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  • Quedas e queimaduras são maior causa de internação de crianças

    Quedas e queimaduras são maior causa de internação de crianças

    As quedas e queimaduras foram as causas mais comuns de internação de crianças e adolescentes até os 14 anos de idade no Brasil, em 2025. Foram mais de 55 mil internações por quedas, ou 43,4% do total para essa faixa etária, e mais de 25 mil internações por queimaduras, 19,6% do total.

    Os dados, compilados pelo Projeto Criança Segura, da ONG Aldeias Infantis SOS, foram retirados diretamente do DataSUS, repositório de dados que reúne as notificações em saúde no país. 

    Em 2025, ocorreram mais de 1,6 milhão de hospitalizações de pessoas no país por acidentes, consideradas todas as faixas de idade. Crianças e adolescentes até os 14 anos de idade responderam por 162 mil dessas internações, 9,7% do total, sendo que 128,5 mil, 79,3% do total, mapeadas pelo Projeto Criança Segura.

    A cada mês, em 2025, 10,7 mil crianças e adolescentes até os 14 anos de idade foram hospitalizadas em decorrência de acidentes no Brasil, com maior incidência nos estados de São Paulo, com 19.837 (15,4%), Minas Gerais, com 12.183 (9,5%) e Paraná, com 10.708 (8,3%). As menores incidências foram nos estados do Amapá, 468 (0,4%), Roraima 543 (0,4%) e Sergipe, com 297 hospitalizações, 0,2%.

    Quando ponderados em relação à população, os dados mostram uma realidade um pouco diferente. O Pará teve a maior taxa de internações, correspondendo a 120 hospitalizações por 100 mil habitantes. 

    Segundo colocado, o Tocantins teve taxa de 113, e o Maranhão de 102 por 100 mil habitantes em 2025. 

    No outro extremo estão os estados do Rio de Janeiro, com taxa de 43 hospitalizações por 100 mil, o Rio Grande do Norte, com taxa de 39 por 100 mil, e Sergipe, com taxa de 13 por 100 mil.

    “Os resultados demonstram que quedas, queimaduras, sinistros de trânsito, intoxicações, sufocações e afogamentos continuam figurando entre as principais causas de internação infantil no Brasil. Investir em ambientes seguros, educação preventiva e fortalecimento de políticas públicas significa reduzir hospitalizações, sequelas permanentes e óbitos evitáveis”, destaca o relatório. 

    Outras causas

    Os acidentes de trânsito estão em terceiro lugar das causas de internações por acidentes, com 12,6 mil ocorrências (9,9%), concentrados na faixa dos 10 aos 14 anos (50,4%) e com presença importante na faixa dos 5 aos 9 anos (32,3%). 

    Na sequência, houve 4,2 mil casos de intoxicações (3,3%), sendo que 37,7% desses acidentes com crianças de 1 a 4 anos, e 31,2% em crianças de 5 a 9 anos. 

    Com menor incidências estão a sufocação, com 644 ocorrências (0,5%), acometendo em maior grau as crianças de 1 a 4 anos (49,1%); os afogamentos, com 261 casos (0,2%), concentrados também com crianças de 1 a 4 anos (71,6%), e acidentes com armas de fogo, com 70 situações (0,1%).

    Ao comparar 2025 com os dois anos anteriores, o relatório observou uma tendência de crescimento nas internações hospitalares de crianças e adolescentes até 14 anos, decorrentes de acidentes. 

    O aumento foi de 2,2% em 2024 em relação a 2023, e de 5,4%, em 2025, em relação a 2024. 

    As categorias em que houve mais aumentos foram intoxicações, com aumento de 19,7% na comparação 2024/2025, sufocação, 10,8%, e queimaduras, 7,4%. 

    Os acidentes com armas de fogo foram a única categoria em que houve redução de ocorrências, na ordem de 13,6%, também com certa tendência de redução. O aumento consolidado de hospitalizações de crianças e adolescentes no triênio 2023 a 2025 foi de 9.221 casos: 7,7%.

    Educação

    O relatório foi taxativo ao colocar as campanhas educativas e uma maior atenção aos pequenos como decisivas para diminuir os índices. A estimativa é que mais de 90% dos acidentes com esse público sejam evitáveis, e o uso de celulares aparece como um elemento importante. A desatenção dos cuidadores é apontada como um fator decisivo para os aumentos recentes em ocorrências.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Museu do Pontal festeja 50 anos de arte popular e cinco da nova sede

    Museu do Pontal festeja 50 anos de arte popular e cinco da nova sede

    O Museu do Pontal tem comemoração dupla neste fim de semana. O espaço cultural, considerado o maior e mais significativo museu de arte popular do país, faz 50 anos. Além disso, a sede na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, para onde foi transferido das instalações antigas, no Recreio dos Bandeirantes, completa 5 anos de atividades.

    Nesses cinco anos de sede nova, o Museu produziu mais de 1 mil espetáculos e oficinas, e o público chegou a mais de 400 mil visitantes. Além disso, foram promovidos 17 festivais, que reuniram 80 mil pessoas.

    Uma programação extensa vai animar o público neste fim de semana. Um dos pontos altos da agenda é a exposição Véio – A Escuta do Sertão, a maior mostra panorâmica já realizada sobre o artista plástico sergipano Cícero Alves dos Santos, o Véio, com cerca de 300 obras produzidas durante seis décadas.

    Para celebrar a música e a cultura popular, o espaço realizará o Festival 50 anos, com mais de 20 atrações gratuitas, incluindo shows de artistas como Lia de Itamaracá, Siba, Mestre Solano & Noites do Norte, Zé Bezerra & Trio Pernambucano, Trio Forrozão, Edmilson dos Teclados e Aturiá.

    Haverá também a apresentação de manifestações como bumba meu boi, bate-bola e espetáculos circenses, incluindo ainda exibições de documentários desenvolvidos pelo museu com artistas populares. O público infantil, sempre presente nos eventos do museu, vai poder participar de oficinas de criação das programações próprias.

    “Tem famílias que vinham aqui sem estar grávidas, ficaram grávidas, tiveram filhos e hoje vão na roda de bebês que também vai ter e é um grande sucesso. Mais de 1 mil bebês já participaram”, contou o diretor executivo do museu, Lucas Van de Beuque, em entrevista à Agência Brasil.

    O espaço cultural está aberto ao público de quinta a domingo, das 10h às 18h. O acesso às exposições termina às 17h30.

    Exposição

    A ligação de Véio com o museu vem de longe. Nos anos 70, quando começou as pesquisas e a compra de obras de arte popular que formaram o acervo, o francês Jacques Van de Beuque se encantou com as peças do artista e incorporou suas esculturas à coleção do espaço cultural.

    A aquisição das peças pelo proprietário do museu traz uma boa memória para o artista especialmente quando visitava o local.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 28/08/2026  - Museu do Pontal.
Foto: Exposição Véio/Divulgação
    Rio de Janeiro (RJ), 28/08/2026  - Museu do Pontal.
Foto: Exposição Véio/Divulgação
    Exposição Véio – A Escuta do Sertão no Museu do Pontal. Foto: Exposição Véio/Divulgação

    “O meu interesse não era só de mostrar o meu trabalho, porque eu mesmo estava vendo. Era de que o pessoal carioca conhecesse mais o trabalho de um sertanejo que sai da roça e vai até o exterior criando peças que ninguém nunca viu”, afirmou Véio, em entrevista à Agência Brasil.

    Véio – A Escuta do Sertão, que vai ser inaugurada no sábado (29), às 15h30, foi montada em cinco núcleos expositivos que passam por diferentes momentos da jornada do sergipano, desde as primeiras esculturas figurativas até os trabalhos inspirados a partir de troncos, raízes e galhos, que o aproximam da natureza, da memória e da cultura sertaneja.

    Segundo o artista, a sua produção já chegou a ter, lá no sertão em Sergipe, mais de 17 mil peças. Para o escultor, é importante ter parte representativa da sua criação exposta no Museu do Pontal.

    “A quantidade para mim é significante porque é em um espaço onde o público é totalmente selecionado para ver e conhecer arte. Então, é uma forma muito importante, nessa razão de estar saindo do sertão para um espaço como o Rio e o Museu do Pontal”, apontou.

    Sem trabalho inclui peças que retratam o cotidiano, mas as que lhe dão mais prazer são as em que pode inventar.

    “Eu crio a peça de acordo com o material que tenho em mãos. Sempre digo que a arte, pra mim, é como um vício, como o pessoal que é viciado em uma coisa. Não consigo fazer algo que não seja arte. Pra mim, é muito prazeroso você fazer aquilo que agrada a você e aos demais”.

    “Gosto mais de criar, fazer coisas que ninguém nunca viu. São coisas que às vezes o pessoal diz ‘que bicho é esse que eu nunca vi?’.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 28/08/2026  - Veio - Museu do Pontal.
Foto: Lucas Van Beuque/Divulgação
    Rio de Janeiro (RJ), 28/08/2026  - Veio - Museu do Pontal.
Foto: Lucas Van Beuque/Divulgação
    O artista plástico sergipano Cícero Alves dos Santos, o Véio – Lucas Van Beuque/Divulgação

    Embora trabalhe com o material disponível no momento, Véio tem preferência por madeira que chamou de sertaneja, como a imburana e o cedro, porque não são suscetíveis a pragas, ao contrário de outros tipos que em até dez anos são atacadas e se estragam.

    “A imburana e o cedro você pode jogar no meio deles [insetos que destroem a madeira] que não chegam nem perto. São as madeiras preferidas não só para mim, mas para todos os escultores que trabalham com arte sacra, essas madeiras são as peculiares”, completou.

    Quem visitar a mostra, que tem a curadoria da diretora do Museu, Angela Mascelani, e do diretor executivo, Lucas Van de Beuque, vai encontrar um panorama abrangente de um dos mais importantes escultores brasileiros contemporâneos.

    Na visão da curadora, Véio é um artista de 80 anos importante para as artes brasileiras e extremamente reconhecido por sua produção. Ao mesmo tempo, é bastante ousado e não ficou fixo em uma perspectiva única.

    “O acervo que temos no Museu do Pontal fala muito do Véio cronista, comentarista da realidade sertaneja e mais do que isso, desvelando uma outra perspectiva de sertão. Quando a gente diz isso, está falando da obra dele que não é literal, às vezes pode até parecer literal, mas que tem um sentido que ele vai explicitando”, afirmou Angela à Agência Brasil.

    Homenageada

    Uma das características do museu é a realização de festivais com temáticas regionais, como foram o Amazônico, o Paraense, as tradicionais festas juninas e o de cultura circense. Até agora foram 17 festivais promovidos pelo Pontal. Para Lucas, esse tipo de programação junta os dois aspectos do espaço cultural, o museu de arte, dedicado aos artistas de camadas populares com o museu praça.

    “Sempre tem a inauguração de uma exposição, e o festival vai dialogar com o conteúdo da exposição, por exemplo com o artista Jair Gabriel, que é de Rondônia e foi seringueiro, a gente inaugurou o festival da Amazônia. Junto com a exposição do J.Borges teve o festival Arraiá do Museu Pontal”, apontou.

    Dessa vez, é o Festival 50 anos, que está sendo chamado pela direção de o Festival dos Festivais. E a comemoração vem com o retorno da compositora e cantora pernambucana de ciranda Lia de Itamaracá, que foi a atração do primeiro festival produzido já na sede nova, o Arraiá do Museu de 2022.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 28/08/2026 - Com homenagem ao Circo, o Museu do Pontal comemora um ano na nova sede, na Barra, com exposição e programação em outubro. Uma lona de circo instalada na Praça-Jardim recebeu profissionais deste maravilhoso universo nos dias 08 e 09 de outubro de 2022, no Festival “O Circo Chegou!”, com diversas atrações circenses e também a exposição com curadoria de Angela Mascelani e 
Foto: Lucas Van de Beuque/Divulgação
    Rio de Janeiro (RJ), 28/08/2026 - Com homenagem ao Circo, o Museu do Pontal comemora um ano na nova sede, na Barra, com exposição e programação em outubro. Uma lona de circo instalada na Praça-Jardim recebeu profissionais deste maravilhoso universo nos dias 08 e 09 de outubro de 2022, no Festival “O Circo Chegou!”, com diversas atrações circenses e também a exposição com curadoria de Angela Mascelani e 
Foto: Lucas Van de Beuque/Divulgação
    Exposição no Museu do Pontal, no Rio de Janeiro. Foto: Lucas Van de Beuque/Divulgação

    “Ela foi a grande atração nestes cinco anos, não podia ser outra pessoa que não fosse a Lia. Crianças receberam o nome de Lia aqui no museu, por conta do show. A gente pegou esse testemunho, uma mãe falando que deu o nome de Lia porque veio ao show aqui e ela estava grávida”, contou Lucas.

    “O meu sentimento é estar aí com vocês. Recebi o convite maravilhosamente. Estou emocionada, ai mamãe. Estou chegando e quero ver todos vocês bem pertinho. Vamos lá? Lia tá chegando”, disse a homenageada do Museu em um vídeo encaminhado à Agência Brasil pela assessoria de imprensa do Pontal.

    Transporte facilitado

    O transporte para chegar ao museu neste fim de semana será facilitado. Quem quiser ir de metrô, depois de descer na Estação Jardim Oceânico, contará com vans gratuitas à disposição, como também para quem quiser seguir do terminal de ônibus Alvorada. 

    Por meio da Lei Rouanet, o Museu do Pontal, tem patrocínio master da Shell, a empresa Vale como patrocinador estratégico, e como patronos Repsol Sinopec Brasil e Itaú, além da Prefeitura do Rio.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Programa de renegociação de dívidas termina nesta segunda-feira

    Programa de renegociação de dívidas termina nesta segunda-feira

    Prorrogado no início de agosto, o Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas bancárias, termina na próxima segunda-feira (31).

    A iniciativa permite que pessoas físicas com débitos em atraso tenham acesso a descontos e condições de pagamento diferenciadas para regularizar a situação financeira.

    O programa atende consumidores com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105, e tenham dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 dias e dois anos.

    O prazo, que terminaria em 2 de agosto, foi prorrogado até o fim deste mês. Não há previsão de uma nova extensão.

    A modalidade voltada às famílias renegociou, até o início da última semana de agosto, cerca de 5,03 milhões de dívidas. Os débitos somavam originalmente R$ 26,33 bilhões e, após os acordos, foram reduzidos para aproximadamente R$ 5,27 bilhões.

    Quem pode participar

    A modalidade Desenrola Famílias é destinada a pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos. Além do critério de renda, a dívida precisa atender às regras do programa.

    Podem ser incluídos débitos:

    • Contratados até 31 de janeiro de 2026;
    • Com atraso entre 91 dias e dois anos;
    • Registrados em instituição financeira participante.

    A própria instituição financeira verifica se o consumidor e a dívida atendem aos critérios, utilizando informações disponíveis em seus sistemas e no Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central.

    Quais dívidas entram

    O programa contempla modalidades de crédito que costumam apresentar taxas de juros elevadas. Entre as operações que podem ser renegociadas estão:

    • Cartão de crédito rotativo ou parcelado;
    • Cheque especial;
    • Crédito pessoal sem consignação em folha;
    • Empréstimos pessoais utilizados para consolidar outras dívidas.

    A inclusão do débito, porém, depende da análise e da participação da instituição financeira responsável pela operação.

    Desconto

    O percentual de desconto varia conforme o tipo de crédito e o período de atraso. Para dívidas do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial, os abatimentos podem chegar a 90%.

    Tempo de atraso                                   Cartão rotativo e cheque especial (desconto)  Crédito direto ao consumidor e parcelamento do cartão (desconto)
    91 a 120 dias 40%  30%
    121 a 150 dias       45% 35%
    151 a 180 dias        50% 40%
    181 a 240 dias        55% 45%
    241 a 300 dias        70% 60%
    301 a 360 dias        85% 75%
    1 a 2 anos      90% 80%
    Fonte: Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte

    O desconto é aplicado sobre a dívida conforme as regras da operação. Dessa forma, nem todos os consumidores terão direito ao abatimento de 90%.

    Condições

    Quando a renegociação é feita por meio de uma nova operação de crédito, o programa estabelece condições específicas:

    • Juros máximos de 1,99% ao mês;
    • Prazo de até 48 meses;
    • Parcela mínima de R$ 50;
    • Limite de até R$ 15 mil por beneficiário em cada instituição financeira;
    • Primeira parcela em até 35 dias;
    • Possibilidade de desconto sobre a dívida original;
    • Garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

    Na prática, o novo crédito substitui os débitos elegíveis por uma operação com condições definidas dentro dos limites do programa.

    Como fazer

    Não existe uma plataforma única do governo para formalizar a renegociação. O consumidor deve procurar diretamente a instituição financeira onde a dívida está registrada.

    O atendimento pode ser feito, conforme os canais disponibilizados por cada banco, pelo aplicativo, internet banking, site, telefone, WhatsApp ou agência física.

    Durante a negociação, a instituição informa se o débito é elegível e apresenta as condições disponíveis.

    Entre as instituições que participam da iniciativa estão Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Nubank.

    Nome sai do cadastro

    A retirada da dívida dos cadastros de inadimplentes não ocorre simplesmente com a assinatura do acordo.

    Nas renegociações realizadas por meio da nova operação de crédito, a instituição financeira deve providenciar a retirada da dívida após o pagamento da primeira parcela.

    O consumidor, portanto, precisa cumprir as condições previstas no contrato para manter a regularização.

    FGTS pode ser usado

    Uma das possibilidades previstas no programa é usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar ou quitar a dívida renegociada.

    Podem ser usados recursos de contas ativas e inativas, com prioridade para as contas inativas. O trabalhador pode utilizar o valor que for maior entre:

    • Até R$ 1 mil; ou
    • Até 20% do saldo disponível no FGTS.

    A utilização depende da contratação da operação e da autorização do trabalhador, além dos procedimentos com a instituição financeira.

    Para autorizar o uso do saldo, o trabalhador deve acessar o aplicativo FGTS, consultar o valor disponível e permitir o compartilhamento da quantia com o banco responsável pela dívida.

    Depois da autorização, os bancos têm prazo de até 30 dias para formalizar o contrato com a Caixa Econômica Federal, que fará a transferência do valor diretamente à instituição financeira.

    Banco é obrigado a renegociar?

    Não. A participação das instituições financeiras é voluntária.

    Mesmo quem atende aos critérios de renda e tem uma dívida que se enquadra nas regras só poderá renegociá-la pelo programa se o banco ou financeira responsável tiver aderido à iniciativa e oferecer a operação.

    E quem está em dia?

    O Novo Desenrola também possui uma modalidade diferente para consumidores que não estão inadimplentes.

    O Desenrola Adimplente é destinado a pessoas que mantêm os pagamentos em dia, mas desejam reduzir o custo de empréstimos já contratados. A proposta é substituir operações mais caras por um novo crédito com condições mais favoráveis antes que o consumidor entre em atraso.

    O programa também contempla regras específicas para outros públicos, como estudantes com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), produtores rurais e micro e pequenas empresas.

    Formalização

    O prazo de 31 de agosto vale para a formalização do acordo, não para a entrada do pedido.

    Como a instituição financeira precisa verificar a elegibilidade da dívida e apresentar as condições da operação, a recomendação é iniciar o atendimento antes do último dia do prazo.

    O consumidor também deve comparar as condições oferecidas, conferir o valor total a ser pago, a taxa de juros, o número de parcelas e as consequências de eventual novo atraso antes de concluir a renegociação.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Justiça do RJ autoriza estado a assumir clube e pousada usadas pelo CV

    Justiça do RJ autoriza estado a assumir clube e pousada usadas pelo CV

    A Justiça do Rio autorizou o governo estadual a assumir, provisoriamente, o Várzea Country Clube, na capital fluminense, e da Pousada Menino do Rio, em Búzios. 

     A decisão é do juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa. O juiz atendeu pedido apresentado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

    Investigação da polícia do Rio de Janeiro apontou que o clube recreativo e a pousada foram usados para a lavagem de dinheiro de cerca de R$ 11 milhões por organizações ligadas ao tráfico de drogas. 

    Na decisão, o juiz afirmou que a utilização provisória permite que os bens apreendidos ou sequestrados na operação policial tenham “destinação social e evitar a deterioração ou o abandono durante o curso das investigações e dos processos judiciais”.

    No caso do clube, a posse será imediata. O espaço teria sido tomado pela facção criminosa Comando Vermelho em 2023 e se transformado em local de encontros e realização de bailes do grupo. Agora, o juiz ressalta que as estruturas esportivas e de lazer poderão servir aos cerca de 70 mil moradores dos bairros de Água Santa, Piedade e Quintino Bocaiúva.

    A posse da Pousada Menino do Rio será feita de forma escalonada, já que o local ainda mantém atividade hoteleira regular. Para evitar a parada total das atividades, o magistrado determinou que o Estado apresente um plano, que traga medidas como reacomodação de hóspedes e a manutenção dos direitos dos funcionários. 

    A Procuradoria-Geral do Estado tem prazo de 30 dias para indicar os órgãos que ficarão responsáveis pela gestão dos espaços, sendo a destinação prioritária das instalações para a Polícia Civil.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Novas tempestades devem atingir o Rio Grande do Sul até segunda-feira

    Novas tempestades devem atingir o Rio Grande do Sul até segunda-feira

    Esta sexta-feira (28) foi marcada por fortes chuvas em cidades de várias regiões do Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, um menino de oito anos morreu e uma pessoa ficou ferida após uma árvore atingir uma residência.

    A expectativa é de que novas tempestades atinjam a região até a próxima segunda-feira, com risco de inundações nos rios Jacuí, Taquari, Caí e Uruguai. São esperados ventos fortes e formação de granizo, atingindo as regiões Central, Oeste, Cales, Serra e Nordeste. 

    Já as regiões da Costa Doce, Litoral Médio e Metropolitana de Porto Alegre também tem previsão para chuvas intensas, acima de 110 mm em 24 horas, com acumulados superando os 250 mm nestes quatro dias.

    Nesta sexta-feira, o mau tempo deixou 13 moradores de Pelotas desabrigados, quatro pessoas desalojadas em Santa Cruz do Sul e outras sete em Quaraí.

    Em Quaraí, 287 residências tiveram danos em telhados, após ventos de 95,5 km/h. Ainda pela manhã houve registro de 77 quilômetros por hora (km/h) em São José dos Ausentes e de 72,4 km/h em Rosário do Sul. 

    Os ventos fortes permaneceram durante todo o dia, com rajadas durante a tarde acima dos 60 km/h em cidades como Panambi (78,4 km/h), Viamão (77 km/h) e Machadinho (75,6 km/h). 

    O acumulado de chuvas nesta sexta-feira foi de 97 milímetros (mm) em Caçapava do Sul. Cidades como Arambaré, Dom Feliciano, Cristal e São Gabriel também registraram mais do que 85 mm de chuva acumulada desde as primeiras horas da manhã.

    Pelotas, que já havia registrado mais de 100 mm ontem, teve nova chuva forte, com 56 mm, patamar próximo ao registrado em Porto Alegre (53,8 mm), Canoas (52 mm) e Bagé (50,8 mm). 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira como foi a sexta-feira (28) dos presidenciáveis

    Confira como foi a sexta-feira (28) dos presidenciáveis

    A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta sexta-feira (28) incluiu sabatinas e debates, além de caminhadas e ações de campanha em diferentes cidades.

    Os concorrentes ao Palácio do Planalto também participaram de panfletagens, encontros com apoiadores, debates em instituições de ensino e participação em feiras e eventos culturais. 

    >> Veja como foi o dia dos candidatos a presidente: 

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos visitou a Favela do Taquaril, em Belo Horizonte.

    No centro da cidade, teve ação com candidatos apoiadores.

    Ele ainda concederá entrevista à imprensa e participará de encontro com integrantes do partido, em um congresso estadual no Minas Ouro Hotel.

    Romeu Zema (Novo)
    Em agenda em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o candidato Romeu Zema se encontrou com lideranças evangélicas.

    Ele voltou a falar que seu primeiro ato, caso seja eleito, será acabar com as bets.

    O candidato ouviu ainda relatos de como milhares de famílias têm sido afetadas pelo vício nas apostas.

    Ronaldo Caiado (PSD)
    No Rio de Janeiro, o candidato Ronaldo Caiado prometeu, se eleito, resgatar a reforma trabalhista e cortar cargos e salários no funcionalismo público.

    “Eu sendo eleito, dia 5 de janeiro, dia da posse, estarei [pronto] com o resgate da reforma trabalhista também que foi totalmente mutilada pelo STF e provocando um problema sério”, afirmou, em evento com empresários e estudantes do programa Jovem Aprendiz, organizado pela Associação Comercial (ACRJ), Fecomércio RJ e Firjan.

    Sobre o fim da escala 6×1, o candidato disse não ser contrário ao direito de uma jornada de trabalho menor, mas que buscará “alternativas” para que nenhuma empresa “seja penalizada”.

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    O candidato Rui Costa Pimenta participou do programa da Causa Operária TV.

    Na sequência, se reuniu com a coordenação de campanha.

    De acordo com a agenda, o candidato viajará à noite para o Rio Grande do Sul, onde inicia no sábado uma série de atividades da campanha.

    Samara Martins (UP)
    A candidata Samara Martins participou de caminhada pelo centro de São Paulo e de debates na Faculdade de Direito da USP e na Universidade Zumbi dos Palmares. 

    Wilson Grassi (Democrata)
    O candidato Wilson Grassi não teve agenda pública de campanha.

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury participou de sabatina dos veículos O Globo, Valor Econômico e CBN, no Rio de Janeiro. 

    Clariana Barão (DC) 
    A candidata Clariana Barão não teve agenda pública de campanha.

    Edmilson Costa (PCB)
    O candidato Edmilson Costa teve agenda no Rio de Janeiro, onde fez panfletagem na porta do edifício da Petrobras e participou do lançamento do livro Fidel: Agora e Sempre.

    Ele defendeu o fim da escala de trabalho 6×1 e propôs a estatização do ensino universitário privado.

    “Nós vamos com essa medida colocar um ensino gratuito e de qualidade para a nossa juventude”, afirmou.

    Flávio Bolsonaro (PL) 
    O candidato Flávio Bolsonaro participa, nesta noite, da sabatina na TV Globo. 

    Hertz Dias (PSTU)
    O candidato Hertz Dias participou de panfletagem no centro de Natal, de uma mobilização de trabalhadores da saúde e de um encontro com apoiadores do PSTU.

    Segundo Hertz Dias, as principais bandeiras de sua campanha são o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e de direitos trabalhistas.

    “A riqueza produzida pelos trabalhadores precisa retornar para quem a produz, e não apenas aumentar os lucros das grandes empresas”, disse.

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 
    Candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma caminhada do Largo do Guarani até o Plano Inclinado, no centro de Salvador. 

    Lula disse que uma de suas prioridades, se reeleito, será ampliar os investimentos em políticas educacionais.

    “Queremos fazer mais investimentos e escolher os cursos que a gente vai investir para que o Brasil possa disputar tecnologia com a China e os Estados Unidos e desenvolver o país”, afirmou.

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    * Colaboraram Douglas Corrêa e Isabela Vieira (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís) e Pedro Peduzzi (Brasília)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • TSE marca julgamento de registros dos candidatos à Presidência

    TSE marca julgamento de registros dos candidatos à Presidência

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para a próxima segunda-feira (31) o início do julgamento virtual dos registros dos candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro.

    O julgamento terá início à meia-noite e ficará aberta até o dia 2 de setembro. Na modalidade virtual, os ministros inserem os votos no sistema eletrônico da Corte e não há deliberação presencial.

    O TSE recebeu 13 pedidos de registros de candidaturas: 

    • Augusto Cury (Avante);
    • Clariana Barão (DC); 
    • Edmilson Costa (PCB);
    • Flávio Bolsonaro (PL);
    • Hertz Dias (PSTU); 
    • Luiz Inácio Lula da Silva (PT); 
    • Pablo Marçal (PRTB); 
    • Renan Santos (Missão); 
    • Romeu Zema (Novo); 
    • Ronaldo Caiado (PSD); 
    • Rui Costa Pimenta (PCO);
    • Samara Martins (UP) e 
    • Wilson Grassi (Democrata).

    Para terem os registros concedidos, os candidatos precisam apresentar documentos para comprovar que estão elegíveis e que não têm pendências com a Justiça Eleitoral.

    No caso de Pablo Marçal, o TSE já determinou que o candidato deve ficar proibido temporariamente de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV.

    Os ministros aceitaram um pedido de liminar protocolado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) para suspender a campanha de Marçal até que o TSE julgue de forma definitiva o registro de candidatura, o que vai ocorrer na próxima segunda-feira. 

    No pedido, o MPE afirmou ao tribunal que Pablo Marçal está inelegível até 2032 por ter sido condenado pela Justiça Eleitoral de São Paulo por ofertar gravações de vídeos para vereadores e prefeitos em troca de doações em dinheiro. O episódio ocorreu nas eleições municipais de 2024.

    Eleições

    O primeiro turno será no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

    O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Bandeira tarifária de energia permanecerá amarela em setembro

    Bandeira tarifária de energia permanecerá amarela em setembro

    A bandeira tarifária permanecerá amarela em setembro, informou nesta sexta-feira (28) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Será mantido o acréscimo nas contas de luz, no próximo mês, para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O custo adicional da bandeira é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

    É o quinto mês consecutivo com a bandeira amarela. Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira se deve ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor, devido ao menor nível dos reservatórios, e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

    “A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados”, disse a Aneel.

    A agência reguladora ressaltou a necessidade do uso consciente da energia elétrica.

    “Pequenas mudanças de hábito podem contribuir para reduzir o consumo e ajudar no controle dos gastos com a conta de luz”, recomenda.

    Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

    As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

    Os valores cobrados são os seguintes: 

    • bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos; 
    • bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido; 
    • bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas, com a tarifa sofrendo acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Dólar sobe a R$ 5,19 após tom mais duro de presidente do Fed

    Dólar sobe a R$ 5,19 após tom mais duro de presidente do Fed

    Em meio à turbulência provocada pelo tom mais duro do Banco Central dos Estados Unidos, o dólar voltou a aproximar-se de R$ 5,20 nesta sexta-feira (28). A bolsa de valores resistiu, garantindo a oitava sessão consecutiva de ganhos.

    Os mercados reagiram à sinalização mais dura do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, sobre a inflação nos Estados Unidos, que elevou as apostas de que o banco central estadunidense poderá aumentar os juros em setembro.

    Principais números

    •     Dólar à vista: R$ 5,196 (0,62%);
    •     Dólar na semana: alta de 1,06%;
    •     Ibovespa: 175.664,62 pontos (0,3%);
    •     Ibovespa na semana: alta de 2,71%.

    Câmbio

    O dólar comercial operou em alta durante praticamente toda a sessão, acompanhando a valorização da moeda estadunidense no exterior após o discurso de Warsh no simpósio de Jackson Hole, encontro anual de presidentes de bancos centrais, nos Estados Unidos.

    A moeda chegou a cair para R$ 5,1581 na abertura, mas ganhou força ao longo da manhã e atingiu a máxima de R$ 5,23, alta de 1,30%, por volta das 13h18. No fim do pregão, desacelerou, encerrando a semana vendida a R$ 5,196 (0,62%).

    Com o resultado desta sexta-feira, o dólar acumulou alta de 1,06% na semana. No ano, porém, a moeda ainda registra queda de 5,34%.

    A valorização da moeda estadunidense ocorreu após Warsh afirmar, em seu primeiro discurso em Jackson Hole, que o Federal Reserve ainda terá trabalho a fazer caso não haja confiança de que a inflação subjacente (que desconsidera preços de alimentos, energia e hipotecas) esteja retornando de maneira clara e suficientemente rápida à meta de 2%.

    A sinalização aumentou os rendimentos dos títulos do Tesouro estadunidense e fortaleceu as apostas de uma eventual alta dos juros nos Estados Unidos em setembro. O título de dois anos do Tesouro estadunidense, particularmente sensível às expectativas para a política monetária do Fed, chegou a subir mais de 0,1 ponto percentual, atingindo rendimento de 4,35%.

    O índice DXY, que acompanha o dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,57% no fim da tarde, aos 99,668 pontos.

    Mercado de trabalho

    No Brasil, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) também influenciaram as expectativas para os juros. O país criou 58.568 vagas formais em julho, abaixo da estimativa das instituições financeiras.

    O dado reforçou a percepção de desaceleração do mercado de trabalho e aumentou as apostas de que o Banco Central poderá reduzir a Taxa Selic (juros básicos da economia) em setembro. A expectativa predominante é de um corte de 0,25 ponto percentual, para 13,75%, com possibilidade de uma nova redução em novembro.

    A Selic está atualmente em 14% ao ano, enquanto a taxa básica de juros dos Estados Unidos está na faixa de 3,50% a 3,75%. A diferença entre os juros dos dois países é um dos fatores que influenciam o fluxo internacional de recursos e, consequentemente, o câmbio.

    Ibovespa 

    Principal índice da B3, o Ibovespa também encerrou o pregão em alta, embora tenha perdido força depois da divulgação do discurso de Warsh. O índice chegou a superar os 176 mil pontos no início da sessão, mas fechou aos 175.664,62 pontos, com alta de 0,30%.

    Foi a oitava alta consecutiva do Ibovespa. Na semana, o índice acumulou valorização de 2,71%. Em agosto, porém, ainda registra queda de 1,31%. No acumulado de 2026, a alta chega a 9,02%.

    Os dados da B3 também mostram entrada líquida de recursos estrangeiros na bolsa paulista. Até o último dado disponível, o saldo positivo nos quatro pregões anteriores somava R$ 1,3 bilhão. No acumulado de agosto, entretanto, o fluxo estrangeiro ainda está negativo em R$ 18,7 bilhões.

    Bolsas estadunidenses

    Em Nova York, os principais índices acionários encerraram a sexta-feira em baixa, pressionados pela perspectiva de uma política monetária mais restritiva do Federal Reserve. O Nasdaq foi o mais afetado, depois de avançar mais de 1% na sessão anterior.

    O Dow Jones, das empresas industriais, caiu 0,02%, aos 53.559,99 pontos. O S&P 500, das 500 maiores empresas, recuou 0,25%, para 7.711,73 pontos. O Nasdaq, das empresas de tecnologia, teve queda de 0,52%, aos 26.402,42 pontos.

    A reação dos mercados estadunidenses refletiu principalmente a perspectiva de que o Fed poderá manter uma postura mais rígida diante da inflação. A alta dos rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos reduziu o apetite por ativos de maior risco e contribuiu para a queda das bolsas no país.

    * Com informações da Reuters

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Isaquias Queiroz fica longe do pódio do Mundial de canoagem na Polônia

    Isaquias Queiroz fica longe do pódio do Mundial de canoagem na Polônia

    Cinco vezes medalhista olímpico, o brasileiro Isaquias Queiroz ficou longe do pódio da prova C1 1000 do Campeonato Mundial de Canoagem de velocidade em Poznan (Polônia). Nesta sexta-feira (28), o canoísta baiano de 32 anos cruzou a linha de chegada da final na última posição (9º lugar).

    Houve empate na chegada com dois atletas cravando o mesmo tempo: 4min07s44. A medalha de ouro foi dividida entre o tcheco Martin Fuksa, atual campeão olímpico, e o húngaro Daniel Fejes. O bronze ficou com o ucraniano Zakhar Tarnovschi (4min08s74).

    “Eu sabia que ia ser uma prova difícil. Lógico que queria o pódio, mas fico feliz pelo que fiz aqui. Esse ano está sendo meio complicado para mim, diferente. Tive que fazer cirurgia no olho, problema também no quadril que não me deixava correr — revelou Isaquias em entrevista ao Sportv.

    “Foi uma prova bem difícil no começo. Tinha muito, muito vento. Mas o ritmo é bem mais difícil na final, é outra pegada, ninguém tem mais nada a perder. Tentei acompanhar, mas a falta de ritmo pesa muito”, lamentou o baiano, que assegurou presença na final com o segundo melhor tempo (4min23s65) das baterias das semifinais.

    Isaquias coleciona 14 medalhas em Mundiais – sete de ouro tanto em provas C1 1000 quanto em C1 500m e C2 1000 (ao lado de Erlon Silva – entre 2013 e 2022. Ele foi finalista na edição de 2023, mas não levou medalha e não competiu no Mundial de 2025 em razão de uma gripe. O brasileiro soma ainda cinco pódio olímpicos (três na Rio 2016, ouro em Tóquio 2020 e prata em Paris 2024). 

    O canoísta baiano volta a competir neste sábado (29), às 9h30 (horário de Brasília) na final do C1 500m com transmissão ao vivo no canal do Time Brasil no YouTube.

    Outros resultados

    Também baiano, Gabriel Nascimento ficou a 24 centésimos de conquistar o bronze no mundial na final da prova C1 200m. O atleta de 20 anos, apontado como o sucessor de Isaquias Queiroz, cruzou a linha de chegada em quarto lugar, como tempo de 41s19. O ouro ficou com o polonês Oleksii Koliadych (40s95), seguido do uzbeque Artur Guliyev (41s05), com a prata, e o bielorrusso Andrei Zholobov (41s15), com o bronze.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original