eleições 2026: candidaturas de autistas aumentam mais de cinco vezes

    Eleições 2026: candidaturas de autistas aumentam mais de cinco vezes

    As candidaturas de pessoas que se declaram autistas cresceu mais de cinco vezes entre as eleições gerais de 2022 e as de 2026, saltando de 13 para 70 os pedidos de registro.

    Trinta e nove desses candidatos concorrem a uma vaga como deputado estadual. Outros 22 almejam ser eleitos deputado federal. Há também cinco candidatos à Câmara Legislativa do Distrito Federal; três a vice-governador e um primeiro suplente.

    Os números são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e vão na contramão das candidaturas gerais, que diminuíram de 29.262, em 2022, para 20.829, este ano – dado que ainda pode variar, conforme o TSE atualiza sua base de dados.

    Segundo o Ministério da Saúde, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do desenvolvimento do cérebro que pode afetar a comunicação, as interações sociais e os comportamentos, manifestando-se de formas diferentes em cada pessoa, de quadros leves até casos que exigem maior apoio.

    O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), da Associação Americana de Psiquiatria (APA), classifica o TEA em diferentes níveis de suporte, conforme o grau de autonomia de cada pessoa. Em geral, uma pessoa com autismo de nível 1 de suporte que recebe ajuda adequada tem plenas condições de trabalhar, estudar, praticar atividades culturais e físicas, desenvolvendo uma vida independente e exercendo plenamente sua cidadania.

    Deficiências

    No total, 524 candidatos declararam à Justiça Eleitoral que têm algum tipo de deficiência física (208); visual (112); auditiva (59) entre outras (145), incluindo o autismo.

    Em 4 de outubro, data do primeiro turno, eles disputarão a preferência de cerca de 158,74 milhões de eleitores, dos quais aproximadamente 1,97 milhão têm algum tipo de deficiência – um crescimento de 42% em relação aos 1,38 milhão registrados em 2022.

    Mãe de duas filhas autistas e há 30 anos militando a favor da promoção e garantia dos direitos das pessoas com deficiência, a presidenta da Associação Vozes Atípicas (AVA) e terapeuta Simone Alli Chair, considera que o aumento do número de candidaturas é reflexo da crescente visibilidade social que o segmento vem conquistando ano a ano.

    “Graças aos avanços da ciência, hoje são diagnosticados casos que, até há pouco tempo, não eram considerados. Isso não significa que o número de autistas, por exemplo, é maior, mas sim que, antes, os casos eram subnotificados. De qualquer forma, estas pessoas estão chamando cada vez mais atenção”, ponderou Simone

    Consequentemente, acrescenta a ativista, o número de candidaturas também vem aumentando gradualmente para todos os cargos. “Como o tema parece estar em alta, há cada vez mais candidatos e políticos tentando se aproximar do segmento”, acrescentou Simone. Porém, ela alerta que nem sempre este aparente interesse vem acompanhado de compromisso real com a causa.

    “Muitos candidatos não estão interessados em realmente nos ajudar, mas sim em arregimentar eleitores. Quando chega a hora de pedirmos apoio a projetos que beneficiem nossa comunidade, querem condicioná-la à propaganda, nos deixam em segundo plano ou ignoram nossas reais necessidades e sugestões”, disse a presidenta da AVA.

    Para Simone, muitos candidatos pecam pela superficialidade ao priorizar, em suas propostas, a quantidade em detrimento da qualidade. Distorção que, segundo a terapeuta, muitos mantém após serem eleitos.

    “Em geral, os políticos querem apresentar números, quantidade. Só que nós precisamos e queremos qualidade. Se uma criança autista precisa de uma psicóloga, não é qualquer psicóloga. É uma profissional com formação específica para atender esta criança”, frisou Simone.

    “Não adianta prometer, por exemplo, que vai construir CAPS [Centros de Atenção Psicossocial] ou ampliar o número de atendimentos sem levar em conta a especificidade dos casos e a necessidade de profissionais qualificados. Ou, quando eleito, dizer que ajudou a que fossem feitos não sei quantos atendimentos – o que é importante, mas precisa ser contextualizado – sem atentar para o tempo de espera; a qualidade do atendimento; se o tratamento foi continuado ou se há equipes multidisciplinares”, acrescentou.

    Simone ressalta a necessidade de os eleitores analisarem com rigor o histórico e a viabilidade técnica das propostas apresentadas nas urnas.

    Segmentação

    Para o cientista político e sócio-fundador do Instituto Vox Populi João Francisco Meira o crescimento das candidaturas voltadas à neurodiversidade e aos direitos das pessoas com deficiência atende a uma lógica de segmentação e diferenciação, especialmente nas eleições proporcionais, ou seja, o sistema pelo qual são eleitos vereadores e deputados federais, estaduais e distritais.

    “Há, hoje, três grandes categorias ideológicas dentro do eleitorado: do centro para a esquerda; do centro para a direita e, entre estas duas, os nichos dentro dos quais os candidatos proporcionais buscam se diferenciar em meio a centenas, milhares de outros candidatos que oferecem mais ou menos um mesmo cardápio”, explicou Meira.

    Para ele, a segmentação pode ajudar um candidato proporcional a atrair eleitores para além das divisões partidárias tradicionais.

    “Alguém que não comungue com suas ideias em geral pode prestar atenção em uma determinada proposta segmentada. Ou seja, há aí um pouco de economia da atenção, de segmentação de mercado e um aspecto importante de diferenciação da narrativa”, comentou Meira.

    Ele sustenta que é comum que, a cada eleição, novos temas ganhem visibilidade e passem a atrair maior interesse de candidatos e eleitores, impactando as estratégias de campanha.

    “Na medida em que alguns problemas vão sendo resolvidos ou equacionados, novas preocupações – demograficamente menos densas [em contraposição a temas de apelo universal e massivo, como segurança pública e saúde] – passam a receber um olhar diferenciado e entram na agenda política”, concluiu Meira.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original