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  • Caminhos da Reportagem aborda construção da identidade parda

    Caminhos da Reportagem aborda construção da identidade parda

    O programa Caminhos da Reportagem desta segunda-feira (31) aborda o tema A Cor do Meio, uma investigação sobre como a identidade parda foi construída ao longo da história do Brasil e como essas pessoas ocupam, hoje, os vários espaços da sociedade.

    A premiada atração da TV Brasil vai ao as às 23h e traz traz entrevistas com especialistas, acadêmicos, pensadores e pessoas comuns que ajudam a entender essa identidade que reúne diferentes tons, povos e culturas.

    No Brasil, mais de 90 milhões de cidadãos se declararam pardas no Censo de 2022, o que representa entre quatro e cinco de cada dez pessoas e a maioria delas está na Região Norte, onde se concentra 67,2% da população autodeclarada. É nessa região também que se encontram mais indígenas no país: 45% de quem se identifica com essa cor.

    “A Região Norte é majoritariamente habitada, tradicionalmente, por grupos indígenas. Muitos que não querem se identificar como indígenas, acabam incorporando a identidade parda. Muitas vezes até por uma questão de sobrevivência, para evitar massacres, para evitar opressões”, explica Gersem Baniwa, professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília.

    Já para o filósofo, ambientalista e líder indígena, Ailton Krenak, a invenção do pardo é um truque colonial: 

    “Essa disputa na nossa história colonial de quem é pardo, quem é preto, quem é branco, quem é mulato, quem é indígena, é uma disputa política. É uma disputa política que os indígenas não entraram. E por isso eles perderam e passaram a ser chamados de pardos para que eles não pudessem reivindicar território, porque pardo não reivindica território.”

    Pretos e pardos são os que mais abandonam os estudos antes de chegar ao ensino superior: são três em cada cinco brasileiros. Uma realidade que vem mudando graças às ações afirmativas, como as cotas raciais, que destinam percentuais de vagas a pretos, pardos, indígenas e quilombolas.

    Na contramão das estatísticas, a assistente social Luiza Carvalho sabe bem o que é conviver com o preconceito desde criança.

    “Eu lembro de receber essa orientação, nitidamente. Que eu tinha que colocar o pregador no nariz, porque senão ia ficar largo. De controlar o meu consumo de café e Coca-Cola, dizendo que se eu consumisse mais, eu iria ficar mais escura.”

    Hoje, ela se orgulha de ter conquistado uma carreira acadêmica driblando preconceitos:

    “Eu acabei de concluir o doutorado, mas foi extremamente cansativo, eu quase desisti. Eu fui a única pessoa [negra] da minha seleção de doutorado. E eu sou uma mulher parda. Se isso não diz nada pra sociedade, sabe? Não é sobre ter vagas apenas. Mas é sobre quem consegue chegar a fazer essa seleção”.

    Para o presidente do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais, Helio Santos, essas políticas devem sempre ser inclusivas.

    “Para cada cem afro-brasileiros, oitenta e dois são pardos e dezoito são pretos. Dentro dessa categoria, o pardo, vai ter uma elasticidade de tom de pele muito grande. Então, quando a pessoa tem uma dúvida, significa que ela deve ser incluída. Porque eu não tenho nenhuma dúvida quando estou diante de um branco”.

    Mas a questão da identidade parda passa por outros recortes, como a do apagamento social. “Quando a gente pensa em como a categoria parda se constituiu, foi justamente para esvaziar o ingrediente africano e indígena”.

    A historiadora Ana Flávia Magalhães chama atenção para como o racismo se mantém até hoje no país:

    “No Brasil não existe racismo porque os negros sabem o seu lugar. Quando se diz isso, o que está se justificando? Aqui a gente não tem problema porque há um pacto de silêncio sobre isso. Embora todo mundo saiba o que cor e origem significam nesse país, né?” 

    Gustavo Amora é pesquisador e precisou recorrer à justiça para garantir seu direito de ingressar em concurso público por meio das cotas raciais: “Fiz a prova, depois fui chamado para uma banca de heteroidentificação”.

    Após a avaliação ele teve o pedido indeferido. “Fui a público, ingressei na justiça e depois pautei a imprensa. E a partir da primeira reportagem, centenas de pessoas do Brasil inteiro começaram a me procurar. Então a gente se organizou num grupo com aproximadamente 150 pessoas”.

    Gustavo ganhou a causa na justiça, mas ainda aguarda para assumir o cargo. Para ele, a união de candidatos negros não reconhecidos pelas bancas pressionou por mudanças na heteroidentificação dos concursos públicos.

    Mas garantir a representatividade de pessoas pardas no Brasil exige ações coordenadas em diversas frentes sociais, institucionais e políticas. E essa mudança também passa pela educação.

    Uma escola pública de Ceilândia, na região administrativa de Brasília, trabalha conteúdos antirracistas durante todo o ano em sala de aula. É o que explica a orientadora educacional Eliane dos Santos: “a gente voltou de novo na Lei 10.639. A lei tem mais de 20 anos, então por que isso não é feito? A gente não precisa de mais leis, a gente precisa de coisa efetiva, vamos mostrar o que dá pra fazer”.

    Na escola, são feitas diversas atividades em que os professores mostram para as crianças que não existe apenas uma cor de pele. Um aprendizado que a aluna Ana Luisa Souza, de 10 anos, diz que já experimenta na prática:

    “Eu acho minha cor bonita. E não pode uma pessoa falar que a cor da outra pessoa que é feia. Acho isso errado.”

    Conhecimento que enche de orgulho os educadores da escola, como Eliane. “É muito transformador, dá esperança para a gente ver que é uma geração diferente e faz valer a pena o trabalho da gente. E você descobrir que tem cor de pele, te fazer sentir orgulho disso, não querer ser igual o outro. E a criança branca também, aprende a respeitar a criança negra e a entender que a diversidade é legal, porque tudo é aprendido”.

    Ficha técnica

    Reportagem: Carina Dourado
    Apoio à reportagem: Thiago Padovan, Vitor Abdala
    Produção: Carol Oliveira
    Reportagem cinematográfica: Robson Moura, Sigmar Gonçalves
    Auxílio técnico: Alexandre Souza, Jairom Rio Branco
    Apoio à reportagem cinematográfica: Amâncio Ronqui, JM Barboza, André Rodrigo Pacheco, Manoel Lenaldo
    Colaboração técnica: Thiago Pinto, Thyago Pignata, Rafael Carvalho
    Edição de texto: Cintia Vargas
    Edição e finalização de imagem: Rivaldo Martins
    Arte: Aleixo Leite, Caroline Ramos, Wagner Maia

    Sobre o programa

    No ar desde 2008, o Caminhos da Reportagem é uma das produções jornalísticas brasileiras mais prestigiadas pelo público e pela crítica. No final de 2025, o programa da TV Brasil ultrapassou a marca de 100 prêmios recebidos.

    Os reconhecimentos atestam a relevância editorial, a qualidade jornalística e o compromisso da equipe com reportagens aprofundadas sobre os mais variados temas de interesse público.

    Exibido às segundas, às 23h, o Caminhos da Reportagem tem horário alternativo na madrugada para terça, às 2h30. A produção disponibiliza as edições especiais no site e no YouTube da emissora pública.

    As matérias anteriores também estão no aplicativo TV Brasil Play, disponível nas versões Android e iOS, e no site.

    Ao vivo e on demand    

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone.

    O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

    Serviço

    Caminhos da Reportagem – A Cor do Meio. Segunda-feira (31/8), às 23h30, na TV Brasil – com reprise na madrugada de segunda (31/8) para terça-feira (1º/9), às 03h.

    TV Brasil na internet e nas redes sociais:
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    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Defesa Civil reconhece situação de emergência em seis cidades do Sul

    Defesa Civil reconhece situação de emergência em seis cidades do Sul

    A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu situação de emergência em seis municípios da Região Sul atingidos por granizo e chuvas intensas nos meses de julho e agosto. 

    A Portaria nº 2.808, publicada no Diário Oficial da União, cita os estados e as cidades de:

    • Paraná
      Marquinho;
       
    • Rio Grande do Sul
      Bom Retiro do Sul, Caseiros, Jari e Rolante; 
       
    • Santa Catarina
      Bocaina do Sul.

    De acordo com a portaria, os municípios de Marquinho e Caseiros registraram danos provocados por granizo. Bom Retiro do Sul, Jari, Rolante e Bocaina do Sul foram atingidos por episódios de chuvas intensas.

    Ajuda federal

    Cidades com o reconhecimento federal de situação de emergência podem solicitar ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional recursos para ações de defesa civil. 

    O pedido deve ser feito por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). 

    Com base nas informações enviadas nos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados.

    Entre as iniciativas que podem receber recursos estão assistência humanitária à população afetada, aquisição de cestas básicas, distribuição de água potável, fornecimento de kits de higiene e limpeza, além da execução de trabalhos emergenciais para restabelecimento de serviços essenciais.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Receita paga nesta segunda último lote de restituição do IR 2026

    Receita paga nesta segunda último lote de restituição do IR 2026

    Cerca de 500 mil contribuintes recebem, nesta segunda-feira (31), o quarto e último lote de restituição do Imposto de Renda 2026. Ao longo do dia, a Receita Federal liberará R$ 1,24 bilhão a 521.935 pessoas. O pagamento também contempla restituições residuais de anos anteriores.

    A consulta está disponível desde o último dia 24, na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

    Do R$ 1,24 bilhão desse lote, R$ 704,12 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

    As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

    • 338.912 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);
    • 86.873 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);
    • 43.502 contribuintes não prioritários;
    • 26.769 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);
    • 16.850 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
    • 9.029 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).

    Menos lotes

    Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.

    Os dois primeiros lotes de 2026, de maio e de junho, representaram 80% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes. Segundo o Fisco, a agilidade no processamento das declarações e no avanço das ferramentas de modernização e automação permitiram a concentração dos pagamentos nos dois primeiros lotes.

    Pagamento

    O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.

    Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.

    Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

    Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Caixa paga Bolsa Família de agosto a beneficiários com NIS de final 0

    A Caixa Econômica Federal conclui nesta segunda-feira (31) o pagamento da parcela de agosto do Bolsa Família. Receberão o benefício os cadastrados com Número de Inscrição Social (NIS) de final 0.

    Neste mês, 19,3 milhões de famílias foram beneficiadas, com o valor médio do benefício em R$ 678,35.

    Os moradores de 186 municípios de sete estados receberam o crédito no último dia 18, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficiou localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas (3 municípios), Bahia (15), Paraíba (31), Paraná (5), Rio Grande do Norte (122), Roraima (6) e Sergipe (4).

    >> Lista dos municípios com pagamento unificado

    O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais: O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

    No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

    Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

    Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.

    Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

     


    Bolsa Família Agosto 2026 . Foto: Arte/ EBC
    Bolsa Família Agosto 2026 . Foto: Arte/ EBC

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Jacky Godmann e Gabriel Nascimento são prata no Mundial de Canoagem

    Jacky Godmann e Gabriel Nascimento são prata no Mundial de Canoagem

    Jacky Godmann e Gabriel Nascimento conquistaram a prata no C2 500m neste domingo (30). Essa medalha e o ouro de Isaquias Queiroz no C1 500m, no sábado (29), foram os pódios brasileiros no torneio. 

    Na final do C2 500m, a dupla verde e amarela fez uma prova forte e terminaram na segunda colocação, com o tempo de 1min39s81, apenas 58 centésimos atrás dos campeões, os atletas independentes Zakhar Petrov e Ivan Shtyl, que marcaram 1min39s23.

    Foi o primeiro pódio mundial sênior da dupla e também a primeira medalha do Brasil em um Mundial de canoagem velocidade sem Isaquias Queiroz.

    O Brasil levou mais seis medalhas na Paracanoagem, sendo quatro pratas e dois bronzes.

    Com o resultado, a delegação terminou o Mundial com 1 ouro, 5 pratas e 2 bronzes: na sétima colocação geral do quadro de medalhas.

    A primeira medalha do dia no Mundial de Paracanoagem veio com Fernando Rufino. O Cowboy foi vice-campeão mundial no KL2M200m.

    Em uma final extremamente equilibrada, o brasileiro completou a prova em 42s79, apenas três centésimos atrás do australiano Curtis McGrath, que levou o ouro com 42s76.

    Na sequência, o Brasil voltou ao pódio no KL3M200m, em uma dobradinha nacional. Gabriel Porto conquistou a medalha de prata, com 39s91. Logo atrás, Miqueias Rodrigues ficou com o bronze, com 40s68.

    O ouro da prova foi para o georgiano Serhii Yemelianov, que marcou 39s82.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Depois da COP17, Brasil é cobrado a efetivar metas de restauração

    Depois da COP17, Brasil é cobrado a efetivar metas de restauração

    A meta do governo brasileiro de restaurar 163 mil quilômetros quadrados de terras degradadas até 2030 foi elogiada pelas Nações Unidas e por organizações da sociedade civil.

    A promessa, no entanto, vem acompanhada de cobranças para que ela seja tirada do papel e solucione os problemas enfrentados pelo país.

    A especialista em sistemas alimentares da WWF Global, Luiza Soares, chamou a meta brasileira de “ambiciosa”, mas que ela precisa ser traduzida em resultados concretos.

    “Implementar esses objetivos requer uma abordagem integrada no uso da terra, que significa colocar ao mesmo lado a conservação e a restauração dos ecossistemas, a recuperação da produtividade de áreas degradadas, o manejo sustentável do solo e a transformação dos sistemas alimentares agrícolas”, diz.

    “Pessoas que vivem e dependem dessas terras devem ser incluídos de maneira significativa, especialmente nos lugares onde a degradação afeta diretamente a segurança alimentar e hídrica, os meios de subsistência e a natureza”, complementa.

    O conselheiro executivo da Rede para Restauração da Caatinga (ReCaa), Pedro Sena, disse que a sociedade deve acompanhar e fiscalizar o compromisso assumido pelo país durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulaanbatar, capital da Mongólia, nas últimas duas semanas.

    “A partir de agora, nosso foco deve ser monitorar a situação de perto, para que possamos avaliar e entender, ano a ano, como estamos evoluindo em relação aos nossos compromissos de conservação do solo”, avalia.

    O especialista do Instituto Escolhas, Rafael Giovanelli, afirma que a meta foi apresentada com 11 anos de atraso e que, agora, o momento é de acelerar o trabalho. 

    “O Brasil, precisa fortalecer a estrutura administrativa e orçamentária para tirar essa meta do papel. Para isso, a proposta do Instituto Escolhas é a regulamentação da recém-aprovada Lei de Recuperação da Vegetação da Caatinga e a criação de uma Secretaria Especial de Recuperação da Caatinga e Combate à Desertificação, vinculada à Presidência da República, com status de ministério, orçamento e quadro funcional adequado à missão”, analisa.

    Compromisso em números

    A restauração prometida pelo Brasil faz parte das metas de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN, na sigla em inglês), um compromisso voluntário estabelecido por mais de 130 países que fazem parte da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD).

    Para chegar ao número de 163 mil km², estão previstas iniciativas para recuperar a vegetação nativa, investimento em sistemas agroflorestais, além de ações em unidades de conservação, territórios indígenas, áreas de preservação permanente e bacias hidrográficas.

    Para cumprir as metas LDN, os países precisam aumentar ou manter a quantidade de terras saudáveis e produtivas em seu território.

    O Brasil usa como referência o ano de 2020, quando detinha 55,7 milhões de hectares com tendência à degradação. Ou seja, para cumprir o compromisso de neutralidade, precisa chegar em 2030 com, pelo menos, o mesmo número.

    Também estão previstas ações de prevenção, conservação e manejo sustentável em outros 3,51 milhões de km². Assim, o número oficial das metas LDN é de 3,67 milhões de km², por incluir tanto a área de restauração quanto à de conservação.

    Caatinga em destaque

    O Consórcio Nordeste, que reúne os nove governos da região, foi à COP17 para apresentar projetos de restauração da Caatinga e tentar ampliar os investimentos no semiárido. O grupo assinou um memorando de entendimento com a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) para dar maior visibilidade ao bioma.

    Por meio dele, a expectativa é que haja mais cooperação técnica, acesso a metodologias e instrumentos globais de neutralidade da degradação da terra e que o Nordeste seja incluído em novas redes mundiais de regiões secas.

    O secretário executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, vê o documento como um passo importante para aumentar o protagonismo da região.

    “Estamos confiantes de que, a partir dele, teremos mais canais e caminhos abertos para concretizar os projetos e as ações do Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica. Com isso, colaborar com o mundo para reduzir emissão de carbono e degradação da terra”, disse Gabas.

    A secretária adjunta da UNCCD, Andrea Meza, destacou o papel que o Brasil vem desempenhando em construir soluções para os problemas da terra.

    “O Nordeste é um território fundamental para fortalecer uma rede de políticas de combate à desertificação, restauração de terras e resiliência climática. Estamos muito satisfeitos com a formalização dessa cooperação”, disse Meza.

    *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Sem acordo contra secas, comunidades vão sofrer, avaliam especialistas

    Sem acordo contra secas, comunidades vão sofrer, avaliam especialistas

    Inacreditável. Frustrante. Sabor amargo. Essas foram algumas das palavras usadas por organizações ambientais, representantes da sociedade civil e outros especialistas para avaliar os resultados da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que terminou nesta sexta-feira (28) em Ulaanbaatar, capital da Mongólia.

    A principal decepção foi o novo adiamento do acordo global para enfrentar as secas e os impactos que isso trará sobre as comunidades.

    O especialista do Instituto Escolhas, Rafael Giovanelli, disse que os governos falharam ao jogar para a COP18, no Egito, novas discussões sobre o problema.

    “Isso deixa um sabor amargo, porque a COP termina sem decisões substanciais para lidar com as secas”, disse.

    O representante da organização Wetlands Internacional, Richard Lee, disse que a falta de consenso acontece justamente quando o número de desastres pelo mundo não para de crescer.

    “É inacreditável. Neste ano, a Europa sofre com uma seca histórica e os níveis de água caíram a patamares recordes no Rio Colorado, nos Estados Unidos. O chamado Super El Niño traz riscos de secas devastadoras do Sul da África até a Amazônia”, avalia Richard.

    “Nós acreditávamos que esse cenário forçaria os governos de todo o mundo a agir. Estávamos errados. Adiar a decisão sobre as secas em mais dois anos custará mais do que tempo: comunidades e economias em todo o mundo vão pagar o preço”, complementa.

    A especialista em políticas de água da WWF Global, Christine Colvin, aposta na ação conjunta de alguns governos, sociedade civil e instituições financeiras para que o combate às secas tenha algum progresso. Porém, destaca que iniciativas isoladas não são o suficiente.

    “É profundamente frustrante que a ambição sobre a seca tenha se esvaziado na COP17. Não foi entregue um resultado significativo e não temos uma base forte para que possamos construir ações”, avalia Christine.

    Acordo global sobre secas

    A proposta de criar um mecanismo multilateral para enfrentar de forma coordenada as secas é defendida por africanos há, pelo menos, três conferências. Historicamente, o continente é um dos mais afetados pelo problema.

    Isso demandaria ajuda financeira para os países mais vulneráveis serem capazes de se antecipar e se recuperar dos eventos extremos. Eles entendem que instrumentos internacionais, como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), são estruturados sob o tema de degradação das terras, algo mais amplo do que a seca.

    Os países mais ricos, porém, não querem se comprometer com um acordo obrigatório e defendem adesão voluntária. A União Europeia não quer se comprometer com gastos externos, principalmente quando precisa enfrentar crises recentes de seca no próprio território.

    Iniciativas paralelas

    Iniciativas paralelas lançadas durante a COP17 tentam lidar com o problema das secas. É o caso do Mecanismo de Investimento para Resiliência à Seca (DRIF), a primeira plataforma global de financiamento dedicada exclusivamente ao tema.

    Criada pela UNCCD e por Luxemburgo, com apoio da Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (IDRA), a iniciativa pretende mobilizar até US$ 400 milhões em recursos públicos e privados.

    Os investimentos deverão ser direcionados para segurança hídrica, agricultura sustentável, soluções baseadas na natureza e recuperação de terras.

    Outra novidade foi a segunda fase do Observatório Internacional de Resiliência à Seca (IDRO), que apresentou o primeiro Índice de Resiliência à Seca (DRI). A ferramenta pretende ajudar os países a avaliar sua capacidade de antecipar, se preparar e se adaptar aos períodos de escassez de água.

    *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Parapan-Pacífico: nadadora Alessandra quebra recorde mundial

    Parapan-Pacífico: nadadora Alessandra quebra recorde mundial

    O Brasil fechou mais um dia de disputas do Parapan-Pacífico com excelentes resultados.

    Neste sábado (29), na cidade de Walnut (Estados Unidos), foram três ouros, duas pratas e dois bronzes, com direito a um recorde mundial da paulista Alessandra Oliveira, nos 100 metros peito, classes S4-9 e S11-14. 

    As provas do Parapan-Pacífico são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC).

    Recorde mundial e dobradinha

    O recorde mundial da brasileira veio na prova dos 100m peito, classes S4-9 e S11-14. Alessandra cravou 1min40s63. 

    A marca foi suficiente para Alessandra somar 1.033 pontos na prova, ficando com a prata.

    O ouro foi para outra brasileira, a paulista Beatriz Flausino.

    Mais dobradinhas

    Nos 50m costas, classes S1-S5, o paulista Samuel Oliveira ficou com o ouro, e o mineiro Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, ficou com a medalha de bronze. 

    Nos 50m peito S3 (limitação físico-motora), a mineira Patrícia Pereira conquistou a medalha de ouro. A fluminense Lídia Cruz ficou com o bronze.

    Mais uma prata com Lídia Cruz

    Lídia Cruz ainda garantiu a prata nos 50m costas, classes S2-S5, com o tempo de 49s61.

    A norte-americana Katie Kubiak, com 40s18 e 1045 pontos ficou com o ouro, estabelecendo o novo recorde das Américas. Leanne Smith, também dos EUA, completou o pódio.

    O Brasil participa do evento com uma equipe de 16 nadadores no Parapan-Pacifico até esse domingo (30).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Grupo de 20 pessoas fica à deriva no Rio e é resgatado pelos bombeiros

    Um grupo de 20 pessoas, entre 20 e 67 anos, ficou à deriva no mar no Rio de Janeiro, na região da Barra da Tijuca, neste domingo (30) após mudança do vento. O grupo já foi resgatado por equipes de bombeiros.

    De acordo com a corporação, algumas estavam em cinco pranchas de stand up paddle e outras estavam a nado. O destino eram as Ilhas Tijucas. Na travessia, o grupo foi levado pelo vento para longe da rota prevista em direção a São Conrado, bairro vizinho à Barra, o que dificultou o retorno à praia.

    “As pessoas já estavam a uma distância considerável da faixa de areia quando um dos participantes acionou o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193”. Os bombeiros foram acionados e resgataram o grupo em jet skis. 

    Conforme a nota dos bombeiros, o grupo passou por avaliações médicas e estava em boas condições, sem necessidade de encaminhamento para unidade hospitalar. 

    Previsão do tempo

    Segundo o sistema Alerta Rio da Prefeitura, a cidade teve registro de ventos fortes no início da manhã de hoje na estação Forte de Copacabana, na zona sul, e de ventos moderados nas estações da Marambaia e na Vila Militar, na zona oeste.

    Nesta segunda-feira (31), a previsão é de nebulosidade variada na capital do Rio e sem chuva, mas entre terça (1°) e quarta-feira (2), a passagem de uma frente fria vai modificar as condições do tempo.

    “O céu estará predominantemente nublado e há previsão de pancadas de chuva moderada/forte acompanhadas de raios entre a tarde de terça-feira e a madrugada de quarta-feira, passando a chuva fraca a moderada isolada a partir do período da manhã de quarta”, informou, destacando que as temperaturas vão baixar.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ferroviária é campeã brasileira sub-17 feminina

    Ferroviária é campeã brasileira sub-17 feminina

    A Ferroviária conquistou o título de campeã brasileira de futebol sub-17 de 2026. Na manhã deste domingo (30), com transmissão ao vivo da TV Brasil, a equipe paulista venceu as gaúchas por 2 a 1, no Passo D’Areia, em Porto Alegre, e confirmou a taça depois do 4 a 4 na partida de ida em São Paulo.

    As Guerreiras Grenás saíram na frente aos 15 minutos de jogo. Marcelinha foi no fundo e cruzou, Evelyn, livre, abriu o placar. O empate colorado veio aos 5 minutos da etapa fjnal.

    Depois do erro na saída de bola das adversárias, Lara Lay tocou para a artilheira do Brasileirão sub-17, Laurinha: 1 a 1.

    Aos 35 minutos da etapa final, Sofia, de longe, venceu a goleira e definiu o campeonato: 2 a 1.

    Líder do Grupo E na primeira etapa, a Ferroviária dominou as rivais Avaí-Kindermann, Adergs e Remo com seis triunfos e saldo de 36 gols.

    Na etapa anterior, passaram pelo São Paulo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original