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  • Nova lei cria filtros para recursos e deve reduzir ações no STJ

    Nova lei cria filtros para recursos e deve reduzir ações no STJ

    Recursos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) passarão a depender da demonstração de relevância econômica, política, social ou jurídica que ultrapasse os interesses das partes envolvidas. A medida regulamenta um mecanismo previsto na Constituição e busca reduzir o volume de processos que chegam à Corte. A lei com a regulamentação foi sancionada nesta terça-feira (4).

    A Constituição já considera relevantes os recursos relacionados a ações penais, ações de improbidade administrativa, causas com valor superior a 500 salários mínimos, casos que possam resultar em inelegibilidade e decisões que contrariem a jurisprudência dominante do STJ. Com a nova lei, novos critérios são incluídos no rol.

    O projeto de lei teve tramitação concluída no Congresso no dia 17 de julho, após aprovação no Senado, Casa de origem, e na Câmara.

    “Espero que essa inovação possa trazer ao povo brasileiro, que precisa do bom funcionamento do STJ, mais agilidade nas coisas. Hoje, o povo pode ter esperança de que as coisas podem andar mais rápido na Justiça brasileira”, disse o presidente após a assinatura.

    * com informações da Agência Senado

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • MJ detalha operação para desarticular ataques a Brasília

    MJ detalha operação para desarticular ataques a Brasília

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) detalhou os resultados da Operação Rede Interrompida, deflagrada nesta terça-feira (4) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

    A investigação começou a partir de um relatório produzido pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP) que monitorou conversas em grupos abertos da plataforma digital de mensageria Telegram. As investigações tiveram início na primeira quinzena do mês de junho.

    O grupo suspeito discutia o planejamento de atos violentos em Brasília, como invasões a prédios públicos do centro da capital federal, entre eles os da Esplanada dos Ministérios e do Supremo Tribunal Federal, no período eleitoral, em outubro, e atentado a bomba durante debates eleitorais. Nas mensagens analisadas, não havia menção direta a autoridades.

    Em entrevista coletiva na sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em Brasília, o diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Anchieta Nery, explicou que o que se apurou na Operação Rede Interrompida não diz respeito meramente a opiniões emitidas nas redes sociais. “[Houve] sim a própria intolerância e planejamento de atos severos de violência. Por isso, havia a necessidade de uma atuação rápida e integrada para que não tivesse a possibilidade de ocorrer qualquer sinistro.”

    Aos jornalistas, o ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Wellington César Lima e Silva, destacou que o laboratório teve papel essencial na produção de inteligência para compartilhar informações com os órgãos competentes e que atuação integrada e qualificada melhora o combate aos crimes. “O Ministério da Justiça e Segurança Pública cumpriu seu papel de articulador nacional, promovendo a cooperação interfederativa, compartilhando informações estratégicas e coordenando esforços para que a União e os estados atuassem como um único sistema de proteção da sociedade.”

    Gravidade das apreensões

    A Polícia Civil do DF contou com apoio das forças policiais de cinco estados para desarticular a rede de extremistas.

    Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, como detalhou o delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), José Werick de Carvalho. “As polícias desses estados participaram ativamente da operação monitorando os alvos, localizando os endereços.”

    Entre os materiais apreendidos estão manuais para fabricar explosivos, mapas da região central de Brasília, de ministérios e a planta baixa do Palácio do Planalto, localidades classificadas pelos investigados como alvos primários.

    O chefe da PCDF destaca que o objetivo foi identificar precocemente processos de radicalização e intervir antes da consolidação dos episódios violentos. “Destaco a proteção dos cidadãos, das autoridades, do patrimônio público e do patrimônio particular de Brasília e do Distrito Federal, que sempre aparece como alvo e destino dessas tentativas e práticas violentas”, listou o delegado-geral.

    Perfil dos investigados

    O coordenador de inteligência da Polícia Civil do Distrito Federal, o delegado Maurílio Coelho explicou que inicialmente, o objetivo principal da operação era apenas o cumprimento de mandado de busca e apreensão, sem mandados de prisão nesse primeiro momento. “A investigação optou por não pedir a prisão dos investigados.”

    Os oito investigados têm entre 19 e 31 anos — com predominância da faixa dos 19 aos 25 — e atuam em diferentes áreas profissionais ou estão desempregados. Nenhum deles possui antecedentes criminais e os membros não se conhecem pessoalmente, apenas pela internet, conforme detalhou Maurilio Coelho.

    Discurso de ódio nas redes

    Além de recrutar novos integrantes, as conversas abertas também serviram para os suspeitos disseminarem conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos.

    A secretária Nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, afirmou que o combate ao ódio e à aversão às mulheres nas redes sociais como um dos maiores desafios atuais do país.

    Ela ressaltou a mobilização inédita do Pacto Brasil contra o Feminicídio, que une os três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) em um esforço conjunto para proteger meninas e mulheres no país.

    Sob a gestão do Ministério da Justiça, ela detalhou as quatro frentes principais da Estratégia Nacional Mulher Segura. “O Sistema Integrado Mulher Segura fortalece uma atuação com inteligência e estratégia no âmbito das unidades federativas. As duas operações de hoje nos dão a dimensão da importância desse trabalho integrado das polícias”, concluiu a secretária Sheila de Carvalho.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Grupo lavava dinheiro do CV por meio de clube e pousada no Rio

    Grupo lavava dinheiro do CV por meio de clube e pousada no Rio

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro com o apoio do Ministério Público do estado realizou nesta terça-feira (4) a Operação Quimera, que mira uma sofisticada estrutura ligada ao tráfico de drogas responsável por lavar dinheiro do crime por meio de um clube recreativo e uma pousada em Armação de Búzios, na Região dos Lagos, no valor de R$ 11 milhões.

    O Clube Recreativo Várzea Country Club, no bairro da Água Santa, na zona norte do Rio, fundado há mais de 60 anos, foi um dos alvos da investigação. Traficantes do Morro do Dezoito, que fica ao lado do clube, tentavam controlar o clube para lavar dinheiro do tráfico de drogas do Comando Vermelho.  

    O outro alvo da ação foi a Pousada Menino do Rio, em Armação dos Búzios. 

    Foi requerido à Justiça o bloqueio de valores e ativos financeiros, a indisponibilidade de bens móveis e imóveis, restrições sobre veículos e participações societárias, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal das pessoas físicas e jurídicas investigadas.

    A investigação teve início após dirigentes do Clube Social Marabu, no bairro do Encantado, denunciarem que vinham sendo ameaçados para abandonar a administração da entidade e entregar o controle do espaço a pessoas ligadas ao tráfico de drogas. 

    As investigações apontaram que as ameaças eram determinadas pela liderança do Comando Vermelho, da comunidade do Morro do Dezoito. Além da tentativa de assumir o controle do estabelecimento, o grupo exigia o pagamento mensal de R$ 6 mil para permitir que o clube continuasse funcionando sem sofrer represálias.

    A partir de investigações da Delegacia de Nova Iguaçu, os policiais identificaram indícios de um esquema semelhante no Várzea Country Club, principal alvo da operação. 

    Pessoas de confiança da organização criminosa teriam assumido, de forma informal, a administração do clube, controlando eventos, movimentações financeiras e decisões internas, mesmo sem qualquer vínculo jurídico ou estatutário com a instituição.

    As ações também identificaram um núcleo familiar responsável pela gestão financeira paralela do clube. 

    O grupo tinha funções bem definidas. Um dos alvos seria o principal operador financeiro da organização, a segunda investigada atuava na administração paralela do clube e um terceiro exercia funções de gestão, tendo movimentado R$ 2,4 milhões em apenas seis meses, apesar de não ter atividade empresarial formal compatível.

    Outro investigado realizou cerca de 40 transferências via Pix, que totalizaram R$ 240 mil. Ele figura como autor em aproximadamente 20 procedimentos policiais, muitos relacionados a roubos de carga. 

    Também foi identificada a participação de uma quinta investigada, que movimentou cerca de R$ 2,2 milhões em seis meses, embora declarasse trabalhar como recepcionista, com renda aproximada de R$ 3,2 mil. No mesmo período, ela recebeu cerca de R$ 253 mil de um dos alvos, em seis transferências.

    A análise dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou movimentações milionárias incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além de intensa circulação de recursos entre familiares, empresas e pessoas físicas, por meio de transferências bancárias, depósitos em espécie e operações fracionadas via Pix.

    A Pousada Menino do Rio, em Búzios, pode ter sido utilizada para lavar recursos provenientes do tráfico de drogas. O comércio, de pequeno porte, tem 16 quartos, cinco funcionários e diárias de aproximadamente R$ 540 na alta temporada. Apesar dessa estrutura, movimentou cerca de R$ 3,44 milhões em pouco mais de seis meses, além de registrar mais de 600 depósitos em espécie, que somaram aproximadamente R$ 955 mil.

    De acordo com as investigações, o esquema utilizava pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem dos recursos, dificultar o rastreamento patrimonial e reinserir valores provenientes do tráfico de drogas na economia formal. 

    Somadas, as movimentações identificadas ultrapassam R$ 11 milhões e apresentam características típicas de ocultação patrimonial, pulverização de recursos e lavagem de dinheiro.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • União Brasil decide pela neutralidade na eleição presidencial

    União Brasil decide pela neutralidade na eleição presidencial

    O União Brasil decidiu, em convenção nacional realizada nesta terça-feira (4) adotar a neutralidade na corrida presidencial deste ano. Com isso, o partido liberou os seus candidatos para, em âmbito estadual, fazerem as coligações que melhor atenderem seus objetivos nas eleições deste ano.

    O partido formou, em março deste ano, uma federação com o Progressistas (PP). São dois dos maiores partidos do chamado “centrão”. O Progressistas já havia oficializado, em 31 de julho, seu posicionamento na mesma direção.

    “Tenho consciência do peso político que a Federação União Progressista tem nacionalmente e que temos nomes extremamente preparados para todos os cargos. A posição que estamos adotando reflete a nossa maturidade política”, afirmou o presidente do partido, Antonio Rueda, em nota divulgada nas redes sociais.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Bombeiros combatem incêndio de grandes proporções em Itaquaquecetuba

    Bombeiros combatem incêndio de grandes proporções em Itaquaquecetuba

    Um incêndio de grandes proporções atinge nesta terça-feira (4) uma indústria de reciclagem de metais na cidade de Itaquaquecetuba, na Região Metropolitana de São Paulo. Não há informações sobre vítimas.

    O Corpo de Bombeiros de São Paulo trabalha em três frentes de combate às chamas no começo desta noite. Foi confirmado, até o momento, o envio de 18 viaturas da corporação.

    A área está em uma região industrial, a mais de 500 metros das residências mais próximas.

    A Defesa Civil estadual confirmou a evacuação de outras indústrias nos arredores, enquanto a Defesa Civil do município acompanha a contenção do incêndio. Os técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) também se deslocam para a região.

    No momento, a atenção dos bombeiros está focada em evitar que as chamas atinjam os tanques de solventes da empresa ─ são 26, no total. 

     


    São Paulo - 04/08/2026 -  Incêndio de grandes proporções atinge indústria química em Itaquaquecetuba (SP). Foto:  Corpo de Bombeiros
    São Paulo - 04/08/2026 -  Incêndio de grandes proporções atinge indústria química em Itaquaquecetuba (SP). Foto:  Corpo de Bombeiros
    Incêndio de grandes proporções atinge indústria química em Itaquaquecetuba (SP). Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • CNJ afasta ex-juíza da Lava Jato por dois anos

    CNJ afasta ex-juíza da Lava Jato por dois anos

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu nesta terça-feira (4) punir a juíza Gabriela Hardt com o afastamento do cargo pelo prazo de dois anos. 

    A magistrada ficou conhecida após atuar como substituta do ex-juiz Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato.

    Gabriela foi alvo de um processo administrativo disciplinar no CNJ por ter homologado, em 2019, o acordo entre a Força-Tarefa da Lava Jato e a Petrobras para devolução de recursos que estavam nos Estados Unidos e foram desviados da estatal. 

    Com a decisão, a magistrada foi condenada à pena de disponibilidade com vencimentos proporcionais, ou seja, com redução de salário pelo período de afastamento. Atualmente, Gabriela é juíza substituta na 23ª Vara Federal em Curitiba.

    Julgamento 

    Por maioria de votos, o plenário do CNJ acompanhou voto proferido pelo conselheiro Rodrigo Badaró. O relator entendeu que Gabriela Hardt deixou de adotar cuidados mínimos ao autorizar repasses para a fundação privada que seria responsável pela gestão dos recursos. 

    Último a votar, o presidente do conselho e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, enalteceu o trabalho da Lava Jato no combate à corrupção, mas ponderou que “os fins não justificam os meios”.

    “Não está em discussão a grossa corrupção que houve e foi apurada pela Operação Lava Jato. Mas, o que está em discussão é que não se combate irregularidade cometendo irregularidade”, afirmou.

    Defesa 

    Durante o julgamento, a advogada Ana Luísa Vogado de Oliveira disse que a juíza não praticou irregularidades ao determinar a homologação do acordo. Para a advogada, Gabriela entendeu que o Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba e a Petrobras tinham legitimidade para assinarem a medida. 

    “A magistrada não foi motivada por vieses, por interesses. Essa magistrada ama a invisibilidade, ela defende que o juiz não tem que aparecer. Ela teve uma interpretação de uma conduta jurisdicional, mas essa conduta jamais teve qualquer coisa extra-autos, que gerasse uma incorreção. Erro nos autos se combate com mecanismos e os recursos próprios”, argumentou a advogada. 

    Acordo 

    O acordo previa o repasse de R$ 2 bilhões para uma fundação de interesse social para combater a corrupção. O fundo seria gerido por integrantes da força-tarefa da Lava Jato. O caso ficou conhecido como Fundação Dallagnol, em referência ao ex-procurador da República Deltan Dallagnol, então chefe do grupo de investigação. 

    Em 2019, a homologação foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar um recurso. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Flávio Dino autoriza novo inquérito da PF para investigar Lulinha

    Flávio Dino autoriza novo inquérito da PF para investigar Lulinha

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de investigação contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Ele é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Dino aceitou o pedido da Polícia Federal (PF) para apurar a suposta atuação de um grupo de pessoas que teria negócios ilícitos com órgãos d o governo federal. Os detalhes da investigação estão em segredo de Justiça e não foram divulgados.

    O ministro também decidiu pela abertura de um inquérito para apurar o vazamento de informações sigilosas sobre as investigações. A medida atendeu ao pedido foi feito pela defesa de Lulinha. 

    Com a decisão de Dino, já foram abertos três inquéritos contra Lulinha na PF.

    O primeiro trata de apuração por suposto tráfico de influência que teria ocorrido no Ministério da Saúde.

    O caso envolve uma empresa que opera no ramo de cannabis medicinal que teria interesse em fechar contratos com a pasta. A empresa interessada era ligada ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A investigação não tem relação com os descontos ilegais de benefícios.

    O segundo inquérito apura supostas ilegalidades na Dataprev, estatal que centraliza os dados de aposentadorias.

    Defesa

    Em nota, os advogados Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho afirmaram que receberam a notícia da abertura do novo inquérito com “absoluta serenidade”. Os defensores acrescentaram que terão a oportunidade de esclarecer qualquer dúvida sobre a atividades pessoais e profissionais de Lulinha.

    “Ele comprovará, ao final, que não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade, assim como fez no inquérito das fraudes do INSS, em relação ao qual esperamos um já tardio arquivamento”, afirmou a defesa.

    Os advogados afirmaram ainda que solicitaram “providências enérgicas” contra “vazamentos reiterados, seletivos e criminosos”.

    “Temos denunciado a instrumentalização de setores da Polícia Federal a serviço de interesses políticos e eleitorais, em prejuízo da imparcialidade e legalidade que deveriam reger procedimentos criminais”, completaram.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Emplacamentos de veículos cresceram 10% em julho

    Emplacamentos de veículos cresceram 10% em julho

    No mês de julho, o emplacamento de veículos cresceu 10,17% em relação a julho do ano passado e 3,31% em relação a junho, com um total de 504.574 unidades vendidas. Isso engloba a venda de automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), ônibus, caminhões, motos e implementos rodoviários [como reboques e carrocerias].

    Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), este foi o terceiro melhor mês de julho da história.

    “Estamos vivendo um ano com resultados positivos nos segmentos de maior volume, principalmente, no varejo de automóveis, comerciais leves e motocicletas. Além do Programa Carro Sustentável, observamos que a demanda por mobilidade, renovação de frota e investimento permanecem, e a competição entre marcas continua favorecendo a oferta de mais produtos no mercado”, disse Arcelio Junior, presidente da Fenabrave.

    Quando se considera apenas o segmento de automóveis e comerciais leves, o crescimento foi 2,02% sobre junho e 15,54% em julho de 2025, com 265.695 unidades vendidas. Para o presidente da Fenabrave, esse crescimento é resultado principalmente do programa Carro Sustentável, que reduz as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros mais leves e sustentáveis. Segundo a entidade, os modelos incluídos nesse programa registram números 29,4% superiores ao período antes de sua implementação.

    Já o segmento de caminhões, que vinha em uma sequência de quedas, apresentou uma reação em julho deste ano, com crescimento de 18,89% sobre junho e 7,16% sobre julho do ano passado. “A recuperação é resultado, principalmente, do Programa Move Brasil, etapas 1 e 2. Por ser um segmento ligado ao PIB (Produto Interno Bruto – soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país) e desenvolvimento industrial e do agronegócio, o transportador avalia bem o mercado antes de comprar e acaba renovando sua frota quando enxerga demanda, capacidade de pagamento e segurança para assumir um financiamento de longo prazo”, disse Arcelio Junior.

    O segmento de ônibus, por sua vez, apresentou um pequeno crescimento em julho na comparação com junho, representando 4,26%, mas continua em queda na comparação anual (-2,32%). Isso, segundo Arcelio Junior, é reflexo da falta de programas governamentais para esse setor. “No início do ano, o segmento chegou a registrar retração de quase 25% em relação a 2025. A diferença caiu de forma gradual e consistente a partir do segundo bimestre, com a implantação da segunda fase do Move Brasil, que incluiu R$ 2 bilhões em crédito para financiar ônibus”.

    O setor de motocicletas, por sua vez, demonstrou alta, com crescimento de 2,55% sobre junho e 3,11% sobre julho do ano passado.

    Expectativa

    A Fenabrave manteve expectativa de crescimento nos emplacamentos para o fechamento deste ano. A previsão é que o setor, como um todo, deverá crescer em torno de 8,6% neste ano, com mais de 5,3 milhões de unidades comercializadas.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Barça anuncia Kerolin com valor recorde no futebol feminino brasileiro

    Barça anuncia Kerolin com valor recorde no futebol feminino brasileiro

    A atacante Kerolin, titular da seleção brasileira, é a mais nova contratada do Barcelona, após negociação com valores recordes no futebol feminino do Brasil.  O anúncio foi feito nesta terça-feira (4) pelo clube catalão, que teria desembolsado 1,2 milhão de euros (o equivalente a quase R$ 7 milhões) para o Manchester City, ex-clube de Kerolin, segundo estimativas da imprensa espanhola e britânica. Até hoje, a transação mais alta havia sido da compatriota Amanda Gutierrez, ex-Palmeiras, em outubro de 2025, quando o o Boston Legacy (Estados Unidos) pagou US$ 1,1 milhão (R$ 5,89 milhões) ao Verdão para contratar a brasileira.

    Em comunicado oficial, o Barcelona ressaltou habilidades da jogadora de 26 anos, que na temporada passada conquistou os títulos da Copa da Inglaterra e do Campeonato Inglês – este último até então inédito para uma atleta brasileira. Kerolin jogará no time catalão até a temporada de 2030.

    “Kerolin Nicoli é uma das jogadoras de ataque mais empolgantes do futebol mundial. Sua chegada traz uma atleta capaz de fazer a diferença no terço final do campo, graças a sua excepcional habilidade no drible, velocidade e faro de gol”, afimou o clube catalão.

    Os valores pagaos pelos clubes espanhol e inglês pela atacante brasielira também foram os mais altos nos prórpios clubes. A venda de Kerolin foi a mais cara da história do futebol feminino do City. Já o último recorde em contratações do futebol feminino do Barça ocorreu em 2022, com a compra da britânica Keira Walsh, ex-Citizens, por 460 mil euros (R$ 2,56 milhões na ocasião).

    “A contratação de Kerolin Nicoli é uma nova mostra de ambição do FC Barcelona. O clube segue apostando em reunir as melhores jogadoras do panorama internacional, com o objetivo de se manter na elite do futebol mundial e seguir marcando o caminho da excelência”, acrescentou o Barça.

    Revelada nas categorias de base Valinhos , em Campinas (SP), a jogadora estreou profissionalmente na Ponte Preta. Depois atuou no Corinthians, Palmeiras, Madrid CFF e North Carolina Courage antes de chegar ao City.  Presença constante nas convocações do técnico da seleção feminina Arthur Elias, a atacante sonha em  disputar sua segunda Copa do Mundo com a Amarelinha. O Mundial no Brasil será no ano que vem, a partir de junho.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cristo Redentor iluminado na cor laranja alerta contra o feminicídio

    Cristo Redentor iluminado na cor laranja alerta contra o feminicídio

    O monumento ao Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, está iluminado na cor laranja, símbolo mundial de alerta de violência contra às mulheres. O gesto marca o 2º Ato da Campanha Judiciário pelo Fim do Feminicídio, em alusão aos 20 anos da Lei Maria da Penha.  

    A iniciativa é promovida pela Comissão Executiva do XVIII Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid) e pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

    A campanha divulga, em linguagem simples, fatores que contribuem para o crime de feminicídio, com o objetivo de conscientizar a população sobre os sinais que podem anteceder essa ação violenta.

    Tramitam na na Justiça estadual, 7.383 processos envolvendo feminicídio, consumado ou tentado, de janeiro a julho deste ano.

    A coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), desembargadora Adriana Ramos de Mello, avalia que os 20 anos da Lei Maria da Penha é um marco decisivo na construção de uma sociedade mais justa, igualitária, comprometida com a proteção dos direitos fundamentais das meninas e mulheres.

    “A Lei Maria da Penha representa um divisor de águas na vida de todas nós e sobretudo das meninas e mulheres do nosso Brasil. Ela nasce realmente da coragem dessa mulher que se recusou a aceitar a violência sofrida. A lei representa o resultado de uma longa trajetória das mulheres brasileiras”, afirmou.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original