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  • Com menos de dois anos de vida, Planalto-GO conquista Feminino A3

    Com menos de dois anos de vida, Planalto-GO conquista Feminino A3

    O Planalto Esporte Clube, de Aparecida de Goiânia (GO), colocou Goiás na lista dos estados campeões nacionais entre as mulheres. Na noite de sábado (5), o Corvo da Massa (apelido da equipe) conquistou o título da Série A3 (terceira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol, ao derrotar o Juventude-SE por 1 a 0 no Batistão, em Aracaju, com transmissão ao vivo da TV Brasil.

    Fundado em dezembro de 2024 pelo presidente da Central Única das Favelas (Cufa) de Goiás, o Planalto estreou no futebol feminino no ano seguinte e já sendo vice-campeão estadual. O resultado credenciou as Planaltinas a disputarem o Brasileirão A3 em 2026 e levarem o título logo na temporada de estreia. É a primeira vez que um clube goiano conquista uma competição nacional entre as mulheres.

    Este foi o segundo ano consecutivo, o futebol de Goiás marcou presença na decisão da terceira divisão. Em 2025, o Vila Nova perdeu o título para o Atlético-PI.

    O Centro-Oeste, por sua vez, igualou-se ao Sudeste (Taubaté em 2022 e Vasco em 2024) como a região com mais títulos – dois – no Brasileirão A3. Antes, o mato-grossense Mixto foi campeão em 2023.

    Já a técnica Regiane Santos alcançou o terceiro acesso nacional dela de 2022 para cá. Na ocasião, a treinadora levou o Sport à Série A2 (segunda divisão). Dois anos depois, promoveu as Leoas rubro-negras à elite.

    O vice frustrou o sonho do Juventude-SE de ser o primeiro clube de Sergipe campeão nacional, independentemente do gênero. Mesmo assim, o Tricolor do Piauitinga (nome do rio que deságua na cidade de Estância) encerra a participação com vaga na Série A2 (segunda divisão) do Brasileirão de 2027, bem como o campeão e os times eliminados nas semifinais – Portuguesa-AP e Realidade Jovem, de São José do Rio Preto (SP).

    Golaço e redenção

    Em 14 jogos na competição, o Planalto obteve dez vitórias, com três empates e apenas uma derrota. Foram 28 gols marcados e 18 sofridos. A atacante Marcelly foi a artilheira do time, balançando as redes sete vezes na campanha.

    Foi dela o gol do triunfo por 1 a 0 na partida de ida, domingo passado (30), no Estádio Annibal Batista de Toledo, em Aparecida de Goiânia, também com transmissão da TV Brasil. As goianas, portanto, foram a campo no sábado com a vantagem do empate.

    Pouco antes do intervalo, o título ficou ainda mais próximo. Aos 44 minutos, Brenda cobrou falta pela esquerda, de longe. Mesmo sem tanta força, a bola foi no ângulo direito da goleira Monique, que não conseguiu defender. Um golaço da camisa 10.

    Na comemoração, a meia se emocionou. No jogo de volta das semifinais, contra o Realidade Jovem, no Teixeirão, ela sofreu uma pancada forte na perna direita e teve que sair de ambulância do estádio do interior paulista, mas se recuperou a tempo de atuar nas finais e ser decisiva.

    No segundo tempo, o Juventude-SE buscou mais o ataque, mas sem lances de grande perigo à goleira Lescaut. Bem marcada, a atacante Laureen, artilheira do Brasileirão A3 com 11 gols, foi pouco acionada.

    Aos 41 minutos, após uma dividida de Vanusa com a zaga sergipana na entrada da área, a bola sobrou com a também atacante Idalana, que bateu rasteiro e balançou as redes. Seria o segundo gol do Planalto se o lance não fosse anulado por impedimento. Não fez falta. O título foi mesmo para Goiás.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Dupla de Luisa Stefani vence mais uma e vai às oitavas do US Open

    Dupla de Luisa Stefani vence mais uma e vai às oitavas do US Open

    A paulista Luisa Stefani está classificada para as oitavas de final do torneio de duplas femininas do US Open.

    Na noite deste sábado (5), a parceria da brasileira – quarta do mundo no ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA) –, com a canadense Gabriela Dabrowski – teceira no mesmo ranking – derrotou a italiana Sara Errani (9ª) e a austríaca Lilli Tagger (49ª em simples, 507ª entre as duplistas) por 2 sets a 0, parciais de 6/2 e 7/5.

    As adversárias de Luisa e Dabrowski na próxima fase do torneio disputado em Nova York (Estados Unidos), um dos quatro principais do circuito mundial (os Grand Slams), serão conhecidas neste domingo (6).

    Ainda em horário a ser definido, a dupla formada pela húngara Fanny Stollar (34ª) e a estadunidense Asia Muhammad (47ª) encara a japonesa Eri Hozumi (68ª) e a eslovena Andreja Klepac (66ª).

    “Minha primeira vez jogando contra a Ernani, uma jogadora que admiro e respeito muito, ótima competidora. E super feliz com a vitória e com a reviravolta no segundo set. Agora vamos com tudo para a próxima”, disse Luisa, por meio da assessoria de imprensa.

    Nesta temporada, a parceria entre a brasileira e a canadense conquistou três títulos em etapas do circuito da WTA realizadas em Dubai (Emirados Árabes Unidos), Estrasburgo (França) e Eastbourne (Inglaterra).

    Nos outros Grand Slams do ano, elas alcançaram as semifinais no Aberto da Austrália e em Roland Garros, disputado em Paris (França), além de ficarem com o vice no Torneio de Wimbledon, em Londres, capital inglesa.

    O desempenho de Luisa e Dabrowski já garantiu a dupla no WTA Finals, torneio que reúne as oito melhores parcerias do ano e será em Indian Wells (Estados Unidos), no mês de novembro.

    Em 2026, o evento ocorreu na Arábia Saudita e a paulista foi vice-campeã ao lado da húngara Timea Babos (atualmente em 29º no ranking).

    Resta um

    Nas duplas masculinas, não deu para Marcelo Demoliner. Também neste sábado, a parceria do gaúcho, 63º do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), com o taiwanês Rey Ho (70º) não resistiu aos norte-americanos Nathaniel Lammons (87º) e Jackson Withrow (94º), que venceram por 2 sets a 1,parciais de 4/6, 7/6 (7-1) e 6/2.

    O único atleta do país ainda na briga na chave masculina é Marcelo Melo. O mineiro, 56º da ATP, disputa o US Open ao lado do australiano John Peers (76º).

    Eles estrearam com vitória por 2 sets a 1 (3/6, 7/5 e 6/4), na última sexta-feira (4), para cima da parceria do australiano James Duckworth (71º em simples, 907º nas duplas) com o sérvio Miomir Kecmanovic (64º no individual, 912º entre os duplistas).

    Na segunda rodada, Melo e Peers enfrentam Brandon Carpico (1103º) e Nikita Samuel Filin (739º), ambos dos Estados Unidos, em data e horário que ainda serão anunciados.

    Também na sexta, os norte-americanos surpreenderam a parceria 100% brasileira formada pelo gaúcho Rafael Matos (16º) e o catarinense Orlando Luz (13º), que vinha de dois títulos seguidos. O triunfo foi por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 7/6 (7-5) e 7/5.

    O Brasil ainda seria representado por Fernando Romboli (91º), mas o tenista carioca ficou fora por conta dos problemas físicos de Terence Atmane (92º em simples, sem ranking de duplas), com quem jogaria. O francês teve dores após a estreia na chave individual masculina.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Golpe do sósia usa tecnologia para tentar burlar biometria

    Golpe do sósia usa tecnologia para tentar burlar biometria

    Uma nova estratégia de fraude de identidade usa tecnologia de comparação facial para encontrar pessoas com características físicas semelhantes às dos próprios criminosos. O método, chamado de “golpe do sósia”, foi identificado pela equipe de inteligência analítica da Serasa Experian e descrito na edição do Mapa da Fraude referente ao primeiro semestre de 2026.

    A tática explora sistemas de reconhecimento facial para tentar fazer com que o fraudador se passe por outra pessoa durante processos de validação de identidade, como cadastros e abertura de contas.

    Como funciona

    Segundo a Serasa Experian, os criminosos utilizam ferramentas capazes de comparar o próprio rosto com imagens disponíveis em diferentes bases, inclusive aquelas obtidas de forma ilícita.

    Os chamados motores de comparação facial podem localizar identidades legítimas com elevado grau de semelhança física. A partir disso, o fraudador escolhe uma identidade que considere mais propensa a passar por uma validação biométrica.

    A estratégia muda a lógica tradicional desse tipo de crime:

    • o criminoso começa pelo próprio rosto;
    • procura pessoas fisicamente semelhantes;
    • identifica uma possível vítima;
    • tenta utilizar os dados dessa identidade em uma fraude.

    Em modalidades mais tradicionais, o fraudador parte dos dados de uma pessoa específica e procura maneiras de assumir sua identidade.

    Biometria isolada

    Para Leandro Bartolassi, diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, a nova tática demonstra como os criminosos também podem explorar tecnologias desenvolvidas para aumentar a segurança.

    A empresa defende que o reconhecimento facial não seja utilizado como única camada de autenticação. A combinação com outros sinais pode ajudar a identificar inconsistências que não seriam detectadas apenas pela análise do rosto.

    Entre os mecanismos citados estão:

    • validação de documentos;
    • prova de vida;
    • conferência de dados cadastrais;
    • análise do dispositivo utilizado;
    • identificação de padrões de comportamento;
    • avaliação de outros sinais de risco.

    Prejuízos evitados

    Os dados do Mapa da Fraude apontam que as soluções antifraude da Serasa Experian identificaram e barraram 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade no primeiro semestre de 2026.

    O volume representa um crescimento de 32,9% em relação ao mesmo período de 2025. De acordo com a empresa, isso equivale a uma ocorrência de alto risco identificada a cada 5,5 segundos.

    As tentativas bloqueadas estavam associadas a um prejuízo estimado em R$ 3,77 bilhões que teria sido evitado no período.

    Como se proteger

    A Serasa Experian recomenda que consumidores adotem cuidados para reduzir o risco de exposição de documentos, fotografias e dados biométricos.

    Entre as principais orientações estão:

    •  não compartilhar fotos de documentos ou selfies segurando documentos em redes sociais e aplicativos de mensagem;
    • fornecer dados pessoais e biométricos somente em sites e aplicativos oficiais;
    • proteger celular e aplicativos com senhas fortes e autenticação em dois fatores;
    • desconfiar de pedidos inesperados de reconhecimento facial por links, e-mails, mensagens ou Códigos QR;
    • não permitir que desconhecidos fotografem seu rosto ou documentos;
    • evitar publicar imagens de documentos, mesmo com parte das informações ocultadaproteger celular e aplicativos com senhas fortes e autenticação em dois fatores;
    • manter sistemas e aplicativos atualizados;
    • monitorar regularmente o CPF;
    • procurar os canais oficiais das empresas diante de movimentações desconhecidas.

    Empresas precisam combinar

    Para as empresas, a recomendação é adotar uma estratégia de prevenção em camadas, evitando que uma única imagem ou informação seja suficiente para concluir um cadastro.

    A Serasa Experian orienta combinar diferentes mecanismos de segurança, como:

    • biometria facial e prova de vida;
    • validação e análise documental;
    • cruzamento de dados cadastrais;
    • análise do dispositivo e da jornada digital;
    • monitoramento de tentativas repetidas;
    • identificação de padrões suspeitos;
    • atualização contínua de regras e modelos antifraude.

    A análise conjunta desses elementos pode ajudar a detectar situações em que o rosto apresenta alta similaridade, mas outros dados da operação indicam uma possível tentativa de fraude.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Flip 2026: Conversa com o Autor traz especial com Bethânia Pires Amaro

    Flip 2026: Conversa com o Autor traz especial com Bethânia Pires Amaro

    Neste domingo, às 12h30, a Rádio MEC leva ao ar uma edição especial do programa Conversa com o Autor, gravada diretamente da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2026).

    Conduzido pela jornalista Katy Navarro, o bate-papo recebe Bethânia Pires Amaro, um dos nomes mais celebrados da literatura brasileira contemporânea. 

    Nascida em Recife, criada na Bahia e radicada em São Paulo, Bethânia Pires Amaro fala sobre suas obras, que abordam temas como memória, família, pertencimento e identidade. 

    Vencedora dos prêmios Sesc de Literatura, APCA e Jabuti, a coletânea de contos O Ninho, da autora, explora relações familiares complexas, principalmente sob o ponto de vista de mulheres marcadas por perdas, violência, maternidade, pobreza, culpa e pertencimento.  

    O programa destaca ainda o lançamento do primeiro romance de Bethânia, Ressalga, história que acompanha três gerações de mulheres baianas cujas vidas são marcadas por heranças familiares, violência e resistência.

    A história começa com Janaína, que nasce no interior da Bahia e, após um escândalo, deixa sua cidade para atravessar o sertão trabalhando como lavadeira. Décadas depois, sua descendência continua enfrentando os ecos desse passado.

    Entre o sertão e Salvador, o destino marcado por medo, vulnerabilidade e afeto passam de mãe para filha. É um programa que gera vontade de ouvir e incentiva a leitura de obras de uma das principais autoras da nova literatura brasileira. 

    O programa 

    Apresentado e produzido pela jornalista Katy Navarro, o Conversa com o Autor tem quase 30 minutos de duração e gira em torno de lançamentos, títulos, curiosidades, processo criativo, sugestões de obras, leituras e as diversas narrativas literárias dos autores brasileiros. Em 2023, o programa completou uma década.

    Os episódios da nova temporada também ficam disponíveis em formato de videocast no canal da emissora pública no YouTube.

    A Rádio MEC

    Conhecida de norte a sul do país como A Rádio de Música Clássica do Brasil, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

    A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

    A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.

    Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.

    Serviço   

    Conversa com o Autor – Entrevista Bethânia Pires Amaro – domingo, dia 6/9, às 12h30, na Rádio MEC AM.   
       
    Rádio MEC na internet e nas redes sociais:
    Site: https://radiomec.ebc.com.br 
    Instagram: https://www.instagram.com/radiomec
    Spotify: https://open.spotify.com/user/radiomec
    YouTube: https://www.youtube.com/radiomec
    Facebook: https://www.facebook.com/radiomec
    X: https://x.com/radiomec
    WhatsApp: (21) 99710-0537
     
    Como sintonizar a Rádio MEC:
    Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz
    Belo Horizonte: FM 87,1 MHz
    Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz
    Parabólica – Star One C2 – 3748,00 MHz – Serviço 3
    Celular – App Rádios EBC para Android e iOS

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Recursos precisam chegar a povos tradicionais, defende Fundo Brasil

    Recursos precisam chegar a povos tradicionais, defende Fundo Brasil

    À frente da fundação filantrópica Fundo Brasil desde maio deste ano, a diretora executiva Allyne Andrade chegou à instituição para ajudar a repensar a luta por direitos humanos frente aos desafios que agravam a desigualdade social no país.  

    Carioca de Realengo, na Zona Oeste, e com origem na política de cotas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Allyne é advogada, doutora, especialista em Teoria Crítica e construiu a carreira em paralelo ao trabalho ativista no movimento social antirracista.

    Em 2020, foi selecionada em um processo seletivo para ocupar o cargo de diretora executiva adjunta. 

    “Esse lugar me dá a oportunidade de juntar, de fazer pontes entre esses três mundos, o mundo ativista, o acadêmico e o meu trabalho em si”, diz.

    Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, ela avalia a readequação das iniciativas de filantropia em defesa dos direitos humanos, em um momento de crises globais.

    Criado pelos ativistas sociais Abdias do Nascimento, Margarida Genevois, Rose Muraro e Dom Pedro Casaldáliga, o Fundo Brasil é uma fundação independente, que surgiu com o objetivo de financiar, por meio da filantropia, organizações da sociedade civil, protagonizadas por pessoas e comunidades diretamente afetadas por violações de direitos.

    Confira os principais trechos da entrevista

    Agência Brasil: Você assumiu a diretoria em um momento em que o mundo enfrenta o desafio sem precedentes das mudanças climáticas, que agravam também questões sociais. Eu queria saber como o Fundo Brasil tem trabalhado isso aqui no país?

    Allyne Andrade: Além de a crise climática afetar desigualmente populações mais pobres da periferia e em comunidades tradicionais, vivemos um momento em que países importantes, poluidores, que agravam essa crise, decidiram não fazer parte das decisões e das negociações multilaterais.

    Já havia um diagnóstico da sociedade civil de que, embora essas grandes rodadas internacionais tratassem de financiamento de soluções climáticas e adaptação, esses recursos não chegavam aos povos e comunidades tradicionais ─ aquelas pessoas que estão mais próximas do território, que sofrem os efeitos da crise climática mas que também são aquelas que mantêm os territórios mais preservados dentro do Brasil.

    A gente trabalha muito a partir do que os movimentos sociais demandam à gente. O Fundo Brasil foi criado para atuar também nos gaps [lacunas] de financiamento, onde o dinheiro não está conseguindo chegar. Não só recurso, mas também apoio técnico, apoio programático.

    O Fundo Brasil tem uma longa trajetória de apoio a povos e comunidades tradicionais desde que surgiu, e eles estavam pedindo que passássemos a atuar nessa área de forma mais concentrada. 

    Então, em 2023, a gente fez o [programa] Raízes, que é a nossa linha de justiça climática, para direcionar apoio financeiro para povos indígenas, quilombolas e todos os povos e comunidades tradicionais.

    Agência Brasil: E como funciona? Como os povos acessam esses recursos da filantropia?

    Allyne Andrade: A ideia é direcionar doações estruturantes, por meio de editais públicos, nos quais as organizações sociais que atuam nos territórios podem se candidatar com projetos. A escolha dos projetos vem de processos participativos, por meio dos comitês externos com especialistas, que decidem quais são os projetos que mais necessitam de financiamento.

    O Raízes também tem aportes emergenciais de resposta rápida para proteger as lideranças em territórios ameaçados. A gente sabe que o desmatamento atende a uma lógica de conflito territorial, que expõe lideranças a ameaças durante a proteção do território contra processos de grilagem, de avanço ilegal da fronteira agrícola, de desmatamento por mineração, madeireiras.

    Para emergências de extremos climáticos, como foi a do Rio Grande do Sul, a gente tem uma linha para apoiar as comunidades a reagir rapidamente.

    Agência Brasil: O Fundo Brasil completa 20 anos em 2026. O quanto já foi possível avançar até aqui?

    Allyne Andrade: Nós somos uma fundação independente, o que significa que a gente tem um fundo de reserva e trabalha com recursos próprios. E aplica esses recursos próprios onde a gente vê falta de recursos de filantropia. Mas a gente também busca doadores.

    Ao longo de 20 anos, o Fundo Brasil doou R$ 141 milhões à 2,5 mil iniciativas. Só em 2025, a gente doou R$ 32 milhões à sociedade civil organizada, o que foi um aumento de quase 20% em relação ao volume de doações de 2024.

    Com o Raízes, a gente teve mais de R$ 6 milhões em doação direta desde 2023, para projetos e respostas emergenciais voltados aos povos e comunidades tradicionais.

    Agência Brasil: Além dessa correlação com a crise climática, quais outras frentes em que o Fundo Brasil atua no campo dos direitos humanos?

    Allyne Andrade: A gente tem uma linha, o Labora, que é de apoio ao trabalho digno, por direitos dos trabalhadores e combate ao trabalho análogo à escravidão, e também apoia a organização de novas fronteiras de trabalho, como trabalhadores de aplicativo e do cuidado, além de empregados domésticos.

    A gente tem como prioridade o fortalecimento da sociedade civil e da democracia brasileira, e pensa nisso através do fortalecimento da sociedade civil organizada e defesa dos direitos raciais. Então, a gente tem linhas de enfrentamento ao racismo e também ao racismo digital, e linhas de direitos digitais, pela defesa dos direitos humanos nesse campo, combate à violência e defesa das pessoas LGBTQIAPN+,

    E a gente trabalha com uma linha de defensores de direitos humanos, em que a gente apoia as organizações a pensarem cultura e segurança, mas também a ter uma estrutura de resposta rápida em caso de ameaça a defensores de direitos humanos do Brasil.

    A gente combate a violência de gênero como uma das nossas prioridades, pensando também em trabalhadoras, mulheres, e como a gente apoia essas trabalhadoras a se organizarem.

    Por fim, tem uma linha de justiça criminal, em que a gente trabalha com diminuição de prisão provisória e combate à tortura no cárcere. A gente está também apoiando as organizações a incidirem no Plano Pena Justa, para transformar o estado de coisas inconstitucional, tentando fazer um sistema prisional brasileiro mais humanizado.

    Agência Brasil: Qual a sua expectativa à frente da diretoria executiva do Fundo Brasil?

    Allyne Andrade: Então, a ideia é estar mais próxima dos movimentos sociais, das organizações da sociedade civil, e também pensar uma comunicação estratégica junto com esse ecossistema, para essa reconquista da sociedade para a democracia, entendendo os direitos humanos como um valor reformulado pelo povo.

    Não é um direito humano da carta da ONU [Organização das Nações Unidas] – que também é importante. Queremos tratar de direitos repensados para os desafios atuais, a partir de povos e comunidades tradicionais e de um movimento decolonial, antirracista, com diversidade, inclusão e que respeite as cosmovisões e cosmogonias dos povos e comunidades tradicionais.

    Além disso, nesses 20 anos, a gente vai ter uma conferência para reunir ativistas, movimentos sociais, pesquisadores e iniciativa privada, para juntos pensarmos os desafios do país no campo dos direitos humanos e os caminhos da filantropia nesse contexto. Então, a gente espera também, a partir dessa conferência, ter um olhar construído coletivamente para o que serão os próximos 20 anos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rádio Nacional transmite Remo e Flamengo pelo Brasileirão hoje

    Rádio Nacional transmite Remo e Flamengo pelo Brasileirão hoje

    A Rádio Nacional leva ao ar neste domingo (6) a partida válida pela 26ª rodada da Série A do Brasileirão 2026 entre Remo e Flamengo. As equipes duelam pelos 3 pontos direto do Estádio Mangueirão, em Belém, Pará. 

    O Remo recebe o Flamengo para um confronto pelo Campeonato Brasileiro que não acontece em Belém desde 2 de abril de 1978. A partida é decisiva para os objetivos opostos das duas equipes na competição: enquanto o time paraense, atual 19º colocado com 23 pontos, busca uma reação urgente na luta contra o rebaixamento, o Rubro-Negro, vice-líder com 51 pontos, entra em campo de olho na liderança da tabela. 

    As transmissões da Rádio Nacional iniciam com a faixa Show de Bola Nacional e contará com uma equipe completa para levar ao público todas as emoções dos confrontos. A cobertura da partida tem um time de peso na equipe de esportes da emissora: a narração fica por conta de André Luiz Mendes com comentários de Marcelo Smigol, e Rafael Monteiro comanda a reportagem e o plantão de informações da rodada. 

    A transmissão da partida entra no ar para parte da rede em AM e OC, além da FM no Rio de Janeiro, no Alto Solimões e parceiros da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A Nacional FM nas demais praças segue com o conteúdo musical. O ouvinte pode ficar ligado nas produções preferidas pelo dial, no app Rádios EBC e no site da emissora. Os áudios ainda estão disponíveis em tempo real por streaming nas duas plataformas. 

    Brasileirão

     O Campeonato Brasileiro é a liga brasileira de futebol profissional entre clubes do Brasil, sendo a principal competição futebolística no país. Por meio da disputa, são indicados os representantes brasileiros para a Copa Libertadores da América, junto ao campeão da Copa do Brasil. 

    Vinte clubes participam do torneio. No decorrer da temporada, cada time joga duas vezes contra os outros, em um sistema de pontos corridos, uma vez em seu estádio e a outra no de seu adversário, em um total de 38 jogos. 

    As equipes recebem três pontos por vitória e um por empate. Os clubes são classificados pelo total de pontos, depois pelo saldo de gols e, em seguida, pelos gols marcados. Em caso de empate entre dois ou mais times, os critérios de desempate são: maior número de vitórias; maior saldo de gols; maior número de gols pró; confronto direto; menor número de cartões vermelhos recebidos; e menor número de cartões amarelos recebidos. 

    Cobertura 

    Esporte que é paixão do povo brasileiro, o futebol é um dos destaques da programação da Rádio Nacional, emissora pública referência em transmissões de partidas no país há décadas. Os jogos das principais competições e as notícias mais importantes têm espaço nas jornadas esportivas diárias. 

    Os torcedores podem ficar ligados pelo rádio, site ou streaming para acompanhar as emoções das disputas entre os maiores clubes brasileiros. Antes e depois dos confrontos, o ouvinte se informa sobre a preparação das equipes e a repercussão do placar nas ondas da Nacional. A análise sobre os resultados da rodada ainda ganha janela diária para um rico debate em produções consagradas no radiojornalismo esportivo. 

    A equipe da Rádio Nacional reúne craques da crônica esportiva. São produtores, jornalistas e apresentadores que buscam o diferencial da notícia. Além de informar o público nas ondas do rádio, o time também faz bonito na telinha da TV Brasil. Os profissionais realizam o programa Stadium, de segunda a sexta, às 12h30, e de terça a sexta, às 18h30. 

    Sempre ao vivo, as tradicionais produções da emissora pública trazem análises e apurações atualizadas. O esporte tem espaço destacado na programação do canal. O telejornal diário Repórter Brasil, às 12h45 e às 19h, também oferece uma ampla cobertura dos principais resultados do dia. 

    Prêmio 

    Aproveite a transmissão do Brasileirão Masculino e ajude a escolher a vencedora da categoria Craque da Torcida do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas. A premiação criada pela TV Brasil e pela Petrobras vai reconhecer ainda atletas, treinadores e treinadoras, dirigentes, departamentos de futebol feminino e clubes que se destacarem ao longo da temporada de 2026. A votação da categoria com voto popular já está aberta, é gratuita e tem votos ilimitados! Acesse ebc.com.br/premiotvbrasilpetrobrasparaelas até 31 de outubro.

    Serviço 

    Campeonato Brasileiro 2026 – Remo x Flamengo, 6/9, a partir das 15h30, na Rádio Nacional RJ, AM, OC e AS + RNCP e Parceiros 

    Rádio Nacional na internet e nas redes sociais: 

    • Site: https://radionacional.ebc.com.br 
    • Instagram: https://www.instagram.com/radionacionalbr 
    • Spotify: https://open.spotify.com/user/vpj3k8ogjwf1nkv4nap3tlruv 
    • YouTube: http://youtube.com/radionacionalbr 
    • Facebook: https://www.facebook.com/radionacionalbr 
    • X: https://x.com/radionacionalbr 
    • Streaming: https://aovivo.ebc.com.br/embed-audio.html?emissora=radio-nacional-do-rio-de-janeiro 

    WhatsApp Nacional: 

    •  Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201 
    •  Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536 
    •  Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568 
    •  Rádio Nacional do Rio de Janeiro: (21) 97119-9966 

    Saiba como sintonizar a Rádio Nacional 

    • Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz 
    • Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz 
    • São Paulo: FM 87,1 MHz 
    • Recife: FM 87,1 MHz 
    • São Luís: FM 93,7 MHz 
    • Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC 
    • Alto Solimões: FM 96,1 MHz 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rádio MEC: Caderno de Música lembra 130 anos da morte de Carlos Gomes

    Rádio MEC: Caderno de Música lembra 130 anos da morte de Carlos Gomes

    O Caderno de Música que a Rádio MEC leva ao ar nos próximos dois domingos lembra os 130 anos de morte de Carlos Gomes, um dos principais compositores brasileiros do século XIX.

    O programa especial, que destaca a trajetória do primeiro compositor das Américas a alcançar projeção duradoura nos grandes teatros de ópera da Europa, ganha transmissão na emissora pública às 12h30.

    Neste domingo (6), na edição Trajetória e obras vocais, os ouvintes vão conferir algumas das principais obras vocais de Carlos Gomes, particularmente as óperas e as modinhas.

    No dia 13, a atração especial Obras instrumentais do compositor apresenta outras composições de seu catálogo, desta vez com destaque para a produção instrumental.

    Ao longo da primeira parte do especial, será transmitido a modinha Quem sabe?, com a soprano Adriana Bernardes acompanhada pela Orquestra de Câmara Paulista, sob a regência de Branco Bernardes; o prelúdio do primeiro ato da ópera A noite do castelo, com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sob a regência de Fabio Mechetti; a ária Amore Le Ebbrezze, da ópera Fosca, com Paulo Fortes, acompanhado pela Orquestra Sinfônica Nacional, sob a regência de Nino Stinco; e Alvorada, da ópera Lo schiavo (O Escravo), com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sob a regência de Fabio Mechetti.

    O programa

    Programa que desvenda o universo musical, se propondo a explicar ao ouvinte o que é uma sonata, uma sinfonia, um concerto, spalla, allegro, moderato e os diversos termos da linguagem musical. Aborda os gêneros, formas e formatos do mundo da música clássica, através da audição de trechos musicais e da realização de entrevistas especiais.

    A Rádio MEC

    Conhecida de norte a sul do país como A Rádio de Música Clássica do Brasil, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

    A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

    A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.

    Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.

    Serviço

    Caderno de Música – Especial Carlos Gomes: Trajetória e obras vocais – domingo, dia 06/09, às 12h30, na Rádio MEC
    Caderno de Música – Especial Carlos Gomes: Obras instrumentais do compositor – domingo, dia 13/09, às 12h30, na Rádio MEC
     
    Rádio MEC na internet e nas redes sociais
    Site: https://radiomec.ebc.com.br 
    Instagram: https://www.instagram.com/radiomec
    Spotify: https://open.spotify.com/user/radiomec
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    WhatsApp: (21) 99710-0537
     
    Como sintonizar a Rádio MEC
    Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz
    Belo Horizonte: FM 87,1 MHz
    Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz
    Parabólica – Star One C2 – 3748,00 MHz – Serviço 3
    Celular – App Rádios EBC para Android e iOS

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Alison dos Santos conquista o título da Liga Diamante pela 3ª vez

    Alison dos Santos conquista o título da Liga Diamante pela 3ª vez

    O paulista Alison dos Santos, o Piu, conquistou, pela terceira vez na carreira, o título da Liga Diamante (Diamond League), o principal circuito do atletismo, nos 400 metros com barreiras.

    O brasileiro venceu, com sobras, a prova deste sábado (5), que encerrou a etapa de Bruxelas (Bélgica), a última da temporada, com tempo de 46s70.

    A disputa teve dobradinha verde e amarela. O cearense Matheus Lima chegou na terceira posição, com 48s18. O norte-americano Trevor Bassitt ficou com a prata (48s03).

    Foi a terceira vez que os brasileiros dividiram o pódio na temporada, após as etapas de Estocolmo (Suécia), em junho, e Slask (Polônia), no mês passado.

    A prova não teve a participação dos dois principais rivais de Piu: o norte-americano Rai Benjamin, atual campeão olímpico; e o norueguês Karsten Warholm, que era o detentor do recorde mundial até agosto, quando foi superado pelo atleta paulista justamente na etapa anterior da Liga Diamante, em Zurique (Suíça).

    Alison venceu as seis provas dos 400 m com barreiras que disputou do circuito em 2026. Ele também ganhou em Xiamen (China), Oslo (Noruega) e Slask (Polônia). O barreirista não competiu somente na etapa de Londres (Grã-Bretanha), em julho.

    Duas vezes medalhista olímpico de bronze, nos Jogos de Tóquio (Japão) e Paris (França), Piu já tinha duas conquistas de Liga Diamante no currículo, em 2022 e 2024. Também em 2022, o barreirista foi campeão do Mundial de Eugene (Estados Unidos), ficando com a prata três anos depois, na capital japonesa.

    Salto triplo

    Outro brasileiro a competir neste sábado pela última etapa da Liga Diamante foi Almir Júnior. O mato-grossense ficou com a quinta colocação do salto triplo, com marca de 16,42 m, alcançada na segunda tentativa.

    A vitória foi de Andy Díaz, cubano naturalizado italiano, que atingiu 17,74 m. O português Pedro Pichardo (17,51 m) ficou com a prata e o jamaicano Jordan Scott (17,18) levou o bronze.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Novo campus da UFSCar terá bacharelados interdisciplinares

    Novo campus da UFSCar terá bacharelados interdisciplinares

    A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no município de São José do Rio Preto (SP), terá uma nova sede. O edifício, antes uma fábrica, tem 11 mil metros quadrados de área construída, estruturada em dois pavimentos, e deverá passar por reformas para acomodar adequadamente a comunidade acadêmica.

    Os 90 estudantes estão acompanhando as aulas em um espaço provisório, cedido pelo Instituto Federal de São Paulo (IFSP).  

    Ao todo, 32 professores já foram contratados para lecionar no local e 18 vagas estão abertas para concurso público, com nomeação prevista para janeiro de 2027. O Ministério da Educação também alocou 50 cargos de docente, de direção e funções gratificadas.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Leonardo Barchini, visitaram a futura sede neste sábado (5).

    Bacharelados interdisciplinares

    Ao entrarem na instituição, os alunos poderão cursar bacharelados interdisciplinares, para, somente no segundo ciclo, optarem por habilitações específicas.

    Para o primeiro ciclo, foi autorizado o funcionamento dos três primeiros cursos de graduação: 

    • Bacharelado Interdisciplinar em Ciência, Tecnologia e Inovação – 260 vagas anuais; 
    • Bacharelado Interdisciplinar em Ciências e Humanidades – 150 vagas anuais; 
    • Bacharelado Interdisciplinar em Artes – 150 vagas anuais.

    Estão previstas as áreas de Artes Cênicas, Produção Cultural, Arquitetura e Urbanismo (com ênfase em habitação social), Serviço Social, Inteligência Artificial e Ciência de Dados, e Engenharia de Manufatura e Design.

    Criada em 1968 e com atividades iniciadas em 13 de março de 1970, a UFSCar é a primeira instituição federal de ensino superior instalada no interior do estado de São Paulo. Com campi situados em São Carlos (sede), Araras, Sorocaba, Lagoa do Sino e São José do Rio Preto.

    São José do Rio Preto é polo de uma região metropolitana que abrange 96 municípios e cerca de 1,6 milhão de habitantes, sendo 480 mil habitantes no próprio município.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Dallagnol divulga sigilo fiscal de Zanin, que pede responsabilização

    Dallagnol divulga sigilo fiscal de Zanin, que pede responsabilização

    O ministro Cristiano Zanin (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou neste sábado (5) um ofício ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PE) pedindo responsabilização dos envolvidos na exposição de seus dados fiscais e bancários, que foram anexados ao registro de candidatura ao Senado do ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo).

    No ofício, endereçado ao desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, presidente do TRE paranaense, Zanin pede a responsabilização “inclusive no âmbito criminal”. O ministro notificou ainda as presidências do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o caso.

    O ministro cita reportagem do portal Metrópoles segundo a qual seus dados foram expostos pela defesa de Dallagnol, que anexou os documentos para contestar uma impugnação da candidatura.

    As informações foram obtidas em 2019, quando Dallagnol era chefe da Lava Jato no Paraná e Zanin era advogado do hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A quebra de sigilo fora determinada pelo então juiz Marcelo Bretas, responsável pelo braço da Lava Jato no Rio de Janeiro.

    Na ocasião, também foram quebrados os sigilos fiscal e bancário da advogada Valeska Teixeira Zanin Martins, esposa do ministro do Supremo, sob o pretexto de apurar supostos desvios de verbas do Sistema S. Tais dados também foram expostos.

    Em nota enviada à imprensa, a defesa de Deltan Dallagnol disse que os dados referentes à quebra de sigilo de Zanin constavam em reclamações abertas pelo próprio Zanin contra o então procurador no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Tais procedimentos tramitavam sob proteção de sigilo judicial.

    Os advogados alegam que o material é relevante para demonstrar a regularidade da candidatura de Dallagnol e por isso foi apresentado de forma integral para que a Justiça Eleitoral pudesse avaliá-lo “de forma transparente e zelosa”.  

    As quebras de sigilo contra Zanin e esposa acabariam anuladas pela Justiça Federal, por falta de provas das acusações. As reclamações abertas contra Dallagnol no CNMP também não resultaram em punições e foram arquivadas.

    “O desdobramento das reclamações prova que eram insubsistentes. O seu conteúdo comprova que jamais se converteriam em demissão. E isso prova que não podem fundamentar o afastamento do candidato das eleições”, argumenta a defesa do ex-procurador.

    “A defesa do candidato jamais teve a intenção de expor dados do então advogado, mas sim de exercer com plenitude o direito político de candidatura, demonstrando cabalmente sua elegibilidade”, complementa o texto.

    Ainda neste sábado, após a revelação sobre a exposição dos dados de Zanin, a relatora do registro de candidatura de Dallagnol, desembargadora Vanessa Jamus Marchi, impôs novo sigilo sobre os documentos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original