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  • ANS suspende cautelar contra Hapvida após explicações sobre reajustes

    ANS suspende cautelar contra Hapvida após explicações sobre reajustes

    A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu, nesta sexta-feira (21), os efeitos da medida cautelar que havia adotado contra a Hapvida Assistência Médica S.A. A decisão foi tomada após reunião entre a Diretoria Colegiada da agência e representantes da operadora, no Rio de Janeiro, para esclarecer o anúncio de medidas que poderiam afetar cerca de 947 mil beneficiários.

    Segundo a ANS, durante o encontro, o vice-presidente de Relações Institucionais da Hapvida, Gustavo Ribeiro, e o CEO do grupo, Lucas Adib, informaram que as medidas anunciadas se referem exclusivamente a contratos coletivos firmados com grandes grupos empresariais.

    De acordo com os esclarecimentos apresentados pela empresa, não estão incluídos contratos individuais, coletivos por adesão nem contratos coletivos de pequenas e médias empresas. Os dados apresentados na reunião ainda serão encaminhados formalmente à agência.

    Diante das informações prestadas, a ANS decidiu estabelecer um monitoramento regulatório para acompanhar preventivamente a eventual implementação das medidas anunciadas pela operadora.

    Segundo a agência, o monitoramento tem como objetivo acompanhar ações que possam causar impacto aos consumidores de planos de saúde envolvidos.

    O diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, afirmou que a agência adotou a medida cautelar inicial para evitar eventuais prejuízos a um grande número de consumidores enquanto buscava esclarecimentos sobre o anúncio da operadora.

    “Sem emitir qualquer juízo de valor sobre o anúncio da companhia, a ANS atuou de maneira cautelar para suspender qualquer ação da operadora que pudesse vir a prejudicar uma grande massa de consumidores. Diante de um cenário como esse, o regulador não pode ficar esperando que os problemas aconteçam para só então agir. A atuação regulatória é inegociável”, pontuou Damous.

    Com a suspensão da cautelar, a ANS informou que não há, neste momento, impedimento regulatório para que a Hapvida negocie reajustes dos contratos coletivos mencionados pela empresa.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cantora portuguesa Carminho reforça amor pelo Brasil em turnê

    Cantora portuguesa Carminho reforça amor pelo Brasil em turnê

    A cantora e compositora portuguesa Carminho começou a vir ao Brasil para apresentações há 17 anos. De lá para cá, só se fortaleceram os laços com o país de que aprendeu a gostar.

    Em nova temporada brasileira, a turnê mundial Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir chega nesta sexta-feira (21) ao Vivo Rio, zona sul da capital fluminense.

    Com repertório centrado em seu álbum mais autoral, Carminho já passou pelo Grande Teatro do Sesc Palladium, na quinta (19), no centro de Belo Horizonte, e a próxima parada é na terça-feira (25), no Teatro Cultura Artística, na região central de São Paulo.

    O Brasil, para a artista, é um país de riqueza cultural, visual e espiritual únicas.

    “É incrível, para mim, como portuguesa, chegar ao outro lado do oceano em um país com dimensões completamente diferentes que o meu e também de maneiras de pensar e hábitos culturais tão distintos, mas com a mesma língua. Os poetas têm a mesma língua que é aquela que eu canto”, contou em entrevista à Agência Brasil.

    A identificação é tão grande que, quando chega ao Brasil se sente em casa.

    “É uma abertura de horizonte e de imaginário. É fabuloso. O Brasil é também, hoje em dia, casa. É um lugar que eu já visito há 17 anos, com tantos amigos, com tanta troca entre artistas e entre as pessoas de várias áreas. É também um lugar de que já me sinto parte. Quando venho, é até em aniversário”, completou.

    Fado não é só tristeza

    A sua dedicação ao fado, marcante gênero musical português, não a impede de ser contemporânea e revolucionária quando propõe improvisações, juntando a tradição ao experimental em uma linguagem particular.

    A tristeza que costuma ser relacionada ao sentimento transmitido pelo fado não é um peso para a cantora, embora admita que é uma representação desse gênero musical.

    “Eu não associo o fado à tristeza. Eu associo o fado a uma certa profundidade, a uma grande profundidade em um instrumento e em uma linguagem que é exatamente plástica e feita para poder transmitir sentimentos de todas as naturezas. É claro que a tristeza é um sentimento muito criativo, muito dinâmico, e o fado fala muito da vida das pessoas, dos sentimentos mais puros, e a tristeza, de fato, é muito cantada no fado”, apontou.

    O público brasileiro também é motivo de satisfação para a cantora, porque são plateias que sempre sentem emoção nas performances ao vivo. A expectativa para os próximos shows é de reencontro.

    “O público brasileiro é muito especial, inesquecível, muito generoso, espontâneo que se dá em cada apresentação, que me acompanha desde o início das primeiras apresentações que eu vim fazer no Brasil. Por isso é que eu volto tantas vezes para esse público tão generoso que me acompanha”, disse.

    “Cada apresentação é sempre única, sobretudo no fado, porque o fado passa muito pela espontaneidade do improviso e o momento dessa conexão emocional que, no final, é não só entre o cantor e os músicos, mas também com o público”.

    Amizades

    Em todos esses anos de relacionamento com o Brasil, Carminho construiu amizades com diversos artistas brasileiros, como Chico Buarque, Milton Nascimento, Fernanda Montenegro, Maria Bethânia e Caetano Veloso.

    Jovens artistas brasileiros também estão no foco de Carminho, que acompanha os trabalhos de novas gerações, entre elas Agnes Nunes, Marina Sena, Ana Frango Elétrico, Dora Morelenbaum, Silva, Tim Bernardes, Jotapê e Zé Ibarra.

    “Ainda hoje eu sinto uma honra imensa e um orgulho imenso da partilha que aconteceu com vários artistas e várias pessoas que admiro muito aqui no Brasil. Para mim, é um privilégio sem medida, porque não só existe a música que fica de cá, mas também a experiência, os ensinamentos, aquilo que conheci. Compartilhar não só o estúdio, mas o palco e muitas vezes a vida íntima, o cotidiano que me fez crescer como pessoa, mulher e artista imensamente”, afirmou.

    Entre essas amizades, a cantora Marisa Monte, que a portuguesa considera uma artista única e extraordinária, tem um lugar especial.

    “Um encontro na minha vida. Conheci-a depois de um show que ela deu e eu fui cumprimentá-la, dizer o quanto amava o trabalho dela e como gostaria de conhecê-la melhor. Ela só respondeu: ‘mas venha na quarta-feira, pode?’ Eu fiquei muito surpreendida”, revelou.

    Nesse encontro na casa de Marisa Monte, as duas ficaram conversando sobre canções, e a cantora brasileira chegou a mostrar um repertório que ainda nem estava acabado.

    “Uma disposição, uma abertura generosa que nunca vou esquecer. A partir daí, começou uma amizade, um caminho não só na música, mas na vida. Acompanhamos a vida uma da outra. O talento do filho dela [pintor, escultor e ilustrador Mano Wladimir], que já pinta extraordinariamente”, disse.

    Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir

    Sétimo álbum da cantora e compositora portuguesa, Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir tem oito faixas de sua autoria entre as 11 faixas. O trabalho presta homenagem às mulheres que moldaram a história do fado.

    A cantora reconhece a influência de artistas como sua mãe, Teresa Siqueira, Beatriz da Conceição, Amália Rodrigues, Wendy Carlos e Annette Peacock, entre outras, cujas vozes e trajetórias abriram caminho para novas gerações de intérpretes.

    “Este disco foi muito inspirado nas vozes que ouvi, no ambiente fadista a que tive acesso. É também inspirado nas mulheres que usaram a voz como forma de abrir caminho para outras, através da coragem das atitudes, da arte e da própria vida.”

    O álbum também é a base dos espetáculos trazidos, agora, para o Brasil, que, ao mesmo tempo, em que estendem o universo do fado, não rompem com suas raízes e a sua tradição.

    Na lista de músicas das apresentações está Chuva no Mar, canção que gravou em dueto com Marisa Monte, e ainda canções do álbum que gravou sobre a obra de Tom Jobim, como Chovendo na Roseira. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Lula liga para Trump e diz que alegações para tarifaço são infundadas

    Lula liga para Trump e diz que alegações para tarifaço são infundadas

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou, na manhã desta sexta-feira (21), para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para defender a retomada das negociações comerciais bilaterais e discutir a contenção de conflitos internacionais.

    Durante a conversa de 1 hora e 20 minutos, classificada pelo Planalto como cordial, Lula afirmou que as alegações americanas que motivaram a recente imposição de novas tarifas contra o Brasil são infundadas  O governo norte-americano fundamentou as medidas alegando desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado. 

    Lula afirmou que as tarifas afetam negativamente o Brasil e os Estados Unidos e enfatizou que o diálogo é o melhor caminho para ambos os países. Trump concordou com a necessidade de preservar os vínculos comerciais fortes e propôs o reencontro breve de suas equipes diplomáticas.

    Na pauta de segurança, Lula reiterou o interesse brasileiro na cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. O presidente argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas.

    Ele afirmou ainda que o Brasil tem instrumentos para enfrentar essas organizações. Entre as estratégias está a asfixia financeira que já resultou na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões. Lula apresentou ainda os avanços brasileiros no combate ao crime organizado — destacando a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus. Trump se dispôs a reforçar a cooperação bilateral e afirmou que indicará funcionários de alto escalão para dar andamento às tratativas.

    Os dois presidentes também conversaram sobre os principais conflitos globais, em especial as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Ambos concordaram sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já se estende por quase cinco anos. Já o presidente Trump teceu considerações sobre as perspectivas estadunidenses de resolução do conflito com o Irã. 

    O presidente brasileiro lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da ONU diante dos conflitos e sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para buscar saídas diplomáticas. “Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”, declarou Lula.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Passagem de frente fria pelo estado de SP pode causar temporais

    Passagem de frente fria pelo estado de SP pode causar temporais

    A passagem de uma frente fria no estado de São Paulo ao longo desta sexta-feira (21) provocará mudança no tempo, com possibilidade de tempestades, raios e granizo em áreas isoladas, segundo a Defesa Civil estadual.

    As rajadas de vento podem superar os 75 km/h em parte do estado, principalmente nas faixas sul, leste e central.  

    Devido à sequência de dias muito secos e à presença de grande quantidade de poeira e material particulado sobre a superfície, a intensificação dos ventos poderá favorecer a formação de tempestades de poeira, principalmente em áreas do interior paulista. 

    Tempo na capital

    A temperatura na cidade de São Paulo deve cair gradualmente na noite desta sexta-feira (21) e chegar a 15 graus Celsius (ºC), prevê o Centro de Gerenciamento de Emergências da prefeitura de São Paulo (CGE). Não há previsão de chuva, mas a frente fria fraca deve provocar rajadas de vento com até 45 Km/h.

    A manhã desta sexta terminou com céu nublado, sol entre muitas nuvens, temperaturas agradáveis e umidade relativa do ar em índices confortáveis na capital paulista.

    Segundo o CGE, os termômetros marcavam 24,5°C em média no início da tarde, e a máxima pode chegar aos 25°C. A umidade relativa do ar oscila em torno de 53% e pode marcar até 45%.  

    Até o momento, agosto acumula 27,2 milímetros (mm) de chuva, o que corresponde a 91,6% da média do mês, que é de 29,7mm.

    Frio no fim de semana 

    O sábado (22) será de muitas nuvens, períodos de sol e queda da temperatura, mas sem previsão de chuva. Os termômetros devem oscilar entre a mínima de 13°C, na madrugada, e a máxima de 21°C, à tarde. Os menores percentuais de umidade se aproximam dos 60%. 

    No domingo (23), o período da manhã terá nuvens e formação de névoa úmida, com o sol aparecendo até o final da manhã e permitindo a elevação da temperatura. A mínima deve ser de 12°C, na madrugada, e a máxima de 22°C, no início da tarde. O dia termina com aumento de nuvens e queda da temperatura. A umidade do ar será superior a 50%, e não há previsão de chuva. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Artistas de diferentes gerações interpretam clássicos de Chico Buarque

    Artistas de diferentes gerações interpretam clássicos de Chico Buarque

    Artistas de diferentes gerações e gêneros da música brasileira se reuniram em um projeto para reinterpretar e incluir novas batidas em clássicos de Chico Buarque. A audição de Chico 2.0 ocorreu nesta quinta-feira (20), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

    A iniciativa reúne a Central Única das Favelas (Cufa), a FRecords, a Tha House Company e a Universal Music Brasil. A produção musical do álbum é de Felipe Poeta e Alê Siqueira.

    Entre as canções revisitadas estão Construção, Cálice, Roda Viva e Geni e o Zepelim. As novas versões incorporam elementos de rap, trap, funk, R&B, samba, soul e nova MPB.


    Brasília (DF), 21/08/2026 - Álbum de regravações do Chico Buarque.
Frame Universal Music
    Brasília (DF), 21/08/2026 - Álbum de regravações do Chico Buarque.
Frame Universal Music
     Audições nos estúdios da Universal Music – Frame Universal Music

    Para Felipe Poeta, diretor musical do projeto, a proposta é criar uma ponte entre a obra de Chico Buarque e a música urbana atual.

    “Desde o começo, a ideia foi criar essa ponte entre a obra do Chico e a música urbana de hoje. Mesmo sendo letras escritas em outros contextos, as histórias, os amores e os temas que ele aborda continuam muito atuais”, destaca.

    “Trazer essas músicas para artistas de diferentes gerações e estilos fez muito sentido. A gente quis inovar sonoramente, mas sempre com muito respeito pela obra, principalmente pelas harmonias e melodias do Chico. Acho que o mais legal é justamente conseguir levar essas histórias, que já são tão conhecidas, para uma geração mais nova que acompanha a música urbana”, completa Felipe Poeta.

    Entre as novas versões incluídas no álbum está O Que Será (À Flor da Terra), interpretada pelos rappers Vandal e Don L. A faixa também conta com a participação de Milton Nascimento e do próprio Chico Buarque.  

    “Estou de coração preenchido e grato por participar de um projeto tão importante, ao lado de nomes tão relevantes da música brasileira. O que mais me toca é poder interpretar uma faixa com Milton Nascimento e o próprio Chico Buarque. Também fico muito feliz em dividir esse momento com Don L, uma voz nordestina que admiro”, afirma Vandal, músico nascido em Salvador.

    “Essa conexão entre dois artistas do Nordeste era muito esperada e, para mim, representa uma entrega muito especial ao nosso povo”, destaca o rapper.

    A aproximação entre diferentes gerações e territórios da música brasileira é uma das marcas do projeto. Participam ainda Dexter, MC Livinho, Xênia França, MC Cabelinho, Budah, Júlia Mestre, TZ da Coronel, Tasha & Tracie, Grag Queen, Bela Maria e Maurício Pazz.

    A ideia de levar a obra de Chico para novos públicos partiu, entre outros articuladores, de Celso Athayde, fundador da Cufa e um dos idealizadores do projeto:

    “Dirigir artisticamente o projeto Chico 2.0 é uma responsabilidade imensa com a história da nossa música. Os grandes clássicos do gênero sempre beberam na fonte da cultura popular. O que estamos fazendo aqui é dar continuidade a essa linhagem, garantindo que a nova geração de artistas e ouvintes ocupe esse espaço com propriedade, qualidade técnica e autonomia narrativa”, afirma Athayde.

    Para Athayde, o projeto representa uma forma de dar continuidade à tradição da música popular brasileira por meio de novos artistas e linguagens.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Governo Espriella encerra jornalismo da mídia pública da Colômbia

    Governo Espriella encerra jornalismo da mídia pública da Colômbia

    O novo governo da Colômbia, do presidente Abelardo de la Espriella, pôs fim ao jornalismo da mídia pública do país encerrando o noticiário das 20 Emissoras da Paz – veículos previstos no Acordo de Paz firmado em 2016 com as Forças Armadas Revolucionária da Colômbia (Farcs).

    No lugar dos noticiários, o governo incluiu uma programação exclusivamente musical e centralizada a partir de Bogotá. Organizações ligadas à liberdade de expressão e de imprensa rechaçaram a medida alegando que ela prejudica o acesso à informação local de diversas comunidades. 

    O Ponto 6.5 do Acordo de Paz da Colômbia prevê que essas emissoras divulguem o progresso da implementação dos termos do acordo, promovam a educação da convivência e ofereçam espaços de informação às comunidades impactadas por mais de 50 anos de conflitos armados internos na Colômbia.

    De acordo com o Ministério da Tecnologia, Inovação e Comunicações da Colômbia, a medida busca a “transformação integral do Sistema de Mídias Públicas” para “recuperar” o caráter “público, plural e independente” do sistema.

    O governo Espriella, que é crítico do Acordo de Paz de 2016, acusou o noticiário das emissoras de funcionarem como “aparato de propaganda” supostamente a serviço de “interesses particulares ou políticos”.

    “A entidade será um Sistema de Mídia Pública, não um instrumento político”, comunicou, em nota, o ministério responsável pela empresa Inravisón, que administra o sistema público de comunicação colombiano.

    O governo ainda destacou que o jornalismo consumia “aproximadamente 90% dos recursos e do pessoal disponível”.

    Entidades criticam

    A Fundação para a Liberdade de Imprensa (FLIP), a Missão de Observação Eleitoral (MOE) e a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) rechaçaram, em nota, a decisão do governo colombiano alegando que ela restringe o acesso de comunidades inteiras à informação sobre seus próprios territórios.   

    “As rádios comunitárias são a principal — ou até mesmo a única — fonte de informações locais e notícias de interesse público. Essas emissoras beneficiam mais de 463 mil pessoas em áreas rurais e em comunidades indígenas, afrodescendentes e camponesas”, diz o comunicado das entidades.

    As organizações acrescentaram que a decisão “desconsidera” a natureza das rádios da paz, criadas pelo Acordo de 2016 “para operar em áreas particularmente afetadas pelo conflito”.

    A decisão do governo Espriella, ainda que anunciada como transitória, repete a política do governo de Javier Milei para a comunicação pública da Argentina, que levou ao fechamento, em 2024, da Agência Telám, o principal veículo da mídia pública argentina.  

    A medida tem ainda o potencial de limitar a pluralidade da mídia colombiana, dominado por três grandes conglomerados empresariais. Segundo a organização Repórteres Sem Fronteira (RSF), o ecossistema midiático colombiano deixa “60% do país sem cobertura midiática local”.

    Mídia Pública

    Inspirada no modelo de comunicação pública da Europa, a mídia pública dos países da América Latina surge com a promessa de oferecer à população um conteúdo que, por não ter interesse comercial envolvido, não seria oferecido pela mídia privada empresarial.

    No Brasil, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que controla a Agência Brasil, é a responsável por gerir os veículos públicos federais do país.

    Criada em 2007, a EBC atende ao Artigo 223 da Constituição Federal que determina que o serviço de radiodifusão deve observar o princípio da complementaridade entre os sistemas privado, público e estatal de comunicação.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Empresas com 100 ou mais empregados devem atualizar dados até dia 31

    Empresas com 100 ou mais empregados devem atualizar dados até dia 31

    As empresas privadas com 100 ou mais empregados devem atualizar suas informações até 31 de agosto. Os dados servirão para elaboração do 6º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, elaborado e publicado semestralmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

    O procedimento obrigatório deve ser feito diretamente no Portal Emprega Brasil, na área do empregador. Para atualização dos dados, é preciso fazer login da plataforma Gov.br.

    As informações são sobre critérios remuneratórios, ações voltadas à promoção da diversidade e iniciativas de apoio à família e à parentalidade.

    As empresas com 100 ou mais empregados que não apresentarem os dados para o Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios duas vezes ao ano estarão sujeitas à multa.

    Relatório de Transparência Salarial

    O documento semestral de preenchimento obrigatório está previsto na Lei da Igualdade Salarial (nº 14.611/2023) que termina que homens e mulheres devem receber a mesma remuneração para a realização de trabalho de igual valor ou no exercício da mesma função.

    De acordo com o 5º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado no fim de abril pelo MTE, as mulheres recebem, em média, 21,3% menos que os homens no setor privado do país, com a análise das informações prestadas por 53 mil empresas.

    Uma vez constatada a desigualdade salarial, as empresas devem elaborar um plano de ação para mitigá-la, com metas e prazos.  

    Lei constitucional

    Em maio deste ano, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) validou as regras desta legislação e a julgou constitucional.

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio, Bens, Serviços e Turismo (CNC) questionaram a lei por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7612.

    A ADI 7631 é autoria do Partido Novo. Já a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 92 foi proposta pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias Têxtil, Couro, Calçados e Vestuário.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Petrobras negocia exploração em Gana para ampliar presença na África

    Petrobras negocia exploração em Gana para ampliar presença na África

    A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (21) o interesse em atuar na exploração de petróleo em Gana, país de cerca de 35 milhões de habitantes na costa Oeste da África.

    A decisão faz parte do movimento da companhia de encontrar novas fronteiras para a produção de óleo e gás, tendo o continente africano como uma das áreas escolhidas.

    A nova intenção da empresa foi divulgada por meio de um comunicado a investidores. A manifestação de interesse é direcionada a blocos exploratórios, fase anterior à produção, em áreas offshore, ou seja, no mar, da Bacia de Keta.

    De acordo com a Petrobras, o Ministério de Energia e Transição Verde de Gana aprovou a habilitação para negociar contratos referentes a quatro blocos.

    A estatal explica que a aprovação faz a empresa ingressar “na fase de negociação direta dos termos dos contratos de exploração”.

    Petrobras no mundo

    Atualmente na África, a Petrobras tem atuação na Namíbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul.

    Em São Tomé e Príncipe, há participação em quatro blocos exploratórios, sendo três operados pela anglo-holandesa Shell.  

    Na África do Sul, há participação no bloco Deep Western Orange Basin (Dwob), operado pela francesa TotalEnergies. 

    Na Namíbia, a Petrobras assinou um contrato para adquirir participação no Bloco 2613 e aguarda confirmação de entrada pelas autoridades governamentais do país. Uma vez aprovado o consórcio, a operadora será também a TotalEnergies. 

    A empresa brasileira está presente também na Argentina, Bolívia, Colômbia e Estados Unidos. Em junho de 2026, a companhia firmou um entendimento para estabelecer uma cooperação estratégica e técnica com a estatal Pemex, com foco no Golfo do México. 

    Margem Equatorial

    O movimento da Petrobras ocorre no momento em que a empresa avança na exploração de petróleo na Margem Equatorial, no litoral extremo norte do Brasil.

    A região é apontada como de grande potencial, assim como foi o pré-sal, no mar do Sudeste, de onde saem mais de 83% da produção própria (descontada a parte de empresas consorciadas) de óleo e gás da Petrobras.

    Esta semana, a companhia detalhou os primeiros achados de petróleo no poço Morpho, no bloco BM-FZA-59, a 175 quilômetros (km) do Oiapoque, no Amapá, e a cerca de 500 km de distância da foz do Rio Amazonas. 

    A empresa continua o trabalho de perfuração para identificar a capacidade do reservatório e análises laboratoriais para verificar a qualidade do óleo.

    A Petrobras tem dito que o pré-sal deve entrar em declínio (atingimento do ponto máximo de produção) perto de 2034, caso não haja expansão das reservas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Defesa conclui exercício militar com participação de mais cinco países

    Defesa conclui exercício militar com participação de mais cinco países

    Cerca de 740 militares do Brasil e de outras cinco nações que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) encerram hoje (21), em Foz do Iguaçu (PR), a edição 2026 do chamado Exercício Felino – treinamento militar conjunto que ocorre desde 2000.

    Coordenada pelo Ministério da Defesa, a atividade voltada às operações de paz simula, em campo, a pronta resposta dos militares das Forças Armadas (Aeronáutica, Exército e Marinha) brasileiras e dos países participantes em cenários de instabilidade e de conflito armado.

    Segundo o Ministério da Defesa, neste ano o exercício reuniu, além dos quase 700 militares brasileiros, outros 38 de Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.

    “O Felino 2026 pode ser entendido como um instrumento de preparação militar, cooperação internacional e proteção da sociedade”, informou, em nota, o general Julio Cesar Belaguarda Nagy de Oliveira, oficial condutor da atividade.

    Segundo o general, além de ampliar a capacidade de atuação conjunta, o simulado fortalece os laços diplomáticos e de defesa entre os países-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e contribui para preparar os militares brasileiros para participarem de missões de paz internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Atualmente, 71 militares brasileiros integram operações de paz no Chipre, na Colômbia, no Líbano, na República Centro-Africana, República Democrática do Congo, no Saara Ocidental, na Somália, no Sudão do Sul e na região de Abiey, na fronteira entre Sudão e Sudão do Sul.

    A programação contempla manobras voltadas à desativação de artefatos explosivos, proteção de civis e ameaças químicas, além de abordagens como as novas tendências dos conflitos armados, assistência humanitária a refugiados, medidas de prevenção à exploração e ao abuso sexual.

    Iniciadas no último dia 10, as ações mobilizaram também 119 viaturas (22 da Marinha, 86 do Exército e 11 da Força Aérea), oito embarcações da Marinha e duas aeronaves da Força Aérea.

    O próximo treinamento está previsto para ocorrer no Timor-Leste, na Ásia, em 2027.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Desigualdades marcam formalização do trabalho entre jovens brasileiros

    Desigualdades marcam formalização do trabalho entre jovens brasileiros

    A formalização no mercado de trabalho entre os jovens brasileiros de 16 a 29 anos é marcada por desigualdades, descreve a pesquisa Juventudes e o Mundo do Trabalho, realizada pela Fundação Itaú com apoio técnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva.

    Divulgada nesta sexta-feira (21) durante o evento Trampos do Futuro, realizado no Pavilhão da Fundação Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, a sondagem ouviu 1.816 jovens de todo o país, entre os dias 11 e 23 de maio deste ano.

    A pesquisa detalha que, entre os 70% de jovens que declararam estar trabalhando, 44% têm carteira assinada. Há ainda 15% de assalariados sem registro formal, 13% de autônomos e freelancers, 10% em trabalhos informais e 8% como estagiários e aprendizes remunerados.

    O levantamento mostra também que 20% dos jovens de 16 a 29 anos estão em busca de trabalho no Brasil atualmente. Outros 29% buscaram trabalho nos últimos seis meses e 61% tentaram uma nova colocação no último ano. 

    Desigualdades sociais, regionais e raciais

    Os jovens das classes A/B correspondem a 43% dos que trabalham em empregos formais, enquanto os das classes D/E são 35%.

    Por outro lado, 21% dos jovens das classes D/E trabalham sem registro, percentual que é de 13% nas classes A/B.

    A formalização é mais frequente entre os jovens do Sul (58%) e do Sudeste (55%) do que no Norte (29%) e no Nordeste (20%). 

    Quando é observada a raça, há 49% de jovens brancos com emprego formal. Entre os negros, são 41%.

    Já o percentual de jovens negros que dependem de bicos informais é de 12%, enquanto o de brancos é de 5%.

    Trabalhar em bicos é a realidade de 34% dos jovens de 16 a 29 anos que estudaram até o ensino fundamental. Entre os que têm nível superior, só 3% têm esse tipo de ocupação.

     


    Rio de Janeiro (RJ) 06/03/2024 – Entregadores de aplicativo trabalham na região do Centro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ) 06/03/2024 – Entregadores de aplicativo trabalham na região do Centro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Entregadores de aplicativo trabalham na região do Centro do Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Dificuldades para conseguir um emprego

    Quase metade (49%) dos entrevistados disseram que a falta de experiência é a principal dificuldade para conseguir um emprego, seguida da quantidade de pessoas que disputam uma mesma vaga (39%).

    Para 96% dos jovens, conhecer alguém em uma empresa ou ser indicado por familiares ou amigos ajuda a conseguir um emprego atualmente.

    Essa percepção é confirmada pelo fato de que 77% afirmaram ter conseguido seu emprego atual por meio de uma indicação. Entre os mais velhos (25 a 29 anos), o índice sobe para 81%. Aqueles que nunca tiveram uma oportunidade por indicação totalizam 23%.

    A indicação para o trabalho é considerada decisiva para 32% da classe A/B e para 16% para a D/E. 

    Planos para o futuro

    A pesquisa revela que 30% dos jovens brasileiros consideram que um emprego com carteira assinada é o que eles querem atualmente. 

    Contudo, em uma avaliação para os próximos cinco anos, esse percentual cai para 16%, enquanto a preferência por um trabalho autônomo cresce de 28% para 42%.

    A gerente do Observatório da Fundação Itaú, Carla Chiamareli, avalia que a mudança faz parte do processo de amadurecimento. 

    “O jovem entende que tem que começar a vida profissional com estabilidade para adquirir experiência e, depois, ele pode escolher estar dentro de uma empresa ou não”, disse à Agência Brasil. “Eu não acho que eles não queiram ter um trabalho estável mas, talvez, desejem ter outras formas de trabalhar”. 

    Carla entende que o fato de o jovem preferir o trabalho de carteira assinada no presente e o por conta própria no futuro compõe uma linha de pensamento de que a experiência atual vai fazê-lo ter sucesso adiante. Nesse sentido, o trabalho autônomo não significa um trabalho precário.

    “Ele é um trabalho de sucesso, é ter uma empresa, ser dono de um negócio. Eu acho que faz parte do sonhar. O que me deixa feliz é ver que, hoje, a maioria quer esse trabalho estável, bem remunerado, com garantias e, ao mesmo tempo, tem uma visão da saúde mental”.

    O interesse pelo trabalho por conta própria nos próximos cinco anos é mais elevado entre jovens com filhos (50%), residentes nas regiões Sul (49%) e Centro-Oeste (48%) e no interior (45%), além dos jovens brancos (45%). 

    Já o desejo por um emprego com carteira assinada é relativamente mais frequente entre pessoas das classes D/E (23%), jovens com ensino fundamental (22%) e juventudes negras (18%).

    Para 91% dos jovens brasileiros, sua situação financeira estará melhor daqui a cinco anos. Outros 88% confiam que terão uma condição financeira melhor que a dos pais e concordam que hoje é preciso estudar mais para conseguir um bom trabalho. Já 46% acreditam que conseguirão uma boa oportunidade de trabalho no futuro.

    Entre as áreas em que os jovens gostariam de trabalhar futuramente, a saúde aparece em primeiro lugar, com 25%. Em seguida, vêm tecnologia, com 22%; comércio e trabalho administrativo (19% cada); educação (16%); beleza e estética (14%) e comunicação e redes sociais (13%).

    Prioridades

    O salário é apontado por 64% dos jovens como o fator prioritário na escolha de um trabalho, seguido por benefícios, plano de carreira e ambiente de trabalho agradável (31% cada). 

    Ao mesmo tempo, 62% dos jovens afirmaram que aceitariam ganhar um pouco menos para trabalhar em um ambiente mais saudável, com menos pressão e estresse.

    Entre os jovens que trabalham ou já trabalharam, 69% já saíram de um emprego por vontade própria. Entre os principais motivos para essa decisão, 43% citaram falta de respeito ou tratamento inadequado de líderes ou chefes. 

    Outras razões foram jornadas longas ou acúmulo de funções (36%); excesso de cobrança ou pressão por resultados (32%); falta de oportunidade de crescimento ou de plano de carreira (28%); e dificuldade de conciliar trabalho e estudo (16%).

    Estudo e trabalho

    De acordo com o levantamento, 48% dos jovens ouvidos pelos pesquisadores estudam, 32% conciliam trabalho e estudo, 39% apenas trabalham e 13% não estudam nem trabalham. 

    Metade (50%) dos entrevistados afirmaram ser responsáveis por cuidar da casa, além de trabalhar ou estudar.

    Essas atribuições domésticas são mais acumuladas pelas mulheres (60%) do que pelos homens (40%). 

    O mesmo acontece com relação ao cuidado com idosos, crianças e outras pessoas, desempenhado por 28% das mulheres e 14% dos homens.

     


    Brasília (DF), 25/06/2026 – Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, Programa de Avaliação Seriada (PAS/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superior
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
    Brasília (DF), 25/06/2026 – Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, Programa de Avaliação Seriada (PAS/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superior
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
    Alunos do ensino médio do CED 16, na Ceilândia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a preparação em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    Entre os jovens que estudam, foi constatado que 41% cursam educação superior, 27% estão no ensino médio, 18% fazem cursos livres e 11% cursam o ensino técnico. 

    O diploma de curso superior é considerado importante para conquistar trabalho por 85% dos jovens, com destaque entre os da Região Norte (91%). 

    Mas, para 91% dos entrevistados, cursos técnicos e profissionalizantes constituem um caminho mais rápido e eficiente para obter emprego.

    Para 60%, programas de apoio à inserção no mundo do trabalho devem contemplar cursos práticos e não apenas teóricos. 

    Competências socioemocionais

    Carla Chiamareli acredita que, em toda a trajetória educacional, falta preparar o jovem para saber como se configura e se organiza o mundo do trabalho.

    “Hoje, a educação está muito focada em desenvolver competências de matérias como português e matemática, que são essenciais, são componentes tradicionais, mas acaba investindo pouco nas competências socioemocionais”, comentou.

    Ela considera que a escola deve ensinar resiliência, capacidade de se frustrar e adaptabilidade, que “são competências que a gente aprende com a vida mas que têm também de estar dentro do currículo”.

    A gerente do Observatório Fundação Itaú acredita que a escola e a universidade têm que modificar seus currículos, para que tragam situações mais reais de aprendizagem.

    Medo da inteligência artificial

    Nove em cada dez jovens acreditam que a inteligência artificial (IA) vai eliminar muitas vagas de trabalho e 50% têm medo de perder espaço por conta dos avanços tecnológicos.

    O temor é mais frequente entre jovens com ensino fundamental (62%), integrantes das classes D/E (63%), pessoas com filhos (57%) e mulheres (55%). Entre jovens da classe A/B, o receio cai para 39%.

    Carla Chiamareli concordou que a IA vai substituir funções básicas, o que atemoriza os jovens brasileiros em geral, mas destacou que muitos dos entrevistados declararam ter esperança de que, mesmo que as substituições venham a ser feitas, eles ainda têm espaço para oportunidades de trabalho.

    Praticamente todos (97%) declararam que usam a inteligência artificial (IA) e a internet para aprender e crescer profissionalmente. 

    Mais oportunidades

    Na avaliação de Carla Chiamareli, a pesquisa traz um convite para as empresas começarem a repensar suas estruturas e abraçarem os jovens brasileiros. 

    Ela lembrou que o Brasil tem a Lei de Aprendizagem Profissional nº 10.097/2000, que exige que empresas de médio e grande porte contratem jovens de 14 a 24 anos como aprendizes, o que lhes garante inclusão social e o primeiro emprego.

    Apesar disso, ela destacou que existe uma margem de 40% de empresas que poderiam ter jovens em seus quadros, especialmente de renda mais baixa.

    “Eu vejo que esses dados trazem uma janela de oportunidade muito boa para as empresas pensarem políticas intersetoriais entre educação e trabalho”, disse.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original