Autor: admin

  • Festival de Música Rádio Nacional apresenta novo cronograma

    Festival de Música Rádio Nacional apresenta novo cronograma

    O 17º Festival de Música Rádio Nacional apresenta novo cronograma para a edição de 2026. Com a reorganização das datas, o show da final, que coroa a trajetória dos artistas selecionados ao longo da edição, foi remarcado para 12 de dezembro, na Caixa Cultural Brasília.

    A partir de 30 de setembro, as 50 músicas semifinalistas passam a ser executadas na programação da Rádio Nacional e entram em votação pela internet. Essa etapa segue até 29 de novembro.

    Em seguida, entre 30 de novembro e 11 de dezembro, as 10 músicas finalistas serão veiculadas na programação da emissora e participarão de uma nova fase de votação online.

    A final do Festival será realizada em 12 de dezembro, na Caixa Cultural Brasília, com apresentação dos artistas finalistas e anúncio dos vencedores da edição.

    As categorias contempladas são Melhor Música, Melhor Intérprete, Melhor Letra, Melhor Arranjo e Música Mais Votada na Internet.

    Recorde de inscrições

    O 17º Festival de Música Rádio Nacional encerrou as inscrições deste ano com 1.512 músicas de todo o país. O número representa um novo recorde da iniciativa e supera a marca registrada em 2025. Em comparação com a edição anterior, foram 444 músicas a mais, um crescimento aproximado de 42%.

    O Festival de Música Rádio Nacional tem como objetivo revelar e divulgar gravações de obras musicais inéditas, abrindo espaço para novos talentos e para a diversidade da produção musical brasileira.

    Os finalistas em cada categoria receberão certificados de participação, e os vencedores ganharão troféus.

    Novo cronograma

    30 de setembro a 29 de novembro de 2026
    Execução das 50 músicas semifinalistas na programação da Rádio Nacional e votação pela internet

    30 de novembro a 11 de dezembro de 2026
    Execução das 10 músicas finalistas na programação da Rádio Nacional e votação pela internet

    12 de dezembro de 2026
    Show da final do Festival de Música Rádio Nacional, na Caixa Cultural Brasília

    Rádio Nacional na internet e nas redes sociais

    Site: https://radios.ebc.com.br
    Instagram: https://www.instagram.com/radionacionalbr
    Spotify: https://open.spotify.com/user/vpj3k8ogjwf1nkv4nap3tlruv
    YouTube: http://youtube.com/radionacionalbr
    Facebook: https://www.facebook.com/radionacionalbr
    X: https://x.com/radionacionalbr

    WhatsApp Nacional

    Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201
    Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536
    Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568
    Rádio Nacional do Rio de Janeiro: (21) 97119-9966

    Saiba como sintonizar a Rádio Nacional

    Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 kHz
    Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz
    São Paulo: FM 87,1 MHz
    Recife: FM 87,1 MHz
    São Luís: FM 93,7 MHz
    Amazônia: 11.780 kHz e 6.180 kHz OC
    Alto Solimões: FM 96,1 MHz

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • STF define rito de sessão que analisará conversas de Moraes e Vorcaro

    STF define rito de sessão que analisará conversas de Moraes e Vorcaro

    O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

    De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

    Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

    O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

    Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.

    O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

    O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

    A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

    Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • STF confirma transmissão pela internet de sessão sobre Moraes

    STF confirma transmissão pela internet de sessão sobre Moraes

    O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou há pouco que a sessão da Corte que vai analisar as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet.

    A Corte também adotou medidas de segurança durante o julgamento, que está previsto para começar às 10h desta terça-feira (15).

    As vagas no plenário serão destinadas a pessoas previamente inscritas pelo cerimonial do STF.

    A entrada do plenário contará com detectores de metais e equipamento de raio-X e todos as pessoas deverão passar pelos procedimentos de segurança.

    O uso de celulares durante a sessão será proibido, e os aparelhos deverão ser lacrados na entrada do plenário.

    O trânsito na Esplanada dos Ministérios será interditado na altura do Congresso Nacional. 

    (Em atualização)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Assédio e sobrecarga ameaçam saúde mental de jornalistas, diz pesquisa

    Assédio e sobrecarga ameaçam saúde mental de jornalistas, diz pesquisa

    Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (14) aponta um cenário preocupante: as condições e as características do trabalho jornalístico, aliadas ao constante assédio e ao baixo apoio social, expõem os profissionais de imprensa do Brasil a uma série de potenciais problemas de saúde mental.

    Produzido pela Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho (Fundacentro) com o apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o estudo Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil aponta a urgência de empregadores, entidades de classe e formuladores de políticas públicas reconhecerem a gravidade da situação e atuarem para promover um ambiente de trabalho mais seguro, justo e saudável para os profissionais da categoria.

    Quase metade (48%) dos 257 jornalistas brasileiros recrutados via amostragem para responder a um questionário online afirmaram sofrer com sintomas de insônia.

    O percentual é superior à média nacional registrada no relatório Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil) 2006-2024, do Ministério da Saúde, que registra média entre 28,7% (em Natal) e 38% (em Maceió).

    Trinta e seis por cento dos entrevistados também relataram episódios típicos de um quadro de ansiedade, enquanto metade dos entrevistados (50%) disse enfrentar quadro de depressão. Desses últimos, 9% elencaram sintomas de depressão severa e 16%, extremamente severa.

    Além disso, 21,5% dos que responderam ao questionário revelaram consumir bebidas alcoólicas em consonância com padrões de frequência e de quantidade que sugerem o uso de risco (18,7%) ou nocivo (1,6%). Além disso, as respostas de 1,2% dos entrevistados indicam uma provável dependência.

    Analisando outros estudos, Bruna Balarotti e Elaine Cristina Marqueze, as responsáveis pela pesquisa apresentada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional, destacam que o dinamismo e, consequentemente, o estresse, são características intrínsecas ao jornalismo que expõem os profissionais a riscos psicossociais.

    Assédio

    Não bastasse isso, os trabalhadores são alvo constante de diferentes formas de assédio, principalmente moral.

    Ao menos 26% dos profissionais de imprensa reportaram já ter sido alvo de assédio moral no ambiente de trabalho – percentual que pode atingir 37% quando aplicados outros critérios de pesquisa.

    “A prevalência de assédio moral no trabalho, variando de 26% a 37%, e de cyberbullying (30%), representam um dos achados mais críticos deste estudo”, sustentam as autoras do relatório da pesquisa.

    “Esses percentuais elevados indicam que uma parcela substancial dos jornalistas brasileiros está exposta a formas de violência psicossocial, tanto no ambiente físico quanto no digital.”

    Um agravante à situação é que 61% dos entrevistados afirmam receber baixo apoio social – definido como os níveis de interação social no trabalho, tanto com colegas quanto com superiores.

    Segundo Bruna e Elaine, junto com o baixo controle sobre as atividades que os jornalistas têm que executar sob pressão, essa situação pode gerar consequências negativas à saúde ou agravá-las. O que, talvez, ajude a explicar o fato do quesito avaliação da satisfação no trabalho ter ficado levemente abaixo da média.

    Para as pesquisadoras, as consequências das condições de trabalho dos profissionais de imprensa geram reflexos que afetam além da própria categoria, uma vez que esta é considerada essencial para o adequado funcionamento das instituições democráticas. Opinião compartilhada com a presidenta da Fenaj, Samira de Castro Cunha.

    “Os dados evidenciam um cenário preocupante, marcado por altas taxas de estresse, ansiedade, depressão, insônia, assédio moral e violência digital. Além disso, revelam um ambiente de trabalho caracterizado por altas demandas, baixo controle sobre as atividades e insuficiente apoio social”, diz Samira.

    “Esses elementos não apenas afetam a saúde dos profissionais, mas também impactam a qualidade da informação produzida [pelos jornalistas] e, consequentemente, o próprio direito da sociedade à informação”, concluiu. 

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confiança da indústria recua e mantém 21 meses de pessimismo

    Confiança da indústria recua e mantém 21 meses de pessimismo

    A confiança dos empresários industriais voltou a recuar em setembro. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado nesta segunda-feira (14) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu 1,4 ponto, passando de 46,3 para 44,9 pontos.

    O resultado mantém o indicador abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de pessimismo. Com isso, a indústria completa 21 meses consecutivos sem confiança, no período mais prolongado já registrado pela série desde 2015 e 2016.

    Segundo a CNI, a queda foi disseminada entre os componentes do índice, atingindo tanto a avaliação das condições atuais quanto as expectativas para os próximos meses.

    “Essa queda foi generalizada, verificada em todos os componentes do índice, tanto a avaliação das condições correntes quanto as expectativas”, afirmou em nota Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

    Economia pesa

    A percepção dos empresários sobre a situação econômica do país foi um dos principais fatores para o recuo do indicador. A avaliação das condições atuais da economia brasileira caiu 3,6 pontos, de 36,6 para 33 pontos.

    O Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos empresários sobre o momento presente, caiu 2,5 pontos, de 42,7 para 40,2 pontos.

    Os principais resultados foram:

    • Condições atuais: 40,2 pontos, queda de 2,5 pontos;

    • Economia brasileira: 33 pontos, recuo de 3,6 pontos;

    • Condições das empresas: 43,8 pontos, queda de 1,9 ponto.

    Expectativas pioram

    O pessimismo também avançou nas perspectivas para os próximos meses. O Índice de Expectativas recuou 0,9 ponto, passando de 48,1 para 47,2 pontos.

    A percepção sobre o futuro da economia brasileira caiu de 39,7 para 39,1 pontos. Já as expectativas em relação às próprias empresas tiveram queda de 1 ponto, de 52,3 para 51,3 pontos.

    Confira os números:

    • Índice de Expectativas: 47,2 pontos, queda de 0,9 ponto;

    • Futuro da economia: 39,1 pontos, recuo de 0,6 ponto;

    • Expectativas para as empresas: 51,3 pontos, queda de 1 ponto.

    Efeito nos negócios

    Para a CNI, as oscilações positivas registradas ao longo de 2026 não foram suficientes para alterar o cenário de desconfiança entre os empresários industriais.

    Segundo a entidade, eventuais melhorias desses índices em alguns meses deste ano foram pontuais e não mudaram muito o quadro. A falta de confiança continua disseminada entre os empresários industriais.

    A edição de setembro do Icei ouviu 1.186 empresas industriais de 1º a 8 de setembro de 2026. Desse total, 475 pequenas empresas, 441 médias empresas e 270 grandes empresas.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mendonça retira sigilo de processo sobre rede de pagamentos de Vorcaro

    Mendonça retira sigilo de processo sobre rede de pagamentos de Vorcaro

    O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo sobre um processo que trata da rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

    A medida foi tomada após determinação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Mais cedo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia opinado pela retirada do sigilo que ainda vigorava sobre o processo. 

    Fachin, por sua vez, havia sido acionado pelo ministro Alexandre de Moraes, que em ofício disse ser essencial a quebra do sigilo da petição sobre os pagamentos de Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira (15). Amanhã, o plenário decidirá sobre a abertura de investigação sobre Moraes. 

    Com a nova retirada de sigilo, o STF derrubou o segredo judicial sobre 54 linhas de investigação derivadas da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. 

    Julgamento 

    No julgamento de terça, os ministros devem se debruçar sobre um relatório da Polícia Federal (PF) que traz 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes, com quem o ex-banqueiro demonstra ter relação próxima. 

    O material foi recuperado do celular apreendido de Vorcaro. As mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, dia em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. 

    Nas mensagens, Vorcaro aparenta compartilhar com Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, o ex-banqueiro busca informações sobre a operação da PF para prendê-lo. As respostas do interlocutor não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores. 

    O relatório veio à tona no início de setembro, quando o sigilo sobre o material foi retirado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. O ato desencadeou uma crise sem precedentes na Corte, com embate entre os ministros. 

    A PGR pediu ao Supremo a anulação do relatório, devido a supostas irregularidades na sua produção. Segundo o órgão, o relator não poderia ter autorizado o avanço das investigações sobre um ministro do Supremo sem ter informado ao plenário previamente. 

    Reação 

    Em resposta, Moraes divulgou o que disse ser um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual haveria direcionamento das investigações do caso Master por Mendonça, com objetivo de atingir desafetos políticos. 

    O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. 

    Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • PF: deputado Cezinha de Madureira negociava acesso a ministros do STF

    PF: deputado Cezinha de Madureira negociava acesso a ministros do STF

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantou o sigilo da decisão em que autorizou a Polícia Federal (PF) a realizar buscas em endereços do deputado Cezinha de Madureira (PL-RJ).

    O documento descreve as suspeitas de que o parlamentar prometia acesso e influência sobre ministros da Corte em troca de dinheiro. 

    Na decisão, Dino destacou a suspeita de que o deputado “aparenta utilizar a ascendência de sua função parlamentar para incutir em terceiros a percepção de influência sobre magistrados de Tribunais Superiores”. O congressista é investigado por tráfico de influência, corrupção e lavagem de dinheiro. 

    Em relatório parcial citado por Dino, a PF apresenta mensagens encontrada em celular de terceiros em que a advogada Valéria Rodrigues Linhares, esposa do parlamentar, aparece negociando a influência dos deputados sobre ministros de tribunais superiores, incluindo do próprio Supremo. 

    As mensagens foram encontradas no celular apreendido da advogada Mariângela Fialek, servidora da Câmara dos Deputados que é investigada pela PF como responsável pela liberação de emendas parlamentares do chamado orçamento secreto – emendas ao orçamento do governo federal que não permitiam identificar o parlamentar responsável pela indicação nem o destinatário final dos recursos. 

    Em conversas extraídas de seu celular, Mariângela negocia com Valéria contratos de honorários advocatícios em troca de que Cezinha de Madureira entre em contato e faça pedidos a ministros de tribunais superiores relacionadas a causas específicas. 

    Nas conversas, são mencionados os ministro do STF Nunes Marques, André Mendonça e Gilmar Mendes. A PF contudo, afirmou não haver nenhum elemento que indique “solicitação, aceitação ou recebimento de vantagem indevida por integrante do Poder Judiciário”. 

    No relatório, os investigadores afirmam que “os magistrados nominalmente referidos nos diálogos comparecem nestes autos exclusivamente como destinatários cogitados da influência anunciada pelos investigados — vale dizer, como elemento descritivo do tipo penal —, e jamais como suspeitos”.

    Ainda segundo as mensagens, teriam sido negociadas vantagens indevidas de até R$ 2 milhões em troca da comprovação de que o deputado teria tratado dos assuntos com os ministros relatores de casos específicos no Supremo. 

    Apreensão

    Na mesma decisão, Dino trouxe para si a relatoria de um processo judicial que trata da apreensão no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, de R$ 510 mil em espécie de posse de Valéria Rodrigues Linhares, em 25 de agosto. Na ocasião, a defesa da advogada alegou se tratar de pagamentos por serviços de advocacia. 

    No pedido para novas diligências de busca e apreensão tendo a advogada e seu marido como alvo, a PF destacou que as medidas seriam necessárias diante dos indícios de que as vantagens indevidas eram pagas “por transporte físico de numerário”, o que dificultaria a colheita de provas por meio do sistema bancário, sendo necessário buscar registros informais dos pagamentos. 

    Dino negou um pedido da PF para realizar buscas no gabinete de Cezinha na Câmara dos Deputados. O ministro afirmou não haver indícios de que o local seria usado para o cometimento de crimes ou a ocultação de provas. Ele escreveu que “a fundamentação é insuficiente” para autorizar a medida. 

    A Agência Brasil busca contato com o deputado Cezinha de Madureira e sua defesa.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Países do Golfo Pérsico cancelam reunião sobre reabertura de Ormuz

    Países do Golfo Pérsico cancelam reunião sobre reabertura de Ormuz

    Países árabes do Golfo Pérsico cancelaram reunião com Irã e Omã prevista para esta segunda-feira (14) sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto os houthis do Iêmen atacaram novamente a Arábia Saudita. Tais medidas prejudicam ainda mais o abastecimento global de petróleo.

    Praticamente fechado desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, Ormuz é a rota marítima de transporte de petróleo mais importante do mundo.

    O ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, anunciou durante a madrugada que a reunião havia sido adiada “em prol do consenso”. O Irã afirmou que o adiamento ocorreu a pedido da Arábia Saudita.

    Houthis atacam Arábia Saudita

    Os houthis, aliados do Irã, afirmaram ter disparado dezenas de mísseis e drones nesta segunda-feira contra uma base aérea militar saudita em Khamis Mushait, perto da fronteira.

    O ataque atingiu hangares, sistemas de radar, pistas de decolagem e depósitos de munição. Eles descreveram o ataque como uma retaliação às centenas de ofensivas aéreos sauditas contra o Iêmen nos últimos dias.

    As autoridades sauditas anunciaram breves alertas de emergência na região e em outras três cidades do Sul que já haviam sido alvo de ataques dos houthis.

    Os houthis tomaram a ilha situada na foz do Mar Vermelho na sexta-feira (11). Outra ação danificou o oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita – principal rota para o petróleo do Oriente Médio que contorna o Estreito de Ormuz.

    Preço do petróleo dispara

    Os preços do petróleo bruto subiram mais de 3% nesta segunda-feira, quando o mercado reabriu após o fim de semana. O preço médio de varejo do diesel nos Estados Unidos atingiu novo recorde, ao ultrapassar US$6,23 por galão.

    Operadores do mercado financeiro afirmam que o fechamento do oleoduto saudita poderia reduzir em até 4% o abastecimento global de petróleo, a menos que seja reaberto nos próximos dias. 

    Imagens de satélite mostram trechos do oleoduto danificados por incêndios. 

    Enquanto isso, o Irã divulgou uma lista de 77 navios que, segundo o país, teriam violado seus protocolos para operar no Estreito de Ormuz. 

    Qualquer embarcação da lista enfrentaria “restrições em futuras passagens, incluindo multas, detenção ou confisco”, e outras que os auxiliassem ao aceitar transferências de carga seriam adicionados à lista.

    *Com informações da Reuters.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • EBC participa de evento internacional sobre futuro do futebol feminino

    EBC participa de evento internacional sobre futuro do futebol feminino

    A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) é apoiadora institucional da primeira edição do Women’s International Football Summit (WIFS), evento dedicado ao desenvolvimento, à profissionalização e ao fortalecimento da indústria do futebol feminino no Brasil. O encontro acontece nesta segunda-feira (14) e terça-feira (15), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ).

    A participação da EBC reforça a atuação da TV Brasil como a tela do futebol feminino, com a presença da diretora-presidente da empresa, Antonia Pellegrino; da jornalista Marília Arrigoni; e da comentarista Rachel Motta como painelistas da programação. No evento também será divulgado o Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas, iniciativa criada para reconhecer atletas, treinadoras, equipes técnicas, gestoras e clubes que se destacam na modalidade.

    Nesta segunda-feira (14), a jornalista Marília Arrigoni, da TV Brasil, participou do painel “Futebol feminino entre gerações: experiências, conquistas e novos horizontes”. Integram a mesa a moderadora Marion Konczyk Kaplan, presidente da Bancada Feminina do Flamengo; Renata Armiliato, gerente de Futebol Feminino do Internacional; e as ex-jogadoras Pelézinha e Danda.

    Na terça-feira (15), às 14h30, a diretora-presidente da EBC, Antonia Pellegrino, modera o painel “Comunicação do futebol feminino em transformação: novos formatos, plataformas e narrativas”. A mesa terá a participação de Suleima Sena, fundadora do Donas FC; Rachel Motta, jornalista esportiva e comentarista da TV Brasil; Daniela Grelin, diretora-executiva da NO MORE Foundation; e da fotojornalista esportiva brasileira Lívia Villas Boas.

    “O convite para a TV Brasil participar de dois painéis temáticos tão importantes está em consonância com o papel que a emissora vem assumindo como a tela do futebol feminino nos últimos anos. Estamos nesse debate como uma televisão pública que transmite a modalidade, que ajuda a ampliar sua presença no cotidiano do público e que entende a comunicação como parte essencial da valorização das atletas, dos clubes e das histórias que movem esse universo”, afirma Antonia Pellegrino.

    “Às vésperas da Copa do Mundo Feminina de 2027, esse compromisso ganha ainda mais força. A TV Brasil tem trabalhado para ampliar as transmissões, fortalecer parcerias com o setor esportivo e desenvolver iniciativas como o Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas, que reconhece o futebol feminino em sua dimensão mais ampla: esportiva, cultural, econômica e social. Queremos contribuir para que essa visibilidade se transforme em legado”, acrescenta Pellegrino, destacando que o Brasil será a sede da próxima Copa do Mundo Feminina da FIFA.

    Sobre o evento

    O Womens International Football Summit surge com a proposta de se consolidar como um ponto de encontro estratégico para os principais profissionais do setor, com formato B2B (Business to Business) e voltado à geração de negócios, à construção de parcerias e à capacitação de profissionais que atuam direta ou indiretamente na modalidade.

    Ao longo dos dois dias de programação, os participantes terão acesso a uma imersão em conteúdos, tendências, desafios e oportunidades que impactam o presente e o futuro do futebol feminino. O evento também será um espaço privilegiado para networking, troca de experiências e construção de conexões entre diferentes agentes do ecossistema do futebol feminino.

    Clubes, federações, atletas, patrocinadores, agências, empresas, investidores, profissionais de marketing, comunicação e gestão esportiva, além de outros representantes do mercado, poderão compartilhar experiências, discutir soluções e impulsionar novas oportunidades para o desenvolvimento sustentável do setor. A organização é da Confut,  plataforma global de negócios voltado ao futebol.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ciência ainda não foi lembrada na campanha eleitoral, diz SBPC

    Ciência ainda não foi lembrada na campanha eleitoral, diz SBPC

    Enquanto o cenário político e as denúncias envolvendo o caso Master monopolizam as atenções em todo o Brasil, os desafios estratégicos que o país enfrentará a curtíssimo prazo — do envelhecimento populacional à transição energética, passando pela importância de se tornar capaz de processar os minerais críticos que abriga em seu subsolo — seguem à margem do debate eleitoral. Para a presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Francilene Garcia, os recentes escândalos e as disputas pessoais aprofundam o esvaziamento das discussões de temas vitais para os rumos nacionais, deixando em segundo plano itens como ciência, transição energética e a necessidade de se preparar para cenários adversos, incluindo uma iminente crise sanitária.

    Para a doutora em engenharia elétrica, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que desde 2025 está à frente da mais importante entidade de promoção e defesa da ciência e tecnologia no Brasil, eleitores e candidatos parecem ter sido empurrados para uma falsa dicotomia: a ideia errônea de que é preciso escolher entre passar as instituições a limpo ou discutir e planejar o futuro do país. “O país acaba sendo obrigado a escolher entre discutir a integridade das instituições ou o projeto de desenvolvimento, quando as duas coisas fazem parte de uma mesma agenda”, defendeu Francilene em entrevista exclusiva à Agência Brasil. Na conversa, ela falou ainda sobre temas como o envelhecimento da população e o baixo engajamento das candidaturas com o tema da ciência. Leia a íntegra abaixo:


    Brasília (DF), 06/07/2026 - A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Francilene Garcia. Foto: SBPC/Divulgação
    Brasília (DF), 06/07/2026 - A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Francilene Garcia. Foto: SBPC/Divulgação
    Brasília (DF), 06/07/2026 – A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Francilene Garcia. Foto: SBPC/Divulgação – SBPC/Divulgação

    Agência Brasil: Quais temas a SBPC considera prioritários nestas Eleições Gerais?

    Francilene Garcia: Primeiro, acho fundamental começar dizendo que [com a crise] o país acaba sendo obrigado a escolher entre discutir a integridade das instituições ou o projeto de desenvolvimento, quando as duas coisas fazem parte de uma mesma agenda. Também é importante dizer que a ciência brasileira ainda não entrou nessa campanha. Justo a ciência, que depende de regras estáveis, orçamento previsível e atenção – inclusive quando estamos à beira de novas crises pandêmicas. Isso vem sendo discutido quase que em lacunas, de forma periférica, porque a agenda [eleitoral] está sendo ocupada por temas que a sociedade não escolhe. Na nossa visão, há uma lacuna imensa em relação aos temas que realmente importam. Tanto que lançamos o Observatório das Eleições justamente para tentar levar mais de uma centena de propostas de políticas públicas que julgamos importantes para o desenvolvimento do país. Temos tentado engajar as candidaturas e qualificar os debates em torno de temas como as mudanças climáticas e seus impactos para as cidades, bem como o risco de novas crises pandêmicas e o processo de transformação digital. Temas que ainda hoje não entraram nas campanhas.

    Agência Brasil: E não entraram devido à dimensão da atual crise político-institucional e suas repercussões ou porque, historicamente, a ciência sempre fica à margem dos debates eleitorais?

    Francilene: Historicamente, a ciência fica à margem do debate. Isso mudou um pouco em 2020, quando enfrentamos o problema da crise sanitária [a pandemia de covid-19]. Ali começamos a ver um pouco mais de discussão. Depois, em 2024, ocorreram as enchentes no Rio Grande do Sul; queimadas no Centro-Oeste e seca, escassez hídrica, em regiões do Norte e Nordeste. Tudo isso fruto do novo regime climático. Nesses momentos, a temática ganhou peso. Já no atual debate eleitoral, as temáticas acabam fugindo ao que de fato interessa do ponto de vista de um projeto de nação. Olhando para os países líderes globais, vemos, por exemplo, que temas da maior importância, como o aproveitamento das terras raras, que são fundamentais para toda a indústria do complexo de transformação digital das sociedades, estão postos nos debates. No Brasil, não, pois tivemos um esvaziamento não só da participação [dos próprios candidatos] nos debates, como dos temas relevantes para o futuro do país.

    Agência Brasil: A estratégia que a SBPC tinha definido e as ações que vêm realizando para tentar pautar a ciência nos debates eleitorais foram impactados pela dimensão da atual crise?

    Francilene: Estão sendo. Temos no Observatório das Eleições pouco mais de uma centena de candidaturas engajadas. Dentre as quais, uma única de âmbito [Executivo] federal e nenhuma de âmbito estadual. Quer dizer, nenhum candidato a governador se comprometeu com nossas propostas. Alguns candidatos a deputado federal e ao Senado vinham se comprometendo, mas isso também perdeu velocidade nos últimos dias. Então, ao ocupar o centro das atenções em um momento importante como este das eleições gerais, essa discussão que tomou conta de grande parte da imprensa e que nos obriga a escolher discutir a integridade das instituições em vez de um projeto de país, acaba afastando outros temas. Incluindo a própria questão do financiamento da ciência. A questão é que temos pela frente um curto período pré-eleitoral ao fim do qual escolhas terão que ser feitas sem que tenhamos respostas para problemas que afetam a vida de todos. Para não falar que, ao monopolizar a agenda, esta crise evidencia uma situação muito complicada para toda a comunidade científica, que é a disputa de versões.

    Agência Brasil: Mas, considerando a gravidade das suspeitas e dos fatos que têm vindo a público, que a situação poderia ser diferente? Há como discutirmos outros temas sem deixar de lado a necessária fiscalização dos Poderes?

    Francilene: Enquanto entidade científica, não nos cabe fazer julgamento prévio de processos investigativos em andamento. Tal como, creio eu, não cabe a nenhum indivíduo. Este, inclusive, foi o tema da nota que a SBPC, a Academia Brasileira de Ciências e (ABC) e várias entidades científicas tornaram pública na semana passada. Há de se cumprir o rito processual, garantindo o amplo direito à defesa. É fundamental entendermos que a integridade das instituições, os legítimos protocolos definidos na Constituição Federal, precisam ser respeitados e cumpridos dentro dos prazos legais. Complicado é quando começamos a ver vazamentos de informações em prol de interesses específicos, particulares. E quando esses acabam ocupando a centralidade do debate público, esvaziando a discussão de temáticas importantes. 

    Agência Brasil: Além dos investimentos em educação, ciência e tecnologia e da regulamentação da exploração das terras raras, quais outros temas a SBPC vê como centrais para o Brasil?

    Francilene: Uma discussão que já vinha ocupando espaço na mídia diz respeito aos impactos da crise climática, que já é uma realidade. Temos que continuar discutindo o impacto do aquecimento para a vida no planeta, especialmente para o Brasil e para nossos biomas. Estamos todos testemunhando o aumento dos eventos climáticos extremos. Temos que seguir discutindo e adotando medidas para [conter] os impactos. Inclusive, no caso brasileiro, para a agroindústria. Associado a isso, de maneira muito direta, há a questão de novas crises sanitárias pandêmicas. Sabemos que isso ocorrerá, só não quando. É preciso discutir como o Brasil, em particular o Sistema Único de Saúde (SUS) está se preparando para isso. Precisamos melhorar as imunizações. E, para isso, vamos ter que discutir e rever estratégias, pois sabemos que uma parte da população nega a importância das vacinas. Além disso, quando olhamos para as transformações digitais e para os [prováveis] impactos da inteligência artificial, é preciso nos perguntarmos qual espécie de soberania o Brasil está construindo para a próxima década. São temas fundamentais que deveriam estar no centro do debate político eleitoral e ainda não estão. Até porque, como disse antes, a ciência também ainda não chegou à pauta das discussões entre os candidatos nessas eleições.

    Agência Brasil: Por quê? A classe política não está sabendo avaliar e pautar os temas que importam para o futuro do país?

    Francilene: Provavelmente não. Esta é uma grande preocupação para a comunidade científica. Por exemplo, lançando um olhar para daqui a pouco mais de dez anos, quando estaremos próximos de ter mais pessoas acima dos 60 anos de idade do que na faixa etária produtiva, nos perguntamos que espécie de soberania e autonomia teremos construído para o Brasil? O país vai voltar a ser um país colônia, [exclusivamente] exportador de matéria-prima? Será isso que a população quer? Parte da própria classe política parece nos dar uma demonstração de estar um pouco alheia aos debates fundamentais para o futuro do país. Tudo isso preocupa muito a comunidade científica.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original