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  • Escolas do Grupo Especial começam a escolher sambas-enredo

    Escolas do Grupo Especial começam a escolher sambas-enredo

    As 12 escolas de samba do Grupo Especial começam a definir nesta sexta-feira (4) os sambas-enredo que vão levar para a Avenida Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2027. A Portela dá a largada, com a escolha do samba nesta sexta-feira (4), a partir das 21h, na quadra da escola, prestando homenagem ao compositor Monarco, baluarte da escola de Madureira.

    No sábado (6), duas escolas farão a seleção final dos sambas-enredo: a Estação Primeira de Mangueira e a Mocidade Independente de Padre Miguel. A Mangueira vai levar para a Avenida o enredo: “Oyá por Nós”, desenvolvido pelo carnavalesco Sidnei França.  O tema aborda a ancestralidade, a força e a cultura afro-brasileira ligadas à divindade Oyá (Iansã), orixá dos ventos, das tempestades, dos raios e do fogo na mitologia iorubá e nas religiões afro-brasileiras.

    A Mocidade Independente de Padre Miguel apresentará o enredo “Latinamente Independente – Nosso norte é o Sul em Remanifesto”. O enredo representa um manifesto político, artístico e cultural pelo protagonismo da América Latina. Baseia-se na famosa obra “América Invertida” (1943), do artista uruguaio Joaquín Torres García, que desenhou o mapa do continente com o Sul para cima.

    Transmissão

    É a primeira vez que as disputas chegam à casa de milhares de brasileiros simultaneamente. As finais, antes transmitidas de maneira avulsa por parte das escolas, também estão sendo projetadas de forma pioneira. A iniciativa é da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). A disputa dos sambas será transmitida no YouTube.

    “É muito significativo ver que a Rio Carnaval TV já está conseguindo levar a experiência das quadras para pessoas que estão em outros estados e até fora do país, diz Gabriel David, presidente da Liesa. 

     Segundo ele, as escolas estão sempre de portas abertas e lotadas recebendo suas comunidades e os apaixonados, de perto ou de longe. “Agora, elas também dão as boas-vindas a uma legião de espectadores virtuais”.

     Finais

    A sequência de finais dos sambas-enredo prossegue na semana que vem, com Beija-Flor (10 de setembro), Vila Isabel (11), Salgueiro e Unidos da Tijuca (12).

    Depois, vêm Imperatriz Leopoldinense e União de Maricá (18), Viradouro (19) e Grande Rio (20), encerrando o calendário.

    Confira a agenda:

    Portela – Sexta-feira, 04/09
    Mangueira e Mocidade – Sábado, 05/09
    Beija-Flor – Quinta-feira, 10/09
    Vila Isabel – Sexta-feira,11/09
    Salgueiro e Unidos da Tijuca – Sábado, 12/09
    Imperatriz e Maricá – Sexta-feira, 18/09
    Viradouro – Sábado, 19/09
    Grande Rio – Domingo, 20/09

    O desfile oficial das escolas da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) na Marquês de Sapucaí será nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro de 2027, com a apresentação de quatro escolas por noite. Veja a ordem do desfile:

    Domingo (7 de fevereiro de 2027)

    União de Maricá (Campeã da Série Ouro)

    Beija-Flor de Nilópolis

    Paraíso do Tuiuti

    Unidos de Vila Isabel

    Segunda-feira (8 de fevereiro de 2027)

    Mocidade Independente de Padre Miguel

    Unidos da Tijuca

    Acadêmicos do Salgueiro

    Imperatriz Leopoldinense

    Terça-feira (9 de fevereiro de 2027)

    Portela

    Unidos do Viradouro

    Acadêmicos do Grande Rio

    Estação Primeira de Mangueira

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Seca na Amazônia atingiu 38% das áreas habitadas no último El Niño

    Seca na Amazônia atingiu 38% das áreas habitadas no último El Niño

    Mais de um terço (38%) das ocupações humanas existentes na Amazônia tiveram alta exposição aos efeitos do El Niño de 2024, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira (4) pelo Mapbiomas. Entre as 5.673 localidades habitadas na região, 2.172 sofreram de forma intensa com o fenômeno.

    O El Niño se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical e provoca alteração na circulação atmosférica, tornando os volumes de chuvas irregulares. Na Amazônia, ele causa seca e aumento na temperatura.

    Diante da previsão meteorológica de que o fenônemo será especialmente forte neste ano ─ um “Super El Niño” ─, os pesquisadores cruzaram dados sobre a chuva e a superfície de água sobre a terra para mostrar como a Amazônia foi afetada na última ocorrência do evento climático.

    No período entre setembro e novembro de 2024, a superfície de água na Amazônia ficou 1,9 milhão de hectares abaixo da média histórica dos anos de 1985 a 2025. O volume de chuva também foi inferior, ficando 27% abaixo da média.

    A temperatura máxima média durante esses três meses também teve uma alta significativa, 2,6ºC acima do que é historicamente observado no mesmo período.

    “Menos chuva e temperaturas mais elevadas aumentam a demanda evaporativa na atmosfera, favorecendo a perda de água do solo e o estresse hídrico da vegetação”, aponta o pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Bruno Ferreira, da equipe da Amazônia do MapBiomas.

    Populações

    O estudo também observou os efeitos do fenômeno sobre diferentes tipos de ocupação humana, como núcleos urbanos, rurais, territórios indígenas, quilombolas, assentamentos e outras categorias.

    De acordo com os pesquisadores, as populações desses lugares foram fortemente atingidas pelos efeitos do El Niño, já que 93% dos locais analisados, 5.273 localidades, ficam a uma distância de até 5 quilômetros das áreas que sofreram redução da superfície de água, aponta o estudo.

    “A seca também se manifesta na redução dos níveis dos rios, com consequências para o transporte, o acesso à água, a pesca e outras atividades que dependem dos sistemas fluviais”, destaca Bruno Ferreira.

    Os dados de cobertura e uso da terra complementam os fatores de exposição do bioma, já que ao longo dos 41 anos da série histórica do estudo sobre o tema, foram perdidos 3,9 milhões de hectares de vegetação nativa, o que equivale a uma redução de 14% da cobertura verde existente anteriormente.

    No estudo, além dos dados da Coleção 11 do Mapbiomas sobre Cobertura e Uso da Terra, os pesquisadores trabalharam com a Coleção 5 sobre Água, e a coleção beta sobre Atmosfera. Também foram usados dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre as áreas habitadas e informações do Painel El Niño, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Bancos não terão atendimento presencial no feriado da Independência

    Bancos não terão atendimento presencial no feriado da Independência

    As agências bancárias estarão fechadas na próxima segunda-feira (7), feriado da Independência. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o atendimento presencial ao público segue normalmente na terça-feira (8) nas localidades onde não haja feriado estadual ou municipal ou ponto facultativo.

    A instituição esclarece que as operações financeiras podem ser realizadas com total segurança e conveniência pelos canais digitais dos bancos. Além disso, os clientes podem recorrer ao suporte por telefone e aos correspondentes bancários.

    As salas de autoatendimento poderão estar disponíveis em algumas localidades, a critério de cada instituição.

    As compensações bancárias não serão efetivadas durante o dia 7 de setembro, incluindo a TED. Já o PIX, que funciona 24 horas todos os dias úteis e feriados, poderá ser feito normalmente.

    Boletos de cobrança e contas de consumo – água, energia, telefone, entre outros – com vencimento no feriado poderão ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil. Boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos via Débito Direto Autorizado.

    “No caso dos tributos e impostos, caso vençam nos dias em que não há compensação bancária, é necessário que o pagamento seja antecipado, para evitar a incidência de juros e multa, lembrando que o sábado não é considerado dia útil e, por essa razão, não há liquidação financeira”, alertou a Febraban.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rádio MEC apresenta tributo ao compositor Francisco Mignone

    Rádio MEC apresenta tributo ao compositor Francisco Mignone

    Para marcar os 40 anos de saudades do compositor Francisco Mignone (1897-1986), o Sala de Concerto desta sexta (04) transmite um recital com prelúdios, valsas e canções do homenageado. O programa vai ao ar na Rádio MEC, às 17h, com a apresentação musical dos pianistas Marcos Leite e Rogério Duarte e do tenor Renato Lima.
     
    Durante o Sala de Concerto, um seleto repertório vai lembrar e celebrar a obra de Mignone: Seis Prelúdios (Completos); Valsas de Esquina: nos.4,8,6 e 3; Lenda Sertaneja n.2; ⁠4 Peças Brasileiras (Maroca, Maxixando, Nazareth, Toada); Cantiga de Ninar e ⁠Dona Janaína.
     
    Ao longo de sua carreira, o compositor, pianista, regente e professor Francisco Mignone recebeu diversos prêmios e honrarias, como a Ordem do Rio Branco (1972), o Prêmio Golfinho de Ouro do Governo do Estado do Rio de Janeiro (1979) e o Prêmio Shell de Música Brasileira (1982).

    Sua obra é extensa e abrange os mais diversos gêneros, desde peças para piano, com destaque para as Lendas Sertanejas, as Valsas de Esquina, as Valsas Choro, quatro Sonatas e quatro Sonatinas; os Concertinos para fagote (1957) e clarineta, o Concerto para piano (1958), os bailados Maracatu do Chico Rei, Leilão (1939) e Quincas Berro D’Água, peças orquestrais como Festa das Igrejas (1940) e a Sinfonia Tropical e as óperas O Chalaça (1972) e Sargento de Milícias (1980).

    Sobre o Sala de Concerto

    Transmitido às sextas-feiras, às 17h, o programa Sala de Concerto é um espaço para apresentações ao vivo de músicos da cena clássica brasileira. No ar desde o ano 2000, a atração da Rádio MEC promove o encontro entre instrumentistas, cantores e o público.

    Sobre a Rádio MEC

    Conhecida de norte a sul do país como “a Rádio de Música Clássica do Brasil”, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

    A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

    A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.

    Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.

     
    Rádio MEC na internet e nas redes sociais

    Site: https://radiomec.ebc.com.br
    Instagram: https://www.instagram.com/radiomec
    Spotify: https://open.spotify.com/user/radiomec
    YouTube: https://www.youtube.com/radiomec
    Facebook: https://www.facebook.com/radiomec
    X: https://x.com/radiomec
    WhatsApp: (21) 99710-0537

    Como sintonizar a Rádio MEC

    Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz
    Belo Horizonte: FM 87,1 MHz
    Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz
    Parabólica – Star One C2 – 3748,00 MHz – Serviço 3
    Celular – App Rádios EBC para Android e iOS

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Estado e governo federal se unem para retomar territórios no Rio

    Estado e governo federal se unem para retomar territórios no Rio

    Dois acordos de cooperação técnica assinados entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o governo do estado do Rio pretendem fortalecer a presença do Estado em áreas sob influência de organizações criminosas, com a retomada de territórios, além da proteção de corredores logísticos – Avenida Brasil, Linha Vermelha, Amarela e acessos a aeroportos.

    Os documentos foram assinados nessa quinta-feira (3) pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

    A parceria inclui compartilhamento de informações, apoio operacional e integração de tecnologias, voltadas ao enfraquecimento das estruturas financeiras e patrimoniais utilizadas pelo crime organizado, de acordo com o desembargador Ricardo Couto.

    “A parceria entre o Estado e a União amplia nossa capacidade de atuação, com mais inteligência, tecnologia e integração, para fortalecer a presença do Poder Público onde a população mais precisa.”

    A cooperação poderá envolver estruturas especializadas da Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal.

    Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, está prevista ainda a integração entre os sistemas penitenciários federal e estadual, com protocolos voltados ao isolamento de lideranças criminosas e à interrupção da comunicação entre integrantes presos e organizações que atuam nos territórios. 

    “Essa é uma cooperação federativa no sentido pleno: o estado define suas prioridades territoriais, e a União coloca à disposição suas capacidades operacionais, de inteligência e de investigação patrimonial.”

     Atuação

    O combate às estruturas econômicas usadas por organizações criminosas contará com articulação de instituições como Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central e agências reguladoras para identificar, bloquear e recuperar ativos ligados ao crime organizado.

    A atuação integrada também reforçará a segurança nos principais corredores logísticos do estado, como a Avenida Brasil, a Linha Vermelha, a Linha Amarela e os acessos ao Porto do Rio de Janeiro e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. 

    A estratégia estabelece o uso de tecnologias como cercamento eletrônico, leitores automáticos de placas, drones e centros integrados de comando e controle. O foco é reduzir roubos de cargas e veículos, além de fortalecer as investigações sobre organizações criminosas que atuam nessas regiões.
     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • TRE-RJ vai oferecer transporte gratuito na eleição em 3 localidades

    TRE-RJ vai oferecer transporte gratuito na eleição em 3 localidades

    O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) vai oferecer transporte gratuito e adaptado a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em três localidades do estado. O projeto-piloto faz parte do programa Seu Voto Importa, instituído por resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    O serviço estará disponível no Complexo da Maré, na zona norte do Rio, onde houve mudanças de locais de votação por motivos de segurança, e nos municípios de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, e Itaocara, no noroeste Fluminense. O transporte será feito em veículos adaptados.

    A solicitação poderá ser feita pelo eleitor, por procurador, apoiador ou curador, mediante formulário online, a partir desta sexta-feira (4). O prazo termina em 14 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno. Não será necessário apresentar laudo médico: a autodeclaração será suficiente.

    Em Itaocara e São Pedro da Aldeia, o serviço abrangerá todo o município. O eleitor será buscado no endereço indicado e levado de volta após votar, independentemente da localização de sua seção eleitoral.

    Na Maré, o projeto-piloto contará com quatro pontos de embarque e levará eleitores que votem no Bonsucesso Futebol Clube (Avenida Teixeira de Castro 54), no Centro Educacional Gama e Souza (Avenida Teixeira de Castro 70/72) e na Igreja Nossa Senhora de Bonsucesso de Inhaúma (Rua Olga 21). Os três locais de votação ficam em Bonsucesso.

    A solicitação não garante automaticamente a disponibilização do transporte. Os pedidos serão analisados de acordo com a oferta de veículos, o grau de dificuldade de locomoção, a disponibilidade de transporte público acessível na região e a distância até o local de votação. A Justiça Eleitoral tem até 48 horas antes da votação para responder às solicitações. Caso haja segundo turno, um novo pedido deve ser formulado. 

    No formulário, o eleitor deverá informar seus dados pessoais, o endereço onde deseja ser buscado, a necessidade ou não de acompanhante, o tipo de deficiência ou condição (deficiência física, visual, intelectual, mobilidade reduzida ou outra).

    Demais eleitores

    Nos dias de votação, os demais eleitores do estado também contarão com transporte público coletivo gratuito. A medida abrange ônibus municipais e intermunicipais, trens, metrô, barcas e VLT, conforme resoluções do TSE e do TRE-RJ.

    Para orientar o eleitorado sobre os serviços disponíveis em cada município, o TRE-RJ preparou um guia de consulta com informações fornecidas pelas prefeituras e pelo governo do estado. O conteúdo está organizado em ordem alfabética por localidade.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fila de espera por perícia do INSS é zerada em agosto

    Fila de espera por perícia do INSS é zerada em agosto

    O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou, nesta quinta-feira (3), que a fila de atendimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi zerada. A marca foi atingida no mês passado. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    De acordo com o ministério, desde fevereiro até agosto, o número de pedidos de perícia aguardando atendimento foi caindo gradativamente. Em fevereiro, eram 3,12 milhões de pessoas na fila, ao mesmo tempo que 1,17 milhão de pessoas abriram novos pedidos naquele mês. O número de pessoas na fila foi caindo até chegar a 1,547 milhão, em julho. Em agosto, o número de novos pedidos superou o número de pessoas na fila.

    “Quando isso acontece, não temos uma fila. Temos um fluxo de atendimento. Deixou de existir uma fila para existir atendimento. Estamos numa situação parecida com uma loja que tem 12 vendedores e entram 8 clientes. Estamos com folga no atendimento por maior que seja a demanda”, explicou Queiroz.

    O Ministério da Previdência esclareceu que as causas do maior fluxo no atendimento e na redução na espera pelo resultado da perícia passam pela nomeação de novos servidores por concurso público, pelas 865 agências funcionando com recursos de telemedicina e a adoção de perícia médica documental. Nesse tipo de perícia, não é necessária a ida da pessoa a uma agência do INSS, apenas o envio de documentação comprobatória.

    O ministério também atribui os números alcançados à adoção de mutirões em fins de semana e pagamento de bônus para servidores com tarefas concluídas acima de suas metas. 

    “Esse plano de gerenciamento de benefícios foi responsável por, somente em 2026, 2 milhões de atendimentos a mais”, disse o ministro.

    O INSS recebe, atualmente, cerca de 1,3 milhão de pedidos por mês. São 43 mil pedidos por dia. “É com esse gigante que lidamos”, destacou Wolney Queiroz.

    “O que a gente quer é humanizar a fila. É a pessoa ter o tempo correto de dar entrada, esperar e receber o seu benefício”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Além da redução da fila, houve redução no tempo de espera por uma decisão a respeito da perícia. O prazo definido por lei para uma decisão é de 45 dias, e o tempo médio atingido pelo instituto é de 34 dias.

    No entanto, ainda existe, segundo o ministro Wolney Queiroz e o secretário-executivo da pasta, Felipe Cavalcante, um grupo de 224 mil pessoas aguardando o resultado de perícias por um prazo maior do que 45 dias. 

    São casos específicos e pedidos especiais, destacaram o ministro e o secretário. 

    Entre esses pedidos estão o de benefícios de prestação continuada (BPC) e aposentadorias.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Caixa passa a oferecer modalidade de Pix parcelado

    Caixa passa a oferecer modalidade de Pix parcelado

    A Caixa Econômica está oferecendo aos clientes pessoa física a possibilidade de parcelamento de transferências e pagamentos feitos por Pix. A nova funcionalidade, anunciada nesta quinta-feira (3), está disponível para as transações feitas diretamente no App CAIXA.

    A medida é realizada por meio de contratação de crédito, no momento da transação. A CAIXA já disponibiliza outras ferramentas como Agendamento Pix, Pix Automático, Pix por Aproximação via Google Pay.

    O banco público informou que para os clientes com limite disponível, os valores para contratação variam entre R$ 300 e R$ 50 mil, com prazo de pagamento de até 12 meses e taxas de juros conforme relacionamento com o banco.

    As condições da operação estão disponíveis no aplicativo do banco. O cliente pode concluir a transação e realizar a transferência Pix com uma autenticação, mas é necessário atualizar o App CAIXA para a versão mais recente.

    “Antes da confirmação da operação, o cliente visualiza informações sobre taxa de juros, valor das parcelas, Custo Efetivo Total (CET) e IOF, podendo comparar e avaliar de forma transparente o impacto da operação em seu orçamento. A disponibilização da linha de crédito ocorre mediante análise de risco realizada pela CAIXA e depende da existência de limite disponível para contratação”, informou a Caixa.

    Ainda de acordo com o banco, os clientes que ainda não têm a opção habilitada podem manter seus dados cadastrais atualizados e utilizar regularmente os produtos e serviços da CAIXA para ampliar o relacionamento e destravar a funcionalidade em avaliações futuras, conforme os critérios de crédito e análise de risco adotados pela Caixa.

    “O Parcelar Pix amplia o acesso a soluções financeiras digitais integradas, combinando conveniência, transparência e uso consciente do crédito. Na prática, o recebedor terá acesso ao valor integral da operação de forma instantânea, enquanto o pagador pode parcelar o desembolso de acordo com sua capacidade financeira”, disse a Caixa.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • BC proíbe publicidade em comprovantes do Pix a partir de março de 2027

    BC proíbe publicidade em comprovantes do Pix a partir de março de 2027

    Os comprovantes de pagamento do Pix não poderão incluir publicidade, ofertas comerciais, links externos nem qualquer conteúdo não relacionado à transação, decidiu o Banco Central (BC). A mudança foi publicada nesta quinta-feira (3) e faz parte de uma atualização das regras de experiência e segurança do sistema.

    A nova norma começa a valer em 1º de março de 2027. Segundo o BC, o objetivo é garantir que o comprovante tenha a função de apenas registrar e demonstrar a operação realizada. A autoridade monetária pretende reduzir o risco de que o documento seja usado para aplicar golpes.

    A atualização também modifica a forma como o usuário poderá contestar transações suspeitas pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED).

    O que muda?

    A partir de março de 2027, os comprovantes emitidos pelas instituições que oferecem o Pix não poderão conter:

    • propagandas;
    • publicidade;
    • ofertas comerciais;
    • hiperlinks;
    • outros conteúdos que não estejam relacionados à transação.

    Na prática, o documento deverá ficar restrito às informações necessárias para identificar e comprovar o pagamento.

    Para o BC, a retirada de links e conteúdos comerciais também diminui a possibilidade de o comprovante ser transformado em um caminho para páginas fraudulentas.

    Contestação será revista

    Outra parte importante da atualização envolve o MED, mecanismo usado para contestar transações do Pix relacionadas a suspeitas de fraude ou golpe.

    A ferramenta está disponível nos aplicativos das instituições que oferecem o Pix desde outubro de 2025. Com as novas regras, o BC quer tornar o processo mais fácil de entender e fornecer mais informações para que os bancos possam analisar cada ocorrência.

    As telas exibidas aos usuários deverão apresentar situações em linguagem mais próxima do cotidiano, permitindo que o correntista identifique com maior facilidade o tipo de golpe sofrido.

    O MED também deverá permitir:

    • explicar em detalhes o que aconteceu;
    • contextualizar a transação contestada;
    • anexar documentos;
    • anexar comprovantes que ajudem na análise.

    Essas informações poderão ser utilizadas tanto pela instituição financeira da vítima quanto pelo banco ou instituição que recebeu os recursos.

    Validade do MED

    O MED é destinado apenas a situações relacionadas a fraudes e golpes envolvendo o Pix. Ele não funciona como um mecanismo geral de reembolso para qualquer problema envolvendo uma compra ou transferência.

    Por isso, a nova jornada do usuário deverá orientar quando o caso apresentado não se enquadrar nas regras do mecanismo.

    Um exemplo de situação em que não cabe o MED é o desacordo comercial sem fraude, como:

    • produto que não foi entregue no prazo;
    • mercadoria diferente da esperada;
    • insatisfação com um produto ou serviço.

    Nessas situações, o usuário deverá procurar os canais de atendimento adequados, em vez de utilizar o MED como pedido de ressarcimento.

    Prazos continuam iguais

    Apesar das mudanças na experiência de uso, as regras gerais do MED permanecem as mesmas.

    O consumidor tem até 80 dias a partir da data da transação para solicitar a devolução dos recursos em uma situação que se enquadre no mecanismo.

    Depois da contestação, a instituição financeira tem até 11 dias para informar ao usuário se o pedido foi considerado procedente e sobre os próximos passos.

    A devolução, porém, não é automática. Entre as condições, está a existência de recursos disponíveis na conta que recebeu o dinheiro e a aceitação da contestação pela instituição financeira do recebedor.

    Contatos favoritos

    O Banco Central também criou novos requisitos para a função que permite salvar contatos favoritos para pagamentos.

    Para cumprir a exigência, as instituições financeiras deverão armazenar a chave Pix usada na transação.

    Além disso, o usuário deverá receber um alerta caso seja alterada a identificação do recebedor associada à chave Pix que está salva.

    A medida busca dar mais transparência ao usuário antes de novos pagamentos para contatos já cadastrados.

    Quando começa?

    As mudanças anunciadas pelo Banco Central entram em vigor em 1º de março de 2027.

    Até lá, as instituições financeiras terão de adaptar seus sistemas às novas exigências. A atualização faz parte de um conjunto de medidas do BC voltadas a melhorar a segurança, a clareza das informações e o processo de contestação de transações no Pix.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • UE suspende carnes do Brasil; entenda impacto e próximos passos

    UE suspende carnes do Brasil; entenda impacto e próximos passos

    A União Europeia (UE) começou nesta quinta-feira (3) a suspensão da entrada de produtos de origem animal do Brasil em seus 27 países-membros. A medida atinge carnes bovina, de frango e suína, além de mel, pescados e ovos, e pode afetar até US$ 2 bilhões por ano em exportações brasileiras.

    O bloqueio, porém, não é necessariamente definitivo: o Brasil tenta comprovar que atende às exigências europeias. Além disso, uma auditoria da UE avalia as cadeias de frango e mel no país.

    A restrição ocorre porque o bloco considera insuficientes os mecanismos brasileiros de controle do uso de antimicrobianos na produção animal. A União Europeia não identificou casos de contaminação ou irregularidades sanitárias em lotes brasileiros. 

    O que foi suspenso?

    A partir desta quinta-feira, novas cargas dos produtos afetados não podem entrar no mercado dos 27 países da União Europeia.

    Estão incluídos:

    • carne bovina;
    • carne de frango;
    • carne suína;
    • mel;
    • pescados;
    • ovos.

    A medida atinge principalmente os segmentos de carne bovina e de frango, que têm participação relevante nas exportações brasileiras para o mercado europeu.

    Por que a UE bloqueou?

    A União Europeia detém regras próprias para o uso de antimicrobianos na criação de animais.

    Esses medicamentos podem ser usados para tratar infecções, mas o bloco proíbe o emprego para estimular o crescimento dos animais. Também não permite que sejam utilizados em animais antimicrobianos reservados ao tratamento de infecções em seres humanos.

    A avaliação europeia é de que o sistema brasileiro de controle dessas substâncias não oferece garantias suficientes para comprovar o cumprimento das regras.

    O governo brasileiro, por sua vez, contesta esse entendimento e afirma que a legislação nacional já restringe o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento, seguindo referências internacionais.

    É um problema sanitário?

    Não. Essa é uma das principais dúvidas provocadas pela decisão.

    O bloqueio europeu não foi anunciado após a identificação de contaminação ou de um problema sanitário específico em carnes brasileiras. A questão está relacionada aos mecanismos de controle e rastreabilidade do uso de antimicrobianos.

    Dessa forma, a medida não significa que a carne brasileira tenha sido considerada imprópria para consumo.

    O Brasil exporta produtos de origem animal para dezenas de países e continua autorizado a vender para outros mercados que mantenham a habilitação dos produtos brasileiros.

    Quanto o Brasil pode perder?

    O impacto potencial estimado chega a US$ 2 bilhões por ano considerando os produtos afetados.

    Somente a carne bovina respondeu por aproximadamente US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras para a UE em 2025, segundo os dados apresentados no material.

    Embora o mercado europeu represente uma parcela limitada do total das exportações brasileiras de carne bovina, ele é considerado estratégico porque compra cortes de maior valor agregado.

    O problema para o setor não é apenas encontrar outro comprador. Diferentes mercados costumam demandar cortes específicos, o que dificulta substituição imediata das vendas destinadas à Europa.

    O que o Brasil fez?

    O governo brasileiro vem negociando com a União Europeia desde que a medida foi anunciada.

    Entre as providências adotadas estão:

    • proibição de determinados antimicrobianos;
    • criação de mais regras de controle;
    • proposta de um período de transição, rejeitada pela UE;
    • Elaboração de um protocolo de rastreabilidade;
    • comprovação do controle sobre o uso dessas substâncias durante a produção.

    O novo protocolo prevê o acompanhamento do animal desde o nascimento até o abate, permitindo comprovar que determinados antimicrobianos não foram usados durante sua vida.

    Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), todas as empresas associadas e habilitadas a exportar para a União Europeia já aderiram ao protocolo privado desenvolvido pelo setor.

    Quando o bloqueio pode acabar?

    A suspensão pode ser revertida, mas não há uma data definida para a retomada das exportações.

    Esta semana, técnicos da União Europeia promovem uma auditoria no Brasil sobre as cadeias de produção de frango e mel. A inspeção deve terminar nesta sexta-feira (4).

    Depois, o resultado ainda precisará ser analisado pelas autoridades europeias. Esse processo pode levar cerca de dois meses.

    Se a UE considerar que as exigências foram atendidas, o Brasil poderá ser reincluído na lista de países autorizados a exportar.

    E a carne bovina?

    Para a carne bovina, a retomada pode ser mais demorada.

    Isso ocorre porque o novo sistema exige rastreamento durante todo o ciclo de vida do animal. Um bovino que passe a seguir as novas regras hoje pode levar entre 24 e 36 meses até chegar ao abate.

    Portanto, mesmo que a UE reverta o bloqueio, a adaptação da cadeia bovina às novas exigências pode levar anos.

    No caso do frango, o ciclo produtivo é bem menor: aproximadamente 45 dias entre o nascimento e o abate.

    O que acontece com frango?


    Frangos
    Frangos
    Brasil exporta carne de frango para cerca de 150 países. Foto: Arquivo/Agência Brasil

    O setor avícola espera que as vendas para a União Europeia possam ser retomadas ainda em 2026, dependendo do resultado da auditoria.

    Caso o bloqueio permaneça, a produção que seria destinada aos europeus poderá ser destinada ao mercado brasileiro, a países do Oriente Médio e a outros mercados internacionais.

    O Brasil exporta carne de frango para cerca de 150 países, o que oferece alternativas para parte da produção.

    E o mel?

    O mel também entra na suspensão. As exportações brasileiras para a União Europeia dobraram no primeiro semestre de 2026, chegando a US$ 6,3 milhões, segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel).

    O crescimento ocorreu em parte porque as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos tornaram aquele mercado mais caro para os exportadores brasileiros, levando empresas a direcionar vendas para a Europa.

    Um dos riscos avaliados pelo setor é a chamada contaminação cruzada. Ela pode ocorrer, por exemplo, quando colmeias ficam próximas de áreas de criação de animais onde determinados produtos são usados.

    Consumidor brasileiro será afetado?

    A suspensão é direcionada às exportações para a União Europeia, e não significa interrupção da produção ou comercialização desses produtos no Brasil.

    Caso parte da produção inicialmente destinada à Europa seja redirecionada ao mercado interno, poderá haver aumento da oferta doméstica de determinados produtos.

    Isso, no entanto, não significa que os preços cairão no mercado interno. O efeito dependerá de fatores como volume redirecionado, demanda interna e capacidade de absorção do mercado.

    E os outros países?

    O bloqueio não atinge automaticamente todos os parceiros comerciais do Brasil.

    Argentina, Paraguai e Uruguai, por exemplo, continuam autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia.

    A decisão também ocorre em meio às discussões comerciais entre o bloco europeu e o Mercosul. Por isso, representantes do agronegócio brasileiro classificam a medida de protecionista, enquanto autoridades europeias sustentam que se trata do cumprimento de exigências regulatórias.

    Próximos passos

    O cenário agora depende principalmente de três etapas:

    • conclusão da auditoria europeia nas cadeias brasileiras de frango e mel;
    • análise dos resultados pelas autoridades da União Europeia;
    • comprovação da conformidade brasileira com as regras exigidas pelo bloco.

    Se as garantias apresentadas forem consideradas suficientes, a UE poderá suspender o bloqueio e autorizar novamente as importações.

    Até lá, os setores afetados terão de administrar os estoques e buscar outros mercados para parte da produção que seria destinada aos consumidores europeus.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original