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  • Reunião do Copom começa com expectativa de nova redução da Selic

    Reunião do Copom começa com expectativa de nova redução da Selic

    O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia nesta terça-feira (15) a sexta reunião de 2026 para definir a taxa básica de juros, a Selic.

    A reunião de dois dias termina amanhã, e a expectativa do mercado, em meio ao cenário de controle da inflação, é de redução dos atuais 14% para 13,75% ao ano.

    A Selic está em 14% ao ano, o menor patamar registrado em 2026, após a sequência de reduções promovidas pelo Copom desde março.

    Boletim Focus

    Além da redução da Selic, o mercado financeiro também indicou no Boletim Focus – divulgado ontem (14) – expectativa de queda para a inflação em 2026 (para 4,9%) na comparação com a semana anterior, quando estava em 5%.

    Há quatro semanas, o mercado financeiro projetava uma inflação de 5,02% ao final do ano.

    PIB e dólar

    Em relação à economia, o mercado trabalha com projeção de crescimento de 1,89% em 2026. Na semana passada, a expectativa era de que o Produto Interno Bruto brasileiro (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) fecharia o ano em 1,93%; e há quatro semanas, em 1,98%.

    As projeções do mercado relacionadas ao câmbio permanecem estáveis, com o dólar fechando 2026 cotado a R$ 5,20 – cotação que vem sendo projetada há 13 semanas consecutivas.

    Selic

    A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional e serve de referência para as demais taxas da economia. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle.

    Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida. Juros mais altos encarecem o crédito, estimulam a poupança e reduzem pressões sobre os preços.

    Por outro lado, taxas mais elevadas também podem dificultar a expansão da economia. Além da Selic, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos administrativos e margem de lucro ao definir os juros cobrados dos consumidores.

    Quando a Selic é reduzida, a tendência é de crédito mais barato, o que favorece consumo e investimentos e estimula a atividade econômica.

    O Copom se reúne a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial, além do comportamento do mercado financeiro.

    No segundo dia, os integrantes do comitê analisam os cenários e definem o nível da taxa básica de juros.

    Meta

    Pelo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação definida pelo CMN é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Dessa forma, o limite inferior é de 1,5%, e o superior, de 4,5%.

    Embora as projeções do mercado para a inflação tenham mantido a tendência de recuo, as estimativas permanecem acima do teto da meta para 2026, fator que continua no radar do Banco Central ao definir os rumos da política monetária.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Vendas no comércio caem 0,8% em julho, com “ressaca” da Copa do Mundo

    Vendas no comércio caem 0,8% em julho, com “ressaca” da Copa do Mundo

    O comércio varejista brasileiro recuou 0,8% na passagem de junho para julho, influenciado por uma espécie de “ressaca” da Copa do Mundo. O resultado faz com que o desempenho acumulado do setor no período de 12 meses desacelerasse para 1,6%.

    A média móvel trimestral, que suaviza oscilações pontuais e reflete a tendência recente, aponta variação negativa de 0,1%.

    No acumulado de 2026, o setor avança 1,8%, e em 12 meses, 1,2%. Os números indicam desaceleração, uma vez que, em março, o acumulado de 12 meses era 2,3%.

    Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O resultado de julho coloca o comércio brasileiro 10,6% acima do nível pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 1,5% abaixo do maior patamar já registrado, alcançado em março de 2026.

    De acordo com o analista da pesquisa, Cristiano Santos, o comércio está em patamar equivalente a dezembro de 2025.

    Comportamento

    O levantamento mostra que das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco apresentaram retração na passagem de junho para julho.

    Veja o comportamento dos grupos de atividades:

    1. móveis e eletrodomésticos: -4,9%;
    2. livros, jornais, revistas e papelaria: -4,2%;
    3. tecidos, vestuário e calçados: -2,7%;
    4. outros artigos de uso pessoal e doméstico: -2,2%;
    5. hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,2%;
    6. artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,6%;
    7. equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 0,6%;
    8. combustíveis e lubrificantes: 0,3%.

    Cristiano Santos explica que a queda de eletrodomésticos, revistas e papelaria, e vestuário têm relação com a Copa do Mundo, ocorrida em junho e julho, uma vez que venda de itens como TVs e álbuns de figurinha tiveram crescimento nos meses anteriores à copa, aumentando a base de comparação de julho. 

    “É como se as pessoas tivessem concentrado a capacidade de consumo desses produtos que têm a ver com a copa principalmente em maio.”

    Já em 12 meses, a venda de móveis e eletrodomésticos avança 3,9%.

    “Todo mundo que iria comprar uma televisão, aproveitou que teria Copa e comprou em maio”, exemplifica Santos.

    Atacado

    No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado – veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo – o indicador subiu 0,4% de junho para julho e marca variação positiva de 1,2% no acumulado de 12 meses.

    Conjuntura da economia

    A Pesquisa Mensal de Comércio é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE. Nos últimos dias o instituto revelou que o setor de serviços ficou estável no mês (variação nula, 0%) e alta de 2,4% em 12 meses. Já a indústria cresceu 0,2% no mês e 0,6% em 12 meses.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Dino cobra explicação sobre elo entre Master e instituto de Mendonça

    Dino cobra explicação sobre elo entre Master e instituto de Mendonça

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta terça-feira (15) explicações sobre uma possível relação entre o Banco Master, o Instituto Iter, fundado pelo também ministro André Mendonça, e contratos firmados pelo município de São Paulo.

    No documento, endereçado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, Dino lembrou que, em março de 2025, Mendonça recebeu o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, na sede de uma empresa privada.

    Segundo Dino, a partir do encontro, o Instituto Iter passou a manter “relações contratuais remuneradas” com o município de São Paulo, parte envolvida em ação que discute regras para o funcionamento de cemitérios privados no estado.

    O ministro cita uma série de circunstâncias que, na sua avaliação, devem ser esclarecidas e diz que o objetivo é entender se há relação entre o encontro de Vorcaro com Mendonça, o Instituto Iter, os contratos mantidos pela entidade e a atuação de Mendonça no processo que envolve os cemitérios privados de São Paulo.

    “Isso não significa afirmar que exista relação causal entre tais circunstâncias, tampouco que os atos jurisdicionais praticados tenham sido determinados por interesses externos ao processo.”

    “Significa, diversamente, reconhecer que a multiplicidade, a natureza e a convergência temporal desses pontos de contato constituem, em tese, quadro indiciário suficientemente relevante para que a existência — ou inexistência — dessas conexões seja esclarecida mediante apuração pelas autoridades competentes”, concluiu.

    Na manhã desta terça-feira, o plenário do Supremo Tribunal Federal começa a analisar se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado por suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. 

    O caso veio à tona no início do mês quando André Mendonça, antigo relator do caso Master, retirou o sigilo do processo e encaminhou supostas conversas de Moraes com Vorcaro para Fachin.

    Na mesma ocasião, o ministro André Mendonça anunciou que deixaria a sociedade no Instituto Iter – instituição de ensino privada que oferece cursos de capacitação e pós-graduação executiva.

    À época, Mendonça disse que nunca recebeu lucros advindos do instituto que ajudou a fundar, em novembro de 2023, quase dois anos após ele ter tomado posse como ministro da mais alta Corte de justiça do país.

     

     

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Evento de arte e tecnologia “alfineta” com bordado e reflete sobre IA

    Evento de arte e tecnologia “alfineta” com bordado e reflete sobre IA

    A primeira vez da potiguar Kaliane Martins, de 40 anos, em um museu foi para trabalhar em Brasília (DF). Ela se mudou para a capital, com a mãe, ainda criança, e adulta virou faxineira. Conseguiu emprego no Sesi Lab, na área central da capital, há quatro anos, deixou a vassoura e virou agente de portaria. Está encantada pelas artes que surgem de todos os lados. Inclusive, a mais recente tocou mais fundo o seu coração e a memória do bordado. 

    Trata-se da instalação “Bordaduras”, um vinil adesivo de 530 metros quadrados, com imagem de agulhas e uma série de bordados em ponto de cruz inacabados instalada sobre os vidros do museu do Sesi Lab. O trabalho está oficialmente aberto à visitação do público a partir desta terça (15).  


    Brasília (DF), 15/09/2026 - A agente de portaria e costureira, Kaliane Freire, duarnte entrevista para Agência Brasi.
Intervenção monumental no SESI Lab : 530 m² da fachada de vidro do museu com a obra  Bordaduras, obra da artista Regina Silveira, um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Brasília (DF), 15/09/2026 - A agente de portaria e costureira, Kaliane Freire, duarnte entrevista para Agência Brasi.
Intervenção monumental no SESI Lab : 530 m² da fachada de vidro do museu com a obra  Bordaduras, obra da artista Regina Silveira, um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    A agente de portaria e costureira, Kaliane Freire, duarnte entrevista para Agência Brasil. Joédson Alves/Agência Brasil

    A obra da artista plástica Regina Silveira, de 87 anos de idade, professora emérita da Universidade de São Paulo (USP), fez bem à memória da funcionária do espaço. 

    “Aprendi a bordar com a minha mãe e com minha avó. Vi as agulhas [da obra] e me fez recordar”, diz Kaliane Martins. Ela recordou que teceu não apenas as próprias roupas e as dos três filhos adolescentes, mas também a própria vida.

    “Nunca foi fácil costurar cada dia de batalha”, filosofou a agente de portaria em entrevista à Agência Brasil. Ela ficou entusiasmada ainda mais com a chegada da artista.

    Feminista

    Nas palavras da artista Regina Silveira, que tem extensa carreira internacional, o objetivo da obra de arte é justamente provocar reflexões. Ela contextualiza que os bordados estão historicamente ligados à alfabetização das mulheres, durante o Pré-Renascimento, quando elas se ocupavam em bordar letras em enxovais. 

    “No meu percurso, os bordados em pontos de cruz completos ou malfeitos se conectam ao repertório de padrões gráficos que venho utilizando desde o novo milênio com o suporte de meios digitais para dialogar com arquiteturas diversas.”
     


    Brasília (DF), 15/09/2026 - Artista plástica Regina Silveira estreia obra no Sesi Lab
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Brasília (DF), 15/09/2026 - Artista plástica Regina Silveira estreia obra no Sesi Lab
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Artista plástica Regina Silveira estreia obra no Sesi Lab. – Joédson Alves/Agência Brasil

    Ela percebeu, em viagens para diferentes países, revistas que ensinavam a fazer figuras bordadas. Em alguns espaços da instalação, os pontos incompletos têm relação com a ideia de um processo em execução. 

    Regina Silveira entende que essa é uma obra feminista por natureza. “Tem uma fatia do meu trabalho, nos anos 1980 e 1990, que trata da distorção dos objetos do cotidiano.” 

    Além disso, a artista diz que os seus trabalhos têm viés provocador e político.

    “Essa agulha, por exemplo, tem os significados dela. Eu sempre respeito muito a liberdade de interpretação. A pessoa vai entender o que quiser. Eu tenho quatro agulhas espalhadas. As agulhas são mais ilusionistas.”

    Além da obra nos vidros, do lado de dentro um painel de LED exibe “Dígito”, obra que Regina Silveira criou nos anos 1980. A artista, inclusive, faz palestra inaugural do 25º Encontro Internacional de Arte e Tecnologia, evento que debate a interseção entre as duas áreas. 
     

    Ancestralidade tecnológica 

    Até domingo (20), o próprio Sesi Lab e o Museu Nacional de Brasília recebem eventos, obras e experimentos de 41 artistas de diferentes regiões do País.

    Entre os destaques, estão são as palestras de:

    • Casé Angatu Xukuru Tupinambá, liderança indígena que falará sobre ancestralidade nas relações entre natureza, arte e tecnologia (nesta terça, às 14h);
    • Hauke Dorsh, que aborda o tema das tecnologias sociais na disseminação da música africana (quarta, às 14h);
    • Ive Rubini, que trará o conceito de tecnodiversidade e a importância de múltiplas perspectivas.

    Um dos temas que instiga os artistas e pesquisadores é a interferência da inteligência artificial nas obras. Para Regina Silveira, o olhar não precisa ser apocalíptico. Ela se refere ao fato que as tecnologias atuam com repertórios e memórias já existentes. “Nesse sentido, ela pode ajudar, mas não pode ajudar a criar ou a pensar.”

    Ela acrescenta que a IA pode facilitar a expansão. “Mas que não implique em invenção. Invenção é própria do cérebro humano. Uma conexão inesperada entre dados que já estavam incorporados. Não é inspiração que cai do céu.”

    Atualmente, ela exemplifica que trabalha em um projeto de uma sombra de um objeto artístico. “Eu nunca tive uma posição negativa em relação às tecnologias”. Para ela, é necessário conscientizar os mais jovens que eles têm que, antes de tudo, manejar a linguagem. “Os meios estão subordinados às linguagens”, acrescenta.

    Nada substitui o cérebro

    Uma das coordenadoras do evento, a artista e professora Suzete Venturelli também concorda que deve haver atenção com o uso das tecnologias generativas na arte e que nada substitui a criatividade humana, em que pesem os benefícios de experimentações. 
     


    Brasília (DF), 15/09/2026 - A coordenadora do 25 Art, Suzete Venturelli, fala sobre a exposição da artista plástica Regina Silveira estreia obra no Sesi Lab
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Brasília (DF), 15/09/2026 - A coordenadora do 25 Art, Suzete Venturelli, fala sobre a exposição da artista plástica Regina Silveira estreia obra no Sesi Lab
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    A coordenadora do 25 Art, Suzete Venturelli, fala sobre a exposição da artista plástica Regina Silveira, que estreia obra no Sesi. Joédson Alves/Agência Brasil

    “Muitos alunos nossos estão resistindo no uso. Experimentaram quando surgiram tecnologias e a gente percebeu que o banco de dados que eles usam tem um viés racista e eurocêntrico.”

    Para a professora, é necessário que a obra de arte alfinete a sociedade, inclusive as próprias tecnologias. É necessário que não se perca a capacidade de criar. Para lidar com a IA, será necessário, no entender dela, que se eduque para a sua boa utilização, que privilegie criatividade e bordar invenções. 


    Brasília (DF), 15/09/2026 - O malabarista e costureiro, Gabriel Martins durante entrevista para Agência Brasil.
Intervenção monumental no SESI Lab : 530 m² da fachada de vidro do museu com a obra  Bordaduras, obra da artista Regina Silveira, um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Brasília (DF), 15/09/2026 - O malabarista e costureiro, Gabriel Martins durante entrevista para Agência Brasil.
Intervenção monumental no SESI Lab : 530 m² da fachada de vidro do museu com a obra  Bordaduras, obra da artista Regina Silveira, um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Malabarista e costureiro Gabriel Martins no Sesi Lab – Joédson Alves/Agência Brasil

    Crochê e malabares

    Na porta do museu, o professor de circo tocantinense Gabriel Coelho, de 21 anos, ensaiava com malabares de pinos coloridos. Ao observar a obra de arte no Sesi Lab, recordou que aprendeu com a mãe a costurar e a fazer crochê.

    “Eu arrumo todas as minhas roupas e calçados. Sou palhaço também. Lembrei, quando vi essa imagem, que desestresso com agulha e linha, e fico mais longe do celular.”

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • “Tiktokização” e crise sufocam propostas de campanha, diz Fenaj

    “Tiktokização” e crise sufocam propostas de campanha, diz Fenaj

    O debate público sobre os rumos do Brasil tem sido esvaziado por um modelo eleitoral distorcido, marcado pela ausência de propostas estruturais. É o que aponta a presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro. Em entrevista à Agência Brasil, ela argumenta que os problemas reais do país estão deixando de ser discutidos devido a dois principais fatores: a busca da grande mídia por audiência instantânea – e, na maioria dos casos, momentânea – e a adesão das candidaturas a uma lógica de marketing superficial.

    “Sofremos um processo violento de ‘tiktokização’ da campanha eleitoral. Tudo se resume à dancinha”, declarou Samira.

    Ela acrescenta que, em tempos de atenção pulverizada e consumo superficial de notícias, poucos candidatos parecem dispostos a debater a sério os reais problemas do Brasil. Samira também destaca qual é o papel do jornalismo nas grandes crises, como a que enfrenta o Supremo Tribunal Federal (STF) e a importância de ir além nessa pauta. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista exclusiva.

    Agência Brasil: A atual crise político-institucional, que envolve denúncias relacionadas ao caso Master, afeta o debate eleitoral?

    Samira de Castro: Sim. Ela já extrapolou o Poder Judiciário – envolvendo outras organizações, como a Polícia Federal – e está dominando o debate. O pior é que, a meu ver, ela continuará dominando o noticiário.

    Agência Brasil: Com a aproximação do primeiro turno [em 4 de outubro], você acha que a imprensa e a opinião pública vão encontrar uma forma mais equilibrada para seguir acompanhando e noticiando o caso e, ao mesmo tempo, estimular os candidatos a detalharem suas propostas e os demais problemas brasileiros?

    Samira de Castro: Sendo muito sincera, acho que não. Há um outro aspecto nisso tudo que preocupa a mim e à Fenaj, que é a questão do jornalismo declaratório, da superficialidade com que este e outros escândalos são tratados.

    Agência Brasil: De que maneira isso atrapalha o debate eleitoral e, no limite, impacta o curso normal das eleições?

    Samira de Castro: Primeiramente, o debate eleitoral fica prejudicado porque, no primeiro plano, as atenções se voltam todas para a crise institucional – que neste caso é [afeita ao] Poder Judiciário. Com isso, as pautas comuns dos períodos eleitorais, ou seja, a discussão das propostas dos candidatos, das demandas da sociedade civil e das pautas nacionais, ficam em segundo plano.

    Ainda que um ou outro veículo entreviste os candidatos ou tenha feito séries sobre os problemas reais do Brasil, isto fica em segundo plano diante do cenário de crise. Em parte, isso ocorre também por uma lógica própria da comunicação, que é a busca pela audiência, cuja atenção é mobilizada. O resultado é que a população não debate com profundidade os programas de governo e as candidaturas, nem em nível nacional nem estadual. O que, em última instância, prejudica a sociedade civil organizada, cujas proposições não são contempladas.

    Agência Brasil: Diante da gravidade da crise, isso poderia ser diferente? Como equacionar a necessária cobertura dos fatos e, ao mesmo tempo, garantir espaço para o debate dos problemas estruturais do país?

    Samira de Castro: Acho que a mídia precisa insistir na segunda agenda. É importante cobrir a crise do Poder Judiciário. Inclusive porque rende muita audiência – o que também é necessário. Mas a agenda própria aos debates políticos precisa de uma certa insistência; de uma visão de longo prazo que não se esgota apenas na eleição. Porque tanto a realidade nacional tem que ser o tempo todo informada à sociedade, como também os desafios futuros, sobretudo nos campos econômico, social e geopolítico, como a interferência dos Estados Unidos. Esses temas podem até não ser o assunto principal neste momento, mas têm que ser discutidos com fontes plurais e confiáveis, evitando vieses editoriais. É preciso ir além do jornalismo declaratório, do “quem disse o quê”, e buscar ouvir a população, que é afetada no dia a dia pela política.

    Agência Brasil: Toda crise política e institucional interessa ou beneficia a algum segmento e também cabe à imprensa deixar isto claro – mesmo sob risco de ser acusada de parcial?

    Samira de Castro: Acho que a imprensa vai ser cada vez mais desafiada nessas coberturas eleitorais. Não só pelas crises persistentes, mas por uma reflexão muito franca sobre qual é, de fato, nosso papel. É ficarmos só na repercussão de fatos que mobilizam determinados setores políticos e econômicos? Para um segmento do espectro político, interessa que a crise institucional seja coberta todo dia, com vazamentos seletivos, investigações direcionadas. É um projeto em disputa.

    O jornalismo tem que perceber seu papel nesse momento e agir com responsabilidade, cumprindo sua função social de compartilhar informação de relevante interesse público, capaz de gerar cidadania. Mas, ao contrário disso, muitos veículos de imprensa estão se guiando pela lógica de concorrer com as redes sociais, buscando uma atenção capaz de gerar engajamento momentâneo, mas sem discutir nada com profundidade, o que prejudica os esforços de veículos para se manterem relevantes. Além disso, é preciso reconhecer que houve um empobrecimento também das campanhas. Parece-me que estamos sofrendo um violento processo de “tiktokização” da campanha eleitoral. Você olha os perfis dos candidatos e tudo se resume a dancinha. É uma loucura. Poucos parecem debater a sério os reais problemas do Brasil.

    Agência Brasil: E quais são, a seu ver, os temas mais urgentes nestas eleições?

    Samira de Castro: Um deles certamente é a questão climática. Como as candidaturas enxergam as mudanças climáticas e suas consequências? Outra questão é como explorar nossas terras raras. Eu, particularmente, me interesso pela questão da atração de data centers, um tema bastante complicado e controverso. Enfim, há inúmeros temas na ordem do dia e sobre os quais não estamos vendo um debate aprofundado.  

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • “Inconstitucional e ilegal”, diz Moraes sobre investigação de Mendonça

    “Inconstitucional e ilegal”, diz Moraes sobre investigação de Mendonça

    Ao comentar os relatórios produzidos no âmbito das investigações sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade.

    Em manifestação enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin, na madrugada desta terça-feira (15), Moraes classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal.

    Os ministros da suprema Corte se reúnem na manhã de hoje para decidir se Moraes poderá ser investigado por sua suposta relação com o ex-banqueiro. A manifestação foi apresentada horas antes do início do julgamento.

    No documento enviado a Fachin, que tem 44 páginas, Moraes se refere ao relatório de Mendonça, como “mentiroso e imprestável”. Segundo Moraes, os diálogos são fantasiosos.

    “Há, conforme anteriormente afirmado, uma tentativa de responsabilização objetiva por escritos de terceiro encontrados em ‘bloco de notas’ de celular, que foi apreendido em operação policial exitosa, onde o investigado foi preso.”

    Ainda segundo Moraes, das 52 notas encontradas no celular do ex-banqueiro, 47 não foram localizadas nas conversas de WhatsApp interceptadas pela investigação. Assim, na avaliação do ministro, não há nenhum tipo de “correspondência efetiva”.

    Para Moraes, o fato de o relatório ter sido feito em sigilo, com pedido de diligência sem assinatura da decisão judicial demonstra “ilegal direcionamento da investigação” por parte de André Mendonça.

    Sobre contrato firmado entre o Banco Master e a Barci de Moraes Sociedade de Advogados, que tem entre seus sócios a esposa de Moraes, o ministro afirmou que nunca atuou em nenhuma causa para o Master ou para Daniel Vorcaro.

    Ele defendeu a esposa e os filhos: “São advogados e têm direito, como todos os demais advogados, a exercer a profissão, sempre com respeito à legislação e à ética.”

    No fim da sua manifestação, Moraes cita tentativa de vingança e motivação político-eleitoral relacionados ao julgamento por tentativa de golpe de Estado, do qual foi relator, e que condenou a cúpula do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    “A tentativa de Golpe não se encerrou em 8 de janeiro de 2023, simplesmente mudou seu modus operandi. Mas, assim como na primeira vez, o Supremo Tribunal Federal saberá resistir e sairá fortalecido.”

    *Colaborou Priscilla Mazenotti, da Rádio Nacional

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasileirão Feminino: TV Brasil exibe semifinal Bahia x Corinthians

    Brasileirão Feminino: TV Brasil exibe semifinal Bahia x Corinthians

    A TV Brasil transmite nesta terça-feira (15) um duelo de ida das semifinais do Campeonato Brasileiro Feminino Série A1 2026. A exibição do confronto entre Bahia e Corinthians começa a partir das 21h30, direto da Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador.

    As duas equipes chegam embaladas após eliminarem adversários de peso nas quartas de final. O Bahia garantiu a classificação histórica nos pênaltis: após empates por 1 a 1 em Salvador e em Barueri, o time baiano superou o Palmeiras por 5 a 4 nas penalidades. Já o Corinthians chega para o duelo com duas vitórias na fase anterior, eliminando o Cruzeiro com um placar agregado de 4 a 1.

    As exibições fazem parte da estratégia da TV Brasil, a tela do futebol feminino, para ampliar a visibilidade da modalidade no país. Pelo terceiro ano consecutivo, o canal público exibe os jogos da elite feminina. Também serão transmitidos os confrontos decisivos das Séries A2 e A3, a partir das semifinais. Além disso, o público poderá acompanhar as decisões das categorias de base pelo título do Brasileirão Feminino Sub-17 e Sub-20.

    A equipe de profissionais que comanda as transmissões do Brasileirão Feminino conta com o narrador Thiago Julianelli e um time de mulheres formado pelas comentaristas Brenda Balbi e Rachel Motta e as repórteres Marília Arrigoni e Verônica Dalcanal. 

    As competições ganham ainda mais visibilidade por meio da parceria com os canais que formam a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), que podem retransmitir a programação da TV Brasil em seus estados.

    Sobre o Brasileirão Feminino Série A1

    A edição de 2026 do campeonato mobiliza 18 equipes que se enfrentam em turno único na fase de classificação. Os oito primeiros colocados avançam para a segunda fase. As etapas a partir das quartas de final são disputadas no formato de mata-mata com duelos de ida e volta.

    Os times reunidos no Brasileirão Feminino Série A1 são: América (MG), Atlético Mineiro, Bahia, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Ferroviária, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Juventude, Mixto (MT), Palmeiras, Red Bull Bragantino, Santos, São Paulo e Vitória.

    Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas

    Aproveite o mata-mata na Série A1 e ajude a escolher a vencedora da categoria Craque da Torcida do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas. A premiação criada pela TV Brasil e pela Petrobras vai reconhecer ainda atletas, treinadores e treinadoras, dirigentes, departamentos de futebol feminino e clubes que se destacarem ao longo da temporada de 2026. A votação da categoria com voto popular já está aberta, é gratuita e tem votos ilimitados! Acesse ebc.com.br/premiotvbrasilpetrobrasparaelas até 31 de outubro.

    Ao vivo e on demand

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

    Serviço

    Brasileirão Feminino Série A1 – Bahia X Corinthians – Terça-feira (15), a partir das 21h30, na TV Brasil.

    TV Brasil na internet e nas redes sociais  

    Site – https://tvbrasil.ebc.com.br
    Instagram – https://www.instagram.com/tvbrasil
    YouTube – https://www.youtube.com/tvbrasil
    X – https://x.com/TVBrasil
    Facebook – https://www.facebook.com/tvbrasil
    TikTok – https://www.tiktok.com/@tvbrasil
    TV Brasil Play – http://tvbrasilplay.com.br

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira a agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira (15)

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira (15)

    A agenda dos candidatos à presidência da República nesta terça-feira (15) inclui entrevistas e participação em podcasts, manifestações e atos políticos.

    Também estão previstos encontros com apoiadores, panfletagens, visitas a movimentos sociais, atividades em comunidades e participação em evento de campanha.

    Augusto Cury (Avante)
    Participa da ação “Cury Fala, Brasil Escuta”, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).

    Clariana Barão (DC)
    Participa dos podcasts Midiajur Cuiabá (MT) e O Empallador, de Várzea Grande (MT). 

    Edmilson Costa (PCB)
    Em Campinas (SP), faz panfletagem no CAPS Reviver e no centro da cidade. À noite, acompanha o lançamento do documentário “Afrontosa”, no Centro de Convivência Cultural.  

    Flávio Bolsonaro (PL)
    Às 19h, em Fortaleza, participa do Bloco do 22 com candidatos da capital.

    Hertz Dias (PSTU)
    Em São Luís (MA), visita a greve dos bancários da Caixa e se reúne com apoiadores na comunidade do Rio dos Cachorros, na zona rural. 

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 
    Concede entrevista ao Jornal da Record.

    Renan Santos (Missão)
    Às 14h, participa de gravação de Sabatina Rede TV!. Às 15h, tem sabatina no jornal Correio Braziliense. Ambos os compromissos ocorrem em Osasco (SP). 

    Romeu Zema (Novo)
    Participa de manifestação em frente ao STF, em Brasília. 

    Samara Martins (UP)
    Em Porto Alegre (RS), participa de café da manhã na Ocupação Sepé Tiaraju, de panfletagem no Restaurante Universitário da Ufrgs e de ato em frente ao Ministério Público. No fim da tarde, faz comício no centro de Gravataí (RS).  

    Ronaldo Caiado  (PSD) 
    Em Aparecida de Goiânia (GO), concede entrevista coletiva e participa do encontro “Dia do 15”.

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    Às 13h, participa do programa Análise da 3ª, transmitido pela Rádio Causa Operária no YouTube. Às 20h, concede entrevista a Leandro Fortes, transmitida pelo Canal do Galo Preto. 

    Wilson Grassi (Democrata)
    Às 9h, tem reunião com equipe de comunicação da campanha. Às 16h, participa de reunião com a equipe de marketing da campanha.

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • TRE-RJ indefere 15 candidaturas por indícios de vínculos criminosos

    TRE-RJ indefere 15 candidaturas por indícios de vínculos criminosos

    O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TER-RJ) já indeferiu registros de 15 candidatos à eleição deste ano, por entender que há indícios de vínculos com organizações criminosas. A maioria das candidaturas é para o cargo de deputado estadual (11).

    Também há três postulantes a deputado federal e um a suplente de senador.
     
    Oito desses candidatos tiveram o registro indeferido apenas na sessão de segunda-feira (14). Cinco deles pela aplicação da tese de “milícia de gravata”, que abrange as organizações criminosas voltadas à prática de crimes contra a administração pública.
     
    Os demais tiveram o registro de candidatura indeferidos por suspeita de envolvimento com milícias – organizações paramilitares que impõem controle armado sobre comunidades fluminenses.
     
    Outros sete candidatos já tinham tido o registro indeferido também por envolvimento com milícias em julgamentos anteriores.
     
    De acordo com o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, por meio de nota divulgada pelo tribunal, não há qualquer tolerância da Corte com a atuação do tráfico de drogas e das milícias.

    “[O tribunal] agiu com rigor para proteger a democracia. Não é possível permitir que as organizações criminosas se apossem das estruturas de poder do estado pela via eleitoral.”

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil deve dobrar investimentos para zerar déficit em infraestrutura

    Brasil deve dobrar investimentos para zerar déficit em infraestrutura

    O Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para reduzir o déficit histórico do setor e se aproximar dos padrões internacionais. É o que aponta o estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que propõe um novo regime de financiamento para ampliar a participação do capital privado e sustentar projetos de longo prazo.

    Em 2024, foram investidos R$ 266,8 bilhões em infraestrutura, equivalentes a 2,27% do PIB. Segundo a CNI, o país precisaria elevar esse patamar para 4,65% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 550 bilhões por ano, e mantê-lo por pelo menos duas décadas.

    Do total investido em 2024:

    • R$ 188,1 bilhões (70,5%) vieram do setor privado;
    • R$ 78,6 bilhões foram investimentos públicos;
    • Estados e municípios responderam pela maior parte dos aportes públicos.

    Novo modelo

    Para a CNI, nenhuma fonte de recursos, isoladamente, é capaz de atender às necessidades do país. O novo regime deveria combinar recursos públicos e privados, ampliar o mercado de capitais e criar condições para investimentos de longo prazo.

    Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defende estabilidade econômica e institucional para atrair capital.

    “O Brasil precisa de responsabilidade fiscal, instituições sólidas e segurança jurídica para criar condições de mobilizar mais recursos privados para o setor de infraestrutura, sem abrir mão do papel estratégico dos investimentos públicos”, ressalta.

    Alban também defende uma estratégia de Estado para garantir continuidade aos projetos. Segundo ele, a modernização da infraestrutura demanda esforço contínuo, sistemático e de longo prazo, com uma política de Estado, conduzida por diversos governos.

    Fontes privadas

    O estudo mostra uma mudança na composição do financiamento da infraestrutura de 2010 a 2024. Em valores atualizados para 2024, as fontes privadas passaram de uma média de R$ 88,6 bilhões no período de 2010 a 2014 para R$ 184,5 bilhões em 2024.

    No mesmo intervalo, os recursos públicos recuaram de R$ 208,5 bilhões para R$ 107 bilhões. As instituições multilaterais responderam por R$ 8,4 bilhões em 2024.

    Na última década, houve uma mudança estrutural no financiamento da infraestrutura brasileira. A participação das fontes privadas passou de 29,3%, entre 2010 e 2014, para 61,5% em 2024.

    Medidas propostas

    A CNI aponta que o novo regime deve incluir:

    • estabilidade macroeconômica e fiscal, para reduzir riscos e o custo do capital;
    • fortalecimento do mercado de capitais, com mais investidores institucionais;
    • expansão do crédito privado, com modelos que distribuam riscos de forma mais eficiente;
    • carteira maior de projetos estruturados para concessões e parcerias;
    • segurança jurídica e previsibilidade regulatória; e
    • autonomia técnica das agências reguladoras.

    O estudo também destaca o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outras instituições públicas de desenvolvimento na redução de riscos, estruturação de projetos e mobilização de capital privado.

    Lições externas

    A análise reúne experiências de Reino Unido, Chile, Austrália, México, Espanha, Índia e França. Apesar das diferenças entre os modelos, a CNI identifica fatores comuns nos países que conseguiram ampliar a capacidade de financiamento da infraestrutura: estabilidade econômica, instituições confiáveis, previsibilidade regulatória, mercado de capitais desenvolvido e instrumentos de longo prazo.

    Segundo a CNI, os recursos públicos devem atuar de forma estratégica para atrair investimentos privados. Pela sugestão da entidade, o investimento público continuará sendo fundamental, mas o país precisa avançar para um modelo em que esses recursos tenham maior capacidade de mobilizar capital privado.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original