Blog

  • Rio de Janeiro tem aviso de ressaca; ciclovia Tim Maia é fechada

    Rio de Janeiro tem aviso de ressaca; ciclovia Tim Maia é fechada

    O Rio de Janeiro segue com aviso de ressaca no mar. De acordo com a Marinha do Brasil, até o final da tarde desta segunda-feira (7), as ondas podem chegar a até 2,5 metros de altura. 

    Por isso, a Prefeitura da capital interditou a ciclovia Tim Maia no trecho entre a praia de São Conrado e a passarela metálica do Vidigal. A medida não afeta o tráfego na Avenida Niemeyer, paralela à ciclovia.

    Como a estrutura para ciclistas fica rente ao mar, sempre que são verificadas condições adversas mais intensas, a via é fechada pela Prefeitura. Em 2016, poucos meses após ser inaugurada, parte da ciclovia desabou durante um temporal matando duas pessoas. 

    A Marinha também emitiu as seguintes orientações durante o período de ressaca: 

    • evite banho de mar e a prática de esportes aquáticos em áreas com condições de ressaca;
    • não permaneça em mirantes na orla ou em locais próximos ao mar durante o período do aviso;
    • os frequentadores de praias devem seguir rigorosamente as orientações das equipes do Corpo de Bombeiros;
    • pescadores devem evitar navegar enquanto a ressaca estiver ativa;
    • evite pedalar de bicicleta na orla se as ondas estiverem alcançando a ciclovia;
    • em caso de acidentes no mar, não tente resgatar vítimas por conta própria. Acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

    Meteorologia

    O tempo permanece instável na cidade do Rio de Janeiro nesta segunda-feira devido ao transporte de umidade do oceano para o continente. O céu está encoberto e chove de forma fraca a moderada em locais isolados ao longo do dia.

    Os ventos podem ficar moderados, chegando até a 51 quilômetros por hora (km/h) e as temperaturas variam entre 12 graus Celsius (°C) e 20°C. A previsão é do sistema Alerta Rio, da Prefeitura. O tempo deve continuar nublado, com chuva fraco pelo menos até sexta-feira (11).

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Grito dos Excluídos têm atos em defesa por moradia e contra violência

    Grito dos Excluídos têm atos em defesa por moradia e contra violência

    Movimentos sociais realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos. Houve marchas e atos em mais de 50 cidades, em todas as regiões do país, segundo os organizadores.

    Faixas, bandeiras e gritos de guerra ajudaram a expor o lema da edição, “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”

    Os manifestantes reivindicaram moradia digna; reforma agrária; educação pública de qualidade; defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); enfrentamento do feminicídio e de todas as formas de violência contra as mulheres e o combate ao racismo e à LGBTfobia, além do fim da escala de trabalho 6×1.

    São Paulo

    Na capital paulista, os manifestantes percorreram as ruas do centro e terminou com uma missa na Catedral da Sé, dedicada à população em situação de rua. Antes da caminhada, foi realizado um café da manhã comunitário.

    Para a ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, uma das organizadoras do ato, defende que a liberdade será plena quando não houver mais pessoas em situação de rua no país.


    São Paulo (SP), 07/09/2026. - Pessoas participam do ato 32ª Edição do Grito dos Excluídos. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    São Paulo (SP), 07/09/2026. - Pessoas participam do ato 32ª Edição do Grito dos Excluídos. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    São Paulo (SP), 07/09/2026 – Ato do 32º Grito dos Excluídos na capital paulista. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

    “A gente faz uso desse dia para dizer: Olha, não temos liberdade ainda, temos que avançar muito para ser um país, uma sociedade em liberdade”, afirmou à Agência Brasil.

    O coordenador do cursinho Educafro, Frei David Santos, pediu a defesa da democracia para que não haja interferência econômica nas eleições. “É importante estarmos juntos, hoje, pela Democracia”, disse.

    Deuza Cordeiro de Lima foi à manifestação para protestar contra a violência policial. O filho dela, Thiago, foi assassinado em janeiro de 2023, na região central da capital. “Vim como em outros anos denunciar a violência. Meu filho foi morto pela polícia, e seus assassinos estão livres. Ele era inocente, mais um de tantos, e não vou ficar quieta”, disse.

    Célia Souza e amigos participaram do ato e defenderam moradia digna para todos.

    “Eu vim hoje pela luta. Por moradia, que é algo cuja importância é a mais básica, da qual não podemos abrir mão”, disse Célia Souza.

    Rio de Janeiro

    No Rio de Janeiro, o ato cruzou a Avenida Presidente Vargas, uma das principais do centro da cidade, e teve início após o Desfile de Sete de Setembro. 

    Um dos diferenciais do ato foi um grupo de ativistas que levou o teatro para a manifestação. No meio da marcha, eles encenavam esquetes com defesa à soberania nacional e à democracia. A ação foi conduzida pela Escola de Teatro Popular, que se identifica como um movimento de teatro político e educação popular.

    Um dos coordenadores do grupo é o pesquisador teatral e dramaturgo Julian Boal, filho de Augusto Boal (1931-2009), fundador do Teatro do Oprimido, metodologia teatral criada com a ideia central de transformar o espectador em participante ativo, capaz de discutir e ensaiar formas de enfrentar situações de opressão na vida real.


    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Integrantes de movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos, manifestação no Dia da Independência, no centro da cidade.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Integrantes de movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos, manifestação no Dia da Independência, no centro da cidade.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro, 07/09/2026 – Grupo leva teatro para Grito dos Excluídos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Julian Boal explicou que a presença no Grito dos Excluídos foi uma forma de levar mais pessoas à manifestação. Ele contou que a encenação retratou que a participação democrática não se encerra com as eleições.

    “O que a nossa cena tentou fazer é recolocar a questão de qual é o peso das instituições. Tentar discutir que dentro das instituições a gente pode fazer muita coisa, mas que o nosso todo é muito maior do que aquelas eleições podem colocar”, completou.

    Um dos gritos mais exaltados foi a defesa da moradia. O coordenador do Movimento Quilombos Urbanos Luta por Moradia Digna, Ricardo Pitta, acredita que somente por meio de mobilização popular, os segmentos “mais vulneráveis e invisibilizados” da sociedade vão conseguir reverter as injustiças que sofrem.

    À Agência Brasil, ele lamentou o fato de as demandas ficarem “subordinadas ao calendário eleitoral”.

    “Todo ano os moradores estão sofrendo, ameaçados de despejo, muitos deles, inclusive, em imóveis públicos que, em vez de estarem cumprindo sua função social, como prevê a Constituição, estão sendo ameaçados de serem leiloados para atender aos interesses da especulação imobiliária”, criticou o coordenador do movimento que mantém quatro ocupações na cidade.

    O percurso dos manifestantes foi acompanhado de críticas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Outro tem foi a defesa do fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados e que ainda precisa ser votada no Senado, o que deve ocorrer após as eleições. Outra ala do protesto reuniu fotos de vítimas da Ditadura Militar (1964-1985) e cobrava vigilância democrática para que o Brasil não vivencie mais períodos de autoritarismo. Um globo cenográfico de cerca de três metros de altura retratou a preocupação com o meio ambiente.


    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Integrantes de movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos, manifestação no Dia da Independência, no centro da cidade.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Integrantes de movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos, manifestação no Dia da Independência, no centro da cidade.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    No meio do ato, um grupo de cerca de 15 pessoas se aproximou de participantes do Grito dos Excluídos e tentou hostilizá-los com gritos. Policiais militares que acompanhavam o trajeto intervieram, e o grupo se afastou, sem registro de confusão. 

    Brasília

    Integrantes do Núcleo de Ecologia Integral de Brasília também aproveitaram o ato para manifestar a preocupação com a crise ecológica e suas dimensões políticas, destacando que o tema é uma questão de justiça social, responsabilidade política e compromisso com a vida.

    “O planeta está sendo destruído e se não mudarmos a política ecológica, a forma como estamos tratando nossa casa comum, usando os recursos naturais da forma como estamos gastando, logo não teremos mais onde habitar”, disse à Agência Brasil a economista aposentada Maria do Carmo de Jesus Botafogo.


    Brasília (DF), 07/09/2026 - Pessoas participam do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
    Brasília (DF), 07/09/2026 - Pessoas participam do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
    Brasília (DF), 07/09/2026 – Grito dos Excluídos em Brasília. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    Durante o ato, o núcleo apresentou uma carta de compromisso com a ecologia integral que pretende integrar a candidatos do campo progressista que disputam cargos no Executivo e no Legislativo nas eleições deste ano.

    Fruto de um seminário que reuniu vários membros do grupo, o documento está estruturado em quatro eixos temáticos: políticas agrícolas e fundiária; políticas urbana e resíduos no DF e Entorno; Justiça Climática e Proteção às Vítimas e propostas sobre uma das mais importantes nascentes da região, a da Estação Ecológica de Águas Emendadas, que alimenta duas importantes bacias hidrográficas: a do Tocantins-Araguaia e do Paraná.

    “Passadas as eleições, entregaremos uma cópia a todos os eleitos, independentemente do campo ideológico, pois eles terão as mesmas obrigações com o meio ambiente”, acrescentou a engenheira florestal Ana Clara Botafogo, filha de Maria do Carmo.

    Para a professora universitária Altaci Kokama, ao longo de suas 32 edições, o Grito dos Excluídos se consolidou como um momento durante o qual os que estão à margem da sociedade “têm voz e vez para apresentar suas demandas, suas reivindicações”.


    Brasília (DF), 07/09/2026 - Altaci Kokama, professora universitaria, participa do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
    Brasília (DF), 07/09/2026 - Altaci Kokama, professora universitaria, participa do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
    Brasília (DF), 07/09/2026 – Professora Altaci Kokama participa do Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    “Os excluídos são aqueles que não têm casas, moradia, trabalho, alimento, os que estão buscando justiça”, destacou, reconhecendo o desafio de mobilização.

    “Quem tem mais dinheiro para financiar suas ações consegue mobilizar mais pessoas. Para trazer os excluídos, por exemplo, muitas vezes é preciso ajudar com transporte, comida, e nós não temos toda a estrutura necessária. Muitos têm vontade de participar, mas não têm condições”, acrescentou, ressaltando o trabalho constante de debates junto às comunidades.

    * Reportagem de Alex Rodrigues (Brasília), Bruno de Freitas Moura (Rio de Janeiro) e Guilherme Jeronymo (São Paulo)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Tradicional desfile cívico-militar é realizado no Rio de Janeiro

    Tradicional desfile cívico-militar é realizado no Rio de Janeiro

    No Rio de Janeiro, o tradicional desfile cívico-militar do Dia da Independência percorreu um trecho da Avenida Presidente Vargas, em frente ao Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste. Apesar do tempo chuvoso, milhares de pessoas assistiram ao desfile, empunhando bandeirinhas do Brasil.  

    A cerimônia começou com a revista da tropa por comandantes das três forças militares, seguido pela chegada do fogo simbólico da pátria. A tocha foi levada pelo atleta do pentatlo Douglas Castro, acompanhado de outros esportistas militares e usada para acender uma pira em frente ao palácio.


    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Desfile cívico-militar no Dia da Independência, no Rio de Janeiro – Fernando Frazão/Agência Brasil

    Em seguida, a banda do primeiro batalhão de guarda do Exército executou o Hino da Independência e a Salva de Gala. 

    O cortejo foi puxado por batedores dos Fuzileiros Navais, da Polícia do Exército e da Polícia da Aeronáutica, em motocicletas. Uma unidade de cavalaria exibiu todas as bandeiras que o Brasil já teve ao longo de sua história.

    Mais de 6 mil militares e agentes de forças de segurança federais, estaduais e municipais participaram do desfile. Também estavam representadas organizações sociais, como a Cruz Vermelha e os Escoteiros, entidades beneficentes e escolas. 
     


    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Mulheres do Exército no desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas, Rio de Janeiro – Fernando Frazão/Agência Brasil

    Um dos destaques foram os conjuntos exclusivo de mulheres que atuam em diversos grupamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Também desfilaram militares que integram as Forças de Paz das Nações Unidas. 

    Mais de 180 viaturas também foram empregadas no desfile, incluindo tanques blindados só Exército, embarcações da Marinha do tipo anfíbio, que podem transitar na terra e na água e caminhões de resgate do Corpo de Bombeiros. 
     


    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Vasco e Atlético-PI decidem vaga para final do Brasileirão Feminino A2

    Vasco e Atlético-PI decidem vaga para final do Brasileirão Feminino A2

    A TV Brasil transmite, nesta segunda-feira (7), a partir das 21h15, a partida de volta da semifinal do Brasileirão Feminino Série A2 entre Vasco e Atlético-PI, direto do Estádio Luso Brasileiro, no Rio de Janeiro. A equipe campeã garante vaga na final da competição.

    As Meninas da Colina chegam com ampla vantagem após vencerem o jogo de ida por 4 a 1, na última sexta-feira (28), no Estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina.

    Já o Atlético Piauiense tem pela frente uma missão desafiadora fora de casa: para se classificar diretamente no tempo normal, precisará vencer por quatro ou mais gols de diferença.

    Caso a equipe piauiense vença por três gols de vantagem, a vaga na final será disputada nos pênaltis.

    Com as vagas na elite do Brasileirão Feminino Série A1 de 2027 já asseguradas ao chegarem à semifinal, agora as equipes miram o título nacional da Série A2. Do outro lado da chave, Minas Brasília e Itabirito duelam pela segunda vaga na grande final.

    A transmissão integra a estratégia da TV Brasil de ampliar a visibilidade das competições femininas. Além da Série A2, a emissora exibe jogos das Séries A1 e A3 do Brasileirão Feminino, a grande final da competição sub-17 e as partidas da Liga de Basquete Feminino (LBF).

    A equipe de profissionais que comanda as transmissões do Brasileirão Feminino conta com o narrador Thiago Julianelli e um time de mulheres formado pelas comentaristas Brenda Balbi e Rachel Motta e as repórteres Marília Arrigoni e Verônica Dalcanal.

    As competições ganham ainda mais visibilidade por meio da parceria com os canais que formam a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), que podem retransmitir a programação da TV Brasil em seus estados.

    TV Brasil Petrobras para Elas

    Aproveite o clima de decisão e ajude a escolher a vencedora da categoria Craque da Torcida do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas.

    A premiação criada pela TV Brasil e pela Petrobras vai reconhecer ainda atletas, treinadores e treinadoras, dirigentes, departamentos de futebol feminino e clubes que se destacarem ao longo da temporada de 2026.

    A votação da categoria com voto popular já está aberta, é gratuita e tem votos ilimitados! Acesse ebc.com.br/premiotvbrasilpetrobrasparaelas até 31 de outubro.

    Ao vivo e on demand 

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar. 

    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play., ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Equipes de resgate do Nepal buscam 900 trabalhadores de hidrelétricas

    Equipes de resgate do Nepal buscam 900 trabalhadores de hidrelétricas

    Equipes de resgate nepalesas procuram, nesta segunda-feira (7), mais de 100 trabalhadores de usinas hidrelétricas que podem estar presos em túneis, dias após quatro resgates milagrosos dos escombros das enchentes que devastaram cidades e vilarejos na fronteira do Himalaia com a China.

    Os resgates dos últimos dias trouxeram esperança, quando o Nepal completa o 13º dia após o desastre — tradicionalmente o último dia de luto nos ritos hindus — pelas centenas de mortos nas enchentes.

    Cerca de 121 das 900 pessoas desaparecidas nos projetos hidrelétricos poderiam estar presas nesses túneis, informaram equipes de resgate do Exército. Outras podem ter trabalhado em outros locais nas usinas, mas não dentro da vasta rede de túneis.

    Entre as pessoas que as equipes tentam localizar nesta segunda-feira estão quatro de seis pessoas desaparecidas no projeto hidrelétrico de Chilime, no distrito de Rasuwa, foi duramente atingido, e que ainda poderiam estar vivas, disse à Reuters Shri Ram Neupane, um parlamentar envolvido nos esforços de resgate.

    As autoridades obtiveram equipamentos especializados e identificaram as técnicas necessárias para a operação em Chilime, disse Neupane. As equipes de resgate acreditam que possa haver sobreviventes presos dentro dos túneis, pois muitos deles têm bolsas de ar, além de espaços e salas onde as pessoas poderiam se abrigar, afirmaram na semana passada.

    Nos últimos dias, equipes de busca no Nepal resgataram quatro pessoas, incluindo um cidadão chinês que foi retirado de um túnel no sábado (5). Os outros foram dois trabalhadores da usina hidrelétrica resgatados de outro túnel na sexta-feira (4) e uma mulher nepalesa retirada de sua casa soterrada no sábado.

    Órgãos governamentais no país de maioria hindu e nas representações diplomáticas no exterior hastearão a bandeira nacional a meio-mastro para marcar o 13º dia após a morte, informou o Ministério do Interior em comunicado. A data é comemorada o último dia de luto pelos fiéis, que o comemoram com rituais e oferendas de alimentos.

    O desastre ocorreu em 26 de agosto, quando uma enorme massa de lama e rochas, após o desabamento de parte de uma geleira, desabou em um rio ao longo da fronteira entre o Nepal e a região do Tibete, na China. As enchentes arrasaram cidades e vilarejos e soterraram estradas e rodovias sob lama e detritos.

    Pelo menos 1.380 pessoas morreram no deslizamento de terra e mais de 5.500 estão desaparecidas no Nepal e no Tibete.

    O Nepal solicitou à comunidade internacional suprimentos urgentes, incluindo drones de alta capacidade, pontes Bailey, kits de teste de DNA, trajes de resgate em túneis e itens para prevenção de epidemias, informou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

    China compartilhará informações

    Autoridades chinesas informaram no domingo (6) que equipes de resgate haviam recuperado mais 12 corpos, enquanto continuavam as buscas por centenas de pessoas ainda desaparecidas no Tibete. Muitos dos desaparecidos são indianos ou pessoas de origem indiana que estavam na região para visitar o Lago Mansarovar e o Monte Kailash, no Tibete, locais sagrados de peregrinação hindu.

    “A parte chinesa continuará a fazer todos os esforços para conduzir operações de busca e resgate e lidar com as questões pós-desastre”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, em entrevista.

    A China tem enfrentado pressão de algumas famílias de turistas estrangeiros no Tibete, que afirmam ter enfrentado dificuldades para obter informações sobre seus parentes desaparecidos.

    Mao disse que Pequim divulgará prontamente “informações atualizadas sobre a situação do desastre e as atividades de resgate”. No domingo, a China convidou, pela primeira vez, jornalistas de oito veículos de mídia estrangeiros, incluindo a Reuters, para visitar as principais áreas afetadas.

    Com as equipes de busca ainda procurando por sobreviventes, o governo do Nepal não planejou nenhum evento de maior porte para o último dia de luto.

    “Não há programas governamentais organizados, pois as operações de resgate e busca ainda estão em andamento nas áreas atingidas pelas enchentes”, disse Phanindra Paudel, do Centro Nacional de Operações de Emergência (NEOC), à Reuters.

    O presidente Ram Chandra Paudel, chefe de Estado cerimonial, visitou hoje as áreas atingidas pelas enchentes para avaliar os danos causados pelo desastre, informou seu assessor.

    Agentes de segurança da prisão distrital de Nuwakot, um dos dois distritos mais afetados, salvaram 923 presos ao transferi-los para um prédio em local mais elevado antes que as águas da enchente invadissem o prédio onde estavam, localizado em terreno baixo, no dia 26 de agosto, disse o primeiro-ministro Balendra Shah em postagem nas redes sociais.

    As autoridades também capturaram 50 presos que haviam quebrado o muro e os portões da prisão quando a enchente começou e haviam fugido apenas 100 metros, disse Shah.

    * (Reportagem adicional de Ju-min Park)

    * É proibida a reprodução deste conteúdo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Exposição no CCBB do Rio traz a força da arte de mulheres da Amazônia

    Exposição no CCBB do Rio traz a força da arte de mulheres da Amazônia

    A exposição Amazônicas: Poéticas femininas, que fica aberta ao público até 16 de novembro de 2026, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ), na região central da cidade, mostra a força da arte contemporânea em 80 obras de 21 de mulheres protagonistas e pioneiras de diferentes gerações dos estados do Pará, Acre e Amazonas, incluindo a Ilha de Marajó.

    A inauguração, na última quarta-feira, ocorreu na semana em que se comemora o Dia da Amazônia,criado em 2007 e celebrado em 5 de setembro.

    Idealizada pelo Museu das Mulheres (Museu DAS), a mostra ocupa todas as salas do segundo andar do CCBB RJ, após passar por Belém, Fortaleza e Brasília. A diretora artística Sissa Aneleh disse que a curadoria partiu de seu mestrado e do doutorado em arte, baseados em pesquisas sobre a produção de mulheres da Amazônia, na qual identificou uma tradição.

    A exposição tem obras da década de 70 e outras mais antigas na região, que vão completar 100 anos. Também foram incluídas algumas peças de arte moderna do norte do Brasil.

    “Fui encontrando as artistas e identificando as principais. É muito forte a pintura e a performance, outras tem produção em menor quantidade, como esculturas, objetos e vídeo-arte”, disse em entrevista à Agência Brasil.

    A curadora destacou que pela primeira vez uma exposição reúne as artes de Manaus e Belém, que são dois centros culturais representativos do território amazônico. “O que pude conferir é que a Amazônia é muito artística. A gente fala muito da fauna e da flora mas tem uma população lá que já tem um capítulo da história da arte brasileira”, disse.

    A seleção das artistas para participarem da exposição foi a partir do conjunto da obra que tivesse uma permanência do universo amazônico e por extensão a presença muito forte do universo feminino.

    “Temos uma obra da Val Sampaio, que é uma foto performance com objeto. Ela é uma indígena escravizada que, ao se libertar, foi para a cidade, construiu família, e é a matriarca, porque cuidou dos netos e filhos sozinha”, afirmou.

    Enquanto Belém tem uma representação forte do matriarcado, Manaus, segundo a curadora, tem uma presença feminina interessante. “A gente tem o registro do primeiro grafite em grande escala feito por uma mulher, em homenagem à mulher indígena mãe, e não tem um exemplo feito por um homem. A Wɨra Tini é uma grafiteira que está com pintura e um vídeo, que é um registro da tia, mãe, filha e avó dela. É bem interessante. Elas vão nesses lugares da presença feminina histórica.”

    A pesquisa mostrou que as artistas têm um apego pelo território que virou temática. “A Amazônia é suporte, é motivo, é a própria obra de arte”, disse.

    Sissa destacou o trabalho da Keila-Sankofa em uma obra pautada na identidade afro-indígena do norte do Brasil que é muito forte. “No geral, o Brasil separa a cultura indígena da cultura afro. Na Amazônia isso chega a ser um mito e uma identidade muito forte.”

    Ancestralidade

    Para a curadora, a mostra traz ancestralidade, biografia, território feminino e ineditismo com a inclusão de três obras da Pinacoteca do Estado do Amazonas, em Manaus. Pela primeira vez as obras estão sendo expostas no Brasil.

    “São obras de duas mulheres pioneiras: a Rita Loureiro, pintora que desde a década de 60, 70 comprovou que existia uma profissão de pintura em Manaus; e Maria Auxiliadora Zuazo, gravurista que também tem obras da década de 70.”

    A mostra foi dividida em quatro núcleos temáticos: Materialidades Ancestrais, Gravura Feminina, Amazônia Pictórica e Performáticas que tratam de questões de gênero, regionalismo, identidade nacional e diversidade.


    Rio de Janeiro (RJ), 01/09/2026 – Exposição Amazônicas: poéticas femininas, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 01/09/2026 – Exposição Amazônicas: poéticas femininas, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Trabalhos em pintura apresentam artes de Manaus e Belém. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil – Tomaz Silva/Agência Brasil

    Os trabalhos feitos em pintura, escultura, fotografia, gravura, objeto, arte digital e videoarte são obras das artistas Auá Mendes, Bárbara Savannah, Cristiane Martins, Diná Oliveira, Elaine Arruda, Elieni Tenório, Keila-Sankofa, Lise Lobato, Lúcia Gomes, Maria Auxiliadora Zuazo, Nina Matos, Rafa Bqueer, Rafaela Kennedy, Rafaela Moreira, Renata Aguiar, Rita Huni Kuin, Rita Loureiro, Sanchris, Val Sampaio, Wɨra Tini e Yaka Huni Kuin.

    A acessibilidade também está presente na exposição que tem recursos como obra tátil, audiodescrição de obras e intérprete de libras. ”Ao longo do período da mostra, serão realizadas visitas guiadas com a curadora e palestra com algumas artistas. Também foi lançado o catálogo da mostra”, informou o CCBB.

    O vídeo Mensagem para a Amazônia é outra parte da exposição. A obra coletiva está sendo construída ao longo da itinerância da mostra com a participação do público. De acordo com a curadora é um convite para deixar uma mensagem do público sobre a importância da preservação ambiental.

    Metaverso

    Além de apreciar as obras, o público pode se divertir no Espaço Petrobras Amazônicas. Em cenário com realidade aumentada – com o uso de óculos 3D – os visitantes podem experimentar uma viagem espacial imersiva e assistir a um filme em realidade virtual. “É possível ter uma visão em 360 graus, cenário em realidade aumentada e visualizar algumas obras de forma totalmente imersiva e inovadora”, informou o CCBB.

    Atividades

    Quem for à exposição, pode participar de oficinas presenciais de economia criativa, feitas para incentivar o desenvolvimento profissional de mulheres em áreas técnicas e artísticas das artes visuais e plásticas. 

    Há uma programação formativa em economia criativa do programa Avanço das Mulheres do museu foi preparada. A ideia é buscar o “desenvolvimento de carreira e mais atuação de mulheres no setor cultural nas áreas de produção executiva, projetos coletivos de arte e produção de exposições de artes visuais.”

    Para o público infanto-juvenil foi preparada uma programação educativa: a atividade Sons da Natureza dirigida à  “criação de memória sensorial, vivência lúdica com réplicas de esculturas da exposição inspiradas em sementes e sons de animais do Marajó”.

    O CCBB informou que, durante a temporada, são realizadas visitas mediadas para escolas públicas e privadas, grupos diversos e programação educativa inspirada no projeto.

    Segundo a curadora, as oficinas de economia criativa “foram pensadas para o avanço das mulheres, ampliando a formação técnica e artística de quem está começando ou querendo começar uma carreira profissional no universo artístico e atuar em grandes projetos”.

    Exposição

    A exposição fica aberta de quarta a segunda-feira, das 9h às 20h. Fecha na terça.

    Evento foi aprovado na Seleção Petrobras Cultural e conta com patrocínio da Petrobras, via Lei Rouanet, com realização do Ministério da Cultura e apoio do CCBB.

    A entrada é gratuita e os ingressos podem ser obtidos no site bb.com.br/cultura ou retirados na bilheteria do CCBB, na Rua Primeiro de Março, 66, Centro.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ambulantes “desfilam” no 7 de Setembro em busca de sustento

    Ambulantes “desfilam” no 7 de Setembro em busca de sustento

    Equilibrar 30 quilos de balões e algodões-doces coloridos sobre o ombro esquerdo, em uma caminhada apressada, foi o “desfile” do Palhaço Bolinha, o autônomo Renato Siqueira, de 53 anos, às margens da área do desfile de 7 de Setembro deste ano, em Brasília (DF).


    Brasília (DF), 07/09/2026 - Renato Siqueira, vende balões durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
    Brasília (DF), 07/09/2026 - Renato Siqueira, vende balões durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
    Renato Siqueira vende balões durante o Desfile da Independência, em Brasília – Lula Marques/Agência Brasil

    Além do colorido dos produtos, a maquiagem no rosto escorre com o suor da correria desta segunda. “A gente não pode parar. Mas vai fazendo graça”.

    Há oito meses ele trabalha em frente a escolas. Mas hoje precisou acordar às 4h30 e andar em busca dos clientes.

    O Palhaço Bolinha mora em Água Quente (DF), uma região administrativa periférica a 45 quilômetros de Brasília, nasceu em Anápolis (GO) e há 20 anos mudou para a capital para trabalhar.

    Estudou apenas só até o 8° ano. A eventos como o 7 de Setembro, ele vem com a esperança de melhorar os rendimentos. Ele consegue carregar os algodões-doces (vendidos a R$ 10) por mais de uma hora no ônibus, mas não os balões (que custam R$ 20).

    Os produtos que fazem brilhar os olhos das crianças são entregues para ele pelo fabricante quando ele está na rua.

    Desfile da Independência, Dia das Crianças e Ano Novo estão entre as datas com mais vendas. Mesmo com o peso nas costas, ele prefere a atual atividade. No trabalho anterior, ganhava um salário mínimo para vender plano funerário. Resolveu, então, viver fazendo graça, ainda que a maquiagem escorra.


    Brasília (DF), 07/09/2026 - Gustavo Ferreira, vende churros durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
    Brasília (DF), 07/09/2026 - Gustavo Ferreira, vende churros durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
    Gustavo Ferreira vende churros no Desfile de 7 de Setembro – Lula Marques/Agência Brasil

    Outro ambulante que também usou os braços e o ombro foi Gustavo Ferreira, de 30 anos, que equilibrava churros de doce de leite e chocolate (a R$ 10) com cuidado para que o recheio não escorresse. 

    No dia a dia, ele trabalha como cobrador de ônibus. “Acordei às 4h e a gente está na luta”. Mesmo que o dia a dia não seja assim tão doce.

    Mas a água de coco vendida por Samuel Santos estava, segundo ele, doce e gelada.E madrugar não chega a ser uma novidade para ele, que vive em Planaltina (a 40 quilômetros de distância) e trabalha na escala como porteiro de um prédio.

    “Estou experimentando essas vendas de água de coco aqui na Esplanada dos Ministérios. Estou estreando, na verdade. Se der certo, eu vou continuar”.


    Brasília (DF), 07/09/2026 - Samuel dos Santos, vende água e coco durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
    Brasília (DF), 07/09/2026 - Samuel dos Santos, vende água e coco durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
    O porteiro Samuel dos Santos resolveu vender água de coco neste 7 de Setembro – Lula Marques/Agência Brasil

    Prioridades

    Aliás a palavra “continuar” faz parte dessa rotina. Ele foi direto do trabalho na portaria para o comércio informal na Esplanada dos Ministérios. Não há muito tempo para se divertir. A prioridade é levar sustento para os dois filhos em casa.

    Sob o sol de Brasília, o paraibano Reinivaldo Garcia, de Brejo da Cruz, de 54 anos, vendia bonés e chapéus ao público, a R$ 20.

    “Só pude estudar até a terceira série do primário. Não consegui estudar mais porque precisava trabalhar. Eu digo aos meus dois filhos que eles precisam estudar sempre para não ficar nesse sol como eu Tem que ser independente, né?”
     


    Brasília (DF), 07/09/2026 - Renivaldo Garcia, vende bonés durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
    Brasília (DF), 07/09/2026 - Renivaldo Garcia, vende bonés durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
    O vendedor de bonés Reinivaldo Garcia o Desfile da Independência – Lula Marques/Agência Brasil

     

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Justiça Federal paralisa atividade de mina de lítio em Minas Gerais

    Justiça Federal paralisa atividade de mina de lítio em Minas Gerais

    A Justiça Federal em Minas Gerais determinou a suspensão das licenças ambientais e a consequente paralisação das atividades no complexo minerário Grota do Cirilo, operado pela Sigma Mineração S.A. nos municípios de Itinga e Araçuaí, região do Vale do Jequitinhonha.

    O juiz federal Antônio Lúcio Túlio de Oliveira Barbosa, da Vara Cível de Teófilo Otoni, atendeu a pedido da Federação da Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais, que acusa o empreendimento de fraude nos estudos de impacto ambiental.

    O magistrado estipulou multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento da suspensão das atividades. Ele justificou a medida diante do risco de dano irreversível às comunidades tradicionais.

    “O perigo de dano reside no fato de que o complexo de mineração opera de forma contínua, extraindo recursos e promovendo constantes detonações de explosivos e movimentação de terras a poucos quilômetros de distância do território tradicional.”

    Argumentos

    Em resumo, a federação argumenta que ao menos três comunidades quilombolas – Baú, Genipapo Pintos e Jenipapo II – encontram-se dentro da zona de impacto direto, mas não foram consultadas sobre o empreendimento, etapa obrigatória para a emissão das licenças ambientais.

    A atividade minerária no projeto Grota do Cirilo começou em 2023, em meio aos projetos do chamado Vale do Lítio, como é chamada a região em que é extraído esse tipo de minério fundamental para diversas indústrias, em especial as de eletrônicos e de baterias.

    A federação quilombola alega que a Sigma Mineração subestimou a distância da atividade minerária em relação às comunidades tradicionais, de modo a acelerar a obtenção das licenças ambientais por parte dos órgãos ambientais de Minas Gerais.

    Em sua defesa, a empresa alega que as comunidades citadas estão fora do raio de oito quilômetros que obriga a consulta antes da concessão do licenciamento ambiental, conforme dados de georreferenciamento anexados ao processo.

    Consultado, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) apresentou dados de demarcação segundo os quais a Comunidade do Baú, por exemplo, dista apenas 2,3 km da área diretamente afetada, situando-se assim dentro da área de proteção legal.

    Pela decisão da Justiça Federal, uma nova perícia deve ocorrer para esclarecer as discrepâncias entre os diferentes dados de georreferenciamento. Enquanto, qualquer atividade minerária deve ser imediatamente interrompida.

    O magistrado responsável escreveu que a mineração no local sem a devida consulta às comunidades impactadas “representa uma lesão diária, cumulativa e crônica à integridade física e sociocultural do grupo tradicional, justificando a imediata paralisação corretiva”.

    Multa

    De acordo com os autos do processo, desde que começou a operação na Grota do Cirilo, a Sigma foi multada em R$ 2 milhões pelo governo mineiro pelo descumprimento de condicionantes ambientais.

    A empresa concordou em assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para corrigir as falhas e continuar a atividade minerária. O juiz Antônio Lúcio Túlio de Oliveira Barbosa, proibiu o governo mineiro de firmar qualquer acordo do tipo, sob pena de R$ 100 mil de multa.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fachin aguarda explicações de ministros para decidir sobre crise

    Fachin aguarda explicações de ministros para decidir sobre crise

    O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda as explicações dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, também do Supremo, para decidir se leva a crise dos dois para julgamento no plenário, em sessão aberta ou fechada.

    A crise ganhou, na última semana, gravidade sem precedentes na história recente do STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigações.

    No desdobramento mais recente, Mendonça liberou para julgamento em plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que indica relação de proximidade entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master e suspeito de praticar fraudes financeiras bilionárias e corromper autoridades públicas.

    Antes de decidir, porém, ele deve aguardar até a próxima sexta-feira (11), quando vence o prazo de cinco dias que deu para que Moraes e Mendonça se manifestem.

    Como alternativa, é possível que o presidente do Supremo convoque uma reunião reservada em seu gabinete para que todos os ministros decidam como conduzir a crise interna.

    Essa foi a solução dada quando veio à tona uma suposta ligação entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, em fevereiro deste ano. Na ocasião, a relatoria do caso Master foi transferida de Toffoli para Mendonça.

    A diferença da crise atual é que Fachin decidiu concentrar em um processo próprio, de sua relatoria, os documentos e pedidos referentes ao caso. Embora improvável, é possível que o presidente do Supremo decida monocraticamente (de forma individual) sobre o arquivamento ou a abertura de investigação contra os colegas.

    No processo consta, por exemplo, um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que o relatório da PF liberado por Mendonça seja anulado, sob o argumento de que somente o plenário do Supremo poderia ter autorizado o avanço das investigações contra um de seus ministros.

    O próprio Gonet, entretanto, é citado no mesmo relatório da PF por possíveis ligações com Vorcaro.

    Outro pedido feito a Fachin, desta vez por Alexandre de Moraes, é para que o próprio Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

    Para embasar seu pedido, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça poderia direcionar as investigações do caso Master, de modo a atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado e traz na capa a advertência de se tratar de conjecturas “sem valor probatório”.

    O Regimento Interno do Supremo prevê que somente o plenário tem a competência para processar e julgar membros da própria Corte, mas não traz detalhes sobre os procedimentos a serem adotados. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Começa o desfile cívico-militar do Dia da Independência em Brasília

    Começa o desfile cívico-militar do Dia da Independência em Brasília

    Começou pouco depois das 9h desta segunda-feira (7) o desfile cívico-militar do Dia da Independência, na Esplanada dos Ministérios, no centro de Brasília.

    Após a execução do Hino Nacional, o general de divisão João Felipe Dias Alves solicitou autorização para iniciar o evento. 

    Na tribuna de autoridades figuram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. 

    Também acompanham o desfile, posicionados na tribuna, ministros de diversas pastas, incluindo Leonardo Barchini, da Educação; Gustavo Feliciano, do Turismo; Márcia Lopes, das Mulheres; Wolney Queiroz, da Previdência, e Dario Durigan, da Fazenda, além do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias. 

    Para este ano, o governo federal definiu três eixos temáticos para o desfile: a soberania nacional, assunto recorrente após as tarifas aplicadas a produtos brasileiros; o enfrentamento à violência contra as mulheres, com destaque para um pacto nacional lançado pelos Três Poderes em fevereiro; e a Copa do Mundo Feminina de 2027.

    O público começou a chegar ao local antes das 6h30, em meio aos preparativos e ensaios dos participantes do desfile. As arquibancadas cobertas já estavam cheias minutos antes do evento ter início.

    O tempo ameno na capital federal, com céu bastante nublado, ajuda os que acompanham as apresentações próximo às grades de segurança. 

    O desfile cívico-militar tem encerramento previsto para as 11h. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original