Tag: exposição

  • Exposição em SP homenageia padre Júlio e pessoas em situação de rua

    Exposição em SP homenageia padre Júlio e pessoas em situação de rua

    Muitas vezes, a relação que a sociedade estabelece com a população em situação de rua é de distanciamento. As pessoas fingem que a população de rua não existe, desviam o olhar, correm ou atravessam a rua.

    Foi a partir dessa perspectiva que o artista plástico Geraldo Lacerdine montou a exposição “A alfabetização do Olhar – um ato de amor e responsabilidade”. Além de homenagear o padre Júlio Lancellotti e a atuação da Pastoral do Povo da Rua, a mostra busca aproximar as pessoas em situação de rua do restante da sociedade. 

    São mais de 100 fotografias reunidas na Lacerdine Galeria de Arte, localizada no bairro Higienópolis, em São Paulo. Também estão dispostos textos, instalações e vídeos, além de diversos prêmios e reconhecimentos que Padre Júlio recebeu ao longo da trajetória.


    Exposição em São Paulo homenageia Padre Júlio e pessoas em situação de rua. Foto: Tr3ze/Divulgação.
    Exposição em São Paulo homenageia Padre Júlio e pessoas em situação de rua. Foto: Tr3ze/Divulgação.
    Mais de 100 fotografias compõem exposição que homenageia o padre Júlio Lancelotti – Foto Tr3ze/Divulgação.

    Os quadros apresentam registros dos fotógrafos Daniel Camargo Kfouri, Fernando Jenzen, Tr3ze e Victor Angelo Caldini, que mostram o trabalho de Lancellotti desde o período da pandemia de covid-19, em 2020. 

    O padre Lancellotti disse à Agência Brasil que a alfabetização do olhar busca ensinar o espectador a ver essas pessoas não como “anjos ou demônios”, mas como seres humanos reais e complexos.   

    O curador da exposição, Geraldo Lacerdine, conta que o padre Júlio apenas permitiria a realização da mostra se as pessoas em situação de rua tivessem protagonismo.

    “Quando a gente propôs a exposição para o padre Júlio, a primeira coisa que ele falou foi o seguinte: se vocês querem fazer uma homenagem a mim e ao meu trabalho, façam uma exposição em que as pessoas na situação de rua sejam o centro, e não eu”, contou Lacerdine. 

    Algumas fotografias focam a atenção nas ações humanitárias, representando o padre Júlio quase como um santo. Outras preferem mostrar as pessoas em situação de rua, evidenciando suas dores, mas também momentos de alegria e dignidade.

    Além de uma fotografia documental, que coloca o objeto em cena distante do observador, a exposição também explora formatos que aproximam os visitantes da imagem. 

    Um exemplo disso são três imagens de mulheres em situação de rua sorrindo para a câmera. A disposição das fotografias cria uma aproximação entre as mulheres e os observadores, o que dialoga diretamente com a ideia de “alfabetização do olhar”.


    Exposição em São Paulo homenageia Padre Júlio e pessoas em situação de rua. Foto: Tr3ze/Divulgação.
    Exposição em São Paulo homenageia Padre Júlio e pessoas em situação de rua. Foto: Tr3ze/Divulgação.
    Exposição em São Paulo homenageia Padre Júlio e pessoas em situação de rua – Foto Tr3ze/Divulgação.

    As imagens criam esse senso de conexão porque foram tiradas com respeito e confiança mútua entre os fotógrafos da Pastoral e as pessoas representadas.

    “As fotos não são posadas ou artificiais. Elas capturam momentos espontâneos resultantes de um longo período de convivência e conhecimento mútuo entre os fotógrafos e as pessoas retratadas”, disse padre Júlio.

    Segundo o fotógrafo Tr3ze, [Para registrar essas pessoas], você tem que realmente andar entre elas, conviver entre elas e ganhar confiança. “Meus registros começaram fotografando as filas de distribuição de pães e, aos poucos, as pessoas vinham conversar comigo”, afirmou.

    Ele conta que o processo demanda certa atenção, porque muitos acham que vão ser denunciados ou que a foto será enviada à polícia. Mas Tr3ze também diz que muitos gostam do contato. “Por serem totalmente ignoradas socialmente, elas querem conversar, querem ser escutadas”, disse.

    *Estagiário sob supervisão de Odair Braz

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Museu do Folclore recebe bordados do Vale do Jequitinhonha

    Museu do Folclore recebe bordados do Vale do Jequitinhonha

    Ao visitar a mostra Arte têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG, o público poderá ver de perto tecidos em algodão feitos manualmente com bordados e acabamentos ponto a ponto, típicos dessas duas cidades mineiras.

    A mostra gratuita ocorre até 29 de novembro no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular no Museu de Folclore Edison Carneiro, no Catete, Rio de Janeiro. Os visitantes poderão conhecer e comprar diversas peças.

    Marca da região, a arte têxtil atravessa séculos. Os itens de cama, mesa e vestuário trazem combinação de cores e acabamentos em crochê. A tecelagem, o bordado, a cerâmica e os trabalhos em couro e madeira são definidos como saberes e fazeres expressados ancestrais.


    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – A mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, exibe bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – A mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, exibe bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Peças da mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG. Fernando Frazão/Agência Brasil

    Segundo a historiadora Ana Lima Kallás, responsável pela pesquisa de campo e o texto do catálogo, sobre bordados em peças para decoração, vestuário e diversos outros trabalhos manuais, o visitante encontra panorama documental único. 

    “A arte têxtil do Jequitinhonha é menos conhecida apesar de ser uma arte muito antiga naquele território. O bordado assumiu um lugar mais importante nessa produção têxtil do que os tecidos, há mais bordadeiras que tecelãs.”

    Ana Lima explica que a mostra chama o público a refletir sobre os impactos destrutivos dos empreendimentos naquela região, como o plantio extensivo de eucalipto que diminuiu a área da cultura de algodão na agricultura familiar.

    De acordo com ela, a mostra traz também o debate de gênero, porque o bordado foi sempre associado, num olhar patriarcal, a uma atividade doméstica das mulheres. 

    “Hoje há uma mudança significativa nesse cenário. Com a formação das associações de artesãs, esse trabalho deixou de ser visto apenas como uma atividade doméstica e passa a ser visto como uma atividade profissional que gera a renda principal.”

    O Vale do Jequitinhonha está localizado na porção nordeste de Minas Gerais e abrange também uma pequena parte do sudeste da Bahia. É formado por três porções: alto, médio e baixo. Turmalina e Veredinha estão situadas no Alto Jequitinhonha.

    Arte familiar


    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – As artesãs Maria Aparecida das Graças Oliveira, Monique Sthefany Rodrigues Sobrinho e Ilma Gonçalves de Oliveira na mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, que exibe seus bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – As artesãs Maria Aparecida das Graças Oliveira, Monique Sthefany Rodrigues Sobrinho e Ilma Gonçalves de Oliveira na mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, que exibe seus bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    As artesãs Maria Aparecida das Graças Oliveira, Monique Sthefany Rodrigues Sobrinho e Ilma Gonçalves de Oliveira na mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG. Fernando Frazão/Agência Brasil

    A arte têxtil acompanha a vida de Maria Aparecida das Graças Oliveira, presidente da Associação de Artesãos de Turmalina (Astur). Cresceu ajudando mãe, avós e tias no ofício.

    “Desde cedo cresci com tecidos e bordados ao redor. Primeiro, eu ajudava a preparar o algodão para fazer o fio e depois tecer. Nos tecidos mais grossos, minha mãe fazia as iniciais de todos com ponto cruz, ela falava ponto de marca, para identificar os donos de cada item.”

    Para Maria Aparecida, que vem pela primeira vez ao Rio de Janeiro, a oportunidade de expor o trabalho das artesãs simboliza um momento especial para ampliar a visibilidade da arte têxtil do Jequitinhonha.

    Mobilização

    Ilma Gonçalves de Oliveira, presidente da Associação Comunitária dos Artesãos de Turmalina (Soarte), conta que a mobilização de mulheres e a consequente importância da geração de renda do artesanato no Vale do Jequitinhonha é um aspecto a ser ressaltado.

    “Percebo que aqui, não apenas no nosso município, Turmalina, mas no Vale do Jequitinhonha como um todo, o artesanato representa uma renda necessária. Garante o sustento de famílias.” 

    A pesquisadora Ana Lima entrevistou 40 mulheres para a montagem da exposição que retrata Turmalina e Veredinha. O associativismo forma uma força coletiva de especial significado entre as artesãs. 

    Pensam e agem coletivamente na compra de insumos, na participação em eventos, na venda, no desenvolvimento de novas coleções, na participação em cursos de capacitação, na busca coletiva por soluções aos desafios colocados.


    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – A mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, exibe bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – A mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, exibe bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Peça da mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG – Fernando Frazão/Agência Brasil

    Serviço

    Local: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular | Museu de Folclore Edison Carneiro – Rua do Catete, 179. Catete – RJ. Tel. 21 3032.6052.

    Dias e horários de visitação: Terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h. Entrada franca.

    Realização: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNFCP/Iphan) | Associação Cultural de Amigos do Museu do Folclore Edison Carneiro (Acamufec).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Exposição no CCBB do Rio traz a força da arte de mulheres da Amazônia

    Exposição no CCBB do Rio traz a força da arte de mulheres da Amazônia

    A exposição Amazônicas: Poéticas femininas, que fica aberta ao público até 16 de novembro de 2026, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ), na região central da cidade, mostra a força da arte contemporânea em 80 obras de 21 de mulheres protagonistas e pioneiras de diferentes gerações dos estados do Pará, Acre e Amazonas, incluindo a Ilha de Marajó.

    A inauguração, na última quarta-feira, ocorreu na semana em que se comemora o Dia da Amazônia,criado em 2007 e celebrado em 5 de setembro.

    Idealizada pelo Museu das Mulheres (Museu DAS), a mostra ocupa todas as salas do segundo andar do CCBB RJ, após passar por Belém, Fortaleza e Brasília. A diretora artística Sissa Aneleh disse que a curadoria partiu de seu mestrado e do doutorado em arte, baseados em pesquisas sobre a produção de mulheres da Amazônia, na qual identificou uma tradição.

    A exposição tem obras da década de 70 e outras mais antigas na região, que vão completar 100 anos. Também foram incluídas algumas peças de arte moderna do norte do Brasil.

    “Fui encontrando as artistas e identificando as principais. É muito forte a pintura e a performance, outras tem produção em menor quantidade, como esculturas, objetos e vídeo-arte”, disse em entrevista à Agência Brasil.

    A curadora destacou que pela primeira vez uma exposição reúne as artes de Manaus e Belém, que são dois centros culturais representativos do território amazônico. “O que pude conferir é que a Amazônia é muito artística. A gente fala muito da fauna e da flora mas tem uma população lá que já tem um capítulo da história da arte brasileira”, disse.

    A seleção das artistas para participarem da exposição foi a partir do conjunto da obra que tivesse uma permanência do universo amazônico e por extensão a presença muito forte do universo feminino.

    “Temos uma obra da Val Sampaio, que é uma foto performance com objeto. Ela é uma indígena escravizada que, ao se libertar, foi para a cidade, construiu família, e é a matriarca, porque cuidou dos netos e filhos sozinha”, afirmou.

    Enquanto Belém tem uma representação forte do matriarcado, Manaus, segundo a curadora, tem uma presença feminina interessante. “A gente tem o registro do primeiro grafite em grande escala feito por uma mulher, em homenagem à mulher indígena mãe, e não tem um exemplo feito por um homem. A Wɨra Tini é uma grafiteira que está com pintura e um vídeo, que é um registro da tia, mãe, filha e avó dela. É bem interessante. Elas vão nesses lugares da presença feminina histórica.”

    A pesquisa mostrou que as artistas têm um apego pelo território que virou temática. “A Amazônia é suporte, é motivo, é a própria obra de arte”, disse.

    Sissa destacou o trabalho da Keila-Sankofa em uma obra pautada na identidade afro-indígena do norte do Brasil que é muito forte. “No geral, o Brasil separa a cultura indígena da cultura afro. Na Amazônia isso chega a ser um mito e uma identidade muito forte.”

    Ancestralidade

    Para a curadora, a mostra traz ancestralidade, biografia, território feminino e ineditismo com a inclusão de três obras da Pinacoteca do Estado do Amazonas, em Manaus. Pela primeira vez as obras estão sendo expostas no Brasil.

    “São obras de duas mulheres pioneiras: a Rita Loureiro, pintora que desde a década de 60, 70 comprovou que existia uma profissão de pintura em Manaus; e Maria Auxiliadora Zuazo, gravurista que também tem obras da década de 70.”

    A mostra foi dividida em quatro núcleos temáticos: Materialidades Ancestrais, Gravura Feminina, Amazônia Pictórica e Performáticas que tratam de questões de gênero, regionalismo, identidade nacional e diversidade.


    Rio de Janeiro (RJ), 01/09/2026 – Exposição Amazônicas: poéticas femininas, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 01/09/2026 – Exposição Amazônicas: poéticas femininas, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Trabalhos em pintura apresentam artes de Manaus e Belém. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil – Tomaz Silva/Agência Brasil

    Os trabalhos feitos em pintura, escultura, fotografia, gravura, objeto, arte digital e videoarte são obras das artistas Auá Mendes, Bárbara Savannah, Cristiane Martins, Diná Oliveira, Elaine Arruda, Elieni Tenório, Keila-Sankofa, Lise Lobato, Lúcia Gomes, Maria Auxiliadora Zuazo, Nina Matos, Rafa Bqueer, Rafaela Kennedy, Rafaela Moreira, Renata Aguiar, Rita Huni Kuin, Rita Loureiro, Sanchris, Val Sampaio, Wɨra Tini e Yaka Huni Kuin.

    A acessibilidade também está presente na exposição que tem recursos como obra tátil, audiodescrição de obras e intérprete de libras. ”Ao longo do período da mostra, serão realizadas visitas guiadas com a curadora e palestra com algumas artistas. Também foi lançado o catálogo da mostra”, informou o CCBB.

    O vídeo Mensagem para a Amazônia é outra parte da exposição. A obra coletiva está sendo construída ao longo da itinerância da mostra com a participação do público. De acordo com a curadora é um convite para deixar uma mensagem do público sobre a importância da preservação ambiental.

    Metaverso

    Além de apreciar as obras, o público pode se divertir no Espaço Petrobras Amazônicas. Em cenário com realidade aumentada – com o uso de óculos 3D – os visitantes podem experimentar uma viagem espacial imersiva e assistir a um filme em realidade virtual. “É possível ter uma visão em 360 graus, cenário em realidade aumentada e visualizar algumas obras de forma totalmente imersiva e inovadora”, informou o CCBB.

    Atividades

    Quem for à exposição, pode participar de oficinas presenciais de economia criativa, feitas para incentivar o desenvolvimento profissional de mulheres em áreas técnicas e artísticas das artes visuais e plásticas. 

    Há uma programação formativa em economia criativa do programa Avanço das Mulheres do museu foi preparada. A ideia é buscar o “desenvolvimento de carreira e mais atuação de mulheres no setor cultural nas áreas de produção executiva, projetos coletivos de arte e produção de exposições de artes visuais.”

    Para o público infanto-juvenil foi preparada uma programação educativa: a atividade Sons da Natureza dirigida à  “criação de memória sensorial, vivência lúdica com réplicas de esculturas da exposição inspiradas em sementes e sons de animais do Marajó”.

    O CCBB informou que, durante a temporada, são realizadas visitas mediadas para escolas públicas e privadas, grupos diversos e programação educativa inspirada no projeto.

    Segundo a curadora, as oficinas de economia criativa “foram pensadas para o avanço das mulheres, ampliando a formação técnica e artística de quem está começando ou querendo começar uma carreira profissional no universo artístico e atuar em grandes projetos”.

    Exposição

    A exposição fica aberta de quarta a segunda-feira, das 9h às 20h. Fecha na terça.

    Evento foi aprovado na Seleção Petrobras Cultural e conta com patrocínio da Petrobras, via Lei Rouanet, com realização do Ministério da Cultura e apoio do CCBB.

    A entrada é gratuita e os ingressos podem ser obtidos no site bb.com.br/cultura ou retirados na bilheteria do CCBB, na Rua Primeiro de Março, 66, Centro.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Povos Katxuyana e Kahyana contam retomada de território pela arte

    Povos Katxuyana e Kahyana contam retomada de território pela arte

    A história de retomada dos territórios pelos povos indígenas Katxuyana e Kahyana estará em exposição a partir do dia 25 deste mês no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém. A mostra Katxar kum neero | Nossos lugares verdadeiros reúne fotografias, relatos e artefatos produzidos pelos povos desde 1960.

    São memórias e patrimônios dispersados pelo tempo quando parte dos indígenas foram separados e isolados após serem impedidos de permanecer em seu território tradicional.


    Brasília (DF), 21/08/2026 - Txamatxama estará no centro da exposição.
Foto: Woltaire Masaki/Divulgação
    Brasília (DF), 21/08/2026 - Txamatxama estará no centro da exposição.
Foto: Woltaire Masaki/Divulgação
    Txamatxama estará no centro da exposição. Woltaire Masaki/Divulgação

    “É uma oportunidade de compartilhar nossas histórias de resistência e resiliência diante de um processo marcado pela violência e pela tentativa de apagamento de nossa existência”, diz Angela Kaxuyana, liderança indígena da Associação Indígena Kaxuyana, Tunayana e Kahyana (Aikatuk).

    Os Katxuyana e Kahyana, junto com outros 16 povos, alguns isolados, sempre habitaram a região localizada no oeste do Pará, divisa com o Amazonas. Na década de 1960, foram removidos de seus territórios pelo regime militar em processos de colonização da Amazônia.


    Brasília (DF), 21/08/2026 - Angela Kaxuyana preparando detalhes da exposição 
Foto: Woltaire Masaki/Divulgação
    Brasília (DF), 21/08/2026 - Angela Kaxuyana preparando detalhes da exposição 
Foto: Woltaire Masaki/Divulgação
    Museu Goeldi recebe exposição sobre as retomadas dos povos indígenas Katxuyana e Kahyana, por Woltaire Masaki/Divulgação

    Sem nunca perder a conexão com o lugar de pertencimento, os povos resistiram até em 2008, quando a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) inicia o processo de demarcação da Terra Indígena Kaxuyana‑Tunayana, um território de 2 milhões de hectares que abrange os municípios de Faro e Oriximiná (PA) e Nhamundá (AM).

    O processo foi finalizado somente em 2025, quando um decreto reconheceu a homologação, última etapa do processo de devolução do território aos indígenas.

    Curadoria

    A manutenção dos vínculos com a terra, os rios, os antepassados e seus modos de existir até o momento da retomada dos territórios, também estão presentes nas obras escolhidas por uma curadoria compartilhada com o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé) e o Museu Paraense Emílio Goeldi.

    “Na exposição, teremos peças dos Katxuyanas e dos Kahyanas, que são contemporâneas, que eles fazem e utilizam atualmente, e vamos ter peças que pertencem à Coleção Etnográfica do Museu Goeldi, coletadas pelo pesquisador Protásio Frikel na década de 1960”, detalha Lúcia van Velthem, museóloga e pesquisadora do Museu Emílio Goeldi.

    Um dos elementos de destaque da exposição é o txamatxama, um artefato plumário usado para diplomacia entre povos e comunicação com outros seres vivos. É considerado de grande importância cosmológica e sociopolítica pelos povos Katxuyana e Kahyana.

    A exposição fica aberta até o dia 30 de abril de 2027, de quarta a domingo, de 9h às 16 h, no Centro de Exposições Eduardo Galvão, localizado dentro do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Exposição em SP reúne fotos de movimentos feministas do Brasil

    Exposição em SP reúne fotos de movimentos feministas do Brasil

    O Museu da Diversidade Sexual inaugura nesta quarta-feira (19), Dia do Orgulho Lésbico, a exposição Alice Oliveira, que reconhece o trabalho de mais de quatro décadas da ativista e fotógrafa.

    Os registros resgatam a história dos movimentos feministas, lésbicos e LGBTQ+ dos anos 1980 e 1990, no Brasil e na América Latina.

    A exposição reúne 30 fotografias que ajudam a reconstruir a história desses movimentos a partir de encontros, manifestações, articulações políticas e redes de solidariedade. Também incluem negativos, documentos e registros audiovisuais.

    Este material de Alice Oliveira foi esquecido por muitos anos. Inicialmente, a ativista não se enxergava como fotógrafa e, por isso, o processo de digitalização e catalogação ocorreu apenas recentemente.

    Quando se trata da história de grupos dissidentes – que não se enquadram no padrão cis-heteronormativo – existem muitos lapsos de memória, justamente pela ausência de registros, como aponta o curador da exposição e pesquisador do acervo de Alice Oliveira, Pedro Vieira.

    “Os registros, tanto de documentação, como fotográficos, são fundamentais para que a gente possa reconstruir nossa história. Pensando em quem eram as pessoas que estavam nesses eventos, quem eram os ativistas e o que estava sendo pautado, a gente consegue entender como chegamos até aqui”, explicou Pedro.

    Primeira parada


    Exposição fotográfica sobre feminismo e LGBT+ . Foto:  Alice Oliveira/ Divulgação
    Exposição fotográfica sobre feminismo e LGBT+ . Foto:  Alice Oliveira/ Divulgação
    Novembro de 1990, V Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho, em San Bernardo e Buenos Aires, Argentina – Alice Oliveira/ Divulgação

    Através do acervo da Alice Oliveira, é possível visualizar como o movimento LGBT+ evoluiu com o tempo. Algumas das fotos, por exemplo, ilustram a 17ª Conferência da Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA), que aconteceu pela primeira vez no Brasil, no Rio de Janeiro, em 1995.

    Esse encontro marca um momento importante para a historiografia LGBTQ+. No final do encontro, em junho de 1995, os participantes partem para a Orla de Copacabana e realizam um enorme ato, o maior que havia acontecido no país até então. Muitos historiadores, inclusive, consideram aquela manifestação como a primeira parada do orgulho do Brasil.

    O acervo também reúne importantes momentos da luta feminista. No final dos anos 1980, Alice ajudou a organizar o 3º Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho em Bertioga, que a ativista conta que foi o primeiro grande contato do movimento brasileiro com o restante do continente.

    A ativista também participou de dois encontros em El Salvador: “esses encontros proporcionaram um momento de fortalecimento a mulheres que não têm essa realidade no dia a dia, reunindo desde indígenas e quilombolas até intelectuais e parlamentares”.


    Exposição fotográfica sobre feminismo e LGBT+ . Foto:  Alice Oliveira/ Divulgação
    Exposição fotográfica sobre feminismo e LGBT+ . Foto:  Alice Oliveira/ Divulgação
    Fevereiro de 1997 – IX Encontro Brasileiro de Gays, Lésbicas e Travestis em São Paulo – Alice Oliveira/ Divulgação

    Hoje, aos 70 anos, Alice direciona sua militância para a defesa de idosos LGBT+ em conselhos e espaços de políticas públicas. Ela defende que o movimento atual precisa de união, maturidade e clareza, deixando de lado disputas por poder.

    Para ilustrar a importância da união, ela cita uma metáfora que aprendeu com a Cacique Pequena, primeira mulher cacique do Brasil, do povo Jenipapo-Kanindé: um graveto sozinho se quebra facilmente, mas quatro ou cinco gravetos juntos não se quebram.
     
    Serviço
    Exposição: Acervo Alice Oliveira
    Abertura: 19 de agosto 2026
    Encerramento: fevereiro 2027
    Local: Museu da Diversidade Sexual
    Horário: das 10h às 18h (terça a domingo)
    Ingressos gratuitos: Sympla

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Exposição imersiva celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral

    Exposição imersiva celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral

    Em setembro deste ano, o nascimento da pintora brasileira Tarsila do Amaral completa 140 anos. Para celebrar a data, uma exposição imersiva será aberta neste sábado (15) em um novo espaço cultural que foi inaugurado na Avenida Paulista, em São Paulo: o Nubank Art Lab, instalado dentro do Conjunto Nacional.

    Depois do sucesso da exposição Tarsila Popular, que atraiu mais de 400 mil pessoas e foi uma das mais visitadas da história do Museu de Arte de São Paulo (Masp), a mostra O Brasil de Tarsila aposta na interatividade e ficará em cartaz até 31 de outubro. 

    O visitante poderá sentir cheiros, repousar em frente a uma paisagem desenhada pela artista, viajar em um trem escutando suas frases, posar para fotos ao lado do Abaporu ou até brincar de ter sua cabeça incluída na famosa tela Operários, um dos maiores ícones do modernismo brasileiro.

    Segundo os organizadores, esta é a maior exposição imersiva dedicada ao legado da pintora, com salas que contam com cenografia, trilha sonora, dispositivos interativos, aromas e projeções de 360 graus.

     


    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil

    Nesse percurso, o visitante irá mergulhar em dezenas de obras da artista que foram reproduzidas, animadas ou projetadas para a mostra. A curadoria dessa exposição é assinada por Paola do Amaral Montenegro, sobrinha-bisneta da artista, e por Juliana Miraldi, que descreve como democrática a seleção que ocupa 14 salas com mais de 70 obras.

    “Aqui, a gente está se comunicando com quem nunca viu Tarsila, com quem não conhece Tarsila, mas a gente também se comunica com quem conhece Tarsila. É uma exposição pensada de uma maneira democrática em essência, com obras que dificilmente são vistas, porque estão em espaços inacessíveis. Essa exposição é para todas as idades e todos os repertórios”, destacou Juliana.

    De acordo com Paola do Amaral Montenegro, esta é uma exposição diferente das demais que já foram apresentadas sobre Tarsila, sem apresentar suas obras originais.

    “A gente quis trazer alguma coisa diferente. De fato, a gente quis que houvesse essa imersão em obras que também não são muito conhecidas na vida da artista. A exposição imersiva é um formato muito atual e moderno, e, do jeito que está aqui, acho que vocês nunca viram. Não existe nada melhor para ser feito do que uma exposição imersiva para celebrar os 140 anos da artista, colocando ela de novo à frente do seu tempo”, afirmou.

     


    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agência Brasil

    Novos suportes

    De acordo com Juliana, todo o conteúdo audiovisual foi desenvolvido não por inteligência artificial, mas por artistas digitais e plásticos para garantir consistência estética e respeito às obras originais.

    “Foram mais de 32 artistas digitais que fizeram esse trabalho. Vocês vão notar nos vídeos que isso é diferente da inteligência artificial. Aqui, a gente tem camadas e trabalhos com luz e com textura”.

    Em entrevista à Agência Brasil, ela destacou que toda a exposição foi concebida para receber famílias, despertar a curiosidade de crianças e jovens, abrir portas para pessoas que talvez nunca tenham tido contato direto com a obra de Tarsila e até mesmo vencer preconceitos contra esse tipo de exposição.

     


    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Curadora Paola Amaral Montenegro e Juliana Miraldi.  Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Curadora Paola Amaral Montenegro e Juliana Miraldi.  Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    Curadoras Paola Amaral Montenegro (esq) e Juliana Miraldi. Fotos: Paulo Pinto/Agência Brasil

    “Quando surge um novo suporte, há uma desconfiança daqueles que estão já estabelecidos e que têm a sua tradição, que fizeram seu legado com tanto esmero e com tanto respeito. Na minha visão, as exposições imersivas, assim como a fotografia e o cinema, são espaços que dialogam com outros lugares que não são exclusivamente o lugar da arte. Existe, ali, um lugar do entretenimento, da informação e da comunicação que é muito importante”, disse ela.

    Para a sobrinha-bisneta da artista, o surgimento de novos suportes, como já foram a fotografia e a performance, por exemplo, tendem a provocar disputas, mas todos eles acabam ampliando o conhecimento sobre a arte.

    “Hoje em dia, existe um conjunto de autores da filosofia, da sociologia e da psicanálise que retomam a importância dos sentidos e dos afetos e falam sobre o quanto que a alegria, o envolvimento e a capacidade de se emocionar também são uma forma de conhecer. E a imersão permite isso. E a gente está apostando nisso com a [exposição sobre] Tarsila”, explicou.

    140 anos

    Nascida no interior paulista, na cidade de Capivari, em 1886, Tarsila do Amaral é considerada uma das maiores artistas brasileiras do Século 20 e figura central do modernismo.

    Em 1928, em homenagem ao aniversário de seu então companheiro, o escritor Oswald de Andrade (1890-1954), ela pintou o que viria a ser um dos quadros mais valiosos da arte brasileira: o Abaporu, um dos marcos do Movimento Antropofágico.

     


    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    O Abaporu em “O Brasil de Tarsila”, que inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil

    O nome da obra surgiu de um dicionário de tupi-guarani, onde encontrou as palavras “aba” e “poru (puru)”, significando o “homem que come a carne humana”. Para sua sobrinha-bisneta, Tarsila foi uma mulher sempre à frente de seu tempo.

    “Além da importância de Tarsila como artista, temos que falar de sua importância como mulher, como feminista. Ela tinha condições de viajar e foi para muitos lugares. Pegou tudo isso e transformou em arte. Com isso, ela me ensina muito a seguir meus sonhos”, disse ela à reportagem.

    Nubank Art Lab

    O novo espaço cultural da cidade, o Nubank Art Lab, ocupa uma área superior a 2,7 mil metros quadrados no primeiro andar do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista.

    O espaço é composto por uma sala multiuso e por duas salas imersivas. Em uma delas, há uma parede de LED com 10 metros de comprimento e teto espelhado, com um sistema de sensores que serão programados de acordo com cada projeção.

     


    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil

    O local receberá, ao mesmo tempo que Tarsila, a exposição Fronteiras do Imaginário. A mostra reunirá Muti Randolph, artista e designer sul-africano reconhecido internacionalmente por seu trabalho no campo da ilustração e das artes visuais, e Maotik, artista digital francês, referência na criação de experiências imersivas e interativas que combinam arte, tecnologia, som e imagem.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Criatividade de ambulantes é tema de exposição fotográfica no Rio

    Criatividade de ambulantes é tema de exposição fotográfica no Rio

    A criatividade e a força de trabalhadores ambulantes das praias do Rio de Janeiro são retratados em uma exposição fotográfica que ocupará o Centro Municipal Hélio Oiticica, no centro da capital fluminense, até o próximo dia 30.

    Não Somos Mula, do premiado fotógrafo Rogério Reis, reúne cerca de 120 fotografias, a maioria apresentada ao público pela primeira vez.

    Reis explica que o nome mula remete aos trabalhadores ambulantes, que ganham a vida nas areias da orla carioca e carregam peso, como os vendedores de mate, com seus dois galões de bebidas.

     

    As fotos e projeções feitas por Rogério Reis em suas caminhadas pela orla fazem um contraponto poético ao trabalho pesado desses ambulantes das areias. 

    As imagens realçam a capacidade de inovação e criatividade desses trabalhadores, que criam estruturas para transportar mercadorias e organizar o trabalho no dia a dia.

    Materiais como carrinhos, caixas térmicas, guarda-sóis e suportes improvisados acabam se assemelhando a verdadeiras esculturas e instalações. O fotógrafo dá a esses elementos “uma visão mais lúdica, mais artística”, conforme define. 

    “Na verdade, meu método de trabalho é uma sistematização poética desses artefatos, dessas ferramentas, dessas gambiarras todas usadas como suporte para exposição dos produtos”.

    A maior parte das fotos, cerca de 80%, foi tirada em Copacabana, onde essa atividade é mais forte. Os 20% restantes foram nas areias do Arpoador, Ipanema e Leblon.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 04/08/2026 – Retrato do fotógrafo Rogério Reis em Não Somos Mula, projeção de fotos em exposição no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 04/08/2026 – Retrato do fotógrafo Rogério Reis em Não Somos Mula, projeção de fotos em exposição no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Sombra do fotógrafo Rogério Reis sobre projeção da exposição Não Somos Mula, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Tolerância Zero

    O trabalho chega ao espaço cultural em um momento em que ambulantes protestam contra o Programa Tolerância Zero, lançado pela Prefeitura do Rio de Janeiro como iniciativa de ordem urbana na orla da cidade. 

    A ação intensificou a fiscalização contra camelôs que atuam sem credenciais do município nas praias, afirmando que o comércio irregular era explorado e rendia cifras milionárias a facções do crime organizado. 

    O Movimento Unido dos Camelôs (Muca), entretanto, tem ido às ruas para protestar e cobrar diálogo com a categoria, afirmando que os trabalhadores estão sendo tratados como criminosos.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 04/08/2026 – O movimento Unido dos Camelôs faz ato contra o decreto Tolerância Zero, da prefeitura do Rio de Janeiro, em defesa do direito ao trabalho dos vendedores ambulantes, na Escadaria Selarón, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 04/08/2026 – O movimento Unido dos Camelôs faz ato contra o decreto Tolerância Zero, da prefeitura do Rio de Janeiro, em defesa do direito ao trabalho dos vendedores ambulantes, na Escadaria Selarón, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    O Movimento Unido dos Camelôs faz ato contra o decreto Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro, na Escadaria Selarón, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    O programa também foi contestado pelo Ministério Público Federal, que ajuizou uma ação civil pública pedindo a suspensão imediata.

    Para o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão Julio Araujo, a medida foi implementada sem diálogo com a União, sem participação da sociedade e sem a apresentação de alternativas para a regularização dos milhares de ambulantes que dependem da atividade para garantir renda.

    Em conversas com os ambulantes das areias, Rogério Reis contou que ouviu relatos preocupados de que possa haver uma tentativa de privatização desse negócio, que ocorre em condições precárias. Ambulantes manifestaram ao fotógrafo o temor de que, algum dia, o mercado das areias seja ocupado por empresas.

    A maioria dos trabalhadores das areias é autônoma e Rogério Reis defende que o governo municipal, em vez do Tolerância Zero, deveria ter um projeto socioeducativo para qualificar esse tipo de trabalho.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original