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  • Mercado reduz projeção para crescimento da economia em 2026

    Mercado reduz projeção para crescimento da economia em 2026

    Analistas do mercado financeiro reduziram de 1,98% para 1,95% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (24) pelo Banco Central.

    A revisão foi a única alteração nas estimativas para o próximo ano entre os principais indicadores monitorados pelo mercado. Em sentido oposto, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2028 subiu de 1,89% para 1,98%.

    O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve como principal indicador da atividade econômica. A redução da expectativa para 2026 indica uma percepção de crescimento um pouco mais moderado para a economia brasileira no próximo ano.

    Já a revisão para cima em 2028 sugere uma perspectiva mais favorável para o ritmo de expansão da atividade no médio prazo. Para 2027, o mercado manteve a projeção de alta de 1,5% para o PIB.

    Inflação

    A estimativa para a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 5,02% para 2026, mesma projeção da semana anterior.

    Para 2027, houve leve alta na expectativa dos analistas, de 4,24% para 4,25%. Já a projeção para 2028 permaneceu em 3,8%.

    Em julho, a inflação oficial perdeu força pelo quarto mês consecutivo, ficando em 0,07% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

    Com o resultado, o IPCA acumulou alta de 4,44% em 12 meses, retornando ao intervalo da meta contínua de inflação, fixada em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

    Juros

    A expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, ao fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano. A projeção para 2027 continuou em 12% ao ano e, para 2028, em 10,5%.

    Definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a Selic é o principal instrumento de controle da inflação. O aumento da taxa busca conter a demanda e reduzir pressões sobre os preços. Por outro lado, juros mais elevados tendem a encarecer o crédito e desacelerar a atividade econômica.

    Câmbio

    A previsão para a cotação do dólar ao fim de 2026 continuou em R$ 5,20. Para 2027, a estimativa passou de R$ 5,29 para R$ 5,30. Já para 2028, a projeção foi mantida em R$ 5,30.

    O Boletim Focus reúne semanalmente as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira e serve como referência para o acompanhamento do cenário econômico pelo Banco Central.

    Resumo do Boletim Focus:

    2026

    • IPCA: manteve-se em 5,02%
    • PIB: caiu de 1,98% para 1,95%
    • Câmbio: permaneceu em R$ 5,20
    • Selic: manteve-se em 13,75%

    2027

    • IPCA: subiu de 4,24% para 4,25%
    • PIB: permaneceu em 1,50%
    • Câmbio: avançou de R$ 5,29 para R$ 5,30
    • Selic: permaneceu em 12,00%

    2028

    • IPCA: manteve-se em 3,80%
    • PIB: subiu de 1,89% para 1,98%
    • Câmbio: permaneceu em R$ 5,30
    • Selic: manteve-se em 10,50%

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • FGV estima que PIB desacelerou e cresceu 0,3% no segundo trimestre

    FGV estima que PIB desacelerou e cresceu 0,3% no segundo trimestre

    A economia brasileira recuou 1,1% na passagem de maio para junho, indicou nesta segunda-feira (17) uma das principais prévias da economia brasileira, o Monitor do PIB, produzido pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

    Apesar da queda no sexto mês do ano, o segundo trimestre apresentou crescimento de 0,3%, puxado pelo consumo. Com esse resultado, o desempenho positivo no acumulado de 12 meses é de 1,8%.

    O estudo mensal é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, que faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

    O dado oficial é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Desaceleração

    A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, aponta que o levantamento mostra desaceleração da atividade economia.

    No primeiro trimestre de 2026, o crescimento em relação ao trimestre anterior havia sido de 1%.

    Trece assinala que a desaceleração foi sentida nas três grandes atividades econômicas pesquisadas: agropecuária, indústria e serviços. Ela acrescenta que apenas o consumo não desacelerou no trimestre, mantendo o ritmo de crescimento do início do ano.

    “Essa manutenção do crescimento do consumo deveu-se, principalmente, ao bom desempenho do consumo de serviços e de produtos duráveis”, afirma.

    Apesar da perda de força no crescimento trimestre a trimestre, a economista destaca que o resultado do período de abril e junho foi o 20º resultado positivo consecutivo.

    “Isso demonstra que, embora a taxa possa ser baixa, a economia segue com resultados positivos em meio ao contexto externo e interno, que tem se mostrado desafiador”.

    Contexto econômico

    Entre os motivos que agravam o cenário macroeconômico ela cita elevação do preço do barril do petróleo, causado pela guerra no Oriente Médio, os juros em patamares elevados no Brasil, e o alto endividamento da população.

    No início de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, deixando-a em 14% ao ano.

    O patamar alto de juro é uma ferramenta do BC para tentar frear a inflação, uma vez que a Selic alta encarece o crédito e desestimula consumo e investimentos produtivos.

    Componentes

    O Monitor do PIB mostra que, no segundo trimestre, o consumo das famílias cresceu 2,6% em relação aos primeiros três meses de 2026. As exportações subiram 4,5%, e as importações, 5,7%.

    Os dados são dessazonalizados, isto é, foram excluídas variações sazonais, de forma que seja possível comparar períodos imediatamente seguidos.

    O estudo estima que a taxa de investimento da economia em maio foi de 18,5% (no primeiro trimestre estava em 18,6%).

    De acordo com a FGV, em valores correntes, o PIB acumulado no primeiro semestre é estimado em R$ 6,557 trilhões.

    Resultado oficial

    O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado também nesta segunda-feira (17), que indicou recuou de 0,6% em junho na comparação com maio.

    O BC projeta expansão de 0,2% na passagem do primeiro para o segundo trimestre e alta de 1,5% em 12 meses.

    O resultado oficial do PIB do segundo trimestre será apresentado pelo IBGE no dia 1º de setembro.

    A última divulgação oficial foi no fim de maio, que apontou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026.

    Expectativas

    O relatório Focus desta segunda-feira, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, estima que a economia brasileira vai terminar 2026 com alta de 1,98%. A previsão do Ministério da Fazenda é variação de 2,3%.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mercado mantém estáveis projeções para inflação, juros, PIB e dólar

    Mercado mantém estáveis projeções para inflação, juros, PIB e dólar

    As expectativas do mercado financeiro para a inflação, a taxa básica de juros, o crescimento da economia e câmbio permaneceram estáveis na comparação com a semana passada, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central.

    Para 2026, a projeção para a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mantida em 5,02%. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também permaneceu em 1,98%. As projeções para o dólar ao fim do ano e para a taxa básica de juros (Selic) seguiram em R$ 5,20 e 13,75% ao ano, respectivamente.

    O cenário reflete estabilidade nas expectativas para os principais indicadores acompanhados pelo mercado financeiro.

    A projeção para a inflação continua acima da meta contínua perseguida pelo Banco Central. Para alcançá-la, a autoridade monetária utiliza como principal instrumento a taxa Selic, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

    Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, medida que ajuda a reduzir a inflação porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Por outro lado, taxas elevadas podem dificultar a expansão da atividade econômica.

    2027

    Já a previsão de crescimento do PIB indica a expectativa do mercado para o desempenho da economia brasileira. O indicador representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

    O boletim também mostrou pequenas alterações nas estimativas para 2027. A projeção para o IPCA passou de 4,22% para 4,24%, enquanto a previsão de crescimento do PIB recuou de 1,52% para 1,50%. A estimativa para o dólar subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29. A expectativa para a Selic permaneceu em 12% ao ano.

    Divulgado semanalmente pelo Banco Central, o Relatório Focus reúne projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira.

    IBGE

    A inflação oficial perdeu força pelo quarto mês consecutivo e ficou em 0,07% em julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,44% em 12 meses, retornando ao intervalo da meta contínua de inflação, fixada em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original