Tag: Festival

  • Conceição Evaristo é homenageada do CineBH

    Conceição Evaristo é homenageada do CineBH

    Uma das mais importantes autoras da literatura brasileira contemporânea, Conceição Evaristo faz, aos 79 anos, sua estreia como atriz. Ela é protagonista do longa do diretor André Novais Oliveira Se Eu Fosse Vivo… Vivia, filme de abertura da 20º Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte. O festival começa nesta terça-feira (22) e vai até o dia 27 de setembro.

    No longa, Evaristo interpreta Jacira, uma mulher aposentada que compartilha com o marido, Gilberto, a rotina doméstica, os cuidados com a saúde, as conversas e os pequenos prazeres da vida. O filme acompanha a rotina desse casal por cinco décadas, desde a juventude. A vida do casal, porém, muda quando Jacira adoece e é internada. O filme ganhou o Troféu Candango de melhor longa-metragem pelo júri oficial da 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

    Além de estrear o filme de abertura da mostra, Conceição Evaristo será uma das homenageadas do festival e receberá o Troféu Horizonte. A coordenadora-geral do CineBH, Raquel Hallak, afirma que a homenagem é um forma de destacar a trajetória da escritora na literatura e a chegada dela ao mundo do cinema.

    “É também mostrar a transversalidade do audiovisual e as suas conexões com o cinema e a música”, diz.

    Cinema latino-americano

    A edição deste ano do CineBH discute o futuro do cinema latino-americano.

    “A ideia é fazer a pergunta de forma aberta: que histórias estamos contando? Que histórias queremos contar? Qual o futuro do cinema na América Latina?” indaga Raquel Hallak.

    Além de Conceição Evaristo, a mostra homenageia a cineasta paraguaia Paz Encina. Nascida em Assunção em 1971, Encina começou a fazer audiovisual nos anos 1990 em um país de produção historicamente descontínua e sucessivos períodos autoritários. Mesmo assim, conseguiu fazer seus filmes circularem internacionalmente. As obras dela têm, quase sempre, uma temática que envolve a história do Paraguai.

    A programação completa da mostra está no site do festival. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Concertos da Orquestra Ouro Preto terão Alceu Valença e Samuel Rosa

    Concertos da Orquestra Ouro Preto terão Alceu Valença e Samuel Rosa

    A quinta edição da Orquestra Ouro Preto Vale Festival (OOP) será realizada em um palco já conhecido do grupo mineiro: a Praia de Copacabana, que em dois dias receberá, no Posto 2, quatro concertos gratuitos, entre eles as apresentações com os cantores e compositores Samuel Rosa, nesta sexta-feira (14), e Alceu Valença no sábado (15).

    Foi ali, na areia do Posto 2, que o público diverso se encantou com edições anteriores do festival e com apresentações com a regência do maestro Rodrigo Toffolo, para óperas baseadas nos livros Feliz Ano Velho, Auto da Compadecida e Hilda Furacão. Esses encontros já se tornaram uma tradição do grupo de Minas Gerais, que tem a característica de juntar música de concerto com a literatura e a música popular.

    “Isso é muito importante. É ter uma visão contemporânea da orquestra, que não é unicamente obrigada a olhar e tocar uma música do passado e é um patrimônio da humanidade. A música tem que ser tocada, sim, e a orquestra toca, afirmou o maestro Rodrigo Toffolo em entrevista à Agência Brasil. 


    São Paulo- 23/03/2025 - Maestro Rodrigo Toffolo e 
Apresentação da Orquestra Ouro Preto no Teatro Municipal Ouro Preto-Casa da Ópera . Créditos: Cristina Indio do Brasil
    São Paulo- 23/03/2025 - Maestro Rodrigo Toffolo e 
Apresentação da Orquestra Ouro Preto no Teatro Municipal Ouro Preto-Casa da Ópera . Créditos: Cristina Indio do Brasil
    Maestro Rodrigo Toffolo, durante apresentação da Orquestra Ouro Preto – Foto Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil

    Ele lembrou que já foram gravadas composições de Mozart, Vivaldi, Villa Lobos e Piazzolla, mas que existe uma música contemporânea que as orquestras também têm que fazer. “Gosto muito de falar que a Orquestra Ouro Preto não é apenas uma guardiã do passado. Ela é isso e mais um pouco, que é exatamente a música contemporânea”, completou.

    O som de violinos, violas e violoncelos da orquestra estará presente nas apresentações que representam bem o caminho percorrido com a sua marca artística.

    “É o quinto ano da gente com uma orquestra como a de Ouro Preto, do interior de Minas, no Vale Festival. em um dos endereços mais famosos do mundo que é a Praia de Copacabana. Eu acho, né?”, afirmou sorrindo, destacando que os concertos fazem parte da série de grandes shows que vêm sendo realizados no Rio depois da pandemia de covid-19.

    Rock e pop

    Hoje, logo na abertura, às 19h30, a orquestra fará o tributo Lendas do Rock, juntando esse ritmo musical ao pop. “A gente toca Queen, Metallica, Led [Zeppelin], Pink Floyd. É muito legal poder falar um pouco desse ambiente que, de certa forma, inspirou todos nós e o próprio Samuel. É a orquestra fazendo a abertura para ela mesma”, disse.

    A partir das 20h30, será a vez da estreia do concerto especial com Samuel Rosa. É a primeira vez que Samuel Rosa se encontra com a sonoridade dos instrumentos da Orquestra Ouro Preto, no concerto criado justamente para essa apresentação, que vai trazer sucessos conhecidos do grande público, mas que também propõe um acompanhamento do trabalho do compositor, com arranjos que revelam novas camadas melódicas e harmônicas das canções.

    De acordo com Rosa, a junção da música erudita com a popular sempre gera bons resultados e sempre é uma experiência muito interessante. “Recebi o convite com muita empolgação. A orquestra já vem fazendo isso há muito tempo e agora chegou a minha vez. Estou bem tranquilo quanto a isso porque o meu repertório tem músicas que aceitam esse tipo de arranjo, inclusive hoje algumas originalmente têm arranjos com cordas”.


    Oficina do Núcleo de Apoio a Bandas da Orquestra Ouro Preto
    Oficina do Núcleo de Apoio a Bandas da Orquestra Ouro Preto
    Oficina do Núcleo de Apoio a Bandas da Orquestra Ouro Preto – Foto Orquestra Ouro Preto/Divulgação

    O fato de o concerto ser na Praia de Copacabana também é relevante. “O astral muda, é completamente diferente. Eu já toquei várias vezes na praia, Copacabana inclusive, e é sempre uma ocasião muito especial. Ali, é um show gratuito que as pessoas vão para escutar as músicas de que gostam. Com novos arranjos, é toda uma moldura para ser uma grande noite, sendo o Rio de Janeiro, por si só, já seria legal e ainda estar na companhia da Orquestra Ouro Preto que tem experiência muito grande com música popular”, disse.

    Segundo Samuel Rosa, o público que for e estiver acostumado com a sua música terá a oportunidade de ouvir de maneira diferente, com arranjos mais delicados. “Quando é bem feito como costuma ser com a Orquestra Ouro Preto, é bem legal. Estou indo com a minha banda completa, com naipe de metais. São músicas que escolhi já com a possibilidade de casarem bem com arranjos de orquestra”, adiantou.

    A lista de músicas tem momentos românticos com Dois Rios, Ainda Gosto Dela, Te Ver, Balada do Amor Inabalável; traz também o lirismo com Acima do Sol, Canção Noturna e Tarde Vazia; e sucessos dançantes, como Vamos Fugir, Vou Deixar e Lourinha Bombril.

    A presença de Samuel, segundo o maestro, é também uma forma de mostrar que a música de Minas não é apenas o Clube da Esquina, composto, entre outros, por Milton Nascimento, Beto Guedes e Lô Borges. Tem ainda a cantora Fernanda Takai, do grupo Pato Fu, e Rogério Flausino, vocalista do Jota Quest.

    “Este ano a gente queria que o primeiro dia tivesse uma cara mineira e entre a constelação de músicos mineiros, há também uma ligação com a história do Samuel. Um disco icônico dele foi gravado em Ouro Preto. Eu estava lá naquele dia, numa Praça Tiradentes lotada”, revelou. O disco era Skank- MTV ao Vivo em Ouro Preto.

    Samuel está animado. “Tenho certeza que vai funcionar. Tendo o Rio e a brisa da praia, vai ser uma das experiências das mais valiosas. Valorizo muito quando tenho a possibilidade de tocar em ambientes que não são os corriqueiros de casas de show ou lugares fechados. Tocar em locais abertos no Rio de Janeiro e na Praia de Copacabana tem outra conotação. O contexto muda muito e me empolga”.

    Encontro longevo

    Amanhã, às 20h30, a plateia vai ver o reencontro da OOP com Alceu Valença, em um espetáculo que andou pelo Brasil e foi levado também para a Europa, se transformando em uma das parcerias mais antigas da música popular brasileira.

    É também mais uma celebração dos 80 anos de Alceu, com ritmos nordestinos em novas camadas musicais para clássicos como La Belle de Jour, Anunciação, Tropicana, Girassol, Como Dois Animais, Dia Branco e Táxi Lunar.

    “Tem quase 15 anos que a gente lançou o primeiro concerto com Alceu. Nós inauguramos esse projeto em Copacabana com ele e voltamos agora, agregando a esse show os 80 anos de Alceu. Imagina um poeta maior como Alceu Valença com 80 anos em Copacabana, vamos cantar parabéns ali”, disse Toffolo.

    As escolhas das músicas foram do próprio Alceu e ao mesmo tempo é certeza de animação e emoção do público. “O Alceu transforma a gente em pessoas e músicos melhores. Em cada experiência com Alceu, você sai melhor do que entrou. Estar cada minutinho ao lado dele é muito importante. Ele compreende o Brasil profundo como poucas pessoas compreendem. Isso é a alma e essência de Alceu Valença”, ressaltou o maestro.

    “Eu adoro tocar com a Orquestra Ouro Preto, em cordas maravilhosas. As pessoas que fazem parte da orquestra têm um astral inigualável é maravilhoso. Já estivemos em muitos cantos, no Recife, em São Paulo várias vezes, em Brasília, em Belo Horionte. É uma loucura, muito bom. É um reencontro maravilhoso”, comentou Alceu à Agência Brasil.

    “Estar em Copacabana com um colega mineiro, que é o Samuel Rosa, é muito importante, assim como com Alceu Valença, que é um parceiro de longa data”, afirmou o maestro.

    Antes do concerto, como Alceu gosta de frisar, haverá uma apresentação dedicada a um artista bem próximo da formação artística do cantor e compositor de São Bento do Una, Pernambuco. A partir das 19h30, o grupo mineiro vai subir ao palco para um concerto em homenagem a Luiz Gonzaga, o Gonzagão, também pernambucano como ele.

    “Muito bom. Ele está presente também na minha música. Seu Luiz é uma grande figura, uma coisa maravilhosa” disse Alceu.

    O maestro lembrou que na última apresentação de solo, a ginasta Flávia Saraiva utilizou como trilha musical um trecho da gravação da Orquestra Ouro Preto tocando Gonzagão. “É um patrimônio brasileiro que saiu do campo popular. Luiz Gonzaga hoje está na questão da erudição da música brasileira. É algo de um estrelato diferente. É muito maior do que a gente pode imaginar”, comentou.

    Pontes

    O festival, que costuma ser aguardado na temporada anual da orquestra, reforça o propósito de “construir pontes entre repertórios, linguagens, públicos e tempos distintos da música brasileira e mundial”. Com o patrocínio da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, a OOP consegue levar os seus concertos gratuitos a diversos lugares do país e do exterior.

    Para a diretora de Investimento Social Privado e Cultura da Vale, Mariana Luz, o festival é uma forma de democratizar o acesso à música de concerto, além de “promover a circulação da cultura para diferentes públicos, fortalecendo o desenvolvimento de territórios e a economia criativa”. A parceria da OOP se estende ao Vale Música, projeto da empresa para a formação musical de crianças e jovens.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Festival Rio Cello leva música a vários espaços do Rio de Janeiro

    Festival Rio Cello leva música a vários espaços do Rio de Janeiro

    O Rio Cello, considerado o maior festival de violoncelos do país, vai entregar ao público apresentações em vários espaços urbanos da capital fluminense. Na 32ª edição, que começa neste sábado (8) e segue até domingo (16), a programação gratuita reserva logo na abertura, a apresentação de dança com música brasileira nos jardins do Museu da República, no Catete, zona sul da cidade.

    Chris Cecconelo dançará em homenagem a Tom Jobim e Vinícius de Moraes. A dançarina e coreógrafa terá ao seu lado o cellista Lui Coimbra, que fará a estreia no festival, e os violinistas Karolin Broosch e Thiago Cosmo. O concerto de abertura terá também a participação do grupo Amores do Rio, a Camerata Laranjeiras e os corais Cantos da Urca e Cantos do Largo. A regência será do maestro Jonas Hammar.

    Este ano, além do Museu da República, as apresentações vão ocorrer no Espaço Cenáculo, no Flamengo, na Casa Museu Eva Klabin, na Lagoa, na Igreja de Nossa Senhora da Candelária, na Praça Pio X, e na Sala Cecília Meireles, os dois últimos no centro.

    Festival

    No início, o Rio Cello era um encontro de violoncelistas idealizado pelo cellista inglês David Chew, radicado no Brasil há mais de 40 anos. Ao longo do tempo, se transformou em uma das maiores celebrações de música de concerto do Brasil, com diversos instrumentos e diferentes linguagens artísticas como música, dança, artes visuais e educação.

    Desde a criação, David mantém a intenção de popularizar a música clássica e de fazer homenagem ao maestro Heitor Villa-Lobos, sua maior inspiração.

    “Isso para mim é o grande lance do festival. Democratizar e ser aberto para o público. Qualquer pessoa pode ver e assistir”, disse em entrevista à Agência Brasil.

    O festival já levou a música de concerto a mais de 500 mil pessoas. “É um caminho muito feliz e realizador”, afirmou.

    O fundador contou que o festival começou depois da chacina da Candelária, em que crianças e adolescentes em situação de rua foram mortos por policiais no entorno da igreja, no centro do Rio. Naquele momento, integrava a Sinfônica Brasileira e foi chamado para ajudar uma sobrevivente que tinha cinco ou seis anos e estava muito abalada.

    David tentou amenizar a situação por meio da música, mas a criança chorava muito e ele saiu do encontro com muita dor de cabeça. A partir daí, teve vontade de ajudar crianças em situação de rua e de comunidades. “Nessa ideia do festival chamei meus amigos para me ajudar”, revelou.

    A renovação provocada pelo festival em sua trajetória se traduz, este ano, em novos encontros. Um deles é a estreia do Cello Kids, dedicado às crianças com formação e apresentação especiais. No sábado (15), o auditório do Museu da República receberá, das 11h às 12h, a Escolinha de Música Rio Cello, projeto de formação mantido pelo festival durante o ano. Entre 13h e 16h, haverá a Oficina Cello Kids, no Espaço Educação e nos jardins do museu. Esta atividade será realizada com a participação de cellistas mirins. A programação do dia terá ainda a apresentação do Coral das Marés.

    Cello Dance

    Outra novidade entre as atrações é a comemoração dos 20 anos do Cello Dance, projeto que junta o violoncelo e a dança com apresentações inéditas de bailarinos que marcaram a história do festival. Nesse período, o projeto saiu dos teatros e se espalhou pela cidade, onde ocupou estações de metrô, praças, museus e palcos ao ar livre. Nessa, o público é convidado a fazer parte da cena.

    Volta à dança

    O encerramento no dia 16, às 11h, vai levar aos jardins do Museu da República o retorno à dança da primeira solista do Theatro Municipal nos anos 90 e primeira bailarina a participar do projeto que antecedeu o Cello Dance, Bettina Dalcanale.

    “É um projeto super lindo. Já dancei no Metrô da Pavuna. Inventei de botar uma sola de borracha e colar na sapatilha de ponta porque senão ia de cara no chão. Fiz muita coisa linda com eles, de levar a arte para lugares onde nunca viram”, relatou, acrescentando que se emocionou muito na Pavuna quando viu um menino de 15 anos dançando enquanto se apresentava.

    “Depois desse dia, ele foi fazer balé. Fiquei tão emocionada. Ele começou a seguir a minha carreira. São coisas assim que tocam o coração da gente”.

    Bettina, que mora em Lisboa, Portugal, e vem ao Brasil para interpretar O Canto do Cisne Negro, de Heitor Villa-Lobos, ao som do cello do criador do festival David Chew, vê a apresentação como um desafio.

    “Eu tenho 64 anos e parei de dançar há 15. Encerrei minha carreira e o último foi um balé no Theatro Municipal. Mudei de rumo, fiz um curso de personal trainer e trabalhei fortalecimento muscular com bailarinos do Royal Ballet”, disse em entrevista à Agência Brasil.

    Embora não tenha parado de se exercitar, tem 16 anos que não faz uma aula de balé. O fato de se apresentar nos jardins do Museu da República interpretando Villa-Lobos é uma emoção a mais. “Acho que até topei fazer isso, porque a minha neta tem cinco anos e ela adora balé. Sempre ouviu que a avó foi bailarina e agora ela vai ver a avó dançar em um lugar maravilhoso”, disse, acrescentando que fez ensaios online e, na coreografia assinada por Mônica Barbosa, vai dançar descalça. “Quero me apresentar dignamente e trabalhei muito para isso”.

    “Acho que uma primeira bailarina topar dançar na grama é incrível. É uma coisa que me emociona”, observou David Chew.

    A programação de encerramento tem ainda David Chew acompanhado das pianistas Fernanda Canaud e Claudia Tolipan; o grupo Cello Popular, integrado por Lauro Lira, Dave Haughey, David Chew e Mateus Ceccato; com os bailarinos Danilo D’Alma e Will Freitas, o multi-instrumentista DJ Muralhex e a obra Três Filósofos, composta pelo cellista americano Dave Haughey especialmente para o festival, interpretada por ele, Mateus Ceccato e David Chew ao lado dos bailarinos Felipe Padilha, Inês Carijó e Monica Burity.

    Na véspera do enceramento, haverá o encontro tradicionalmente conhecido como Violonsalada, às 17h, na Sala Cecília Meireles. De acordo com os organizadores, o nome nasceu dentro do próprio festival e traduz seu espírito: um “mix de tudo o que aconteceu na edição, com um ou dois números de cada artista participante, anunciados na hora, no palco”. 

    Dados do festival mostram que, desde a criação, 10 mil artistas participaram das apresentações em mais de 500 locais do Brasil. “Do Theatro Municipal do Rio de Janeiro ao Cristo Redentor, do Palácio Itamaraty às quadras [das escolas de samba] Mangueira e Beija-Flor, de estações do MetrôRio a comunidades como o Complexo da Maré, Pavão-Pavãozinho e Dona Marta, sempre fiel à sua vocação de levar a música de concerto para onde ela nem sempre chega”, informou a organização.

    Apesar de todos esses lugares, o fundador do Rio Cello tem uma vontade especial: “Eu prefiro levar as crianças das comunidades para ver apresentações no Theatro Municipal e em locais como o Museu do Amanhã ou na Candelária. “É muito importante que elas conheçam esses lugares a que normalmente não têm acesso fácil”, afirmou.

    Recursos

    Atualmente, o Rio Cello é patrocinado pela prefeitura do Rio e a Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, a Lei do ISS, mas, segundo o seu fundador, no início era muito difícil conseguir os recursos. “Eu fui batendo nas portas dos consulados e embaixadas pedindo que ajudassem o festival. Ainda tenho contato com patronatos que colaboram com o evento, o Itamaraty já ajudou muito” contou, acrescentando que hoje a produção fica sempre atenta a editais de patrocínio.

    O projeto também estará presente na Semana de Artes do Rio, de 16 a 20 de setembro. Quem quiser conhecer a programação completa deve acessar o perfil do festival: @riocellooficial.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Dança em Trânsito estreia nesta terça com preços populares no Rio

    Dança em Trânsito estreia nesta terça com preços populares no Rio

    A dança vai se espalhar pelo Rio de Janeiro entre a próxima terça-feira (4) e o dia 11, com espetáculos de 20 companhias e artistas do Rio, de outros estados e até de outros países.

    A 24ª edição do festival Dança em Trânsito terá apresentações com ingressos a preços populares, de R$ 10 a R$ 20, no Espaço Tápias, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio; e nos teatros Nélson Rodrigues, Carlos Gomes e João Caetano, no centro da cidade.

    Participarão artistas de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. A agenda completa pode ser conferida no site do festival.

    A programação tem ainda atrações convidadas da Coreia do Sul, França, Itália e Luxemburgo, além de residências e processos de criação com intercâmbio internacional.

    As apresentações do festival internacional de dança contemporânea serão avaliadas por programadores, curadores e diretores de festivais de dança da França, da Espanha, da Itália, da Eslovênia, da Bulgária, de Luxemburgo, da Coreia do Sul e do Uruguai.

    Programação ao ar livre

    A ocupação de praças, ruas e espaços públicos com espetáculos gratuitos é uma das características do Dança em Trânsito. Além das casas de espetáculo, haverá uma apresentação gratuita na Praça Mauá, região portuária da capital.

    Essa programação começa às 16h, em frente ao Museu do Amanhã, com o Bloco Turbilhão Carioca. Fundado em 2007 por batuqueiros de grandes oficinas de percussão do Rio de Janeiro, o grupo adapta ritmos marcantes de regiões brasileiras, como a junção do frevo com o funk, utilizando instrumentos tradicionais de uma bateria de escola de samba.

     


    Rio de Janeiro - 03/08/2026 -  Rio terá festival de dança com participação internacional. Foto Divulgação/C41 Estudio
    Rio de Janeiro - 03/08/2026 -  Rio terá festival de dança com participação internacional. Foto Divulgação/C41 Estudio
    Quasar Companhia de Dança participará do festival Dança em Trânsito. Foto: Divulgação/C41 Estudio

    Encontros internacionais

    O festival terá ainda o os dois encontros abertos ao público Janelas para o Mundo, com programadores de festivais internacionais da Coreia do Sul e Luxemburgo. Eles vão trazer um panorama dos festivais e da dança contemporânea de seus países.

    “Janelas para o Mundo e conexões internacionais são momentos muito importantes para os artistas brasileiros comparecerem e estarem ali presentes dialogando diretamente com esses profissionais que raramente vem ao Brasil assistir a espetáculos”, avaliou a diretora artística e curadora do festival, Flávia Tápias, à Agência Brasil.

    O primeiro desses encontros, marcado para as 11h30, no Espaço Tápias, será com o sul-coreano Lee Jong-Ho, fundador e diretor artístico do Festival Internacional de Dança de Seul (SIDance), presidente da Seção de Seul do Conselho Internacional de Dança (CID-UNESCO) e presidente da Associação Coreana de Críticos e Pesquisadores de Dança.

    Lee Jong-Ho vai mostrar o panorama da dança na Coreia do Sul e do festival SIDance, com possibilidade de colaboração com artistas e organizações brasileiras.

    Dois dias depois, também às 11h30, a apresentação será do diretor artístico do TROIS C-L | Maison pour la danse, Bernard Baumgarten, de Luxemburgo.

    O festival faz parte do projeto Ciudades Que Danzan, que inclui 41 cidades em diversas partes do mundo para difundir a dança contemporânea.

     


    Rio de Janeiro - 03/08/2026 -  Rio terá festival de dança com participação internacional. Foto Divulgação/
    Rio de Janeiro - 03/08/2026 -  Rio terá festival de dança com participação internacional. Foto Divulgação/
    Companhia Cisne Negro participa do Festival Dança em Trânsito Foto: Divulgação/Reginaldo Azevedo

    Para Giselle Tápias, também diretora artística e curadora do Dança em Trânsito, esta edição reafirma uma característica que sempre esteve na essência do festival, que é promover o encontro entre artistas, culturas e diferentes formas de criação.

    “Receber companhias da Coreia do Sul, França, Itália e Luxemburgo, fortalece o intercâmbio internacional e cria oportunidades que vão muito além das apresentações”, disse à Agência Brasil.

    Dança em Trânsito

    O festival internacional Dança em Trânsito foi criado em 2002, para promover e democratizar a dança por meio de um intercâmbio entre artistas e companhias do Brasil e do exterior, percorrendo desde as grandes cidades até pequenas localidades no interior do Brasil, em teatros ou espaços públicos.

    As atividades vão desde residências artísticas, com oficinas de criação e workshops, até a abertura de canais para novos talentos da dança, incentivando ainda a formação de público para o interesse pelas artes e pela dança. Isso, segundo Giselle, proporciona uma convivência entre artistas brasileiros e estrangeiros, permitindo a troca de metodologias, processos criativos e experiências.

    “É nesse contato direto que surgem novas referências, parcerias e possibilidades de criação conjunta, enriquecendo todos os envolvidos. Para as companhias brasileiras, esse intercâmbio representa uma oportunidade concreta de ampliar sua inserção internacional”, pontuou Giselle.

    A diretora acrescentou que, com a vinda de programadores, diretores de festivais e artistas de outros países, o Dança em Trânsito cria um ambiente favorável para futuras coproduções, convites para circulação internacional e participações em festivais no exterior, ao mesmo tempo em que mostra a qualidade e a diversidade da dança produzida no Brasil.

    “O Dança em Trânsito acredita que a cultura se fortalece por meio das conexões. Ao aproximar diferentes países e promover este diálogo artístico, o festival contribui para internacionalização da dança brasileira e para a construção de uma rede de colaboração que beneficia artistas, instituições e o público”, concluiu Giselle.

    Conforme os organizadores, desde que foi criado, o Dança em Trânsito já realizou mais de 1.290 apresentações, com cerca de 150 companhias de 22 países e de mais de 43 cidades das cinco regiões do Brasil e do exterior. Neste período, o público ultrapassou 100 mil pessoas.

    Durante a pandemia, em 2020, a saída foi fazer uma versão online, que recebeu indicação ao Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), na categoria Difusão. Em 2021, houve a primeira edição híbrida, da qual participaram 25 cidades.

    A 24º edição do Dança em Trânsito é apresentada pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e conta com patrocínio da Volkswagen Caminhões e Ônibus e Engie Brasil Energia.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original