Blog

  • BC aponta desaceleração da inflação, mas mantém alerta sobre riscos

    BC aponta desaceleração da inflação, mas mantém alerta sobre riscos

    A ata da reunião em que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros (Selic) para 14% ao ano mostra que a decisão foi tomada em um ambiente de desaceleração da inflação, mas ainda marcado por incertezas.

    As expectativas inflacionárias, segundo o documento divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (11), permanecem elevadas em um cenário de riscos.

    O comitê avalia que a redução da taxa Selic é “compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta”. 

    Na avaliação, a instituição ressalta ainda que, além de contribuir para a estabilidade de preços, a decisão ajuda a atenuar oscilações da atividade econômica e favorece o pleno emprego.

    Apesar do corte dos juros, o comitê afirma que o cenário exige prudência.

    A ata conclui que a política monetária vem contribuindo de forma importante para o processo de desinflação, mas destaca que a inflação continua pressionada pela demanda. 

    Por isso, o Banco Central entende que os juros ainda precisam permanecer em nível restritivo.

    Projeções

    No cenário de referência usado pelo Banco Central, a trajetória dos juros considera as projeções do Boletim Focus. Já a taxa de câmbio parte de R$ 5,10 por dólar e evolui de acordo com a paridade do poder de compra.

    Inflação e política fiscal

    O documento registra que a inflação ao consumidor desacelerou nas leituras mais recentes, mas continua acima do limite superior da meta. 

    Já os preços ao produtor apresentaram recuo, influenciados principalmente pelo comportamento da indústria extrativa, responsável pela obtenção de recursos naturais, como minérios, petróleo, gás natural e carvão.

    Os diretores alertam que o crescimento do crédito direcionado e as incertezas em relação à estabilização da dívida pública têm potencial para pressionar as taxas de juros da economia.

    Cenário externo

    Com relação ao cenário internacional, a ata avalia que as incertezas permanecem elevadas. Entre os fatores de preocupação estão os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e as dúvidas em relação à condução da política monetária em economias avançadas.

    O comitê vê um ambiente marcado pela volatilidade nos preços de ativos financeiros e commodities, exigindo cautela por parte dos países emergentes.

    O documento chama a atenção para as incertezas em torno da política econômica dos Estados Unidos, fator que, segundo a ata, continua contribuindo para o cenário internacional instável.

    Cenário interno

    O Copom observa sinais de moderação gradual da atividade econômica interna desde a última reunião. Segundo o comitê, a economia manteve trajetória de desaceleração.

    Ainda que com perda de ritmo, o mercado de trabalho continua aquecido, e a taxa de desemprego permanece em níveis historicamente baixos, embora o crescimento da ocupação esteja desacelerando.

    Os rendimentos médios dos trabalhadores perderam força, mas “ainda crescem em termos reais a uma taxa superior à da produtividade do trabalho”, avalia o Copom.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • INPC registra deflação em julho e acumula alta de 4,10% em 12 meses

    INPC registra deflação em julho e acumula alta de 4,10% em 12 meses

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para a correção anual de salários, fechou julho com deflação de 0,01%. No acumulado de 12 meses, o indicador está em 4,1%.

    Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A última vez em que o INPC registrou deflação foi em agosto de 2025 (-0,21%). No ano de 2026, o índice acumula alta de 3,5%.

    O IBGE informou também que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conhecido como inflação oficial, fechou julho em 0,07% e soma 4,44% em 12 meses, puxado pelo recuo no custo dos alimentos.

    INPC X IPCA

    A diferença entre os dois índices é que o INPC apura a variação de preços para famílias com renda de um até cinco salários mínimos. Já o IPCA, afere a variação para lares com renda de um até 40 salários mínimos. Atualmente o valor do salário mínimo é de R$ 1.621. 

    No INPC são apurados preços de 367 produtos e serviços (os chamados subitens), dez a menos que no IPCA.

    O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam cerca de 25% do índice, mais que no IPCA (aproximadamente 21%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Na ótica inversa, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA.

    Cálculo salarial

    O INPC influencia diretamente a vida de muitos brasileiros pois o acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado para o cálculo do reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano.   

    O salário mínimo, por exemplo, leva o dado de novembro no seu cálculo. O seguro-desemprego, o teto do INSS e o benefício de quem recebe acima do salário mínimo são reajustados com base no resultado do INPC acumulado até dezembro.

    De acordo com o IBGE, a apuração do INPC “tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento”.

    A coleta de preços do INPC é feita em dez regiões metropolitanas: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. A coleta também é feita em Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Inflação recua para 0,07% em julho e volta para meta do governo

    Inflação recua para 0,07% em julho e volta para meta do governo

    Os alimentos ficaram mais baratos no mês de julho e ajudaram a inflação oficial a perder força pelo quarto mês seguido e fechar em 0,07%. O resultado faz o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a meta do governo.

    O IPCA de julho veio em linha com a estimativa do mercado financeiro. O boletim Focus desta segunda-feira (10), sondagem do Banco Central (BC) com instituições econômicas, projetava que a inflação de julho ficaria em 0,07%. Para o fim de 2026, o mercado espera IPCA em 5,02%. 

    Veja o resultado da inflação oficial em 2026:

    Janeiro: 0,33%

    Fevereiro: 0,70%

    Março: 0,88%

    Abril: 0,67%

    Maio: 0,58%

    Junho: 0,16%

    Julho: 0,07%

    Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Dentro da meta

    O comportamento dos preços fez com que o acumulado de 12 meses (4,44%) entrasse novamente na meta do governo: de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%. 

    Em abril, o acumulado estava em 4,39%, mas o índice extrapolou o limite máximo em maio (4,72%) e junho (4,64%).

    Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas ao alcançado no fim do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se a inflação estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.

    Julho

    O resultado de julho foi o menor desde agosto de 2025, quando o IPCA marcou 0,11%. Levando em consideração apenas os meses de julho, o desempenho do mês passado é o menor desde 2022 (-0,68%).

    O índice de difusão em julho, que mostra o quanto a inflação está espalhada no mês, foi de 50%, ou seja, metade dos 377 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram aumento de preço. 

    Confira como foi o comportamento dos preços e o impacto em ponto percentual (p.p.) nos nove grupos pesquisados pelo IBGE:

    Alimentação e bebidas: -0,67% (-0,14 p.p.)

    Habitação: 0,99% (0,15 p.p.)

    Artigos de residência: 0,07% (0 p.p.)

    Vestuário: -0,66% (-0,03 p.p.)

    Transportes: 0,05% (0,01 p.p.)

    Saúde e cuidados pessoais: 0,40% (0,06 p.p.)

    Despesas pessoais: 0,22% (0,02 p.p.)

    Educação: -0,03% (0 p.p.)

    Comunicação: 0,04% (0 p.p.)

    Alimentos

    Pelo segundo mês consecutivo, o grupo alimentação e bebidas, o de maior peso na cesta de compras das famílias brasileiras, apresentou deflação, ou seja, inflação negativa. Em junho, o recuo foi de 0,24%.

    A alimentação especificamente no domicílio ficou 1,14% mais barata em julho, puxada pela queda do subgrupo tubérculos, raízes e legumes (-16,15%).

    Veja os subitens alimentícios que mais puxaram a inflação para baixo no mês passado:

    Tomate: -29,09% (-0,10 p.p.)

    Batata-inglesa: -19,59% (-0,06 p.p.)

    Cenoura: -14,41% (-0,01 p.p.)

    Café moído: -2,45% (-0,01 p.p.)

    Em relação ao café, o IBGE destaca que a queda em 12 meses (-17,2%) é a maior desde o início do plano Real, em 1994.

    O analista da pesquisa, Fernando Gonçalves, explica que os alimentos mais baratos são reflexo de maior oferta de produtos, beneficiada por questões climáticas. “O clima ficou mais favorável”, afirma.

    Eletricidade

    A energia elétrica ficou 3,09% mais cara, exercendo principal impacto individual de alta no mês (0,13 p.p.). De acordo com o IBGE, a explicação está em reajustes em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. Como o IPCA é um índice nacional, comportamentos específicos em regiões pesquisadas são refletidos na média final do índice.

    Fernando Gonçalves lembra que a conta de luz deve apresentar um refresco no bolso em agosto, uma vez que consumidores receberão o desconto na fatura de energia conhecido como Bônus Itaipu, já aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

    Transportes

    Dentro do grupo transportes, as passagens aéreas se destacaram como maior aumento (11,67%). Já os combustíveis ficaram 1,44% mais baratos, com recuo do etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).

    O índice

    O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todos, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços).

    A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. 

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Frio e chuvas no Sul, seca e calor no Centro-Oeste; confira a previsão

    Frio e chuvas no Sul, seca e calor no Centro-Oeste; confira a previsão

    Uma área que se estende desde o sul do Pará, passando por grande parte de Tocantins, leste do Mato-Grosso e oeste de Goiás, até o norte do Mato Grosso do Sul está em alerta laranja de perigo para baixa umidade relativa do ar, que pode chegar a 12%.

    De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, há risco de incêndios florestais e à saúde.

    “Ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz”, destaca o alerta.

    Desde a madrugada, o Mato Grosso do Sul está com aviso amarelo de perigo potencial para tempestades. São esperadas muitas nuvens no Mato Grosso do Sul e oeste de Mato Grosso, devido a um canal de umidade que passa pela região.

    Na região, a temperatura mínima pode chegar a 16 graus Celsius (°C) em Brasília e Goiânia, e a máxima pode alcançar 35°C em Cuiabá.

    Norte

    Na Região Norte do Brasil há previsão de pancadas de chuva e trovoadas isoladas no oeste do Acre e do Amazonas, leste do Amapá e na faixa litorânea do Pará. Pode haver pancadas de chuva no leste do Acre, noroeste de Roraima e oeste de Rondônia e chuvas isoladas no noroeste de Rondônia.

    Os termômetros permanecem elevados na região com temperatura máxima prevista de 38°C em Palmas e mínima de 22°C também em Palmas e Rio Branco.

    Nordeste

    No Nordeste, desde zero hora deste terça-feira está ativo um alerta amarelo de perigo potencial para vendaval em uma área que abrange o sul do Piauí, sudoeste de Pernambuco e centro-oeste da Bahia.

    A baixa umidade também traz alerta de perigo potencial para o centro-sul do Maranhão, centro-sul do Piauí, centro-sul do Ceará, oeste da Paraíba, oeste de Pernambuco, e norte e oeste da Bahia.

    A temperatura mínima prevista para a região é de 22°C em Maceió e Recife. A máxima prevista é de 36°C em Teresina.

    Sudeste

    O Sudeste do país tem previsão de muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas no litoral sul de São Paulo, pancadas de chuva no Rio de Janeiro e leste do Espírito Santo. Também há possibilidade de chuva isolada no leste paulista, já no oeste e noroeste de Minas Gerais, o tempo permanece firme ao longo do dia.

    O leste do estado de São Paulo permanece frio com mínima de 13°C, na capital, e máxima de 16 °C.

    Sul

    No Sul do país, a atuação de uma região alongada de baixa pressão, chamada de cavado de superfície, favorece a formação de novas áreas de instabilidade. Há previsão de pancadas de chuva e trovoadas isoladas entre o Paraná, Santa Catarina e o noroeste do Rio Grande do Sul.

    Pela manhã, as condições favorecem a ocorrência de geada no centro-leste do Rio Grande do Sul, exceto na faixa litorânea, e na Serra Catarinense.

    Com frio intenso, a temperatura mínima prevista é de 8°C em Curitiba e Porto Alegre e a máxima não deve passar de 10°C em Curitiba.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cursos de formação cultural abrem 1,2 mil vagas gratuitas em SP

    Cursos de formação cultural abrem 1,2 mil vagas gratuitas em SP

    A Secretaria de Cultura, Economia e Indústrias Criativas de São Paulo disponibiliza, para este semestre, 1,2 mil vagas em cursos gratuitos ligados à produção do setor. A partir desta terça-feira (11), os interessado podem se candidatar e acessar todas as informações por meio do site do CultSP Pro.

    O público-alvo é formado por profissionais da cultura em diferentes etapas de desenvolvimento, empreendedores e pessoas em situação de vulnerabilidade, a partir de 16 anos e com ensino fundamental completo.

    As aulas serão distribuídas por 11 cidades, nos espaços geridos pela Organização Social Instituto de Desenvolvimento e Gestão, principalmente na capital paulista, Campinas e Santos.

    Além de 861 vagas em 45 cursos presenciais, o programa conta com 11 cursos virtuais, para os quais são destinadas 395 vagas. Entre os cursos oferecidos estão: 

    • narrativa e roteiro para games;
    • introdução à produção executiva para audiovisual; 
    • história, teoria e prática sobre documentário brasileiro; 
    • acompanhamento e orientação de projetos literários; 
    • fundamentos de design editorial; 
    • empreendedorismo cultural e economia criativa.

    Nos cursos online, haverá vaga para interessados em cursar estratégias para captação de recursos de projetos, elaboração e articulação de projetos culturais e gestão de projetos culturais, entre outras opções.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rio terá dia de temperatura em declínio com chuva e mar de ressaca

    Rio terá dia de temperatura em declínio com chuva e mar de ressaca

    O Sistema Alerta Rio prevê para esta terça-feira (11) céu encoberto, com chuva fraca a moderada isolada. A temperatura estará em declínio ao longo do período.

    O transporte de umidade do oceano em direção ao continente permanece influenciando o tempo na capital fluminense. Os ventos estarão fracos a moderados, variando entre 18,5 quilômetros por hora (km/h) a 51,9km/h.

    O dia será frio. A temperatura mínima ficará em torno dos 16ºC e a máxima não deve ultrapassar os 23ºC.

    Ressaca

    A Marinha do Brasil emitiu um aviso de ressaca do mar, que vai durar até o final da noite de hoje. As ondas de até 2,5 metros de altura podem atingir a orla da cidade. O Centro de Operações Rio (COR-Rio) reforça as orientações à população:

    – evite banho de mar e a prática de esportes aquáticos em áreas com condições de ressaca;

    – não permaneça em mirantes na orla ou em locais próximos ao mar durante o período do aviso.

    – pescadores devem evitar navegar enquanto a ressaca estiver ativa.

    – em caso de acidentes no mar, não tente resgatar vítimas por conta própria. Acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

    Para esta quarta-feira (12), devido à umidade trazida pelo oceano, a previsão para a cidade do Rio é de predomínio de céu nublado e chuva fraca a isolada, na madrugada e início da manhã.

    A temperatura permanecerá em declínio. A mínima ficará em torno dos 14ºC e a máxima atingirá os 22ºC, mais um dia frio para o carioca.         

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasileirão feminino: o que está em jogo na reta final da 1ª fase

    Brasileirão feminino: o que está em jogo na reta final da 1ª fase

    Restam duas rodadas para o fim da primeira fase da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. Três clubes (Corinthians, São Paulo e Palmeiras) já estão classificados às quartas de final e há cinco vagas em aberto. Na parte de baixo, cinco equipes lutam contra o rebaixamento – os dois últimos caem.

    A partida que encerrou a 15ª rodada, nessa segunda-feira (10), mexeu com as duas pontas da tabela. O empate por 1 a 1 entre América-MG e Flamengo na Arena Urbsan, em Betim (MG), manteve o Rubro-Negro fora do grupo dos oito primeiros colocados (o G-8), que se classificam à próxima fase, e tirou as mineiras da zona de rebaixamento (o Z-2) à Série A2 (segunda divisão). O duelo foi transmitido ao vivo pela TV Brasil.

    As Meninas da Gávea estão em nono lugar, com os mesmos 24 pontos de Grêmio, Internacional e Cruzeiro, ficando atrás pelos critérios de desempate. As Spartanas subiram para a 16ª posição, com sete pontos, ultrapassando o Vitória, que entrou no Z-2, pelo saldo de gols.

    O América-MG saiu na frente aos 12 minutos do primeiro tempo, com Dani Ortolan. Ex-atacante do próprio Flamengo, a camisa 9 aproveitou o recuo de bola ruim da zaga para, com liberdade, concluir na saída da goleira Vivi.

    O Rubro-Negro igualou aos 18 da etapa final. Após jogada pela direita, a meia Mariana cruzou, a lateral Lorrany cortou parcialmente e a sobra ficou com a atacante Cristiane, que não desperdiçou. As cariocas ainda tiveram boas oportunidades para virar o marcador, mas pararam em grandes defesas da goleira Sandy.

    Em busca das quartas

    Nove times disputam as cinco vagas restantes às quartas. Considerando o número de vitórias e o saldo de gols como os dois principais critérios de desempate, o cenário é o seguinte:

    4º Bahia – 27 pontos (oito vitórias)

    5º Ferroviária – 27 pontos (sete vitórias)

    6º Grêmio – 24 pontos (sete vitórias – saldo oito)

    7º Internacional – 24 pontos (sete vitórias – saldo três)

    8º Cruzeiro – 24 pontos (seis vitórias – saldo dez)

    9º Flamengo – 24 pontos (seis vitórias – saldo cinco)

    10º Fluminense – 22 pontos

    11º Red Bull Bragantino – 20 pontos (seis vitórias)

    12º Santos – 20 pontos (cinco vitórias)

    As situações mais confortáveis são as de Bahia e Ferroviária, que se garantem em caso de vitória na 16ª e penúltima rodada. Sábado (15), às 17h30 (horário de Brasília), as Mulheres de Aço recebem o Corinthians na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador. No mesmo dia, às 19h, as Guerreiras Grenás visitam o Internacional no Sesc Campestre, em Porto Alegre.

    O Grêmio pega o Atlético-MG na Arena MRV, em Belo Horizonte, na sexta-feira (14), às 21h, com transmissão ao vivo da TV Brasil. No dia seguinte, o Cruzeiro visita o Mixto no Dutrinha, em Cuiabá, às 18h. No domingo (16), às 11h, o Flamengo vai a campo contra o Santos na Arena Inamar, em Diadema (SP).

    As Sereias da Vila torcem contra Grêmio, Inter e Cruzeiro e ainda têm de ganhar do Rubro-Negro para chegar à última rodada com chances de irem às quartas. Cenário semelhante aos de Red Bull Bragantino, que recebe o Vitória no sábado, às 17h, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), e de Fluminense, que pega o América-MG no mesmo dia, às 15h, no Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro.

    Fugindo do rebaixamento

    A penúltima rodada pode sacramentar, de forma antecipada, o primeiro rebaixado à Série A2 nesta edição do Brasileirão. Os ameaçados são os seguintes:

    13º Atlético-MG – 13 pontos

    14º Mixto – 12 pontos

    15º Juventude – 10 pontos

    16º América-MG – 7 pontos

    17º Vitória – 7 pontos

    18º Botafogo – 5 pontos

    O Botafogo não pode pensar em outro resultado que não seja a vitória sobre o São Paulo no domingo, às 11h, no Estádio Nilton Santos. A partida na capital fluminense também será transmitida ao vivo pela TV Brasil.

    As Gloriosas vêm de nove derrotas seguidas na competição. Em caso de novo revés, a queda à Série A2 será confirmada se Vitória ou América-MG tiverem superado Red Bull Bragantino e Fluminense, respectivamente, no sábado.

    O confronto entre Palmeiras e Juventude, que também jogam domingo, às 11h, na Arena Barueri, é outro que interessa à disputa na parte de baixo da tabela. O triunfo assegura a permanência das gaúchas se Vitória e América-MG não ganharem. Mas o empate já pode ser suficiente caso baianas e mineiras percam no fim de semana.

    Mixto e Atlético-MG são os únicos ameaçados que podem garantir a manutenção na Série A1 ainda nesta rodada, sem depender de outros resultados. Às Tigresas, basta vencerem o Cruzeiro. Já as Vingadoras seguem na elite se não perderem do Grêmio.

    De olho na melhor campanha

    Para o trio que está garantido nas quartas, as rodadas finais valem a liderança da primeira fase e a vantagem do mando de campo no jogo de volta do mata-mata. O Corinthians, com 37 pontos, depende apenas de si. São dois pontos a mais que o São Paulo e cinco à frente do Palmeiras.

    Se a primeira fase chegasse ao fim no atual cenário, os confrontos seriam os seguintes, com o time da esquerda fazendo a partida de volta em casa:

    Corinthians (1º) x Cruzeiro (8º)

    São Paulo (2º) x Internacional (7º)

    Palmeiras (3º) x Grêmio (6º)

    Bahia (4º) x Ferroviária (5ª)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Festival de cinema de Brasília é cancelado; classe artística repudia

    Festival de cinema de Brasília é cancelado; classe artística repudia

    O tradicional Festival de Brasília do Cinema Brasileiro não será realizado em 2026. A decisão pelo cancelamento da 59ª edição do festival foi informada aos organizadores pelo Governo do Distrito Federal (GDF) nesta segunda-feira (10). O evento estava agendado para ocorrer entre 11 e 19 de setembro.

    A edição de 2026 havia recebido número recorde de inscrições de filmes, com 1.928 obras pleiteando uma vaga. Uma coletiva de imprensa para anunciar a programação completa estava marcada para o dia 18 de agosto. Mais de 80 filmes estavam confirmados, com envolvimento de centenas de profissionais do audiovisual de todo o Brasil.

    Em publicação nas redes sociais, o diretor artístico do festival, Eduardo Valente lamentou o cancelamento. Segundo ele, a seleção de filmes já havia sido feita e todos os envolvidos estavam “empolgados e com planos para suas estreias”. Ele pediu a união de todos os envolvidos com cinema para manter o evento.

    “O que teremos para amanhã e depois? Difícil dizer, mas, seguramente, nem essa edição nem o futuro deste evento será determinado só por quem estava aqui lutando para organizá-lo. Teremos que ver o quanto as associações em geral, o setor do cinema, o público do DF e até, por que não, outros festivais de cinema do país estarão dispostos a se juntar nessa briga”, escreveu Valente.

    Os organizadores do eventos devem publicar uma nota de repúdio nesta terça-feira (11), repudiando a decisão do governo do Distrito Federal e pedindo que a decisão seja revertida.

    Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria de Cultura do Distrito Federal, não se manifestou a respeito da decisão de cancelamento do festival. O espaço está aberto para incluir posicionamento do GDF.

    Tristeza e revolta

    Tiago de Aragão, diretor no Centro Oeste da Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro (API), lamentou o cancelamento e o associou à crise instalada no GDF após o escândalo dos bilhões de reais em títulos podres do Banco Master comprados pelo Banco de Brasília (BRB). 

    “São dezenas de profissionais empregados que já estavam trabalhando sem receber; são produtoras e cineastas de todo o país que reservaram o lançamento dos seus filmes para Brasília. A imagem que fica é de um GDF que não honrará seus compromissos para sanar um rombo causado em uma história espúria que envolveu o BRB com o Banco Master e Vorcaro”.

    Para Tatiana Costa, presidente da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan), a decisão do GDF é preocupante também pelo seu potencial de reverberar por outros festivais do país.

    “Só durante a ditadura que o Festival de Brasília não foi realizado. E o que isso significa simbolicamente? Para além das decisões financeiras, é uma decisão política do GDF. Isso nos preocupa imensamente, porque não ameaça apenas o festival de Brasília, e sim todos os festivais de cinema do Brasil”.

    Carina Bini é cineasta de Brasília. Na edição do ano passado, subiu ao palco do Cine Brasília com todo o elenco de seu filme Mil Luas para apresentá-lo ao público da cidade. Hoje, ela lamenta a perspectiva de um auditório vazio e uma tela apagada em setembro.

    “O Festival de Brasília movimenta todo um mercado de trabalho, uma cadeia produtiva do audiovisual, traz pessoas para a cidade, ele é um evento que gera emprego, gera recurso para o Distrito Federal e é importante historicamente para o cinema brasileiro”, destaca.

    Festival histórico

    O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é o mais longevo do país e chegaria, em 2026, à marca de 59 edições. A mostra competitiva estava marcada para ocorrer de 11 a 19 de setembro, no Cine Brasília.

    O Festival nasceu em 1965 e, ao longo das décadas, consolidou-se como um espaço de debate sobre o audiovisual brasileiro. Desde 2007, é considerado patrimônio imaterial do Distrito Federal. Ao longo das décadas, só não foi realizado em dois anos durante a ditadura militar.

    Um diferencial em relações a outros festivais é que as obras selecionadas precisam ser inéditas e os vencedores recebem o Troféu Candango, em homenagem aos pioneiros que construíram a capital.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rede de vigilância é essencial para evitar propagação de sarampo em SP

    Rede de vigilância é essencial para evitar propagação de sarampo em SP

    A concentração de casos de sarampo em São Paulo expõe o risco de novos surtos enquanto a cobertura vacinal permanecer abaixo de 95%, índice considerado necessário para interromper a transmissão da doença. Segundo o infectologista Renato Kfouri, a entrada de novos casos é esperada na capital paulista, que recebe diariamente pessoas de diferentes partes do mundo. 

    “O ciclo de incubação e transmissão da doença é de cerca de 20 dias. São 10 dias de incubação até os primeiros sintomas, dois dias de transmissão antes da febre e mais 12 dias após o início da febre”, explicou à Agência Brasil. 

    Kfouri é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações e presidente da Câmara Técnica para a Eliminação do Sarampo do Ministério da Saúde.

    Segundo ele, uma pessoa completamente imunizada não se torna um transmissor, mas para aqueles que não estão com o ciclo completo o risco é real e está ligado à dinâmica de transmissão. O vírus do sarampo viaja em gotículas de saliva, que saem na fala ou no espirro. A imunização é suficiente para evitar essa transmissão quando atinge 95% da população. Na capital paulista ela está em torno de 75%.

    “Para manter o país livre do sarampo, temos dois pilares: a vacinação e a vigilância. Na vigilância temos de estar atentos, fazer o isolamento e a vacinação dos contatos. Não é algo simples pois São Paulo é um hub, uma cidade onde há eventos internacionais diários. A entrada de sarampo vai ocorrer, e por isso precisamos voltar a manter altos índices vacinais altos para evitar a transmissão de casos, mas também mantê-la homogênea”, continua Kfouri.

    Para ele, a importância da homogeneidade não pode ser subestimada. Um bairro ou comunidade com índices baixos se torna um bolsão vulnerável e um local à espera de novos surtos. A estratégia de reforço vacinal indiscriminado é eficaz, pois atinge quem eventualmente não recebeu alguma das doses, além dos poucos em que a imunização não foi efetiva, pois toda vacina tem uma margem de pessoas que não é efetivamente protegida com o ciclo normal. 

    Para o sarampo essa margem é estimada em 5%, afirma o infectologista, mas se aproxima de zero quando é aplicadas uma terceira dose. Identificar essas exceções em uma população é inviável, pelo tempo e custos, mas a dose de reforço resolve o problema a um custo baixo, complementa. 

    Casos confirmados 

    Na Grande São Paulo, onde se concentraram 23 dos 24 casos confirmados nesta temporada, houve casos importados e uma ocorrência importante de cadeia de transmissão, com casos novos surgindo dentro de um grupo ou comunidade. Na zona norte da capital isso levou a sete casos na Vila Medeiros e dois na Vila Maria, bairros próximos entre si, tendo como principal cenário uma escola de educação infantil.

    Ao menos um dos dois casos de Guarulhos também está relacionado a esse grupo. As crianças com menos de um ano não recebem imunização para o sarampo e são a maior parte dos infectados e hospitalizados.

    Há possibilidade de esses casos serem relacionados a algum dos casos importados confirmados pela prefeitura da capital, que confirmou que um caso veio da Bolívia, em fevereiro, e outro da Guatemala, em março. A transmissão, segundo Kfouri, se dá apenas entre aqueles que não estão imunizados, geralmente por não terem tomado uma ou ambas as doses da vacina.

    “Infelizmente é esperado. Chegam todo dia ao país milhares de pessoas, a trabalho ou a turismo, além dos brasileiros que estiveram no exterior recentemente. Como nossos vizinhos tem sofrido com surtos recentes isso vai nos influenciar”, definiu Kfouri.

     A dinâmica é a mesma do ano passado, quando o país teve 39 casos notificados, a maioria relacionados a casos importados da Bolívia, que chegaram através de caminhoneiros. Os estados mais atingidos foram o Mato Grosso do Sul e o Tocantins. 

    Segundo Kfouri, as equipes de saúde estão treinadas para reconhecer os sintomas, os testes estão disponíveis na rede e as ações de vigilância têm ocorrido em tempo adequado.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fluminense domina, vence e complica Botafogo no Brasileirão Feminino

    Fluminense domina, vence e complica Botafogo no Brasileirão Feminino

    O Fluminense segue na briga pela classificação às quartas de final da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol. Na noite desta segunda-feira (10), as tricolores venceram o clássico contra o Botafogo por 2 a 1 no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pela 15ª rodada da competição.

    Com 22 pontos, o Flu ganhou duas posições e assumiu o décimo lugar, ficando a dois pontos do Cruzeiro, oitavo colocado e que ocupa, neste momento, a última vaga da zona de classificação, o G-8. Faltam duas rodadas para o fim da primeira fase.

    As Gloriosas estão em situação cada vez mais delicada. Com cinco pontos e nove derrotas seguidas, as alvinegras seguem na 18ª e última posição do Brasileirão. As duas piores campanhas descem à Série A2 (segunda divisão). O Vitória, primeiro time fora da zona de rebaixamento (o chamado Z-2), tem dois pontos a mais.

    Com menos de um minuto de bola rolando, o Fluminense abriu o marcador. Aos 58 segundos, a atacante Raquel cobrou lateral pela esquerda, próxima à linha de fundo. A meia Patrícia Sochor recebeu na entrada da área, escapou da marcação da volante Tauane Zóio e chutou cruzado. A bola foi no cantinho da goleira Michelle, que não conseguiu reagir a tempo.

    O Botafogo empatou ainda na primeira etapa. Aos 21, a atacante Ellen cruzou da direita e Yasmin Cosmann superou Bruna Cotrim pelo alto e escorou de cabeça para o gol. A bola desviou na também zagueira Nath Rodrigues e saiu do alcance da goleira Kemelli.

    As tricolores dominaram as ações ofensivas no restante da partida, acertando o travessão aos 44 do primeiro tempo, com Raquel, e perdendo boas chances, como aos 24 da etapa final, quando uma falta cobrada na intermediária passou por toda a defesa das Gloriosas e sobrou com Keké na pequena área. A atacante, livre, mandou por cima do gol.

    A pressão do Fluminense surtiu efeito. Aos 32 minutos, Sochor cruzou pela direita, a bola passou pela volante Xerife, na entrada da área, mas não por Raquel, que fez o domínio e finalizou no canto direito de Michelle, decretando a vitória tricolor.

    Mais da rodada

    A rodada teve início no último sábado (8), com dois jogos. O Bahia derrotou o Atlético-MG por 3 a 0 na Arena Gregorão, em Contagem (MG). Já na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara (SP), Ferroviária e Palmeiras não saíram do zero, em partida transmitida ao vivo pela TV Brasil.

    No domingo (9), foram mais cinco duelos. O líder Corinthians goleou o Santos por 4 a 1, em clássico disputado no Canindé, em São Paulo. Em Salvador, o Vitória até abriu 2 a 0, mas o Internacional buscou o empate por 2 a 2 no Barradão.

    O Mixto foi ao Estádio Homero Soldatelli, em Flores da Cunha (RS), e bateu o Juventude por 1 a 0, em confronto direto contra o Z2. Foi o mesmo placar do triunfo do São Paulo, segundo colocado, para cima do Red Bull Bragantino no Estádio Gabriel Marques da Silva, em Santana do Parnaíba (SP).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original