Tag: saúde

  • Morre o piloto e youtuber Lito Sousa, aos 59 anos

    Morre o piloto e youtuber Lito Sousa, aos 59 anos

    Joselito Geraldo de Sousa, conhecido como Lito Sousa, morreu aos 59 anos, nesta quinta-feira (1º), por complicações da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma rara condição neurológica que compromete o funcionamento do cérebro.

    Nos últimos anos, Lito se tornou conhecido na internet pela divulgação de informações sobre aviação. Mecânico de aeronaves e piloto, ele transformou décadas de experiência profissional em um canal no YouTube que ajudou a aproximar o universo dos aviões do público em geral.

    Defensor e entusiasta do transporte aéreo, Lito se dedicava a explicar em detalhes, por exemplo, as causas de grandes desastres aéreos e a evolução dos protocolos e procedimentos de segurança da aviação. Com linguagem simples e pedagógica para traduzir assuntos técnicos, ele se tornou uma figura muito carismática e popular nas redes, colecionando mais de 4 milhões de inscritos em seu canal e 4,7 milhões no Instagram. Também participou de programas de televisão e podcasts.

    Apesar de estar 100% lúcido em suas últimas aparições públicas na internet, Lito já apresentava problemas na mobilidade e visão.

    O anúncio da sua morte foi feito por meio de um vídeo, postado em seu perfil no Instagram, com imagens da vida pessoal e narrado pela esposa, Mila Seidl.

    “No canal, falamos de tantas chegadas e partidas, de planos de voos que deram errado e precisaram ser reajustados. Mas nunca imaginei que precisaríamos falar da sua partida”, afirmou a esposa no vídeo, em voz embargada.

    “Eu não sei explicar sua partida, talvez ninguém saiba. Mas olhando para a vida que você viveu, eu sei que você cumpriu sua missão. O Brasil inteiro te ama porque você deixou gente mais segura para seguir viagem”, acrescentou Mila Seidl. Natural do Rio Grande do Norte, Lito cresceu em Santos, no litoral de São Paulo.

    O diagnóstico mobilizou familiares, amigos e seguidores em busca de alternativas de tratamento. A doença de Lito, ainda sem cura, gerou uma comoção nacional em seu favor e, em setembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, em caráter excepcional, a importação e o uso de uma substância experimental para o tratamento de Lito.

    A doença

    A comunidade científica tem, até o momento, mais perguntas e hipóteses do que certezas sobre a Doença de Creutzfeldt-Jakob. A condição registra menos de 100 casos suspeitos por ano no Brasil.

    A doença está associada ao acúmulo de formas anormais de uma proteína, chamadas príons, no cérebro. Essas proteínas podem induzir alterações em proteínas normais e provocar a degeneração progressiva das células nervosas, comprometendo o funcionamento do órgão. A  Creutzfeldt-Jakob apresenta rápida progressão e, atualmente, não há tratamento capaz de interromper sua evolução.

    Legado

    A família ainda não divulgou informações sobre velório e enterro. 

    “Lito dedicou grande parte de sua vida à aviação e à missão de compartilhar conhecimento. Com seu jeito único de ensinar, sua curiosidade e sua paixão, aproximou milhões de pessoas desse universo e inspirou muitos a seguirem seus próprios sonhos. Mais do que um grande profissional e comunicador, deixa um legado de generosidade, amizade e impacto positivo na vida de todos que tiveram o privilégio de conviver e aprender a seu lado”, diz nota publicada pela família nas redes sociais do influenciador.

    Por meio de nota, o governo de São Paulo lamentou a morte de Lito e lembrou de sua carreira. 

    “Com mais de três décadas de atuação na aviação, Joselito Geraldo de Sousa, conhecido como Lito Sousa, trabalhou como mecânico de aeronaves em companhias aéreas no Brasil e no exterior. Nos últimos anos, ganhou projeção com o canal Aviões e Músicas, no qual compartilhava informações sobre aviação de forma acessível. Lito também era escritor e empresário”.

    *Colaborou Elaine Patrícia Cruz, de São Paulo

     

    Matéria ampliada às 20h14

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Liberação de R$ 1,88 bi beneficia ministérios das Cidades e da Saúde

    Liberação de R$ 1,88 bi beneficia ministérios das Cidades e da Saúde

    Os ministérios das Cidades e da Saúde foram as pastas beneficiadas pela liberação de R$ 1,88 bilhão do Orçamento de 2026, anunciou na noite dessa quarta-feira (30) o Ministério do Planejamento e Orçamento.

    A pasta das Cidades teve R$ 1,46 bilhão liberados. Para a Saúde, o descongelamento ficou em R$ 41,9 milhões.

    Os novos limites de gastos constam do decreto publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União, com os novos valores detalhados dos bloqueios e contingenciamento por ministérios e por órgãos. Pela legislação, o decreto sai seis dias após o envio ao Congresso Nacional do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento.

    Segundo o decreto, dos R$ 1,881 bilhões liberados no último dia 24, R$ 1,507 bilhões virão do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e R$ 461,2 milhões de emendas parlamentares.

    No entanto, os demais Poderes – Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública da União – tiveram R$ 86,2 milhões contingenciados.

    Os ministérios e demais órgãos federais têm até 7 de outubro para detalhar os programas que terão mais recursos.

    A última edição do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas reduziu de R$ 17,937 bilhões para R$ 16,056 bilhões o volume bloqueado no Orçamento de 2026.

    Emendas parlamentares

    Mesmo com a liberação de recursos, continuam congelados R$ 3,304 bilhões em emendas parlamentares de bancada, recursos indicados por deputados e senadores para obras e projetos nos estados.

    Nesse caso, será aplicada a Lei Complementar 210/2024, aprovada para regulamentar a execução das emendas parlamentares e ampliar a transparência desses recursos.

    Pela lei complementar, as emendas são bloqueadas ou desbloqueadas até a mesma proporção aplicada às demais despesas discricionárias, para cumprir as metas fiscais. No entanto, o Congresso poderá definir as prioridades quando houver necessidade de bloqueio ou contingenciamento, indicando quais programações terão os recursos preservados e quais serão afetadas pelos cortes, dentro dos limites definidos pelo governo.

    Faseamento

    Além dos bloqueios, o governo está utilizando o chamado faseamento de empenho. O mecanismo não corta recursos, mas limita temporariamente a velocidade com que os órgãos podem assumir novos compromissos financeiros.

    A medida funciona como um controle de fluxo de caixa. Se a arrecadação ficar abaixo do esperado, o governo evita empenhar (autorizar o gasto de) recursos antes de confirmar a entrada das receitas.

    A restrição de empenho está prevista em R$ 24,058 bilhões até novembro. O valor sujeito a esse controle cai para zero em dezembro.

    Ao somar o total congelado (contingenciado e bloqueado) apenas para o Poder Executivo, a restrição chega a R$ 40,028 bilhões até novembro, antes de cair para R$ 15.969 bilhões em dezembro.

    Tipos de despesa

    O arcabouço fiscal em vigor divide os recursos congelados em dois tipos: o contingenciamento e o bloqueio.

    As duas medidas restringem a execução de despesas, mas são acionadas por razões diferentes:

    Bloqueio: ocorre quando há aumento ou risco de aumento das despesas obrigatórias e é necessário respeitar o limite de gastos do arcabouço fiscal.

    Contingenciamento: é adotado quando a estimativa de receitas cai e é necessário preservar o cumprimento da meta de resultado primário.

    Os dois podem ocorrer simultaneamente, como aconteceu no quarto bimestre de 2026.

    No caso atual, a redução do bloqueio foi parcialmente compensada pelo novo contingenciamento, mantendo em R$ 16,1 bilhões o total de despesas sob contenção.

    Para este ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) prevê resultado primário zero (nem déficit, nem superávit), com uma margem de tolerância de até R$ 31 bilhões para mais ou para menos.

    Neste ano, o governo federal não contingenciou o Orçamento, porque prevê déficit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida pública) de R$ 13,6 bilhões, se excluídos precatórios e alguns gastos com saúde, educação e defesa. Se incluir os gastos fora do marco fiscal, o resultado ficará negativo em R$ 80,9 bilhões.

    Para 2026, o marco fiscal limita o crescimento das despesas a 2,5% acima da inflação do ano anterior.

    Detalhamento

    Na divisão por tipo de despesa, a distribuição dos recursos desbloqueados é a seguinte:


    MInistério do planejamento e orçamento
    MInistério do planejamento e orçamento

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mudanças climáticas figuram como crise de saúde pública, diz Padilha

    Mudanças climáticas figuram como crise de saúde pública, diz Padilha

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quarta-feira (16) que os impactos das mudanças climáticas figuram como uma crise de saúde pública no Brasil e no mundo. Durante coletiva de imprensa, ele avaliou como urgente a necessidade de adaptação dos sistemas de saúde para enfrentar a questão.

    Padilha destacou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê uma em cada quatro mortes registradas globalmente como relacionada, de alguma forma, às mudanças climáticas. Ele lembrou que o Reino Unido, por exemplo, já registra a presença do mosquito Aedes aegypti, vetor tipicamente presente em países tropicais como o Brasil.

    O ministro citou ainda o aumento da temperatura média como um dos fatores que podem favorecer a expansão do mosquito transmissor da dengue no Sul do país, inclusive no Rio Grande do Sul, onde quase não havia casos da doença, além do aumento de doenças crônicas, incluindo doenças cardiovasculares, causado pelas ondas de calor extremo.

    Questionado sobre a preparação da pasta para eventos climáticos como o que causou as graves inundações em Porto Alegre e em boa parte do território gaúcho, em 2024, Padilha avaliou que o país está mais bem preparado atualmente do que estava à época em que as chuvas devastaram o estado.

    “Mas todo cuidado é pouco”, avaliou.

    Ele destacou a necessidade de manutenção do estado de alerta e de vigilância, não apenas no Sul, mas em todas as regiões do país. Dados da pasta indicam que, em 2026, os efeitos do El Niño devem ser sentidos de forma mais intensa no Brasil já a partir deste mês.

    “Atingimos um El Niño muito forte, com a posiblidade de termos o mais forte da série histórica”, alertou o secretário-executivo adjunto do ministério, Nilton Pereira, citando que os efeitos registrados no país devem durar, pelo menos, até março de 2027.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Arrecadação com ‘imposto do pecado’ deve chegar a R$ 41,9 bi em 2027

    Arrecadação com ‘imposto do pecado’ deve chegar a R$ 41,9 bi em 2027

    Criado pela reforma tributária, o Imposto Seletivo (IS), apelidado como “imposto do pecado”, deverá arrecadar R$ 41,9 bilhões em 2027. A previsão foi incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional.

    O tributo será aplicado a produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Entre eles estão cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes, alguns tipos de veículos, além da extração de bens minerais, loterias, apostas e jogos de fantasy sports.

    A cobrança começa em 2027, mas a regulamentação do imposto ainda precisa ser aprovada pelo Congresso. O governo ainda não enviou a proposta específica que definirá as regras de funcionamento do tributo.

    Produtos taxados

    A lista prevista para o Imposto Seletivo inclui:

    •    Cigarros e outros produtos de tabaco;

    •    Bebidas alcoólicas;

    •    Refrigerantes e outras bebidas açucaradas;

    •    Veículos, conforme características e nível de emissão de poluentes;

    •    Extração de bens minerais;

    •    Loterias e apostas;

    •    Bets e fantasy sports.

    Segundo o Ministério da Fazenda, a estratégia inicial é preservar, durante o período de transição, uma carga tributária semelhante à atualmente aplicada aos produtos. Em uma etapa posterior, as alíquotas poderão ser elevadas pelo chamado efeito regulatório, com o objetivo de desestimular o consumo de produtos considerados nocivos.

    Em entrevista coletiva para explicar o PLOA de 2027, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a estimativa de arrecadação busca preservar a carga atual incidente sobre setores que são tributados pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

    No caso das apostas, a tributação será uma novidade, porque as chamadas bets não estão sujeitas ao IPI. Segundo Durigan, o governo pretende evitar uma alíquota tão baixa que seja irrelevante ou tão alta que estimule a migração das plataformas para a ilegalidade.

    Impacto na saúde

    O governo utiliza também argumentos relacionados aos custos provocados pelo consumo desses produtos para justificar a tributação.

    Segundo o Ministério da Saúde, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estimou que o consumo de álcool gerou, em 2019, R$ 18,8 bilhões em custos. Desse total, R$ 1,1 bilhão correspondeu a despesas federais diretas com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no SUS.

    No caso do tabagismo, as doenças relacionadas ao consumo de cigarros geram R$ 153,5 bilhões em custos anuais, segundo estimativa do Ministério da Saúde. O valor inclui despesas diretas e perdas de produtividade.

    Os números apresentados pelo Ministério da Saúde mostram ainda que:

    •    R$ 86,3 bilhões são custos indiretos associados ao tabagismo;

    •    R$ 8 bilhões são arrecadados anualmente em tributos federais sobre cigarros;

    •    R$ 3 bilhões são os custos estimados ao SUS com doenças relacionadas ao consumo de bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes.

    Reforma tributária

    O Imposto Seletivo integra o novo sistema de tributação sobre o consumo aprovado pelo Congresso em 2023 e regulamentado posteriormente. A implementação ocorrerá de forma gradual, com transição prevista até 2033.

    A partir de 2027, o IS passará a coexistir com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e parte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

    No Orçamento de 2027, o governo estima R$ 636 bilhões de arrecadação com a CBS. Somados aos R$ 41,9 bilhões previstos para o Imposto Seletivo, os dois novos tributos devem gerar R$ 677,9 bilhões no próximo ano.

    A previsão de receitas com os novos tributos é considerada importante para o equilíbrio das contas públicas durante a transição para o novo modelo tributário.

    Críticas do setor

    Produtores dos segmentos atingidos pelo Imposto Seletivo alegam que cigarros, bebidas alcoólicas e outros produtos têm elevada carga tributária no Brasil.

    Representantes do setor avaliam que aumentos adicionais podem reduzir margens de lucro e provocar repasses aos preços. Também apontam riscos de demissões e crescimento do mercado ilegal caso a tributação seja considerada excessiva.

    O governo, por outro lado, sustenta que o Imposto Seletivo terá não apenas função arrecadatória, mas também regulatória, justamente para reduzir o consumo de produtos com impactos negativos sobre a saúde e o meio ambiente.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fiocruz lança carta aos candidatos com temas prioritários da saúde

    Fiocruz lança carta aos candidatos com temas prioritários da saúde

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta segunda-feira (24) uma carta aberta aos candidatos a cargos eletivos em 2026 com contribuições para o debate sobre saúde e ciência.

    A entidade, que tem entre as suas atribuições a produção de vacinas e medicamentos, aponta temas prioritários para orientar as discussões e propostas de campanha. 

    Entre os desafios em saúde citados pela Fiocruz estão a desigualdade no acesso a serviços entre as regiões, as mudanças climáticas, a violência e a desinformação.

    “Priorizar a saúde exige um olhar que transcende hospitais e medicamentos. Implica reconhecer que as condições de saúde são produzidas nas relações entre políticas públicas, formas de organização da vida social, produção do conhecimento, trabalho, ambiente e democracia”, aponta a entidade.  

    No documento, a entidade lista sete prioridades como um “convite ao diálogo” e contribuição ao debate público sobre os rumos do país nas eleições de 2026.

    “O objetivo é oferecer prioridades para o país, dialogando com a sociedade, com as candidaturas e com as equipes que irão formular propostas para os próximos anos.”

    Os sete pontos prioritários são:

    • fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e melhorar o cuidado em todo o país; 
    • valorizar quem trabalha na saúde; 
    • produzir mais ciência, vacinas, medicamentos e tecnologias no Brasil; 
    • reduzir desigualdades e proteger as populações em maior situação de vulnerabilidade; 
    • preparar o país para os impactos da crise climática e novas emergências em saúde ou pandemias; 
    • reforçar a confiança pública, enfrentar a desinformação e ampliar o diálogo entre ciência e sociedade; 
    • defender o desenvolvimento sustentável e o papel do Brasil na cooperação internacional em saúde. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil reduz pobreza, mas amplia desigualdades, mostra estudo

    Brasil reduz pobreza, mas amplia desigualdades, mostra estudo

    O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026 aponta que o Brasil avançou, no último ano, em 34 (71%) dos 48 indicadores estudados para análise do processo de enfrentamento das desigualdades.

    Os avanços apontados pelo estudo são relativos, principalmente, à melhoria de renda média, ao aumento do mercado de trabalho, à redução da pobreza, além de maior segurança alimentar e acesso aos serviços básicos.

    Índices de saúde – como redução da desnutrição infantil e de idosos; educação – como queda do analfabetismo; e segurança, – como redução da taxa de homicídios registrados de jovens de 15 a 29 anos, também melhoraram.

    Do total de indicadores analisados, oito pioraram e seis se mantiveram estáveis. Entre as pioras estão:

    • ampliação do número de mulheres que recebem remuneração inferior à dos homens;
    • agravamento da concentração da renda;
    • tributação menor conforme a renda é maior; 
    • condições mais desfavoráveis à população negra;
    • aumento da concentração dos piores indicadores sociais no Norte e Nordeste.

    Para os responsáveis pelo relatório, os indicadores que apresentaram piora revelam que os principais mecanismos de reprodução das desigualdades permanecem ativos.

    “O crescimento econômico beneficiou diferentes grupos sociais, mas não foi suficiente para reduzir as disparidades históricas de renda, gênero, raça e território”, destaca o relatório.

    O relatório publicado neste ano é a quarta edição. O primeiro foi publicado em 2023. A última publicação traz análises atuais sobre indicadores de 2025, com exceção de algumas bases de dados não atualizadas anualmente.

    Um exemplo são os indicadores derivados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que analisam gastos com transporte e carga tributária a cada dois anos. Outro caso é o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), divulgado em 2024, após seis anos da pesquisa anterior.

    Na avaliação da diretora técnica do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, Adriana Marcolino, a indisponibilidade desses indicadores atualizados em 2025 não interfere no comparativo com as edições anteriores do relatório.

    “Nesses casos, a gente olha o dado em comparação com o mesmo dado do ano anterior, então isso não cria um viés de tempo.  Os indicadores que a gente acompanha já indicam tendências pelo fato de já termos quatro anos de relatórios”.

    No prefácio da publicação, Betina Ferraz Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil e economista-chefe do Pnud Brasil avalia que a análise dos indicadores contribui para um aprofundamento de índices divulgados por diversas organizações e vão além do conceito de desenvolvimento humano com base exclusivamente em indicadores econômicos de saúde e educação.

    “Os números médios escondem uma realidade mais complexa: os avanços foram reais e, ao mesmo tempo, profundamente desiguais”, destaca.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Saúde inicia migração de dados do SUS para nuvem nacional

    Saúde inicia migração de dados do SUS para nuvem nacional

    O Ministério da Saúde iniciou nesta semana uma estratégia desenvolvida em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) para ampliar progressivamente a soberania digital sobre a infraestrutura que sustenta dados, sistemas e serviços digitais de saúde.

    Em nota, a pasta informou que o Brasil deve se tornar um dos únicos países com soberania sobre dados públicos do setor e que, pela primeira vez, dados do Sistema Único de Saúde (SUS) serão armazenados e processados em território nacional, submetidos exclusivamente à legislação brasileira – inclusive à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    A iniciativa, segundo o ministério, tem como “primeira grande frente” o Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS) e a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), infraestrutura nacional de interoperabilidade do SUS que reúne mais de 5 bilhões de registros de saúde.

    O que muda

    Ainda de acordo com o ministério, o Serpro e o Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) vão gerenciar a infraestrututra, denominada Nuvem Soberana do SUS, com acesso exclusivo aos dados armazenados.

    “Para o cidadão, a jornada não aparece como troca de arquitetura, e sim como maior capacidade de continuidade, segurança e evolução dos serviços digitais de saúde”, informou a pasta na nota.

    “Com a Nuvem Soberana, o Ministério da Saúde garante capacidade pública para sustentar o SUS Digital, com menor risco de interrupção de serviços, com mais proteção aos dados – com aumento da governança, controle e continuidade do cuidado e integração federativa das informações”, completou.

    Confira mais informações sobre o assunto no Repórter Brasil, da TV Brasil

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Sem Censura: Anitta revela trajetória até álbum sobre religião afro

    Sem Censura: Anitta revela trajetória até álbum sobre religião afro

    Entre atabaques, agogôs, sanfonas e batidas de funk, a cantora Anitta transformou experiências de fé, ancestralidade e busca por equilíbrio em inspiração para a música. No álbum recém-lançado Equilibrivm II, oitavo de sua carreira, a artista reúne sonoridades das religiões afro-brasileiras, da música popular e dos ritmos urbanos.

    Em edição especial do programa Sem Censura, da TV Brasil, nessa terça-feira (11), ela contou como essa relação com a espiritualidade, presente desde a infância, atravessou diferentes momentos de sua trajetória até chegar ao novo trabalho. Veja aqui o programa completo.

    Com 17 faixas, o álbum é mais do que uma escolha estética. As referências estão ligadas à própria história da cantora.

    Devota do candomblé e filha de Logunedé, Orixá associado à beleza, à riqueza e à inteligência, a cantora revelou que a religião afro-brasileira faz parte de sua trajetória desde pequena.

    Preconceito

    Aos 8 anos, ela frequentava todos os domingos uma igreja, levada pela mãe. Ao mesmo tempo, era acompanhada pelo pai, ligado à umbanda e que posteriormente se tornou pai de santo no candomblé. 

    Em 2018, Anitta lembra que passou a ser muito cobrada por não se posicionar politicamente. Ela explicou que passava por um processo de reclusão religiosa naquele momento. 

    “Com essa rapidez da internet, um dia, dois, uma semana de silêncio é muito tempo. Só que nessa época eu estava fazendo santo, e a gente fica ali deitada para o seu santo de cabeça no terreiro de candomblé por um mês.” 

    Foi então que a artista decidiu falar publicamente sobre sua ligação com o candomblé.

    “Eu não tinha saído do armário ainda, porque, na época, era muito prejudicial para as publicidades, para as campanhas, para você fazer dinheiro, para você vender. Era perigosíssimo.”

     

    Carmen Miranda

    Durante a entrevista, Anitta também contou sobre a influência da cantora Carmen Miranda em sua trajetória. O primeiro livro que leu sobre a artista fez com que identificasse semelhanças entre elas.

    “Li e fiquei em choque, parecendo que as nossas personalidades eram muito parecidas. As coisas que se diferem nas nossas personalidades são apenas por questões da época e como na época os costumes eram outros, acabam tendendo um pouco para um lado ou para outro.”

    Durante o programa Sem Censura, foi exibido um trecho de Carmen Miranda dançando. Na cena, a cantora tropeça e segue para o camarim. Anitta lembrou que Carmen morreu pouco depois, vítima de um infarto. “Eu falei: eu preciso mudar esse final.”

    A relação com Carmen Miranda também aparece como parte de uma reflexão de Anitta sobre carreira, exposição e os limites físicos impostos pela rotina de uma artista com projeção internacional.

    Saúde e equilíbrio

    Anitta contou no programa da TV Brasil que chegou a um período de intenso desgaste físico provocado pela rotina profissional. Segundo ela, a agenda incluía viagens constantes e poucas pausas.

    “Eu já estava bem doente, fisicamente, porque eu não tinha folga e tinha uma folga por mês. Eu vivia no avião, metade da semana eu dormia no avião, porque tinha a carreira internacional.”

    Para a cantora, a rotina afetou a capacidade do organismo de se recuperar.

    “E aí o seu corpo vai ficando muito inflamado. O corpo vai perdendo a capacidade de processar.”

    Foi nesse contexto que Anitta contou ter procurado a terapeuta Max Tovar, há cerca de quatro anos. A cantora participou de um retiro, onde escreveu parte das falas presentes no novo álbum.

    Convidados

    A edição especial do programa Sem Censura foi apresentada por Cissa Guimarães, com participação da diretora artística Nídia Aranha (diretora criativa de Equilibrivm II), o babalorixá e antropólogo Rodney William, o jornalista e empresário Hugo Gloss e a debatedora Luana Xavier.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rede de vigilância é essencial para evitar propagação de sarampo em SP

    Rede de vigilância é essencial para evitar propagação de sarampo em SP

    A concentração de casos de sarampo em São Paulo expõe o risco de novos surtos enquanto a cobertura vacinal permanecer abaixo de 95%, índice considerado necessário para interromper a transmissão da doença. Segundo o infectologista Renato Kfouri, a entrada de novos casos é esperada na capital paulista, que recebe diariamente pessoas de diferentes partes do mundo. 

    “O ciclo de incubação e transmissão da doença é de cerca de 20 dias. São 10 dias de incubação até os primeiros sintomas, dois dias de transmissão antes da febre e mais 12 dias após o início da febre”, explicou à Agência Brasil. 

    Kfouri é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações e presidente da Câmara Técnica para a Eliminação do Sarampo do Ministério da Saúde.

    Segundo ele, uma pessoa completamente imunizada não se torna um transmissor, mas para aqueles que não estão com o ciclo completo o risco é real e está ligado à dinâmica de transmissão. O vírus do sarampo viaja em gotículas de saliva, que saem na fala ou no espirro. A imunização é suficiente para evitar essa transmissão quando atinge 95% da população. Na capital paulista ela está em torno de 75%.

    “Para manter o país livre do sarampo, temos dois pilares: a vacinação e a vigilância. Na vigilância temos de estar atentos, fazer o isolamento e a vacinação dos contatos. Não é algo simples pois São Paulo é um hub, uma cidade onde há eventos internacionais diários. A entrada de sarampo vai ocorrer, e por isso precisamos voltar a manter altos índices vacinais altos para evitar a transmissão de casos, mas também mantê-la homogênea”, continua Kfouri.

    Para ele, a importância da homogeneidade não pode ser subestimada. Um bairro ou comunidade com índices baixos se torna um bolsão vulnerável e um local à espera de novos surtos. A estratégia de reforço vacinal indiscriminado é eficaz, pois atinge quem eventualmente não recebeu alguma das doses, além dos poucos em que a imunização não foi efetiva, pois toda vacina tem uma margem de pessoas que não é efetivamente protegida com o ciclo normal. 

    Para o sarampo essa margem é estimada em 5%, afirma o infectologista, mas se aproxima de zero quando é aplicadas uma terceira dose. Identificar essas exceções em uma população é inviável, pelo tempo e custos, mas a dose de reforço resolve o problema a um custo baixo, complementa. 

    Casos confirmados 

    Na Grande São Paulo, onde se concentraram 23 dos 24 casos confirmados nesta temporada, houve casos importados e uma ocorrência importante de cadeia de transmissão, com casos novos surgindo dentro de um grupo ou comunidade. Na zona norte da capital isso levou a sete casos na Vila Medeiros e dois na Vila Maria, bairros próximos entre si, tendo como principal cenário uma escola de educação infantil.

    Ao menos um dos dois casos de Guarulhos também está relacionado a esse grupo. As crianças com menos de um ano não recebem imunização para o sarampo e são a maior parte dos infectados e hospitalizados.

    Há possibilidade de esses casos serem relacionados a algum dos casos importados confirmados pela prefeitura da capital, que confirmou que um caso veio da Bolívia, em fevereiro, e outro da Guatemala, em março. A transmissão, segundo Kfouri, se dá apenas entre aqueles que não estão imunizados, geralmente por não terem tomado uma ou ambas as doses da vacina.

    “Infelizmente é esperado. Chegam todo dia ao país milhares de pessoas, a trabalho ou a turismo, além dos brasileiros que estiveram no exterior recentemente. Como nossos vizinhos tem sofrido com surtos recentes isso vai nos influenciar”, definiu Kfouri.

     A dinâmica é a mesma do ano passado, quando o país teve 39 casos notificados, a maioria relacionados a casos importados da Bolívia, que chegaram através de caminhoneiros. Os estados mais atingidos foram o Mato Grosso do Sul e o Tocantins. 

    Segundo Kfouri, as equipes de saúde estão treinadas para reconhecer os sintomas, os testes estão disponíveis na rede e as ações de vigilância têm ocorrido em tempo adequado.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista

    Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista

    No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, comemorado neste sábado (8), o vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Renato Jorge Alves, reforça que investir em prevenção é a melhor forma de evitar complicações cardiovasculares.

    Em entrevista à Agência Brasil, o cardiologista destacou que um estudo publicado em setembro de 2025 recomenda que todas as pessoas façam a dosagem do colesterol aos 10 anos de idade. “O conselho que eu dou é que todo mundo faça um exame preventivo de colesterol, junto com o de glicose”, afirmou.

    Segundo Alves, também é fundamental adotar hábitos saudáveis para evitar que outros fatores de risco se somem ao colesterol elevado e aumentem as chances de infarto. Caso o exame detecte níveis altos de colesterol, a orientação é procurar acompanhamento médico e seguir corretamente o tratamento prescrito.

    “Não vá atrás de médicos que falam na internet para não tomar remédios contra colesterol, porque isso é uma falácia”, alertou. De acordo com ele, interromper o tratamento aumenta o risco de complicações. “Assim como acontece com diabetes e hipertensão, o colesterol volta a subir quando a medicação é suspensa.”

    Dieta carnívora

    A Sociedade Brasileira de Cardiologia também alerta que o colesterol elevado está associado a hábitos de vida que comprometem não apenas a saúde do coração, mas o metabolismo como um todo.

    Para Alves, a chamada dieta carnívora — baseada exclusivamente no consumo de carne e que elimina alimentos de origem vegetal — não é indicada para reduzir o colesterol.

    “Isso é uma invenção”, afirmou.

    Segundo o cardiologista, uma alimentação saudável deve ser equilibrada, com proteínas, carboidratos e gorduras em quantidades adequadas. Segundo o especialista, uma dieta baseada apenas em carne é rica em gordura saturada, que aumenta o colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim.

    Quem já apresenta colesterol elevado deve evitar o consumo excessivo de carne vermelha, pois isso pode elevar ainda mais os níveis de LDL. Além disso, esse tipo de alimentação pode aumentar o ácido úrico e favorecer a formação de placas de gordura nas artérias, elevando o risco cardiovascular.

    “Não é uma dieta aconselhável”, resumiu.

    Estilo de vida

    Para reduzir o colesterol, a primeira recomendação é investir em alimentação saudável e atividade física.

    Segundo Alves, deve-se evitar o excesso de gordura saturada, presente principalmente em carne vermelha, chocolates, frios e embutidos, além da gordura trans, encontrada em alimentos ultraprocessados, como salgadinhos e biscoitos recheados.

    “A pior gordura que tem é essa”, disse, referindo-se à gordura trans.

    O especialista explicou que mudanças na alimentação costumam reduzir o colesterol entre 5% e 10%, porque cerca de 70% da substância é produzida pelo próprio organismo.

    Alves pontuou que quando os níveis ultrapassam 300 miligramas por decilitro (mg/dL), entretanto, há forte indicação de origem genética. Nesses casos, além das mudanças no estilo de vida, é necessário tratamento medicamentoso.

    A prática de atividade física também é essencial. A recomendação é acumular entre 150 e 300 minutos de exercícios por semana.

    O cardiologista ressaltou ainda que a qualidade do sono influencia o metabolismo. Dormir mal pode favorecer o aumento do colesterol e dos triglicérides, gordura associada ao processo inflamatório das artérias.

    “O processo de aterosclerose não acontece apenas pelo acúmulo de gordura, mas também pela inflamação”, explicou.

    O estresse também pode contribuir para elevar a pressão arterial e prejudicar o controle do colesterol.

    Estatinas

    Nos casos de hipercolesterolemia de origem genética, o tratamento inclui o uso de medicamentos, principalmente as estatinas, prescritas por um médico.

    “O paciente não deve interromper esse tratamento”, reforçou.

    Caso a estatina isoladamente não seja suficiente para atingir a meta de colesterol estabelecida pelo médico, outros medicamentos podem ser associados, de acordo com o risco cardiovascular de cada paciente.

    Segundo Alves, atualmente existem versões genéricas das estatinas, que se tornaram mais acessíveis.

    Ele lamentou, porém, a disseminação de informações falsas nas redes sociais sobre esses medicamentos.

    “Vejo muitas pessoas, inclusive médicos, dizendo que colesterol não existe ou que estatinas fazem mal. Isso não é verdade. Muitas vezes é marketing pessoal.”, avaliou.

    O cardiologista destacou que as evidências científicas sobre os benefícios das estatinas são consistentes há mais de três décadas.

    “O primeiro grande estudo foi publicado em 1994. Desde então, há evidências robustas de redução de infarto, acidente vascular cerebral e morte por doença cardiovascular.”

    Segundo ele, a desinformação sobre o tema preocupa especialmente porque o colesterol elevado permanece entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

    Hipercolesterolemia familiar

    Alves chamou atenção para a hipercolesterolemia familiar, doença genética que pode provocar níveis extremamente elevados de colesterol ainda na infância.

    Existem casos em que crianças apresentam infarto aos 10 anos de idade por causa da doença.

    “Nesses pacientes, o colesterol sobe de tal forma que pode obstruir as coronárias ainda na infância.”

    Quanto mais cedo o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de aumentar a sobrevida desses pacientes.

    Obesidade

    O cardiologista explicou que a obesidade está relacionada principalmente à síndrome metabólica, condição que costuma estar associada a diabetes, hipertensão e aumento da gordura abdominal.

    Essa gordura favorece alterações metabólicas que podem atingir órgãos como fígado, rins e pâncreas.

    No caso da hipercolesterolemia familiar, entretanto, a obesidade normalmente não faz parte do quadro inicial e tende a aparecer apenas mais tarde, quando se somam fatores relacionados ao estilo de vida.

    Fatores de risco

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde, infarto e acidente vascular cerebral (AVC) continuam sendo as principais causas de morte no Brasil e no mundo.

    Segundo Alves, colesterol elevado, diabetes, tabagismo e hipertensão formam os principais fatores de risco para essas doenças.

    A obesidade também vem ganhando importância diante do crescimento de sua incidência na população.

    “Eu diria que ela já é o quinto fator de risco”, afirmou.

    O especialista explicou que a obesidade provoca um estado inflamatório crônico que favorece a instabilidade das placas de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto.

    Além da obesidade, outras doenças inflamatórias crônicas, como lúpus, HIV, artrite reumatoide, fibromialgia e doença inflamatória intestinal, também podem contribuir para alterações nas artérias e aumentar o risco cardiovascular, embora em menor escala devido à menor frequência desses casos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original