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  • Mostra leva ao Rio quase sete décadas de produção de Ruy Guerra

    Mostra leva ao Rio quase sete décadas de produção de Ruy Guerra

    Uma carreira extensa e repleta de realizações reconhecidas pela crítica e pelo público. A Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema traz destaques dessa trajetória em 17 longas-metragens do diretor e dois documentários feitos sobre a vida e obra dele. A mostra pode ser visitada gratuitamente até o dia 16 de outubro na Caixa Cultural Rio de Janeiro, no centro da cidade.

    A programação tem filmes que passam por quase sete décadas de cinema, incluindo o primeiro longa-metragem de Ruy, Os Cafajestes (1962), até A Fúria (2024), sua obra mais recente. Este último filme encerra a chamada Trilogia dos Fuzis, que começou com Os Fuzis (1964) e seguiu com A Queda (1978). Essas três obras realizadas ao longo de seis décadas são ligadas por um único personagem.

    “São três filmes sobre um personagem o Mário que é um cara de uma retidão muito grande e por isso é muito abalado na vida” disse o curador e cineasta Aristeu Araújo em entrevista à Agência Brasil.

    O público vai poder assistir a um filme raro em versão restaurada. Ternos Caçadores (1969) é uma produção francesa que durante décadas esteve praticamente inacessível ao público brasileiro. Essa é uma das obras menos vistas da filmografia de Ruy Guerra, que agora chega à circulação em 4k.

    “Durante o processo do projeto a gente descobriu que o filme foi produzido na França na década de 1960 e dirigido pelo Ruy. Estava praticamente perdido e não era exibido há muito tempo, mas tinha sido restaurado em 4K e vamos exibir, o que ocorreu em raríssimas exceções. Foi exibido em Curitiba e aqui no Rio pelo aniversário do Ruy Guerra em agosto”, contou, acrescentando que existia uma cópia muito deteriorada, em película, no Brasil, que mal podia ser assistida, por isso, não era exibida. “Agora, a restaurada é de muito boa qualidade.”

    “O filme teve uma carreira boa, pelo que o Ruy fala, no lançamento na França e na Espanha também foi bem, mas aqui no Brasil foi pouquíssimo exibido. É uma oportunidade muito interessante para o público assistir”, acrescentou.

    O filme Kuarup, que é muito importante na carreira do cineasta e concorreu à Palma de Ouro em Cannes, também enfrenta falta de qualidade de cópias e não há nenhuma digital minimamente possível de ser exibida. “A gente exibiu em Curitiba, mas com aviso para o público. Eu falava antes das exibições que era a única cópia possível de ser exibida. Agora no Rio, a gente vai ter a possibilidade de exibi-lo em película”, afirmou, informando que a cópia em película é guardada no Arquivo Nacional.

    Os documentários que fazem parte da mostra são O Homem que Matou John Wayne (2015), de Bruno Laet e Diogo Oliveira, no qual Ruy Guerra tem um encontro inesperado com o ator americano em uma viagem poética pelas ideias do cineasta. O outro documentário é Tempo Ruy (2021), de Adilson Mendes, sobre o trabalho do cineasta, escritor, ator e dramaturgo.

    >> Confira aqui a programação completa da mostra

    Curadoria

    Segundo Araújo, a intenção sempre foi reunir na mostra todos os filmes de Ruy Guerra que pudessem ser exibidos em uma retrospectiva mais ampla do trabalho dele. Como em muitos casos é difícil ter a preservação adequada de filmes no cinema nacional, a organização precisou fazer um grande trabalho de pesquisa e localização de cópias.

    De acordo com o curador, a filmografia de Ruy Guerra tem muitos materiais deteriorados por causa do tempo e da má conservação ou do difícil acesso. Grande parte das obras dele é em película e, quando não há possibilidade de exibir neste tipo de material, tem que buscar as obras em arquivos digitais.

    “Um grande problema é como essas cópias foram passadas para o digital. Às vezes não foram bem telecinadas [telecinagem é o processo e transposição da película para o arquivo digital], são cópias muito antigas com resolução baixa”, explicou.

    Gratuidade

    Para o curador, a entrada gratuita na mostra vai permitir uma divulgação maior do trabalho do cineasta. “É uma espécie de democratização da cultura do cinema brasileiro fazer este tipo de movimento, por isso a gente insistiu em fazer tudo gratuito”, afirmou.

    Aos 95 anos, Ruy Guerra, que também é roteirista, dramaturgo, poeta e compositor, vai presentear os visitantes da mostra com uma masterclass, dedicada à construção artística e política da Trilogia dos Fuzis. O encontro será neste sábado (3), às 18h. O ingresso tem que ser retirado meia hora antes, na bilheteria da Caixa Cultural.

    Ruy Guerra nasceu em Moçambique, enquanto aquele país africano atravessava o domínio colonial português. Saiu de lá durante o período de surgimento do movimento cinematográfico francês conhecido como nouvelle vague, para estudar cinema em Paris.

    A chegada ao Brasil foi em 1958 e em poucos anos ele se tornou um dos principais nomes do Cinema Novo, ao lado de Glauber Rocha (1939-1981) e Cacá Diegues (1940-2025). O olhar político, o diálogo constante com outras linguagens artísticas e a experimentação estética marcam as obras de Ruy Guerra.

    Araújo descreveu a produção do cineasta como diversa porque ele não tem um tema específico, apesar de falar muito de questões políticas. “Ele é um homem de esquerda e muito revoltado com a opressão. Isso é um ponto em comum e grande parte dos filmes dele traz as pessoas que são oprimidas e estão revoltadas com um certo status quo”, apontou.

    Literatura

    Outro destaque da filmografia de Ruy Guerra é a presença da literatura. Ruy Guerra adaptou para o cinema, entre outros, textos de escritores como Gabriel García Márquez (1927-2014) e Antonio Callado (1917-1997), mas também se dedicou a peças, poemas e letras de músicas interpretadas e compostas com grandes nomes da MPB, como Milton Nascimento, Francis Hime e Chico Buarque.

    O catálogo digital preparado especialmente para a retrospectiva traz uma entrevista inédita feita pelo curador e organizador da mostra com o cineasta. Nela, Ruy revelou que sempre teve uma paixão muito grande pela palavra e antes de tudo queria ser escritor.

    “Ele queria trabalhar com literatura, queria ser escritor, mas na juventude o pai fez pressão para ter uma profissão. Ele já gostava muito de cinema e falou que o cinema é uma má profissão, mas é uma profissão. Ele nunca se distanciou da literatura”, disse Aristeu Araújo.

    Antes de chegar ao Rio, a Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema, esteve na Caixa Cultural de Curitiba, onde o público pôde assistir a uma filmografia que atravessou momentos históricos do Brasil. Situações como violência, desigualdade, poder, liberdade e justiça social estão presentes de diferentes formas nas obras do cineasta, que, perto de completar 100 anos, permanece produzindo. “Ele tem essa história em que fala que vai filmar até só 100 anos para depois se dedicar à literatura”, contou o curador.

    Serviço:

    Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema
    Quando: 29 de setembro a 16 de outubro de 2026
    Não haverá sessões: Segundas-feiras e 9 de outubro
    Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro – Rua do Passeio, 38, no centro do Rio
    Ingressos: Gratuitos, a serem retirados meia hora antes de cada sessão na bilheteria da Caixa
    Classificação: A partir dos 18 anos

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Prêmio Jabuti anuncia semifinalistas da 68ª edição

    Prêmio Jabuti anuncia semifinalistas da 68ª edição

    Os semifinalistas da 68ª edição do Prêmio Jabuti foram anunciados nesta terça-feira (29) pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). A cerimônia de entrega dos prêmios será em 27 de outubro, na Sala São Paulo, em evento para convidados na capital paulista. Haverá transmissão ao vivo pelo canal da CBL no YouTube. 

    Além do Livro do Ano, são 23 categorias, distribuídas em quatro eixos: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação. 

    A edição deste ano conta com 4.675 obras e projetos inscritos. 

    A lista completa dos semifinalistas está disponível no site oficial da premiação. 

    No eixo Literatura, estão Conto, Crônica, Escritor Estreante – Poesia, Escritor Estreante – Romance, Histórias em Quadrinhos, Infantil, Juvenil, Poesia, Romance de Entretenimento e Romance Literário.

    No eixo Não Ficção, as categorias são Artes, Biografia e Reportagem, Economia Criativa, Educação, Negócios e Saúde e Bem-estar. 

    O eixo Produção Editorial reúne Capa, Ilustração, Projeto Gráfico e Tradução. 

    O eixo Inovação contempla Incentivo à Leitura – Cultura Digital, Incentivo à Leitura – Projeto e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.

    A presidente da CBL, Sevani Matos, ressalta que “chegar à etapa dos semifinalistas é um momento importante do Prêmio Jabuti, porque dá visibilidade ao trabalho de autores, ilustradores, editores e demais profissionais envolvidos na criação e circulação dos livros”.

    Votação popular

    O público também poderá votar, a partir desta terça-feira, nos dez semifinalistas de Incentivo à Leitura – Cultura Digital, nova categoria voltada a criadores de conteúdo em plataformas digitais que contribuem para valorizar o livro e estimular a leitura. A votação segue até 9 de outubro, às 12h. Os cinco finalistas serão anunciados em 14 de outubro.

    O curador do Prêmio Jabuti, Hubert Alquéres, destaca que “a nova categoria reconhece uma transformação importante na relação entre livros e leitores”. 

    “As plataformas digitais se tornaram espaços de descoberta, recomendação e formação de comunidades de leitura”, avalia.

    Esta 68ª edição traz também uma mudança relevante na disputa pelo Livro do Ano, principal distinção da premiação. A partir deste ano, obras inscritas nas categorias Escritor Estreante – Poesia e Escritor Estreante – Romance passam a concorrer ao título.

    Além da estatueta e do prêmio de R$ 70 mil, o vencedor do Livro do Ano poderá escolher participar de uma das principais feiras internacionais do livro: Londres, Bolonha, Frankfurt ou Guadalajara, com despesas custeadas pela CBL e uma programação de palestras e encontros profissionais durante o evento.

    Os vencedores de cada uma das 23 categorias receberão a estatueta do Jabuti e um prêmio de R$ 5 mil.

    Confira a lista de semifinalistas abaixo:

    Eixo: Literatura

    Conto 

    Título: Anatomia de um nariz | Autor(a): Roberto Atihé Curan | Editora(s): Patuá 

    Título: Ao quase, com amor: cartas e contos | Autor(a): Eve Rojas | Editora(s): Patuá 

    Título: Caquinhos vermelhos | Autor(a): Mário Medeiros | Editora(s): Fósforo 

    Título: Corpo estranho: ferida fechada com a lâmina dentro | Autor(a): Marcos Vinicius de Paula | Editora(s): Viseu 

    Título: Maçã, mesa, moeda | Autor(a): Fernanda Caleffi Barbetta | Editora(s): Laranja Original 

    Título: Massaranduba | Autor(a): Abáz | Editora(s): Senac Rio 

    Título: Minha estranha loucura | Autor(a): Evandro Luiz da Conceição | Editora(s): Todavia 

    Título: Nego tudo: ficções súbitas | Autor(a): Andréa del Fuego | Editora(s): Companhia das Letras 

    Título: Os anos de vidro | Autor(a): Mateus Baldi | Editora(s): Nós 

    Título: Tranças de meninas: contos | Autor(a): João Anzanello Carrascoza | Editora(s): Alfaguara 

    Crônica

    Título: 200 crônicas escolhidas | Autor(a): Carlos Herculano Lopes | Editora(s): Autêntica 

    Título: A crônica não mata: notas do isolamento | Autor(a): Luís Henrique Pellanda | Editora(s): Arquipélago 

    Título: A nudez de Afrodite: lições do mundo antigo | Autor(a):Claúdio Moreno | Editora(s): Difel 

    Título: Aproveitar a vida e suas dores | Autor(a): Contardo Calligaris “em memória” | Editora(s): Planeta do Brasil 

    Título: A sangue quente: crônicas cariocas | Autor(a): Hermés Galvão | Editora(s): Labrador 

    Título: Então viver é isso | Autor(a): Cássio Zanatta | Editora(s): Maralto Edições 

    Título: Histórias miseráveis | Autor(a): José Castello | Editora(s): Maralto Edições 

    Título: Lugares para chorar no Recife e outros | Autor(a): DJ Dolores | Editora(s): Seja Breve Edições 

    Título: Memórias de menino | Autor(a): Odenildo Sena | Editora(s): Valer 

    Título: Viagem no país da crônica | Autor(a): Humberto Werneck | Editora(s): Tintada-China Brasil 

    Escritor Estreante – Poesia 

    Título: Baleia | Autor(a): Felipe Bier Nogueira | Editora(s): Urutau 

    Título: Borboleta Canhão | Autor(a): Mariana Castro | Editora(s): Selo do Burro 

    Título: História a que ninguém deu nome | Autor(a): Juliana Cajives | Editora(s): Mormaço Editorial     

    Título: Lavra mareia | Autor(a): Camila Paoletti | Editora(s): Patuá 

    Título: O silêncio é a música mais antiga do mundo | Autor(a): Kalu Coelho | Editora(s): Patuá 

    Título: Radiografia das árvores | Autor(a): Ivana Fontes | Editora(s): Cachalote 

    Título: Resto | Autor(a): George França | Editora(s): Urutau 

    Título: Tripas líquidas minha lírica: (poemas ensaísticos e outros híbridos desvarios) | Autor(a): Stella Prata | Editora(s): Urutau 

    Título: Tudo existe para desaparecer | Autor(a): Lucas Ortolan | Editora(s): Urutau 

    Título: Um oceano devorará meu esconderijo | Autor(a): Andressa Nunes | Editora(s): Litteralux 

    Escritor Estreante – Romance 

    Título: Antes do início | Autor(a): Ernesto Mané | Editora(s): Tinta-da-China Brasil 

    Título: Breu de maré | Autor(a): Diego Itabira | Editora(s): Obra Independente 

    Título: Cantagalo | Autor(a): Fernanda Teixeira Ribeiro | Editora(s): Todavia 

    Título: Cerapió | Autor(a): Flávia Bin | Editora(s): Urutau 

    Título: Descer um degrau | Autor(a): Plinio Meirelles | Editora(s): Appris  

    Título: Horas azuis | Autor(a): Bruna Dantas Lobato | Editora(s): Companhia das Letras 

    Título: Índigo | Autor(a): Juca Magalhães | Editora(s): Impressões de Minas 

    Título: Pitangas verdes | Autor(a): Mariana Lobato Botter | Editora(s): Labrador 

    Título: Remissão | Autor(a): Ildeu Filho | Editora(s): Viseu 

    Título: Sutura | Autor(a): Roberta Barbosa | Editora(s): Patuá 

    Histórias em Quadrinhos 

    Título: Como fazer amigos e enfrentar vampiros | Autor(a): Eric Peleias, Gustavo Borges | Editora(s): Japorama  

    Título: Daruma: identidade | Autor(a): Monge Han | Editora(s): Pitaya 

    Título: Dormindo entre cadáveres | Autor(a): Felipe Parucci, Luís Moreira Gonçalves | Editora(s): Comix Zone 

    Título: Fiodor | Autor(a): Koostella | Editora(s): Pé-de-Cabra, Crime da Mala Editions 

    Título: Kabuki: verão, outono, inverno, primavera | Autor(a): Guilherme Petreca, Tiago Minamisawa | Editora(s): Pipoca & Nanquim 

    Título: Ouroboros | Autor(a): Luckas Iohanathan | Editora(s): Comix Zone 

    Título: Petricor | Autor(a): Jack Azulita | Editora(s): Devir 

    Título: Reparações | Autor(a): Marcelo Lelis | Editora(s): Figura 

    Título: Segue o baile | Autor(a): Magô Pool | Editora(s): Veneta 

    Título: Você precisa saber de mim | Autor(a): Helena Cunha | Editora(s): nVersos  

    Infantil 

    Título: A baleia bailarina | Autor(a): Roberta Moysés | Editora(s): Mannú 

    Título: A letra | Autor(a): Leo Cunha, Raquel Matsushita | Editora(s): Maralto 

    Título: Alfabeto atrapalhado | Autor(a): Juliane Bortolucci | Editora(s): Asinha 

    Título: Artur e Isadora na cidade subterrânea | Autor(a): Braulio Tavares | Editora(s): Editora 34  

    Título: Baleia e o preá | Autor(a): Fernandoapires | Editora(s): Palavras 

    Título: Eletricista | Autor(a): Augusto Massi | Editora(s): Elo 

    Título: Fábulas de Leonardo da Vinci | Autor(a): Eraldo Miranda | Editora(s): Ciranda Cultural 

    Título: Infância roubada | Autor(a): Paula Anias | Editora(s): Casa de Bonecas 

    Título: Meu | Autor(a): Alexandre Rampazo | Editora(s): Planeta do Brasil 

    Título: Ximlóp | Autor(a): Gustavo Piqueira | Editora(s): Joaquina 

    Juvenil 

    Título: A descoberta que mudou minha vida | Autor(a): Ingrid Haas | Editora(s): InVerso 

    Título: A escola do fim do mundo | Autor(a): Júlio Emílio Braz | Editora(s): Arte Literária 

    Título: Ana & Artur desvendam a China | Autor(a): Silvana Salerno | Editora(s): Editora do Brasil 

    Título: As figuras do nosso prédio | Autor(a): José Roberto Torero, Leo Cunha | Editora(s): Moderna 

    Título: A única da sala | Autor(a): Tathyana Viana | Editora(s): FTD 

    Título: Beijo elétrico | Autor(a): Maria Amélia Elói | Editora(s): Ninho da Palavra 

    Título: Cartas de Cecília | Autor(a): Penélope Martins, Tiago de Melo Andrade | Editora(s): Elo 

    Título: Diário de Alice: memórias de uma menina autista | Autor(a): Roger Trimer | Editora(s): Casa da Lara 

    Título: Ocupado! | Autor(a): Paula Fábrio | Editora(s): FTD 

    Título: Uma Maria | Autor(a): Shirley Souza | Editora(s): Xica Editorial 

    Poesia 

    Título: A dança áspera das raízes | Autor(a): Bárbara Mançanares | Editora(s): Praga 

    Título: A intacta natureza dos dias | Autor(a): Thainá Carvalho | Editora(s): Macabéa 

    Título: Antes de dar nomes ao mundo | Autor(a): Adriana Lisboa | Editora(s): Relicário 

    Título: Boris e Marina | Autor(a): Alberto Martins | Editora(s): Companhia das Letras 

    Título: Diáspora não é lar | Autor(a): Nina Rizzi | Editora(s): Pallas 

    Título: Imagemas, graphoenigmas: poemas gráficos | Autor(a): Pedro Vicente | Editora(s) Laranja Original 

    Título: Noite devorada | Autor(a): Mar Becker | Editora(s): Círculo de Poemas 

    Título: O jardim das oliveiras | Autor(a): Adélia Prado | Editora(s): Record 

    Título: Porte Étoile | Autor(a): Edimilson de Almeida Pereira | Editora(s): Cobalto 

    Título: Satori na laje: orikais, poemínimos e outros cantos | Autor(a): Edson Cruz   | Editora(s): EditoRia 

    Romance de Entretenimento 

    Título: Ao meu redor | Autor(a): André Vianco | Editora(s): Citadel 

    Título: Aranha movediça | Autor(a): Moacir Fio | Editora(s): Moinhos 

    Título: A sombra da mentira | Autor(a): Rodrigo Sena Magalhães | Editora(s): Patuá 

    Título: Cartografia para caminhos incertos | Autor(a): Ian Fraser | Editora(s): Intrínseca 

    Título: Instruções para desaparecer devagar | Autor(a): Flávia Iriarte | Editora(s): Faria e Silva 

    Título: Moeda de troca | Autor(a): Lucas Mota | Editora(s): Rocco 

    Título: Na sombra do lagarto | Autor(a): Maria Filomena Lepecki | Editora(s): Oito e Meio 

    Título: O tesouro de Joaquim Nabuco | Autor(a): Fernando Lomardo | Editora(s): Obra Independente 

    Título: Para Elisa | Autor(a): Roberto Denser | Editora(s): O Grifo 

    Título: Quincas Borba e o Nosferatu: de como o resoluto filósofo e seu relutante assistente Brás Cubas enfrentam o diabólico conde Drácula para salvar a impulsiva Capitu | Autor(a): Edson Aran | Editora(s): Faria e Silva 

    Romance Literário 

    Título: Coração sem medo | Autor(a): Itamar Vieira Junior | Editora(s): Todavia 

    Título: Corsária | Autor(a): Marilene Felinto | Editora(s): Fósforo, Ubu 

    Título: Dança de enganos | Autor(a): Milton Hatoum | Editora(s): Companhia das Letras 

    Título: Deepirex | Autor(a): Paulo Eduardo Gonçalves | Editora(s): Arte & Letra 

    Título: Devastação: drama cósmico | Autor(a): José Castello | Editora(s): Arquipélago 

    Título: Jumentos na BR | Autor(a): Ricardo Rao | Editora(s): Kotter Editorial 

    Título: Meridiana | Autor(a): Eliana Alves Cruz | Editora(s): Companhia das Letras 

    Título: No rastro de Estela | Autor(a): Amanda Julieta | Editora(s): Boto-cor-de-rosa livros arte e café 

    Título: Uma delicada coleção de ausências | Autor(a): Aline Bei | Editora(s): Companhia das Letras 

    Título: Vez em quando, Billie Holiday | Autor(a): Evandro Affonso Ferreira | Editora(s): Record  

    Título: Visita ao pai | Autor(a): Cristovão Tezza | Editora(s): Companhia das Letras 

    Eixo: Não Ficção 

    Artes 

    Título: Abdias, intérprete do Brasil: textos sobre raça e cultura brasileira de 1940 a 1990 | Autor(a): Tulio Custódio (Organizador) | Editora(s): Todavia   

    Título: Alberto Pitta: Fúnfún Dúdú | Autor(a): Danillo Silva Barata | Editora(s): Anjo Negro 

    Título: Amazônia negra: as imagens da cor do (in)visível| Autor(a): Marcela Bonfim| Editora(s): Igrá Kniga 

    Título: Expediente | Autor(a): André Sanches | Editora(s): Voar 

    Título: Histórias da ecologia | Autor(a): Adriano Pedrosa, André Mesquita, Isabella Rjeille (Organizadores) | Editora(s): MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) 

    Título: O devorador: Zé Celso, vida e arte | Autor(a): Claudio Leal (Organizador) | Editora(s): Edições Sesc São Paulo 

    Título: Teatro Experimental do Negro: histórias, críticas e outros dramas | Autor(a): Guilherme Diniz | Editora(s): Temporal 

    Título: Tupinicópolis é aqui? | Autor(a): Alayde Alves  | Editora(s): WMF Martins Fontes 

    Título: Vaqueiro de gibão | Autor(a): Pablo Pinheiro | Editora(s): Deu na Telha 

    Título: Zanele Muholi: beleza valente | Autor(a): Ana Paula Vitorio, Daniele Queiroz, Thyago Nogueira (Organizadores) | Editora(s): IMS (Instituto Moreira Salles) 

    Biografia e Reportagem 

    Título: A audácia dos invertidos: as estratégias de sobrevivência e visibilidade LGBTI+ no Rio de Janeiro e sua importância no Brasil (1950-1990) | Autor(a): Rodrigo Faour | Editora(s): Record 

    Título: Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros  | Autor(a): Felipe Nunes | Editora(s): Globo 

    Título: Coisa de rico: A vida dos endinheirados brasileiros | Autor(a): Michel Alcoforado | Editora(s): Todavia 

    Título: Crentes: pequeno manual sobre um grande fenômeno | Autor(a): Guilherme Damasceno, Juliano Spyer, Raphael Khalil | Editora(s): Record 

    Título: João Gilberto e a insurreição bossa nova: outros lados da história | Autor(a): Tárik de Souza | Editora(s): L&PM 

    Título: Oswald de Andrade: mau selvagem | Autor(a): Lira Neto | Editora(s): Companhia das Letras 

    Título: Quem é essa mulher?: uma biografia de Zuzu Angel | Autor(a): Virginia Siqueira Starling | Editora(s): Todavia 

    Título: Rei: o livro sobre o homem incomparável a quem tentam se comparar há 70 anos | Autor(a): Paulo Vinicius Coelho | Editora(s): Planeta do Brasil 

    Título: Roberto Marinho: a Globo na ditadura: dos festivais às bombas no Riocentro | Autor(a): Leonencio Nossa | Editora(s): Nova Fronteira 

    Título: Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio | Autor(a): Ruy Castro | Editora(s): Companhia das Letras 

    Economia Criativa 

    Título: A (r)evolução das habilidades para o futuro do trabalho na era da inteligência artificial | Autor(a): Martha Gabriel | Editora(s): Senac São Paulo 

    Título: Caminhos para a transição do sistema agroalimentar: desafios para o Brasil | Autor(a): Arilson Favareto, Ricardo Abramovay | Editora(s): Senac São Paulo 

    Título: Contribuições a uma agenda de políticas públicas meso e microeconômicas no Brasil | Autor(a): Anita Kon (Organizadora) | Editora(s): CRV 

    Título: Economia azul e cidades: uma introdução | Autor(a): Rinaldo Gama, Tomas Alvim (Organizadores) | Editora(s): BEĨ 

    Título: Fazer cinema no Brasil: mercado, políticas públicas e ecossistema empreendedor cultural | Autor(a): Fernando Antonio Prado Gimenez | Editora(s): Caravana Grupo Editorial 

    Título: Gestão cultural baseada em evidências: por onde começar | Autor(a): Beth Ponte, Daniele Canedo | Editora(s): SESC São Paulo 

    Título: Inovação com propósito: negócios com impacto social | Autor(a): Caio Flavio Stettiner, Clayton Alves Cunha, Clayton Pedro Capellari (Organizadores) | Editora(s): Belas Artes 

    Título: Menos 1 lixo para uma vida mais sustentável | Autor(a): Fe Cortez, Wagner Andrade | Editora(s): Senac São Paulo 

    Título: Renda Básica Viável: Para o Governo e o Congresso reduzirem a alta desigualdade de renda no Brasil | Autor(a): Walter Barretto Jr. | Editora(s): Obra Independente 

    Título: Soluções climáticas: entenda como agir agora | Autor(a): Eduardo Carvalho | Editora(s): Inteligência Educacional 

    Educação 

    Título: A esperança a gente planta | Autor(a): Alexandre Coimbra | Editora(s): Planeta do Brasil 

    Título: A Faculdade de Educação e a Formação Docente na USP | Autor(a): Bruno Bontempi Júnior, Diana Gonçalves Vidal | Editora(s): Edusp (Editora da Universidade de São Paulo) 

    Título: Agora o meu chão são as nuvens: as famílias contemporâneas e os desafios na educação de crianças e adolescentes | Autor(a): Hugo Monteiro Ferreira | Editora(s): Autêntica 

    Título: Aprendizado incidental: o poder do lifewide learning: desperte para as oportunidades de aprendizado que já existem em sua vida e potencialize seu desenvolvimento | Autor(a): Conrado Schlochauer | Editora(s): Gente 

    Título: Atlas da Amazônia brasileira: um retrato abrangente e atual da Amazônia brasileira com mais de 300 mapas e ilustrações | Autor(a): Clovis Luciano Teixeira | Editora(s): Obra Independente 

    Título: Aula como conversa: transformando o jeito de ensinar e de aprender | Autor(a): Sergio Felipe Moraes | Editora(s): Obra Independente 

    Título: Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade | Autor(a): Manuel Alves de Sousa Junior | Editora(s): Schreiben 

    Título: Contos de fadas – modos de ser e de usar: educação, arte, psicanálise | Autor(a): Katia Canton | Editora(s): Panda Educação 

    Título: Inspiração Griot: por uma educação antirracista | Autor(a): Sinara Rúbia | Editora(s): Malê Edições 

    Título: Saberes indígenas: considerações ancestrais para o futuro da educação infantil | Autor(a): Auritha Tabajara, Claudia Castilho, Kathia Castilho (Organizadores) | Editora(s): Estação das Letras e Cores 

    Negócios 

    Título: Brasil e Mundo Árabe: negócios, marketing e Diplomacia Econômica Ampliada | Autor(a): Rubens Hannun | Editora(s): Novo Século 

    Título: Como investir em criptos?: é possível ganhar nesse mercado? | Autor(a): Paulo Vitor Jordão da Gama Silva | Editora(s): Appris 

    Título: De galinha a gavião: como impulsionar o voo da economia brasileira | Autor(a): Juliana Rosa | Editora(s): Nova Fronteira 

    Título: De volta ao jogo: A história de sucesso, dramas e viradas do BTG Pactual | Autor(a): Ariane Abdallah | Editora(s): Portfolio-Penguin 

    Título: Estado, economia, desafios fiscais e reformas estruturais no Brasil: textos em homenagem a Eduardo Guardia | Autor(a): Ana Carla Abrão, Ana Paula Vescovi, Pedro S. Malan (Organizadores) | Editora(s): História Real 

    Título: Faça o teu melhor: aprimorar a competência recusar a mediocridade exuberar a vida | Autor(a): Mario Sergio Cortella | Editora(s): Planeta do Brasil 

    Título: Governança regenerativa: uma evolução do sistema de governança para enfrentar os desafios do mundo em transição | Autor(a): Gabriela Blanchet | Editora(s): Bambual  

    Título: Menos Forecast, Mais Foresight: A arte e a ciência de moldar o amanhã em tempos incertos | Autor(a): Glaucia Guarcello | Editora(s): Alínea 

    Título: Não se esqueça!: 50 memorandos sobre gestão e liderança com propósito, comprometimento e proatividade | Autor(a): Mario Sergio Cortella | Editora(s): Record 

    Título: O manual da empresa antirracista: como transformar a sua empresa em uma potência que luta por todos  | Autor(a): Adriana Alves | Editora(s): Planeta do Brasil 

    Saúde e Bem-Estar 

    Título: A paixão pela mentira: a família e as tiranias | Autor(a): Paulo Schiller | Editora(s): Todavia 

    Título: A revolução da longevidade: vivemos mais do que nunca. Mas estamos preparados para isso? | Autor(a): Alexandre Kalache | Editora(s): Vestígio  

    Título: As dores da adolescência: como atender, acolher e cuidar | Autor(a): Carolina Delboni | Editora(s): Summus Editorial 

    Título: Barros & Fonseca: medicina da dor: princípios e práticas | Autor(a): Carlos Marcelo de Barros, Paulo Renato da Fonseca | Editora(s): Atheneu 

    Título: Coisa de menino?: uma conversa sobre masculinidade, sexualidade, misoginia e paternidade | Autor(a): Contardo Calligaris “em memória”, Maria Homem | Editora(s): Papirus 7 Mares 

    Título: Eu só existo no olhar do outro?: um encontro entre psicanalistas para pensar o amor e a existência | Autor(a): Ana Suy, Christian Dunker | Editora(s): Planeta do Brasil 

    Título: Manual de cuidados paliativos na atenção primária e atenção domiciliar | Autor(a): Caroline Silveira, Kamila Vieira, Renata Meiga (Editoras) | Editora(s): Atheneu 

    Título: O dilema das galinhas felizes: diálogos sobre a ciência da felicidade | Autor(a): Gustavo Arns, Leandro Karnal | Editora(s): Record 

    Título: Por que a esquerda morreu?: e o que devemos fazer para ressuscitá-la | Autor(a): Jessé Souza | Editora(s): Civilização Brasileira 

    Título: Por que os seres humanos sofrem?: Uma teoria psicológica dos direitos fundamentais | Autor(a): Adilson José Moreira | Editora(s): Autêntica 

    Eixo: Produção Editorial

    Capa 

    Título: Abel Rodríguez (Mogaje Guihu): a árvore da vida e da abundância | Capista: Gabriela Marques de Castro, Gustavo Marchetti, Paulo André Rodilhano Chagas | Editora(s): MASP – (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) 

    Título: Anônimos: móvel moderno brasileiro além dos ícones | Capista: Daniel Brito | Editora(s): Olhares 

    Título: Ficção completa de Edgar Allan Poe | Capista: Eduardo Lustosa Belga | Editora(s): Nova Fronteira 

    Título: Frans Krajcberg | Capista: Alles Blau | Editora(s): MASP – (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) 

    Título: Histórias da diversidade LGBTQIA+ | Capista: Paula Tinoco, Roderico Souza | Editora(s): MASP – (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) 

    Título: Mano a Mano | Capista: Alceu Chiesorin Nunes | Editora(s): Companhia das Letras 

    Título: O devorador: Zé Celso, vida e arte | Capista: Mateus Valadares | Editora(s): Sesc São Paulo 

    Título: O Idiota | Capista: Vicente Pessôa | Editora(s): Clube de Literatura Clássica 

    Título: Outros navios | Capista: Rafael Simões | Editora(s): Sesc São Paulo 

    Título: Vaqueiro de gibão | Capista: Beatriz Matuck | Editora(s): Deu na Telha 

    Ilustração 

    Título: A torre | Ilustrador(a): Marcelo Cipis | Editora(s): FTD 

    Título: Delivery | Ilustrador(a): Gustavo Nascimento, Natália Gregorini, Odilon Moraes | Editora(s): Baião 

    Título: Eletricista | Ilustrador(a): Daniel Kondo | Editora(s): Elo 

    Título: Gran Circo| Ilustrador(a): Nelson Cruz | Editora(s): ÔZé  

    Título: Guernica: a arte em busca da paz | Ilustrador(a): Vinicius Sabbato | Editora(s): Via Lúdica 

    Título: Pantaleão e Serapião | Ilustrador(a): Alexandre Camanho | Editora(s): Passarinho 

    Título: Pinóquio | Ilustrador(a): Gonzalo Ivar Cárcamo Luna | Editora(s): Figura  

    Título: Prisma | Ilustrador(a): Felipe Kehdi | Editora(s): Joaquina 

    Título: Samaumeira: a árvore da vida | Ilustrador(a): Cris Eich | Editora(s): PeraBook 

    Título: Sombras | Ilustrador(a): Fabio Brazil, Luise Weiss | Editora(s): ÔZé  

    Projeto Gráfico 

    Título: Dobra | Responsável: Raul Loureiro | Editora(s): Cosac 

    Título: Excelsior| Responsável: Luciana Facchini | Editora(s): Ubu  

    Título: Faz colher e borda o cabo | Responsável: Gabriel Gutierrez, Ubiratã Trindade | Editora(s): Centro Cultural Vale do Maranhão 

    Título: Leonilson: diários de uma voz: trechos transcritos | Responsável: Ana Lenice Dias Fonseca da Silva, Gabriel Dias Clemente, Herbert Frederico Ferrari Allucci, Leonardo Birche de Carvalho, Renata Rendelucci Allucci | Editora(s): Sociedade Amigos do Projeto Leonilson 

    Título: MMXXV: Klaus Mitteldorf | Responsável: Marcos Pereira de Almeida | Editora(s): Conjunto 31 design & branding, Terra Virgens Edições 

    Título: Moscou feliz | Responsável: Elaine Ramos | Editora(s): Ubu  

    Título: O capital | Responsável: Elaine Ramos | Editora(s): Ubu 

    Título: O Inventor de livros: Aldo Manuzio, Veneza e seu tempo | Responsável: Casa Rex | Editora(s): Ateliê Editorial, Mnema 

    Título: Teorema | Responsável: Raul Loureiro | Editora(s): Cosac 

    Título: Wendy Andrade: eu consigo te ver feliz | Responsável: Carlos Bocai, Julia B. Aguiar, Lucas D’Ascenção | Editora(s): Act.  

    Tradução 

    Título: Maha ̄bha ̄ rata: história de Sāvitrī | Tradutor(a): Adriano Aprigliano, João Marcos Duarte, Johnny Dotta | Editora(s): Mnēma 

    Título: Mumbo jumbo | Tradutor(a): João Vitor Schmidt | Editora(s): Zain 

    Título: O cantar de Roldão: chanson de Roland | Tradutor(a): Ronald Costa | Editora(s): Ateliê Editorial, EDUFU (Editora da Universidade Federal de Uberlândia) 

    Título: O cavaleiro de bronze e outros contos e versos | Tradutor(a): Rubens Figueiredo | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras 

    Título: Odisseia: Homero | Tradutor(a): Leonardo Antunes | Editora(s): Mnēma 

    Título: O oposto da branquitude: reflexões sobre o problema branco | Tradutor(a): Carolina Selvatici | Editora(s): Pallas 

    Título: O retorno do Barão de Wenckheim | Tradutor(a): Zsuzsanna Spiry | Editora(s): Companhia das Letras 

    Título: Os irmãos Karamázov | Tradutor(a): Cecília Rosas, Lucas Simone | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras 

    Título: Os itálicos são meus: autobiografia | Tradutor(a): Aurora Fornoni Bernardini, Irineu Franco Perpétuo, Moissei Mountian | Editora(s): Kalinka 

    Título: Plotino Enéadas | Tradutor(a): Juvino Alves Maia Junior | Editora(s): Nova Acrópole 

    Eixo: Inovação 

    Incentivo à Leitura – Projeto 

    Título: A cidade da gente | Responsável(eis): Otavio  

    Título: A feira do livro 2025 | Responsável(eis): Associação Quatro Cinco Um   

    Título: Cartovivências nas periferias da cidade | Responsável(eis): Ricardo Barbosa da Silva 

    Título: FLIPEBA: festa literária da ilha de Boipeba | Responsável(eis): Thales Felipe Moraes  

    Título: Leia Comigo! | Responsável(eis): Luis Norberto Pascoal 

    Título: Pajeú encantado | Responsável(eis): Jefferson Willian Moraes de Sousa 

    Título: Palavra que aproxima: narração artística como prática de formação de comunidades leitoras | Responsável(eis): Aline  

    Título: Programa de rádio Universo Literário | Responsável(eis): Fábia Pereira Lima 

    Título: Semana Literária Sesc e feira do livro | Responsável(eis): Mayara Elisa de Lima Cirico  

    Título: Sempre um papo | Responsável(eis): Afonso Augusto Borges Filho 

    Livro Brasileiro Publicado no Exterior 

    Título: Água turva | Editora(s): Companhia das Letras, Suhrkamp Verlag 

    Título: A obscena senhora D | Editora(s): Companhia das Letras, Pushkin Press

    Título: A terra dá, a terra quer | Editora(s): Ubu, Editions Wildproject 

    Título: Bambino a Roma | Editora(s): Companhia das Letras, Feltrinelli Editore 

    Título: Flor de gume | Editora(s): Moinhos, Fondo de cultura económica 

    Título: Marrom e amarelo | Editora(s): Companhia das Letras, Gallimard 

    Título: O crime do bom nazista | Editora(s): Todavia, Pushkin Press 

    Título: O som do rugido da onça | Editora(s): Companhia das Letras, Liveright/ Norton 

    Título: Os substitutos | Editora(s): Companhia das Letras, Métailié 

    Título: Via Ápia| Editora(s): Companhia das Letras, Farrar, Straus & Giroux

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Festa Literária das Periferias (Flup) vai até domingo no centro do Rio

    Festa Literária das Periferias (Flup) vai até domingo no centro do Rio

    A 16ª edição da Festa Literária das Periferias vai até domingo (27) no centro do Rio de Janeiro. A programação é realizada na Praça Tiradentes e no Teatro Carlos Gomes.

    Este ano, o tema do festival é As Filhas das Filhas das Filhas, que dá destaque ao feminismo negro.

    A homenageada deste ano é Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras.

    Segundo os organizadores, o festival quer que o público reflita sobre as heranças que atravessam gerações, sobre as histórias que resistem ao apagamento e sobre as mulheres que, ao longo do tempo, deram à luz a muito mais do que filhos, produzindo comunidades, saberes, linguagens, territórios e futuros.

    O diretor da Flup, Julio Ludemir, afirma que o tema “nos remete à grande revolução em curso no Brasil, decorrente das ações afirmativas”.

    Ele destaca que grandes mulheres, como a escritora e filósofa Djamila Ribeiro, tiveram como antepassados trabalhadoras domésticas.

    “A Kehinde, grande personagem da Ana Maria Gonçalves [no livro Um Defeito de Cor], se libertou através de uma capacidade extraordinária de empreender muito própria das mulheres negras brasileiras. As Filhas das Filhas das Filhas é uma grande homenagem a essa revolução que o Brasil pôde assistir em uma geração de ações afirmativas”, disse Ludemir.

    Para o diretor da Flup, Ana Maria Gonçalves escreveu o livro mais importante da história da literatura brasileira.

    “Não à toa, ela foi a primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras. Desde 2018, a Flup tem sido cada vez mais ligada ao feminismo negro, que é a grande novidade política, cultural, artística, sociológica, que está mudando a sociedade a partir da sua base.”

    Saiba mais sobre a Flup no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

    Programação

    No sábado (26), o jornalista Chico Regueira entrevista o intelectual Nei Lopes no Teatro Carlos Gomes, no evento A cidade inventada pelo samba, das 14h às 15h30.

    Às 16h, Ana Maria Gonçalves e Jurema Werneck entrevistam Kimberlé Crenshaw, a criadora do conceito de interseccionalidade.

    No domingo (27), às 14h, haverá debate com Linn da Quebrada e Vita Pereira, com mediação de Artur Amaro, no evento Ninguém poderia me parir senão eu mesma.

    Às 16h, haverá o debate Quando existíamos apenas nós e Ubirajara Fidalgo: Precisamos celebrar o legado dos nossos, com Antonio Pitanga, Dom Filó e Helena Theodoro, com mediação de Sabrina Fidalgo.

    A programação completa pode ser conferida na página oficial da festa.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Prêmio Caminhos de Literatura tem inscrições abertas até dia 15

    Prêmio Caminhos de Literatura tem inscrições abertas até dia 15

    A terceira edição do Prêmio Caminhos de Literatura está com inscrições abertas até o dia 15 de setembro. O objetivo do evento é revelar um novo nome da ficção brasileira contemporânea. 

    O autor premiado terá sua obra publicada no Brasil, em Portugal e em Angola, como forma de ampliar a circulação da literatura brasileira para países de língua portuguesa. As inscrições são gratuitas.

    Voltado a escritores de todo o Brasil, o prêmio – promovido pelo Instituto Caminhos da Palavra, com apoio da Estante Virtual – é destinado exclusivamente a autores que estejam escrevendo seu primeiro romance.

    >> As inscrições podem ser feitas no site do evento

    A cerimônia de premiação será no dia 9 de dezembro, no teatro Teatro YouTube, na capital paulista. O vencedor terá o romance publicado pela Dublinense, editora parceira do prêmio desde sua primeira edição.

    A novidade deste ano é a ampliação da circulação internacional, com a publicação da obra em Portugal, pelo Grupo Infinito Particular, no ano que vem. O grupo editorial português já edita no país as escritoras Carla Madeira, Socorro Acioli e Aline Bei.

    A obra vencedora será lançada ainda em Angola pela Editora Kacimbo, criada pelo escritor angolano Ondjaki. A publicação na Kacimbo já representa, desde a segunda edição do prêmio, uma das dimensões internacionais do projeto.

    Segundo a organização do prêmio, ao estabelecer uma trajetória editorial que conecta Brasil, Angola e Portugal, o projeto passa a atuar também como uma plataforma de circulação da literatura brasileira contemporânea entre diferentes territórios do universo lusófono.

    “A chegada do Prêmio Caminhos a Portugal é um grande salto para o projeto. Sabemos como é difícil para uma pessoa iniciante ter o seu livro publicado por uma editora que dê um tratamento profissional e distribua a obra”, disse o escritor e produtor cultural Henrique Rodrigues, idealizador do Instituto Caminhos da Palavra.

    Ele ressalta que o concurso foi criado para estimular a chegada de novas vozes à literatura brasileira.

    “A seleção é protegida por anonimato, a fim de que seja revelado um romance pela sua qualidade”, acrescentou Rodrigues, que também oferecerá uma mentoria literária a quem vencer o Prêmio.

    Vencedores

    A primeira edição teve como vencedora Izabella Cristo, autora paraense radicada em São Paulo, com o romance Mãezinha. A obra permite o questionamento do que seria uma maternidade ideal. E, ao destacar o vocativo “mãezinha”, pretensamente afetuoso, traz a reflexão sobre a infantilização e a redução dessa mulher no contexto da sua maternidade.

    “O prêmio foi, literalmente, uma abertura de caminhos na minha profissão. Se antes eu era uma escritora ainda desconhecida e à margem da vida literária, depois dele passei a ser reconhecida no meio”, diz Izabella Cristo.

    Com o livro publicado, ela conta que conseguiu alcançar leitores e passou experiências valiosas enquanto autora. “Hoje, não sou apenas uma médica que escreve. Sou uma médica escritora. Tenho um lugar.”, acrescentou.

    Na segunda edição, o prêmio revelou a escritora mineira Paula Novais, autora de Gaiolas de concreto armado. O romance aborda a questão das perdas e do luto, com ambientação na pandemia. “O prêmio tem um lugar determinante na minha trajetória como escritora”, disse Paula Novais.

    “A credibilidade do curador Henrique Rodrigues e da comissão julgadora permitiu que meu livro chegasse aos leitores e à imprensa, contando com uma importante chancela de qualidade literária”, mencionou.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Calila das Mercês lança livro e celebra literatura feita no interior

    Calila das Mercês lança livro e celebra literatura feita no interior

    “Minhas primeiras escolas são os quintais: o sertão e o recôncavo baiano, duas geografias interioranas que compõem essa minha primeira relação com a literatura”, conta Calila das Mercês.

    A pesquisadora, jornalista e escritora é uma das curadoras da quarta edição do Festival Literário de Paracatu, cidade mineira a 500 quilômetros de Belo Horizonte (MG). 

    Calila assina a curadoria ao lado de Sérgio Abranches e Afonso Borges, idealizador e presidente do festival.

    Neste ano, o tema Sertão em Nós: Meu Lugar no Mundo propõe uma conversa entre dois pensadores fundamentais do Brasil profundo: Milton Santos, cujo centenário foi comemorado em maio, e João Guimarães Rosa, que apresentava ao mundo o seu Grande Sertão: Veredas, há 70 anos.

    Calila fala com carinho dos livros de Guimarães Rosa. Grande Sertão ela chama de “fabuloso”. Campo Geral, de 1956, a deixou “muito emocionada”. Com Milton, ela divide o lugar, o território e o interior da Bahia.

    “A gente está homenageando também meu conterrâneo, que é o Milton Santos, que marcou sua existência, no Brasil e no mundo, trazendo discussões que nos são muito caras. Sobre a questão do nosso lugar, mas também sobre como a gente pode pensar o território sem engessar”.


    Paracatu (MG), 28/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Escritora Calila das Mercês lança o ivro Nódoa durante a Fliparacatu. Foto: Renato Parada/Divulgação
    Paracatu (MG), 28/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Escritora Calila das Mercês lança o ivro Nódoa durante a Fliparacatu. Foto: Renato Parada/Divulgação
    Escritora Calila das Mercês é uma das curadoras da quarta edição do Festival Literário de Paracatu. Foto: Renato Parada/Divulgação

    A escritora, que já assinou eventos literários em Cachoeira (BA) e em Cavalcante (GO), celebra a realização desses encontros pelo interior do Brasil. Ao mesmo tempo, demonstra preocupação com o manejo dessas festas e com o risco de que se tornem palanques políticos, festas com “donos”, que ditariam como a literatura deve adentrar esses locais. Além disso, ela defende um olhar respeitoso sobre o que é produzido em cada um desses lugares.

    “Acho que o grande desafio é a gente produzir uma ideia de que o pensamento não chega de fora. Ele não, necessariamente, chega dos grandes centros. Eu acho que Paracatu é um lugar que produz pensamento, que tem trazido consigo também uma identidade, um jeito muito daqui de fazer acontecer”.

    Para ela, o festival consegue criar as condições de integrar pessoas e promover conversas surpreendentes, com pessoas de diferentes sotaques, respeitando a literatura produzida na cidade. Entre os nomes que passam por Paracatu este ano estão Mia Couto, Alê Santos, Bruna Lombardi, Eliana Alves Cruz, Jeferson Tenório, Jeovanna Vieira, Paulliny Tort e Renato Nogueira.

    Às margens do São Francisco

    Calila, que já publicou livros de poesias e de contos, lançou em julho Nódoa, seu primeiro romance, pela Companhia das Letras. Ela conta que ainda está aprendendo a falar sobre o livro, que foi todo escrito em movimento. Um movimento que é feito sem que ela deixe de carregar suas referências.

    “Eu escrevi dentro do ônibus, eu escrevi em uma rodoviária, escrevi no barulho, escrevi com mudança. Mudanças necessárias, mudanças de casa. Condições mais precárias, condições mais tranquilas. É um livro sobre movimento e eu escrevo tudo me movendo”, lembra.

    Nesse movimento, Calila foi quatro vezes ao rio São Francisco e foi ver o maior cajueiro do mundo. Segundo ela, o objetivo foi se conectar com os pedaços de natureza e também de urbanidade. 

    Nesse contato com a natureza, viu sua escrita germinar, com toda a criatividade e a radicalidade que seus textos exigem. 

    Livro

    O livro Nódoa é narrado por Regina e por Lurdes Maria. As muitas mulheres do livro estão em constante movimento sem, entretanto, se perderem umas das outras.

    O livro também é pensado na forma, na materialidade da escrita, em maiúsculas e minúsculas. Os recursos são usados para traduzir cada personagem: a que não sabe nem ler nem escrever; a que só fala baixinho, com vergonha; a artista plástica.

    “Eu queria usar o papel e também essa parte da editoração, da parte gráfica, para elucidar esse trabalho das maiúsculas e minúsculas, de quem fala em terceira pessoa, de quem fala abaixo, de quem só tem a oralidade como fonte de comunicação e o gesto e o corpo e os silêncios. Então, uso muito silêncio nas páginas”.

    O livro, continua Calila, foi todo feito pensando na força das outras linguagens. As palavras formam desenhos. Há um trabalho sensorial e de oralidade que entrega ao leitor outras formas de ver e ler a obra. E que deixam marcas, que deixam nódoas.

    “Às vezes a nódoa lembra a gente de um suco que caiu na roupa, um suco que alguém que a gente ama fez. Às vezes uma mancha de dendê que não saiu, mas que foi de um caruru, aquela avó que nem está ali mais. Então, eu acho que as nódoas também mancham, e deixam marcas que ficam e que são importantes”.

    Sobre o festival:

    4º Festival Literário Internacional de Paracatu (Fliparacatu)
    De 26 a 30 de agosto de 2026
    Local: Centro Histórico de Paracatu
    Entrada gratuita

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Festa Literária de Niterói celebra intelectual Lélia Gonzalez

    Festa Literária de Niterói celebra intelectual Lélia Gonzalez

    A antropóloga, historiadora e filósofa Lélia Gonzalez é a homenageada na edição de 2026 da Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN), que começa nesta quinta-feira (13) e segue até domingo (16) na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Lélia foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU) e uma das pioneiras do feminismo negro no Brasil.

    A ativista desenvolveu conceitos como amefricanidade e pretuguês, considerados relevantes para a compreensão das contribuições das matrizes africanas e indígenas na construção da identidade brasileira e latino-americana.

    O pensamento de Lélia é a inspiração para a programação gratuita que terá o tema Territórios das Palavras. O seu legado influenciará os debates que vão passar, conforme a organização, pela literatura, relações raciais, feminismos, memória, educação, oralidade, diversidade, políticas culturais e formação de leitores.

    “A gente queria muito que a pessoa homenageada fosse uma mulher que dialogasse com temas importantes. Trazer territórios, negritude, pensamentos contemporâneos ainda muito pertinentes era muito importante para a gente e, a partir de Lélia, a gente chega na temática dos Territórios das Palavras para poder confluir as ideias”, apontou o coordenador artístico da Flin, Jackson Jacques em entrevista à Agência Brasil.

    Uma mesa em homenagem a Lélia, vai ter a participação de Melina de Lima, neta da ativista, adiantou o coordenador artístico.

    O diretor do projeto editorial Niterói Livros, da administração municipal, Jordão Pablo de Pão disse que não se pode pensar em território sem pertencimento e identidade, um tripé que anda junto.

    “Quando se pensa em território e em identidade a gente está pensando em pessoas que democratizaram o acesso ao saber, às experiências”, disse Pão, que também é um dos curadores da Flin, em entrevista à Agência Brasil. “A gente consegue ser diverso e aproveitar essa diversidade. Acho que esse é o grande ensinamento da Lélia”.

    A intenção da Flin é mostrar que toda palavra nasce de um território, que “carrega memórias, afetos, ancestralidades, disputas e formas próprias de enxergar o mundo”.

    Na visão do diretor, para se criar o reino das palavras, a festa literária, na verdade, fala de narrativas com muitas formas em jogo.

    “A narrativa vem pela história que a avó conta no ouvido, pelo cordel publicado, vem pelo fanzine que a pessoa faz porque tem menos condição financeira e vem pelo grande livro no trabalho reconhecido. Existe uma diversidade que não está na publicação só, mas também na narrativa. É a narrativa que nos interessa”, pontuou.

    Uma característica que tem moldado a Flin ao longo dos anos é a possibilidade de os visitantes participarem de grandes encontros. “A Flin vem ganhando contorno que reflete a vontade das pessoas de quererem ir para ter encontros com quem fala sobre livros e valoriza as publicações. Não é ir apenas para ver um grande nome. É aprender, trocar experiências e divulgar”, disse Jordão Pablo de Pão.

    A presidente da Fundação de Arte de Niterói (FAN), Micaela Costa, quer que a festa seja um espaço onde diferentes vozes se encontrem, sejam ouvidas e ampliem a visão dos participantes sobre o Brasil e sobre eles mesmos.

    Público

    A expectativa dos organizadores é receber 30 mil pessoas no Reserva Cultural de Niterói, na região metropolitana do Rio.

    Durante os quatro dias, o evento vai reunir escritores como Valter Hugo Mãe, Ana Maria Gonçalves, Emicida, Conceição Evaristo, Lilia Schwarcz, Jeferson Tenório, Eliana Alves Cruz, Ana Maria Machado, Rosiska Darcy, Ruy Castro, Cidinha da Silva, Luiz Antonio Simas, Tatiana Salem Levy, Mariana Salomão Carrara.

    Entre as vozes internacionais, estão os angolanos Ondjaki e Valter Hugo Mãe.

    Considerada uma das principais festas literárias do Brasil, a Flin tem espaço também para música, teatro, audiovisual, jornalismo, cultura popular e produção acadêmica.

    A música será representada por Teresa Cristina, MC Marechal, Tati Quebra Barraco e Michael Sullivan. Já o teatro, a televisão e o cinema contam com as participações dos atores Paulo Betti, Fabiana Karla e Dadá Coelho, além da diretora de cinema e TV Rosane Svartman.

    O fortalecimento do diálogo entre a literatura e a sociedade fica por conta de intelectuais, pesquisadores, educadores e comunicadores, que também estarão presentes nas atividades.

    A agenda inclui as participações do sociólogo Jessé Souza, um dos principais intérpretes das desigualdades brasileiras; a historiadora especializada em escravidão e relações raciais Ynaê Lopes dos Santos; as jornalistas Ana Paula Araújo, Carol Raimundi e Luciana Barreto; a pesquisadora e influenciadora que debate gênero, raça e direitos humanos Giovanna Heliodoro; a ativista indígena guarani Geni Núñez; a escritora e professora, com foco em relações interpessoais, comunicação e saúde social, Laura Pires; e a jornalista e pesquisadora que atua na interseção entre comunicação e justiça racial Midiã Noelle.

    Pluralidade

    A Flin mais uma vez se destaca pela pluralidade e traz escritores, poetas, criadores de conteúdo e comunicadores que movimentam a cena literária e cultural do Brasil.

    Entre os destaques estão a jornalista e Youtuber Jout Jout; a criadora e apresentadora do podcast Não Inviabilize Déia Freitas; o autor de romances que tratam de identidade, pertencimento e juventude Stefano Volp; o escritor, palestrante que aborda questões humanas com sensibilidade, criatividade e profundidade Pedro Salomão; e a comunicadora, escritora e criadora do podcast Afetos Gabi Oliveira.

    “Este ano, a gente tem mesas sobre histórias em quadrinhos, tem cordelistas na programação, tem oficina de barro, tem uma infinidade de coisas que estão associadas à história tradicional ou sacralizada que é de abrir um livro e ler”, Jordão Pablo de Pão.

    “A gente fala que o maior problema de quem vier a Flin será escolher a programação que quer assistir porque todas [as atividades] estão muito legais e algumas acontecem no mesmo horário, infelizmente, mas é esse problema que a gente quer ter com a Flin de qual atividade vou escolher entre uma boa e uma muito boa”, comentou Jackson Jacques.

    Parceria

    Os organizadores da Flin comemoram este ano a parceria inédita com duas instituições essenciais à literatura: a Academia Brasileira de Letras (ABL) e a Biblioteca Nacional que, além de apoiarem, participam da programação.

    Em diferentes mesas ao longo dos quatro dias, estarão presentes 15 acadêmicos da ABL. São esperados nesta festa literária Antônio Carlos Secchin, Antônio Torres, Geraldo Carneiro, Godofredo de Oliveira Neto, João Almino, Paulo Henriques Britto e Ricardo Cavaliere.

    “Tanto a Academia Brasileira de Letras quanto a Biblioteca Nacional vão ter um estande na Flin mostrando para o público leitor a importância de a gente ter esses dois ícones institucionais da literatura no Brasil falando pelo trabalho realizado e expondo os seus autores, criações e fazeres”, disse o coordenador artístico.

    A curadoria em várias mãos da Flin é assinada por Vilma Piedade, Elisa Ventura, MC Marechal, Edu Krieger, Carla Portilho, Jordão Pablo de Pão e Jackson Jacques. Além da programação gratuita, a Festa Literária oferece tradução em Libras e audiodescrição em diversas ações.

    A renovação do público também é uma preocupação dessa festa literária. A edição de 2026 tem atividades destinadas à formação de leitores e receberá alunos da rede pública de ensino.

    A Flin 2026, que é realizada pela Prefeitura de Niterói, por meio da Fundação de Arte de Niterói (FAN), tem patrocínio da Águas de Niterói e apoio da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Academia Brasileira de Letras (ABL), da Biblioteca Nacional e da Ecovias Ponte.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Projeto aproxima comunidades de equipamentos culturais em Salvador

    Alguns moradores da comunidade de Águas Claras, em Salvador, visitaram o centro histórico da cidade, no sábado (8), e a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) pela primeira vez. Um dos grupos era formado por mulheres com mais de 60 anos, que frequentam a Biblioteca Comunitária Condor Literário. 

    Entre elas estava Soraia Santos Pinto, 61 anos, moradora de Águas Claras. Depois de passar por um quadro de depressão, ela começou a frequentar a biblioteca comunitária, onde hoje tem aulas de boxe, capoeira e dança. 

    Ontem, por meio de um projeto cultural, Soraia visitou a Flipelô, a Fundação Casa de Jorge Amado e o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), instituições onde nunca havia pisado antes. 

    “A gente tem que fazer isso mais vezes. Isso abre o nosso entendimento. Isso é cultura e é bom para a gente. Eu amei. Tem pessoas que nunca tinham vindo no Pelourinho, nunca estiveram aqui. Eu acho que eles deviam fazer isso com a maioria da comunidade, levar a cultura ou trazer o povo até a cultura, já que a cultura não vai nas periferias”, disse ela. 

    Maian Oliveira, 36 anos, também participou desse passeio com seus três filhos e conheceu o Muncab pela primeira vez:

    “Estou fazendo um passeio com minhas crianças. Eles fazem parte da capoeira Unira. Aí eu vim trazer eles para dar um passeio. Eu acho a cultura muito importante. Ela mostra quem nós somos, de onde nós viemos. E é muito importante a gente apresentar isso para nossas crianças, que estão chegando agora.”

    Em entrevista à Agência Brasil, ela contou que dificilmente consegue levar as crianças para o centro histórico de Salvador para um roteiro cultural ou acessar os equipamentos culturais.

    “No dia a dia é mais difícil trazer as crianças. Quando se tem mais de duas crianças, se torna ainda mais difícil porque o transporte fica um pouco complicado”. 

    Águas Claras 

    Mesmo vivendo na capital baiana, muitos desses moradores relatam dificuldades para visitar os equipamentos culturais da cidade. Águas Claras, por exemplo, é um bairro que fica a cerca de 25 minutos do centro histórico de Salvador. 

    “A comunidade de Águas Claras, por exemplo, vive muito dela mesmo, vive em rede, as organizações se apoiam. É uma comunidade que tem aspectos muito tradicionais, porque por muito tempo ficou à margem da cidade”,  explicou Aline Dias, articuladora territorial do bairro de Águas Claras.

    Essa situação começou a mudar com a chegada do metrô e também com a construção de uma rodoviária, fazendo com que as ações sociais e culturais fossem ampliadas. 

    “Tenho visto uma certa mudança no comportamento da própria comunidade. Primeiro sobre a autoestima da comunidade em relação à cidade. Agora ela já começa a ter mais coragem e confiança para poder expor o que acontece de bom por lá”. 

    Apesar das muitas ações sociais e culturais sendo desenvolvidas no bairro – como uma biblioteca comunitária –, Aline defende que ainda é preciso criar políticas públicas para ampliar o acesso das comunidades à cultura. “Precisamos pensar em iniciativas que valorizem ou que deem vazão ao que acontece na comunidade”, ressaltou. 

    “Por mais que elas não participem de feiras literárias, elas vislumbram feiras e querem reproduzir isso em suas comunidades também, porque elas entendem que a literatura é muito importante e que ela é um espaço para retratar as suas vivências e a sua cultura”, diz a articuladora.

    “Se houver investimento nas comunidades, a gente vai aumentar as esferas literárias. As comunidades têm muito a falar, tem muito a escrever”. 

    Além disso, reforçou Aline, a população também quer participar de ações que são desenvolvidas fora de seus territórios. 

    “A Flipelô não era, até então, parte do repertório da cidade. Águas Claras estava muito à parte do que estava acontecendo. Então essa [atividade de sábado] foi uma grande oportunidade. As pessoas estão muito felizes”, disse Aline. 

    Circuito Cultural

    O passeio de ontem, que levou moradores de Águas Claras para a Flipelô, foi possível por meio de um projeto da iniciativa privada, criado pelo Instituto Motiva, chamado Circuito Cultural.

    O projeto pretende ampliar o acesso à cultura para estudantes da rede pública e participantes de organizações sociais, promovendo visitas gratuitas a algumas das principais instituições culturais de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. 

    Segundo o Instituto Motiva, a iniciativa surgiu diante de um cenário em que o acesso a equipamentos culturais pela população no Brasil ainda é limitado e desigual.

    Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que menos de um terço dos municípios brasileiros conta com museus, e a visitação a esses espaços é concentrada entre as faixas de maior renda.

    A edição 2025 da pesquisa Hábitos Culturais, realizada pelo Observatório Fundação Itaú, também apontou que apenas 16% dos brasileiros visitaram um museu nos últimos 12 meses e que 13% participaram de festivais literários, sinalizando um baixo nível de consumo de cultura pela população brasileira. 

    “Nosso maior desejo com essa ação foi, primeiramente, quebrar essa barreira do acesso. E, segundo, a gente entende que a cultura é realmente uma ferramenta poderosíssima de transformação social, de educação e de ampliação de repertório”, disse Ariane Teles, especialista do Instituto Motiva. 

    *A repórter e a fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Memória é fundamental na literatura, diz escritor Milton Hatoum

    Memória é fundamental na literatura, diz escritor Milton Hatoum

    Desde o livro Relato de um Certo Oriente, a memória vem sendo um objeto de investigação do escritor manauara Milton Hatoum. Com Dança de Enganos, publicado no final do ano passado e que encerra sua trilogia O Lugar Mais Sombrio, não foi diferente.

    Seu novo livro é baseado nas memórias e anotações de Lina, a mãe de Martim, personagem principal dos outros dois livros da série: A Noite da Espera e Pontos de Fuga.

    Em Dança de Enganos, Lina assume a voz principal para expor as dores, os impactos e os traumas carregados por famílias que foram dilaceradas pela ditadura militar.

    “A memória na literatura é, vamos dizer, fundamental. Ela é uma espécie de musa tutelar dos escritores. Mas a memória não é algo que está cristalizado no passado. A memória só faz sentido na literatura – e eu acho que na própria vida – quando você traz o passado para o presente e ela adquire um significado mais forte. Porque tudo que nós vivenciamos hoje tem a ver com o nosso passado, não apenas recente, mas distante também”, disse ele a jornalistas, antes de participar de uma mesa promovida pela Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) no Museu Eugênio Teixeira Leal, em Salvador.

    >> Clique aqui e confira a cobertura da Agência Brasil na Flipelô 2026

    Em sua trilogia O Lugar Mais Sombrio, Hatoum trata dos dramas familiares no período da ditadura militar brasileira.

    “A trilogia O Lugar Mais Sombrio fala basicamente disso, de um grupo de jovens, de personagens jovens, que, enfim, passaram a infância, a juventude e uma parte da vida adulta durante um período de opressão, de autoritarismo, de brutalidade, de repressão e de censura. Isso é um tema tratado nesses três romances, mas não é o tema principal”, disse o escritor.

    O tema principal, esclareceu, é a relação familiar.

    “E esse último volume é o livro da mãe, que é um livro de memórias, justamente em que ela praticamente fala sobre a família, sobre ela e descobre coisas muito surpreendentes – e por isso o título é Dança de Enganos. Ela viveu durante um período da vida dela movida por enganos, por falsidades. E então ela descobre coisas que só mesmo essa presença da memória faz com que ela tenha consciência do que ela é”, explicou.

    Academia de Letras

    Milton Hatoum é um dos mais importantes escritores da literatura brasileira contemporânea e recentemente tomou posse como novo membro da Academia Brasileira de Letras.

    “Por acaso, sou o primeiro escritor da Amazônia na Academia Brasileira de Letras. Mas, enfim, continuo a fazer o que eu venho fazendo há mais de 35 anos, que é dar palestras, falar basicamente sobre literatura, ler muitos livros e escrever alguns poucos”, disse.

    Vencedor de diversos prêmios literários e até cotado em listas de apostas para o Nobel de Literatura, sua presença na Flipelô lotou o auditório do museu. Ele começou sua fala dizendo que sua trilogia foi escrita como uma espécie de “vingança” ao que aconteceu no Brasil.

    “Foi também uma vingança. Quem da minha geração participou do movimento estudantil ou participou ativamente da luta contra a ditadura, quem não perdeu amigos ou não teve um amigo preso, foi submetido à tortura”.

    O escritor contou que para escrever os livros recebeu diários e relatos de amigos que foram presos e torturados durante a ditadura.

    “E eu li muitas vezes chocado porque são relatos muito duros, de uma crueza assim incrível e impressionante. Mas eu usei muito pouca coisa desse material que eu li, porque eu queria, a partir do que li, inventar. Porque esse é o grande pilar do romance, a imaginação”.

    Parte dessa trilogia, reforçou, marca seu posicionamento sobre a atualidade, quando começaram a surgir vozes no Brasil pedindo a volta daquele período de autoritarismo.

    “Foi o momento em que eu encontrei para também me posicionar. Quer dizer, não como um texto de denúncia porque eu não aprecio muito isso, nem também de uma forma didática, mas eu mudei muita coisa sobretudo entre o segundo e o terceiro volumes [da trilogia]. Eu reescrevi muitas coisas em função dessa catástrofe política que se abateu sobre o Brasil. Como é que eu vou definir essa gente? São absolutamente facínoras”.

    Para ele, um dos remédios para esse momento atual é a empatia.

    “A empatia também serve para a crise que nós estamos vivendo. Porque ela é exatamente o contrário, o oposto do egotismo. Uma pessoa empática integra as suas necessidades básicas ou vitais com o coletivo, com a necessidade dos outros. E é isso que falta”, refletiu.
     


    Salvador (BA), 08/08/2026 - O escritor Milton Hatoum participa da mesa A palavra, a memória e o tempo: um encontro sobre literatura, com mediação de Rodrigo Casarin, no Museu Eugênio Leal, durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho - Flipelô. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Salvador (BA), 08/08/2026 - O escritor Milton Hatoum participa da mesa A palavra, a memória e o tempo: um encontro sobre literatura, com mediação de Rodrigo Casarin, no Museu Eugênio Leal, durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho - Flipelô. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Escritor Milton Hatoum na mesa A Palavra, a Memória e o Tempo: um Encontro sobre Literatura, com mediação de Rodrigo Casarin, no Museu Eugênio Leal, durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho – Flipelô – Rovena Rosa/Agência Brasil

    Educação

    Ao responder perguntas feitas pelo público presente, Hatoum reforçou a importância da educação. Segundo ele, o desmonte da escola pública teve início com a ditadura militar e agora ela precisa ser reconstruída: “Isso seria fantasticamente um ato patriótico, de formar cidadania e de dar condições de igualdade a todos da escola pública.”

    Ao falar sobre educação na Flipelô, ele chegou a recordar da professora que o alfabetizou, Maria Luiza Freitas Pinto, personalidade que ele também citou em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras.

    “Pode parecer um pouco piegas, mas eu vou contar. Quando eu publiquei meu primeiro livro, eu morava em Manaus, em 1989. E ela estava na fila [para autógrafos]. Ela chegou, abriu a bolsa e disse: ‘vou te mostrar uma coisa’. Aí ela tirou um papel amarelo, desdobrou e disse: ‘Essa é a sua primeira redação. Eu guardei porque eu achava que você ia se tornar um escritor’. Ela morreu aos 104 anos. E até os 100 anos, ela ia aos lançamentos do meu livro”.

    A décima edição da Flipelô começou na última quarta-feira (5) e termina neste domingo. Clique aqui e saiba mais sobre a festa.

    *Repórter e fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Redes sociais ajudam a despertar interesse por livros, diz escritora

    Redes sociais ajudam a despertar interesse por livros, diz escritora

    Autora de sucessos como Tudo é Rio, A Natureza da Mordida e Véspera, a escritora mineira Carla Madeira diz que “livro é uma ocasião de conversar”.

    Escritora de ficção mais lida do Brasil, com mais de 1 milhão de cópias vendidas, ela esteve em Salvador, na noite deste sábado (8), para falar a um grande público que se formou no Largo do Pelourinho, durante a programação da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô).

    Fenômeno de vendas, ela celebrou o fato de mais brasileiros estarem lendo e também comentando sobre livros, em geral – principalmente por meio das redes sociais e clubes de leitura.

    “As pessoas estão descobrindo que é legal conversar sobre o que elas leem, concordar, discordar, discutir, entrar com outras vozes, cruzar livros, cruzar informações, criticar, aplaudir, está tudo valendo. E isso é maravilhoso porque é um exercício de troca e tem uma riqueza de ampliar a consciência”, reforçou.

    Para ela, a ampliação dos clubes de livros e de festivais de literatura ajuda a aumentar o interesse pela leitura.

    “Isso está sendo festejado, está sendo ampliado. E as redes sociais têm um papel superimportante nisso”, completou.

    No entanto, apesar do maior interesse pelos livros, a escritora acredita que o brasileiro ainda lê pouco, no universo de um país com 220 milhões de pessoas: 

    “Quando se confrontam os números do mercado editorial a esse dado demográfico, não há como negar que o brasileiro lê pouco. Mas tem muitas questões envolvidas nisso que vão desde a educação formal e o incentivo à leitura até o acesso ao livro e locais para se ler”, disse ela à reportagem.

    >> Clique aqui e confira a cobertura da Agência Brasil na Flipelô 2026

    Políticas públicas

    Em entrevista à Agência Brasil, pouco antes de conversar com o público da Flipelô, a escritora ressaltou que é importante haver políticas públicas para incentivar e aumentar o acesso aos livros.

    Em 2024, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, apontou que 47% da população com 5 anos ou mais se declarou leitora no Brasil, o equivalente a cerca de 93,4 milhões de pessoas. Mas a maioria, 53%, não havia lido sequer parte de um livro nos três meses anteriores.

    “A gente está falando de uma realidade que é muitas vezes diferente de uma certa bolha ali que tem condição de ter acesso a livro, que tem uma casa ou que tem um quarto, que tem uma luz à noite adequada. E aí vai um monte de questões sociais que eu acho que tem impacto sobre isso”, acrescentou.


    Salvador (BA), 08/08/2026 - A escritora Carla Madeira participa do bate papo Elas por elas: Astrid Fontenelle entrevista Carla Madeira, durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho - Flipelô, no Largo do Pelourinho, centro histórico da capital baiana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Salvador (BA), 08/08/2026 - A escritora Carla Madeira participa do bate papo Elas por elas: Astrid Fontenelle entrevista Carla Madeira, durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho - Flipelô, no Largo do Pelourinho, centro histórico da capital baiana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Escritora Carla Madeira participa do bate papo Elas por Elas: Astrid Fontenelle entrevista Carla Madeira, durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho – Flipelô, no Largo do Pelourinho, centro histórico da capital baiana. – Rovena Rosa/Agência Brasil

    Novo livro

    Durante a mesa na Flipelô, que atraiu um grande público para o Largo do Pelourinho, a escritora mineira contou que seu novo livro Quando será lançado ainda neste mês.

    A obra aborda a história de uma mãe que denuncia seu próprio filho à polícia e foi escrita no momento em que Carla Madeira vivenciava três lutos em sequência: a morte de sua mãe, de seu psicanalista e de sua sócia.

    “Quando começou muito caoticamente. Não tem nada a ver com essa história, com esse luto, eu não faço autoficção. Mas nesse período eu comecei a ler e comecei a querer uma linguagem para dar conta do real. Acho que toda emoção está no corpo. Todo corpo afetado, perturbado, ele quer buscar retornar um estado de equilíbrio, de regularidade. Então, qual é o recurso que ele tem? A linguagem. A gente vai lá na linguagem para reorganizar o corpo”.

    O novo livro, contou ela, fala sobre uma mãe doente que espera pelo reencontro com seu filho.

    “Ela está para morrer e espera rever esse filho que ela não vê há 20 anos. Nessa espera, a gente começa a conhecer o que aconteceu antes, em 1986, que é aquele período em que o Brasil volta a ter eleições diretas. O livro se passa nesse período, com as heranças da ditadura ainda ali presentes”.

    Este é, segundo Carla Madeira, mais um livro sobre um tema que lhe é muito caro: a maternidade.

    “A maternidade é uma coisa que está muito presente nos meus livros. Não só a maternidade, mas essa ideia da família como um lugar fundante, um primeiro lugar que nos recebe no mundo e que vai ser determinante – para o bem ou para o mal. É ali onde acontecem os primeiros pactos civilizatórios. É onde começamos a ter nossa primeira visão de mundo”.

    A décima edição da Flipelô começou na última quarta-feira (5) e termina neste domingo. Clique aqui e saiba mais sobre a festa.

    *A repórter e a fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Livro inédito infantil da poeta Myriam Fraga será lançado na Flipelô

    Livro inédito infantil da poeta Myriam Fraga será lançado na Flipelô

    Mais de 150 espaços públicos e privados do centro histórico de Salvador vão abrigar, a partir desta quarta-feira (5), a décima edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô). A expectativa dos organizadores é que cerca de 250 mil pessoas transitem pelas ruas do Pelourinho para curtir a programação do evento, considerado a maior festa literária da Bahia.

    A Flipelô vai promover uma intensa agenda cultural formada por mesas de debates, bate-papos, lançamentos de livros, saraus, recitais, exposições, oficinas e apresentações teatrais e musicais. A programação tem início na noite de hoje com uma apresentação musical gratuita da cantora e compositora Bellô Veloso, no Largo do Pelourinho.

    O evento ocorre desde 2017 e chega à décima edição neste ano. Inspirada na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), a Flipelô é realizada pela Fundação Casa de Jorge Amado, que completa 40 anos de existência. A festa, que foi idealizada pela poeta Myriam Fraga (1937-2016), surgiu com o objetivo de preservar e valorizar a memória do escritor Jorge Amado, a cultura e arte da Bahia e também estimular a literatura, principalmente entre os jovens.

    Como forma de celebrar os dez anos de existência e prestar uma homenagem especial à sua idealizadora, a Flipelô vai promover neste ano o lançamento de um livro infantil de poesias da escritora e poeta baiana.


    Brasília - 04/08/2026 - Livro inédito infantil da poeta Myriam Fraga será lançado na Flipelô. Foto: Divulgação
    Brasília - 04/08/2026 - Livro inédito infantil da poeta Myriam Fraga será lançado na Flipelô. Foto: Divulgação
    Livro inédito da poeta Myriam Fraga será lançado na Flipelô – Foto: Divulgação

    Chamado de Tem Cardume no Meu Aquário, o livro reúne poemas inéditos de Myriam Fraga e é dedicado à primeira bisneta dela, Marina. A obra foi ilustrada pelo artista visual Leo Dantas, designer da Flipelô, e será lançada no próximo sábado (8), às 10h30, no Espaço Infantil Mabel Velloso, na Praça das Artes.

    “A novidade da Flipelô é este livro infantil e inédito, com texto de Myriam Fraga, que a gente guardou no acervo dela”, disse a presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, Angela Fraga, filha da escritora.

    Em entrevista à Agência Brasil, ela destacou que o livro conta também com uma parte toda interativa, o que deve aproximar ainda mais as crianças do universo criado pela poeta. “Você pode baixar o áudio de uma canção do texto por meio de um QRCode. Além disso, há também um incentivo para as crianças desenharem. No final do livro, há um espaço para que elas possam criar seus próprios personagens, inspirados naquela obra.”

    A festa

    Mais de 500 escritores brasileiros e nove internacionais deverão estar presentes na Flipelô deste ano, tais como Ana Maria Gonçalves, Itamar Vieira Júnior, Carla Madeira, Milton Hatoum, Tracy Mann e Pablo Fidalgo. Também vão marcar presença no evento o escritor e humorista Gregório Duvivier, o cantor Chico Chico, a apresentadora e jornalista Astrid Fontenelle e a jornalista e escritora Eliana Alves Cruz, apresentadora do programa Trilha de Letras, da TV Brasil.

    Além da literatura, o evento também contempla três rotas, uma gastronômica, uma de museus e outra de artes, onde galerias, museus e ateliês promovem uma programação especial para receber o público.

    A programação completa da Flipelô pode ser acessada no site oficial da festa literária.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original