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  • TV Brasil estreia séries de natureza selvagem em horário nobre

    TV Brasil estreia séries de natureza selvagem em horário nobre

    TV Brasil estreia faixa com séries de natureza selvagem no horário nobre da programação. Emissora pública exibe novas produções documentais às terças e quintas, na faixa de 21h30.

    As primeiras atrações são os seriados África: Garras e Mandíbulas e Criaturas do Grande Azul que estreiam em setembro.

    Para os próximos meses estão previstas as exibições das obras Um Ano Selvagem na Terra e Batalha dos Alfas. Os programas dos novos seriados ambientais com espécies da fauna ficam disponíveis por dez dias no app TV Brasil Play após a exibição na telinha.

    Com quatro episódios de uma hora, a série África: Garras e Mandíbulas marca a reestreia da faixa temática da TV Brasil às quintas, às 21h30. Já Criaturas do Grande Azul é o destaque do canal público para as próximas semanas, a partir do dia 22, às terças, no mesmo horário.

    África: Garras e Mandíbulas

    A série documental África: Garras e Mandíbulas é uma das novidades da TV Brasil. O conteúdo inédito tem espaço na faixa de programação da emissora dedicada à natureza selvagem. A produção acompanha os hábitos de caça dos seres mais perigosos do continente africano.

    Desde os dentes afiados do grande tubarão branco, passando pela velocidade dos grandes felinos até o bote rápido como um raio da serpente negra, o seriado África: Garras e Mandíbulas investiga histórias de ataque e defesa no ambiente natural.

    No oceano, na terra ou no ar, alguns animais têm o instinto da caça em busca de presas com estratégias fatais de golpes. Para esses predadores, a missão de garantir a próxima refeição nunca termina. Essas espécies devem matar para sobreviver. Tubarões, felinos e aves de rapina ganham destaque.

    Nas águas geladas que rodeiam a ponta sul da África, no Cabo da Boa Esperança, o grande tubarão branco controla a maior cadeia alimentar da Terra. Ele é capaz de alcançar uma velocidade de 40 km/h enquanto caça.

    Maior peixe predador dos oceanos, o tubarão branco busca presas como o lobo-marinho australiano, mamífero aquático que têm gordura rica em energia e vive em abundantes colônias, na região da baía Falsa, próximo à Cidade do Cabo. Por sua vez, o lobo-marinho é predador de peixes menores.

    A série mostra, ainda, que a savana africana reúne alguns dos predadores mais impressionantes do planeta. O guepardo é o animal terrestre mais rápido do mundo. Esse felino consegue chegar a até 120 km/h, velocidade que requer um esforço enorme.

    Solitários, os guepardos podem se unir para proteger territórios e os defender de outros machos. Apesar disso, dificilmente têm chances contra intrusos formados por uma alcateia de leões, os felinos mais fortes de África. Eles abatem animais velhos, doentes e feridos.

    Audiência da estreia

    A apresentação na grade do canal de obras documentais com foco na natureza selvagem desperta o interesse do público. O programa África: Garras e Mandíbulas conquistou boa repercussão na janela do primeiro episódio exibido na última quinta-feira, dia 10 de setembro. Com média de 0,31 e audiência, a TV Brasil ficou em 5º lugar no consolidado de três praças – Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

    Na capital do país, com pico de 0,76, a emissora chegou a ficar em 4º lugar. O canal também figurou na 4ª posição no Rio de Janeiro e em São Paulo durante a exibição da série documental. Ao considerar as duas praças, o seriado alcançou 111.380 domicílios, o que representa 0,80% do total de domicílios dessas regiões.

    Ao vivo e on demand  

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.  

    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.  

    Serviço

    África: Garras e Mandíbulas – quinta, dia 17/9, às 21h30, na TV Brasil
    África: Garras e Mandíbulas – quinta, dia 17/9, para sexta, dia 18/9, às 3h30, na TV Brasil 

    TV Brasil na internet e nas redes sociais  

    Site – https://tvbrasil.ebc.com.br
    Instagram – https://www.instagram.com/tvbrasil
    YouTube – https://www.youtube.com/tvbrasil
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    TV Brasil Play – http://tvbrasilplay.com.br

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Novo mapa-múndi corrige tamanho da África, América do Sul e Ásia

    Novo mapa-múndi corrige tamanho da África, América do Sul e Ásia

    No mapa-múndi, a África, a América do Sul e o Sul da Ásia foram representados, desde o século 16, menores do que são. Nessa sexta (4), a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu corrigir a distorção ao examinar a proposta intitulada “Corrija o mapa”, liderada pelo Togo e outros países africanos.

    Ao todo, representantes de 164 países votaram a favor da mudança. Apenas os Estados Unidos foram contrários. Houve seis abstenções. A proposta altera a representação cartográfica global para “mostrar de forma mais justa algumas regiões do mundo”, como explica a ONU.

    Ao discursar antes da votação, o ministro das Relações Estrangeiras de Togo, Robert Dussey, disse que a aprovação envia a mensagem de que a Assembleia Geral acredita na “verdade científica”. 

    Ainda, de acordo com ele, a decisão reforça a equidade de representação e a dignidade dos povos. Para ele, não se trata apenas de corrigir um mapa e sim de corrigir a percepção. 

    Distorção

    Segundo o argumento, a projeção de Mercator, concebida em 1.569 para fins de navegação, foi amplamente usada em materiais educacionais, midiáticos, digitais e oficiais.

    No entanto, a distorção fez com que as massas de terra ao Norte e ao Sul da linha do Equador fossem ampliadas. Essa representação fez com que se perpetuasse “uma visão desequilibrada do mundo”, apontaram os africanos.

    O texto ainda afirma que a correção dessas distorções cartográficas de dimensões continentais vai proporcionar “justiça cognitiva e reparação memorial” para fomentar a compreensão mútua entre os povos.

    Precisão

    Os representantes da União Africana apresentaram o modelo de “Terra Igual” como a projeção cartográfica que representaria com mais precisão as dimensões de todos os continentes. A ONU espera que a aprovação da resolução encoraje a adoção desse modelo por governos, organizações internacionais e outras entidades.

    Ainda nos argumentos da União Africana, os mapas constituem uma ferramenta educacional, científica e cultural fundamental que “molda a percepção do mundo e o imaginário coletivo dos povos”.

    Segundo o texto, as distorções têm impactos cognitivos, educacionais, culturais, geopolíticos e socioeconômicos e constituem “vieses históricos, cuja correção promoverá reconhecimento, justiça e desenvolvimento”.

    A ONU argumentou que o Pacto para o Futuro, aprovado pelos Estados-Membros em 2024, enfatizou a necessidade de eliminar os vestígios de desigualdades históricas e estruturais e de erradicar todas as formas de discriminação.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Grande Muralha Verde restaura 1,66 milhão de hectares na África

    Grande Muralha Verde restaura 1,66 milhão de hectares na África

    Cerca de 1,66 milhão de hectares estão em processo de restauração no Sahel, região africana entre o deserto do Saara e a savana do Sudão. O resultado representa a principal conquista da iniciativa Acelerador da Grande Muralha Verde, que completou cinco anos e teve relatório apresentado nesta semana pela Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD).

    Outros números em destaque do balanço incluem 24 milhões de toneladas de CO₂ equivalente sequestradas ou mitigadas, 4,6 milhões de empregos criados e 46 milhões de pessoas diretamente impactadas.

    Segundo a UNCCD, o esforço envolve um conjunto de paisagens restauradas, áreas agrícolas, sistemas de água e comunidades. O objetivo é combinar recuperação de terras com segurança alimentar, geração de oportunidades econômicas, acesso à energia limpa e aumento da resiliência diante da mudança do clima e da seca.

    A Grande Muralha Verde foi criada em 2007 pela União Africana e pela UNCCD e reúne atualmente 11 países fundadores, em uma área de 156 milhões de hectares, do oeste do Senegal ao Chifre da África. Já o “Acelerador” foi criado em 2021 para melhorar a coordenação da iniciativa, acompanhar os recursos financeiros e ajudar os países a medir os resultados das ações de restauração. 

    Resultados parciais

    Apesar dos avanços, o próprio relatório alerta que ainda há limitações importantes no acompanhamento dos resultados. O Observatório da Grande Muralha Verde monitora mais de 389 projetos, porém menos de 90 apresentam atualmente dados de acordo com os indicadores harmonizados adotados pela iniciativa.

    A UNCCD considera os resultados, portanto, iniciais. Além dos 1,66 milhão de hectares em restauração, os dados disponíveis apontam a criação de 4,6 milhões de empregos, contra uma meta de 10 milhões até 2030, e a produção de 2.315 megawatts-hora de energia limpa. A entidade ressalta que processos de restauração de terras podem levar anos ou décadas para produzir resultados completos e que o levantamento da totalidade dos projetos ainda está em andamento.

    Para tentar superar a fragmentação das informações, foi criado em 2024, em Ouagadougou, Burkina Faso, o Observatório da Grande Muralha Verde. A plataforma reúne informações sobre projetos, financiamento, resultados e dados geoespaciais. Segundo a UNCCD, o sistema já foi endossado por dez dos 11 países fundadores.

    Também foram criadas coalizões nacionais em nove dos 11 países, reunindo ministérios, sociedade civil, universidades, setor privado e meios de comunicação. A intenção é melhorar a coordenação das ações e transformar os compromissos financeiros em resultados verificáveis nos territórios.

    Desafio do financiamento

    O Acelerador foi lançado após a Cúpula One Planet, em 2021, quando parceiros técnicos e financeiros anunciaram mais de US$ 19 bilhões em compromissos para a Grande Muralha Verde. A iniciativa passou a funcionar como uma estrutura para coordenar os esforços, acompanhar os recursos e fortalecer a capacidade dos países de demonstrar os resultados obtidos.

    O relatório, porém, aponta que a distância entre compromissos e resultados continua sendo um desafio. Além da falta de dados completos, a UNCCD cita dificuldades de coordenação entre diferentes atores e o tempo necessário para que os recursos financeiros se transformem em ações no território.

    A próxima etapa deve dar maior peso à comunicação, a mecanismos financeiros inovadores e à gestão transfronteiriça de terras e águas. Entre as possibilidades mencionadas estão títulos verdes, créditos de carbono e mecanismos de financiamento combinado.

    A experiência também busca ampliar a dimensão social da restauração. O relatório destaca iniciativas de geração de renda para mulheres, capacitação de jovens e fortalecimento de empreendimentos locais. Em um dos exemplos citados pela UNCCD, mulheres do Mali receberam equipamentos e treinamento e ampliaram uma cooperativa de processamento de produtos agrícolas. No Chade, mulheres foram capacitadas para instalar e reparar painéis solares, transformando o acesso à energia em fonte de renda.

    COP17

    Seca, degradação da terra e restauração dos solos serão temas centrais na 17ª Conferência das Partes (COP17) sobre Desertificação, que acontece entre os dias 17 e 28 de agosto em Ulaanbatar, capital da Mongólia. A Agência Brasil acompanhará o evento diretamente do país asiático, em parceria com a UNCCD.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original