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  • Primavera dos Museus busca ampliar acesso à cultura em todo o país

    Primavera dos Museus busca ampliar acesso à cultura em todo o país

    Apenas 16% da população brasileira visitou um museu nos 12 meses anteriores a 2025, segundo pesquisa da Fundação Itaú. No mesmo período, 26% das pessoas frequentaram um centro cultural. O acesso é ainda menor entre a população de renda mais baixa.

    Para ampliar o acesso a esses espaços, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) promove a Primavera dos Museus desta segunda-feira (22) até o dia 27 de setembro. A iniciativa busca incentivar as instituições culturais a se aproximarem da população e ampliar as oportunidades de visita a museus e pontos de memória.

    Com o tema Museus para todas as pessoas, a edição propõe ampliar o diálogo sobre o direito à memória, ao patrimônio cultural, à participação e ao pertencimento. O objetivo é estimular os visitantes a reconhecer nos acervos elementos de sua própria história e cultura.

    A programação fica a critério de cada instituição e inclui exposições, visitas guiadas e atividades educativas. A programação completa está na página do Ibram.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Agricultura ganha 11 milhões de hectares em 41 anos na Mata Atlântica

    Agricultura ganha 11 milhões de hectares em 41 anos na Mata Atlântica

    Em 41 anos, a Mata Atlântica perdeu quase 10 milhões de hectares, enquanto a área destinada à agricultura ganhou 11 milhões de hectares, é o que mostra levantamento do MapBiomas divulgado nesta segunda-feira (21), Dia da Árvore. O levantamento mostra ainda que um em cada quatro hectares de vegetação nativa existentes hoje na Mata Atlântica corresponde a áreas que voltaram a crescer após terem sido desmatadas desde 1985.

    Os dados fazem parte da Coleção 11,  dos mapas anuais de cobertura e uso da terra do Brasil do MapBiomas, rede colaborativa de universidades, organizações não governamentais (ONGs) e empresas de tecnologia, focadas em monitorar as transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil, e reúne informações de 1985 a 2025.

    No total, a Mata Atlântica perdeu, desde 1985, 9,7 milhões de hectares de vegetação madura (áreas mapeadas como vegetação nativa desde 1985). Por outro lado, no mesmo período, o bioma ganhou mais de 8 milhões de hectares de vegetação secundária, áreas que voltaram a crescer depois de terem sido desmatadas. 

    Apesar do crescimento, os dados evidenciam que o desmatamento passou a incidir mais sobre as áreas regeneradas, com vegetação secundária. Entre 2021 e 2025, foram suprimidos 1,2 milhão de hectares na Mata Atlântica: 700 mil hectares de vegetação secundária e 500 mil hectares de vegetação madura. Assim, 60% da supressão ocorrida nos últimos cinco anos atingiram áreas de vegetação secundária. 

    Ao mesmo tempo, os números mostram que, em relação à supressão da vegetação nativa, na Mata Atlântica há uma tendência de queda ao longo da série histórica. A partir dos anos 2000, a área de vegetação nativa suprimida ficou abaixo de 2 milhões de hectares em cada período de cinco anos. Segundo o MapBiomas, os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo foram os únicos que não apresentaram perda de vegetação nativa nos últimos 41 anos.

    A coordenadora técnica da Mata Atlântica do MapBiomas, Natália Crusco, destaca que apesar do avanço positivo registrado com a cobertura de áreas que haviam perdido a vegetação nativa, é preciso evitar o desmatamento no bioma, presente em 15 estados e considerado patrimônio nacional pela Constituição Federal.

    “A regeneração tem papel fundamental na recuperação da Mata Atlântica, seja por meio da restauração ou da recuperação natural de áreas degradadas”, disse Natália. 

    Segubdo ela, ao mesmo tempo, é essencial evitar novas perdas de vegetação nativa, tanto madura quanto secundária, especialmente em um bioma tão fragmentado e historicamente pressionado pela ocupação humana.

    Com área de aproximadamente 1,3 milhão de quilômetros quadrados, a Mata Atlântica é o bioma brasileiro com a menor proporção de vegetação nativa. Em 2025, essa cobertura ocupava 32% do seu território, enquanto a agropecuária respondia por 63%. Os dados mostram ainda que a área ocupada pela agricultura corresponde a aproximadamente 20,5 milhões, o que representa 19% da área total do bioma. 

    Segundo o MapBiomas grande parte da expansão ocorreu sobre pastagens, que perderam cerca de 11 milhões de hectares no período. A conversão de pastagens em agricultura respondeu por 19% das mudanças de cobertura e uso da terra registradas entre o início e o fim da série histórica, em 1985.

    “A soja ganhou 8,7 milhões de hectares em 41 anos e passou a ocupar 11,11 milhões de hectares em 2025, uma área 4,6 vezes maior do que a área registrada em 1985.  A cana-de-açúcar avançou 5 milhões de hectares e alcançou 6,15 milhões de hectares,  5,3 vezes a área de 1985″, informou o MapBiomas.

    Em 2025, a Mata Atlântica concentrava 25% da soja, 50% da cana-de-açúcar, 68% do café (833 mil hectares)  e 34% do citrus (141 mil hectares) das áreas mapeadas no Brasil.

    Outro ponto de destaque no levantamento é o avanço da silvicultura, que apresentou aumento de 3,8 milhões de hectares, chegando a 4,9 milhões de hectares em 2025. Nesse ano, metade da silvicultura mapeada no país estava na Mata Atlântica. O Paraná e Santa Catarina concentravam 46% da área de silvicultura no bioma.

    Áreas urbanizadas

    No que diz respeito às áreas urbanizadas, na Mata Atlântica elas cresceram 2,5 vezes entre 1985 e 2025. O acréscimo foi de 1,3 milhão de hectares, e a área total chegou a 2,3 milhões de hectares. Mais da metade, 52%, de toda a área urbanizada do Brasil estavam no bioma em 2025.

    “Quanto à extensão das áreas urbanizadas, mais de 80% dos municípios da Mata Atlântica apresentavam menos de mil hectares urbanizados em 2025. Apenas São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba ultrapassavam 30 mil hectares”, acrescentou o MapBiomas.

    Os estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais registraram os maiores aumentos absolutos de áreas urbanizadas entre 1985 e 2025.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Dia da pessoa com deficiência: arte e movimento desafiam capacitismo

    Dia da pessoa com deficiência: arte e movimento desafiam capacitismo

    “Quando sinto o calor do sol da manhã na pele, me dá vontade de fotografar. Gosto das frestas de luz que se formam aqui em casa”. O calor do dia ilumina o fotógrafo mineiro Luciano Ambrósio, de 57 anos, morador da Ceilândia (DF), para cada detalhe. 

    Luciano resolveu captar a rotina de forma especial em imagens e palavras depois que perdeu a visão, aos 24 anos. 

    A vida que chega com calor descortina a visibilidade que devem ter os direitos de cidadania enfatizados em datas como esta segunda-feira (21), Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. No caso de Luciano, as imagens que ele cria revelam percepções de cenários, às vezes, hostis, com obstáculos, e outras vezes, encaradas por outros ângulos.

    Ele está perto de realizar um sonho: a publicação do primeiro livro, Meu olhar” (de 120 páginas, em edição independente), prevista para novembro. A obra reúne imagens e 100 poesias. 

    Descobriu a fotografia há 10 anos e utiliza a máquina com suporte de um software de voz. 

    Luciano mapeia o ambiente pelo corpo, incluindo a textura do chão, a inclinação do terreno, os sons ao redor. Com o celular, tem o apoio das informações sobre o que está diante da câmera. Com a descrição, a tecnologia traduz a imagem que poderá surgir, e, com essas informações, decide por dar o clique na máquina que comprou com as economias que fez.   


    Dia da pessoa com deficiência. Piso tátil captado por Luciano Ambrósio, fotógrafo cego. 
Foto: Luciano Ambrósio/Arquivo Pessoal
    Dia da pessoa com deficiência. Piso tátil captado por Luciano Ambrósio, fotógrafo cego. 
Foto: Luciano Ambrósio/Arquivo Pessoal
    Dia da pessoa com deficiência. Piso tátil captado por Luciano Ambrósio, fotógrafo cego. Foto: Luciano Ambrósio/Arquivo Pessoal

    Inclusiva

    Nascido em Lajinha (MG), o fotógrafo se mudou para Brasília em 2002 para estudar biblioteconomia e trabalhar. Já quando atuava no Senado como assessor, participou de uma oficina de fotografia inclusiva. Encantou-se mesmo quando ouviu a orientação: “busquem aquela imagem do cotidiano que ninguém presta atenção”. Ele prestava atenção em tudo. 

    Folha seca, pedrinha no chão, a luz e a chuva refletidas. A máquina passou a ser uma extensão de seus braços e dos sentimentos que resolveu alcançar. 

    “Eu coloco a câmera pertinho do chão e fotografo a grama. Eu adoro os degraus”. Não o obstáculo, mas a luz que se forma entre eles. Ou as pessoas andando, dançando. Pede que elas coloquem um guizo no pescoço para que ele possa buscar. 

    “Eu já passei mais tempo da minha vida como um cego (desde os 24 anos) do que enxergando. Mas eu sei muito bem o que é beleza visual. Isso ainda está guardado aqui no meu cérebro”. Ele recorda e imagina as frestas.  

    A esposa dele, a cerimonialista Edna Teodoro, de 54 anos, diz que ele a surpreende a cada dia com a capacidade de criação permanente. “O convívio representa um aprendizado grande pra mim. Ele é animado todos os dias”. 

    Ela lamenta testemunhar episódios de capacitismo (quando alguém subestima uma pessoa com deficiência). “Recentemente, fomos fazer um lanche no shopping e a atendente me perguntou o que ele iria querer, como se ele não pudesse compreender. Eu falei que ela podia perguntar para ele direto”. 

    A esposa explica que ele sente poesia em tudo. Tanto que ele vive acelerado pensando no segundo livro. “Meu sonho é viver da minha arte”.


    Dia da pessoa com deficiência. A estilista goiana Juliana Santos sofreu uma série de ataques na internet. Foto: Juliana Santos/Arquivo Pessoal
    Dia da pessoa com deficiência. A estilista goiana Juliana Santos sofreu uma série de ataques na internet. Foto: Juliana Santos/Arquivo Pessoal
    A estilista goiana Juliana Santos sofreu uma série de ataques na internet. Foto: Juliana Santos/Arquivo Pessoal

    Moda 

    Outra artista apaixonada pelo que faz é a estilista goiana Juliana Santos, de 40 anos. Ela mora em São Paulo e vive um momento de tristeza em função de uma série de ataques na internet. Ela ingressou na Justiça com uma ação que pede reparação.  

    “Eu quero ter paz novamente. E, para mim, essa paz passa necessariamente por uma resposta das autoridades e por uma investigação que finalmente esclareça o que aconteceu”, diz. 

    Prints reunidos pela estilista mostram comentários direcionados diretamente à sua condição de pessoa com deficiência. O impacto da exposição passou a repercutir diretamente em sua atividade profissional, com cancelamentos e perda de contratos. Em 12 anos de trabalho, Juliana já produziu mais de 2.300 vestidos.

    Em 2024, ano em que, segundo a estilista, teve início a perseguição, foram produzidos 678 vestidos. Em 2025, o número caiu para 68 vestidos, quando a previsão inicial era de 127. Para 2026, até o momento, foram fechados 28 contratos.  

    “Minha arte é meu trabalho, meu sustento e o sustento dos meus filhos. Quero que haja responsabilização por aquilo que aconteceu”, completa.

    Juliana relata ainda que há um inquérito em andamento há mais de um ano, relacionado a denúncias de calúnia, perseguição e stalking, sem desfecho até  agora. 

    Protesto

    A estilista deve apresentar nesta segunda-feira (21) um vestido como manifesto contra o capacitismo nas redes sociais. Ela pretende fazer intervenção artística na roupa com 200 comentários ofensivos que ela registrou nos últimos dois anos.

    Esse é mais um dos momentos doloridos de sua vida. Na infância, ela foi vítima de um incêndio acidental em casa quando tinha quatro anos de idade e estava sozinha com uma irmã bebê. Juliana perdeu os dedos das mãos e ficou com cicatrizes em outros membros. Foi abandonada pela mãe e depois adotada por outra família. 

    Desde criança, tinha fascinação por roupas. Diante das limitações, demorou um pouco mais para aprender a escrever e a segurar os objetos. Mas, quando conseguiu se adaptar, passou a fazer aulas de pintura, artesanato e costura.

    “Eu sempre gostei da moda. Eu pintava as minhas roupas, desenhava, cortava. Não era como as outras adolescentes”. 

    Ela defende que o trabalho não se resume à deficiência. “A minha deficiência é só um detalhe. Não são as minhas mãos que fazem os vestidos, é o meu cérebro, é o meu olhar, é a minha criatividade”.

    “Podem perguntar!”


    Dia da pessoa com deficiência. A professora de educação física Carolina Belfort é cadeirante e dá aulas no Riacho Fundo (DF). Foto: Carolina Belfort/Arquivo Pessoal
    Dia da pessoa com deficiência. A professora de educação física Carolina Belfort é cadeirante e dá aulas no Riacho Fundo (DF). Foto: Carolina Belfort/Arquivo Pessoal
    A professora de educação física Carolina Belfort é cadeirante e dá aulas no Riacho Fundo (DF). Foto: Carolina Belfort/Arquivo Pessoal

    Também de criatividade é refinada a paixão da professora de educação física maranhense Carolina Belfort, de 40 anos. O estímulo ao movimento e à saúde encanta alunos de diferentes faixas etárias na escola pública em que atua, no Riacho Fundo, região periférica do Distrito Federal. 

    Cadeirante, no primeiro dia de aula, ela pede que os alunos perguntem à vontade tudo o que quiserem. Abertamente, Carolina explica que perdeu o movimento das pernas ainda criança depois de um tiro acidental dentro de casa. “Com o tempo, eles nem se lembram mais desse assunto”. 

    A professora está acostumada a receber abraços e beijos das crianças apaixonadas pela forma empolgada que ensina esportes e valoriza a atividade, momento tão esperado da semana. Ela explica aos pequenos e grandes que é necessário ficar longe de telas. “Para tirar do celular, tem que tirar de casa”. 

    Na escola, além dos esportes, Carolina estimula a criançada para a dança. Inclusive nos intervalos. “Eles amam”. Ela mesma testemunha que, durante o seu período escolar, não se sentiu incluída nas atividades. “Eles não sabiam como orientar e eles tinham medo de eu me machucar”, lamenta. 

    Obstáculos que ela sentiu tanto por causa da deficiência como por ser mulher, segundo avalia. “A chave foi virada. Foram muitas batalhas porque existe o capacitismo. Eu tenho que me provar duas vezes”. O sonho dela é futuramente trabalhar de forma especializada com outras pessoas com deficiência para estimulá-las a olhar a vida de outra forma.

    Nas águas

    Dentro da água, a vida passa em alta velocidade para a funcionária pública e arquivista brasiliense Daniela Francescutti, de 56 anos. Desde 2007, a paixão pela natação, que representava saúde e diversão, ficou ainda mais séria para ela, que é uma atleta surda. 

    Ela participa de competições masters de natação. “Gosto de nadar borboleta, medley e provas longas (800 metros e 1,5 mil metros livres)”. Ficou em sexto lugar logo no primeiro ano na prova mais longa. “O que já foi meu ouro”


    Dia da pessoa com deficiência. A funcionária pública Daniela Francescutti participa de competições masters de natação. Foto: Daniela Francescutti/Arquivo Pessoal
    Dia da pessoa com deficiência. A funcionária pública Daniela Francescutti participa de competições masters de natação. Foto: Daniela Francescutti/Arquivo Pessoal
    A funcionária pública Daniela Francescutti participa de competições masters de natação. Foto: Daniela Francescutti/Arquivo Pessoal

    Em 2013, arriscou-se também em águas abertas. Oito anos depois, a Federação Brasiliense Desportiva dos Surdos a convidou para competir oficialmente. “Desde 2021, represento o DF nas competições nacionais de surdos”.  Neste ano, em Guaiaquil (Equador), voltou com três medalhas do Open Panamericano. A delegação brasileira trouxe 24 medalhas.

    A prática de participar de competições mudou completamente a vida dela. Mudou a alimentação, o sono e passou a querer colaborar com a equipe.

    “Decidi cortar o açúcar e foi a melhor coisa que fiz. Eu treino em piscina coberta às 7h da manhã. O sol me aquece quando eu saio da academia a caminho do trabalho”.

    Além de ser uma atleta competidora, o esporte tem um significado que vai além das medalhas.  “Para mim, a natação é meu templo de paz. É nela que busco a paz interior”.

    Letramento

    A secretária nacional dos direitos da pessoa com deficiência, Isadora Nascimento, defende que o Brasil precisa de um letramento sobre o que é o capacitismo. 

    “Muitas vezes, as pessoas reproduzem sem se darem conta. A gente tem feito campanhas de conscientização para trazer o conceito na prática de forma simples”.

    Ela exemplifica que termos como “surdo” e “cego” são usados de forma pejorativa em xingamentos. A secretária explica que é necessário levar o assunto para a escola e também promover campanhas sistemáticas. 

    Na emergência por garantia de direitos, Isadora Nascimento entende que marcadores sociais devem ser levados em conta. “Uma mulher negra com deficiência, que é o meu caso, enfrenta mais camadas de opressão do que uma mulher branca. Ou então uma pessoa LGBT com deficiência também vai enfrentar. A gente precisa entender onde estão essas pessoas”, exemplifica. 

    Ela diz que é necessário melhorar esse mapeamento para ampliar políticas públicas necessárias de inclusão. Por mais direitos e oportunidades das pessoas serem o que quiserem.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Exército brasileiro promove exercício de defesa cibernética

    Exército brasileiro promove exercício de defesa cibernética

    O Exército brasileiro coordena, esta semana, exercício, com o objetivo de preparar o país para o enfrentamento de ataques cibernéticos. O simulado é promovido pelo Comando de Defesa Cibernética da força, em parceria com a Marinha e a Força Aérea Brasileira (FAB).

    A ação ocorre, entre esta segunda (21) e sexta-feira (25), simultaneamente em Brasília e em outras seis cidades:

    • Rio de Janeiro;
    • Manaus;
    • Belém;
    • Recife;
    • São Paulo;
    • Curitiba.

    É a oitava edição do exercício, chamado de Guardião Cibernético, que integrará as forças armadas, órgãos governamentais, órgãos reguladores e operadores de infraestruturas estratégicas como abastecimento de água, energia, telecomunicações e mercado financeiro. Serão mais de 1,3 mil participantes de 300 organizações, além de representantes de outros 14 países.

    Os participantes do exercício enfrentarão cenários de ataques complexos e coordenados em sistemas digitais semelhantes aos usados pelas organizações envolvidas no simulado. A ideia é fortalecer o sistema nacional, validando planos de contingência diante desses ataques cibernéticos.

    De acordo com o Exército, a cibernética é um dos três setores estratégicos definidos pela Estratégia Nacional de Defesa (END). O segmento envolve os sistemas informatizados que operam computadores, rádios e radares, além de carros de combate e defesa antiaérea.

    “Ao reunir diversas instituições civis e militares, o Exercício Guardião Cibernético torna-se como um marco de preparação e integração, reafirmando a importância do compromisso coletivo com a segurança e a soberania nacional”, informa o Exército, por meio de nota. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Veja como foi o fim de semana dos candidatos a presidente

    Veja como foi o fim de semana dos candidatos a presidente

    Neste final de semana, os candidatos à Presidência da República visitaram os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, onde participaram de atos de campanha, caminhadas e entrevistas. Entre os temas abordados estiveram as prioridades para a saúde, mudanças no sistema prisional, o combate ao crime organizado, direitos do trabalhador, empreendedorismo e a proibição das bets.  

    >> Veja como foi o fim de semana dos presidenciáveis:  

    Augusto Cury (Avante) 

    O candidato participou de sabatina do Jornal da Record.

    Clariana Barão (DC) 

    A candidata não teve compromissos oficiais de campanha neste final de semana 

    Edmilson Costa (PCB) 

    O candidato concedeu entrevista ao SBT News. 

    Flávio Bolsonaro (PL) 

    O candidato passou o sábado (19) em Santa Catarina. Em discurso ao desembarcar em Joinville, Flávio afirmou que o estado catarinense “é a prova do Brasil que deu certo”.  

    “O povo de Santa Catarina é um povo trabalhador, um povo produtivo, um povo que tem a mentalidade de correr atrás pelos seus méritos”, destacou Flávio. 

    Ainda na cidade, em outro evento de campanha, disse que o modelo do sistema prisional catarinense será implantado em seu futuro governo.  

    “Tem um programa junto aos presos de menor periculosidade aqui e, todos os que querem trabalhar, conseguem emprego. Temos que ter uma parceria do sistema penitenciário junto a empresas para que esses egressos do sistema penitenciário trabalhem, paguem pela sua estadia. Mas, também, saiam daqui com uma profissão e reduzam a taxa de reincidência”, avaliou. 

    Hertz Dias (PSTU) 

    Neste sábado (19), o candidato esteve no bairro de Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro, onde fez uma caminhada e conversou com moradores. Segundo ele, é preciso ampliar investimentos em educação, cultura, esporte e geração de emprego, além de oferecer perspectivas de futuro para a juventude trabalhadora. 

    “A juventude negra das periferias é a principal vítima da violência no país. Milhares de jovens têm suas vidas interrompidas todos os anos, enquanto outros tantos são empurrados para o desemprego, a precarização do trabalho ou o encarceramento. É preciso acabar com essa política que transforma os jovens pobres em alvo permanente da repressão”, defendeu. 

    Leonardo Avalanche (PRTB)

    Não houve divulgação de agenda pública do candidato neste fim de semana. 

    Lula (PT) 

    Durante comício em Florianópolis, neste sábado (19), o candidato à reeleição reforçou que pretende acabar com as bets no Brasil. Segundo ele, as apostas online estão levando muitas pessoas ao endividamento, causando perda de patrimônio e até da própria vida.  

     “O país proíbe briga de galo, passarinho, cassino, mas as bets entram na nossa casa pelo celular e tem muita gente que não consegue parar de apostar porque as propagandas os induzem a acreditar que vão ganhar. Se depender da minha vontade, eu quero acabar com as bets”, disse.  

    Ele ressaltou que, para começar com esse processo, é importante estar preparado porque há muito dinheiro para financiar a propaganda desse mercado.    

    “Os times de futebol fizeram uma carta essa semana dizendo que, se eu acabar com as bets, vou acabar com o futebol. É mentira, porque o São Paulo foi três vezes campeão do mundo sem ter a bet, assim como também foram campeões o Flamengo, o Corinthians, o Internacional, o Grêmio, a Seleção Brasileira”.   

    Lula afirmou que os times de futebol não podem querer sobreviver às custas do povo, que já é torcedor e frequenta os estádios. Segundo ele, quem não quer que as bets acabem são as emissoras de TV, os influenciadores e empresários.

    Renan Santos (Missão) 

    O candidato passou mais um dia no Rio Grande do Sul. Neste sábado (19), cumpriu agenda em Capão da Canoa. Em discurso aos apoiadores, Renan falou que “nós vamos militarizar o Brasil e juntos libertar a América do Sul do crime organizado”. 

    Disse ainda que, caso eleito, seu governo vai investigar o envolvimento de políticos com o crime organizado. 

    Sobre a polarização entre Flávio e Lula, Renan firmou que esta é a eleição da desistência: “ambos querem que você não tenha nenhuma esperança de nada diferente”.  

    Romeu Zema (Novo) 

    No sábado (19), o candidato foi a Contagem (MG), onde defendeu estímulos ao microempreendedorismo. Afirmando querer tornar menos burocrática a legislação, Zema propõe mudanças nas atuais regras de autorização de funcionamento de estabelecimentos comerciais.  

    “Quero que tenhamos, no Brasil, o mesmo que fizemos em Minas Gerais: confiar no empreendedor. Que ele passe a operar e, depois, o Estado fiscaliza. Hoje, parte-se do princípio de que ele é um criminoso, que o estabelecimento dele tem que ser aprovado antes dele começar a funcionar. Sou totalmente contrário”, comentou o ex-governador mineiro.  

    “Se alguém quiser abrir uma lanchonete, que abra. Aí, então, o Estado vai lá e fiscaliza. Se não estiver adequado, fecha. Hoje, às vezes, ele fica aguardando por meses para alguém ir lá fazer uma vistoria”, acrescentou. 

    Ele defendeu a redução do chamado “custo-Brasil” e destacou a preocupação com o nível de endividamento da população. “E quando eu falo de custo-Brasil, são vários, principalmente a taxa de juros que, hoje, é altíssima. Qualquer empreendedor que for a um banco pegar dinheiro vai estar pagando 25% ao ano. Lá fora, na Ásia, na Europa, na América do Norte, entre 6% e 7%.” 

    Ronaldo Caiado (PSD) 

    No sábado (19), o candidato esteve em Barretos, no interior de São Paulo, onde participou do Encontro Nacional de Muladeiros do Bem. Entrevistado por jornalistas, o político goiano prometeu que, se eleito, priorizará a saúde e, em particular, a prevenção ao câncer, promovendo o diagnóstico precoce da doença.  

    “A saúde terá prioridade total no sentido de fazer com que o atendimento básico seja de melhor qualidade e eficiência”, declarou. 

    O plano de governo de Caiado propõe a criação, no Sistema Único de Saúde (SUS), da chamada “via rápida do câncer”, estratégia que prevê o atendimento prioritário dos pacientes conforme a gravidade do caso.  

    “Para que as pessoas não cheguem ao hospital já em fase terminal”, explicou. O candidato também apontou algumas das demandas que vem recebendo de empresários do agronegócio.  

    “Mais do que nunca, o setor pede por um seguro rural. E um plano plurianual para que possa sobreviver às intempéries climáticas e às situações de mercado. Além da pacificação o campo”, concluiu Caiado, antes de seguir para Osasco, na região metropolitana da capital paulista, onde concedeu entrevista para uma emissora de TV. 

    Rui Costa Pimenta (PCO) 

    Não houve divulgação de agenda pública do candidato neste fim de semana. 

    Samara Martins (UP) 

    A candidata participou de uma caminhada com panfletagem neste sábado (19), em Madureira, bairro da zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Samara apresentou suas propostas para os trabalhadores, com aumento de 100% nos salários, redução da jornada de trabalho e fim da escala 6 por 1. 

    “Esse bairro é proletário, é dos trabalhadores, do povo negro. Vimos muitos trabalhadores concordando com o nosso programa e cansados da exploração que sofrem no capitalismo”, disse. 

    Wilson Grassi (Democrata) 

    No sábado (19), o candidato participou do Rocky Mountain Games, no Pico do Jaraguá,  na capital paulista. 

    * Colaboraram Alex Rodrigues (Brasília), Douglas Correa (Rio de Janeiro), Flávia Albuquerque e Vitor Abdala (Rio de Janeiro).

     

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cine Inclusão 60+ traz filmes dedicados ao debate sobre envelhecimento

    Cine Inclusão 60+ traz filmes dedicados ao debate sobre envelhecimento

    Único festival audiovisual do país dedicado ao público idoso e acima dos 60 anos, o Festival Cine Inclusão 60+ teve início neste domingo (20). O evento é gratuito e segue até o dia 27 de setembro nas cidades de São Paulo, Campinas e em Santos.

    Voltado ao debate sobre o envelhecimento, o etarismo e a representatividade, o festival chega à sua sexta edição apresentando 21 produções nacionais e internacionais. São obras que valorizam pessoas idosas como seu tema central, seja como protagonistas ou como criadoras. A seleção deste ano reúne filmes produzidos no Brasil, além de curtas realizados no Reino Unido, Japão, Índia, Peru, Argentina e Estados Unidos.

    O recorte apresenta diferentes perspectivas culturais sobre o envelhecimento e aborda experiências relacionadas a desejos, conflitos, afetos, autonomia e relações sociais.

    Entre os filmes que serão apresentados no evento está Mulher Papaya, de Camila Tarifa, curta que conquistou os prêmios de melhor roteiro e de melhor filme pelo júri da crítica do Festival de Gramado.

    Entre as novidades deste ano está a realização de um fórum especial, que foi chamado de Brasil 60+ sob a Ótica das Mulheres do Audiovisual. A iniciativa parte do crescimento da população com 60 anos ou mais para discutir seus impactos no setor, incluindo novos públicos, mercado de trabalho, permanência e reconhecimento profissional, desigualdades e formas de representação do envelhecimento.

    Mais informações sobre o festival e a programação podem ser conferidos no site do evento. 

     

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Longa de André Novais vence o Festival de Brasília de Cinema

    Longa de André Novais vence o Festival de Brasília de Cinema

    O longa-metragem Se eu fosse vivo…vivia, dirigido por André Novais Oliveira, foi o grande vencedor do 59° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que terminou na noite deste sábado (19).

    O filme levou o Troféu Candango, principal prêmio do festival, e também ficou com os prêmios de melhor figurino e melhor roteiro.

    A escritora Conceição Evaristo e o ator Norberto Novais Oliveira receberam menção honrosa pela participação nas cenas.

    O drama conta a história do casal Gilberto e Jacira durante os anos de 1970, no interior de Minas Gerais. Após 50 anos de casamento, Jacira é internada, e Gilberto passa a viver experiências fora do comum.

    O mais longevo festival de cinema do país recebeu um recorde de 2 mil inscrições nesta edição. Desses, mais de 70 filmes foram selecionados em várias mostras. Além das mostras competitivas de longas e curtas, o festival contou com sesões paralelas e especiais para celebração de artistas e temáticas relevantes para o audiovisual brasileiro.

    Vencedores

    A partir deste domingo, o Cine Brasília, principal palco do festival, exibe os longas que venceram as mostras competitivas.  

    Se eu fosse vivo…vivia será reprisado nesta segunda-feira (21), às 20h. A entrada é gratuita.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil fecha Copa do Mundo de ginástica com mais cinco pódios

    Brasil fecha Copa do Mundo de ginástica com mais cinco pódios

    Neste domingo (20), último dia de disputas da Copa do Mundo da Hungria de Ginástica Artística, o Brasil conquistou cinco medalhas.

    Rebeca Andrade, prata, e Flávia Saraiva, com ouro, fizeram uma dobradinha verde e amarela na trave.

    No solo, mais uma dobradinha: Flávia (prata) e Lorrane Oliveira (bronze). Artur Nory fechou o dia com uma medalha de ouro na barra fixa.

    A prata da campeã olímpica Rebeca Andrade veio com a somatória de 13,600, apesar de um desequilíbrio na apresentação. Flávia, com uma série limpa, foi a melhor com uma nota de 13,766.

    No solo, Flávia Saraiva foi prata e ganhou a terceira medalha da competição. Ela ficou com 13,433. A campeã Dulcy Caylor, dos EUA, somou apenas 00,033 a mais do que a brasileira. Lorrane Oliveira foi bronze com 12,933, completando o pódio.

    Na última final do dia, Arthur Nory foi o melhor na barra fixa com 14,133 e uma série sem erros. 

    Com as vitórias de hoje, o Brasil fecha sua participação com seis medalhas: três ouros, duas pratas e um bronze. Ontem (19), Flávia já tinha tinha levado o ouro nas barras assimétricas. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Vasco é campeão do Brasileirão A2 Feminino

    Vasco é campeão do Brasileirão A2 Feminino

    O Vasco é campeão do Brasileirão Feminino Série A2. A conquista foi confirmada neste domingo (20), em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).

    Com a vitória de 3 a 1 no jogo de ida, em Minas Gerais, mesmo derrotada por 2 a 1 no segundo confronto, que teve transmissão ao vivo da TV Brasil, a equipe carioca garantiu a taça. 

    Bruna Marques e Luana Rodrigues marcaram para o Itabirito, enquanto Ju Santos fez o gol do título. 

    A2

    O A2 é a segunda divisão do campeonato nacional de futebol feminino, organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). As finalistas, ao lado de Atlético (PI) e Minas Brasília, estão confirmadas na elite do futebol feminino nacional de 2027.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Museu do Folclore recebe bordados do Vale do Jequitinhonha

    Museu do Folclore recebe bordados do Vale do Jequitinhonha

    Ao visitar a mostra Arte têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG, o público poderá ver de perto tecidos em algodão feitos manualmente com bordados e acabamentos ponto a ponto, típicos dessas duas cidades mineiras.

    A mostra gratuita ocorre até 29 de novembro no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular no Museu de Folclore Edison Carneiro, no Catete, Rio de Janeiro. Os visitantes poderão conhecer e comprar diversas peças.

    Marca da região, a arte têxtil atravessa séculos. Os itens de cama, mesa e vestuário trazem combinação de cores e acabamentos em crochê. A tecelagem, o bordado, a cerâmica e os trabalhos em couro e madeira são definidos como saberes e fazeres expressados ancestrais.


    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – A mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, exibe bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – A mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, exibe bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Peças da mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG. Fernando Frazão/Agência Brasil

    Segundo a historiadora Ana Lima Kallás, responsável pela pesquisa de campo e o texto do catálogo, sobre bordados em peças para decoração, vestuário e diversos outros trabalhos manuais, o visitante encontra panorama documental único. 

    “A arte têxtil do Jequitinhonha é menos conhecida apesar de ser uma arte muito antiga naquele território. O bordado assumiu um lugar mais importante nessa produção têxtil do que os tecidos, há mais bordadeiras que tecelãs.”

    Ana Lima explica que a mostra chama o público a refletir sobre os impactos destrutivos dos empreendimentos naquela região, como o plantio extensivo de eucalipto que diminuiu a área da cultura de algodão na agricultura familiar.

    De acordo com ela, a mostra traz também o debate de gênero, porque o bordado foi sempre associado, num olhar patriarcal, a uma atividade doméstica das mulheres. 

    “Hoje há uma mudança significativa nesse cenário. Com a formação das associações de artesãs, esse trabalho deixou de ser visto apenas como uma atividade doméstica e passa a ser visto como uma atividade profissional que gera a renda principal.”

    O Vale do Jequitinhonha está localizado na porção nordeste de Minas Gerais e abrange também uma pequena parte do sudeste da Bahia. É formado por três porções: alto, médio e baixo. Turmalina e Veredinha estão situadas no Alto Jequitinhonha.

    Arte familiar


    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – As artesãs Maria Aparecida das Graças Oliveira, Monique Sthefany Rodrigues Sobrinho e Ilma Gonçalves de Oliveira na mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, que exibe seus bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – As artesãs Maria Aparecida das Graças Oliveira, Monique Sthefany Rodrigues Sobrinho e Ilma Gonçalves de Oliveira na mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, que exibe seus bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    As artesãs Maria Aparecida das Graças Oliveira, Monique Sthefany Rodrigues Sobrinho e Ilma Gonçalves de Oliveira na mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG. Fernando Frazão/Agência Brasil

    A arte têxtil acompanha a vida de Maria Aparecida das Graças Oliveira, presidente da Associação de Artesãos de Turmalina (Astur). Cresceu ajudando mãe, avós e tias no ofício.

    “Desde cedo cresci com tecidos e bordados ao redor. Primeiro, eu ajudava a preparar o algodão para fazer o fio e depois tecer. Nos tecidos mais grossos, minha mãe fazia as iniciais de todos com ponto cruz, ela falava ponto de marca, para identificar os donos de cada item.”

    Para Maria Aparecida, que vem pela primeira vez ao Rio de Janeiro, a oportunidade de expor o trabalho das artesãs simboliza um momento especial para ampliar a visibilidade da arte têxtil do Jequitinhonha.

    Mobilização

    Ilma Gonçalves de Oliveira, presidente da Associação Comunitária dos Artesãos de Turmalina (Soarte), conta que a mobilização de mulheres e a consequente importância da geração de renda do artesanato no Vale do Jequitinhonha é um aspecto a ser ressaltado.

    “Percebo que aqui, não apenas no nosso município, Turmalina, mas no Vale do Jequitinhonha como um todo, o artesanato representa uma renda necessária. Garante o sustento de famílias.” 

    A pesquisadora Ana Lima entrevistou 40 mulheres para a montagem da exposição que retrata Turmalina e Veredinha. O associativismo forma uma força coletiva de especial significado entre as artesãs. 

    Pensam e agem coletivamente na compra de insumos, na participação em eventos, na venda, no desenvolvimento de novas coleções, na participação em cursos de capacitação, na busca coletiva por soluções aos desafios colocados.


    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – A mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, exibe bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – A mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, exibe bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Peça da mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG – Fernando Frazão/Agência Brasil

    Serviço

    Local: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular | Museu de Folclore Edison Carneiro – Rua do Catete, 179. Catete – RJ. Tel. 21 3032.6052.

    Dias e horários de visitação: Terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h. Entrada franca.

    Realização: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNFCP/Iphan) | Associação Cultural de Amigos do Museu do Folclore Edison Carneiro (Acamufec).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original