Tag: Rádio Nacional

  • Rádio Memória celebra 90 anos da Rádio Nacional

    Rádio Memória celebra 90 anos da Rádio Nacional

    O novo episódio da série Rádio Memória, que celebra os 90 anos da Rádio Nacional, revela que muito antes da sofrência dominar as plataformas digitais ela já era estrela na Era do Rádio.

    O conteúdo Sofrência nas ondas do Rádio fica disponível em formato de videocast no canal da emissora no YouTube a partir desta terça (11). No dial da Nacional, o episódio ganhou transmissão no Revista Rio desta terça-feira (11), e outra na próxima (18), às 14h30, e nas demais praças nas próximas quartas-feiras (12 e 19), às 15h.

    Pelos microfones da Rádio Nacional, vozes inesquecíveis transformavam amores impossíveis, despedidas e corações partidos em grandes sucessos. No décimo episódio, o seriado Rádio Memória mostra que a dor de cotovelo também teve sua idade de ouro e que, quando o coração apertava, o rádio sempre sabia exatamente o que tocar.

    Durante a edição inédita, o jornalista e apresentador Dylan Araújo conversa com a cantora e atriz Mona Vilardo e com a jornalista e radialista Fabiane Pereira. A atração especial revela ainda três registros históricos que contextualizam o fenômeno da época.

    O primeiro é um depoimento da cantora Dalva de Oliveira ao Museu da Imagem e do Som (MIS), em 1970. A viagem de Dalva e do maestro Vicente Paiva à Venezuela em 1949 foi um marco na história da música popular brasileira e marcou a separação conturbada da cantora de seu então marido, Herivelto Martins.

    Em outros registros, a cantora Dircinha Batista interpreta Nunca, de Chocolate e Ricardo Galeno, em 1952, e o jornalista Ruy Castro fala do gênero musical romântico samba-canção, em 2016.

    Série Rádio Memória

    O programa semanal reúne fatos marcantes e curiosidades que ajudam a contar a trajetória da Nacional nas suas nove décadas de existência. Com material de acervo e entrevistas, a série presta homenagem a quem já passou pela emissora e valoriza quem segue mantendo vivo o legado da Rádio Nacional.

    A iniciativa integra uma agenda de ações que celebram os 90 anos em 12 de setembro de 2026. Com o slogan Do passado ao futuro. Sem Fronteiras, a emissora pública que integra a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) se mantém atual e relevante. Ao longo de sua história, a Nacional se firmou como uma das principais rádios do país e referência cultural na Música Popular Brasileira, no jornalismo e nas transmissões esportivas.

    Rádio Nacional

    A marca faz parte da história do país e conta, atualmente, com oito emissoras próprias, em diferentes regiões do Brasil: Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Rádio Nacional de São Paulo, Rádio Nacional de Brasília AM e FM, Rádio Nacional de Recife, Rádio Nacional de São Luís, Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões.

    Serviço

    • Rádio Memória – 90 anos – Sofrência nas ondas do Rádio – Videocast no YouTube da Rádio Nacional a partir de terça-feira, 11/08
    • Rádio Memória – 90 anos – Sofrência nas ondas do Rádio – terça-feira, 11 e 18/08, às 14h30, no programa Revista Rio, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro
    • Rádio Memória – 90 anos – Sofrência nas ondas do Rádio – quarta-feira, 12 e 19/08, às 15h, na Rádio Nacional das demais praças da rede

    Rádio Nacional na internet e nas redes sociais

    • Site: https://radionacional.ebc.com.br
    • Instagram: https://www.instagram.com/radionacionalbr
    • Spotify: https://open.spotify.com/user/vpj3k8ogjwf1nkv4nap3tlruv
    • YouTube: http://youtube.com/radionacionalbr
    • Facebook: https://www.facebook.com/radionacionalbr
    • X: https://x.com/radionacionalbr
    • Streaming: https://aovivo.ebc.com.br/embed-audio.html?emissora=radio-nacional-do-rio-de-janeiro

    WhatsApp Nacional

    •  Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201
    •  Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536
    •  Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568
    •  Rádio Nacional do Rio de Janeiro: (21) 97119-9966

    Saiba como sintonizar a Rádio Nacional

    • Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz
    • Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz
    • São Paulo: FM 87,1 MHz
    • Recife: FM 87,1 MHz
    • São Luís: FM 93,7 MHz
    • Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC
    • Alto Solimões: FM 96,1 MHz

    Celular – App Rádios EBC para Android e iOS

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rádio Nacional homenageia Dia Internacional dos Povos Indígenas

    Rádio Nacional homenageia Dia Internacional dos Povos Indígenas

    Para celebrar o Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado em 9 de agosto, o programa Natureza Viva, que a Rádio Nacional leva ao ar neste domingo (9), às 9h, presta uma homenagem às raízes e à espiritualidade dos povos originários da Amazônia.

    Apresentada por Mara Régia, a edição conta a trajetória de Dona Raimunda, personagem de profunda devoção popular nos seringais do Acre, reconhecida por suas origens indígenas e reverenciada como símbolo de proteção às mulheres vítimas de violência.

    Um dos destaques do programa é o lançamento do livro Espaços de Peregrinação: a devoção nas estradas da seringa, obra que reúne histórias e memórias construídas a partir da convivência com as comunidades da Reserva Extrativista Chico Mendes. O tema reforça a importância da preservação das tradições culturais e religiosas presentes nos territórios amazônicos.

    A atração também aborda outras iniciativas relacionadas ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, ampliando o debate sobre a valorização dos saberes, da cultura e da contribuição dos povos originários para a proteção da Amazônia.

    Programa

    No ar desde 1993, o programa Natureza Viva abre espaço para discussões com lideranças rurais da Amazônia, como ribeirinhos, pescadores, seringueiros, quebradeiras de coco babaçu, trabalhadores extrativistas, indígenas, além de associações de jovens e de mulheres. Apresentado e produzido por Mara Régia, a atração radiofônica também divulga dicas para preservação do meio ambiente.

    O Natureza Viva vai ao ar aos domingos, às 9h, pela Rádio Nacional da Amazônia, Rádio Nacional AM de Brasília, Rádio Nacional do Alto Solimões e emissoras parceiras que retransmitem a programação.

    Rádio Nacional

    A marca faz parte da história do país e conta, atualmente, com oito emissoras próprias, em diferentes regiões do Brasil: Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Rádio Nacional de São Paulo, Rádio Nacional de Brasília AM e FM, Rádio Nacional de Recife, Rádio Nacional de São Luís, Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Busca por profundidade e dinamismo marca 40 anos do Revista Brasil

    Busca por profundidade e dinamismo marca 40 anos do Revista Brasil

    Naquele 6 de agosto, o repórter sergipano Aécio Amado, de 35 anos, acordou pouco depois das 4h da madrugada e chegou às 5h, antes do raiar do dia, à redação da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, pronto para o que viesse. Ele iria estrear em um novo programa jornalístico, o Revista Nacional, e, dessa vez, falaria para o país inteiro. 

    Era normal, em sua rotina, carregar a tiracolo uma montanha de fichas telefônicas, um pesado carregador de fita, bloco de anotações e canetas. Pesquisou o que acontecia no trânsito e nas delegacias. E não faltariam notícias, mesmo sendo em um Rio de Janeiro diferente, naquele “inverno” quente de 1986. 

    Na estreia do novo programa, deixou qualquer nervosismo de lado e ouviu o chamado do apresentador goiano Valter Lima, também de 35 anos, direto de Brasília. Acompanhou o que se passava pelo país na voz dos colegas. O Revista Nacional ganharia o nome depois, em 1998, de Revista Brasil, com a mesma lógica de trazer informações instantâneas, aprofundadas e entrevistas com duas horas de duração. 

    Vida de reportagem

    Quarenta anos depois e aposentado recentemente, Aécio garante que o dia a dia na rádio é sempre recheado de emoções fortes, como a que ocorreu em 1988, na véspera do Ano Novo. Ele foi acionado para cobrir o naufrágio do navio Bateau Mouche IV, que provocou a morte de 55 pessoas na Baía de Guanabara.

    “Foi marcante e também muito triste. Quando cheguei, o portão do Salvamar, da Marinha, estava aberto. E vi os corpos chegando trazidos nas lanchas”. O programa começou às 8h da manhã, mas o repórter já havia passado a noite em claro com as notícias tristes que chegavam. “Faz parte da vida do repórter”, afirma. 

    Duas horas sem parar

    Quem conhece bem essa realidade é Valter Lima, que esteve à frente do programa nas últimas  quatro décadas de forma ininterrupta. Ele, que foi contratado para ajudar na formulação de um “projeto inovador” para um programa que priorizasse informação e dinamismo por duas horas a cada dia, também ficou conhecido entre os colegas por madrugar no estúdio em nome de dar notícia em primeira mão a partir da capital.

    “Nasceu a proposta de utilizar a rádio como veículo de aprofundamento das questões políticas, econômicas, sociais, internacionais e humanísticas”, afirmou Lima.  Por isso, o programa não era transmitido apenas de Brasília, mas também do Rio de Janeiro e até do Amazonas. “Mais de 200 emissoras ao vivo transmitiam desde o começo”.

    Segundo Valter Lima, um dos primeiros grandes desafios do programa foi traduzir ao público as discussões dos parlamentares para a formulação da Constituição de 1988. Ele recorda que tinha acesso a diferentes fontes de informação nessa época, em função de que, nas coberturas, chegou a participar, antes de 1985, do Movimento das Diretas Já.  

    Da Amazônia, outro desafio foi a cobertura da primeira epidemia do cólera no país, em 1991. A equipe se deslocou para diferentes pontos da Amazônia para registrar o problema. No ano seguinte, ele considerou também histórica a cobertura da “Eco 92”, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro de 3 a 14 de junho daquele ano. 

    “A equipe do Revista Brasil sabe da responsabilidade que é veicular conteúdos a partir de uma emissora pública porque esse material é replicado dentro e fora do Brasil graças à credibilidade que todos nós construímos. Não podemos falhar”.  Desde os primeiros programas, o Revista chegava a mais de 30 milhões de pessoas.

    A chacina da Candelária, em julho de 1993, quando oito crianças e adolescentes foram mortos em frente àquela igreja no centro do Rio, também sensibilizou o experiente jornalista. “Essa história tocou no coração da gente”. Ele lembra os detalhes de quando recebeu as primeiras notícias dos jovens.

    Vozeirão

    A juventude, em particular, é um tema que sempre tocava o apresentador. Ele Lembrou de quando saiu de Anápolis (GO) para tentar a vida em Brasília. Alistou-se como soldado da Aeronáutica e fazia bicos de locutor na rodoviária, no centro da capital. Em um desses anúncios, diretores de rádio queriam saber mais daquele vozeirão. 

    “Queria ganhar um dinheirinho para estudar”. De repente, já trabalhava na Rádio Alvorada. Depois, para a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), foi um pulo. Finalmente, teve a carteira assinada. Mais do que o sucesso profissional, orgulha-se de ter sido ouvido na rádio de pilha pelo pai, Adão, pedreiro, e pela mãe, Dalva, ambos já falecidos.

    “Fico orgulhoso de ser parte da história da comunicação pública”. 

    Nos bastidores

    Nem todos que se dedicam à rádio foram aos microfones. Entre essas pessoas, a produtora Fátima Araújo chegou à empresa em 1977. Ela começou como auxiliar administrativa da Rádio Nacional da Amazônia. De repente, passou a entrar nos estúdios. Inicialmente, recebia as cartas dos ouvintes para selecionar e serem lidas no programa. 

    Chegava de tudo, inclusive perfumadas com talco ou objetos de recordação – informações, pedidos e sugestões de mais pautas. “O Valter chegava muito cedo. Antes de todos. Acendia e apagava as luzes da rádio à noite”. 

    A internet mudou a forma de interação desde o final dos anos 90. As cartas perfumadas deram lugar a e-mails que lotaram a caixa de entrada e “a mensagens o tempo inteiro”. “Mas a correria nunca mudou”, diz a produtora.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original