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  • Setor de serviços fica estável em julho e sobe 2,4% em 12 meses

    Setor de serviços fica estável em julho e sobe 2,4% em 12 meses

    O setor de serviços, o que mais emprega na economia, apresentou estabilidade na passagem de junho para julho, ou seja, teve variação nula (0%).

    Com esse resultado, o setor, que reúne atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza, internet e tecnologia da informação (TI), apresenta alta de 1,9% no ano e 2,4% em 12 meses.

    O dado de julho mostra desaceleração, uma vez que o acumulado de 12 meses até junho era de 2,6%.

    Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    O desempenho de julho deixa os serviços em patamar 0,2% abaixo do maior nível já registrado, que pertence a outubro de 2025.

    A pesquisa revela que quatro das cinco atividades avaliadas pelo IBGE apresentaram alta na passagem de junho para julho:

    Serviços prestados às famílias: 0,5%

    Serviços de informação e comunicação: -2,5%

    Serviços profissionais e administrativos: 0,6%

    Transportes, armazenagem e correio: 0,4%

    Outros serviços: 0,7%

    Apesar de serem classificados como atividade de serviços, os bancos não são incluídos no levantamento do IBGE.

    Turismo

    A Pesquisa Mensal de Serviços traz também o índice de atividades turísticas (Iatur), que apresentou expansão de 2,7% em julho, na comparação com o mês anterior. No acumulado de 12 meses, o patamar de alta se reduz para 0,6%.

    Esses resultados deixam as atividades de turismo 9,4% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 3,8% abaixo do maior nível já alcançado, em dezembro de 2024.

    O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa e que são ligadas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens, bufê e transporte aéreo de passageiros.

    São divulgadas informações de 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Festival Favela Gourmet promove segunda edição em comunidades do Rio

    Festival Favela Gourmet promove segunda edição em comunidades do Rio

    Começa nesta sexta-feira (4) a segunda edição do Favela Gourmet, que reunirá este ano cerca de 40 bares, restaurantes e lanchonetes das comunidades da Rocinha e Vidigal, ambas na zona sul do Rio de Janeiro. A expectativa dos organizadores é reunir em torno de 5 mil visitantes até o encerramento do festival, no próximo dia 11.

    Na primeira edição, em 2025, participaram 14 bares e restaurantes. O festival integra o projeto Na Favela Turismo, do empreendedor Renan Monteiro, da Rocinha. 

    À Agência Brasil, Monteiro disse que o aumento do número de participantes “é legal, porque a gente está trazendo até negócios menores da favela, para poder incluir mais gente e dar oportunidade para esse pessoal que tem empreendimentos menores, mas com muito potencial também”.

    Este ano, o número de premiações será maior, contemplando sete vencedores, em vez de três, como ocorreu em 2025. Além do melhor prato principal ou petisco, melhor drinque ou café, haverá prêmio para bar ou restaurante revelação e duas premiações para melhores guias. 

    A premiação para guias, segundo Renan Monteiro, é para fomentar cada vez mais o negócio do turismo.

    Receberá prêmio o guia que visitar o maior número de restaurantes durante o evento, além dos locais que já conhece na rota, e o guia que levar mais turistas para os locais.

    Nesta edição do Favela Gourmet, a premiação será distribuída para os mais votados nas categorias Melhor Comida (R$ 2 mil), ⁠Melhor Bebida (R$ 1 mil), ⁠2º Melhor Prato (R$ 500), ⁠2ª Melhor Bebida (R$ 500), ⁠Melhor Revelação (R$ 500), ⁠Guia com mais visitantes (R$ 500) e ⁠Guia que visitou mais estabelecimentos com consumo (R$ 500). 

    No ano passado, os três vencedores receberam R$ 3 mil cada. 

    Renan explicou que a organização do evento optou por reduzir o valor dos prêmios, mas contemplar um número maior de participantes.

    Encontros e negócios

    Mais do que um circuito gastronômico, o evento celebra as pessoas que são empreendedoras, criativas e fazem a economia girar dentro da comunidade.

    A votação para escolha dos melhores será feita por QR Code, com a premiação acontecendo em 11 de setembro.

    Na primeira edição, cerca de 300 profissionais estiveram envolvidos e o público registrou 3,2 mil votos. Os estabelecimentos participantes tiveram aumento de cerca de 35% no movimento durante o evento.

    Também nas redes sociais, o engajamento cresceu em torno de 70%, ampliando a visibilidade dos empreendedores locais e revelando ao público o potencial cultural e econômico das duas comunidades.

    O Favela Gourmet, segundo o organizador, não se limita aos dias programados. Ao aproximar moradores, turistas, guias, agências e empreendedores, o evento cria novas possibilidades de encontro e negócios. 

    Os pequenos empreendedores estão recebendo consultoria do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio de Janeiro (Sebrae Rio) para ampliação de sua capacidade.

    Renan Monteiro diz que a proposta é fomentar a rota turística por meio da gastronomia, que apresenta grande potencial nas duas comunidades. 

    “A gente quer mostrar isso para o mundo inteiro”. 

    Ele avalia que quando o turista entra na comunidade para conhecer, provar e conversar, não leva apenas uma experiência, mas acaba enxergando a comunidade de uma nova maneira.

    Flor de baunilha

    Verônica Batista de Oliveira mora no Vidigal e foi premiada na primeira edição do Favela Gourmet por seu cuscuz recheado de carne seca com banana da terra e o bolo de cenoura. Ela concorreu no segmento café da manhã. 

    Este ano, ela apresenta croissants, nas versões salgado e doce, que criou em sua cafeteria Flor de Baunilha. Por causa do nome do empreendimento, Verônica é conhecida também como Flor na comunidade do Vidigal.

    Seu empreendimento começou há dez anos, quando ela foi demitida de uma empresa, onde era gerente administrativa. “Comecei a fazer doces em casa, coloquei no restaurante de uma amiga. O início foi assim, com sobremesas e docinhos para festa”, contou à Agência Brasil.

    O café da manhã entrou na programação há quatro anos, durante a pandemia da covid-19. Com a perda de uma pessoa da família, Verônica herdou muitas louças, e então decidiu oferecer café da manhã à comunidade.

    “Só que com a pegada de tudo ser servido em xícaras com pires”. 

    Com ajuda da irmã, ela alugou um espaço, que é dividido em fisioterapia, manicure e cafeteria, esta situada à frente do local. 

    O nome Flor de Baunilha foi escolhido para batizar a cafeteria pelo fato de Verônica ter começado o negócio pela fabricação de doces. “Eu gosto muito do cheiro de doces e achei que a baunilha tinha tudo a ver”.

    Verônica trabalha sozinha, mas procura apresentar um diferencial em relação às padarias existentes nas comunidades que também oferecem café da manhã. 

    “Eu tento sempre fazer as coisas de modo que as pessoas se sintam aconchegadas. Quero que o espaço seja realmente diferente de uma padaria”. 

    A programação pode ser acessada no site do Favela Gourmet.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cristo Redentor se prepara para compensar impacto ambiental do turismo

    Cristo Redentor se prepara para compensar impacto ambiental do turismo

    O Santuário do Cristo Redentor, que gere o monumento mais famoso do país, assinou nesta sexta-feira (21) um termo que dá início a um processo de certificação internacional para reduzir o impacto ambiental do turismo.

    O acordo com a empresa Green Initiative International prevê inicialmente o levantamento do impacto ambiental das visitas, assim como o de ações que podem ser adotadas pela maravilha do mundo moderno para compensar os danos ao planeta.

    Em 2025, o local recebeu número recorde de turistas, cerca de 1,5 milhão de pessoas, de acordo com o Santuário do Cristo Redentor. No dia 1ª de janeiro do ano passado, foram 20 mil em um único dia, um pico.

    O Ministério do Turismo confirma o grande interesse no monumento e informa que o atrativo é um dos dez pontos turísticos brasileiros mais procurados no exterior.

    Com as ações ambientais, o Cristo, que completará 100 anos em 2031, poderá obter duas certificações: a Climate Positive ou a Carbon Neutral.

    A primeira comprova que medidas de compensação superam as próprias emissões de gases tóxicos na natureza, contribuindo positivamente para o clima. Já a segunda assegura que as emissões do atrativo são completamente compensadas, mantendo neutralidade.

    Para alcançar uma delas, o Cristo começará identificando as emissões no dia a dia, calculará a captura de carbono pelas áreas de Mata Atlântica no seu entorno e elaborará um diagnóstico com ações de mitigação de impacto.

    Esses dados servirão de base para o Plano de Ação Climática do monumento, com medidas de curto e médio prazo, para contribuir com a compensação dos gases do efeito estufa emitidos em quase um século de visitas.

    Parceria com Machu Pichu

    As medidas estão previstas como parte do acordo para a certificação climática com a Green Initiative International, uma empresa que verifica os compromissos de organizações e destinos turísticos com a sustentabilidade.

    A Green Initiative oferece suporte técnico para realização do plano de mitigação ambiental e é responsável por buscar recursos para o desenvolvimento das ações, sem custos para o Santuário.

    A organização também foi contratada pelos gestores de Machu Picchu, no Peru. Outra das sete maravilhas do mundo moderno e um dos principais destinos turísticos na América do Sul, a cidade inca se tornou parceira nesta sexta-feira de ações sociais do Cristo.

    O Santuário Cristo Redentor e os gestores da atração peruana assinaram um acordo para troca de experiências em diversas áreas, como o próprio turismo sustentável, a divulgação conjunta dos dois monumentos e a valorização do patrimônio histórico e cultural. O anúncio foi feito no monumento, no Rio de Janeiro.

    Em nota à imprensa, as entidades afirmaram que a parceria, chamada de geminação, promoverá a troca de experiências, assim como “aproximará povos, histórias e valores”.

    Para isso, ainda estão previstas a criação de réplicas dos monumentos para exposição nos locais geminados e a realização conjunta de campanhas sociais.

    A parceria entre o Cristo e Machu Picchu não é inédita e outras do mesmo tipo foram realizadas entre o monumento do Corcovado e santuários dentro e fora do Brasil.

    Entre elas, com o Santuário de Cristo Rei, em Portugal, o Cristo Redentore di Maratea, na Itália, o Cristo del Otero, na Espanha, além do Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP); o Cristo Redentor de Itaperuna (RJ); o Cristo Luz, em Balneário Camboriú (SC).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Projeto seleciona quatro territórios para rede nacional de afroturismo

    Projeto seleciona quatro territórios para rede nacional de afroturismo

    Estão abertas as inscrições para o edital do projeto Rede Memória Viva, que vai selecionar quatro territórios para integrar uma rede nacional voltada ao fortalecimento da memória e da cultura afro-brasileiras. As inscrições vão até o dia 03 de outubro.

    Todas as informações do edital estão disponíveis no site oficial da iniciativa, bem como o link para a inscrição. Os territórios selecionados serão divulgados no dia 22 de outubro. 

    O objetivo do projeto é identificar territórios que contribuem para a preservação da memória afro-brasileira e ajudá-los a obter mais reconhecimento e visibilidade, por meio do afroturismo. Esse termo designa o turismo feito em locais ligados à ancestralidade africana e à cultura negra.  

    Os quatro territórios selecionados vão participar de um processo institucional com acesso a formações, desenvolvimento de projetos, e estratégias voltadas ao turismo de base comunitária, à economia da cultura e ao reforço de suas iniciativas locais.

    Rede Memória Viva

    O projeto integra as ações do Consórcio Viva Pequena África, formado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), pela Diáspora.Black e pela Feira Preta. 

    A iniciativa também está fazendo um mapeamento nacional de experiências que preservam a herança africana no Brasil, incluindo quilombos, comunidades tradicionais, museus comunitários, centros culturais, organizações da sociedade civil e outros espaços. 

    O mapeamento vai contribuir para ampliar a visibilidade de iniciativas que desempenham um papel essencial na preservação da história e da cultura afro-brasileiras.

    *Estagiária sob supervisão da jornalista Tâmara Freire.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original