Blog

  • Eleições 2026: confira 6 dicas para ajudar a escolher seus candidatos

    Eleições 2026: confira 6 dicas para ajudar a escolher seus candidatos

    A menos de duas semanas do primeiro turno das Eleições de 2026, muitos eleitores ainda não definiram em quem vão votar. Neste ano, a tarefa de escolher, entre tantos candidatos, aqueles mais aptos a representar os interesses da população, contou com mais um complicador: as notícias relacionadas ao caso Master e à crise do Supremo Tribunal Federal (STF) reduziram o debate das propostas. 

    A Agência Brasil ouviu especialistas que indicaram caminhos que podem ajudar eleitores a escolherem seus candidatos com mais critérios, buscando aqueles mais alinhados a seus interesses e visões de mundo, além de evitar armadilhas como os “puxadores de voto” e propostas genéricas.

    Saber quem financia as campanhas, quais são as propostas de cada candidato e de que forma elas vão impactar a realidade prática de cada eleitor são estratégias para um voto responsável. 

    1) Eu, o eleitor 

    Antes de avaliar as propostas ou o currículo dos candidatos é importante olhar para si mesmo e para sua coletividade. Alguns questionamentos podem guiar essa reflexão:

    • A qual grupo social e econômico eu pertenço?
    • Com quais ideologias e visões de mundo eu me identifico?
    • Quais problemas eu espero que o Poder Público priorize? 

    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 - João Feres Júnior
Doutor em Ciência Política da IESP UERJ. Foto: João Feres Júnior/Arquivo Pessoal
    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 - João Feres Júnior
Doutor em Ciência Política da IESP UERJ. Foto: João Feres Júnior/Arquivo Pessoal
     João Feres Júnior Doutor em Ciência Política da IESP UERJ. Foto: João Feres Júnior/Arquivo Pessoal – João Feres Júnior/Arquivo Pessoal

    Em política, nem sempre os interesses convergem. Um empresário, um trabalhador assalariado e um profissional autônomo não necessariamente avaliam do mesmo jeito uma proposta como, por exemplo, o fim da escala 6×1. 

    Homens e mulheres podem ter urgências distintas. Elas, inclusive, são mais da metade (53%) do eleitorado. Ainda assim, na atual legislatura, ocuparam apenas 15 das 81 cadeiras do Senado e 91 dos 513 assentos da Câmara dos Deputados. 

    Não existe governo que agrade a todos o tempo todo. Toda decisão política implica escolhas distributivas. Quem governa pensando no bem comum tem que necessariamente administrar conflitos decorrentes de interesses divergentes, avaliando os impactos de suas ações. 

    “Por isso é fundamental o eleitor saber quais são seus interesses políticos e econômicos”, diz o professor de Ciência Política da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, João Feres Júnior. 

    Ele destaca que muitos eleitores não têm clareza quanto aos seus próprios interesses – nem certeza de que, uma vez eleitos, os candidatos os representarão de fato. 

    “Claro que há prioridades em relação às representações. Há partidos e candidatos que optam por atender prioritariamente aos mais pobres. Outros fazem políticas que beneficiam principalmente os mais ricos. E muitos eleitores não sabem, de fato, quais são suas prioridades. Principalmente porque, idealmente, o eleitor deve procurar se informar da melhor forma possível, mas, na prática, ele nem sempre tem acesso a informações de qualidade – principalmente quanto às boas práticas políticas, já que a imprensa está mais interessada em cobrir os escândalos”, pondera.  

    2) O que faz um político? 


    Brasília (DF), 21/09/2026 - Professora Débora
 Messemberg. Foto: UnB/Arquivo/Divulgação
    Brasília (DF), 21/09/2026 - Professora Débora
 Messemberg. Foto: UnB/Arquivo/Divulgação

    Compreenda as atribuições de cada cargo; o que cada candidato, se eleito, poderá ou não fazer, de acordo com a lei. Passo básico, mas essencial para evitar frustrações e reduzir as chances de cair em falsas promessas — como um candidato a deputado prometendo construir um hospital ou pavimentar ruas, algo que cabe ao Poder Executivo decidir e executar – ou seja, presidente, governadores e prefeitos.  

    “Parte das pessoas tem pouca informação sobre as competências dos legisladores”, diz a socióloga Débora Messemberg, professora da Universidade de Brasília (UnB). 

    “Um senador ou um deputado federal têm muito poder para indicar a destinação das verbas públicas, seja porque aprova o Orçamento [da União], seja por meio de emendas [parlamentares]. Só que eles não executam [as políticas públicas]. Saber isso importa. Até porque, os candidatos [ao Poder Legislativo] que prometem fazer obras, construir não sei o que lá, estão dando uma clara demonstração negativa”, pondera Débora. 

    A saber, compete: 

    Ao Presidente da República: Exercer o Poder Executivo e a direção da administração federal; nomear e exonerar ministros de Estado e ocupantes de outros cargos da administração federal; comandar as Forças Armadas; enviar ao Congresso Nacional, anualmente, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e a proposta de orçamento; sancionar, promulgar ou vetar leis aprovadas pelo Congresso Nacional, bem como expedir decretos presidenciais que tratem da organização e funcionamento da administração federal; manter relações com Estados estrangeiros; celebrar tratados e convenções internacionais, entre outras coisas. 

    Aos Governadores: Nomear e exonerar secretários estaduais; sancionar, promulgar ou vetar leis aprovadas pela Assembleia Legislativa estadual; decretar e executar a intervenção nos municípios; administrar a segurança pública no estado, inclusive nomeando os dirigentes das polícias Militar e Civil, bem como a rede estadual de ensino; os hospitais regionais e a infraestrutura de rodovias estaduais entre outras atribuições. 

    Aos Deputados: O deputado federal atua no Congresso Nacional; o estadual, na Assembleia Legislativa do seu estado e os distritais, na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Cabe a eles, entre outras coisas, aprovar e modifica leis, fiscalizar o Poder Executivo (federal, estadual ou distrital, conforme o caso) e participar da elaboração do orçamento público (definindo para onde vão os recursos por meio de emendas e votações). 

    Aos Senadores: Representar, no Congresso Nacional, a unidade federativa pela qual foi eleito; discutir, votar e aprovar leis federais; sabatinar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), diretores de agências reguladoras e julgar autoridades etc 

     

    3) Ações valem mais que palavras 

    • Avalie o currículo, o histórico e as propostas do candidato. 
    • Quem o financia ou o apoia? 
    • Quais partidos compõem sua coligação e de que setores vêm seus principais apoios (grandes corporações, instituições financeiras, sindicatos, movimentos sociais)? 
    • As propostas que ele apresenta atacam a raiz dos problemas ou não passam de discursos genéricos? 

    Brasília (DF), 22/09/2026 - Manual do eleitor, Francisco Uribam Xavier de Holanda, professor da Univ. Fed. do Ceará (UFC)
Foto: Francisco Uribam/Arquivo pessoal
    Brasília (DF), 22/09/2026 - Manual do eleitor, Francisco Uribam Xavier de Holanda, professor da Univ. Fed. do Ceará (UFC)
Foto: Francisco Uribam/Arquivo pessoal
    Brasília (DF), 22/09/2026 – Manual do eleitor, Francisco Uribam Xavier de Holanda, professor da Univ. Fed. do Ceará (UFC) Foto: Francisco Uribam/Arquivo pessoal – Francisco Uribam/Arquivo pessoal

    Para o professor de Ciência Política da Universidade Federal do Ceará (UFC), Francisco Uribam Xavier de Holanda, analisar o conteúdo de campanha dos candidatos não é algo simples, pois exige um tempo de que a maioria dos eleitores não dispõem. Ainda assim, é algo da maior relevância. 

    “Para a maioria das pessoas, é difícil encontrar tempo para fazer isso. Além do mais, é muito complicado para o cidadão se inteirar de algo tão sofisticado quanto os processos de financiamento de campanha, o uso do fundo partidário e os financiamentos privados – que muitas vezes são camuflados”, alerta Uribam. 

    Ele também destaca que quase a totalidade dos candidatos elabora seus discursos e propostas com base em pesquisas eleitorais, raramente esclarecendo quais interesses e grupos realmente defendem. 

    Se o candidato já ocupa um cargo político, verificar seu histórico e como ele votou ou atuou em projetos relevantes pode ajudar o eleitor a identificar incoerências, discursos vazios ou falsas promessas. 

    “De certa forma, a campanha política é feita para manufaturar a vontade do eleitor, que tem que, a partir de sua condição de vida, pensar quem é que, quando chega ao poder, faz alguma coisa que ele percebe que lhe beneficia. Se eu tenho um filho pequeno e não tenho condições de pagar uma escola particular, quem são os políticos que não só incluem em seus programas a defesa das escolas públicas, mas que, se já tiveram oportunidade, fizeram com que estas chegassem ao meu bairro, à minha cidade?”, destaca Uribam. 

    As propostas de governo, bem como a declaração de bens e a prestação de contas, com a relação de todos os doadores de campanha, podem ser consultados no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

    4) Alinhamento partidário 


    Brasília (DF), 22/09/2026 - Manual do eleitor, Naiara Sandi de Almeida Alcântara, professora da Univ. Fed. do Pará (UFPA).
Foto: Naiara Sandi/Arquivo pessoal
    Brasília (DF), 22/09/2026 - Manual do eleitor, Naiara Sandi de Almeida Alcântara, professora da Univ. Fed. do Pará (UFPA).
Foto: Naiara Sandi/Arquivo pessoal
    Naiara Sandi de Almeida Alcântara, professora da UFPA. Foto: Naiara Sandi/Arquivo pessoal

    No sistema político brasileiro, ninguém atua de forma isolada. Mesmo que nem todos os partidos tenham uma linha ideológica clara, é de se esperar que seus filiados demonstrem um alinhamento mínimo, uma disciplina partidária. 

    “Cada partido tem seu programa, sua posição política e compõe uma bancada”, destaca a cientista política Naiara Sandi de Almeida Alcantara, professora da Universidade Federal do Pará (UFPA). 

    Para Naiara, isso fica mais perceptível no Poder Legislativo, já que, em muitas votações, vale a chamada orientação de bancada – recomendação dada pelo líder partidário aos parlamentares de seu partido ou bloco parlamentar para que se posicionem ou votem em determinado sentido. 

    Ou seja, um candidato pode se apresentar com um discurso e, quando eleito, se alinhar à diretriz partidária, mesmo que contrariamente aos interesses que prometeu defender. 

    “Daí a importância de o eleitor conhecer não só as propostas e as trajetórias individuais dos candidatos, mas também as posições que o partido ao qual o candidato é filiado costuma adotar; seu programa e a quais outros partidos ele está associado”, acrescentou a cientista política. 

    Para avaliar os partidos com rigor, o eleitor deve procurar observar: 

    • Como a legenda tem votado; 
    • As pautas que o partido historicamente apoia; 
    • Sua consistência ideológica; 
    • Suas alianças com outros partidos nesta e em outras eleições. 

     

    5) Puxadores de voto 

    Em 2010, Francisco Everaldo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, obteve mais de 1,35 milhão de votos, tornando-se o candidato a deputado federal mais votado do Brasil naquele ano. Em sua estreia na política, Tiririca ajudou a eleger outros três candidatos à Câmara dos Deputados, seus correligionários. 

    Embora não fosse uma novidade, o fenômeno passou a ser chamado de Efeito Tiririca. Isso é possível porque no chamado sistema proporcional (que, no Brasil, é usado na escolha de deputados federais, estaduais e distritais, além de vereadores, nas eleições municipais) os candidatos são eleitos conforme o chamado quociente eleitoral. O cálculo é ainda mais complicado que o nome. 

    Funciona assim: 

    O total de votos válidos registrado em seu estado ou no Distrito Federal é dividido pelo número de assentos a que a unidade federativa tem direito. (Exemplo: se houver, em um estado com direito a dez cadeiras na Câmara dos Deputados, um total de 2 milhões de votos válidos, o quociente eleitoral será de 200 mil votos). 

    Depois, os votos que todos os candidatos de um mesmo partido ou federação receberam são somados e divididos pelo quociente eleitoral. (Seguindo o exemplo, uma legenda ou federação cujos candidatos totalizarem 800 mil votos terá conquistado quatro assentos, ocupados por seus filiados mais votados e que tenham cumprido a cláusula de barreira individual — ao menos 10% do quociente eleitoral). 


    Brasília (DF), 22/09/2026 - Manual do eleitor, Rodrigo Stumpf González, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Foto: Rodrigo Stumpf/Arquivo pessoal
    Brasília (DF), 22/09/2026 - Manual do eleitor, Rodrigo Stumpf González, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Foto: Rodrigo Stumpf/Arquivo pessoal
    Rodrigo Stumpf González, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – Rodrigo Stumpf/Arquivo pessoal

    Ou seja: os chamados “puxadores de voto” carregam consigo, de carona, outros candidatos. “Por isso, muitas vezes, os partidos buscam celebridades, artistas ou atletas de grande visibilidade, capazes de receber grande número de votos, para fortalecer a legenda e auxiliar na eleição de outros candidatos menos votados”, explica o cientista político Rodrigo Stumpf González, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 

    Segundo ele, nos últimos anos, mudanças na legislação eleitoral impuseram algumas barreiras à eleição de candidatos pouco votados, como, por exemplo, a exigência de uma votação mínima. Mesmo assim, é preciso estar atento a fim de evitar arrependimentos futuros. 

    “É importante o eleitor saber qual a nominata [lista oficial] do partido. E, se for o caso, que não vote [em determinada legenda] motivado por uma única pessoa”, acrescenta González.

    “Também é importante lembrar que o número [da candidatura] não identifica só o candidato, mas também seu partido. Com isso é possível saber quem são os demais candidatos deste partido e quem, potencialmente, pode vir a ser eleito com os votos dados a uma celebridade.” 

    6 – No dia da votação 

    O 1º turno das eleições deste ano acontecerá em 4 de outubro. Em todo o Brasil, cerca de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar ajudarão a eleger os futuros deputados federais, estaduais ou distritais; senadores; governadores e o presidente da República. 

    No dia da votação, o eleitor pode levar consigo um papel com os nomes e os números dos candidatos ou candidatas de sua preferência e consultá-lo na cabine de votação para evitar esquecimentos. 

    Ao contrário da “colinha”, o celular tem que ficar de fora da cabine de votação. Também é proibido votar portando máquina fotográfica, filmadora ou qualquer equipamento que permita ao eleitor registrar seu voto. Se necessário, a pessoa deve deixar o aparelho com os mesários. Em vigor desde 2009, a proibição foi adotada para, segundo o TSE, proteger o sigilo e o livre exercício do direito ao voto.

    “Admitir o registro visual do exercício do voto poderia expor parte dos eleitores ao aliciamento por candidatos que não respeitam as regras para as eleições. Esses candidatos estariam diante de uma forma para captação ilícita de votos e, consequentemente, para corrupção, ante a possibilidade de obterem comprovação, por meio de imagens e vídeos, de que determinado eleitor lhe atribuiu o voto”, sustenta o tribunal. 

    Qualquer cidadão poderá usar broches, adesivos e camisetas, limitando-se a fazer manifestação de apoio individual e silenciosa, inclusive com bandeiras políticas. Já a manifestação coletiva ou ruidosa é proibida, bem como a abordagem, o aliciamento e qualquer método para tentar influenciar outros eleitores. 

    Cada pessoa tem o direito de se ausentar do serviço pelo tempo necessário para votar, sem prejuízo no salário. Pessoas com mais de 80 anos têm preferência sobre os demais eleitores, independentemente da ordem de chegada à seção eleitoral. Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem ser auxiliadas por alguém de sua escolha no momento de votar. 

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Defesa Civil do Rio alerta para risco de enchentes e deslizamentos

    Defesa Civil do Rio alerta para risco de enchentes e deslizamentos

    A Defesa Civil Estadual do Rio de Janeiro divulgou, na manhã desta quarta-feira (23), alerta para riscos moderados de enchentes e deslizamentos em diversos pontos do estado, devido à chuva.

    Nesta manhã há registros de chuva fraca a moderada no Grande Rio e nas regiões sul, norte e serrana fluminenses, com rajadas de vento fraco a moderado.

    Em relação às enchentes, há risco moderado para as regiões metropolitana, sul, serrana, noroeste e na Baixada Litorânea. Os riscos de moderados de deslizamento são nos municípios de São José do Vale do Rio Preto, Teresópolis, Bom Jardim, Trajano de Moraes, Natividade, Varre-Sai e Porciúncula.

    O sistema de alertas da Defesa Civil Nacional também divulgou um alerta, na noite de terça-feira (22), sobre a possibilidade de chuvas intensas na cidade do Rio de Janeiro ao longo desta quarta-feira.

    O maior acumulado de chuva no estado, nas últimas 24 horas, foi observado em Santa Maria Madalena (80 mm).

    Rio Grande do Sul

    Os fortes temporais que atingiram o Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira (18) deixaram 703 pessoas desabrigadas, segundo balanço divulgado no final da tarde dessa terça-feira (22) pela Defesa Civil estadual.

    Os dados mostram ainda que 3.231 pessoas ficaram desalojadas, ou seja, conseguiram ir para casa de parentes ou conhecidos. Segundo o órgão, mais de 560 mil pessoas foram afetadas pelos eventos climáticos em 145 municípios gaúchos. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Receita abre consulta a lote da malha fina do Imposto de Renda

    Receita abre consulta a lote da malha fina do Imposto de Renda

    Cerca de 412 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco podem saber se receberão restituição. Às 10h desta quarta-feira (23), a Receita Federal libera a consulta ao lote da malha fina de setembro. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

    Ao todo, 412.186 contribuintes receberão R$ 1,26 bilhão. Desse total, R$ 466,68 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

    As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

    • 281.609 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não prevista por lei);
    • 59.722 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);
    • 34.565 contribuintes sem prioridade;
    • 19.699 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);
    • 9.250 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
    • 7.341 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).

    A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

    Pagamento

    O pagamento será feito em 30 de setembro, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

    Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

    Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Dermatite atópica impacta pele, sono e autoestima: saiba como tratar

    Dermatite atópica impacta pele, sono e autoestima: saiba como tratar

    Uma doença de pele que atinge não só a pele. Mas o sono, a saúde mental e até a autoestima dos pacientes. Em manifestações crônicas, a coceira gera feridas que deixam a pele sensível ao menor toque. De tecido a água, tudo dói.  Essa é a realidade de muitos pacientes que convivem com a dermatite atópica – uma doença inflamatória e crônica cujo principal sintoma é a coceira, muitas vezes, extrema.

    A estudante de medicina Clara Emery, 23 anos, conta que já teve de tomar antibiótico para evitar que as feridas na pele – que ficava em carne viva – infeccionassem. Nas manifestações mais severas, as dores eram intensas. Deitar na cama, encostar no travesseiro e até tomar banho eram motivo de sofrimento. “Tive muitas crises de choro por não saber o que fazer”, conta a jovem que tem a doença desde pequena. 

    “Minha mãe fala que assim que eu saí da barriga, eu já tinha dermatite atópica. Eu me lembro vividamente da minha infância, a evolução da doença, os vários fatores que a desencadeavam. Foi muito angustiante conviver com essa doença”.

    A dermatite atópica costuma atacar regiões de dobras, como atrás dos joelhos, nos cotovelos e no pescoço. Em Clara, a doença se manifesta também ao redor dos olhos, na face e em regiões onde há mais fricção, como nas mãos. Entre os gatilhos da doença, ela cita desde alimentos até fatores ambientais como sol, grama, suor, fungos e ácaros. 

    “Qualquer objeto de pelúcia, tapete, cachorro e gato. Eu sentia como se tivesse alergia ao mundo. Além disso, períodos de estresse na infância, na adolescência e no início da faculdade exacerbavam muito a alergia”, relata a estudante lembrando que passou por momentos de isolamento social, com medo de que as pessoas vissem as feridas. 

    “Na escola, eu tinha uns 10 anos, me perguntaram se eu tinha hanseníase, se tinha sífilis, se eu era HIV positivo. Havia muito preconceito”, lamenta a jovem que, atualmente, faz um tratamento imunobiológico que ajuda a conter as crises mais graves da doença.

    A medicação atua no sistema imune para controlar as reações exacerbadas de quando o corpo entra em contato com um antígeno. O tratamento, entretanto, é caro. Apenas uma caixa do medicamento passa de R$ 10 mil, custo que, no caso de Clara, é coberto integralmente pelo plano de saúde. 

    “Já fiz tratamento com corticóides várias vezes, todo tipo de pomada e hidratante, tentei medidas homeopáticas mas o que funcionou mesmo foi o imunobiológico. Nunca tive tanta paz para conviver com essa doença porque era algo muito difícil”.

    Impacto na qualidade de vida 

    A dermatologista Rosana Lazzarini confirma que o impacto da dermatite atópica na qualidade de vida é grande uma vez que a coceira intensa prejudica o sono, diminuindo o rendimento no trabalho e na escola. Segundo ela, 40% das crianças que apresentam dermatite terão de conviver com a doença durante a vida adulta. 

    A dermatite atópica carrega forte estigma social, apesar de não ser contagiosa. As marcas aparentes pelo corpo levam, muitas vezes, ao afastamento do convívio social e podem ser motivo de “bullying”.

    “O impacto na vida da criança é grande. É uma doença crônica, há frequência de consultas, perda de aulas, afastamento social (deixa de brincar, de ir a festas) e internações que irão afetar o desenvolvimento psicossocial”, afirmou.

    Para informar a população sobre a doença e combater o preconceito, o dia 23 de setembro é considerado o Dia Nacional de Conscientização da Dermatite Atópica, data oficializada no Brasil pela Lei 14.916/24.


    Brasília (DF), 17/09/2026 - Dr. Roberto Takaoka
Roberto Takaoka, MD
Dermatology
Co-Director, Atopic Dermatitis Clinic, Division of Dermatology, University of São Paulo Medical School Hospital.
Foto: Eduardo Ohara Jr/Divulgação
    Brasília (DF), 17/09/2026 - Dr. Roberto Takaoka
Roberto Takaoka, MD
Dermatology
Co-Director, Atopic Dermatitis Clinic, Division of Dermatology, University of São Paulo Medical School Hospital.
Foto: Eduardo Ohara Jr/Divulgação
    Médico dermatologista Roberto Takaoka é presidente da Associação de Apoio à Dermatite Atópica (AADA). Foto: Eduardo Ohara Jr/Divulgação

    “Os pacientes costumam enfrentar problemas de preconceito e bullying por desconhecimento do público em geral, principalmente por acharem que se trata de uma doença contagiosa. Nesse contexto, campanhas de conscientização podem ajudar. Além disso, é comum a doença ser acompanhada por distúrbios do sono, depressão e isolamento social”, explica o presidente da Associação de Apoio à Dermatite Atópica (AADA), Roberto Takaoka.

    Segundo ele, as principais demandas das famílias são por indicação de médicos e de tratamentos. 

    “As famílias chegam com demandas de tratamentos rápidos e milagrosos, sem entender que a dermatite atópica é uma doença crônica com períodos de melhora e piora, e que, na maioria dos casos, costuma melhorar com a idade. É muito importante salientar que a dermatite atópica é uma doença complexa e multifatorial. Além do aspecto físico, ela é influenciada por fatores emocionais e sociais”, disse o dermatologista.

    A missão da AADA é promover a saúde do portador de dermatite atópica através da arte, da ciência e da educação. A associação também conta com grupos de apoio para pacientes e familiares. 

    A entidade fornece ainda materiais educativos e realiza campanhas de conscientização e podcasts explicativos. Existe um trabalho junto aos médicos e outros profissionais da área da saúde que também necessitam de informações e conhecimento. 

    Crises constantes 
     


    Brasília/DF - 11/09/2026 - A jornalista Rayane Lopes, convive com a doença Dermatite Atópica há anos. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
    Brasília/DF - 11/09/2026 - A jornalista Rayane Lopes, convive com a doença Dermatite Atópica há anos. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
    A jornalista Rayane Lopes, 34 anos, convive com a doença dermatite atópica desde os 18 anos. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    A jornalista Rayane Lopes, de 34 anos, moradora do Recanto das Emas, no Distrito Federal, conta que teve a primeira crise de dermatite atópica aos 18 anos. “Na primeira crise que foi bem forte, ela surgiu no corpo inteiro, até pegando a parte da virilha e da barriga. Hoje em dia, quando a doença se manifesta, surge mais na barriga e entre os dedos das mãos.”

    Rayane destaca que as manchas e a coceira forte costumam aparecer em períodos de muito estresse. Ela relata que, após o enterro de uma pessoa próxima, o corpo inteiro se encheu de manchas avermelhadas e feridas. “Tenho várias manchas e cicatrizes pelo corpo. Quando está forte, tomo um corticóide que alivia”.

    Para controlar a doença, ela diz que não utiliza bucha durante o banho e costuma hidratar a pele com frequência. “Coça muito, arde, dói, abre feridas. Além de tomar remédio, não tem muito o que fazer, é esperar passar”, explica a jornalista que já passou por situações constrangedoras, ao lado de pessoas que não conhecem a dermatite. 

    “As pessoas têm medo de pegar a doença. Evito usar roupa que deixe à mostra a mancha, evito tomar sol. A dermatite aparece em momentos de muito estresse, então o sofrimento psicológico já está ali”.

    Diagnóstico clínico

    Segundo a médica da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Rosana Lazzarini, não existe uma causa definida para a dermatite atópica, mas há fatores genéticos (os mesmos associados a asma e rinite), fatores ambientais e imunológicos que contribuem para a manifestação da doença. 


    22/09/2026 - Dra. Rosana Lazzarini, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Foto: SBD/ Divulgação
    22/09/2026 - Dra. Rosana Lazzarini, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Foto: SBD/ Divulgação
    Integrante da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a médica Rosana Lazzarini explica que o diagnóstico da dermatite atópica é clínico. Foto: SBD/ Divulgação

    O diagnóstico é clinico, isto é, não existem exames laboratoriais para diagnosticar a dermatite.

    A avaliação médica leva em consideração a presença das lesões da pele, a cronicidade, os períodos com lesões intercalados por períodos com nenhuma ou poucas lesões. A presença da coceira de difícil controle também é um fator que auxilia no diagnóstico. O médico pode eventualmente solicitar alguns exames para complementar o diagnóstico ou para afastar outros.

    De acordo com Rosana, o tratamento se baseia nos cuidados com a pele, através do uso de cremes e loções hidratantes para auxiliar na preservação da barreira cutânea. Também é necessário ter cuidado com o banho que deve ser rápido, não pode ser quente, com pouco ou nenhum sabonete.

    “Alguns medicamentos podem auxiliar no controle da coceira, o uso de corticosteroides tópicos adequados a cada local da pele. Casos mais graves podem necessitar do uso de imunossupressores por via oral como metrotexato ou ciclosporina”, disse a dermatologista.

    “A fototerapia com UVB de banda estreita tem indicação para controle da doença, com melhora principalmente da coceira”, acrescentou.

    A médica destaca que casos mais graves podem necessitar de medicações específicas, que atuam em pontos do processo inflamatório, mas são de alto custo e têm indicação quando as outras tentativas falham.

    A hidratação da pele é um dos pilares mais importantes do tratamento. A pele muito seca dos pacientes com dermatite atópica exige a aplicação de creme ou loções de 2 a 3 vezes ao dia, o que impacta no custo do tratamento para as famílias.

    Medicamentos mais modernos, de alto custo, ainda não estão disponíveis no SUS, somente na rede privada de saúde.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Líder índígena pede na ONU retirada de invasores de sua Terra

    Líder índígena pede na ONU retirada de invasores de sua Terra

    As violações enfrentadas pelos povos da Terra Indígena Uru Eu Wau Wau, em Rondônia, que vêm sofrendo com a invasão de seu território por não indígenas, serão denunciadas nesta quarta-feira (23) pelo líder indígena Bitaté. O discurso, previsto para as 16h,  será feito no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), durante o Diálogo Interativo com o Mecanismo de Especialistas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

    Representando a Associação Jupau, a Conectas Direitos Humanos e a Associação Kanindé, Bitaté mostrará que, apesar dessa terra indígena já ter sido homologada nos anos 90 e de recentemente haver uma decisão judicial determinando a retirada de seus invasores, o processo de desintrusão ainda não foi concluído.

    “A desintrusão total da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau é medida urgente de reparação histórica. Instamos este conselho a cobrar do Estado brasileiro o cumprimento imediato da retirada de todos os invasores e a garantia da nossa proteção territorial. Nossos direitos originários não são negociáveis”, cobrará o líder indígena.

    A desintrusão que será cobrada por Bitaté na ONU é um processo de retirada de pessoas que ocupam de forma ilegal uma área. No caso de terras indígenas, ela seria uma medida para retirar os ocupantes não indígenas – como grileiros, invasores ou garimpeiros ilegais – de territórios já demarcados ou homologados, como ocorre com a Terra Indígena Uru Eu Wau Wau.

    Em entrevista à Agência Brasil antes de discursar na ONU, o líder indígena Bitaté, 26 anos, que vive na Aldeia Jamari, na Terra Indígena Uru Eu Wau Wau, diz esperar que sua fala pressione o governo brasileiro a realizar a desintrusão total da terra indígena.

    “Os invasores são grandes empresários do estado de Rondônia, que financiam pessoas para que sejam pequenos agricultores e depois compram as áreas que foram financiadas por eles. Eles cobiçam para aumentar a produção, aumentar a venda de gado, de soja e recursos naturais que ali existem como madeiras e ouro”, afirmou.

    Segundo ele, as populações indígenas que vivem nessa terra têm sofrido diversas violências, principalmente com ameaças a lideranças. “E isso vem preocupando os líderes que ali vivem”, disse Bitaté.

    O discurso que fará na ONU, completa o líder indígena, será importante “para manter a Terra Indígena de pé.

    “É importante mostrar a realidade dos povos indígenas para o mundo. É preciso mostrar como nós indígenas estamos trabalhando para defender nossas casas e famílias que ali moram e ainda proteger uma área que abriga isolados que vivem no interior da Terra Indígena e que não sabem o que ocorre fora dela”, afirmou.

    No ano passado, a jovem Txai Suruí já havia alertado o Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre esse tema, pedindo que a ONU pressionasse o governo brasileiro a garantir a desintrusão definitiva do território, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020.

    Embora o Conselho de Direitos Humanos da ONU não possa cobrar uma atitude prática do governo brasileiro, a intenção desses discursos feitos por Txai e Bitaté é dar visibilidade internacional ao problema.

    “A ONU, especialmente seu conselho de direitos humanos, é a principal arena para se debater direitos humanos no mundo e conscientizar governos sobre as urgências enfrentadas em nível local nos territórios”, disse João Godoy, coordenador da equipe de Defesa dos Direitos Socioambientais da Conectas. 

    A terra indígena

    A Terra Indígena Uru Eu Wau Wau está localizada no estado de Rondônia, dentro da Amazônia brasileira. Segundo João Godoy, essa terra é “o território tradicional dos povos Jupaú (como Bitaté), Amondawa, Oro Win, Cabixi e Juma, além de registrar presença de diferentes povos em isolamento voluntário”.

    “Seus limites foram reconhecidos pela Funai [Fundação Nacional dos Povos Indígenas] no início da década de 1970, mas sua demarcação foi homologada apenas em 1991”, lembrou Godoy.

    Em 1975, ainda sob a ditadura militar, foi criado o Projeto de Assentamento Dirigido (PAD) Burareiro, que assentou 1,5 mil famílias em uma área de mais de 300 mil hectares.

    “Cento e quinze dos lotes de terra distribuídos — em torno de 14 mil hectares — ficaram sobrepostos à Terra Indígena Uru Eu Wau Wau, especificamente sobre uma área sagrada para o povo Jupaú, na qual estão sepultados seus ancestrais”, explicou Godoy.

    Os PADs, que deixaram de ser criados a partir de 1990, eram um dos tipos de projetos de colonização da região amazônica. Nos últimos 35 anos, houve tentativas de retirar os não indígenas assentados no território tradicional, mas nenhuma foi bem-sucedida.

    O perfil dos ocupantes do PAD mudou consideravelmente nos últimos 50 anos e agora a região é um polo de criação ilegal de gado, atividade que recebe, inclusive, crédito rural para seu desenvolvimento”, acrescentou o coordenador da Conectas.

    Por causa dessa situação, em 2023 o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a União prosseguisse com o processo de desintrusão, ou seja, com a retirada dos invasores da terra indígena. O processo começou somente em setembro do ano passado, mas acabou sendo interrompido pela Suprema Corte em fevereiro deste ano a pedido de parlamentares, que contestam como a região foi demarcada e colonizada, com sobreposições de áreas. Para esses parlamentares, os assentados precisariam ser indenizados pelo Estado brasileiro.

    “Apesar de as autoridades presentes terem se mostrado sensíveis à situação em que se encontram os povos de Uru Eu, ainda não houve medida concreta que lhes garanta integridade territorial e segurança. Há uma forte pressão política de parlamentares de Rondônia para que a União não efetive a desintrusão, o que tem interferido diretamente no cumprimento da determinação judicial proferida em 2023”, disse Godoy.

    Para ele, a falta de uma solução para o conflito tem submetido as populações indígenas a um histórico de violências.

    “Os povos dessa terra indígena têm sido privados, há pelo menos cinco décadas, dos direitos constitucionalmente assegurados ao usufruto exclusivo e à posse permanente de seu território. A conflituosidade gerada pela presença de invasores é responsável por um cotidiano de ameaças e violências, o que faz com que as principais lideranças da terra indígena estejam no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalista (PPDDH). O Estado brasileiro não pode mais permitir que uma violação de direitos promovida pela ditadura militar se perpetue e siga causando danos às populações indígenas”, afirmou.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Jazz Livre, da Rádio MEC, destaca centenário de John Coltrane

    Jazz Livre, da Rádio MEC, destaca centenário de John Coltrane

    No dia em que o saxofonista e compositor norte-americano John Coltrane (1926 – 1967) completaria 100 anos, o programa Jazz Livre presta homenagem a ele, um dos mais importantes jazzistas de todos os tempos. Com apresentação de Sidney Ferreira, a atração inédita vai ao ar nesta quarta-feira (23), às 21h, na Rádio MEC. 

    Com extensa produção de diferentes vertentes do jazz, John Coltrane deixou uma obra que se tornou um marco para o saxofone na música contemporânea. Gênio que buscou criar uma nova linguagem espiritual por meio do som, Coltrane acreditava no poder transcendental e na capacidade mística da música.

    Sua atuação principal se deu entre 1955 e 1967, período no qual o artista renovou o ritmo jazzístico e marcou intensamente diversas gerações musicais. John compôs pelo menos 50 obras nessa fase mais criativa.

    Durante o programa Jazz Livre, os ouvintes vão conhecer destaques da trajetória musical de Coltrane e conferir um seleto repertório de autoria e interpretação do homenageado: Blue Train, Equinox, Giant Steps, A Love Supreme (parte 1 – Acknowledgement), e Compassion. Também será transmitida a música My Favorite Things, composta por Oscar Hammerstein II e Richard Rodgers, interpretada por John Coltrane

    Sobre o Jazz Livre

    Atração diária da Rádio MEC, no ar de segunda a sexta-feira, na faixa das 21h, o Jazz Livre tem uma hora de duração com o melhor repertório do gênero e da música instrumental. O programa apresenta várias edições inéditas por semana, ao vivo, geralmente, de segunda a quinta-feira.

    A produção transmitida em tempo real oferece ao público a oportunidade de interagir por meio do WhatsApp (21) 99710-0537. Os ouvintes podem participar das edições e mandar sua mensagem para a equipe da emissora pública.

    Apresentado por Sidney Ferreira, o Jazz Livre tem produção de Anderson Domingos e Carlos Soca. A coordenação de produção fica com Rodrigo Soprana. Carlos Senna é o gerente executivo de rádio.

    Sobre a Rádio MEC

    Conhecida de norte a sul do país como “A Rádio de Música Clássica do Brasil”, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

    A emissora oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

    A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte, na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.

    Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Casos de violência política de gênero crescem 11 vezes em 4 anos

    Casos de violência política de gênero crescem 11 vezes em 4 anos

    A violência política contra mulheres pode assumir diferentes formas, da intimidação e dos ataques à honra até ameaças e assassinatos. Casos como o da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018 por razões relacionadas à sua atuação política, e os ataques sofridos pela deputada Maria do Rosário dentro do Congresso Nacional, em 2014, evidenciam a dimensão que esse tipo de violência pode alcançar.

    Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de processos por violência política de gênero aumentou mais de 11 vezes em 4 anos. Em 2022, foram encaminhados 15 processos à Justiça Eleitoral. Em 2026, até setembro, já são 177 processos.

    O Ministério Público Federal (MPF) registrou, desde 2018, 436 denúncias de violência política de gênero. Em mais da metade dos casos (221), essa violência tinha teor moral. E em 40% deles (177), houve violência psicológica.

    Conscientização

    Para tentar combater esse tipo de violência, o TSE e o MPF lançaram nesta terça-feira (22) a campanha Política é Substantivo Feminino. O objetivo é informar e conscientizar a sociedade sobre a importância de combater as diferentes formas de violência política praticada contra mulheres.

    A ministra do TSE, Estela Aranha, explicou qual o efeito desse tipo de violência na democracia brasileira.

    “Ela [a violência política de gênero] silencia individualmente, porque essa mulher pensa: vou sair da política. Mas também atinge a coletividade, porque outras mulheres que veem a violência pensam: por que vou entrar na política? Você tira as que já estão e as que pensam em entrar. E isso é muito grave, porque a democracia pressupõe a participação politica e eleitoral de todos os cidadãos e cidadãs e as mulheres são expulsas do debate”, reflete.

    Gênero e raça

    Durante o lançamento da campanha, entidades de direitos das mulheres e do movimento negro entregaram ao presidente do TSE, ministro Nunes Marques, uma carta relatando preocupação com o aumento da violência política de gênero e raça nas eleições deste ano e cobrando respostas efetivas para coibir novos casos.

    O documento afirma que, nas últimas semanas, os movimentos sociais receberam relatos de candidatas, especialmente negras e LBTs, em diferentes estados, que foram ameaçadas de morte e violência sexual, tiveram endereços e informações de familiares expostos, sofreram ataques racistas, LGBTIfóbicos, perseguições, intimidações e agressões físicas.

    A carta também ressalta que a violência de gênero não atinge todas as mulheres da mesma maneira. Uma pesquisa do Instituto Marielle Franco analisou 77 casos entre 2021 e 2025. Entre as vítimas, 87% eram mulheres negras.

    Mulheres em cargos eletivos

    O Brasil é um dos países com a menor participação de mulheres no Parlamento Federal. Em um ranking de 184 países, o Brasil ocupa a 135º posição, com apenas 17,5% de mulheres no Congresso, atrás de nações com regimes pouco democráticos como a Coreia do Norte e Burkina Faso.

    No âmbito local, o Brasil tem mais de 700 municípios nos quais não há uma única mulher em cargo eletivo. E apenas 16% das prefeituras são chefiadas por mulheres.

    A coordenadora do grupo de trabalho de prevenção e combate à violência política de gênero da Procuradoria-Geral Eleitoral, Raquel Branquinho, diz que a legislação brasileira está alinhada com diretrizes internacionais sobre representatividade feminina.

    “O grande problema a ser enfrentado, entretanto, é a violência contra essas mulheres”, diz.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mega-Sena acumula para R$ 38 milhões; confira os números sorteados

    Mega-Sena acumula para R$ 38 milhões; confira os números sorteados

    Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.061 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (22). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 38 milhões para o próximo sorteio.

    Os números sorteados foram: 24 – 25 – 28 – 37 – 47 – 55

    • 39 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 42.199,06 cada
    • 2.148 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.262,94 cada 

    Apostas 

    Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (24), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

    A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Defesa Civil emite alerta de tempestade e rajadas de vento no DF

    Defesa Civil emite alerta de tempestade e rajadas de vento no DF

    A Defesa Civil emitiu alerta, na noite desta terça-feira (22), sobre a possibilidade de chuvas intensas e rajadas de vento no Distrito Federal. Moradores de regiões administrativas como Águas Claras, Ceilândia e Sobradinho confirmaram a ocorrência de ventos fortes, mas sem registro de precipitação.

    A velocidade dos ventos, segundo o alerta, poderia variar entre 40 km/h e 60 km/h.  

    Segundo previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o céu fica com muitas nuvens em quase toda a região Centro-Oeste com o início da primavera no Hemisfério Sul, que começa oficialmente às 21h05 desta terça. O tempo fica ensolarado, com poucas nuvens apenas no sul de Mato Grosso do Sul, onde a presença da massa de ar frio deixa as temperaturas mais baixas. 

    A menor temperatura entre as capitais será registrada em Campo Grande (MS), com 17 °C, onde a máxima não passa dos 24 °C. Em Brasília (DF) e Cuiabá (MT), a máxima chega a 31 °C. Em Goiânia (GO), a máxima chega a 32 °C.

    As instabilidades devem se intensificar sobre o centro do país, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas, ao longo dos próximos dias.

    Orientações

    Em caso de rajadas de ventos, as autoridades recomendam que as pessoas fechem bem janelas e portas, evitando fluxos de ventos no interior das casas, que podem derrubar objetos ou quebrar vidros.

    Também orienta-se desligar aparelhos elétricos e fechar registro de água e gás e evitar estacionar veículos sob árvores ou próximos de torres de transmissão.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Veja como foi a terça-feira (22) dos candidatos a presidente

    Veja como foi a terça-feira (22) dos candidatos a presidente

    A agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira (22) incluiu caminhadas, carreatas e atos de campanha, além de entrevistas e participação em podcasts e sabatina.

    >> Veja como foi o dia dos candidatos a presidente

    Clariana Barão (DC)
    A candidata Clariana Barão fez campanha em João Pessoa, onde participou da inauguração do comitê do candidato a governador Pedro Coutinho, do Democracia Cristã.

    Edmilson Costa (PCB)
    O candidato Edmilson Costa esteve em Belo Horizonte (MG), onde fez panfletagem e caminhada no centro da cidade.

    Ele também participou de ato pró-candidaturas do PCB.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    O candidato Flávio Bolsonaro esteve em São Luís. Ele participou de motocarreata e comício no bairro Cohajap.

    Ele prometeu investir mais em infraestrutura, focado na distribuição da produção do agronegócio na região.

    “Temos aqui uma zona econômica que é uma importante área de escoamento da produção nacional e não tem justificativa nenhuma continuar com índices tão ruins de desenvolvimento humano”, afirmou. O candidato disse ainda que irá conceder títulos de propriedade urbana e rural, principalmente aos agricultores familiares.

    Hertz Dias (PSTU)
    O candidato Hertz Dias participou dos podcasts Tamir Convida e IronTalks.

    Hertz Dias defende a reindustrialização do país e a reestatização de empresas estratégicas, como Eletrobras, Embraer e Avibras.

    Leonardo Avalanche (PRTB)
    O candidato Leonardo Avalanche não divulgou agenda pública de campanha.

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, participou da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York (EUA).

    Lula fez o discurso de abertura do evento e destacou a soberania brasileira.

    “Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo no contexto do recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, disse.

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos teve encontros com eleitores no interior de São Paulo.

    Renan esteve no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Aparecida (SP). Depois, seguiu para São José dos Campos, onde discursou para jovens de um carro de som.

    Romeu Zema (Novo)
    O candidato Romeu Zema passou o dia em Minas Gerais. Ele fez uma caminhada com eleitores, almoçou com empresários e concedeu entrevista para canais de TV e rádios de Poços de Caldas.

    Zema defendeu o beneficiamento de nióbio e terras raras, além de sugerir condicionar a exportação dos minerais à derrubada de ações protecionistas de outros países. “Temos hoje a União Europeia que coloca uma série de restrições para comprar proteína e produtos agrícolas e nós vamos falar: você vai precisar acabar com esses obstáculos, senão, não vou te fornecer”.

    Ronaldo Caiado (PSD)
    O candidato Ronaldo Caiado fez campanha em Goiás. Segundo a assessoria, a carreata prevista para ocorrer na cidade de Buriti Alegre foi cancelada devido ao mau tempo.

    Caiado participou de carreata em Morrinhos. Ele disse que pretende adotar a mesma dinâmica de gestão de quando governou o estado.

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    O candidato Rui Costa Pimenta participou da Análise da 3ª, no canal da Rádio Causa Operária no YouTube. Ele concedeu entrevista para o canal do Galo Preto.

    Samara Martins (UP)
    A candidata Samara Martins não teve agenda pública de campanha.

    Wilson Grassi (Democrata) 
    O candidato Wilson Grassi concedeu entrevista para o portal A priori, de Tocantins.

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury cancelou parte da agenda por causa da morte do empresário Bruno Avelar, amigo do candidato. Avelar era um dos tripulantes do helicóptero que caiu em Santa Catarina. Na mesma aeronave, estava o cantor Rick.

    Ele participou de sabatina da revista Veja. 

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    * Colaboraram Isabela Vieira (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís) e redação de São Paulo

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original