Tag: Candidatos

  • Eleições 2026: mulheres negras divulgam manifesto para candidatos

    Eleições 2026: mulheres negras divulgam manifesto para candidatos

    “Levanta povo, cativeiro já acabou!”. O chamado é um dos versos da canção “Cangoma me Chamou”, gravado pela cantora Clementina de Jesus, e que, nesta quarta-feira (26), mobilizou ativistas e lideranças negras, em Brasília, no lançamento do Manifesto Político das Mulheres Negras do Brasil: O Pacto do Bem Viver e as Eleições 2026, coordenado pela Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB).

    O documento propõe a construção de um sistema político focado no Bem Viver, com justiça, equidade, solidariedade e vida digna no centro das decisões e da formulação de políticas públicas efetivas.

    A proposta do feminismo negro, voltada para a emancipação, a inclusão e o exercício da cidadania, coloca as mulheres pretas e pardas no centro do processo político, como cidadãs, eleitoras, lideranças em seus territórios e candidatas a cargos políticos e outros espaços de poder.

    O manifesto defende que é preciso que as mulheres negras não sejam vistas apenas como sujeitas destinatárias das ações voltadas para a diminuição das desigualdades. Elas querem ir além.

    “É fundamental que a nossa importância na vida política seja vista no âmbito da nossa capacidade de gestão e de imaginação, o que torna nossa presença nas casas legislativas e no executivo prioridade absoluta”, diz o texto do manifesto político.

    Cientes do peso decisivo das mulheres negras nas eleições deste ano, elas querem amplificar a voz coletiva em defesa das causas das pessoas pretas e pardas, como relata Isabel Faroni, diretora do Instituto Akanni. A instituição é focada em direitos humanos, gênero e raça, de Porto Alegre, que representa a coordenação da Região Sul junto à articulação.

    “Precisamos ter voz, sermos ouvidas. O manifesto é uma proposta de sociedade maravilhosa, porque a gente gosta da partilha justa e do cuidado mútuo.”

    Pacto do Bem Viver

    Na reafirmação do Pacto do Bem Viver, a coordenadora nacional da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), Jolúzia Batista, explica que a luta do manifesto é por igualdade, justiça e reparação, a fim de corrigir desigualdades estruturais originadas por mais de três séculos de escravidão no Brasil.

    Segundo Jolúzia, a articulação também tem construído plataformas políticas para apresentar propostas para o país e ampliar a participação das mulheres negras na agenda pública. “É um conjunto de diretrizes para os candidatos e as candidatas e para os governantes, com uma leitura da realidade para que, depois, a gente possa cobrar e também efetivá-las, já olhando para esse lugar da representação política dentro da estrutura do poder”, projetou.


    Brasília (DF), 26/08/2026 - A Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), promove o ato de lançamento do Manifesto “Mulheres Negras na Política pelo Pacto do Bem Viver
    Brasília (DF), 26/08/2026 - A Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), promove o ato de lançamento do Manifesto “Mulheres Negras na Política pelo Pacto do Bem Viver
    Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras lança o manifesto “Mulheres Negras na Política pelo Pacto do Bem Viver”. Foto  – Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Candidatas negras e representatividade

    O documento enfatiza que o racismo e o sexismo ainda influenciam as disputas eleitorais e propõe medidas para enfrentar essas desigualdades estruturais.

    Em Brasília, o grupo criticou a desvalorização das mulheres pelos partidos políticos e a baixa destinação de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral. 

    As representantes divulgaram a hashtag #EuVotoEmNegra, da campanha nacional, com mesmo nome de incentivo à representatividade e à presença de mulheres negras na política brasileira.

    De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas Eleições Gerais de 2026, do total de candidaturas (20.560), no recorte de raça e cor, as mulheres pretas somam 1.234 candidaturas, equivalentes a 6% do total e 2.485 (12,2%) são candidatas pardas.

    Os percentuais contrastam com a composição da população brasileira. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (Pnad Contínua) de 2021, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 28,2% da população brasileira, ou cerca de 58 milhões de pessoas, eram mulheres negras.

    Ao público, a coordenadora de Combate ao Racismo e Todas as Outras Formas de Discriminação do Ministério Público do Estado de Minas Gerais e promotora de Justiça Nádia Estela Ferreira Mateus lamentou que a participação de servidoras negras nos quadros do Ministério Público também seja desequilibrada.

    De acordo com Perfil Étnico-Racial do Ministério Público Federal, entre 13 mil membros do MP de todo o país, apenas 0,7% (81 mulheres) são procuradoras e promotoras pretas.

    Segundo Nádia Estela, a publicação do manifesto político é uma convocação para a transformação da sociedade.

    “Falar em reparação, em justiça racial e bem viver, é falar sobre a democracia, sobre direitos instituídos na nossa Carta Magna [Constituição Federal de 1988] e sobre quais vidas e quais sujeitos queremos colocar à frente da construção do nosso país”, disse a promotora de Justiça.

    Guerra híbrida

    Durante a apresentação da lista de compromissos, as mulheres contextualizaram o cenário político das eleições em outubro deste ano e apontaram a existência de uma guerra híbrida, em nível global e nacional, para desconstruir direitos humanos e sociais, atacando diretamente grupos historicamente marginalizados (mulheres negras, população LGBTQIA+, comunidades tradicionais e periféricas).

    A coordenadora executiva da Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Janira Sodré, ressaltou o direcionamento tendencioso do debate público na internet. “Chamamos essa estratégia ‘tecno autoritarismo’, porque perpassa a gestão das big techs sobre o que é entregue ou não de informações políticas.”


    Brasília (DF), 26/08/2026 - A secretária-executiva da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Janira Sodré, durante o ato de lançamento do Manifesto “Mulheres Negras na Política pelo Pacto do Bem Viver
    Brasília (DF), 26/08/2026 - A secretária-executiva da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Janira Sodré, durante o ato de lançamento do Manifesto “Mulheres Negras na Política pelo Pacto do Bem Viver
    Secretária-executiva da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Janira Sodré. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Segundo Janira, a guerra híbrida vende a perda de garantias históricas como se fosse um avanço social. Como exemplo, ela citou a defesa do fim do emprego formal como uma suposta vantagem para o trabalhador. Para ela, essa narrativa contribui para enfraquecer conquistas sociais.

    “É o ataque da ultradireita em relação a um projeto de bem viver, que é o bem-estar social. Essa é a construção que a gente almeja e sonha. Tem setores que são contrários, na verdade, odiosos, em relação aos direitos dessas populações diversas e múltiplas”, afirmou Janira Sodré.

    Além da promoção do discurso de ódio no ambiente virtual, a ativista negra destaca os ataques presenciais a serviços públicos (escolas, universidades, postos de saúde) e a servidores que garantem direitos sociais coletivos; e a atuação da milícia, do narcotráfico e de civis armados [paramilitares] nos territórios urbanos vulnerabilizados, onde a maior parte da comunidade é negra.

    Janira Sodré também cita a estratégia de disputa pelas comunidades pobres utilizando modelos teológicos e pastorais para construir uma base social de apoio.

    Para contrapor-se à estratégia, a coordenadora executiva da AMNB explica o que espera dos eleitos nas urnas. “Espero que o Estado chegue com uma presença de bem-estar e de oferta de bens e de serviços de cidadania para garantia de direitos, tomando decisões, inclusive orçamentárias, e de equipe que façam incidência em políticas públicas para nossa comunidade.”

    Construção coletiva de gerações

    O lançamento do manifesto promovido pela AMNB reuniu mulheres negras pioneiras, de meia-idade e jovens para firmar um pacto intergeracional com o objetivo de fortalecer a ocupação de espaços estratégicos de decisão.

    Uma das participantes foi a mestranda e engenheira ambiental e sanitarista, Caiene Reinier Freitas, bolsista do Instituto Baobá, que financia projetos e causas raciais.

    Como mulher trans, Caiene enxerga essa comunhão como um incentivo à ocupação de espaço de poder para avançar nas políticas públicas e denuncia a realidade de violência vivenciada por mulheres trans e travestis no Brasil. “É muito importante para que a gente reestruture a política institucional brasileira.”

    Essa população tem a expectativa de vida de apenas 35 anos, metade da longevidade de pessoas cis, segundo mapeamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Mesmo diante do risco, Caiene Reinier celebra o fato de que jovens mulheres trans negras e travestis ocuparem universidades, parlamentos e disputas políticas.

    “Ocupar os espaços de decisão é o que realmente materializa essas representatividades, essas ‘mulheridades’ [diferentes formas de vivenciar a experiência de ser mulher] tão potentes.”

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Entidade cobra compromisso de candidatos com direitos da natureza

    Entidade cobra compromisso de candidatos com direitos da natureza

    A proteção dos ecossistemas e a justiça socioambiental são as principais pautas apresentadas pela Articulação Brasileira pelos Direitos da Natureza, a Mãe Terra, em carta-compromisso direcionada aos candidatos às eleições de 2026.

    Segundo Luiz Felipe Lacerda, secretário executivo do Observatório de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida (Olma), que integra a entidade, o objetivo é reunir aliados para rever a legislação brasileira tornando a natureza sujeito de direitos fundamentais. A entidade é uma rede nacional de organizações sociais que lutam pelo reconhecimento legal da natureza como sujeito de direitos no Brasil.

    “Porque sem os legisladores e sem os executores a gente não consegue aprovar as leis que favorecem a natureza como sujeito de direitos e nem colocar isso em prática”, diz Lacerda.

    A adesão dos candidatos é voluntária e significa um compromisso público de defender o reconhecimento dos direitos da natureza durante o exercício do mandato, caso seja eleito. “Isso faz com que depois de eleitos, com os mandatos, a gente possa retomar esse contato e fazer alianças necessárias para que as peças legislativas possam avançar.”

    Um exemplo é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que já entrou em debate no Congresso Nacional, mas ainda aguarda novas assinaturas para começar a tramitar no Legislativo.

    “A proposta dá uma revisitada no Artigo 225 da Constituição Federal, que garante um meio ambiente saudável para todos, e em outros artigos também, tirando um pouco o foco antropocêntrico da legislação e ampliando a compreensão de dignidade de direitos para outros seres”, explica Lacerda.

    De acordo com o coletivo, essa visão mais ampla busca preservar a vida como um todo no planeta diante de grandes desafios impostos pela crise climática.

    Segundo Lacerda, por essa razão, o tema está estritamente vinculado aos direitos dos territórios dos povos originários, que trazem o olhar sobre o cuidado do bem comum.

    “Então, a gente não consegue compreender que a defesa da natureza como sujeito de direito esteja dissociada da defesa dos territórios, do debate do marco temporal, da mineração em terras indígenas e da extração de petróleo na Amazônia.”

    Para aderir à carta-compromisso é necessário acessar o formulário na página da articulação.

    Histórico

    Criado em 2020, o coletivo de organizações da sociedade civil Articulação Brasileira pelos Direitos da Natureza – a Mãe Terra já atua na incidência política em defesa da natureza como “sujeito de direitos” há quatro eleições. Segundo Lacerda, o engajamento de candidatos eleitos é significativo.

    “Temos uma métrica bem importante, de mais ou menos uns 35 a 40 mandatos que geralmente assinam a carta. Existem algumas figuras políticas que já acompanham esse tema há bastante tempo e outras que a gente vai cativando e angariando ao longo do caminho”, conclui.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Para 81% dos brasileiros, é fundamental que candidato acredite em Deus

    Para 81% dos brasileiros, é fundamental que candidato acredite em Deus

    Oito em cada dez brasileiros e brasileiras (81%) afirmam ser fundamental que seus (suas) candidatos (as) nas eleições acreditem em Deus. Essa percepção é mais aguçada entre classes mais pobres (89% das pessoas cujos rendimentos não passam de um salário mínimo)  do que entre os mais ricos (57%, entre aqueles que ganham de 10 a 20 salários mínimos mensais).

    Os dados integram levantamento inédito do Laboratório de Estudos Socioantropológicos em Política, Arte e Religião (LePar), da Universidade Federal Fluminense (UFF), apresentado nessa quarta-feira (19) na abertura do 1º Congresso Internacional e Multidisciplinar sobre Sociedade: religião, política e valores, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    A análise mostra a figura do Deus cristão, sobretudo nos estratos mais pobres. Sete em cada dez pessoas ouvidas (74%) concordam que Deus faz as pessoas serem melhores (entre os que ganham até um salário mínimo, a taxa é de 86%). Já 82% defendem que as escolas devem ensinar crianças e adolescentes a acreditar em Deus.

    “Mas, curiosamente, essa valorização significativa de Deus não se traduz em mais confiança nas instituições religiosas, sobretudo igrejas, que costuram o cotidiano religioso”, afirmou a socióloga Christina Vital, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFF.

    No estudo, 56% das pessoas disseram que confiam na Igreja Católica – a instituição com mais credibilidade no Brasil. Depois, apareceram as igrejas protestantes (51%) e os centros kardecistas (19%).

    Christina avaliou que isso atinge a própria ideia de Estado: metade (54%) da amostra da pesquisa defende que o Estado não seja laico. “Existe confusão sobre o que é laicidade. Quando perguntadas sobre isso, ouvimos muitas coisas diferentes e que não se relacionam com a separação entre religião e Estado”, disse.

    Para Michel Gherman, que lidera o Observatório das Crises das Democracias das Américas (UNLP) da UFRJ, esses números apontam como as extremas direitas instrumentalizaram as religiões a partir do desejo de retorno a uma espécie de tempo sagrado.

    “Isso significa dizer que não foi a ascensão desse cristianismo protestante no Brasil que fortaleceu a extrema direita, mas, antes, foi ela quem conseguiu instrumentalizar alguns valores dessa percepção religiosa do mundo para o seu ‘projeto de passado’”, avaliou.

    Ele citou como exemplo o fato de sete em cada dez candidatos a cargos políticos no Rio de Janeiro acreditarem (ou dizerem que acreditam) que existe uma espécie de conspiração progressista para degeneração moral das pessoas por meio da escola.

    “Como essas práticas religiosas têm certo desejo de ordem, elas produzem essas teorias de que ‘existe algo que não vemos’, mas que governa as coisas. E, daí, as extremas direitas se valem disso para se fortalecer”.

    Christina Vital, da UFF, disse que existe uma retórica universal da perda de algo, no presente, que havia no passado. “E ela atravessa a cor da pele, as classes sociais, o gênero, etc.”. Esse medo não tem uma conformação política única, mas tem contornos mais à esquerda e outros mais à direita. “No campo do gênero, por exemplo, é de onde surge a ideia de que as mulheres adquiriram espaços sociais que não deviam”.

    “Mas é um fato que existe regularidade estatística entre ser evangélico e votar na extrema direita. Isso significa uma relação de identidade: os brasileiros votam em quem julgam que se parecem com eles”, disse Lucio Rennó, cientista político da Universidade de Brasília (UnB).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Democrata tem veterinário Wilson Grassi na disputa presidencial

    Democrata tem veterinário Wilson Grassi na disputa presidencial

    Candidato pelo Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB), Wilson Grassi é natural de São Paulo, capital. Tem 56 anos, é empresário e veterinário. A empresária Suêd Haidar é a vice na chapa.

    Grassi atua pela causa animal, incluindo a defesa da instalação de hospitais públicos para o atendimento de cães e gatos. É conselheiro da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo (Anclipeva-SP). 

    O candidato à Presidência nunca ocupou cargo público, mas já disputou aos cargos a vaga de vereador, deputado estadual e federal por São Paulo, pelos partidos PV e PRTB.  
    Fundado em 2015, o Democrata, antes PMB, nunca havia lançado candidato próprio à Presidência da República.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Samara Martins é a candidata do União Popular ao pleito presidencial

    Samara Martins é a candidata do União Popular ao pleito presidencial

    Candidata pelo partido Unidade Popular (UP), Samara Martins Feitosa é natural da cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Tem 38 anos e é formada em odontologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Raquel Brício (UP) compõe a chapa como vice.

    Antes mesmo de trabalhar como cirurgiã-dentista no Sistema Único de Saúde (SUS), iniciou a trajetória política pelo movimento estudantil, quando atuou na Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande Belo Horizonte (AMES-BH) e na União Nacional dos Estudantes (UNE), como diretora de mulheres.

    Na eleição de 2022, compôs como vice na chapa de Leonardo Péricles à Presidência, com quem formou a única candidatura formada exclusivamente por pessoas negras.
    O UP é um partido de extrema-esquerda fundado em 2016, com ideais socialistas. É ligado a movimentos sociais de defesa das causas juventude, das mulheres, da população negra e contra os privilégios das populações mais ricas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Sindicalista Rui Costa Pimenta concorrerá à Presidência pelo PCO

    Sindicalista Rui Costa Pimenta concorrerá à Presidência pelo PCO

    O jornalista Rui Costa Pimenta, 69 anos, é o candidato do Partido da Causa Operária (PCO) para a Presidência da República em 2026. Natural da cidade de São Paulo, o sindicalista é neto de João Jorge Costa Pimenta, um dos fundadores do Partido Comunista no Brasil. 

    Rui Costa Pimenta é o presidente do PCO desde 1995 e vai concorrer ao pleito junto com o vice professor Antônio Carlos Silva, da mesa sigla. O jornalista começou as atividades políticas na ditadura militar, em 1976, no movimento estudantil. Participou do Congresso de Refundação da UNE em 1980, em Salvador, e foi diretor do Centro Acadêmico de Estudos Literários e Linguísticas da Faculdade de Letras da USP. 

    Foi eleito presidente da Central Única dos Trabalhos em 1985. Atualmente, edita o jornal Causa Operária e apresenta na internet o programa Análise Política Semanal. Rui Costa defende o socialismo e o comunismo. Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980. 

    Em 1992, militantes da causa operária romperam com o PT. Em 1995, foi lançado o Partido da Causa Operária, que obteve um registro provisório como legenda. Um ano depois, após campanha nacional de filiações, o partido obteve registro definitivo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Eleições 2026: Ronaldo Caiado é o candidato do PSD à Presidência

    Eleições 2026: Ronaldo Caiado é o candidato do PSD à Presidência

    Candidato pelo Partido Social Democrático (PSD) à Presidência da República, Ronaldo Ramos Caiado, 76 anos, era até então governador de Goiás. Cargo do qual se licenciou para disputar as Eleições de 2026. Tem como vice na chapa o presidente da sigla, Gilberto Kassab.

    Natural da cidade de Anápolis (GO), tem formação de médico ortopedista pela Escola de Medicina e Cirurgia, no Rio de Janeiro. Com origem em uma família de produtores rurais com forte presença em Goiás, ingressou na política após presidir a União Democrática Ruralista, entidade que defende os interesses dos grandes proprietários rurais, principal pauta de Caiado.

    Foi governador de Goiás por dois mandatos consecutivos e também deputado federal por cinco mandatos, sendo quatro consecutivos. Já concorreu à Presidência da República em 1989. 

    O PSD é um partido que se declara de centro fundado em 2011, sem relação com o antigo PSD de Juscelino Kubistchek. Teve adesão de políticos de partidos como o DEM, PMN, PP, PSDB e PMDB.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Eleição: homem, branco e empresário é perfil majoritário de candidatos

    Eleição: homem, branco e empresário é perfil majoritário de candidatos

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 20.530 pedidos de registro de candidatura para as eleições deste ano – 8.732 a menos do que no pleito de 2022. Os dados foram atualizados na manhã desta terça-feira (18).

    Do total de pedidos de registro de candidatura, 13.374 ou 65% são de pessoas do sexo masculino e 7.156 ou 35% são de pessoas do sexo feminino. Além disso, mais de 10 mil informaram ter cor branca e 2.576, ser empresário.

    As solicitações englobam os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.

    A maior parte dos pedidos é para o cargo de deputado estadual (11.103 registros). Em seguida, aparecem as solicitações para deputado federal (7.636); para deputado distrital (420); para governar estados e o Distrito Federal (196); para senador (315); e para a Presidência da República (13).

    A relação entre candidatos e vagas mostra maior concorrência para o cargo de deputado distrital, com 17,5 candidatos por vaga; e para o cargo de deputado federal, com 14,88 candidatos por vaga.

    Gênero

    Em relação à identidade de gênero, 11.758 candidatos se declararam cisgênero (99,07%) – quando a identidade de gênero corresponde ao sexo; 107 se declararam transgênero (0,9%); e 3 preferiram não informar (0,03%).

    O TSE registrou ainda pedidos de 53 candidatos que declararam nome social.

    Faixa etária

    A maioria das solicitações foi feita por candidatos com idade entre 45 e 49 anos (3.538 pedidos). Na sequência, aparecem candidatos com idade entre 50 e 54 anos (3.176); com idade entre 40 e 44 anos (2.986); e com idade entre 55 e 59 anos (2.581).

    Cor e raça

    Do total de pedidos de registro de candidatura, 10.013 são de pessoas que se declararam brancas (48,77%); 7.418 de pessoas que se declararam pardas (36,13%); e 2,8 mil de pessoas que se declararam pretas (13,64%)), além de 191 indígenas (0,93%) e 108 de cor amarela (0,53%).

    Grau de instrução

    A maior parte das solicitações foi feita por candidatos que declararam ter ensino superior completo (58,57%). Depois, vêm os candidatos que declararam ter ensino médio completo (21,41%); ensino superior incompleto (10,58%); ensino médio incompleto (3,56%); ensino fundamental incompleto (2,94%); e ensino fundamental completo (2,58%).

    Ainda de acordo com os números, 73 candidatos (0,36%) declararam apenas saber ler e escrever.

    Indígenas

    Do total de 191 pedidos de registro de candidatura feitos por indígenas, 13 são da etnia Makuxí (8,13%); 12 são Guarani Kaiowá (7,5%); oito são de etnias não determinadas (5%); sete são Guaraní (4,38%); sete são Mundurukú (4,38%); sete são Múra (4,38%); sete não sabem sua etnia (4,38%); e seis são Terena (3,75%).

    Ocupação

    Os empresários (2.576) são os mais numerosos entre os candidatos. Advogados (1.691); deputados (874); vereadores (811); policiais militares (569); médicos (558); e servidores públicos estaduais (541) aparecem na sequência.
    Além disso, 2.709 candidatos são listados pelo TSE na categoria outras ocupações.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mineiro Romeu Zema concorrerá à Presidência pelo Novo

    Mineiro Romeu Zema concorrerá à Presidência pelo Novo

    Romeu Zema Neto é de Araxá, município do Triângulo Mineiro, e defenderá o partido Novo no pleito presidencial de 2026. Era até então governador de Minas Gerais, função da qual se afastou para participar da disputa. Ligado ao grupo empresarial criado por sua família, tornou-se conhecido pela experiência na administração de empresas e pela imagem de gestor.

    Tem 61 anos e desenvolveu sua carreira profissional no setor privado. Graduado em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), passou a defender na política propostas relacionadas ao equilíbrio das contas públicas, à redução da burocracia e à ampliação da participação do setor privado na economia. 

    Sua atuação é frequentemente associada ao liberalismo econômico e ao campo centro-direita. Compõe a chapa junto com o vice Eduardo Girão, também do Novo. A estreia em eleições ocorreu em 2018, quando ingressou na legenda e disputou o primeiro cargo eletivo. 

    Naquele ano, foi eleito governador de Minas Gerais após campanha marcada pela proposta de renovação política e pela defesa de uma gestão inspirada em práticas do setor empresarial. Reeleito em 2022 ainda no primeiro turno, ampliou sua visibilidade no cenário nacional ao longo dos dois mandatos à frente do governo mineiro. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Defensor do impeachment em 2016, Renan Santos é candidato do Missão

    Defensor do impeachment em 2016, Renan Santos é candidato do Missão

    Pela primeira vem em um pleito eleitoral, o partido Missão tem como candidato à Presidência da República o empresário Renan Antônio Ferreira dos Santos, de 42 anos. A sigla, criada por ele, deriva do Movimento Brasil Livre, um dos principais defensores do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff em 2016, em protestos pelo país.

    Renan Santos nasceu na cidade de São Paulo é é o atual e primeiro presidente do Missão, aprovado pelo TSE em novembro de 2025. O partido se define como de direita “altamente pragmático” e tem no Livro Amarelo sua base intelectual, defende o liberalismo econômico e o incentivo ao empreendedorismo. Tem como vice Coronel Medina, também do partido Missão.

    Filho de advogado, o empresário chegou a cursar direito na Universidade de São Paulo (USP), mas não finalizou a graduação. Trabalhou com o pai na recuperação de empresas em situação de falência ou em dificuldade financeira. Além da atuação política, ele é vocalista e guitarrista de uma banda de rock.

    Entre 2010 e 2015, Renan Santos foi filiado ao PSDB. Em 2018, coordenou a campanha de Kim Kataguiri (Missão-SP) para a Câmara dos Deputados e de Arthur do Val pelo Democratas para a Assembleia Legislativa de São Paulo. Ambos foram eleitos. Em 2022, Arthur do Val teve o mandato cassado e foi considerado inelegível por oito anos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original