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  • Oito pessoas morrem em tombamento de ônibus em Petrópolis

    Oito pessoas morrem em tombamento de ônibus em Petrópolis

    O tombamento de um ônibus no Km 91 da BR-040, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, deixou oito mortos na madrugada deste domingo (16), segundo a Polícia Rodoviária Federal.

    O coletivo da empresa Estrela Guia Turismo saiu de Belo Horizonte e tinha como destino o bairro de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. O veículo transportava 47 pessoas e tombou por volta das 4h30. 

    As vítimas foram encaminhadas para o Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, e também Adão Pereira Nunes e Getúlio Vargas, em Duque de Caxias.

    O incidente impactou o fluxo de veículos na rodovia, que só teve a pista liberada pouco depois das 7h da manhã.

    *Reportagem em atualização.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Projeto mapeia caminhos para economia verde no Nordeste

    Projeto mapeia caminhos para economia verde no Nordeste

    Um projeto começou a percorrer os nove estados do Nordeste para mapear oportunidades econômicas, setores produtivos, capacidades e competências capazes de contribuir para a transição da região para uma economia de baixo carbono​. A iniciativa, chamada Futuros Verdes no Nordeste, reúne o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e o Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (CESAR).

    A proposta é ouvir especialistas e representantes do setor produtivo para transformar o conhecimento sobre sustentabilidade em orientações estratégicas que considerem a diversidade dos territórios nordestinos. O mapeamento também pretende identificar as necessidades de formação e capacitação de profissionais diante das novas exigências impostas pelas mudanças climáticas e pela transformação dos modelos produtivos.

    Para Diogo Araújo, biólogo, analista do CESAR e um dos coordenadores do projeto, a transição para uma economia de baixo carbono não acontece de forma automática.

    “As oportunidades não se distribuem automaticamente e também não vai ter uma transformação de forma tão natural e tão automática […]. Então é por isso que o Futuros Verdes no Nordeste nasce. Para compreender essa complexidade.”

    A região reúne, ao mesmo tempo, alguns dos principais desafios provocados pelas mudanças climáticas e um conjunto de potencialidades para o desenvolvimento de alternativas produtivas mais sustentáveis.

    Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a caatinga é um dos biomas mais ameaçados pela desertificação em todo o mundo. Em 2025, segundo o Mapbiomas, três dos cinco estados que mais desmataram estavam no Nordeste: Maranhão, Piauí e Bahia. Quatro das sete cidades brasileiras mais ameaçadas pela elevação do nível do mar também estão na região, segundo a Climate Central: Recife, São Luís, Fortaleza e Salvador.

    Por outro lado, 92% de toda a energia eólica produzida no país vem do Nordeste. A região também abriga cinco das 10 maiores usinas solares e tem no turismo uma importante fonte de geração de recursos.

    Para o gerente de Recursos Naturais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mário Cardoso, as oportunidades podem ser ainda mais amplas.

    “Você tem potencialidade na bioeconomia, na biodiversidade da caatinga, na questão de biomassa e energia renovável, tanto com etanol quanto energia solar, as energias renováveis, solar e eólica, tudo isso você tem potencialidade”, lista Mario Cardoso, Gerente de Recursos Naturais da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Mas ele emenda uma questão: “Agora, como transformar essa potencialidade em desenvolvimento?

    Para o especialista, a resposta é complexa e envolve, entre outros fatores, cadeia de produção, demanda do setor produtivo, potencial de mercado, viabilidade técnica e capacidade de implementação.

    “Tem locais que têm vocação para a produção de energia eólica? Tem. Mas ele também depende da linha de transmissão. Potencial, por si só, não gera desenvolvimento. Tem toda uma estratégia por trás, uma condição, uma infraestrutura, uma regulação, tudo o que suporte esse potencial. Não tem resposta simples, não tem solução de prateleira.”

    A capacidade de implementação passa também pela formação de profissionais habilitados às novas demandas. Nicolis Amaral, do Instituto Clima e Sociedade (iCS), acredita que é preciso fazer ajustes na formação dos profissionais que vão encarar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

    “As profissões começam a se transformar por demanda” explica a ativista que se formou como engenheira química, mas que apresenta sua própria transição de carreira como um exemplo das mudanças que precisam ser feitas:

    “A gente começa a olhar essa grade curricular mais engessada. Eu, por exemplo, sou engenheira química. A minha engenharia química foi focada no petróleo, não foi focada na economia verde. Então, ao longo do tempo, fui me especializando […] hoje eu me vejo como especialista em descarbonização por cursos adicionais, não pela minha graduação.”

    Nicolis participa do projeto que percorre os nove estados do Nordeste para mapear oportunidades e pensar na capacitação de profissionais que possam responder às novas exigências.

    “Tudo que é demandado é a transformação e o emprego verde vai exigir uma transformação contínua. Tem demanda, tem mercado, tem projeto, tem investimento, junto vem empregabilidade.” defende a engenheira de descarbonização.

    Para Cardoso, transformar as potencialidades da região em desenvolvimento exige planejamento e rapidez. Ele lembra que empresas que não adotam processos mais sustentáveis podem perder espaço no mercado e cita as exigências ambientais que vêm sendo estabelecidas por países e blocos econômicos, como a União Europeia.

    O desafio, segundo ele, é impedir que a degradação ambiental elimine oportunidades antes mesmo que elas possam se transformar em cadeias produtivas.

    “Quando a gente trata da bioeconomia, muitas vezes o desmatamento vem antes e acaba com tudo. A gente tem que correr. Tem que começar a pensar de uma maneira mais pragmática, porque o mundo está andando muito depressa. Hoje, [se] a gente não consegue fazer, o outro lá fora faz e daqui a gente compra dele. Se a gente não transforma nossa bioeconomia, nosso açaí por exemplo, num produto realmente de peso no Brasil, daqui a pouco a gente vai estar comprando ele de outra pessoa, de outro país.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ferroviária e Bahia se classificam às quartas do Brasileirão Feminino

    Ferroviária e Bahia se classificam às quartas do Brasileirão Feminino

    O funil está ficando cada vez mais estreito na Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. A três jogos do fim da 16ª e penúltima rodada, cinco equipes já estão garantidas nas quartas de final, com três vagas ainda em disputa por sete clubes.

    Os novos classificados são Ferroviária e Bahia, assegurados depois dos resultados do último sábado (15). As Guerreiras Grenás foram ao Sesc Campestre, em Porto Alegre, e superaram o Internacional, por 2 a 1. Já as Mulheres de Aço empataram por 1 a 1 com o líder Corinthians na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador.

    Na capital gaúcha, Débora colocou as Gurias Coloradas em vantagem contra a Ferroviária aos 31 minutos do segundo tempo. Aos 42, a também zagueira Monique igualou. Três minutos depois, a volante Maressa decretou a virada do time paulista.

    O Bahia saiu perdendo com um minuto de jogo, em chute de fora da área da atacante Jaqueline. Antes do segundo giro do cronômetro no segundo tempo, as tricolores empataram em batida de primeira da meia Ángela Gómez, que encobriu a goleira alvinegra Lelê.

    A Ferroviária, com 30 pontos, assumiu a quarta posição ultrapassando o próprio Bahia, que foi a 28 pontos. Ambos, porém, não podem mais serem alcançados pelo Inter, nono colocado, com 24 pontos, nem pelo Grêmio, oitavo com a mesma pontuação das Gurias Coloradas, mas que fica à frente do rival pelo saldo de gols. O Corinthians, com 38 pontos, garantiu, pelo menos, o segundo lugar com o empate de sábado.

     


    Ferroviária e Bahia se classificam às quartas do Brasileirão Feminino. Foto: Rafael Zocco / Ferroviária
    Ferroviária e Bahia se classificam às quartas do Brasileirão Feminino. Foto: Rafael Zocco / Ferroviária
    Bahia comemora ida às quartas do Brasileirão Feminino. Foto: Rafael Zocco / Ferroviária

    Brigas de extremos

    As Brabas, atuais hexacampeãs e donas de sete títulos, ainda têm a ponta ameaçada pelo São Paulo. As Soberanas acumulam 35 pontos e jogam neste domingo (16), às 11h (horário de Brasília), contra o Botafogo, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo da TV Brasil.

    O Tricolor pode igualar a pontuação corintiana em caso de vitória e levar a briga da liderança para a última rodada. Para as Gloriosas, que não vencem desde a estreia e estão na lanterna entre 18 times, o triunfo tira o time da zona de rebaixamento ─ que envolve os dois últimos colocados, o Z-2 ─ e deixa as cariocas dependendo de si no próximo fim de semana para escaparem da queda à Série A2 (segunda divisão).

    O Palmeiras, em terceiro, é outro que pode chegar aos 38 pontos neste domingo, mas, como possui nove triunfos, não alcançaria o Timão, que ganhou 12 vezes ─ o número de vitórias é o primeiro critério de desempate. As Palestrinas pegam o Juventude na Arena Barueri, também às 11h. As gaúchas, com dez pontos, garantem a permanência na Série A1 em caso de empate.

    No mesmo horário, Santos e Flamengo medem forças na Arena Inamar, em Diadema (SP). As Sereias da Vila, com 20 pontos e na 12ª posição, têm de vencer neste domingo para chegarem à última rodada na briga pela classificação.

    As Meninas da Gávea somam os mesmos 24 pontos de Grêmio e Inter, mas ficam atrás, em décimo, por terem um triunfo a menos. Para dependerem de si na disputa pelo G-8, as rubro-negras precisam pelo menos pontuar no ABC paulista.

    Permanência garantida

    Um resultado que ajudou o Flamengo foi a derrota do Grêmio para o Atlético-MG na Arena MRV, em Belo Horizonte, por 2 a 0, na última sexta-feira (14). As atacantes Anny Marabá e Amália marcaram para as Vingadoras no duelo, transmitido ao vivo pela TV Brasil.

    O triunfo afastou de vez qualquer risco de rebaixamento das atleticanas, que foram a 16 pontos. O resultado ainda cravou as mineiras no 13º lugar, independentemente do que ocorrer nos próximos jogos da primeira fase.

    Outra equipe que assegurou a permanência foi o Mixto, mesmo com a derrota de sábado para o Cruzeiro, no Dutrinha, em Cuiabá, por 2 a 1. Byanca Brasil colocou as Cabulosas em vantagem e a também atacante Joycinha deixou tudo igual para as Tigresas, mas a zagueira Silvana, contra, acabou fazendo o gol do triunfo mineiro.

    As mato-grossenses se beneficiaram da goleada sofrida pelo Vitória para o Red Bull Bragantino, por 6 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), também neste sábado. A zagueira Yasmin Índia (contra), a meia Rafa Mineira e o trio de ataque formado por Martina Del Trecco, Lurdinha e Ana Carla (dois gols) construíram o triunfo do Massa Bruta. A também atacante Katy Costa e a meia Iana descontaram.

    Flu e Braga ainda sonham

    Com 12 pontos, em 14º lugar, o Mixto não pode mais ser ultrapassado pelo Vitória, que segue na 17ª e penúltima colocação, com sete pontos. O Cruzeiro, que foi a 27 pontos, assumiu a sexta posição e está a um empate da classificação às quartas. O Bragantino, com 23 pontos, é o 11º e vai à última rodada com chances de passar de fase.

    O América-MG poderia ter aproveitado o revés das rubro-negras para respirar na luta contra o rebaixamento, mas também foi goleado. Em outro jogo do último sábado, as Spartanas levaram 4 a 1 do Fluminense no Estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro. Com sete pontos, as mineiras ficam fora do Z-2 por terem melhor saldo de gols que o Vitória.

    Em contrapartida, as tricolores engataram o terceiro triunfo seguido e entraram no G-8, em sexto lugar, com 25 pontos. Com dois gols, Lelê foi o destaque do resultado positivo das cariocas, que ainda balançaram as redes com a também atacante Kaline e a meia Patrícia Sochor. A centroavante Dani Ortolan marcou para o América-MG.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ondas da Rádio Nacional transmitem partida entre Vasco e Santos

    Ondas da Rádio Nacional transmitem partida entre Vasco e Santos

    Neste domingo (16), a Rádio Nacional transmite as emoções do confronto entre Vasco e Santos pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro Masculino 2026. A bola rola no Estadio São Januário, no Rio de Janeiro, às 16h, mas as ondas da Nacional entram no ar a partir das 15h30 com todas as informações do duelo. 

    Em confronto direto na luta contra o rebaixamento, Vasco e Santos entram em campo em busca de recuperação. Empatados com 22 pontos e separados apenas pelos critérios de desempate, o Cruzmaltino, 18º colocado, amarga um longo jejum de vitórias que dura desde maio, enquanto o Peixe, 17º colocado, não vence há três jogos. 

    As transmissões da Rádio Nacional começam com a faixa Show de Bola Nacional, com uma equipe completa para levar ao público todas as emoções dos confrontos. 

    A cobertura da partida tem um time de peso na equipe de esportes da emissora: a narração fica por conta de André Luiz Mendes com comentários de Marcelo Smigol. Por fim, Rafael Monteiro comanda a reportagem e o plantão de informações da rodada.     

    A transmissão da partida entra no ar para parte da rede em AM e OC, além da FM no Rio de Janeiro, no Alto Solimões, e parceiros da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A Nacional FM nas demais praças segue com o conteúdo musical. O ouvinte pode ficar ligado nas produções preferidas pelo dial, no app Rádios EBC e no site da emissora. Os áudios ainda estão disponíveis em tempo real por streaming nas duas plataformas.    

    Sobre o Campeonato Brasileiro    

    O Campeonato Brasileiro é a liga brasileira de futebol profissional entre clubes do Brasil, sendo a principal competição futebolística no país. Por meio da disputa, são indicados os representantes brasileiros para a Copa Libertadores da América, junto ao campeão da Copa do Brasil.    

    Vinte clubes participam do torneio. No decorrer da temporada, cada time joga duas vezes contra os outros (em um sistema de pontos corridos), uma vez em seu estádio e a outra no de seu adversário, em um total de 38 jogos.    

    As equipes recebem três pontos por vitória e um por empate. Os clubes são classificados pelo total de pontos, depois pelo saldo de gols e, em seguida, pelos gols marcados. Em caso de empate entre dois ou mais times, os critérios de desempate são: maior número de vitórias; maior saldo de gols; maior número de gols pró; confronto direto; menor número de cartões vermelhos recebidos; e menor número de cartões amarelos recebidos.    

    Cobertura esportiva da Nacional    

    Esporte que é paixão do povo brasileiro, o futebol é um dos destaques da programação da Rádio Nacional, emissora pública referência em transmissões de partidas no país há décadas. Os jogos das principais competições e as notícias mais importantes têm espaço nas jornadas esportivas diárias.    

    Os torcedores podem ficar ligados pelo rádio, site ou streaming para acompanhar as emoções das disputas entre os maiores clubes brasileiros. Antes e depois dos confrontos, o ouvinte se informa sobre a preparação das equipes e a repercussão do placar nas ondas da Nacional. A análise sobre os resultados da rodada ainda ganha janela diária para um rico debate em produções consagradas no radiojornalismo esportivo.    

    A equipe da Rádio Nacional reúne craques da crônica esportiva. São produtores, jornalistas e apresentadores que buscam o diferencial da notícia. Além de informar o público nas ondas do rádio, o time também faz bonito na telinha da TV Brasil. Os profissionais realizam o programa Stadium, de segunda a sexta, às 12h30, e de terça a sexta, às 18h30.    

    Sempre ao vivo, as tradicionais produções da emissora pública trazem análises e apurações atualizadas. O esporte tem espaço destacado na programação do canal. O telejornal diário Repórter Brasil, às 12h45 e às 19h, também oferece uma ampla cobertura dos principais resultados do dia.    

    Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas  

    Aproveite a transmissão do Brasileirão Masculino e ajude a escolher a vencedora da categoria Craque da Torcida do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas.

     A premiação criada pela TV Brasil e pela Petrobras vai reconhecer ainda atletas, treinadores e treinadoras, dirigentes, departamentos de futebol feminino e clubes que se destacarem ao longo da temporada de 2026. A votação da categoria com voto popular já está aberta, é gratuita e tem votos ilimitados! Acesse ebc.com.br/premiotvbrasilpetrobrasparaelas até 31 de outubro. 

    Serviço    

    Campeonato Brasileiro 2026 – Vasco x Santos, 16/8, a partir das 15h30, na Rádio Nacional RJ, AM, OC e AS + RNCP e Parceiros    

    Rádio Nacional na internet e nas redes sociais       

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    • Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201       
    • Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536       
    • Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568       
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    Saiba como sintonizar a Rádio Nacional       

    • Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz       
    • Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz       
    • São Paulo: FM 87,1 MHz       
    • Recife: FM 87,1 MHz       
    • São Luís: FM 93,7 MHz       
    • Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC       
    • Alto Solimões: FM 96,1 MHz       

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Veja as agendas dos candidatos à presidência para este domingo (16)

    As campanhas eleitorais para a Presidência da República começam neste domingo (16), dia em que os candidatos e candidtas estão autorizados a iniciar oficialmente a propaganda eleitoral nas ruas e na internet. Os presidenciáveis programaram atos de lançamento em diferentes regiões do país, geralmente escolhendo locais associados à sua trajetória política ou às bases eleitorais de suas candidaturas.

    Veja a agenda de hoje para as campanhas eleitorais que definirão quem comandará o país pelos próximos quatro anos, contados a partir de 2027.

    Lula

    O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participará do ato público “Lula: onde tudo começou”, no Estádio Municipal 1º de Maio (Vila Euclides), em São Bernardo do Campo (SP). A expectativa é de que, durante o evento, os participantes relembrem as origens de militante sindical do atual presidente que tenta seu quarto mandato no Palácio do Planalto. O evento será transmitido pela plataforma oficial do Lula 2026.

    Flávio Bolsonaro

    O candidato Flávio Bolsonaro (PL) estará, a partir das 10h na praia de Copacabana, próximo ao Posto 5, no Rio de Janeiro. De acordo com sua equipe, o início do comício está previsto para as 11h em um trio elétrico, neste tradicional ponto de encontro de sua base eleitoral. Além do ato público e da mobilização popular, está prevista caminhada e conversas com eleitores na orla.

    Ronaldo Caiado

    Ronaldo Caiado (PSD) fará campanha na região do entorno entre o Distrito Federal e Goiás. Estão previstos carreata e encontros regionais em cinco municípios. às 8h, o candidato estará em Águas Lindas de Goiás, em frente ao Mercadão Goiano. De lá, ele segue para Santo Antônio do Descoberta, para participar de evento às 10h em frente ao Sindicato Rural. Às 11h30, Caiado vai ao Lago Azul, no Novo Gama, para um ato em frente à garagem da Rota do Sol. Segue então para o Setor Céu Azul, em Valparaíso de Goiás, onde participará, às 13h, de um evento no terminal de vans. Às 14h30, estará no Balão da Santa, na Cidade Ocidental. Ele encerrará o dia de campanha às 16h na Avenida 6, em Luziânia.

    Veja as agendas dos demais candidatos:

    Romeu Zema (Novo)

    Local: Montes Claros (MG).

    Atividade: Encontro de mobilização e caminhada no norte de Minas Gerais.

    Horário: Não divulgado em grade horária fechada

    Renan Santos (Missão)

    Local: Largo São Francisco (em frente à Faculdade de Direito da USP), São Paulo (SP).

    Atividade: Ato público com discurso marcado para o parlatório do prédio histórico.

    Horário: 12h (meio-dia)

    Samara Martins (UP)

    Local: Zona Leste de São Paulo (SP).

    Atividade: Evento de lançamento de campanha com militância da Unidade Popular.

    Horário: não divulgou o horário exato publicamente

    Augusto Cury (Avante)

    Local: Bairro São João Batista, em Santa Luzia – Região Metropolitana de Belo Horizonte

    Atividade: Evento para lançamento de campanha na Praça da Estaçãozinha, com políticos locais e filiados do partido. Antes, falará com jornalistas na Rua do Comércio, nº 86

    Horário: a partir das 10h

    Hertz Dias (PSTU)

    Local: Feira da Vila Matilde, na zona leste de São Paulo

    Atividade: Panfletagem e conversa com moradores, trabalhadores e feirantes

    Horário: 8h

    Local: Avenida Paulista

    Atividade: caminhada e panfletagem

    Horário: 10h

    Local: feira de São José dos Campos

    Atividade: Panfletagem, encontro e confraternização com apoiadores

    Horário: 12h30

    Local: sede do PSTU São Paulo, no bairro da Bela Vista

    Atividade: lançamento de candidaturas do partido

    Horário: 16h

    Edimilson Costa (PCB)

    Local: Internet

    Atividade: live no canal do Poder Popular no YouTube

    Horário: 19h20

    AGENDAS NÃO INFORMADAS

    Clariana Barão (DC)

    Leonardo Avalanche (PRTB)

    Rui Costa Pimenta (PCO)

    Wilson Grassi (Democrata)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Da Amazônia à Europa, seca avança e movimenta debates na COP17

    Da Amazônia à Europa, seca avança e movimenta debates na COP17

    A seca deixou de ser um problema apenas das regiões áridas do planeta e passou a atingir lugares antes considerados menos vulneráveis. Segundo a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), a frequência e a duração das secas aumentaram quase 30% desde 2000.

    Essa face da crise climática será um dos temas centrais da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que acontecerá em Ulaanbaatar, na Mongólia, entre este domingo (17) e 28 de agosto. Para a secretária executiva da UNCCD, Yasmine Fouad, o momento pede urgência na aplicação de soluções concretas nos territórios.

    “A questão já não é reconhecer a seca como um risco global, mas agir cedo o suficiente para evitar que seus impactos se espalhem pelas comunidades, economias e fronteiras”, afirma Fouad em entrevista à Agência Brasil.

    As projeções são de que, até 2050, três em cada quatro pessoas no mundo poderão ser afetadas, enquanto a demanda global por água deve superar a oferta em até 40% até 2030.

    No Brasil, todas as cinco regiões tiveram registros de seca, com diferentes intensidades, em julho de 2026. Pelo menos 157 municípios foram classificados em situação de “seca severa”, o que significa que sofreram queda acentuada de umidade no solo e estresse hídrico na vegetação, com perdas na agricultura. 

    O fenômeno no país é acompanhado pelo Monitor de Secas, coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), e por boletins mensais do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O coordenador-geral de pesquisa e desenvolvimento do Cemaden, José Antonio Marengo, explica que o problema deve se intensificar nos próximos meses.

    “O que observamos em todo o país é uma tendência de ressecamento. Vemos a diminuição dos totais de chuvas e o aumento da temperatura. Há um risco de que o desequilíbrio entre precipitação e evaporação leve a situações de agravamento das secas”, analisa Marengo.

    Problema global

    Ao redor do mundo, o Observatório Global da Seca destacou que, em julho, a Europa registrou temperaturas acima da média, com uma onda de calor prolongada. Mas o problema é mais amplo.

    As condições de seca se apresentam de forma mais intensa nas seguintes regiões:

    • Europa: Reino Unido, Itália, França, Alemanha, Hungria e Romênia; 
    • África: Sul e Centro do continente, como Sudão, Etiópia, Zâmbia e Magadascar;
    • Oriente Médio: Irã e Omã;
    • Ásia: Centro e Sudeste, como Cazaquistão, China e Filipinas.

    O fenômeno pode assumir diferentes formas, como a seca meteorológica, que ocorre quando as precipitações permanecem abaixo da média durante um período prolongado.

    A seca agrícola, por sua vez, reduz a umidade disponível para as plantas e compromete lavouras e pastagens.

    Já a seca hidrológica afeta rios, reservatórios e aquíferos, e provoca impactos sobre o abastecimento humano, a geração de energia, a navegação e a biodiversidade.

     


    Da Amazônia à Europa, seca avança e movimenta debates na COP17. Seca impacta agricultura, alimentação e segurança hídrica no Brasil. Crédito: ASA / Divulgação
    Da Amazônia à Europa, seca avança e movimenta debates na COP17. Seca impacta agricultura, alimentação e segurança hídrica no Brasil. Crédito: ASA / Divulgação
    Seca impacta agricultura, alimentação e segurança hídrica no Brasil. Crédito: ASA / Divulgação

    Impacto desigual

    Não dá mais para tratar o problema como algo isolado, alerta o diretor do Departamento de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Alexandre Pires.

    “Se pegarmos dados do Cemaden, que faz o monitoramento das secas no Brasil, nos últimos 30 anos, nós tivemos secas severas nas cinco macrorregiões do país”, diz o diretor.

    “É claro que, em determinadas regiões, o problema é mais grave, como é o caso da Região Nordeste e do Norte de Minas Gerais. Entre 2012 e 2017, tivemos uma seca muito impactante no semiárido do ponto de vista das reservas hídricas e da alimentação para os animais”.

    A seca costuma atingir com maior intensidade populações que dependem diretamente dos recursos naturais para sobreviver, como indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares.

    O caso da Amazônia é emblemático. Com a maior floresta tropical e a maior bacia hidrográfica do planeta, a região passou a enfrentar secas históricas. Em 2023 e 2024, rios de diversos municípios da região atingiram os menores níveis já registrados. Comunidades ficaram isoladas, transporte fluvial foi interrompido, houve dificuldades com o abastecimento de alimentos e de medicamentos.

     


    Tefé (AM) 21/10/2023 – Um indigena obserna o leito do rio Amazonas em Tefé (AM) praticamnete seco.
 Foto: Alex Pazuello/Secom
    Tefé (AM) 21/10/2023 – Um indigena obserna o leito do rio Amazonas em Tefé (AM) praticamnete seco.
 Foto: Alex Pazuello/Secom
    Um indigena observa o leito do Rio Amazonas em Tefé (AM) praticamnete seco, em 2023. Foto: Alex Pazuello/Secom

    Para alertar sobre o tema, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) lançou um boletim no fim do ano passado em que alerta para os efeitos sobre os povos tradicionais da região.

    Segundo o coordenador-geral da Coiab, Toya Manchineri, secas e queimadas ameaçam os territórios e modos de vida que sustentam o planeta.

    “O que vivenciamos não foi uma estiagem isolada, mas um colapso ambiental em curso”, destacou Toya Manchineri quando o boletim foi lançado.

    “A crise climática se manifesta no cotidiano das comunidades. Quando o rio seca, o peixe desaparece, o barco não chega e a floresta, antes úmida, passa a queimar”.

    No monitoramento recente feito pelo Cemaden, os territórios indígenas afetados pela seca severa passaram de três, em junho, para 17, em julho. O órgão destaca o agravamento do problema nos distritos sanitários especiais indígenas de Alto Rio Negro (AM), Parintins (AM), Kaiapó do Pará (PA), Tocantins (TO) e Araguaia (MT e TO).

    Em relação aos assentamentos rurais, houve aumento de duas para 44 áreas afetadas pela seca extrema, e crescimento de 102 para 309 áreas afetadas pela seca severa. Pará, Tocantins, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas concentram a maior parte das áreas afetadas.

     


    Porto Jofre (MT) 17/11/2023 – Detalhe de arvores queimadas durante incêndio florestal que atige o Pantanal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Porto Jofre (MT) 17/11/2023 – Detalhe de arvores queimadas durante incêndio florestal que atige o Pantanal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Detalhe de arvores queimadas durante incêndio florestal que atingiu o Pantanal em 2023. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

    Seca relâmpago

    Além de mudanças na frequência e na intensidade, as secas passaram a apresentar diferenças expressivas também na duração. Impulsionadas pelo aquecimento global, essas estiagens severas estão mais longas, explica o pesquisador Humberto Alves Barbosa, coordenador e fundador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

    Humberto destaca também os impactos identificados mais recentemente de um tipo de seca de curta duração, conhecido como seca-relâmpago.

    “Essas secas costumam ocorrer durante o verão, acompanhadas de aumento do calor, com início rápido e forte intensidade. O fenômeno dura apenas alguns dias ou semanas. Porém, o efeito combinado da redução da cobertura vegetal e do aumento das temperatura durante as secas piora ainda mais a condição de aridez da região”, explica o pesquisador.

    El Niño

    Preocupações sobre a seca aumentaram este ano, com a previsão de chegada de um El Niño mais intenso do que os anteriores. Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o fenômeno costuma alterar a circulação atmosférica em diferentes partes do planeta e modificar a distribuição das chuvas.

    Segundo as previsões mais recentes da Organização Meteorológica Mundial (OMM), o El Niño deve ficar mais forte entre agosto e outubro de 2026. O padrão esperado de chuvas indica condições mais secas que o normal principalmente na Índia e partes do sul da Ásia, na Austrália Meridional e Oriental, na América Central e Caribe, no Noroeste da América do Sul e no Norte da Europa.

    No Brasil, o fenômeno pode provocar secas mais severas em algumas regiões, alerta o pesquisador Humberto Barbosa.

    “Historicamente, um El Niño de intensidade muito forte está associado à redução das chuvas e ao aumento das temperaturas no Norte, Nordeste e áreas do Centro-Oeste. Ele deve afetar tanto a umidade do solo quanto a vazão dos rios. Estas regiões ficam mais vulneráveis às secas prolongadas ou às secas relâmpagos e às queimadas”, diz Humberto.

    O Programa Mundial de Alimentos (PMA) estima que a seca e os demais impactos climáticos associados ao El Niño podem agravar significativamente a insegurança alimentar em 45 países.

    A análise mais recente aponta que a população em insegurança alimentar aguda pode aumentar de cerca de 225 milhões para 275 milhões de pessoas, caso os impactos previstos se concretizem. Os maiores aumentos são esperados nas Américas Central e do Sul, no Caribe e no Sul da África.

     


    Brasília (DF) 26/08/2024- Brasília amanhece encoberta por fumaça de queimadas.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Brasília (DF) 26/08/2024- Brasília amanhece encoberta por fumaça de queimadas.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Brasília amanhece encoberta por fumaça de queimadas em 2024. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

    Seca na COP17

    Em vez de concentrar esforços apenas na resposta às emergências, governos têm sido estimulados a investir em monitoramento, sistemas de alerta precoce, recuperação de áreas degradadas, gestão integrada da água e fortalecimento da capacidade de adaptação das populações.

    A expectativa é que o tema ganhe força na conferência, prevê o diretor do Departamento de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.

    “Existe hoje um fórum político, a Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (IDRA, na sigla em inglês), da qual o Brasil passou a fazer parte em 2024. A expectativa é que essa articulação influencie as negociações e estimule os países a investir mais recursos para enfrentar as secas, porque esse é um problema que precisa ser tratado antes de virar uma emergência ainda maior”, diz Alexandre.

    Criada durante a COP27 do Clima, em 2022, a IDRA reúne governos e organizações internacionais. A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre os países, ampliar o compartilhamento de informações e incentivar investimentos em ações de adaptação.

    Cobertura na Mongólia

    A Agência Brasil vai acompanhar as duas semanas da COP17 da Desertificação diretamente da Mongólia. A viagem é uma parceria com a UNCCD, que selecionou seis repórteres de diferentes continentes com uma bolsa de jornalismo para cobrir o evento.

    Nos próximos dias, a Agência Brasil publica uma série de matérias com informações sobre a conferência e como os temas debatidos nela afetam o Brasil.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Campanha eleitoral nas ruas e propaganda virtual começam neste domingo

    Campanha eleitoral nas ruas e propaganda virtual começam neste domingo

    A campanha eleitoral para as Eleições 2026 está liberada a partir deste domingo (16). Os candidatos podem participar de carreatas, passeatas e panfletagem entre as 8h e as 22h. Estão permitidos também as propagandas na internet e os anúncios pagos na imprensa escrita.

    De acordo com a Lei das Eleições e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os atos estão permitidos até 3 de outubro, um dia antes do primeiro turno. Os comícios estão autorizados entre as 8h e a meia-noite, até 1° de outubro. 

    As mobilizações devem manter distância mínima de 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, além de tribunais, quarteis militares, hospitais, escolas e igrejas.

    A propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão será permitida entre 28 de agosto e 1° de outubro.

    Votação

    O primeiro turno do pleito ocorrerá no dia 4 de outubro, para a escolha de deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e do presidente da República.
     
    O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. 

    Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

    Veja a seguir, em ordem alfabética, os nomes dos candidatos ao cargo de presidente da República e seus perfis na página do TSE:

    1. Augusto Cury (Avante)
    2. Clariana Barão (DC)
    3. Edmilson Costa (PCB)
    4. Flávio Bolsonaro (PL)
    5. Hertz Dias (PSTU)
    6. Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    7. Renan Santos (Missão)
    8. Romeu Zema (Novo)
    9. Ronaldo Caiado (PSD)
    10. Rui Costa Pimenta (PCO)
    11. Samara Martins (UP)
    12. Wilson Grassi (Democrata)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fluminense encerra jejum e bate Palmeiras de virada no Brasileirão

    Fluminense encerra jejum e bate Palmeiras de virada no Brasileirão

    O Fluminense encerrou jejum de oito jogos sem vencer e, de quebra, atrapalhou os planos do Palmeiras, que podia disparar na liderança do Campeonato Brasileiro. Neste sábado (15), o Tricolor superou o Verdão por 3 a 2, de virada, no Maracanã, em confronto que abriu a 23ª rodada da competição.

    A equipe carioca foi comandada pelo auxiliar Marcão. Ele dirigiu o time de forma interina após a demissão do técnico Luís Zubeldia na última quinta-feira (13), logo depois do 0 a 0 com o Independiente Rivadavia (Argentina) na terça-feira passada (11), também no Rio de Janeiro, no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores.

    Os tricolores, que vinham de sete empates e uma derrota na sequência negativa, foram a 38 pontos e se mantêm na quarta posição, na zona de classificação à Libertadores de 2027, que reúne os cinco primeiros (o chamado G-5).

    O Palmeiras, em contrapartida, permanece com 48 pontos e pode ver a diferença para o vice-líder Flamengo, de seis pontos no início da rodada, cair a apenas três. O Rubro-Negro vai ao Maião, em Mirassol (SP), enfrentar o time da casa neste domingo (16), às 18h30 (horário de Brasília).

    Os visitantes saíram na frente logo aos nove minutos, com Gustavo Gómez. O paraguaio subiu mais que o também zagueiro Jemmes, depois de cobrança de escanteio do lateral Joaquín Piquerez pela esquerda, e a cabeçada encobriu o goleiro Fábio.

    O Fluminense conseguiu empatar pouco antes do intervalo. Aos 42, Agustín Canobbio recebeu pela direita e cruzou para o também atacante Hulk, de cabeça, mandar para o gol do Palmeiras. Foi a segunda vez que ele balançou as redes pelo Tricolor.

    Na etapa final, aos 36 minutos, o atacante Flaco López desviou de cabeça o chutão do goleiro Carlos Miguel e deixou Maurício na cara de Fábio. O meia – que tinha entrado em campo um pouco antes, no lugar do volante Andreas Pereira – bateu na saída do goleiro, recolocando o Verdão à frente.

    A vantagem alviverde, contudo, durou três minutos. Aos 39, o lateral Guga cruzou pela direita, Germán Cano cabeceou a bola na trave direita e, na sobra, o também atacante Kevin Serna completou para as redes.

    Nos acréscimos, o Fluminense decretou a virada. Aos 46 minutos, Guga foi lançado na direita por Martinelli e cruzou praticamente em cima da linha. O próprio volante entrou na área para escorar e Cano surgiu no meio da finalização para, de cabeça, tirar do alcance de Carlos Miguel e dar a vitória aos donos da casa.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasileirão Feminino A3: Juventude-SE sai na frente da Portuguesa-AP

    Brasileirão Feminino A3: Juventude-SE sai na frente da Portuguesa-AP

    O Juventude-SE saiu na frente da Portuguesa-AP no confronto pelas semifinais da Série A3 (terceira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. Neste sábado (15), a equipe do interior de Sergipe derrotou o time rubro-verde do Amapá por 2 a 0 no Estádio Augusto Antunes, em Santana (AP). A TV Brasil transmitiu a partida ao vivo.

    A partida de volta será no Batistão, em Estância (SE), na próxima sexta-feira (21), às 21h (horário de Brasília), novamente com transmissão da TV Brasil. As sergipanas podem até perder por um gol de diferença que, ainda assim, vão à final. As amapaenses têm de ganhar por três gols ou mais de saldo para se classificarem no tempo normal. Se a soma dos placares ficar empatada, a decisão será nos pênaltis.

    A outra semifinal reúne Planalto-GO e Realidade Jovem. O jogo de ida será na segunda-feira (17), às 21h, no Estádio Aníbal Toledo, em Aparecida de Goiânia (GO). A volta está marcada para o outro domingo (23), às 11h, no Teixeirão, em São José do Rio Preto (SP). As duas partidas também serão exibidas pela emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

    Os quatro semifinalistas têm vaga assegurada na próxima edição da Série A2 (segunda divisão) do Brasileirão. A competição terá 18 clubes no ano que vem. Os rebaixados ao Brasileirão A3 de 2027 foram a União Desportiva Alagoana (UDA) e o Itacoatiara.

    Invictos

    Tanto Portuguesa quanto o Juventude chegaram invictos às semifinais. Em dez jogos, a Lusa do Muca (bairro da zona sul de Macapá) atingiu seis vitórias e teve quatro empates, com 29 gols marcados e 19 sofridos. A vaga no Brasileirão A2 veio com dois triunfos sobre o Tiradentes-PA: 5 a 2 em casa e 3 a 2 no Estrelão, em Augusto Corrêa (PA).

    Do lado sergipano, o Tricolor da Piauitinga (nome do rio que abastece 70% da cidade de Estância) ganhou nove vezes e empatou uma, com 25 gols anotados e quatro cedidos. Nas quartas de final, o clube bateu o Prosperidade, vencendo por 2 a 0 no Estádio Humberto Scaramussa, em Vargem Alta (ES), e por 2 a 1 no Batistão.

    O forte calor em Santana, com a temperatura na casa dos 33ºC e a baixa umidade (54%), dificultou as ações no primeiro tempo. As visitantes, apesar de mais presentes no ataque, tiveram apenas uma oportunidade clara. Aos sete minutos, Fernanda recebeu na área e chutou na saída da goleira Kadja, que conseguiu fazer a defesa.

    As donas da casa assustaram somente nos acréscimos, em cobrança de falta pela esquerda. A meia Loura Soure buscou o ângulo e mandou muito rente à trave.

    A Portuguesa tentou sair mais para o jogo no segundo tempo, mas foi o Juventude quem, enfim, abriu o placar. Aos 15 minutos, a atacante Laureen recebeu de Fernanda dentro da área, à direita da marca do pênalti, girou com liberdade e finalizou. Um golaço.

    Aos 31, a lateral Sara avançou pela direita e, pouco depois da linha do meio-campo, lançou na área. A bola surpreendeu Kadja e foi direto para o gol, encobrindo a goleira.

    Nos acréscimos, aos 52 minutos, a própria Sara derrubou a atacante Aninha Belém na área. A penalidade cobrada por Loura Soure, porém, foi fraca e a goleira Monique fez a defesa, mantendo a boa vantagem do Juventude para o jogo de volta.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Publicação lembra 50 anos do atentado à sede da ABI na ditadura

    Publicação lembra 50 anos do atentado à sede da ABI na ditadura

    Na próxima quarta-feira (19), um dos atentados que tentaram calar vozes democráticas que lutavam contra a ditadura militar (1964-1985) completa 50 anos: a explosão da bomba no prédio-sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio de Janeiro. Para marcar a data, a instituição lançou neste sábado uma edição especial do Boletim da ABI. 

    A explosão ocorreu no sétimo andar do edifício número 71 da Rua Araújo Porto Alegre. O atentado de 19 de agosto de 1976 destruiu dois banheiros próximo à sala da presidência da entidade. Houve estragos em salas vizinhas, no elevador e em outros dois andares. Ninguém se feriu.

    A publicação especial é fundamentada em documentos históricos e relatórios confidenciais que, além de relembrarem o atentado, a repercussão e a reação da sociedade civil, destaca a importância da imprensa livre para resistência em períodos autoritários e vigilância contra a censura e a violência política.

    Documentos históricos

    Uma das principais fontes de pesquisa para a publicação foi a edição de julho-agosto de 1976 do Boletim ABI, publicada logo após o atentado terrorista. A ABI traz detalhes também de documentos produzidos pelos órgãos de informação da ditadura militar. 

    Entre eles, um informe confidencial do Serviço Nacional de Informações (SNI), de setembro de 1976, disponibilizado pelo projeto Memórias Reveladas, do Arquivo Nacional.

    De acordo com a ABI, o registro do SNI impressiona pelo grau de informação de que dispunham os órgãos de segurança sobre acontecimentos, reuniões e movimentações da entidade.

    “Esse registro ajuda, assim, a dimensionar o aparato de vigilância política que atuava naquele período”, afirma a associação.

    A publicação, editada pelo conselheiro da associação Geraldo Cantarino, traz fotografias de como ficaram as áreas atingidas do prédio de 13 andares, inaugurado em 1938, considerado referência da arquitetura moderna brasileira. Até hoje o endereço é sede da ABI.
     


    Cinquenta anos do atentado a bomba na ABI. Foto:Divulgação/ ABI
    Cinquenta anos do atentado a bomba na ABI. Foto:Divulgação/ ABI
    A bomba destruiu dois banheiros próximo à sala da presidência da entidade. Foto: Divulgação/ ABI

    Contexto político

    O grupo paramilitar de extrema-direita Aliança Anticomunista Brasileira (AAB) assumiu a autoria do atentado em um panfleto deixado no prédio após a explosão.

    A organização acusava a ABI de estar “totalmente dominada pelos comunistas” e afirmava que a entidade havia sido escolhida para receber a “primeira advertência”.

    “Ao defender a liberdade de imprensa, os direitos humanos e a livre manifestação do pensamento, tornou-se também alvo da intolerância de grupos radicais de extrema-direita, contrários aos incipientes movimentos de abertura política – a chamada ‘distensão’ do regime ditatorial”, explica o atual presidente da ABI, Octávio Costa.

    À época, a AIB era presidida pelo jornalista Barbosa Lima Sobrinho. No corpo da instituição havia nomes como Alberto Dines, Maurício Azêdo, Marcelo Beraba e Odylo Costa Filho.

    Outros atentados

    Para a ABI, o atentado de 50 anos atrás não deve ser visto isoladamente. Fazia parte de um cenário de violência e intimidação política “que buscava conter qualquer possibilidade de avanço das liberdades democráticas”.

    Naquele mesmo dia, uma bomba atribuída à mesma organização clandestina foi colocada na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Rio de Janeiro. O artefato não explodiu por causa de uma falha no mecanismo de detonação.

     A publicação lançada neste sábado contextualiza que o país sofreu outros atentados que tinham o objetivo de impedir a distensão da ditadura militar. O general Ernesto Geisel, que tinha assumido a Presidência em 1974, defendia uma abertura “lenta, gradual e segura”.

    No dia seguinte, 20 de agosto, duas bombas do tipo coquetel molotov foram jogadas de madrugada na 1ª Auditoria da 3ª Circunscrição Militar de Porto Alegre, provocando princípio de incêndio.

    Cerca de duas semanas depois, em 4 de setembro de 1976, uma bomba de fabricação caseira explodiu de madrugada no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em São Paulo.

    O Jornal do Brasil, um dos periódicos mais importantes da época, informou que, entre agosto e novembro de 1976, aconteceram nove atentados terroristas no Rio de Janeiro, oito deles assumidos pela AAB. “Apesar disso, o aparato de inteligência e repressão nunca chegou aos autores dos atentados”, acrescenta a ABI.

    Ato em homenagem

    No dia 19, às 17h, a ABI fará um ato no sétimo andar o prédio-sede para lembrar os 50 anos do atentado. Também será colocada uma placa com frase de repúdio ao terrorismo e de valorização da democracia.

    “A Casa do Jornalista permanecerá vigilante diante de qualquer ameaça ao Estado Democrático de Direito”, conclui Octávio Costa.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original