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  • “Brasileiro gosta de ler, mas tem dificuldade de acesso”, diz escritor

    “Brasileiro gosta de ler, mas tem dificuldade de acesso”, diz escritor

    Para o escritor Itamar Vieira Junior, “não é verdadeira a afirmação de que brasileiro não gosta de ler”. Ao falar para uma plateia que lotou o Largo do Pelourinho na noite de ontem (7) para vê-lo e escutá-lo na Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), o escritor ressaltou que, em realidade, o “brasileiro gosta de ler, mas encontra dificuldades de acesso para fazê-lo”.

    “Posso dizer para vocês que, em toda parte do Brasil, a quantidade de pessoas interessadas em livros e em leitura é imensa. Isso é um bom retrato para aqueles que dizem: ‘Ah, o brasileiro não gosta de ler’. Isso não é verdade. O que existe é desigualdade de acesso”, disse ele, arrancando aplausos do público presente.

    Autor da Trilogia da Terra, que começou com o sucesso Torto Arado, passou por Salvar o Fogo e agora é concluída com seu atual livro Coração sem Medo, o escritor disse que frequentava muitas bibliotecas públicas de Salvador em sua juventude. E ressaltou que é preciso ampliar o número de bibliotecas no país para aumentar o acesso das pessoas aos livros.

    “É um país profundamente desigual e o livro não é barato. E às vezes não há uma biblioteca pública no bairro onde a gente mora lá na periferia”, criticou. “Se não houvesse essas bibliotecas, certamente eu teria perdido muito das leituras que eu fiz ali na minha adolescência, no começo da vida adulta. Mas o certo, o ideal, era que tivesse uma biblioteca em cada bairro”, ressaltou.

    Em 2024, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro apontou que 47% da população com 5 anos ou mais se declarou leitora no Brasil, o equivalente a cerca de 93,4 milhões de pessoas.

    O levantamento mostrou também que 53% não leram nem parte de um livro nos três meses anteriores e que o país perdeu 6,7 milhões de leitores em quatro anos. 

    Ao mesmo tempo, o mercado editorial têm visto sinais de recuperação. O Panorama do Consumo de Livros no Brasil, da Câmara Brasileira do Livro com a Nielsen BookData, apontou que 18% da população adulta comprou ao menos um livro em 2025, o que representou alta de 2 pontos percentuais em relação a 2024. Isso representou o equivalente a cerca de 3 milhões de novos consumidores.

    Segundo Itamar, para aumentar o número de leitores no país é preciso criar políticas públicas para garantir o acesso das pessoas aos livros. Um desses exemplos, citou, é o MEC Livros, uma plataforma pública digital que reúne e disponibiliza gratuitamente obras literárias em formato digital, por meio de empréstimo. Um de seus livros, Torto Arado, é inclusive o livro mais emprestado dessa plataforma.

    “Esse ano veio um projeto muito bonito que é o MEC Livros. E aí não importa se você está lá numa comunidade isolada no Amazonas ou se você está numa grande cidade como Salvador ou São Paulo, mas você tem o livro ali [ao alcance, de forma gratuita]. Esse é um instrumento que veio para reduzir e mitigar essa desigualdade de acesso que existe. Mas que o brasileiro gosta de história e gosta de ler, nós sabemos. Gosta muito, desde sempre”, afirmou.

    * A repórter e a fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista

    Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista

    No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, comemorado neste sábado (8), o vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Renato Jorge Alves, reforça que investir em prevenção é a melhor forma de evitar complicações cardiovasculares.

    Em entrevista à Agência Brasil, o cardiologista destacou que um estudo publicado em setembro de 2025 recomenda que todas as pessoas façam a dosagem do colesterol aos 10 anos de idade. “O conselho que eu dou é que todo mundo faça um exame preventivo de colesterol, junto com o de glicose”, afirmou.

    Segundo Alves, também é fundamental adotar hábitos saudáveis para evitar que outros fatores de risco se somem ao colesterol elevado e aumentem as chances de infarto. Caso o exame detecte níveis altos de colesterol, a orientação é procurar acompanhamento médico e seguir corretamente o tratamento prescrito.

    “Não vá atrás de médicos que falam na internet para não tomar remédios contra colesterol, porque isso é uma falácia”, alertou. De acordo com ele, interromper o tratamento aumenta o risco de complicações. “Assim como acontece com diabetes e hipertensão, o colesterol volta a subir quando a medicação é suspensa.”

    Dieta carnívora

    A Sociedade Brasileira de Cardiologia também alerta que o colesterol elevado está associado a hábitos de vida que comprometem não apenas a saúde do coração, mas o metabolismo como um todo.

    Para Alves, a chamada dieta carnívora — baseada exclusivamente no consumo de carne e que elimina alimentos de origem vegetal — não é indicada para reduzir o colesterol.

    “Isso é uma invenção”, afirmou.

    Segundo o cardiologista, uma alimentação saudável deve ser equilibrada, com proteínas, carboidratos e gorduras em quantidades adequadas. Segundo o especialista, uma dieta baseada apenas em carne é rica em gordura saturada, que aumenta o colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim.

    Quem já apresenta colesterol elevado deve evitar o consumo excessivo de carne vermelha, pois isso pode elevar ainda mais os níveis de LDL. Além disso, esse tipo de alimentação pode aumentar o ácido úrico e favorecer a formação de placas de gordura nas artérias, elevando o risco cardiovascular.

    “Não é uma dieta aconselhável”, resumiu.

    Estilo de vida

    Para reduzir o colesterol, a primeira recomendação é investir em alimentação saudável e atividade física.

    Segundo Alves, deve-se evitar o excesso de gordura saturada, presente principalmente em carne vermelha, chocolates, frios e embutidos, além da gordura trans, encontrada em alimentos ultraprocessados, como salgadinhos e biscoitos recheados.

    “A pior gordura que tem é essa”, disse, referindo-se à gordura trans.

    O especialista explicou que mudanças na alimentação costumam reduzir o colesterol entre 5% e 10%, porque cerca de 70% da substância é produzida pelo próprio organismo.

    Alves pontuou que quando os níveis ultrapassam 300 miligramas por decilitro (mg/dL), entretanto, há forte indicação de origem genética. Nesses casos, além das mudanças no estilo de vida, é necessário tratamento medicamentoso.

    A prática de atividade física também é essencial. A recomendação é acumular entre 150 e 300 minutos de exercícios por semana.

    O cardiologista ressaltou ainda que a qualidade do sono influencia o metabolismo. Dormir mal pode favorecer o aumento do colesterol e dos triglicérides, gordura associada ao processo inflamatório das artérias.

    “O processo de aterosclerose não acontece apenas pelo acúmulo de gordura, mas também pela inflamação”, explicou.

    O estresse também pode contribuir para elevar a pressão arterial e prejudicar o controle do colesterol.

    Estatinas

    Nos casos de hipercolesterolemia de origem genética, o tratamento inclui o uso de medicamentos, principalmente as estatinas, prescritas por um médico.

    “O paciente não deve interromper esse tratamento”, reforçou.

    Caso a estatina isoladamente não seja suficiente para atingir a meta de colesterol estabelecida pelo médico, outros medicamentos podem ser associados, de acordo com o risco cardiovascular de cada paciente.

    Segundo Alves, atualmente existem versões genéricas das estatinas, que se tornaram mais acessíveis.

    Ele lamentou, porém, a disseminação de informações falsas nas redes sociais sobre esses medicamentos.

    “Vejo muitas pessoas, inclusive médicos, dizendo que colesterol não existe ou que estatinas fazem mal. Isso não é verdade. Muitas vezes é marketing pessoal.”, avaliou.

    O cardiologista destacou que as evidências científicas sobre os benefícios das estatinas são consistentes há mais de três décadas.

    “O primeiro grande estudo foi publicado em 1994. Desde então, há evidências robustas de redução de infarto, acidente vascular cerebral e morte por doença cardiovascular.”

    Segundo ele, a desinformação sobre o tema preocupa especialmente porque o colesterol elevado permanece entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

    Hipercolesterolemia familiar

    Alves chamou atenção para a hipercolesterolemia familiar, doença genética que pode provocar níveis extremamente elevados de colesterol ainda na infância.

    Existem casos em que crianças apresentam infarto aos 10 anos de idade por causa da doença.

    “Nesses pacientes, o colesterol sobe de tal forma que pode obstruir as coronárias ainda na infância.”

    Quanto mais cedo o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de aumentar a sobrevida desses pacientes.

    Obesidade

    O cardiologista explicou que a obesidade está relacionada principalmente à síndrome metabólica, condição que costuma estar associada a diabetes, hipertensão e aumento da gordura abdominal.

    Essa gordura favorece alterações metabólicas que podem atingir órgãos como fígado, rins e pâncreas.

    No caso da hipercolesterolemia familiar, entretanto, a obesidade normalmente não faz parte do quadro inicial e tende a aparecer apenas mais tarde, quando se somam fatores relacionados ao estilo de vida.

    Fatores de risco

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde, infarto e acidente vascular cerebral (AVC) continuam sendo as principais causas de morte no Brasil e no mundo.

    Segundo Alves, colesterol elevado, diabetes, tabagismo e hipertensão formam os principais fatores de risco para essas doenças.

    A obesidade também vem ganhando importância diante do crescimento de sua incidência na população.

    “Eu diria que ela já é o quinto fator de risco”, afirmou.

    O especialista explicou que a obesidade provoca um estado inflamatório crônico que favorece a instabilidade das placas de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto.

    Além da obesidade, outras doenças inflamatórias crônicas, como lúpus, HIV, artrite reumatoide, fibromialgia e doença inflamatória intestinal, também podem contribuir para alterações nas artérias e aumentar o risco cardiovascular, embora em menor escala devido à menor frequência desses casos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Atraso na ampliação do teste do pezinho dificulta diagnóstico da AME

    Atraso na ampliação do teste do pezinho dificulta diagnóstico da AME

    Agosto é o mês de conscientização sobre a Atrofia Muscular Espinhal (AME). Entidades que representam pacientes alertam que a demora no diagnóstico e no início do tratamento da doença no Brasil pode comprometer a preservação dos movimentos.

    Dados do Instituto Nacional da Atrofia Muscular Espinhal (Iname) mostram que o diagnóstico da AME tipo 1 ocorre, em média, aos 5 meses e 5 dias de vida. Entre a confirmação da doença e o início do tratamento, o tempo médio de espera é de 1,7 ano. Em outros países, esse intervalo pode ser inferior a um mês.

    Segundo o instituto, um dos principais entraves é a implementação da Lei nº 14.154/2021, que ampliou o número de doenças rastreadas pelo teste do pezinho no Sistema Único de Saúde (SUS). Cinco anos após a aprovação da norma, apenas Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul realizam a triagem ampliada. Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul estão em fase de implantação.

    O Ministério da Saúde estabeleceu prazo até 2030 para concluir a ampliação do Programa Nacional de Triagem Neonatal em todo o país. A AME, entretanto, está prevista apenas na última etapa de implementação.

    Para a presidente do Iname, Diovana Loriato, o diagnóstico precoce é determinante para evitar perdas motoras irreversíveis.

    “A perda de neurônios motores na AME tipo 1 é rápida e ocorre principalmente nos primeiros meses de vida. O diagnóstico precoce é a única forma de evitar essa cascata de perdas.”

    Tratamento

    O Cadastro Nacional da AME, que funciona como um censo da doença no Brasil, mostra altos índices de judicialização para garantir o acesso ao tratamento.

    Entre os pacientes com AME tipos 1 e 2, 39% só iniciaram o tratamento após recorrer à Justiça. Na AME tipo 3, que ainda não tem tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), esse percentual chega a 73,9%.

    Um exemplo do impacto do diagnóstico precoce é a história da família de Keila Barbosa Pereira Mendes, de 35 anos. Seus dois filhos, Heitor, de 6 anos, e Heloisa, de 4, têm AME tipo 1, mas tiveram desfechos distintos.

    “O Heitor foi diagnosticado aos três meses, após uma parada respiratória. Foi encaminhado para a UTI, onde foi entubado e passou por traqueostomia. Ele vive em um hospital de Teresina por causa dos cuidados médicos. Ele não anda, não fala”, conta.

    “Quando a Heloisa nasceu, ela fez o teste genético imediatamente. Com 15 dias, tivemos o resultado e, seis dias depois, ela já iniciou o tratamento. Ela não tem nenhum sintoma de AME, caminha, pula, vai à escola. É uma menina muito independente. São realidades totalmente diferentes”, acrescenta.

    O Brasil dispõe de terapias de alta tecnologia para o tratamento da AME, doença que ainda não tem cura. A Zolgensma, por exemplo, é uma terapia gênica de dose única oferecida pelo SUS e tem custo estimado em R$ 7 milhões.

    Apesar disso, muitos pacientes ainda enfrentam dificuldades para obter respiradores e outros equipamentos necessários ao tratamento domiciliar, o que faz com que alguns permaneçam internados por longos períodos.

    *Estagiária sob supervisão da jornalista Tâmara Freire

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rádio MEC celebra os 70 anos de Leo Gandelman

    Rádio MEC celebra os 70 anos de Leo Gandelman

    O programa Música e Músicos do Brasil que a Rádio MEC transmite neste sábado (8), às 19h, presta uma homenagem ao saxofonista, flautista, compositor, arranjador e produtor musical Leo Gandelman. Um dos grandes nomes da música instrumental brasileira, o homenageado completa 70 anos no dia 10 de agosto.

    O programa da Rádio MEC traz uma seleção de gravações que revela a trajetória de Leo Gandelman entre o jazz, a música brasileira e a música de concerto. No repertório estão Fantasia para Sax soprano, de Villa-Lobos, interpretada de forma única por Leo Gandelman (no sax) e Estela Caldi ao piano; Solar e Pequenos Grãos, de Leo Gandelman e William Magalhães, na interpretação de Leo e convidados; Brejeiro, de Ernesto Nazareth e Gaucho (Corta-Jaca), de Chiquinha Gonzaga, com Leo Gandelman no sax alto e Maria Teresa Madeira ao piano; Brasiliana número 7, de Radamés Gnattali, na interpretação de Leo Gandelman e músicos convidados; e Quatro Canções da Floresta do Amazonas, de Villa-Lobos, com Leo Gandelman (no sax) e Maria Teresa Madeira (ao piano).

    Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, Gandelman ajudou a aproximar a música instrumental do grande público. Ele se tornou uma das principais referências do jazz brasileiro, transitando com naturalidade entre a música popular e a música de concerto.

    O carioca Leo Gandelman iniciou sua carreira solo em 1987, quando consolidou uma linguagem inspirada no jazz e na música brasileira, vendendo mais de 500 mil discos instrumentais, algo bastante raro para a época. Seu álbum Solar, de 1990, ultrapassou a marca de 100 mil cópias e se tornou um dos maiores sucessos da música instrumental brasileira.

    Gandelman já dividiu estúdios e palcos com grandes nomes como Gilberto Gil, Milton Nascimento, Gal Costa e Chico Buarque, além de artistas internacionais. O músico foi eleito por 15 anos consecutivos o melhor instrumentista brasileiro no prêmio Diretas na Música, além de ter recebido prêmios da APCA, o Prêmio Tim, e o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Brasília.

    Programa

    Lançado em 1957, o Música e Músicos do Brasil é o segundo programa mais longevo do rádio brasileiro. A produção se dedica a explorar características marcantes de grandes músicos e compositores do país, oferecendo registros únicos e gravações inéditas para a memória nacional.

    A primeira versão do programa contava com um time de especialistas que atuavam indicando compositores e intérpretes e fazendo a redação: Edino Krieger, Andrade Muricy, Aires de Andrade, Ademar Nóbrega, Helza Camêu e Alceo Bocchino. A atração ia ao encontro da necessidade de fornecer à rádio gravações de música brasileira de concerto – repertório pouco encontrado na ocasião.

    Ao propor a gravação de obras ainda não registradas por grandes intérpretes, a emissora passou a prestar um fundamental serviço à cultura do país, deixando um legado para a memória nacional. Posteriormente, alguns desses registros tornaram-se LPs e CDs.

    Rádio MEC

    Conhecida de norte a sul do país como A Rádio de Música Clássica do Brasil, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

    A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

    A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.

    Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.

    Serviço

    Música e Músicos do Brasil – sábado, dia 08/08, às 19h, na Rádio MEC

    Rádio MEC na internet e nas redes sociais

    • Site: https://radiomec.ebc.com.br
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    Como sintonizar a Rádio MEC

    • Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz
    • Belo Horizonte: FM 87,1 MHz
    • Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz
    • Parabólica – Star One C2 – 3748,00 MHz – Serviço 3
    • Celular – App Rádios EBC para Android e iOS

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fim de semana tem previsão de vendaval no Sudeste e geada no Sul

    Fim de semana tem previsão de vendaval no Sudeste e geada no Sul

    Os efeitos do ciclone extratropical que atingiu o Brasil esta semana devem diminuir ao longo deste sábado (8) e domingo (9), apesar de favorecer a entrada de uma massa de ar frio sobre o Sul, conforme previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    O resfriamento favorece a formação de geadas no centro-sul do Rio Grande do Sul e em áreas de Santa Catarina. A partir de segunda-feira (10), o ar frio alcança também São Paulo e Rio de Janeiro, mas com menor intensidade.

    Neste fim de semana, a previsão é que as tempestades permaneçam concentradas entre o Paraná, o centro e o norte de Santa Catarina, o sul de Mato Grosso do Sul e o centro-sul de São Paulo.

    Há ainda aviso amarelo de perigo potencial para vendaval em São Paulo, no Rio de Janeiro, no litoral do Espírito Santo e no sul de Minas Gerais, com ventos variando entre 40 e 60 quilômetros por hora (km/h).

    Confira a previsão do tempo para este fim de semana por região.

    Norte

    No sábado, há previsão de chuva com trovoadas no centro-norte e no oeste do Amazonas e em Roraima, além de pancadas de chuva isoladas no Acre, no norte do Pará e no Amapá. Também há possibilidade de chuva isolada no leste do Pará e no sudeste do Amazonas.

    Há ainda aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade no sudeste da Amazônia para a tarde de sábado.

    No domingo, as instabilidades ficam concentradas no centro-oeste do Acre e no sudoeste do Amazonas, com pancadas isoladas no centro-norte do Amazonas e no leste do Acre.

    Nordeste

    No sábado, há possibilidade de chuva isolada entre o litoral e o agreste de Alagoas, Pernambuco, da Paraíba e de Sergipe, com muitas nuvens na faixa leste da região, incluindo o leste da Bahia.

    Há ainda aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar no oeste da Bahia, na região de Luís Eduardo Magalhães. Também há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade no centro-sul do Maranhão, Piauí, centro-sul do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, oeste da Paraíba, oeste de Pernambuco e centro-oeste da Bahia.

    Além disso, há aviso amarelo de perigo potencial para vendaval no litoral sul da Bahia, região de Porto Seguro.

    No domingo, permanece o aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade no sul do Ceará, centro-sul do Piauí, oeste da Paraíba, de Pernambuco e centro-oeste da Bahia. Já a possibilidade de chuva fica restrita à faixa litorânea entre o litoral norte da Bahia e o litoral leste do Ceará, além do extremo noroeste do Maranhão.

    As temperaturas permanecem elevadas no interior do Nordeste. A mínima pode chegar a 21°C em Teresina, enquanto a máxima alcança 37 °C também em Teresina.

    Centro-Oeste

    No sábado, há possibilidade de chuva isolada pela manhã no sul e no sudeste de Mato Grosso do Sul. Durante a tarde e a noite, há chuva com trovoadas isoladas no sudeste do estado, pancadas de chuva isoladas no centro-sul e possibilidade de chuva isolada na divisa de Mato Grosso do Sul com Goiás.

    Há aviso laranja de perigo para baixa umidade no leste de Mato Grosso, no centro-norte de Goiás e no Distrito Federal. Também há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade em Mato Grosso, no sul de Goiás e no Mato Grosso do Sul.

    Há ainda aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no sul de Mato Grosso do Sul e aviso amarelo de perigo potencial para vendaval em Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e sul de Goiás.

    No domingo, a chuva com trovoadas isoladas fica concentrada no sul de Mato Grosso do Sul, com possibilidade de chuva isolada na região central do estado. Permanece o aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade em Goiás, no Distrito Federal, no leste de Mato Grosso e no Nordeste de Mato Grosso do Sul.

    Também segue vigente o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no sul do Mato Grosso do Sul.

    As temperaturas entram em elevação na região. A mínima pode chegar a 15 °C em Brasília, enquanto a máxima alcança 38 °C em Cuiabá.

    Sudeste

    No sábado, muitas nuvens e pancadas de chuva atingem o sul de São Paulo pela manhã e há possibilidade de chuva isolada no oeste e na região central do estado. Durante a tarde e noite, há previsão de chuva com trovoadas isoladas no centro-sul, no oeste e no litoral sul de São Paulo, além de possibilidade de chuva isolada na divisa com Minas Gerais.

    Há aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar no noroeste de Minas Gerais e aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade nas demais áreas de Minas Gerais. Há ainda aviso amarelo de perigo potencial para vendaval em São Paulo, no Rio de Janeiro, no litoral do Espírito Santo e no sul de Minas Gerais e aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no centro-sul de São Paulo.

    No domingo, a chuva isolada fica concentrada no centro-sul e no leste de São Paulo e no litoral sul do Rio de Janeiro. Há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no sul de São Paulo e aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade no norte de São Paulo e no centro-oeste e sul de Minas Gerais.

    O Inmet alerta ainda para uma grande diferença de temperatura entre os estados da região. São Paulo permanece com temperaturas mais amenas, enquanto o centro-norte da região apresenta elevação das temperaturas, com máximas de 34 °C em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.

    Sul

    No sábado, ocorrem pancadas de chuva no centro-leste e no norte do Paraná pela manhã, com possibilidade de chuva isolada nas demais áreas do estado e no nordeste de Santa Catarina.

    Já no centro-sul de Santa Catarina e no centro-norte do Rio Grande do Sul, o tempo fica mais firme e há possibilidade de geada ao amanhecer. No sul do Rio Grande do Sul há previsão de geada mais intensa.

    Durante a tarde e a noite de sábado, há condições de chuva com trovoadas isoladas no Paraná e em Santa Catarina, enquanto o Rio Grande do Sul apresenta pancadas isoladas no norte do estado e possibilidade de chuva isolada na região central, na região metropolitana de Porto Alegre e na faixa litorânea.

    Ainda no sábado, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no Paraná, em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul e aviso amarelo de perigo potencial para vendaval no Paraná, em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul.

    Já no domingo, a chuva com trovoadas isoladas atinge o Paraná, o centro-norte e o oeste de Santa Catarina, além da divisa de Santa Catarina com o noroeste do Rio Grande do Sul. Há previsão de geada no centro-sul do Rio Grande do Sul. Há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no Paraná e no norte de Santa Catarina.

    O frio, segundo o Inmet, será intenso na região. No sábado, a máxima em Curitiba fica em 19 °C. Em Porto Alegre, a máxima permanece abaixo de 16 °C nos próximos dias. Na segunda-feira, há previsão de mínima de 3 °C em Curitiba, onde a máxima não deve passar de 11 °C.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Diagnóstico precoce da AME é divisor de águas, afirma paciente

    Diagnóstico precoce da AME é divisor de águas, afirma paciente

    O Dia Nacional da Atrofia Muscular Espinhal (AME), celebrado neste sábado (8), reforça a importância do diagnóstico precoce e do início rápido do tratamento para pessoas com a doença. A AME é uma doença genética e degenerativa que afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo.

    “O diagnóstico é um divisor de águas. Ele é que vai traçar o plano do que deve, do que não deve ser feito. Sempre visando uma melhor qualidade de vida do paciente”, afirma Sérgio Fernando Nardini, escritor, palestrante e criador do projeto “Pai de Rodinhas”. Ele convive com a AME desde a infância, mas só recebeu o diagnóstico correto depois dos 40 anos.

    Segundo o neurologista Paulo Sgobbi, diretor médico da PSEG Centro de Pesquisa Clínica, o tempo é um fator decisivo para preservar a função motora.

    “Cada dia, na verdade, cada segundo conta na atrofia muscular espinal. É porque eu tenho neurônios que estão morrendo e, infelizmente, esses neurônios que morrem, por mais que hoje a doença tenha tratamentos, os neurônios que morreram, eu não sou capaz de recuperar. Eu só sou capaz de tratar os que ainda estão vivos.”

    A AME pode se manifestar nos primeiros meses de vida ou aparecer posteriormente, na infância, adolescência ou idade adulta. Em bebês, os principais sinais incluem dificuldade para sustentar a cabeça, mamar, respirar e alcançar os marcos do desenvolvimento.

    Em crianças maiores e adultos, a fraqueza muscular pode surgir de forma gradual e dificultar atividades como correr, subir escadas ou caminhar.

    Atualmente, existem tratamentos capazes de retardar a progressão da doença e preservar a função motora. Por isso, especialistas defendem que o diagnóstico seja feito cada vez mais cedo, inclusive por meio da ampliação da triagem neonatal, com a inclusão da AME no teste do pezinho do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Para Sérgio Nardini, a realidade das pessoas diagnosticadas com AME mudou nos últimos anos, com maior acesso à informação, redes de apoio e novas terapias.

    “Hoje a gente vive um novo tempo. Nós temos hoje uma rede de apoio, mesmo que seja virtual. Sem falar de pesquisas, de desenvolvimento de novas terapias, de novos medicamentos. Outra coisa importante que nós temos hoje: visibilidade. O pessoal que tem AME agora é visto, é escutado.”

    Apesar dos avanços, Nardini destaca que pessoas com deficiência ainda enfrentam preconceito e falta de informação. Para as famílias que recebem o diagnóstico, ele defende uma mudança na forma de encarar a doença.

    “Em vez de ficar perguntando por que o meu filho é assim, eu acho que poderia mudar a pergunta. Vamos perguntar assim: ‘O que que eu posso fazer para melhorar a qualidade de vida, para oferecer uma qualidade de vida boa para o meu filho? Do jeito que ele é, como que ele pode ser feliz? O que eu posso fazer para ajudar?’”

    A estimativa é que a Atrofia Muscular Espinhal atinja uma em cada 8 mil pessoas. Apesar de rara, a doença tem hoje perspectivas diferentes das de alguns anos atrás, com avanços no diagnóstico e no tratamento. O desafio é ampliar o acesso a essas possibilidades para todos os pacientes.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Repertório de Caetano Veloso embala show exclusivo na TV Brasil

    Repertório de Caetano Veloso embala show exclusivo na TV Brasil

    O projeto Só Caetano, liderado por Paula e Jaques Morelenbaum, é o destaque da TV Brasil neste sábado (8), às 23h59, com espetáculo inédito dedicado à obra de Caetano Veloso, no show exclusivo apresentado no programa Cena Musical.

    O repertório inclui sucessos que atravessam gerações. A seleção combina clássicos de vários momentos da carreira do astro baiano como Coração Vagabundo, Irene, Meu Bem, Meu Mal, Baby, Leãozinho, Menino do Rio, Você é Linda e Atrás do Trio Elétrico, entre outras canções.

    A performance no palco do Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro, conta ainda com a presença de Moreno Veloso que canta as músicas do pai, ora sozinho, ora em duo com Paula Morelenbaum. A banda para o especial é formada por Marcelo Costa, na bateria, e Lula Galvão, no violão.

    Mais do que um tributo convencional, o show constrói uma leitura pessoal da obra, baseada na convivência artística e afetiva dos intérpretes com o compositor. A atração revisita canções que marcaram época para recriar um ambiente sensível e envolto em romantismo, que dialoga diretamente com a memória do público.

    “A minha relação com a obra do Caetano é de amor total. Sou fã desde pequena. As músicas dele são fundamentais na minha formação de vida e artística “, conta Paula Morelenbaum que celebra a chance para entoar tantos hits inesquecíveis.

    “Eu dou minha interpretação de forma muito natural. A maioria dessas músicas já foi gravada pela Gal Costa da qual também fui fã e homenageamos no show”, completou a a artista.

    O espetáculo fica disponível ainda no app TV Brasil Play e no Youtube do canal. A produção apresentada pela jornalista e cantora Bia Aparecida tem direção de Waldecir de Oliveira.

    A novidade da temporada do Cena Musical é a inclusão de depoimentos dos convidados e de bastidores das gravações. A sequência reúne performances de astros como Áurea Martins, Cristóvão Bastos, Lula Queiroga e Marcos Sacramento, entre outros.

    Produção

    Lançado em 2007, o Cena Musical é um programa da TV Brasil que traz para o público performances inéditas da música nacional. Desde 2017, os shows são gravados no Espaço Cultural BNDES, no Rio de Janeiro. Os shows podem ser acompanhados no app TV Brasil Play e no Youtube da emissora pública.

    A produção com janela semanal traz espetáculos que revelam e celebram a diversidade e a riqueza da sonoridade brasileira. O comando da atual temporada é de Bia Aparecida, cantora, jornalista e apresentadora do canal público.

    Na nova leva de episódios, a atração exibe performances exclusivas de personalidades de vários gêneros. Waldecir de Oliveira faz a direção artística do programa.

    “Estou muito feliz em celebrar a estreia de uma nova temporada do Cena Musical na TV Brasil. É muito especial apresentar um programa que acredita na força e na diversidade da música nacional e abre espaço, de forma democrática, para diferentes sons, sotaques, histórias e gerações”, conta Bia Aparecida.

    A apresentadora considera a música uma das maiores riquezas culturais do país. “Ela é sofisticada, inventiva e profundamente conectada com quem somos. Os convidados mostram a grandeza e a diversidade desse cenário.

    O programa Cena Musical é esse lugar de encontro, descoberta e celebração da nossa cultura e estou bem animada para dividir essa nova temporada com o público”, completa.

    Diretor artístico da atração, Waldecir de Oliveira explica a proposta da nova temporada. “O Cena Musical reafirma sua importância como um espaço plural e necessário para a música brasileira.

    O programa amplia a visibilidade de artistas de diferentes regiões, estilos e trajetórias para valorizar a riqueza cultural do país e fortalecer a circulação da produção nacional para novos públicos.”

    Ao vivo e on demand     

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Clique aqui e saiba como sintonizar.

    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV.          

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    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Campanha contra sarampo vacinou 280 mil pessoas em SP em uma semana

    Campanha contra sarampo vacinou 280 mil pessoas em SP em uma semana

    Dose zero, para crianças com menos de um ano, foi aplicada para 32.501 crianças desde 29 de junho. Grupo é o mais atingido no estado, com 16 dos 23 casos confirmados.

    A intensificação da campanha de vacinação contra o sarampo tem surtido efeito. Desde a segunda-feira, (3), foram aplicadas 281.714 doses de vacinas somente na cidade de São Paulo, onde foram notificados 20 dos 23 casos da doença este ano, todos em crianças sem ciclo de vacinação completa ou em adultos não vacinados.

    A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) da capital, que monitora os esforços da campanha, iniciou a intensificação da vacinação alguns dias antes, em 27 de junho, porém entre essa data e 2 de agosto foram aplicadas cerca de 24 mil doses. Com o início da campanha e a divulgação pela imprensa e equipamentos públicos, além da inclusão de pessoas já imunizadas no grupo elegível, houve o salto de demanda.

    Além do público já imunizado está disponível a dose zero, destinada as crianças de 6 a 11 meses de idade, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Ela antecipa a imunização, que começa aos 12 meses, embora não substitua as demais doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Desde 29 de junho foram aplicadas 32.501 doses nesse público. 

    Na capital paulista as vacinas são oferecidas nas UBSs de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e, aos sábados, nas AMAs/UBSs Integradas, no mesmo horário. A unidade mais próxima pode ser consultada na plataforma Busca Saúde.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Flipelô lança livro com cartas entre Jorge Amado e Erico Verissimo

    Flipelô lança livro com cartas entre Jorge Amado e Erico Verissimo

    As correspondências que foram trocadas por mais de quatro décadas entre os escritores brasileiros Jorge Amado e Erico Verissimo estão agora reunidas no livro Cartas: Jorge Amado – Erico Verissimo, que foi lançado na tarde de quinta-feira (07) na Casa Motiva, em Salvador, como parte da programação da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô).

    O livro integra a coleção Um gesto de amizade, da Fundação Casa de Jorge Amado, que já publicou títulos como Com o mar por meio: Uma amizade em cartas, que reúne a correspondência trocada entre Jorge Amado e o escritor português José Saramago, e também Cartas: Dias Gomes – Jorge Amado, que apresenta o diálogo travado entre Amado e o dramaturgo brasileiro.

    Organizada por Paloma Jorge Amado, escritora e filha de Jorge Amado, e por Bete Capinan, a coletânea reúne documentos históricos, memórias afetivas e testemunhos literários. A edição conta ainda com texto recuperado de Luís Fernando Verissimo e orelha assinada por Fernanda Verissimo, neta de Erico Verissimo e filha de Luis Fernando Verissimo.

    Em entrevista à Agência Brasil durante o lançamento do livro, Fernanda Verissimo revelou que as cartas mostram uma relação muito afetuosa entre os dois escritores.

    “O que me surpreendeu [nestas cartas] é o quanto eles eram leitores um do outro. E como eles falavam de literatura com muito conhecimento – e não só da literatura um do outro, mas da literatura do Brasil”.

    Para Paloma Jorge Amado, este livro é fundamental principalmente para as pessoas que gostam de literatura brasileira. “As cartas começam nos anos 30 e vão até a morte do Érico (1975). Então você tem, por exemplo, o papai contando pro Érico que está escrevendo Jubiabá e ele mostra cada parte do livro, qual o esquema, uma coisa prévia de Jubiabá, que foi um livro fundamental na literatura de papai. O mesmo acontece com Érico contando os livros que ele está fazendo. É lindo”, disse ela à reportagem.

    Uma das curiosidades dessa troca de cartas, revelou Paloma, é o fato de Jorge Amado sempre chamar o filho de Erico Verissimo – o também escritor Luis Fernando Verissimo (1936-2025) – pelo nome de João. “Eu estava agora mesmo abrindo o livro e há um trecho em que ele escreve Joãozinho, entre aspas, que é o Luís Fernando. O papai chamava o Luís Fernando de João, dizendo: ‘Mas ele tem cara de João, não pode ter o nome de Luís Fernando’. E o Erico respondia: ‘O Joãozinho, você nem acredita, está escrevendo o fino. É cada crônica maravilhosa para o Zero Hora!’”.

    Um outro momento interessante, acrescentou Paloma, trata sobre uma viagem que Jorge Amado fez à Itália. Nesse trecho da carta, Jorge Amado conta ao amigo Erico que estava passeando pela Itália quando passou em frente a uma livraria e viu uma plaquinha dizendo que Jorge era o mais importante escritor brasileiro. Mas isso não durou muito. Logo em seguida ele passou em frente a uma outra livraria onde havia uma outra plaquinha em que se lia que Erico Verissimo era o mais importante escritor brasileiro.

    “Aí mamãe [a também escritora Zélia Gattai] fotografou e o papai disse: ‘Érico, por cinco minutos eu fui mais importante. Depois é você – e não tem para mais ninguém’. Era uma amizade assim divertida, estavam pensando um no outro o tempo todo”, disse.

    Nestas cartas trocadas com Erico Verissimo – autor de obras como Olhai os Lírios do Campo e O Tempo e o Vento – havia também uma troca de conselhos e reflexões sobre política, cultura e sociedade. Além disso, eles tratavam sobre os impactos do autoritarismo e da necessidade permanente de defesa da liberdade de expressão e do pensamento crítico. “Desde o início, nas primeiras cartas que eles trocam, havia comentários sobre o Estado Novo. E isso fica ainda mais interessante e mais forte ao final, nos anos 70, durante a ditadura, quando eles se unem para combater a censura e fazer frente à censura prévia. É bom lembrar também da importância dos dois como intelectuais públicos”, destacou Fernanda.

    Acervo

    Todo o acervo de cartas que compõem essa coleção está sob a guarda da Fundação Casa de Jorge Amado, em Salvador. É um material vastíssimo, de quantidade total ainda desconhecida. São caixas e caixas de correspondências que o famoso escritor baiano trocou com escritores, políticos, artistas e com Zélia Gattai, com quem foi casado.

    “O nosso acervo de cartas é imenso, mas é algo que tem que ser trabalhado com muita cautela, logicamente, por tudo o que envolve os conteúdos e pela própria declaração de Jorge Amado, que não gostaria que isso fosse aberto indiscriminadamente. A Paloma Jorge Amado [escritora e filha de Jorge Amado] tem trabalhado com a gente na pesquisa sobre os conteúdos das cartas, fazendo essa junção entre Jorge Amado receptor e o Jorge Amado escrevente”, explicou Angela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, instituição responsável pela realização da Flipelô.

    Esse acervo é composto, inclusive, por bilhetes que eram guardados por ele, que sabia do valor que o material carregava. “Ele dizia que aprendeu três coisas importantes na vida. Uma é: nunca chegue atrasado – e ele era muito pontual. A segunda é: nunca deixe de responder uma correspondência. Então você pode imaginar a quantidade de cartas que o Jorge Amado guardou e que ele escreveu. Terceiro: quando você quer alguma coisa, insista, insista e insista. A gente tem trabalhado nesse sentido de buscar também essas cartas que estão fora nosso acervo, já que a gente tem as cartas que ele recebeu, mas precisamos buscar as cartas que ele mandou”, acrescentou Angela.

    Mais informações sobre a programação da Flipelô podem ser acessadas por meio do site oficial. 

     

    * A repórter e a fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Partidos têm até o dia 15 para registrarem candidaturas nos tribunais

    Partidos têm até o dia 15 para registrarem candidaturas nos tribunais

    Termina às 19h do dia 15 de agosto o prazo para os partidos registrarem as candidaturas para as eleições deste ano. Com o fim das convenções partidárias, cujo prazo para realização terminou na quarta-feira (5), agora os partidos devem registrar os candidatos nos tribunais eleitorais.

    Para candidatos a presidente e a vice-presidente da República, as solicitações serão feitas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); para senador, deputado federal, governador e vice-governador, deputado distrital e deputado estadual, nos tribunais regionais eleitorais. 

    Dos 30 partidos registrados no TSE, 13 têm candidatos à Presidência da República. Os demais anunciaram apoio a candidatos de legendas diferentes à sua ou declararam neutralidade na corrida presidencial.

    A decisão pela neutralidade é um sinal de que o partido volta seus esforços para os estados, em um trabalho para ter bancadas significativas nas assembleias legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado.

    Candidatos a presidente da República confirmados nas convenções nacionais:

    • Augusto Cury (Avante)
    • Clariana Barão (DC)
    • Edmilson Costa (PCB)
    • Flávio Bolsonaro (PL)
    • Hertz Dias (PSTU)
    • Leonardo Avalanche (PRTB)
    • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    • Renan Santos (Missão)
    • Romeu Zema (Novo)
    • Ronaldo Caiado (PSD)
    • Rui Costa Pimenta (PCO)
    • Samara Martins (UP)
    • Wilson Grassi Júnior (Democrata)

    Essas candidaturas, no entanto, precisam ser confirmadas com o registro junto ao TSE.

    Consulta

    Após registrado, o candidato aparece no sistema do tribunal eleitoral, que pode ser consultado por qualquer cidadão. No sistema DivulgaCand é possível encontrar informações detalhadas sobre todos os candidatos que pediram registro à Justiça Eleitoral, entre as quais as suas contas eleitorais e as dos partidos políticos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original