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  • Especialistas defendem maior regulação de plataformas digitais

    Especialistas defendem maior regulação de plataformas digitais

    O Brasil deve ampliar a regulação de plataformas digitais e a fiscalização do compartilhamento de conteúdos feitos com Inteligência Artificial. Foi o que defenderam as pesquisadoras Fernanda Rodrigues, diretora executiva do Instituto de Referência em Internet e Sociedade (IRIS) e Larissa Santiago, cofundadora da plataforma de comunicação independente Blogueiras Negras.

    Durante o webinário Tecnologias, IA e Eleições, promovido pela Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras nesta terça-feira (15), Fernanda Rodrigues chamou atenção para o funcionamento dos algoritmos de recomendação, que, segundo ela, fazem com que as plataformas determinem quais conteúdos serão apresentados aos usuários.

    “É preciso uma regulação mínima que assegure que as pessoas possam optar por não receber conteúdos padronizados e que assegure que os mecanismos de recomendação não tenham vieses discriminatórios”, disse.

    Inteligência Artificial

    Sobre a Inteligência Artificial, as pesquisadoras afirmaram que o desenvolvimento dessa tecnologia não tem sido pautado pelas demandas da sociedade e que as grandes empresas de tecnologia monopolizam o debate sobre o assunto.

    Larissa Santiago afirmou que, em comparação com outros países, o Brasil tem um bom sistema regulatório de IA. Mas que é preciso aumentar a fiscalização e, principalmente, a educação midiática.

    “As pessoas não conseguem entender a diferença entre uma pessoa real e uma pessoa criada pela IA. É preciso educar a população”, disse.

    IA nas eleições

    Ao citar o processo que levou ao impeachment da então presidenta Dilma Rousseff, Larissa Santiago mencionou a circulação de imagens e notícias distorcidas. O processo de impeachment ocorreu em 2016, antes da popularização das ferramentas atuais de inteligência artificial generativa. Larissa afirmou que a tecnologia de IA potencializa a violência política de gênero e raça com o uso de desinformação e deepfakes. “A gente viu isso com a presidenta Dilma. As imagens distorcidas, as notícias distorcidas, até chegar ao golpe”, disse.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil vence Chile na estreia pelo Sul-Americano de vôlei masculino

    Brasil vence Chile na estreia pelo Sul-Americano de vôlei masculino

    A seleção masculina de vôlei estreou com triunfo no Campeonato Sul-Americano da modalidade, que classifica o campeão à Olimpíada de Los Angeles (Estados Unidos).

    Nesta terça-feira (15), os brasileiros venceram o Chile por 3 sets a 0, parciais de 25/23, 25/16 e 25/11, em uma hora e 20 minutos de partida.

    A competição ocorre no Rio de Janeiro, com os todos os jogos no Maracanãzinho. São seis participantes: Brasil, Chile, Argentina, Bolívia, Colômbia e Venezuela.

    As seleções jogam entre si ao longo de cinco rodadas, sendo campeã a que fizer melhor campanha. As vitórias por 3 sets a 0 ou 3 a 1 valem três pontos. Se o triunfo for por 3 a 2, a equipe ganhadora soma dois pontos e a que perder faz um ponto.

    Pressionado após a má campanha na Liga das Nações, em que ficou fora da fase final pela primeira vez desde a criação do torneio, em 2018, o Brasil quase se complicou no primeiro set, encontrando dificuldades para abrir distância. Nas demais parciais, os brasileiros fizeram valer a superioridade e venceram sem maiores problemas.

    O ponteiro Adriano, com 13 pontos, comandou a vitória da seleção comandada por Bernardinho, que ainda teve o oposto Bryan, maior pontuador da última edição da Superliga Masculina, anotando 11 pontos. O central Judson, por sua vez, fez nove pontos, sendo três deles de bloqueio.

    O Brasil volta a quadra nesta quarta-feira (16), novamente às 20h (horário de Brasília), para encarar a Bolívia.

    No mesmo horário, mas na quinta-feira (17), o adversário será a Colômbia. No sábado (19), às 11h, os brasileiros enfrentam a Venezuela.

    A participação chega ao fim no domingo (20), às 10h, diante da Argentina.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mega-Sena acumula para R$ 102 milhões; confira os números sorteados

    Mega-Sena acumula para R$ 102 milhões; confira os números sorteados

    Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.058 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (15). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 102 milhões para o próximo sorteio.

    Os números sorteados foram: 14 – 23 – 53 – 56 – 57 – 60

    • 49 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 53.305,58 cada
    • 3.632 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.185,42 cada

    Apostas

    Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (17), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

    A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Maioria dos projetos no Congresso ameaçam indígenas, diz pesquisa

    Maioria dos projetos no Congresso ameaçam indígenas, diz pesquisa

    Dos 272 projetos que tramitam no Congresso Nacional que afetam diretamente os direitos dos povos indígenas, 146 (54%) são desfavoráveis a essas comunidades tradicionais.  Essa é uma das conclusões de um levantamento divulgado, na tarde desta terça (15), pelo Conselho Indígena Missionário (Cimi). 

    A avaliação aponta ainda que, dessas propostas consideradas negativas, 125 dizem respeito aos direitos territoriais. Os dados ficaram disponíveis pelo Cimi na plataforma denominada “Congresso Antindígena”. 

    Aumento


    Brasília (DF), 15/09/2026 - Luís Ventura. Projetos no Congresso Nacional ameaçam indígenas. Foto: Cimi/Divulgação
    Brasília (DF), 15/09/2026 - Luís Ventura. Projetos no Congresso Nacional ameaçam indígenas. Foto: Cimi/Divulgação
     Secretário executivo do Cimi, Luís Ventura. Foto: Cimi/Divulgação

    De acordo com o secretário executivo do Cimi, Luís Ventura, os números levantados confirmam que o Congresso tem um comportamento contrário aos direitos constitucionais dos povos indígenas. Essa configuração teve um aumento relevante, segundo ele, nas últimas duas legislaturas. 

    “Na última legislatura, de 2023 para cá, foram 83 proposições legislativas contrárias aos direitos dos povos indígenas protocoladas na Câmara dos Deputados ou no Senado”, disse em entrevista à Agência Brasil. 

    Entre as iniciativas negativas para os povos indígenas, o secretário do Cimi cita tentativas de instalar o Marco temporal, de abertura dos territórios à exploração econômica por terceiros, de reduzir as possibilidades de demarcação e até de levar a atribuição da demarcação para o Congresso Nacional e não para o Executivo, que é o que estabelece a Constituição. 

    O secretário do Cimi acrescenta que há uma intensificação dos votos dos parlamentares contrários aos interesses dos indígenas no país. Por isso, há uma preocupação da entidade com o futuro.

    “É evidente que nós estamos preocupados caso o Congresso Nacional não tenha uma reconfiguração. Ao mesmo tempo, nós queremos lançar esta plataforma justamente para colocar esse problema diante da sociedade”.

    Votos contrários

    A iniciativa do Cimi sistematizou os votos e resultados de 110 votações nominais ocorridas no Senado, na Câmara e em sessões conjuntas do Congresso Nacional nas duas últimas legislaturas, entre janeiro de 2019 e junho de 2026. Foram avaliadas 98 votações de proposições com impacto direto sobre os direitos dos povos indígenas e 12 com impacto indireto.

    De um total de 41.391 votos analisados, foram computados 27.965 desfavoráveis aos direitos indígenas (67,6%) e 13.081 favoráveis (31,6%), além de 345 (0,8%) votos considerados neutros, como abstenções.

    A plataforma vai permanecer ativa depois das eleições também e passará a expor as ações dos parlamentares ao público. O objetivo é colocar diante da sociedade quais são os partidos políticos, deputados, senadores e bancadas, que, sistematicamente, estão trabalhando contra os direitos constitucionais dos povos indígenas.

    Andamento

    Ventura explica que uma das questões que a plataforma traz também é que as proposições legislativas contra direitos territoriais têm um andamento mais ágil do que as propostas favoráveis, que são principalmente relacionadas a políticas públicas como educação, saúde, direitos sociais e culturais. 

    O secretário do Cimi argumenta que a garantia dos direitos constitucionais dos indígenas deve ser pauta de toda a sociedade e não apenas das comunidades tradicionais.

    “A proteção aos territórios indígenas gera um resultado evidente para a proteção da biodiversidade. E isso, efetivamente, é algo do qual toda a sociedade se beneficia”. 

    Outro sentido é a ofensiva contra os direitos dos povos indígenas, que significaria impactos contra direitos fundamentais da Constituição. “Quando se atinge um direito fundamental, outros podem ser atingidos da mesma forma”.

    Esses impactos gerados pelo Congresso, na avaliação do Cimi, estão espalhados por todas as regiões. “O resultado final deste comportamento do Congresso Nacional é que, de um lado, as demarcações de terras indígenas são travadas, e, por outro lado, os territórios vão ser abertos à exploração econômica”. 

     Não haver demarcação dos territórios elevaria, nessa concepção, a chance de violência direta contra os povos indígenas. “Isso não pode ser naturalizado pela sociedade brasileira. E, para não ser naturalizado, a gente precisa transformar esse congresso que está aí”.

    Ameaça no Jequitinhonha

    A cerca de mil quilômetros do Congresso Nacional, a liderança indígena Cleonice Pankararu, de 59 anos, está bastante preocupada com as decisões dos parlamentares em Brasília. Ela vive em uma pequena comunidade (de 30 famílias) chamada Aldeia Cinta Vermelha de Jundiba, na área rural de Araçuaí (MG), no Vale do Jequitinhonha.

    Ela relata sofrer ameaças por conta da busca por direitos e ao denunciar a exploração de minérios na região, particularmente o lítio. Inclusive, em 2023, foi até a sede da ONU, em Genebra (Suíça), para relatar as dificuldades e a violência.

    Atualmente, Cleonice tem sido atendida por programa de proteção.   

     “O nosso território ainda precisa ser demarcado e nós estamos correndo risco devido aos grandes empreendimentos na região”, explicou, em entrevista por telefone. “Sabemos que a maioria dos deputados e senadores não estão preocupados com os povos indígenas”. 

    No dia a dia, Cleonice lamenta que, além dos riscos à segurança, os filhos e netos não têm a vida que ela teve na infância. Banhar-se no rio Jequitinhonha e admirar os animais na mata na confluência de Cerrado e Caatinga. Com o desmatamento provocado por empresas e grileiros, tudo está diferente. “Tinha mata, frutas, rio limpo e muito peixe. A gente não pesca mais”

    A monocultura do eucalipto nesta região semiárida sofreu impacto, segundo explica. Pequi e mangaba desapareceram. Até as plantas medicinais que a comunidade utilizava sumiram. “A gente precisa estar atento e denunciar”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Veja como foi a terça-feira (15) dos candidatos a presidente

    Veja como foi a terça-feira (15) dos candidatos a presidente

    A agenda dos candidatos à presidência da República nesta terça-feira (15) incluiu entrevistas e participação em podcasts, manifestações e atos políticos.

    >> Veja como foi o dia dos presidenciáveis:

    Ronaldo Caiado  (PSD)
    O candidato Ronaldo Caiado cumpriu agenda na cidade de Aparecida de Goiânia (GO), onde fez comício de campanha.

    Nas redes sociais, Caiado disse que, se eleito, pretende implantar novos critérios para indicação de ministros do STF, como idade mínima de 60 anos, quarentena de quatro anos para voltar à profissão e de oito anos para disputar cargo político. Ele afirmou ainda que pretende indicar quatro mulheres para a Corte.

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    O candidato Rui Costa Pimenta participou de programa na Rádio Causa Operária e concedeu entrevista ao Canal do Galo Preto.

    Samara Martins (UP)
    A candidata Samara Martins cumpriu agenda de campanha em Porto Alegre (RS). Na cidade, participou de café da manhã na Ocupação Sepé Tiaraju, próxima ao centro da cidade.

    Samara Martins também fez panfletagem no Restaurante Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e de ato em frente ao Ministério Público. Ela fez comício no centro de Gravataí (RS).  

    Wilson Grassi (Democrata)
    O candidato não teve agenda pública de campanha.

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury esteve na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), e participou da ação “Cury Fala, Brasil Escuta”, onde público relatou problemas ao candidato.

    Clariana Barão (DC)
    A candidata Clariana Barão passou o dia em Brasília.

    Em vídeo divulgado nas redes sociais, a candidata lamentou a crise no STF que, segundo ela, tira a atenção do debate eleitoral.

    Edmilson Costa (PCB)
    O candidato Edmilson Costa esteve nesta terça-feira (15), em Campinas (SP), onde realizou panfletagem no CAPS Reviver e no centro da cidade.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    Em Fortaleza, o candidato Flávio Bolsonaro reuniu-se com aliados e participou de ato de campanha.

    Nas redes sociais, o candidato criticou a crise no STF e defendeu políticas na área de segurança pública e o fim da reeleição. 

    Hertz Dias (PSTU)
    Em São Luís (MA), o candidato Hertz Dias reuniu-se com bancários da Caixa em greve e também com moradores na comunidade do Rio dos Cachorros, na zona rural da capital maranhense.

    Durante a visita aos bancários, o presidenciável defendeu que os bancos públicos sejam 100% estatais e sob controle dos trabalhadores. 

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 
    O candidato Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista ao Jornal da Record.

    Na entrevista, Lula disse que, se reeleito, pretende fazer uma segunda reforma no Judiciário, com mudança nos critérios de indicação para ministros. Segundo Lula, o Judiciário precisa dar o exemplo.

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos participou de gravação de Sabatina Rede TV! e sabatina no jornal Correio Braziliense.

    Nas redes sociais, o candidato criticou a decisão do ministro Kassio Nunes Marques de ter se declarado impedido de participar do julgamento sobre a possível abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. 

    Romeu Zema (Novo)
    O candidato Romeu Zema participou de manifestação em frente ao STF, em Brasília.

    Ele defendeu que todos os citados ou com envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, devem ser investigados, incluindo parentes de ministros do STF.

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    * Colaboraram Douglas Corrêa (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís) e redação de São Paulo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fluminense leva susto, mas é 1º classificado à semi da Libertadores

    Fluminense leva susto, mas é 1º classificado à semi da Libertadores

    O Fluminense é o primeiro classificado às semifinais da Libertadores. O Tricolor se garantiu nesta terça-feira (15), mesmo com a derrota por 2 a 1 para o Platense no Coliseo de Victoria, em Vicente López, região metropolitana de Buenos Aires.

    A equipe brasileira se beneficiou da vitória por 2 a 0 sobre os argentinos na partida de ida, há uma semana, no Maracanã. Na soma dos placares, 3 a 2 para o time carioca.

    Esta é a terceira vez que o Fluminense se coloca entre os quatro principais clubes da América do Sul. Em 2008 e 2023, o Tricolor também foi à decisão, sendo campeão na edição de três anos atrás.

    O adversário nas semifinais sai nesta quarta-feira (16), no duelo entre LDU e Palmeiras, que se enfrentam no Estádio Casa Blanca, na capital equatoriana Quito, a partir das 19h (horário de Brasília). O Verdão tem a vantagem do empate, pois venceu a partida de ida, uma semana antes, por 1 a 0 no Nubank Parque, em São Paulo.

    Se na última terça-feira (9) o Fluminense construiu a vitória no primeiro tempo, o Platense necessitou dos mesmos 45 minutos iniciais para igualar o placar agregado. O time da casa acuou o Tricolor na defesa e obrigou o goleiro Fábio a trabalhar. Aos 24, o goleiro fez grande defesa após uma cabeçada do zagueiro Ignacio Vázquez, no canto.

    Cinco minutos depois, Fábio nada pôde fazer. Na sobra de uma tentativa de drible que esbarrou no zagueiro Julián Millán, o meia Guido Mainero chutou quase da marca do pênalti, a bola desviou no volante Hércules e saiu do alcance do arqueiro da equipe carioca, abrindo o marcador.

    Nos acréscimos, Mainero cruzou pela direita e o atacante Bruno Sepúlveda apareceu às costas do zagueiro Thiago Silva para fazer, de cabeça, o segundo do Platense, deixando tudo igual na soma dos placares. Se a partida acabasse naquele momento, a decisão seria nos pênaltis.

    A partida ficou mais brigada no segundo tempo. O Fluminense, que pouco conseguiu sair para jogar na etapa inicial, encontrou mais espaços. Aos 11 minutos, veio o respiro. Em contra-ataque, o volante Martinelli acionou Hulk, que abriu para o também atacante Agustín Canobbio na esquerda. O uruguaio entrou na área, driblou Vázquez e bateu cruzado, deixando o Tricolor novamente à frente no agregado.

    Precisando do terceiro gol para forçar os pênaltis, o Platense se lançou com tudo ao ataque. Aos 36 minutos, Fábio brilhou novamente ao defender uma cabeçada forte de Vázquez. O time argentino empilhou bolas na área, mas a equipe brasileira conteve a pressão e garantiu a classificação.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Entenda: STF encerra sessão sem definir casos sobre Moraes e Mendonça

    Entenda: STF encerra sessão sem definir casos sobre Moraes e Mendonça

    O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a sessão desta terça-feira (15) sem definir se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

    Pelas regras internas da Corte, o ministro Flávio Dino, que pediu vista do caso, tem prazo de 90 dias para devolver a questão para julgamento.

    O impasse entre os ministros ocorreu pela discordância sobre o rito que seria adotado no julgamento. Inicialmente, somente o caso de Moraes foi pautado pelo presidente da Corte, Edson Fachin. A análise das suspeitas contra André Mendonça estava marcada para a sessão do dia 23 de setembro.

    Durante a sessão, os ministros ligados à ala de Moraes defenderam que a relação com Vorcaro deveria ser analisada em conjunto com as supostas irregularidades atribuídas ao ministro André Mendonça, antigo relator do caso, ao solicitar ao plenário a investigação.

    Pelo entendimento, o mesmo rito deveria ser adotado nos dois casos. Dessa forma, o ministro Gilmar Mendes levantou uma questão de ordem para incluir a análise das supostas irregularidades contra André Mendonça. 

    A questão foi colocada em julgamento, mas não chegou a ser finalizada porque Dino pediu vista do processo após o bate-boca entre Gilmar Mendes e Mendonça. O placar parcial ficou em 4 votos a 3.

    Mendonça

    O ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, é acusado por Alexandre de Moraes de atuar de forma parcial na condução das investigações para incriminá-lo. 

    Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da apuração sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro. 

    No entendimento da procuradoria, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.

    Moraes

    O caso Moraes veio à tona no dia 1º de setembro, quando André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal e encaminhou as conversas para Fachin.

    A investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído a Alexandre de Moraes antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • STF provocou mal-estar cívico na população, diz Cármen Lúcia

    STF provocou mal-estar cívico na população, diz Cármen Lúcia

    A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), lamentou a exposição negativa da Corte nas últimas semanas, em função das denúncias de envolvimento de magistrados do tribunal no caso do Banco Master. A manifestação da magistrada ocorreu nesta terça-feira (15), durante julgamento que decidiria sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

    “Estou nesta sessão, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza. Hoje, um dos colegas me dizia se eu estava aborrecida com alguma coisa, mas eu disse que estava triste. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, mas porque este Supremo Tribunal Federal, guarda da Constituição, por determinação nela expressa, provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nestes últimos dias”, afirmou a ministra.

    Segundo Cármen Lúcia, houve uma espetacularização desse caso, o que fez grande mal à sociedade, que deveria estar discutindo os rumos do país em meio ao processo eleitoral. “Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e nós geramos intranquilidade, essa é a minha percepção. Inebriamos o sentimento de justiça da cidadania estes últimos dias”, apontou.

    A sessão acabou sendo suspensa, após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Com isso, a análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3 a favor da análise separada sobre a conduta de Moraes e os atos praticados pelo então relator do caso Master, ministro André Mendonça, que encaminhou denúncias contra o colega e outras autoridades, incluindo o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

    A própria ministra Cármen Lúcia acompanhou a decisão do presidente do STF, Edson Fachin, de votar em separado as denúncias contra Mendonça e Moraes. O mesmo entendimento foi seguido pelos ministros Luiz Fux e pelo próprio Mendonça, formando a maioria parcial.

    Já os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos por Gilmar Mendes, formulador da questão de ordem, além de Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Como Dino pediu vista, sua posição a favor do julgamento em separado não foi considerada no placar.

    Voto de Luiz Fux

    Antes do voto de Cármen Lúcia, o ministro Luiz Fux também registrou a posição a favor do julgamento em separado das suspeitas envolvendo Moraes e Mendonça.

    “Não há mais tênue conexão entre essas duas petições. Uma alega abuso de autoridade [de Mendonça] e outra alega atos supostamente ilícitos praticados por um membro dessa corte [Moraes]. Uma coisa é abuso de autoridade, outra é essa investigação. Não há causas penais, não há processo criminal, não há inquérito”, disse.

    “O que houve foi uma divergência entre dois ministros para deliberar sobre determinados fatos. No meu modo de ver, a presidência foi instada a compor essa divergência e o fez pela via administrativa que o Regimento [do STF] lhe faculta”, acrescentou Fux.

    Entenda

    O relatório com menções a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação.

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial. O órgão argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário.

    A PGR sugere que isso pode representa direcionamento por parte de Mendonça, entre outros argumentos. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes.

    O relatório divulgado por Mendonça apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparenta ter uma relação de proximidade com o ministro.

    Em um trecho do que aparenta ser uma conversa, Vorcaro sugere ter enviado para a consideração de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

    Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Segundo a PF, as mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente.

    Em defesa apresentada na madrugada desta terça (15), o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal.

    Reação

    Alexandre de Moraes divulgou, em 2 de setembro, o que disse ser um relatório de inteligência também da PF, no qual se sugere que Mendonça possa ter direcionado as investigações da Operação Compliance Zero para atingir desafetos políticos.

    O documento, contudo, não é assinado nem contém o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”.

    Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fotógrafo e etnólogo Pierre Verger lança livro nesta quarta em SP

    Mais conhecido no Brasil como fotógrafo, Pierre Verger também grande estudioso sobre as relações entre o Brasil – especialmente a Bahia e África Ocidental, a diáspora africana, a religião dos orixás e as tradições orais da cultura Iorubá.

    O livro Lorubahia – Escritos raros sobre a cultura iorubá e as relações entre Brasil e golfo do Benim será lançado nesta quarta-feira (16) em São Paulo. Uma parceria do Instituto Çarê e a Fundação Pierre Verger, a obra reúne 12 ensaios do autor, 4 deles inéditos, escritos entre os anos 1958 e 1972, período em que viveu entre Salvador e a Nigéria, quando mergulhou na pesquisa sobre o povo Iorubá.

    A coletânea foi organizada em 3 eixos: os aspectos históricos das relações transatlânticas, a religião Iorubá e a cultura, conhecimento e oralidade Iorubá. A organizadora da obra e coordenadora do Espaço Cultural Pierre Verger, Ângela Lühning, explica que a coletânea se propõe a trazer também um outro olhar sobre Verger.

    “Um Verger múltiplo, que vai além de uma categoria única do Verger, apenas fotógrafo ou apenas escritor voltado para temáticas históricas, o Verger, supostamente, apenas dedicado a estudos sobre o Candomblé e religião afro-brasileira de influência Iorubá. O Verger que dialoga com tudo isso e um pouco mais, de uma forma talvez um pouco surpreendente em vários textos”, explicou.

    Quem é Pierre Verger

    Pierre Fatumbi Verger nasceu em Paris em 1902 e iniciou sua trajetória profissional como fotógrafo viajante. Em 1946 se mudou para Salvador, cidade que nunca deixou de fazer parte de sua vida até sua morte em 1996. Especializou-se na fotografia documental e de campo nas áreas de antropologia, história, conhecimentos orais e botânica. Também foi um grande estudioso da cultura.

    Lançamento do livro

    Quando: 16 setembro, 19h

    Local: Biblioteca Mário de Andrade

    Entrada: gratuita, com retirada de ingressos 1 hora antes.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Apoiado pela EBC, evento debate desenvolvimento do futebol feminino

    Apoiado pela EBC, evento debate desenvolvimento do futebol feminino

    O Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, recebeu a primeira edição do Women’s International Football Summit (Wifs). O evento, voltado à expansão, crescimento e visibilidade do futebol feminino, ocorreu entre segunda (15) e terça-feira (16) e reuniu atletas, federações, patrocinadores, clubes e entidades ligadas ao desenvolvimento do esporte.

    A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi apoiadora institucional do encontro, organizado pela Conferência de Futebol (Confut), plataforma global de negócios e que proporcionou trocas de experiências e de propostas de avanço do futebol feminino a menos de um ano da Copa do Mundo, que será no Brasil.

    A TV Brasil, emissora pública da EBC, transmite o Campeonato Brasileiro da modalidade, além das fases finais das Séries A2 e A3 (segunda e terceira divisões, respectivamente) e as decisões nacionais das categorias sub-17 e sub-20.

    A diretora-presidente da EBC, Antonia Pellegrino, foi mediadora do painel Comunicação do futebol feminino em transformação: novos formatos, plataformas e narrativas, na tarde desta terça.

    “É importante a gente promover esse tipo de evento, com um público super engajado e que faz com que a conversa transborde para além do jogo. Esse é o objetivo do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas, que, para além de campo e bola, também olha para o clube que teve mais ações de enfrentamento ao feminicídio, portanto, à violência contra a mulher. E tem o prêmio da Craque da Torcida, com votação aberta, que já teve mais de 22 mil votações”, destacou Antonia Pellegrino, em entrevista ao Stadium, programa de esportes da TV Brasil.

    A jornalista, historiadora e comentarista esportiva da TV Brasil, Rachel Motta, participou da mesa, que ainda reuniu a fundadora do Donas FC, Suleima Sena; a fotojornalista esportiva Lívia Villas Boas e a diretora-executiva da NO MORE, fundação global dedicada ao fim da violência doméstica e sexual.

    “Ser convidada para participar de um evento da dimensão que está sendo o Wifs é importantíssimo em questões de visibilidade, troca de conhecimento e know-how, contatos, de estar com gente que atua na área há muitos anos e de todas as redes, seja na parte de gestão, bastidores, dos clubes. Coloca, principalmente, o nome da TV pública nesse quadro de importância e a TV Brasil como uma das instituições que auxilia a realização deste evento”, avaliou Rachel Motta.

    Na segunda-feira (14), a jornalista Marília Arrigoni, apresentadora do Stadium, fez parte do painel Futebol feminino entre gerações: experiências, conquistas e novos horizontes. A mesa foi moderada pela presidente da Bancada Feminina do Flamengo, Marion Kaplan, e contou ainda com Renata Armiliato, gerente de Futebol Feminino do Internacional.


    Rio de Janeiro (RJ), 15/09/2026 - Congresso no Museu do Amanhã discute modalidade a menos de um ano da Copa do Mundo, que será no Brasil. A EBC foi representada pela diretora-presidente, Antonia Pellegrino, e pelas jornalistas Marília Arrigoni e Rachel Motta. Foto: Lucas Duarte/Wifs
    Rio de Janeiro (RJ), 15/09/2026 - Congresso no Museu do Amanhã discute modalidade a menos de um ano da Copa do Mundo, que será no Brasil. A EBC foi representada pela diretora-presidente, Antonia Pellegrino, e pelas jornalistas Marília Arrigoni e Rachel Motta. Foto: Lucas Duarte/Wifs
    Marília Arrigoni, apresentadora do Stadium, fez parte do painel Futebol feminino entre gerações: experiências, conquistas e novos horizontes – Foto: Lucas Duarte/Wifs

    “Ter um espaço dedicado a debater o futebol de mulheres brasileiro com personalidades do meio era algo muito esperado por quem cobre a modalidade, principalmente no Rio de Janeiro em que havia uma carência de eventos desse tipo. Além de suprir essa necessidade, o Wifs mostra os passos evolutivos que o futebol feminino vem dando. Foi muito especial falar da experiência de cobre e ouvir as especificidades de quem atua na gestão. Que seja o primeiro de muitos”, disse Marília Arrigoni.

    “Nós somos a TV aberta que mais transmite futebol feminino no mundo. Não é no Brasil, é no mundo. É sobre continuidade, regularidade, presença. É no Stadium, no Copa Delas [programa semanal sobre futebol feminino disponibilizado no canal da TV Brasil no YouTube]. Somos um canal realmente apoiador da modalidade. A gente está junto desde antes da Copa do Mundo de 2027 ser escolhida para ser no Brasil”, concluiu a diretora-presidente da EBC.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original