Tag: Bahia

  • Conheça os seis candidatos a governador da Bahia

    Conheça os seis candidatos a governador da Bahia

    Seis candidatos concorrem ao governo da Bahia nas eleições deste ano. No estado, 11.321.005 eleitores estão aptos a votar. Desse total, 53% são mulheres e 47% homens.

    Entre os eleitores que declararam cor/raça, 59,61% são pardos, 23,47% são pretos, 15,9% são brancos, 0,52% é indígena e 0,5%, amarelo.

    O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão votados candidatos a deputado federal, estadual, dois senadores, governador e presidente da República, esses dois últimos incluindo seus vices. A chapa de senador é composta por um titular e dois suplentes.

    O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos conquistar mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

    Conheça os candidatos ao governo da Bahia. A lista está em ordem alfabética, de acordo com o nome na urna. 

    ACM Neto – Antonio Carlos Peixoto de Magalhães Neto (União)

    Ariel Capistrano – Ariel da Silva Capistrano (DC)

    Aroldo Felix – Aroldo Felix de Azevedo Junior (UP)

    Jerônimo Rodrigues – Jerônimo Rodrigues Souza (PT)

    Maria Bona – Maria Bona Carrara de Sumbuy (PCO)

    Ronaldo Mansur – Ronaldo Mansur Santos Silva (Psol) 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Arthur Elias convoca seleção feminina para amistosos contra Argentina

    Arthur Elias convoca seleção feminina para amistosos contra Argentina

    O técnico Arthur Elias convocou 28 jogadoras que defenderão a seleção brasileira de futebol em dois amistosos em casa contra a Argentina em outubro, na penúltima Data Fifa deste ano. Entre as novidades na lista apresentada nesta terça-feira (22) está a goleira Yanne, do Bahia, e o retorno à equipe de três atletas da seleção sub-20 (Kayane, Clarinha e Thaís Lima) –  embora convocadas anteriormente, elas ainda não entraram em campo pelo time principal.

    O primeiro jogo está programado para o dia 10 de outubro (um sábado), às 16h30 (horário de Brasília), no Estádio Beira Rio, em Porto Alegre. Três dias depois, as brasileiras encaram as argentinas na Arena Pernambuco, em Recife, às 20h30.

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

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    A quase nove meses para a abertura da primeira Copa do Mundo Feminina de futebol no Brasil, o técnico Arthur Elias destacou a importância do embate contra a equipe sul-americana.

    “O confronto contra a Argentina é interessante porque talvez seja o último antes da Copa contra uma equipe sul-americana”, afirmou Elias, durante a coletiva na sede da CBF, no Rio de Janeiro. “A Argentina fez uma grande campanha nas eliminatórias e também na Copa América. Então, a gente espera dois jogos bastante difíceis e um estilo diferente que a gente vai pegar nas próximas Data Fifa, então a gente vai aproveita bastante”, pontuou.

    O treinador também elencou os critérios utilizados na convocação.

    “A performance [nos clubes] é um dos principais critérios; O que o atleta fez conosco dentro da seleção, sem dúvida nenhuma; a projeção desta jogadora para daqui a nove meses, na Copa do Mundo, a gente tenta fazer uma perspectiva com a experiência que temos; e também o momento na temporada. A gente tem calendários diferentes no mundo: México e Europa é um calendário, os Estados Unidos outro tipo de calendário, assim como na Arábia [Saudita]”, detalhou o técnico.

    Próximos compromissos até a estreia na Copa

    A seleção feminina tem outros dois amistosos agendados contra o Japão, na casa do adversário: no dia 29 de novembro, em Hiroshima, em 5 de dezembro, em Okayama. 

    No ano que vem, as brasileiras terão duas Datas Fifa, ambas com três amistosos, antes da estreia na Copa do Mundo: a primeira entre 26 de fevereiro e 6 de março, e a outra entre 13 a 24 de abril.

    Convocadas 

    GOLEIRAS

    Lorena – Kansas City (EUA)

    Yanne – Bahia

    Thaís Lima – Benfica (POR)

    Carlinha – São Paulo

    ZAGUEIRAS

    Thaís Ferreira – Corinthians

    Isa Haas – América (MEX)

    Tarciane – Lyon (FRA)

    Mariza – Tigres (MEX)

    Tayla – São Paulo

    LATERAIS

    Isabela – Paris Saint-Germain (FRA)

    Raissa Bahia – Palmeiras

    Bruninha – Gotham FC (EUA)

    Tamara Bolt – Washington Spirit (EUA)

    MEIO-CAMPO

    Duda Sampaio – Corinthians

    Angelina – Orlando Pride (EUA)

    Jaqueline – Corinthians

    Kaylane – Flamengo

    Clarinha – Benfica (POR)

    ATACANTES

    Kerolin – Barcelona (ESP)

    Priscila – América (MEX)

    Gio Garbelini – Atlético de Madrid (ESP)

    Bia Zaneratto – Palmeiras

    Tainá Maranhão – Palmeiras

    Geyse – América (MEX)

    Jhonson – Corinthians

    Maiara – Angel City (EUA)

    Marília – Cruzeiro

    Luany – Atlético de Madrid (ESP)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasileiro Feminino: Corinthians vai às semifinais e enfrenta o Bahia

    Brasileiro Feminino: Corinthians vai às semifinais e enfrenta o Bahia

    O Corinthians, pela décima vez seguida, está nas semifinais da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. Nesta segunda-feira (7), as Brabas venceram novamente o Cruzeiro, agora por 3 a 1, no Canindé, em São Paulo, no jogo de volta do confronto pelas quartas de final.

    Dono de sete títulos, sendo os últimos seis consecutivos, o Timão terá como adversário o Bahia, que surpreendeu o Palmeiras na última sexta-feira (4), ao levar a melhor nos pênaltis, por 5 a 4, após o empate por 1 a 1 durante o tempo normal na Arena Barueri – a TV Brasil transmitiu o duelo ao vivo.

    Os dias e horários das partidas de ida e volta ainda serão marcadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

    Há uma semana, na Arena Independência, em Belo Horizonte, o Corinthians tinha ganhado o primeiro jogo do confronto por 1 a 0. Com isso, as alvinegras foram a campo com a vantagem de poderem empatar e, mesmo assim, levarem a vaga. Já as Cabulosas teriam de ganhar por dois gols ou mais para avançarem no tempo normal. Caso o triunfo fosse por um gol de diferença, a decisão seria nos pênaltis.

    Ao contrário do jogo de ida, pouco movimentado, a partida desta segunda iniciou a mil por hora. Aos cinco minutos, o Cruzeiro saiu na frente. Após cobrança de falta de Byanca Brasil pela direita, a zagueira Erika afastou mal e a também atacante Marília, de cabeça, mandou para as redes. Foi o 11º gol da artilheira do Brasileirão.

    O Corinthians pressionou atrás do empate. Aos 12, a meia Gabi Zanotti levantou na área pela direita, a atacante Jhonson cabeceou e a goleira Cláudia, destaque das Cabulosas no duelo anterior, salvou com a ponta dos dedos. Na sequência, a lateral Tamires bateu escanteio e Jhonson, mais uma vez, ganhou pelo alto e escorou, desta vez acertando o pé da trave esquerda.

    A insistência alvinegra deu resultado aos 19 minutos. Autora do gol da vitória no Independência, Vic Albuquerque interceptou o passe da zagueira Vitória Calhau na intermediária e acionou a também atacante Belén Aquino. A uruguaia, dentro da área, rolou para Jhonson concluir, agora sem chances para Cláudia.

    A virada veio oito minutos depois. Em contra-ataque pela direita, Gabi Zanotti tocou na área, buscando Jhonson. A atacante deixou a bola passar entre as pernas, pegando a defesa de surpresa, e Tamires, de primeira, apareceu pela esquerda para finalizar no ângulo, colocando as Brabas na frente.

    Em desvantagem ainda maior na soma dos resultados, o Cruzeiro foi com tudo para o ataque na etapa final. Aos nove minutos, Marília foi acionada na área pela direita e arriscou de primeira. A bola encobriu a goleira Nicole e acertou a trave direita.

    O Corinthians, porém, foi letal quando teve a chance. Aos 15, Aquino bateu escanteio pela esquerda, Erika e Vic Albuquerque desviaram na área e a zagueira Thaís Ferreira, livre, concluiu para as redes. A defensora foi justamente autora do gol que deu o título brasileiro do ano passado às Brabas, na decisão exatamente contra as mineiras.

    Além da missão cada vez mais difícil de buscar a virada, o Cruzeiro não aproveitava as oportunidades que tinha. Aos 32 minutos, Byanca Brasil foi lançada na área pela esquerda e tocou por cima de Nicole, na saída da goleira. A bola sobrou com Marília para concluir no gol vazio, mas a atacante pegou mal e mandou por cima do travessão.

    Tranquilo com a vantagem no placar agregado, o Corinthians administrou os minutos finais e comemorou a classificação às semifinais, mantendo o sonho do oitavo título nacional vivo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasileirão Feminino começa a definir semifinalistas nesta sexta-feira

    Brasileirão Feminino começa a definir semifinalistas nesta sexta-feira

    A partir desta sexta (4), as emoções voltam a aflorar no Campeonato Brasileiro Feminino A1. Ao longo do fim de semana, serão conhecidas as quatro equipes que avançam às semifinais da competição em 2026. A TV Brasil transmite dois dos quatro confrontos, inclusive o primeiro deles, na noite de hoje. Palmeiras e Bahia duelam na Arena Barueri a partir das 21h30 (horário de Brasília).

    Depois do empate por 1 a 1 no jogo de ida, na última segunda (31), em Salvador, outra igualdade no placar fará com que a vaga seja decidida nos pênaltis. Quem vencer se classifica. As Palestrinas têm a seu favor o ótimo desempenho em casa no campeonato: em nove jogos, foram sete triunfos, dois empates e nenhuma derrota.

    “A técnica Rosana Augusto, do Palmeiras, deve fazer algumas modificações para esse jogo de volta, que deve ser muito disputado, mas com leve favoritismo para o Palmeiras por jogar em casa”, projeta Rachel Motta, comentarista da TV Brasil.

    Neste sábado (5), às 16h30, a TV Brasil também transmite o confronto entre Ferroviária e Flamengo, na Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). A equipe carioca foi a única mandante a vencer nos jogos de ida (1 a 0) e agora joga por um empate para se classificar. O gol de Mariana, logo no começo da partida, deixa o Rubro-Negro em vantagem e exige que as Guerreiras Grenás vençam por pelo menos dois gols de diferença para conquistar a vaga nos 90 minutos.

    Em todo o campeonato, a Ferroviária conseguiu três triunfos por essa diferença (4 a 1 sobre o América-MG, 3 a 0 Sobre o Mixto e 2 a 0 sobre o Vitória), sempre em casa. Se vencer por apenas um gol de diferença, seguirá para a definição nos pênaltis. O Flamengo tenta dar a fim a uma sequência de nove títulos de equipes paulistas na principal competição do futebol feminino brasileiro. O último time de fora do estado a ganhar o campeonato foi justamente o Rubro-Negro, em 2016.

    “A Ferroviária dentro de casa é muito forte, mas acredito que se o Flamengo repetir a organização e a forma como jogou no jogo de conseguirá se classificar”, afirma Rachel Motta.

    No mesmo dia e horário, São Paulo e Grêmio se enfrentarão no Estádio Brinco de Ouro, em Campinas, depois do empate por 0 a 0 no confronto de ida, no Rio Grande do Sul. A situação é a mesma do duelo entre Palmeiras e Bahia: empate significa disputa por pênaltis e vitória automaticamente classifica o vencedor. O Grêmio, que passou da primeira fase na oitava e última vaga, terá que superar o Tricolor paulista, dono da melhor campanha da fase de classificação. Um dos resultados que levaram as Soberanas à liderança foi a vitória sobre o próprio Grêmio por 3 a 1, na sétima rodada, em abril.

    Fechando a fase de quartas de final, o Corinthians aparece como o mandante em situação mais confortável. O Timão chega para o duelo de volta contra o Cruzeiro, na segunda (7), no Canindé, às 17h, como a única a equipe a ter vencido fora de casa no jogo de ida. O 1 a 0 em Belo Horizonte foi conquistado graças a um golaço de Vic Albuquerque aos 50 minutos do segundo tempo. As Brabas podem empatar que avançam para a semifinal. Uma vitória da equipe mineira por um gol de diferença leva a definição do classificado para os pênaltis. Para confirmar a classificação ainda nos 90 minutos, as Cabulosas terão que vencer por dois ou mais gols de diferença. Fora de casa, o time mineiro só venceu duas vezes neste campeonato. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasileirão Feminino: Bahia e Palmeiras ficam no 1 a 1 pelas quartas

    Brasileirão Feminino: Bahia e Palmeiras ficam no 1 a 1 pelas quartas

    Tudo igual no confronto entre Bahia e Palmeiras pelas quartas de final da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol. Na noite desta segunda-feira (31), as Mulheres de Aço e as Palestrinas empataram por 1 a 1 na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador. A TV Brasil transmitiu o duelo ao vivo.

    A partida opôs times que finalizaram a primeira fase separados por sete pontos. O Verdão, com 36 pontos, foi o terceiro colocado, enquanto as tricolores, com 29, ficaram na sexta colocação. No jogo anterior entre as equipes, pela nona rodada, que foi exibido pela emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o placar ficou em branco, também na Fonte Nova.

    Quem abriu o marcador foi o Palmeiras. Aos 28 minutos, a lateral Raíssa Bahia – atuando como atacante – carregou a bola pelo meio e acionou a volante Brena. A meio-campista, da entrada da área, chutou no canto esquerdo da goleira Yanne, que se esticou para defender, sem êxito.

    O Bahia empatou em um contra-ataque letal, aos 44 minutos. Após grande defesa de Yanne em conclusão de Raíssa Bahia na pequena área, depois de cruzamento rasteiro da lateral Ana Guzmán pela direita, a meia Raquel saiu em velocidade e lançou Wendy Carballo pela esquerda.

    A atacante uruguaia invadiu a área, escapou de Giovanna Campiolo e bateu. A bola desviou na também zagueira Pati Maldaner e saiu do alcance da goleira Kate Tapia.

    O equilíbrio se manteve na segunda etapa. As Palestrinas tiveram a oportunidade de voltar à frente aos 14 minutos, em pênalti cometido pela lateral Dan Nunes em Tainá Maranhão. A também atacante Bia Zaneratto foi para a cobrança e bateu no canto direito baixo, mas parou em ótima defesa de Yanne.

    A goleira tricolor foi crucial outras vezes para evitar o revés em casa. Aos 29, Tainá Maranhão recebeu pouco antes da marca do pênalti e rolou na esquerda para a atacante Gláucia finalizar cruzado e parar em Yanne. Dois minutos depois, a camisa 12 salvou um chute de Tainá Maranhão, dentro da área, na sobra de uma disputa entre Bia Zaneratto e a volante Ángela Gómez.

    A partida de volta será sexta-feira (4), na Arena Barueri, às 21h30 (horário de Brasília), novamente com transmissão da TV Brasil. Uma vitória simples na grande São Paulo, para qualquer um dos lados, garante a classificação no tempo normal. Em caso de novo empate, a decisão será nos pênaltis.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Busca por memória e justiça marca três anos da morte de Mãe Bernadete

    Busca por memória e justiça marca três anos da morte de Mãe Bernadete

    Manter a memória e o legado de Mãe Bernadete vivos e também buscar justiça inspiram familiares, amigos e instituições em defesa dos direitos humanos três anos após o assassinato brutal da liderança quilombola.

    A ativista foi morta com 25 tiros (a maioria no rosto) quando estava no sofá de casa, na comunidade de Pitanga dos Palmares, na cidade de Simões Filho (BA).

    Para marcar a data, uma missa no Santuário do Senhor do Bonfim da Bahia, a Igreja do Bonfim, em Salvador (BA), está marcada para esta segunda-feira (17), às 9h. 

    “Acredito que, apesar dos desafios cotidianos, que existem em muitas comunidades quilombolas, a gente tem feito um bom trabalho ao preservar o legado dela”, afirma o neto, Wellington Pacífico, de 25 anos de idade, em entrevista à Agência Brasil. 
     


    Simões Filho/ Bahia 19/08/2023 Casa da Mãe Bernadete, liderança do Quilombo Pitanga dos Palmares, assassinada na Bahia. Foto Janaína Neri.
    Simões Filho/ Bahia 19/08/2023 Casa da Mãe Bernadete, liderança do Quilombo Pitanga dos Palmares, assassinada na Bahia. Foto Janaína Neri.
    Casa de Mãe Bernadete, liderança do Quilombo Pitanga dos Palmares, na Bahia. Foto Janaína Neri.

    Feridas

    Wellington estava na casa, com mais duas crianças da família, quando a avó foi assassinada. A morte de Bernadete foi a segunda grande perda do rapaz. O pai dele, o também ativista Flávio Pacífico, o Binho, de 36 anos, também foi assassinado no ano de 2017. 

    “São feridas que não foram reparadas. Para a nossa comunidade, é uma dor perder minha avó, perder meu pai e ainda por cima viver, conviver com a impunidade de não haver justiça.”

    Ele recorda que a avó buscava justiça por Binho. “Apesar dessa injustiça, a gente se esforça para motivar as boas memórias, semear novas expectativas e ressignificar tudo o que aconteceu”. 

    Faz parte dessa ressignificação transformar o luto em luta. “Entendo que eu devo me qualificar cada dia mais para que eu possa ajudar de alguma forma as pessoas.”

    Direito

    Wellington, que está no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH), resolveu ingressar no curso de direito em uma faculdade da Bahia, para lutar por justiça por sua família e pelas comunidades quilombolas no Estado. 

    “Tive minha família destruída, atravessada por tragédias, tendo que se reconstruir a cada dia. Essas vivências me fizeram ter outro olhar para o direito”, afirmou.

    Ele conta que os acusados pela morte da avó estão presos. Dois dos acusados tiveram julgamento em abril. Arielson da Conceição dos Santos (o executor) foi condenado a mais de 40 anos de prisão e Marílio dos Santos, um dos envolvidos no planejamento do crime, recebeu pena de 29 anos e 9 meses. 

    Outros três acusados aguardam julgamento, que deve ocorrer em outubro, segundo estimativa da família. O processo tramita em segredo, e o Tribunal de Justiça da Bahia não confirmou a data do julgamento.

    “A gente espera que a justiça seja feita. Toda vez que falarmos da Mãe Bernadete, a gente tem que falar do Binho do Quilombo. Suspeitos foram presos e depois soltos. Eu diria até que há risco de vitimar outras lideranças.”

    Wellington afirma que é necessário manter esses crimes sob visibilidade no País. “A gente aprende muito quando os holofotes se apagam.”

    Legado

    Ainda na intenção de manter o legado de Mãe Bernadete, a família deve promover um novo festival de cultura e arte quilombola. À frente da iniciativa, está o filho dela, Jurandir Pacífico. Ele diz que o legado da mãe e do irmão o inspira a trabalhar em projetos que mobilizem a própria comunidade e também outros quilombos.

    Ele acrescenta que busca parcerias para os projetos a fim de que nada seja interrompido, como os festivais, os cursos de artesanato e a cozinha solidária. “Estamos buscando políticas públicas para as comunidades quilombolas”.
     


    Salvador (BA), 17.08.2024 - Evento na casa de Dona Bernadete. Foto: Alberto Lima/Divulgação
    Salvador (BA), 17.08.2024 - Evento na casa de Dona Bernadete. Foto: Alberto Lima/Divulgação
    Evento na casa de Mãe Bernadete destaca legado da ativista e pede justiça por sua morte.  Alberto Lima/Divulgação

    Proteção

    A ativista Selma Dealdina, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) conhecia de perto o trabalho de Mãe Bernadete. Ela estará nesta segunda na missa em homenagem à amiga. Emocionada, ela contextualiza que a brutalidade da morte de Bernadete deixa um recado dolorido. 

    “A gente espera mais do Estado Brasileiro na proteção dos defensores e defensoras de direitos humanos, das lideranças quilombolas que fazem a luta pela terra, que fazem a luta para salvaguardar os territórios.”

    A Conaq emitiu nota em que exige a responsabilização dos acusados da morte de Bernadete e medidas efetivas para garantir a segurança das lideranças quilombolas. 

    “Lembramos a mulher que cuidava, liderava, ensinava, acolhia e enfrentava as injustiças. Lembramos a ialorixá que carregava a força de sua ancestralidade”, informa o documento. 

    A entidade acrescenta que Bernadete fez de sua existência uma “trincheira” em defesa de seu povo e que, três anos depois do assassinato, a voz da ativista continua ecoando nos quilombos. 

    “Sua memória está nas mulheres quilombolas que seguem ocupando espaços de decisão, está nas comunidades que resistem às ameaças e lutam pelo direito de existir com dignidade.”

    Cor e gênero

    A historiadora baiana Valdecir Nascimento, fundadora do Odara – Instituto da Mulher Negra, destaca que as mulheres negras, defensoras de direitos humanos, são vítimas do racismo, da violência doméstica e de outras violações. “As desigualdades no Brasil têm cor e gênero. Esse conjunto de violências nos deixa acuada na luta por garantia de direitos.” 

    O racismo, articulado com o sexismo, mantém as mulheres negras em uma condição de vulnerabilidade. Levantamento da Conaq mostrou que o assassinato de Bernadete não foi isolado. Pelo menos 22 mulheres foram mortas entre 2016 e 2024 e outras 33 foram ameaçadas apenas entre os anos de 2021 e 2023. 

    Somente 12,6% dos mais de 1 milhão de brasileiros quilombolas estão em territórios demarcados. “Precisamos estar seguros no nosso território”, diz Selma Dealdina.

    Diante da situação, a Conaq apresentou um plano emergencial de proteção de mulheres quilombolas a fim de ser apresentado ao poder público. “Para que as pessoas não sintam medo de fazer a luta pela terra”, defendeu a ativista da Conaq.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasileirão: Chapecoense busca empate com Bahia em jogo de seis gols

    Brasileirão: Chapecoense busca empate com Bahia em jogo de seis gols

    A Arena Condá, em Chapecó (SC), recebeu um confronto animado na manhã deste domingo (16). Anfitriã, a Chapecoense ficou três vezes atrás do placar, mas buscou o empate por 3 a 3 com o Bahia, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.

    A igualdade não foi boa para ninguém. O Verdão do Oeste, que não vence pelo Brasileirão desde a estreia, somou o 11º ponto e permanece na lanterna. São 12 pontos a menos que o Internacional, time que iniciou a rodada na 16ª posição, a última antes da zona de rebaixamento (o Z-4), que reúne as quatro piores campanhas.

    O Bahia, por sua vez, empatou pela quinta vez seguida. Com 34 pontos, o Esquadrão de Aço sairá ainda nesta rodada da zona de classificação à Libertadores (G-5), grupo dos cinco primeiros colocados.

    Corinthians, com 32 pontos e o mesmo número de triunfos dos baianos, e Cruzeiro, com 33 pontos e uma vitória a mais, se enfrentam neste domingo, às 19h30, na Neo Química Arena, em São Paulo. Um deles necessariamente terminará o fim de semana à frente dos tricolores.

    Lances do jogo

    Os visitantes saíram na frente aos 11 minutos, em pênalti cobrado por Alejo Véliz. Sete minutos depois, o volante Yago Felipe, recém-contratado pelos anfitriões, cruzou pela direita, e o meia Giovanni Augusto empatou.

    Aos 41, o zagueiro Kauan marcou contra ao tentar cortar o cruzamento de Erick Pulga, e o Bahia ficou na frente por 2 a 1.

    Na volta do intervalo, aos dois minutos, a Chape igualou novamente com o também atacante Marcinho, com assistência de Giovanni Augusto.

    Aos 18, o volante Nicolás Acevedo fez o terceiro do Esquadrão de Aço, chutando da entrada da área. E, aos 25 minutos, Giovanni Augusto cruzou, e o centroavante Túlio Eduardo, de cabeça, evitou a derrota do Verdão.

    Noite de empates

    Dois empates movimentaram a noite de sábado (15) pelo Brasileirão. Na Arena da Baixada, Athletico-PR e Red Bull Bragantino ficaram no 1 a 1. Esse foi o mesmo placar de São Paulo e Coritiba, que se enfrentaram no Morumbis.

    Em Curitiba, o zagueiro Pedro Henrique, ex-Athletico, colocou o Massa Bruta em vantagem, mas o atacante Kerwin Vargas deixou tudo igual. Os paulistas, com 32 pontos, seguem fora do G-5. O Furacão, com 41 pontos, permanece na terceira posição, mas perdeu a oportunidade de assumir, provisoriamente, a vice-liderança.

    Na capital paulista, o volante Pablo Maia abriu o marcador para o Tricolor pouco antes do intervalo. No segundo tempo, o zagueiro Tiago Cóser empatou, mantendo o Coxa invicto em jogos disputados em São Paulo neste Brasileirão. Sem ganhar desde maio, o time da casa foi a 27 pontos, quatro a menos que os paranaenses. Ambos aparecem no meio da tabela.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ferroviária e Bahia se classificam às quartas do Brasileirão Feminino

    Ferroviária e Bahia se classificam às quartas do Brasileirão Feminino

    O funil está ficando cada vez mais estreito na Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. A três jogos do fim da 16ª e penúltima rodada, cinco equipes já estão garantidas nas quartas de final, com três vagas ainda em disputa por sete clubes.

    Os novos classificados são Ferroviária e Bahia, assegurados depois dos resultados do último sábado (15). As Guerreiras Grenás foram ao Sesc Campestre, em Porto Alegre, e superaram o Internacional, por 2 a 1. Já as Mulheres de Aço empataram por 1 a 1 com o líder Corinthians na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador.

    Na capital gaúcha, Débora colocou as Gurias Coloradas em vantagem contra a Ferroviária aos 31 minutos do segundo tempo. Aos 42, a também zagueira Monique igualou. Três minutos depois, a volante Maressa decretou a virada do time paulista.

    O Bahia saiu perdendo com um minuto de jogo, em chute de fora da área da atacante Jaqueline. Antes do segundo giro do cronômetro no segundo tempo, as tricolores empataram em batida de primeira da meia Ángela Gómez, que encobriu a goleira alvinegra Lelê.

    A Ferroviária, com 30 pontos, assumiu a quarta posição ultrapassando o próprio Bahia, que foi a 28 pontos. Ambos, porém, não podem mais serem alcançados pelo Inter, nono colocado, com 24 pontos, nem pelo Grêmio, oitavo com a mesma pontuação das Gurias Coloradas, mas que fica à frente do rival pelo saldo de gols. O Corinthians, com 38 pontos, garantiu, pelo menos, o segundo lugar com o empate de sábado.

     


    Ferroviária e Bahia se classificam às quartas do Brasileirão Feminino. Foto: Rafael Zocco / Ferroviária
    Ferroviária e Bahia se classificam às quartas do Brasileirão Feminino. Foto: Rafael Zocco / Ferroviária
    Bahia comemora ida às quartas do Brasileirão Feminino. Foto: Rafael Zocco / Ferroviária

    Brigas de extremos

    As Brabas, atuais hexacampeãs e donas de sete títulos, ainda têm a ponta ameaçada pelo São Paulo. As Soberanas acumulam 35 pontos e jogam neste domingo (16), às 11h (horário de Brasília), contra o Botafogo, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo da TV Brasil.

    O Tricolor pode igualar a pontuação corintiana em caso de vitória e levar a briga da liderança para a última rodada. Para as Gloriosas, que não vencem desde a estreia e estão na lanterna entre 18 times, o triunfo tira o time da zona de rebaixamento ─ que envolve os dois últimos colocados, o Z-2 ─ e deixa as cariocas dependendo de si no próximo fim de semana para escaparem da queda à Série A2 (segunda divisão).

    O Palmeiras, em terceiro, é outro que pode chegar aos 38 pontos neste domingo, mas, como possui nove triunfos, não alcançaria o Timão, que ganhou 12 vezes ─ o número de vitórias é o primeiro critério de desempate. As Palestrinas pegam o Juventude na Arena Barueri, também às 11h. As gaúchas, com dez pontos, garantem a permanência na Série A1 em caso de empate.

    No mesmo horário, Santos e Flamengo medem forças na Arena Inamar, em Diadema (SP). As Sereias da Vila, com 20 pontos e na 12ª posição, têm de vencer neste domingo para chegarem à última rodada na briga pela classificação.

    As Meninas da Gávea somam os mesmos 24 pontos de Grêmio e Inter, mas ficam atrás, em décimo, por terem um triunfo a menos. Para dependerem de si na disputa pelo G-8, as rubro-negras precisam pelo menos pontuar no ABC paulista.

    Permanência garantida

    Um resultado que ajudou o Flamengo foi a derrota do Grêmio para o Atlético-MG na Arena MRV, em Belo Horizonte, por 2 a 0, na última sexta-feira (14). As atacantes Anny Marabá e Amália marcaram para as Vingadoras no duelo, transmitido ao vivo pela TV Brasil.

    O triunfo afastou de vez qualquer risco de rebaixamento das atleticanas, que foram a 16 pontos. O resultado ainda cravou as mineiras no 13º lugar, independentemente do que ocorrer nos próximos jogos da primeira fase.

    Outra equipe que assegurou a permanência foi o Mixto, mesmo com a derrota de sábado para o Cruzeiro, no Dutrinha, em Cuiabá, por 2 a 1. Byanca Brasil colocou as Cabulosas em vantagem e a também atacante Joycinha deixou tudo igual para as Tigresas, mas a zagueira Silvana, contra, acabou fazendo o gol do triunfo mineiro.

    As mato-grossenses se beneficiaram da goleada sofrida pelo Vitória para o Red Bull Bragantino, por 6 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), também neste sábado. A zagueira Yasmin Índia (contra), a meia Rafa Mineira e o trio de ataque formado por Martina Del Trecco, Lurdinha e Ana Carla (dois gols) construíram o triunfo do Massa Bruta. A também atacante Katy Costa e a meia Iana descontaram.

    Flu e Braga ainda sonham

    Com 12 pontos, em 14º lugar, o Mixto não pode mais ser ultrapassado pelo Vitória, que segue na 17ª e penúltima colocação, com sete pontos. O Cruzeiro, que foi a 27 pontos, assumiu a sexta posição e está a um empate da classificação às quartas. O Bragantino, com 23 pontos, é o 11º e vai à última rodada com chances de passar de fase.

    O América-MG poderia ter aproveitado o revés das rubro-negras para respirar na luta contra o rebaixamento, mas também foi goleado. Em outro jogo do último sábado, as Spartanas levaram 4 a 1 do Fluminense no Estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro. Com sete pontos, as mineiras ficam fora do Z-2 por terem melhor saldo de gols que o Vitória.

    Em contrapartida, as tricolores engataram o terceiro triunfo seguido e entraram no G-8, em sexto lugar, com 25 pontos. Com dois gols, Lelê foi o destaque do resultado positivo das cariocas, que ainda balançaram as redes com a também atacante Kaline e a meia Patrícia Sochor. A centroavante Dani Ortolan marcou para o América-MG.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Flipelô reúne 330 mil pessoas e bate recorde de público

    Flipelô reúne 330 mil pessoas e bate recorde de público

    No ano em que celebrou sua décima edição, a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) atraiu mais de 330 mil pessoas para a sua programação cultural, superando a expectativa dos organizadores e batendo recorde de público. O evento ocorreu nos dias 5 a 9 de agosto, no centro histórico de Salvador.

    Realizada pela Fundação Casa de Jorge Amado, neste ano a Flipelô reuniu mais de 500 escritores brasileiros, entre eles, Carla Madeira, Milton Hatoum e Itamar Vieira Junior. Também participaram nove convidados internacionais, representantes de cinco países: Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha e Sri Lanka.

    “Realizamos uma edição histórica. Celebramos os dez anos da Flipelô e os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado, vendo o Pelourinho tomado por leitores, estudantes, escritores, artistas e famílias, afirmou Angela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado.  

    Segundo Angela, a homenagem a Myriam Fraga e Calasans Neto emocionou o público e reafirmou o compromisso da festa com a literatura, a cultura e a democratização do acesso ao livro. “A Flipelô é uma construção coletiva que pertence ao Centro Histórico, à Bahia e ao Brasil”, disse.

    >> Clique aqui e leia a cobertura completa da Agência Brasil sobre a Flipelô 2026

    A Flipelô foi idealizada pela poeta Myriam Fraga e surgiu com o objetivo de preservar e valorizar a memória do escritor Jorge Amado, a cultura e arte da Bahia, além de estimular a literatura, principalmente entre os jovens.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Redes sociais ajudam a despertar interesse por livros, diz escritora

    Redes sociais ajudam a despertar interesse por livros, diz escritora

    Autora de sucessos como Tudo é Rio, A Natureza da Mordida e Véspera, a escritora mineira Carla Madeira diz que “livro é uma ocasião de conversar”.

    Escritora de ficção mais lida do Brasil, com mais de 1 milhão de cópias vendidas, ela esteve em Salvador, na noite deste sábado (8), para falar a um grande público que se formou no Largo do Pelourinho, durante a programação da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô).

    Fenômeno de vendas, ela celebrou o fato de mais brasileiros estarem lendo e também comentando sobre livros, em geral – principalmente por meio das redes sociais e clubes de leitura.

    “As pessoas estão descobrindo que é legal conversar sobre o que elas leem, concordar, discordar, discutir, entrar com outras vozes, cruzar livros, cruzar informações, criticar, aplaudir, está tudo valendo. E isso é maravilhoso porque é um exercício de troca e tem uma riqueza de ampliar a consciência”, reforçou.

    Para ela, a ampliação dos clubes de livros e de festivais de literatura ajuda a aumentar o interesse pela leitura.

    “Isso está sendo festejado, está sendo ampliado. E as redes sociais têm um papel superimportante nisso”, completou.

    No entanto, apesar do maior interesse pelos livros, a escritora acredita que o brasileiro ainda lê pouco, no universo de um país com 220 milhões de pessoas: 

    “Quando se confrontam os números do mercado editorial a esse dado demográfico, não há como negar que o brasileiro lê pouco. Mas tem muitas questões envolvidas nisso que vão desde a educação formal e o incentivo à leitura até o acesso ao livro e locais para se ler”, disse ela à reportagem.

    >> Clique aqui e confira a cobertura da Agência Brasil na Flipelô 2026

    Políticas públicas

    Em entrevista à Agência Brasil, pouco antes de conversar com o público da Flipelô, a escritora ressaltou que é importante haver políticas públicas para incentivar e aumentar o acesso aos livros.

    Em 2024, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, apontou que 47% da população com 5 anos ou mais se declarou leitora no Brasil, o equivalente a cerca de 93,4 milhões de pessoas. Mas a maioria, 53%, não havia lido sequer parte de um livro nos três meses anteriores.

    “A gente está falando de uma realidade que é muitas vezes diferente de uma certa bolha ali que tem condição de ter acesso a livro, que tem uma casa ou que tem um quarto, que tem uma luz à noite adequada. E aí vai um monte de questões sociais que eu acho que tem impacto sobre isso”, acrescentou.


    Salvador (BA), 08/08/2026 - A escritora Carla Madeira participa do bate papo Elas por elas: Astrid Fontenelle entrevista Carla Madeira, durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho - Flipelô, no Largo do Pelourinho, centro histórico da capital baiana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Salvador (BA), 08/08/2026 - A escritora Carla Madeira participa do bate papo Elas por elas: Astrid Fontenelle entrevista Carla Madeira, durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho - Flipelô, no Largo do Pelourinho, centro histórico da capital baiana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Escritora Carla Madeira participa do bate papo Elas por Elas: Astrid Fontenelle entrevista Carla Madeira, durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho – Flipelô, no Largo do Pelourinho, centro histórico da capital baiana. – Rovena Rosa/Agência Brasil

    Novo livro

    Durante a mesa na Flipelô, que atraiu um grande público para o Largo do Pelourinho, a escritora mineira contou que seu novo livro Quando será lançado ainda neste mês.

    A obra aborda a história de uma mãe que denuncia seu próprio filho à polícia e foi escrita no momento em que Carla Madeira vivenciava três lutos em sequência: a morte de sua mãe, de seu psicanalista e de sua sócia.

    “Quando começou muito caoticamente. Não tem nada a ver com essa história, com esse luto, eu não faço autoficção. Mas nesse período eu comecei a ler e comecei a querer uma linguagem para dar conta do real. Acho que toda emoção está no corpo. Todo corpo afetado, perturbado, ele quer buscar retornar um estado de equilíbrio, de regularidade. Então, qual é o recurso que ele tem? A linguagem. A gente vai lá na linguagem para reorganizar o corpo”.

    O novo livro, contou ela, fala sobre uma mãe doente que espera pelo reencontro com seu filho.

    “Ela está para morrer e espera rever esse filho que ela não vê há 20 anos. Nessa espera, a gente começa a conhecer o que aconteceu antes, em 1986, que é aquele período em que o Brasil volta a ter eleições diretas. O livro se passa nesse período, com as heranças da ditadura ainda ali presentes”.

    Este é, segundo Carla Madeira, mais um livro sobre um tema que lhe é muito caro: a maternidade.

    “A maternidade é uma coisa que está muito presente nos meus livros. Não só a maternidade, mas essa ideia da família como um lugar fundante, um primeiro lugar que nos recebe no mundo e que vai ser determinante – para o bem ou para o mal. É ali onde acontecem os primeiros pactos civilizatórios. É onde começamos a ter nossa primeira visão de mundo”.

    A décima edição da Flipelô começou na última quarta-feira (5) e termina neste domingo. Clique aqui e saiba mais sobre a festa.

    *A repórter e a fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original