Tag: Comando Vermelho

  • Preso há 30 anos, Marcinho VP permanece em presídio federal fora do RJ

    Preso há 30 anos, Marcinho VP permanece em presídio federal fora do RJ

    Marcinho VP, um dos líderes do Comando Vermelho, permanece recluso em presídio federal fora do Rio. A confirmação unânime da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça ocorreu após serem extintas, em abril, penas que ele cumpria.

    No entanto, dois mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça estadual permanecem em vigor. Diante desse cenário, o Ministério Público do Rio de Janeiro requereu a manutenção cautelar no sistema federal até a conclusão do procedimento que decidirá definitivamente sobre a medida.

    O traficante completou, em 2026, 30 anos detido. Atualmente, está no presídio federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

    Memória

    Processado e condenado por tráfico de drogas e homicídios, Marcinho VP foi preso no fim de agosto de 1996 em Porto Alegre (RS) pela Polícia Civil do Rio.

    Em depoimento, Marcinho VP contou que começou a praticar assaltos aos 13 anos, para conseguir dinheiro para comprar roupas de marca. 

    Dos roubos passou para o comércio de drogas, ascendeu na hierarquia e logo se tornou um dos líderes do tráfico no Complexo do Alemão, conjunto de favelas da zona norte do Rio de Janeiro e um dos principais redutos do Comando Vermelho.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Justiça do RJ autoriza estado a assumir clube e pousada usadas pelo CV

    Justiça do RJ autoriza estado a assumir clube e pousada usadas pelo CV

    A Justiça do Rio autorizou o governo estadual a assumir, provisoriamente, o Várzea Country Clube, na capital fluminense, e da Pousada Menino do Rio, em Búzios. 

     A decisão é do juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa. O juiz atendeu pedido apresentado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

    Investigação da polícia do Rio de Janeiro apontou que o clube recreativo e a pousada foram usados para a lavagem de dinheiro de cerca de R$ 11 milhões por organizações ligadas ao tráfico de drogas. 

    Na decisão, o juiz afirmou que a utilização provisória permite que os bens apreendidos ou sequestrados na operação policial tenham “destinação social e evitar a deterioração ou o abandono durante o curso das investigações e dos processos judiciais”.

    No caso do clube, a posse será imediata. O espaço teria sido tomado pela facção criminosa Comando Vermelho em 2023 e se transformado em local de encontros e realização de bailes do grupo. Agora, o juiz ressalta que as estruturas esportivas e de lazer poderão servir aos cerca de 70 mil moradores dos bairros de Água Santa, Piedade e Quintino Bocaiúva.

    A posse da Pousada Menino do Rio será feita de forma escalonada, já que o local ainda mantém atividade hoteleira regular. Para evitar a parada total das atividades, o magistrado determinou que o Estado apresente um plano, que traga medidas como reacomodação de hóspedes e a manutenção dos direitos dos funcionários. 

    A Procuradoria-Geral do Estado tem prazo de 30 dias para indicar os órgãos que ficarão responsáveis pela gestão dos espaços, sendo a destinação prioritária das instalações para a Polícia Civil.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • PM do RJ prende 13 em ação contra Comando Vermelho; 4 morreram

    PM do RJ prende 13 em ação contra Comando Vermelho; 4 morreram

    A polícia prendeu 13 pessoas, apreendeu dois fuzis, duas pistolas e seis granadas durante em operação nesta quinta-feira (13) em 27 comunidades controladas pela facção criminosa Comando Vermelho (CV). Quatro morreram em confrontos entre criminosos e policiais.

    Um dos presos é suspeito de envolvimento na morte do policial militar Marco Antônio Matheus Maia, ocorrida em dezembro de 2024, na comunidade do Quitungo. O detido André Silveira das Dores, conhecido como Coquinho, portava um fuzil automático AR-10 no momento da prisão.

    De acordo com a PM, o objetivo é combater crimes como roubos de veículos e de carga, conter a expansão do CV, cumprir mandados de prisão, apreender armas e drogas, recuperar veículos roubados e retirar barricadas criadas por traficantes para dificultar acesso a comunidades.

    As equipes retiraram 10 toneladas de concreto utilizadas em barricadas nas comunidades do Quitungo e Guaporé, na zona norte da capital.

    As diligências foram feitas na cidade do Rio e em municípios da região metropolitana, como São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Duque de Caxias, São João de Meriti, Queimado. Esses cinco últimos ficam na região chamada Baixada Fluminense.

    A ação coordenada acontece um dia depois de a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, ter sido baleada dentro de um ônibus, em Vicente de carvalho, na Zona Norte. O caso foi durante confronto entre policiais militares e criminosos.

    De acordo com levantamento da organização não governamental Instituto Fogo Cruzado, a fonoaudióloga foi a milésima pessoa baleada no Grande Rio em 2026.

    O estudo aponta que, até 12 de agosto, 537 pessoas foram mortas e 463 ficaram feridas por disparos de arma de fogo na região metropolitana.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • PM faz operações contra o CV na Região Metropolitana do Rio

    PM faz operações contra o CV na Região Metropolitana do Rio

    A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (Pmerj) realiza uma série de operações em comunidades do estado, nesta quinta-feira (13), contra o Comando Vermelho (CV). Ao menos 27 batalhões participam, além de unidades especializadas ao Comando de Operações Especiais (COE).

    As diligências são na cidade do Rio e em municípios da região metropolitana, como São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Duque de Caxias, São João de Meriti, Queimado. Esses cinco últimos ficam na região chamada Baixada Fluminense.

    De acordo com a PM, o objetivo é combater crimes como roubos de veículos e de carga, conter a expansão do CV, cumprir mandados de prisão, apreender armas e drogas, recuperar veículos roubados e retirar barricadas criadas por traficantes para dificultar acesso a comunidades.

    Armas apreendidas

    Na Cidade de Deus, na Zona Sudoeste do Rio, houve troca de tiros e dois homens foram baleados. Com eles, a PM apreendeu uma pistola, uma granada, um radiotransmissor e uma mochila contendo drogas. Os dois feridos foram socorridos e encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge.

    No Quitungo, comunidade de Brás de Pina, na zona norte, um homem foi preso. Ele é suspeito de participar da morte do sargento da PM Marco Antônio Matheus Maia, em dezembro de 2024. Com ele, a polícia apreendeu um fuzil AR-10.

    Em algumas regiões, como o Morro do Andaraí, na Zona Norte, a ação busca conter disputa territorial entre quadrilhas rivais que tem levado medo a moradores.

    De acordo com a organização não governamental Instituto Fogo Cruzado, somente no mês de julho, a Região Metropolitana do Rio registrou ao menos 34 tiroteios motivados por conflitos entre facções criminosas e milícias. O número é o maior registrado no ano e dobrou em relação a junho.

    No Complexo do Chapadão, também na Zona Norte, policiais realizaram a retirada de barricadas. O conjunto de favelas fica perto de vias expressas e serve de base para quadrilhas de roubo de carga.

    Na Vila Vintém, na Zona Oeste, dois suspeitos foram presos. Um fuzil também foi apreendido nas comunidades da Coronel e da Nova Brasília, em Niterói.

    1 mil baleados

    A ação coordenada acontece um dia depois de a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, ter sido baleada dentro de um ônibus, em Vicente de carvalho, na Zona Norte. O caso foi durante confronto entre policiais militares e criminosos.

    De acordo com levantamento da organização não governamental Instituto Fogo Cruzado, a fonoaudióloga foi a milésima pessoa baleada no Grande Rio em 2026.

    O estudo aponta que, até 12 de agosto, 537 pessoas foram mortas e 463 ficaram feridas por disparos de arma de fogo na região metropolitana.

    “Isso significa uma média de 30 pessoas baleadas por semana, ou quatro por dia”, destaca a ONG.

    Cerca de metade das vitimas (509) foi baleada durante operações policiais. O levantamento detalha que 63 pessoas foram vítimas de balas perdidas em 2026, sendo 15 mortas e 48 feridas.

    Para o coordenador do Fogo cruzado, Carlos Nhanga, o caso da fonoaudióloga expõe como a violência armada não se restringe aos locais de confronto.

    “A violência também impõe riscos a quem circula pela cidade, inclusive dentro de ônibus e outros meios de transporte”, diz.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Grupo lavava dinheiro do CV por meio de clube e pousada no Rio

    Grupo lavava dinheiro do CV por meio de clube e pousada no Rio

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro com o apoio do Ministério Público do estado realizou nesta terça-feira (4) a Operação Quimera, que mira uma sofisticada estrutura ligada ao tráfico de drogas responsável por lavar dinheiro do crime por meio de um clube recreativo e uma pousada em Armação de Búzios, na Região dos Lagos, no valor de R$ 11 milhões.

    O Clube Recreativo Várzea Country Club, no bairro da Água Santa, na zona norte do Rio, fundado há mais de 60 anos, foi um dos alvos da investigação. Traficantes do Morro do Dezoito, que fica ao lado do clube, tentavam controlar o clube para lavar dinheiro do tráfico de drogas do Comando Vermelho.  

    O outro alvo da ação foi a Pousada Menino do Rio, em Armação dos Búzios. 

    Foi requerido à Justiça o bloqueio de valores e ativos financeiros, a indisponibilidade de bens móveis e imóveis, restrições sobre veículos e participações societárias, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal das pessoas físicas e jurídicas investigadas.

    A investigação teve início após dirigentes do Clube Social Marabu, no bairro do Encantado, denunciarem que vinham sendo ameaçados para abandonar a administração da entidade e entregar o controle do espaço a pessoas ligadas ao tráfico de drogas. 

    As investigações apontaram que as ameaças eram determinadas pela liderança do Comando Vermelho, da comunidade do Morro do Dezoito. Além da tentativa de assumir o controle do estabelecimento, o grupo exigia o pagamento mensal de R$ 6 mil para permitir que o clube continuasse funcionando sem sofrer represálias.

    A partir de investigações da Delegacia de Nova Iguaçu, os policiais identificaram indícios de um esquema semelhante no Várzea Country Club, principal alvo da operação. 

    Pessoas de confiança da organização criminosa teriam assumido, de forma informal, a administração do clube, controlando eventos, movimentações financeiras e decisões internas, mesmo sem qualquer vínculo jurídico ou estatutário com a instituição.

    As ações também identificaram um núcleo familiar responsável pela gestão financeira paralela do clube. 

    O grupo tinha funções bem definidas. Um dos alvos seria o principal operador financeiro da organização, a segunda investigada atuava na administração paralela do clube e um terceiro exercia funções de gestão, tendo movimentado R$ 2,4 milhões em apenas seis meses, apesar de não ter atividade empresarial formal compatível.

    Outro investigado realizou cerca de 40 transferências via Pix, que totalizaram R$ 240 mil. Ele figura como autor em aproximadamente 20 procedimentos policiais, muitos relacionados a roubos de carga. 

    Também foi identificada a participação de uma quinta investigada, que movimentou cerca de R$ 2,2 milhões em seis meses, embora declarasse trabalhar como recepcionista, com renda aproximada de R$ 3,2 mil. No mesmo período, ela recebeu cerca de R$ 253 mil de um dos alvos, em seis transferências.

    A análise dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou movimentações milionárias incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além de intensa circulação de recursos entre familiares, empresas e pessoas físicas, por meio de transferências bancárias, depósitos em espécie e operações fracionadas via Pix.

    A Pousada Menino do Rio, em Búzios, pode ter sido utilizada para lavar recursos provenientes do tráfico de drogas. O comércio, de pequeno porte, tem 16 quartos, cinco funcionários e diárias de aproximadamente R$ 540 na alta temporada. Apesar dessa estrutura, movimentou cerca de R$ 3,44 milhões em pouco mais de seis meses, além de registrar mais de 600 depósitos em espécie, que somaram aproximadamente R$ 955 mil.

    De acordo com as investigações, o esquema utilizava pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem dos recursos, dificultar o rastreamento patrimonial e reinserir valores provenientes do tráfico de drogas na economia formal. 

    Somadas, as movimentações identificadas ultrapassam R$ 11 milhões e apresentam características típicas de ocultação patrimonial, pulverização de recursos e lavagem de dinheiro.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original