Tag: IBGE

  • Produção industrial cai 0,6% de julho para agosto, diz IBGE

    Produção industrial cai 0,6% de julho para agosto, diz IBGE

    A produção da indústria brasileira recuou 0,6% em agosto deste ano, na comparação com o mês anterior. Os dados da Pesquisa Industrial Mensal foram divulgados nesta sexta-feira (2), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Em julho, a indústria havia registrado variação positiva de 0,1%. No entanto, o setor teve perdas de 1% em maio e de 1,6% em junho.

    Na comparação com agosto do ano passado, a indústria caiu 1,2%. Na média móvel trimestral, a perda é de 0,7%. No entanto, nos acumulados do ano e de 12 meses, a produção industrial apresenta altas de 0,8% e de 0,6%, respectivamente.

    Dezesseis dos 25 ramos industriais pesquisados pelo IBGE tiveram queda na passagem de julho para agosto deste ano, com destaques para as atividades de produtos do fumo (-23,4%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%) e indústrias extrativas (-0,7%).

    Entre as nove atividades que apresentaram aumento na produção, destacam-se produtos alimentícios (1%), produtos diversos (8,4%), produtos químicos (0,9%) e metalurgia (0,8%).

    As quatro grandes categorias econômicas da indústria apresentaram recuo de julho para agosto deste ano. As principais quedas foram observadas entre os bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e os bens de consumo duráveis (-1%).

    Os bens de capital, ou seja, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo caíram 0,6%, enquanto os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo recuaram 0,2%, no período.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Produção de leite bate recorde mesmo com redução de vacas ordenhadas

    Produção de leite bate recorde mesmo com redução de vacas ordenhadas

    A produção de leite no país atingiu o recorde de 36,7 bilhões de litros em 2025, uma alta de 2,7% em relação ao ano anterior.

    O resultado é o terceiro ano seguido de expansão e foi alcançado mesmo com a queda de 2,7% no número de vacas ordenhadas no período, totalizando 14,7 milhões de animais.

    O dado, que revela aumento de produtividade, faz parte da Pesquisa da Pecuária Municipal, divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    O instituto aponta que o total de vacas ordenhadas é o menor desde 1979 (14,9 milhões de cabeças). O recorde é de 2011, com 23,2 milhões. Desde então, o país apresenta tendência de queda nesse número.

    Pelo lado da produção, 2025 ostentou o segundo recorde consecutivo. Em 2024, a produção ficou em 35,7 bilhões de litros.

    Produtividade

    A relação entre produção e número de vacas ordenhadas mostra aumento de produtividade das fazendas de gado leiteiro pelo terceiro ano seguido.

    De 2024 para 2025, a produtividade cresceu 5,6%, alcançando o recorde de 2.498,7 litros por vaca. De acordo com o IBGE, a expansão pode ser explicada por:

    • Condições climáticas favoráveis;
    • Investimento em melhoramento genético do rebanho;
    • Processo de otimização e reorganização da base produtiva, que inclui a saída de produtores (principalmente os menos especializados ou com poucos recursos).

    O analista da pesquisa, Octavio Costa de Oliveira, explica que a substituição de produtores acontece porque a pecuária exige investimento em mão de obra e tecnologia. “Os grandes produtores têm a capacidade desses investimentos”, diz.

    Sul lidera produtividade

    O levantamento do IBGE retrata que a região Sul lidera o ranking nacional de produtividade, onde uma vaca produziu, em média, 4,3 mil litros de leite em 2025.

    Na sequência, estão o Sudeste (2,9 mil litros), Centro-Oeste (2 mil litros), Nordeste (1,7 mil litros) e Norte (957 litros).

    O valor da produção de leite no país no ano passado (quantidade produzida multiplicada pelo preço médio pago ao produtor) foi de R$ 89,5 bilhões (em valores do ano de referência, ou seja, sem considerar a inflação do período), alta de 2,3% em um ano.

    O preço médio do litro ficou em R$ 2,44, sem variação em relação a 2024.

    O IBGE constatou que 75,2% do leite produzido foi direcionado à indústria. O restante foi para destinos como consumo próprio e produção de queijos artesanais.

    O Brasil ostenta o posto de sexto maior produtor mundial de leite e dono do terceiro maior rebanho de vacas ordenhadas.

    Locais produtores

    Assim como lidera o ranking de produtividade, a região Sul também é a maior produtora de leite do país, respondendo por 34% do total nacional. Bem próximo aparece o Sudeste, com 33,5%. Na sequência, estão Nordeste (18%), Centro-Oeste (9,8%) e Norte (4,6%).

    Dos cinco maiores estados produtores, três são sulistas, mas a liderança pertence a Minas Gerais. Enquanto todo o país produziu 36,7 bilhões de litros, só os mineiros responderam por 10,1 bilhões.

    Cinco estados que mais produziram leite em 2025 (em bilhões de litros):

    • Minas Gerais: 10,1
    • Paraná: 4,8
    • Rio Grande do Sul: 4,2
    • Santa Catarina: 3,4
    • Goiás: 2,9

    Entre as cidades, a liderança é de Castro, com 76 mil habitantes, na região dos Campos Gerais, a cerca de duas horas e meia de carro de Curitiba. Em 2025, Castro produziu 532,8 milhões de litros de leite.

    Veja os dez municípios campeões em produção de leite (em milhões de litros):

    • Castro (PR): 532,8
    • Carambeí (PR): 306,8
    • Patos de Minas (MG): 249,2
    • Patrocínio (MG): 178,7
    • Lagoa Formosa (MG): 161,1
    • Coromandel (MG): 150,3
    • Orizona (GO): 138,0
    • Arapoti (PR): 137,2
    • Itaíba (PE): 133,7
    • Poço Redondo (SE): 130,6

    Pecuária de corte, Bovinocultura de corte, Gado confinado, Boi
    Pecuária de corte, Bovinocultura de corte, Gado confinado, Boi
    Número de cabeças de gado caiu pelo segundo ano seguido, ficando em 234,3 milhões – Foto: CNA/ Wenderson Araujo/Trilux

    Produção pecuária recorde

    A pesquisa do IBGE traz informações de várias produções da pecuária, como bovinos, galinhas, suínos, caprinos, e da aquicultura, como peixes e camarões. São calculados também produtos como mel, lã e ovos.

    De acordo com o levantamento, o valor da produção foi recorde em 2025, alcançando R$ 141,2 bilhões, o que representa expansão de 6,2% na comparação com 2024. O resultado foi puxado pela produção de leite de vaca, que representou 63,4% do valor total.

    O total de galináceos (galos, galinhas, frangos e pintos) foi estimado no recorde de 1,6 bilhão de cabeças, número 1,6% superior ao de 2024. Especificamente, a quantidade de galinhas (293,3 milhões) também foi a maior já apurada.

    O Brasil produziu o recorde de 5,7 bilhões de dúzias de ovos em 2025, aumento de 5,7% em relação a 2024.

    Para o analista Octavio Costa de Oliveira, a explicação passa por maior demanda pelo produto. Um elemento é o fato de o ovo ser um substituto mais acessível da proteína da carne.

    “Dependendo das condições de renda e de preços das carnes, o ovo entra mais forte [na demanda]”, diz.

    Ele acrescenta como puxadores de demanda o apelo por alimentação saudável e o uso por parte da indústria de massas alimentícias.

    Menos cabeças de gado

    No sentido inverso, o número de cabeças de gado caiu pelo segundo ano seguido, ficando em 234,3 milhões. Esse valor é o menor observado desde 2022, quando o rebanho foi de 234,9 milhões de cabeças.

    Octavio Costa de Oliveira explica que essa redução faz parte do ciclo da pecuária, com o abate de fêmeas em anos anteriores, o que se reflete na menor capacidade reprodutiva do rebanho.

    “Às vezes, o produtor abate as suas fêmeas porque o preço da carne está atrativo e, às vezes, o preço do bezerro para repor esse rebanho não está favorecendo a reposição do rebanho”.

    São Félix do Xingu, cidade de 63,4 mil habitantes no sudeste do Pará, segue como o município com maior rebanho: 2,7 milhões de cabeças.

    Em 2025, as exportações brasileiras de carne bovina in natura também estabeleceram recordes, com crescimento de 21,4% em volume e de 42,5% em faturamento em relação ao ano anterior.

    A China é o principal destino da carne brasileira, recebendo mais da metade (53,3%) do o Brasil exporta.

    Outros produtos

    O Brasil registrou em 2025 patamares máximos nos rebanhos de caprinos e ovinos: 13,5 milhões e 22,3 milhões, respectivamente.

    A produção de mel chegou a 71,3 mil toneladas, maior valor já registrado. A produção de camarão atingiu o recorde de 172,4 mil toneladas. Já a produção de peixes cresceu 7,1%, somando 783 mil toneladas, com a tilápia representando quase 70% do total. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Taxa de desemprego cai para 5,3%, a menor para o trimestre até agosto

    Taxa de desemprego cai para 5,3%, a menor para o trimestre até agosto

    A taxa de desemprego no trimestre encerrado em agosto ficou em 5,3%, a menor já registrada para o período desde 2012, quando se inicia a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, o instituto registrou recorde no número de trabalhadores ocupados, carteira assinada, massa salarial e contribuição para a previdência.

    O desempenho do desemprego no período de três meses até agosto representa recuo em relação ao trimestre móvel até maio (5,6%) e em comparação ao mesmo período de 2025 (5,6%). De acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o resultado veio em linha com a expectativa de analistas do mercado. 

    Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29). 

    O levantamento mostra que no trimestre até agosto a população ocupada atingiu 103,5 milhões de pessoas, a maior já registrada. Esse contingente representa alta de 0,8% em relação ao trimestre até maio, isto é, mais 774 mil trabalhadores.

    A pesquisa revela ainda que os grupamentos de atividade que puxaram a alta da ocupação foram a indústria geral (crescimento de 2%, ou mais 265 mil pessoas) e construção (4,1%, ou mais 306 mil pessoas).

    Carteira assinada na máxima

    O número de empregados do setor privado com carteira assinada atingiu 39,5 milhões, também recorde.

    A população desocupada terminou o período em 5,8 milhões de pessoas, recuo de 4,6% (menos 281 mil) na comparação com o trimestre de março a maio.

    A população desalentada, formada por aquelas pessoas que sequer procuram trabalho pois acreditam que não vão encontrar, somou 2,4 milhões até agosto – patamar estável em relação ao trimestre anterior e 11,9% menor (menos 317 mil) em relação ao mesmo período de 2025.

    A taxa de informalidade – proporção de trabalhadores informais na população ocupada – foi de 37,5%, o que representa 38,8 milhões de pessoas. No trimestre anterior era 37,3%.

    O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário.

    Massa salarial recorde

    O rendimento mensal médio do trabalhador ficou em R$ 3.777. No trimestre até maio era R$ 3.752. O maior já registrado foi R$ 3.783, no trimestre terminado em fevereiro de 2026.

    A massa salarial, somatório dos salários de todos os trabalhadores, dinheiro que acaba sendo usado para consumo, pagamento de dívidas, investimentos e poupança, alcançou R$ 385,6 bilhões, a maior da série, com crescimento de 1,4% no trimestre (mais R$ 5,2 bilhões) e de 4,8% (mais R$ 17,5 bilhões) em um ano.

    Recorde de contribuintes para a Previdência

    De acordo com a Pnad, o Brasil atingiu o maior número já apurado de trabalhadores contribuintes para institutos de previdência, 68,5 milhões de pessoas. Isso representa que de cada 100 trabalhadores, 66,2 contribuem.

    Ao contribuir para institutos de Previdência, o trabalhador adquire garantias como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.

    O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de Previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.

    Retrato do mercado de trabalho

    A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. 

    Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

    O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Prévia da inflação oficial de setembro fica em 0,70%, mostra IBGE

    Prévia da inflação oficial de setembro fica em 0,70%, mostra IBGE

    A prévia da inflação oficial de setembro ficou em 0,70%, a maior desde abril (0,89%). O resultado é uma inversão da deflação (inflação negativa) de agosto, que ficou em -0,40%.

    A explicação principal da aceleração está na devolução do bônus de Itaipu, desconto que os consumidores tiveram na conta de luz do mês anterior.

    Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Com o resultado, o IPCA-15 soma 4,47% no acumulado de 12 meses. Em agosto, eram 4,24%. Em setembro de 2025, a prévia da inflação marcou 0,48%.

    Em 2026, o IPCA-15 acumula 3,82%. Veja mês a mês o comportamento da prévia da inflação no ano:

    • janeiro: 0,20%
    • fevereiro: 0,84%
    • março: 0,44%
    • abril: 0,89%
    • maio: 0,62%
    • junho: 0,41%
    • julho: 0,06%
    • agosto: -0,40%
    • setembro: 0,70%

    Grupos

    Para chegar ao resultado mensal, o IBGE apura o preço de nove grupos de produtos e serviços. Veja como se comportaram os grupamentos:

    • Habitação: 2,07% (impacto de 0,31 ponto percentual)
    • Despesas pessoais: 0,96% (0,10 p.p.)
    • Transportes: 0,60% (0,12 p.p.)
    • Artigos de residência: 0,55% (0,02 p.p.)
    • Comunicação: 0,54% (0,02 p.p.)
    • Vestuário: 0,41% (0,02 p.p.)
    • Alimentação e bebidas: 0,40% (0,09 p.p.)
    • Saúde e cuidados pessoais: 0,13% (0,02 p.p.)
    • Educação: 0,03% (0 p.p.)

    Bônus de Itaipu

    A alta no grupamento habitação, o que mais pressionou a prévia, é explicada pela energia elétrica residencial, que subiu 7,42% em setembro, representando o maior impacto individual do índice (0,29 p.p.).

    Isso aconteceu porque em agosto, o conta de luz tinha caído 6,25%, beneficiada pelo Bônus Itaipu.

    O bônus consiste na distribuição do saldo positivo da conta de comercialização de Itaipu, hidrelétrica estatal, que vira crédito nas contas de energia.

    Em setembro, como não teve mais esse desconto, a conta de luz “normal” é comparada com a de agosto, mais baixa, fazendo com que a diferença de um mês para o outro seja maior. Esse efeito já era esperado pelo IBGE e por analistas. ((https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/inflacao-oficial-de-agosto-fecha-em-032-menor-taxa-em-quatro-anos))

    Transporte e combustíveis

    No grupo Transportes, o resultado foi influenciado pelas passagens aéreas, que subiram quase 10% (9,82%).

    Os combustíveis ficaram 0,22% mais caros, com os seguintes comportamentos de preços:

    • gás veicular: 1,56%
    • gasolina: 0,30%
    • óleo diesel: -0,78%
    • etanol: -0,22%

    Alimentos

    No grupo alimentação e bebidas, o subgrupo da alimentação no domicílio subiu 0,38% em setembro. Em agosto havia sido registrada deflação de -0,97%.

    As maiores altas na alimentação em casa foram:

    • tomate: 20,76%
    • arroz: 2,39%
    • carnes: 1,30%

    Se destacaram nas quedas:

    • feijão carioca: -6,33%
    • cebola: -4,41%
    • café moído: -1,36%

    Prévia da inflação

    O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos.

    A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa e feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 15 de agosto a 15 de setembro.

    Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.

    O IPCA-15 coleta preços de 367 produtos e serviços (10 a menos que o IPCA) em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju).

    O IPCA cheio de setembro será divulgado em 9 de outubro.

    O boletim Focus da última segunda-feira (21), sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, sinaliza que o mercado espera inflação de setembro em 0,52%.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Produção florestal no país alcança recorde de R$ 47,9 bilhões em 2025

    Produção florestal no país alcança recorde de R$ 47,9 bilhões em 2025

    As florestas brasileiras renderam ao país uma produção econômica avaliada em R$ 47,9 bilhões em 2025. Esse é o maior valor já alcançado no Brasil e representa alta de 6,7% em relação ao ano anterior.

    Os dados se referem a florestas naturais ou plantadas e fazem parte da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O instituto leva em consideração a silvicultura, quando a produção é retirada de áreas plantadas, e do extrativismo, que se refere à área verde originalmente natural.

    As cifras são em valores correntes ao ano da pesquisa, ou seja, não levam em conta a inflação do período até hoje.

    Silvicultura dispara

    A silvicultura saltou 8,6% de 2024 para 2025, atingindo R$ 41 bilhões. A extração vegetal caminhou no sentido contrário e recuou 3,1%, ficando em R$ 6,9 bilhões.

    No fim da década de 1990, a silvicultura e o extrativismo se alternavam como principais motores da produção florestal. Mas, desde então, a produção de áreas plantadas disparou, chegando a 85,6% em 2025, restando apenas 14,4% à extração vegetal.

    O IBGE destaca que, desde 2019, o valor econômico da silvicultura cresceu 165%. A explicação, segundo o instituto, são avanços tecnológicos.

    Em 2025, as florestas plantadas somaram 10,4 milhões de hectares (104 mil km²). Isso equivale praticamente ao tamanho de Pernambuco (98 mil km²).

    Eucalipto e celulose

     


    fábrica, indústria, sede da Suzano Celulose
    fábrica, indústria, sede da Suzano Celulose
    Sede da Suzano Celulose – Amanda Oliveira/GovBA

    Dessa área, 78,6 % são de eucalipto, árvore de crescimento rápido (em torno de sete a oito anos) utilizada principalmente na indústria de celulose, matéria-prima fundamental para a fabricação do papel.

    A produtividade da silvicultura brasileira faz com que o país seja o maior produtor e exportador mundial de celulose, posição ocupada desde 2022, quando superou o Canadá.

    O IBGE informa que o destaque global do país é impulsionado também por condições climáticas e pelo solo favoráveis ao crescimento rápido de florestas, além de “investimentos em práticas sustentáveis, que o tornam altamente competitivo no mercado internacional”.

    Em 2025, o Brasil produziu 22,2 milhões de toneladas de celulose, 12,7% mais que no ano anterior.

    China influencia preço

    Em termos de valores, foram US$ 10,2 bilhões, recuo de 3,9% em um ano. Por ser uma commodity (matéria-prima negociada com preços internacionais), o valor da celulose depende diretamente do mercado mundial.

    O IBGE justifica que os preços caíram por causa do “excesso de oferta global, pela desaceleração do consumo chinês e consequente aumento dos estoques, e por questões cambiais, como a valorização do real”.

    A celulose foi o oitavo produto mais exportado pelo Brasil em 2025. O topo da lista é ocupado, na ordem, pelo petróleo, soja e minério de ferro.

    Três Lagoas

    O levantamento aponta que 4.889 municípios registraram produção florestal no ano passado. O de maior destaque é Três Lagoas, cidade de 145 mil pessoas no leste de Mato Grosso do Sul.

    No ano passado, a produção florestal chegou a R$ 1,8 bilhão, mais que triplicou (+216,3%) em relação a 2024. Na cidade, há fábricas das produtoras de celulose Suzano (maior empresa mundial do setor) e Eldorado.

    Em termos estaduais, Minas Gerais tem o maior protagonismo, com valor da produção da silvicultura chegando a R$ 9,2 bilhões em 2025, ou 22,5% do total nacional. Minas é o maior produtor de carvão vegetal do país, com 84,6% do volume nacional.

    Alimentícios

     


    Salvaterra (PA), 09/10/2025 - Trabalhadores fazem colheita de açaí plantado em sistema de agrofloresta. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Salvaterra (PA), 09/10/2025 - Trabalhadores fazem colheita de açaí plantado em sistema de agrofloresta. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
     Trabalhadores fazem colheita de açaí plantado em sistema de agrofloresta. – Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura identificou que produtos alimentícios somaram R$ 2,2 bilhões em valor de produção.

    Metade desse montante coube ao açaí (251 mil toneladas), sendo dois terços dessa produção (66,7%) no Pará.

    A erva-mate ostentou a vice-liderança entre os produtos não madeireiros, com R$ 562,3 milhões. De todo o mate extraído no país, 88,4% vieram do Paraná. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil chega a 35% dos empreendedores com CNPJ

    Brasil chega a 35% dos empreendedores com CNPJ

    De cada 100 empreendedores no Brasil no ano passado, 35 tinham registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), o que equivale a 10,7 milhões de pessoas nessa condição. Essa é a maior proporção já registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Em 2025, o país tinha 103 milhões de pessoas ocupadas, sendo 30,6 milhões consideradas empreendedoras, o que inclui empregadores e trabalhadores por conta própria. Quase 20 milhões (65% deles) não tinham CNPJ.

    Os dados fazem parte de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quarta-feira (23).

    O estudo é feito desde 2012, com exceção de 2020 e 2021, por causa da pandemia de covid-19, que inviabilizou a coleta de dados.

    Evolução histórica

    Em 2012, 24% dos empreendedores tinham CNPJ. No último ano antes da pandemia, a proporção chegou a 29,3%. Em 2024, eram 33,6%.O registro no CNPJ pode representar vantagens ao trabalhador, como emitir notas fiscais, acessar crédito e serviços bancários empresariais, contratar funcionários formais, além de benefícios previdenciários.

    Essa modalidade de formalização também é positiv para a economia, uma vez que o trabalhador contribui com tributos.

    Veja a evolução da proporção de empreendedores com CNPJ:

     

    2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2022 2023 2024 2025
    24% 25,7% 27% 28,3% 28,9% 28,1% 29% 29,3% 34,1% 33% 33,6% 35%

     

    Empregadores e conta própria

    O IBGE classifica os empreendedores como empregadores ou trabalhadores por conta própria. Para o instituto, conta própria é a pessoa que trabalha explorando o próprio empreendimento. Já o empregador é quem trabalha explorando o próprio empreendimento, com pelo menos um empregado.

    Entre os empregadores, 81,1% têm CNPJ. Desde 2019, esse nível fica em pelo menos 80%, comportamento que o IBGE classifica como “estável em patamar elevado”.

    No grupo dos trabalhadores por conta própria, são 27,1%, o maior de toda a série histórica. Em 2012, eram 15%.

    Apesar de alcançar nível recorde em 2025, o analista da pesquisa, William Kratochwill, aponta que o patamar é considerado “baixo” e o associa ao nível de instrução do trabalhador.  

    “O trabalho por conta própria, na grande parcela dele, é realizado por pessoas com um nível de instrução mais baixo”, diz.

    “A taxa de registro está fortemente ligada ao nível de instrução. Quanto mais instrução a pessoa tem, mais preparada ela está para o mercado”, completa.

    Classificação por escolaridade

    Pela primeira vez na série histórica, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com nível superior tinham registro formal.

    Os com ensino médio completo e superior incompleto (29,7%) também estavam acima da média (27,1%).

    Os conta própria com ensino fundamental completo e médio incompleto (18,6%) e os sem instrução e fundamental incompleto (11%) figuravam com os menores percentuais.

    Para Kratochwill, o avanço do CNPJ entre os conta própria com maior instrução é impulsionado por programas governamentais de desburocratização e redução de custos, como o Microempreendedor Individual (MEI).

    “É um programa que facilita o registro, facilita para a pessoa ter a sua empresa legalizada, registrada, que possa abrir uma conta no banco, realizar operações, receber formalmente via Pix ou boleto”, descreve.

    MEI

    Microempreendedor Individual é a forma pela qual o trabalhador pode se formalizar por conta própria, pagando imposto de forma simplificada e tendo acesso a direitos previdenciários, como aposentadoria por idade, por invalidez, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte para a família.

    Para ter acesso ao MEI, o trabalhador deve preencher uma série de requisitos, entre eles: exercer atividades que estejam na lista de ocupações permitidas; contratar, no máximo, um empregado que receba o piso da categoria ou um salário mínimo; não ser sócio de outra empresa; e ter faturamento anual de até R$ 81 mil (há exceções para o faturamento, a depender da atividade). 

    Atividades

    Dos cinco agrupamentos de atividades pesquisados, dois apresentavam taxa de formalização por CNPJ acima da média da economia:

    • Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 36,7%
    • Serviços: 33,5%
    • Indústria geral: 22,8%
    • Construção: 14,8%
    • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 6,5%
    • Associação a cooperativas

    O levantamento do IBGE revela que de 2012 para 2025 há tendência de redução na proporção de trabalhadores por conta própria e empregadores associados a cooperativas. No início da série, eram 6,3% deles. Em 2025, o patamar era 4,7%.

    Sindicalização

    A pesquisa identificou estabilidade no patamar de trabalhadores sindicalizados no país, após tendência de queda que foi até 2023.

    Em 2012, 16,1% dos ocupados tinham relação com sindicatos. Até 2023, a taxa recuou para 8,4%. Depois, subiu em 2024 (8,9%). Em 2025, ficou em 8,8%, variação dentro da estabilidade, segundo o IBGE. Eram 9,1 milhões de pessoas no ano passado.

    Na trajetória de longo prazo, o ano de 2017 marca o início de um recuo mais acentuado na parcela de trabalhadores sindicalizados.

    Um dos motivos, segundo o analista da pesquisa, é a reforma trabalhista aprovada naquele ano. Uma das mudanças foi o fim da contribuição sindical obrigatória.

    O pesquisador acrescenta a hipótese de os trabalhadores não estarem satisfeitos com os serviços que os sindicatos oferecem.

    “Quando um serviço não é adequado ao que a pessoa deseja, ela não vai mais se submeter, não vai querer mais aquele tipo de serviço, uma vez que não lhe atende”, diz.

    De acordo com William Kratochwill, os dados mostram que há fraca adesão dos jovens à sindicalização, enquanto os trabalhadores mais velhos, a partir dos 40 anos, representam “verdadeiro êxodo”.

    “O jovem não entra, e o mais velho está saindo”, resume.  

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Pessoas com deficiência vivem em piores condições de moradia, diz IBGE

    Pessoas com deficiência vivem em piores condições de moradia, diz IBGE

    Dados do Censo 2022, divulgados nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as pessoas com deficiência vivem em moradias com menos estrutura do que aquelas sem deficiência.

    Um dos aspectos relevantes é o acesso ao esgotamento sanitário. Apenas 59,8% das pessoas com deficiência vivem em residências com fossas ou ligação à rede coletora de esgoto. Entre aqueles que não têm deficiência, o índice é de 63,1%.

    A desigualdade de repete também no acesso ao abastecimento de água potável e coleta de lixo. Para os que têm deficiência, o acesso à água por rede ou distribuição chega a 82% dos lares e a coleta de resíduos direta ou indireta, a 90,1%. Para os sem deficiência, os indicadores são, respectivamente, de 83,1% e 91,1%.

    O acesso aos três serviços de saneamento básico atinge 56,6% dos lares onde vivem pessoas com deficiência, contra 60,2% das moradias onde só residem pessoas sem deficiência.

    Há ainda 2,4% dos lares de pessoas com deficiência sem banheiro exclusivo do domicílio e 1,4% de casas com paredes externas construídas predominantemente com material não durável. Nas residências onde só vivem pessoas sem deficiência, os índices são mais baixos: de 2,2% e 1,2%, respectivamente.

    Internet e eletrodomésticos

    Apenas 78,9% dos lares onde residem pessoas com deficiência têm acesso domiciliar à internet. Para os sem deficiência, o serviço atinge 90,2% dos imóveis.

    A desigualdade é percebida ainda no acesso a eletrodomésticos. Em 60,4% dos lares onde vivem pessoas com deficiência há uma máquina de lavar, por exemplo. Por outro lado, o eletrodoméstico está presente em 68,9% nos imóveis habitados exclusivamente por pessoas sem deficiência.

    Apenas o indicador de adensamento excessivo no domicílio é favorável às pessoas com deficiência: 3% tinham três ou mais pessoas por dormitório. Entre os sem deficiência, a parcela é 4,8%.

    Segundo o IBGE, isso pode ser explicado pelo perfil etário das pessoas que têm dificuldade de enxergar, ouvir, se locomover, pegar objetos ou questões associadas a funções mentais.

    “Uma boa parte das pessoas com deficiência é idosa. E as pessoas idosas vivem mais em domicílios unipessoais, com apenas um morador”, explica o pesquisador do IBGE Leonardo Queiroz Athias.

    Deslocamentos

     


    Rio de Janeiro (RJ) 30/04/2024 – Trabalhadores em deslocamento de volta para casa na região da Central do Brasil. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ) 30/04/2024 – Trabalhadores em deslocamento de volta para casa na região da Central do Brasil. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Trabalhadores em deslocamento de volta para casa na região da Central do Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

    As pessoas com deficiência também têm mais dificuldades para se deslocar de casa para o trabalho. As pessoas com deficiência gastam, em média, 12% mais tempo para chegar ao trabalho (37 minutos) do que os sem deficiência (33 minutos).

    O principal contingente é formado por aquelas que precisam usar ônibus ou BRT (24,7%). Entre os sem deficiência, a parcela é 21%.

    Além disso, as pessoas com deficiência precisam se locomover mais a pé (23,7%) e de bicicleta (7,8%) do que os sem deficiência (17,4% e 6,1%, respectivamente).

    Os sem deficiência, por outro lado, usam mais automóveis e táxis (32,8%) e motocicletas ou mototáxis (17%) do que os trabalhadores com deficiência (22,8% e 14,3%, respectivamente).

    As pessoas com deficiência gastam, em média, 12% mais tempo para chegar ao trabalho (37 minutos) do que os sem deficiência (33 minutos).

    Participação política

     


    Brasília - 07/08/2026 - TSE faz demonstração de como votar na urna eletrônica na Rodoviária de Brasília. Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
    Brasília - 07/08/2026 - TSE faz demonstração de como votar na urna eletrônica na Rodoviária de Brasília. Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
    Demonstração de como votar na urna eletrônica – Valter Campanato/ Agência Brasil

    Segundo o IBGE, houve uma redução no número de pessoas com deficiência eleitas entre 2020 (578 eleitos) e 2024 (415 eleitos). Os homens eleitos para vereador caíram de 459 para 356 entre os dois pleitos, enquanto as mulheres eleitas para câmaras municipais recuaram de 63 para 35.

    Entre as pessoas com deficiência eleitas para prefeituras, o número de homens diminuiu de 47 para 23 e o de mulheres despencou de nove para uma. Houve ainda recuo nas candidaturas para vereador e prefeito: de 6.409 em 2020 para 4.813 em 2024.

     “A gente vê uma piora na representação das pessoas com deficiência, com diminuição de candidaturas e de pessoas eleitas”, afirma Athias.

    No serviço público federal, o percentual de servidores com deficiência passou de 0,6% em 2019 para 3,1% em 2025. Também houve aumento da participação de pessoas com deficiência em cargos comissionados níveis 1 a 12 (de 0,5% para 2,8%) e cargos comissionados níveis 13 a 17, ou seja, os mais elevados (de 0,2% para 1,5%).

    Houve aumentos consideráveis também de 2024 para 2025: servidores (de 1,9% para 3,1%), comissionados níveis 1 a 12 (1,5% para 2,8%) e comissionados níveis 13 a 17 (de 0,9% para 1,5%). Esse aumento pode ser explicado pelo crescimento do número de servidores identificados com transtorno do espectro autista (TEA).

    Gestão

    Entre os 5.570 municípios brasileiros, 490 deles, onde viviam 34,5% das pessoas com deficiência no país, contavam com adaptação de espaços públicos para facilitar a acessibilidade a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Os dados se referem a 2023. 

    Legislações específicas para garantir passe livre municipal a pessoas com deficiência no transporte coletivo apareciam em apenas 480 dos municípios do país, onde viviam 46,1% dessa população.

    Além disso, a pesquisa mostrou que 83,8% das pessoas com deficiência viviam em municípios com políticas ou programas de promoção para este público, 18,9% delas viviam em municípios com fundo municipal para os direitos da pessoa com deficiência, 36,5% viviam em municípios que tinham, na prefeitura, pessoal capacitado para atender a pessoas com deficiência.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Renda de PCDs equivale a 70% do rendimento de pessoas sem deficiência

    Renda de PCDs equivale a 70% do rendimento de pessoas sem deficiência

    O rendimento médio do trabalhador com deficiência (R$ 2.053) representava cerca de 70% do rendimento médio daqueles sem deficiência (R$ 2.890), segundo dados do Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (18).

    “Em todos os grupos de atividades econômicas, as pessoas com deficiência recebiam menos do que as pessoas sem deficiência. Além disso elas também estavam mais concentradas nas atividades que remuneravam menos, que são serviços domésticos, agropecuária e alojamento e alimentação”, explica o pesquisador do IBGE João Hallak Neto.

    O segmento de administração pública, educação, saúde e serviços sociais era o que concentra os melhores rendimentos. Neste setor, pessoas com deficiência recebem, em média, R$ 3.223, cerca de 78% do valor recebido pelas pessoas sem deficiência (R$ 4.146).

    Nos lares com morador com deficiência, a renda do trabalho representava 55,7% do rendimento médio total do domicílio. Outros 44,3% vinham de outras fontes. Já naqueles lares sem pessoas com deficiência, a renda do trabalho respondia por 78,4%, enquanto 21,6% vinham de outras fontes.

    Ocupação

    O nível de ocupação entre as pessoas com deficiência era de 29%. Isso significa que apenas três em dez pessoas em idade de trabalhar estavam empregadas. Para efeitos de comparação, o nível de ocupação de pessoas sem deficiência era 55,8%, ou seja, quase duas vezes maior.

    De acordo com o Censo 2022, a população em idade de trabalho que apresentava alguma deficiência era de 13,71 milhões, das quais 3,97 milhões estavam ocupadas.

    A pesquisa mostrou ainda que, entre aqueles com deficiência, o menor nível de ocupação encontrava-se no grupo de pessoas com dificuldades associadas a alguma limitação nas funções mentais (12,9%).

    Também apresentavam níveis de ocupação abaixo da média, aqueles com dificuldade de caminhar ou subir degraus (17,2%) e pegar objetos pequenos (17,7%). Aqueles que têm mais de uma dificuldade apresentavam nível de 15,6%.

    Os grupos com mais gente ocupada eram aqueles com dificuldade de enxergar (35,9%) e de ouvir (27,5%).

    Analisando-se por sexo e por cor ou raça, as pessoas pretas ou pardas tinham um nível de ocupação maior que os brancos, tanto entre os homens quanto entre as mulheres: homens pretos e pardos (36%), homens brancos (34,6%), mulheres pretas ou pardas (25,6%) e mulheres brancas (22,7%).

    Em relação à cor ou raça, a tendência é diferente entre aqueles sem deficiência, em que o nível de ocupação era maior entre os brancos.
     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Entenda mudança no mapa que tirou Sorriso do topo da produção agrícola

    Entenda mudança no mapa que tirou Sorriso do topo da produção agrícola

    O município de Sorriso, no norte de Mato Grosso, conhecido como “capital do agronegócio”, perdeu o topo do ranking dos maiores produtores agrícolas do país. A cidade foi desbancada por Sapezal, também mato-grossense, e São Desidério, na Bahia.

    A explicação não está apenas no desempenho da produção da terra em Sorriso e nos demais municípios. Passa também por uma mudança no mapa do estado de Mato Grosso, com a criação do município de Boa Esperança do Norte em áreas que pertenciam a Sorriso.

    Com isso, Sorriso teve diminuição de área plantada em 9,3%, o que impactou as lavouras de soja, algodão e feijão.

    A constatação faz parte da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta também que o valor da produção agrícola de 2025 foi de R$ 927,2 bilhões, um salto de 18,4% na comparação com 2024.

    Ainda no pódio

    Em 2024, Sorriso tinha ostentado a liderança do ranking de valor de produção, com R$ 7,2 bilhões, imediatamente à frente de São Desidério (R$ 6,6 bilhões) e Sapezal (R$ 5,9 bilhões).

    No ano seguinte, a produção agrícola de Sorriso cresceu para R$ 8,16 bilhões, mas ficou atrás de Sapezal (R$ 8,59 bilhões) e São Desidério (R$ 8,22 bilhões).

    O valor da produção combina o volume físico produzido com os preços praticados na venda. Os valores são em moeda corrente do ano de cada pesquisa, ou seja, não estão corrigidos pela inflação.

    O IBGE explica que, por um lado, o novo campeão, Sapezal, viu o valor da produção agrícola crescer 46,6%, empurrado por seu principal produto agrícola, o algodão herbáceo. São Desidério presenciou o valor da produção crescer 23,7%. 

    Novo mapa

    A mudança de mapa que tirou Sorriso do topo do ranking foi a criação do município de Boa Esperança do Norte, o mais novo do Brasil.

    A nova cidade foi constituída com territórios que pertenciam a Sorriso e Nova Ubiratã. Ou seja, parte da produção que pertencia a Sorriso até 2024 foi absorvida por Boa Esperança do Norte.

    De acordo com o IBGE, o novo município tem uma população estimada em 5,9 mil pessoas. Já Sorriso, 124,7 mil.

    A cidade de Boa Esperança do Norte foi criada por lei estadual em 2000. No entanto, precisou esperar mais de 20 anos para realmente existir. No mesmo ano da lei, uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso apontou a criação como institucional.

    A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, em outubro de 2023, autorizou a criação do município. A instalação oficial aconteceu em 1º de janeiro de 2025, ano em que Sorriso perdeu o título informal de “capital do agro”.

    Novo Campeão

    A mudança no mapa manteve no estado de Mato Grosso a cidade brasileira líder em valor de produção agrícola, agora Sapezal, que tem uma população estimada em 32,5 mil pessoas e fica cerca de 500 quilômetros a noroeste da capital mato-grossense, Cuiabá.

    Dos R$ 8,59 bilhões da produção agrícola da nova campeã, 60% (R$ 5,13 bilhões) são representados pelo cultivo do algodão. Em 2025, foram produzidas 1,2 milhão de toneladas do produto.

    Sapezal apresentou avanço também no valor da produção de soja (51,4%) e milho (58,1%), sendo que a soja gerou R$ 2,8 bilhões e o milho, R$ 656,9 milhões.

    Mato Grosso

    Principal estado em valor da produção agrícola (R$ 165,6 bilhões), Mato Grosso abriga cinco dos dez municípios brasileiros com maior valor de produção.

    Confira as dez cidades com maior valor da produção agrícola e o principal produto de cada:

    • Sapezal (MT): R$ 8,59 bilhões – algodão
    • São Desidério (BA): R$ 8,22 bilhões – soja
    • Sorriso (MT): R$ 8,16 bilhões – soja
    • Campo Novo do Parecis (MT): R$ 7,87 bilhões – soja
    • Formosa do Rio Preto (BA): R$ 5,89 bilhões – soja
    • Diamantino (MT): R$ 5,82 bilhões – soja
    • Rio Verde (GO): R$ 5,69 bilhões – soja
    • Cristalina (GO): R$ 5,45 bilhões – soja
    • Nova Mutum (MT): R$ 5,39 bilhões – soja
    • Jataí (GO): R$ 4,84 bilhões – soja

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Produção agrícola brasileira superou R$ 927 bilhões em 2025

    Produção agrícola brasileira superou R$ 927 bilhões em 2025

    Após ter sofrido com condições climáticas desfavoráveis em 2024, a agricultura do Brasil chegou a 345,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2025. O volume supera em 18,2% o registrado no ano anterior, quando a produção foi prejudicada por efeitos do fenômeno El Niño.

    O valor da produção, que combina o volume físico produzido com os preços praticados na venda, foi de R$ 927,2 bilhões, um salto de 18,4% na comparação com 2024.

    Os valores são em moeda corrente do ano de cada pesquisa, ou seja, não estão corrigidos pela inflação. O montante de 2025 é o maior, pelo menos, desde quando o Plano Real foi criado, em 1994.

    Os dados fazem parte da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    >> Leia mais: Mudança no mapa tira Sorriso (MT) do topo da produção agrícola. 

    Avanço de área

    O levantamento mostrou também que, pela primeira vez, o Brasil rompeu a marca de 100 milhões de hectares de área colhida. Os 100,6 milhões de 2025 representam avanço de 4,4% na comparação com o ano anterior.

    A área equivale a 1 milhão de quilômetros quadrados (km²), maior que todo o estado do Mato Grosso (903,2 mil km²) ou a quase toda a Bolívia (1,10 milhão km²).

    Soja

    Segundo o levantamento, a soja representou mais de um terço (34%) do valor da produção agrícola brasileira (R$ 315,2 bilhões), desempenho que mantém o Brasil como o maior produtor e exportador do mundo.

    A safra de soja cresceu 14,4% em um ano, alcançando 165,2 milhões de toneladas, isto é, 20,8 milhões a mais que 2024.

    O IBGE explica que o cenário internacional contribuiu para a manutenção do preço da soja.

    “A conjuntura mostra que a guerra tarifária entre Estados Unidos e China fez com que o país asiático aumentasse a procura pelo grão de soja do Brasil, mantendo os preços internos da commodity estáveis ao longo dos últimos meses do ano”.

    Veja os dez principais produtos agrícolas por valor da produção em 2025:

    • Soja: R$ 315,2 bilhões
    • Milho: R$ 122,1 bilhões
    • Cana-de-açúcar: R$ 108,9 bilhões
    • Café (em grão): R$ 100 bilhões
    • Algodão (em caroço): R$ 40,6 bilhões
    • Laranja: R$ 23,0 bilhões
    • Arroz (em casca): R$ 19,6 bilhões
    • Mandioca: R$ 18,9 bilhões
    • Banana : R$ 16,4 bilhões
    • Fumo (em folha): R$ 14,4 bilhões

    O IBGE aponta que avanços tecnológicos na produção ajudaram a produção de algodão a crescer 16,4% em um ano e chegar a 6 milhões de toneladas, permitindo que o Brasil se tornasse o maior exportador mundial do produto.

    “Resultado de investimentos em tecnologia, sustentabilidade e eficiência produtiva, principalmente no Cerrado brasileiro, tendo como destaque o Mato Grosso”, afirma.

    “Essa conquista não apenas fortalece a economia, gerando bilhões em divisas e milhares de empregos diretos e indiretos, como também posiciona o país como referência global em práticas agrícolas modernas e competitivas, ampliando sua influência nos mercados têxtil e de commodities [matérias-primas negociadas em preços internacionais], completa.

    O levantamento mostra que o valor da produção do café subiu 44,7%, ficando em quase R$ 100 bilhões. A produção atingiu 3,4 milhões de toneladas, alta de 3%, limitada por fatores climáticos e naturais, como exaurimento das plantas. No entanto, o aumento do valor da produção foi explicado pela “supervalorização do preço da saca no mercado internacional”.

    Em 2025, Mato Grosso se manteve como principal celeiro do Brasil em valor da produção, que avançou 37,1% em um ano. Tudo o que foi colhido no estado representa 17,9% do total do país.

    Confira os dez estados com maior valor da produção agrícola:

    • Mato Grosso: R$ 165,6 bilhões
    • São Paulo: R$ 124 bilhões
    • Minas Gerais: R$ 109,4 bilhões
    • Paraná: R$ 87,7 bilhões
    • Goiás: R$ 72,7 bilhões
    • Rio Grande do Sul: R$ 71,3 bilhões
    • Bahia: R$ 55,5 bilhões
    • Mato Grosso do Sul: R$ 47,8 bilhões
    • Pará: R$ 38,4 bilhões
    • Espírito Santo: R$ 33,7 bilhões

    Centro-Oeste supera Sudeste

    A análise dos valores da produção revela que, em 2025, o Centro-Oeste voltou a ultrapassar o Sudeste, invertendo a ordem de 2024.

    No ano passado, o Centro-Oeste viu o valor crescer 31,8%, atingindo R$ 288 bilhões, impulsionado por soja, milho e algodão.

    O Sudeste apresentou R$ 271 bilhões, com destaque para café e cana-de-açúcar.

    Até 2017, o Sudeste sempre esteve à frente. De 2018 a 2023, o Centro-Oeste tomou a liderança, perdendo-a novamente em 2024, antes de retomá-la em 2025.

    Ranking do valor de produção agrícola por regiões:

    • Centro-Oeste: R$ 288 bilhões
    • Sudeste: R$ 271 bilhões
    • Sul: R$ 181,1 bilhões
    • Nordeste: R$ 113,7 bilhões
    • Norte: R$ 73,4 bilhões

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original