Tag: Roraima

  • Saiba quais são os candidatos na disputa ao governo de Roraima

    Saiba quais são os candidatos na disputa ao governo de Roraima

    Cinco candidatos concorrem ao governo de Roraima nas eleições de 2026. No estado, 401.496 eleitores estão aptos a votar.

    Desse total, 51% são mulheres e 49%, homens. Entre os eleitores que declararam cor/raça, 62,91% são pessoas pardas; 15,71%, indígenas; 14,67%, brancas; 6,27%, pretas; e 0,43%, amarelas.

    O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Se houver segundo turno, será no dia 25 de outubro.

    Serão escolhidos os chefes do Poder Executivo – presidente da República e governadores – e seu vices, além dos representantes para compor o Legislativo, tanto no âmbito federal como no estadual e distrital – senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais.

    Conheça os candidatos ao governo do Acre, em ordem alfabética de acordo com o nome que aparece na urna eletrônica:

    Arthur Henrique – Arthur Henrique Brandao Machado (Unidos por Roraima) 

    Clébio Genuíno – José Clébio Genuíno do Nascimento (PCO)

    Farah Mesquita – Farah Mesquita (Federação Renovação Solidária – PRD/Solidariedade)

    Rosi Aires – Rosimayre Patrícia Aires da Silva (Roraima da Esperança)

    Soldado Sampaio – Francisco dos Santos Sampaio (Roraima Segue em Frente)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Expedição do SUS vai atender indígenas Yanomami em Roraima

    Expedição do SUS vai atender indígenas Yanomami em Roraima

    O Ministério da Saúde inicia nesta quarta-feira (23) nova expedição de atenção especializada à saúde indígena no território Yanomami, em Roraima. A ação segue até o próximo dia 30 e será concentrada no Polo Base Surucucu.

    Em nota, a pasta informou que tem como previsão realizar 750 procedimentos, incluindo consultas nas áreas de pediatria, clínica médica e saúde da mulher, além de exames laboratoriais e ultrassonografias.

    Os serviços serão ofertados no Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami e em comunidades da área de abrangência.

    “Avaliações, diagnósticos e acompanhamento poderão ser realizados no próprio território. A estratégia também pretende reduzir remoções evitáveis e fortalecer a capacidade de resposta da rede de saúde indígena”, informou o ministério.

    Entre os públicos prioritários estão crianças com histórico de doenças respiratórias, infecções recorrentes e desnutrição; gestantes e mulheres em idade reprodutiva; pessoas com doenças crônicas; pacientes com agravos respiratórios; e indígenas com malária, sobretudo casos de complicação, recorrência ou necessidade de avaliação complementar.

    A expedição também vai atender pacientes que aguardam acompanhamento especializado, encaminhamento ou remoção.

    “A proposta é dar maior resolutividade à assistência local e favorecer a continuidade do cuidado em articulação com as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena”, destacou a pasta.

    Entenda

    Localizado no município de Alto Alegre (RR), o Polo Base Surucucu integra o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e Ye’kwana e tem população de aproximadamente 2.544 indígenas, distribuídos em 33 comunidades, predominantemente do povo Yanomami.

    “Áreas serranas, comunidades espalhadas pelo território e forte isolamento geográfico impõem desafios específicos à assistência de saúde na região. O deslocamento ocorre por via aérea, especialmente por helicóptero, condição que interfere na mobilidade das equipes, no transporte de insumos, nas remoções sanitárias e na continuidade da assistência”, detalhou o ministério.

    Ainda de acordo com a pasta, a ação também busca apoiar a investigação de casos de maior complexidade, reduzir agravos decorrentes de diagnósticos tardios e melhorar a comunicação entre os diferentes níveis de atendimento, desde o encaminhamento de pacientes para serviços especializados até o retorno de informações às equipes locais, garantindo maior continuidade do cuidado.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Justiça Eleitoral se aproxima de indígenas na Raposa Serra do Sol

    Justiça Eleitoral se aproxima de indígenas na Raposa Serra do Sol

    A Raposa Serra do Sol, terra indígena em Roraima, no extremo norte do país, perto da fronteira com a Venezuela e com a Guiana, recebeu na sexta-feira (11) a visita de uma comitiva da Justiça Eleitoral, que busca aproximação com eleitores indígenas.

    Os presidentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, e do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), desembargador Mozarildo Cavalcanti, participaram de uma série de atividades na comunidade indígena Maturuca.

    Nunes Marques acompanhou ações da Ouvidoria dos Povos Indígenas, iniciativa do TRE-RR que funciona como um canal de diálogo entre a Justiça Eleitoral e os povos indígenas.

    Além de ouvir a comunidade para identificar necessidades e aproximar os serviços eleitorais da realidade das aldeias, a comitiva realizou ações como a capacitação de mulheres indígenas sobre como votar. O treinamento era uma demanda da própria comunidade.

    Encontro no malocão

    As atividades ocorreram no malocão principal, espaço comunitário tradicional utilizado para reuniões.

    Também foram realizadas ações para jovens e entregues computadores para a escola de informática da comunidade, doados pelo TRE-RR. 

    Os indígenas receberam também uma cartilha com informações sobre direitos, serviços e etapas da votação. O material foi produzido em Macuxi, uma língua indígena.

    De acordo com Nunes Marques, o TSE tem uma missão “que vai muito além de organizar a votação”.

    “Nosso dever é garantir que cada cidadão e cada cidadã possa exercer o seu direito de escolha com liberdade, segurança e dignidade”, declarou.

    Para ele, isso significa reconhecer que “o Brasil é formado por muitos”.


    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, acompanhou o lançamento de ações da Ouvidoria dos Povos Indígenas, iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR).   Foto: Rafael Machado/Secom/TSE
    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, acompanhou o lançamento de ações da Ouvidoria dos Povos Indígenas, iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR).   Foto: Rafael Machado/Secom/TSE
     Presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, acompanha lançamento de ações da Ouvidoria dos Povos Indígenas.Foto: Rafael Machado/Secom/TSE –

    “Um país democrático não pode ser construído a partir de uma única perspectiva, de uma única cultura ou de uma única forma de ver o mundo”, complementou.

    Um levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) indica que as eleições deste ano têm o maior número de candidaturas indígenas já registradas no Brasil.

    >> Leia aqui: Eleições de 2026 registram recorde de candidaturas indígenas 

    Estado mais indígena

    Roraima pode ser considerado o estado mais indígena do Brasil. Cerca de 15% da população pertence a alguma etnia. São 97,7 mil indígenas em um estado com população total de quase 640 mil pessoas, de acordo com o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    No país como um todo, os indígenas são 0,8% da população.

    Na Raposa Serra do Sol vivem os povos Macuxi, Wapichana, Ingarikó, Taurepang e Patamona. 

    Levar a colinha

    No fim da agenda, já na Praça das Águas, na capital, Boa Vista, os presidentes dos tribunais eleitorais participaram de uma ação de votação simulada na urna eletrônica. Nunes Marques incentivou eleitores a levarem a “colinha” no dia da eleição.

    Dona Vicentina, de 71 anos, uma das participantes, concordou.

    “A colinha ajudou muito na hora de votar”, disse.

    Dia da eleição

    O primeiro turno será no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais (no caso do Distrito Federal), governadores, dois senadores por unidade da federação e o presidente da República.

    O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Competitividade do mercado de carbono moderniza conservação florestal

    Competitividade do mercado de carbono moderniza conservação florestal

    No município de Caracaraí, em Roraima, um modelo de conservação aliou inovação tecnológica e ações socioambientais para garantir longevidade e competitividade no mercado de carbono em uma área de 14 mil hectares.

    A iniciativa, promovida pela empresa paulista de soluções para descarbonização ZEG (Zero Emission Goal), é uma alternativa produtiva para áreas florestais que ainda mantém vegetação nativa e que estão sob pressão do desmatamento legal, a principal fonte de emissão de gases do efeito estufa no Brasil.

    O acúmulo desses gases na atmosfera é apontado como a causa para o aquecimento global, as mudanças climáticas e o aumento da recorrência de eventos climáticos extremos.

    Segundo o diretor-presidente da ZEG, Carlos Jacob, a área pertence a um produtor rural de soja de Goiás que havia solicitado ao Estado a autorização para desmate legal.

    “O proprietário comprou essa área logo depois que Roraima passou por uma redução da reserva legal”, diz.

     


    Brasília (DF), 02/09/2026 – Carlos Jacob, diretor presidente da ZEG - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Brasília (DF), 02/09/2026 – Carlos Jacob, diretor presidente da ZEG - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Carlos Jacob, diretor presidente da ZEG – Floresta Amazônica conservada em Caracaraí Foto: Fabíola Sinimbú /Agência Brasil

    O Código Florestal (Lei 12.651/2012) prevê que estados como Roraima, onde mais de 65% do território é formado por unidades de conservação, podem reduzir a reserva legal do bioma para 50% nas propriedades privadas, desde que haja um zoneamento ecológico econômico.

    Na área onde o modelo de conservação foi implementado o bioma é amazônico e, portanto, a reserva legal seria de 80% dos 14 mil hectares. Mas, como o estado de Roraima concluiu o zoneamento ecológico-econômico em 2022, o proprietário passou a ter direito de desmatar metade da área para plantar soja.

    “A gente ficou sabendo que ele estava com esse pedido de supressão da área. Então, a gente contatou o produtor e no começo ele ficou bastante com dúvidas se esse era o caminho a seguir, mas ele acreditou no nosso projeto e decidiu embarcar”, conta Jacob.

    Modelo

    A proposta apresentada pela empresa ao produtor rural previa um modelo inovador com investimentos em tecnologia de monitoramento e prevenção de incêndio, programa socioambiental voltado às comunidades coletoras de castanha-do-Pará do entorno e todo o processo de certificação dos estoques de carbono existentes.

    Com a aprovação do proprietário, foi realizado um trabalho de segurança jurídica com a remontagem da cadeia dominial da propriedade, para evitar problemas sobre direito de posse. O proprietário também fez a cessão do direito real da superfície da área por 40 anos, o tempo de duração do contrato para comercialização dos estoques de carbono.

    Segundo Carlos Jacob, essa iniciativa é decisiva para dar credibilidade aos investidores após o colapso do mercado de conservação, entre 2021 e 2023, causado por números de mitigação superestimados e comercialização de estoques em áreas sobrepostas a terras públicas.

    “Foi quando a gente entendeu que tinha que entrar no mercado de conservação para fazer diferente”, diz Jacob.

    Prevenção de incêndio

    A área de conservação também recebeu uma torre de 60 metros, com um sistema de monitoramento capaz de identificar focos de incêndio e alertar a equipe em campo. O sistema conta com uma câmera associada a um programa de inteligência artificial. 

    “A gente consegue saber em tempo recorde, dentro dos três minutos que a câmera leva para dar um giro de 360 graus. Chega para a gente um relatório, que mostra exatamente onde está acontecendo o foco de incêndio, e a gente coloca a equipe de campo para ir até o local”, explica Cineone Silva, coordenador de operações de campo da ZEG.

    Toda a equipe local, composta por 20 pessoas, passou por treinamento da brigada de incêndio interna. E como a capacidade de alcance da câmera vai além da área de conservação, duas áreas de assentamento vizinhas ao local também passaram por atualização de treinamento em suas brigadas comunitárias.

    “O principal risco, que a gente tem mais dificuldade de mitigar, é o incêndio. Então, a gente investiu bastante na infraestrutura de combate a incêndio”, reforça Carlos Jacob.

     


    Brasília (DF), 02/09/2026 – Cineone Silva, coordenador de operação da ZEG - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Brasília (DF), 02/09/2026 – Cineone Silva, coordenador de operação da ZEG - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Cineone Silva, coordenador de operação da ZEG – Floresta Amazônica conservada em Caracaraí Foto: Fabíola Sinimbú /Agência Brasil

    Floresta em pé

    Cerca de 36 famílias que vivem nos assentamentos vizinhos e que têm como fonte de renda a coleta da castanha-do-Pará puderam manter o extrativismo de subsistência.

    Um desses moradores é João Inácio Neto, que aprendeu a coletar a castanha desde criança, com o pai, que também era extrativista.

    “Eu nasci e me criei nesse estado e, nos últimos 15 anos, eu vi a transformação com a entrada do agronegócio aqui na região, com o plantio de soja e mais veneno que a gente não tinha. Quando venderam esse lugar, a gente imaginou também que não ia mais poder coletar”, conta.

     


    Brasília (DF), 02/09/2026 – João Inácio Neto, extrativista de castanha - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Brasília (DF), 02/09/2026 – João Inácio Neto, extrativista de castanha - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    João Inácio Neto, extrativista de castanha Foto: Fabíola Sinimbú /Agência Brasil

    A conservação da área e a parceria com a comunidade local resultaram também no fortalecimento da atividade por meio de capacitação e apoio para a constituição da Associação Agroextrativista do Município de Caracaraí (Agrocar).

    Em vez de trabalharem de forma isolada, as famílias produziram juntas na última safra, para obterem preços mais vantajosos com a pesagem e a venda coletiva.

    “Este ano, eu achei que melhorou bastante, na comparação com os outros anos. Eu achei mais organizado porque, antes, a gente vendia direto para o atravessador. Trabalhando junto, a gente já pode pensar em fazer uma venda melhor”, diz a extrativista e secretária da Agrocar, Eliane de Sena.

     


    Brasília (DF), 02/09/2026 – Eliane de Sena, extrativista e secretária da Agrocar, extrativista de castanha - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Brasília (DF), 02/09/2026 – Eliane de Sena, extrativista e secretária da Agrocar, extrativista de castanha - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Eliane de Sena, extrativista e secretária da Agrocar, extrativista de castanha Foto: Fabíola Sinimbú /Agência Brasil

    Segundo Carlos Jacob, alcançando preços melhores, os extrativistas podem também melhorar a logística e o transporte da castanha-do-Pará, o que também permite o aproveitamento do ouriço.

    “Quando a gente tira o caminho tradicional de desenvolvimento, a gente precisa dar uma alternativa que, nesse caso, é a economia da floresta em pé, que passa por valorizar os bioativos e todos os produtos da floresta”, diz o executivo.

    Competitividade

    Em todo o empreendimento, foram investidos um total de R$ 20 milhões, incluindo o processo de certificação dos estoques de carbono.

    “A gente usa a certificação da Verra, passa pela auditoria da Earthwood, que é uma empresa indiana, e, além dessas duas salvaguardas, a gente ainda tomou cuidado de pegar uma agência que vai certificar a qualidade”, afirma Jacob.

     


    Brasília (DF), 02/09/2026 – Castanha-do-pará coletada na área de conservação em Caracaraí (RR) - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Brasília (DF), 02/09/2026 – Castanha-do-pará coletada na área de conservação em Caracaraí (RR) - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Castanha-do-pará coletada na área de conservação em Caracaraí (RR) Foto: Fabíola Sinimbú /Agência Brasil

    O estoque de carbono ainda não foi comercializado, mas a iniciativa já garantiu uma classificação AA pela agência BeZero.

    “É a primeira nota duplo A de um projeto de carbono na Amazônia, e a primeira do mundo também para um projeto de desmatamento evitado”, conclui Jacob.

    *A repórter viajou a convite da empresa ZEG.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original