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  • Levantamento aponta uso de IA sem identificação por candidatos

    Levantamento aponta uso de IA sem identificação por candidatos

    Um levantamento do Observatório Lupa mostra que pelo menos 37 conteúdos foram gerados com inteligência artificial (IA) nas contas oficiais dos candidatos em redes sociais. Em todos esses conteúdos, não havia nenhuma indicação da manipulação digital.

    Entre os 314 conteúdos suspeitos coletados entre 16 e 26 de agosto em redes sociais e aplicativos de mensagem, foi constatado o uso de IA em 282 deles. Desses conteúdos, a maioria deles era deepfake, peças artificiais criadas para simular a aparência, a voz ou a identidade de pessoas reais.

    Segundo o levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, foi a maior vítima dos conteúdos falsos gerados por IA, aparecendo 115 vezes. A segunda maior vítima dos conteúdos falsos foi Flávio Bolsonaro (PL), aparecendo em 56 conteúdos.

    O Facebook é a rede com maior registros de conteúdo enganoso: foram 202 ocorrências, seguido do Instagram, com 62 ocorrências.

    “O que chama atenção nesses 37 casos é que não são conteúdos publicados por contas anônimas. São publicações feitas pelas contas oficiais de candidatos e partidos, que têm a obrigação de informar ao eleitor quando utilizam inteligência artificial”, alerta Cristina Tardáguila, gerente de inovação e formação e fundadora da Agência Lupa.

    Em março deste ano, o TSE aprovou as restrições para uso de IA nas eleições. A restrição vale para modificações com imagem e voz de candidatos ou pessoas públicas.

    A Corte eleitoral também reafirmou que os provedores de internet poderão ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais de seus usuários.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira como foi a quinta-feira (10) dos candidatos a presidente

    Confira como foi a quinta-feira (10) dos candidatos a presidente

    A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta quinta-feira (10) incluiu entrevistas a rádios e podcasts, sabatinas, palestras e panfletagem. 

    >> Veja como foi o dia dos presidenciáveis:

    Hertz Dias (PSTU)
    O candidato Hertz Dias participou de panfletagem no restaurante da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), no Recife. 

    Ele defendeu mais investimentos para universidades públicas e o fim da restrição ao aporte de recursos previsto no arcabouço fiscal.

    “Não existe projeto de desenvolvimento para o Brasil sem investimento pesado em educação, ciência e tecnologia. As universidades públicas são responsáveis por grande parte da pesquisa produzida no país, mas seguem sofrendo com falta de recursos, infraestrutura precária, redução de bolsas e dificuldades para garantir a permanência estudantil”, disse.

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    O candidato Luiz Inácio Lula da Silva não teve agenda pública de campanha.

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos participou do evento Diálogo com Presidenciáveis na Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil), em São Paulo. 

    Romeu Zema (Novo)
    O candidato Romeu Zema cumpriu agenda de campanha no Ceará. Ele participou de entrevista para a rádio O Povo CBN, em Juazeiro do Norte (CE).

    Zema visitou o Santuário do Padre Cícero, também em Juazeiro do Norte, e o projeto Ecos da Esperança, em Crato (CE).

    O candidato almoçou no Instituto Primeira Infância, em Fortaleza, e visitou o Mercado Central da cidade onde conversou com eleitores.

    Ronaldo Caiado (PSD)
    O candidato Ronaldo Caiado cancelou os compromissos de campanha. Ele foi internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, para tratar uma faringite aguda.

    O candidato iria visitar a cidade de Vinhedo, no interior paulista e, à noite, participaria de sabatina em um canal no Youtube.

    Rui Costa Pimenta (PCO) 
    O candidato Rui Costa Pimenta participou de uma live sobre análise internacional, na qual alertou para o avanço da extrema-direita na Alemanha, a crise em Cuba e criticou a atuação dos Estados Unidos na Venezuela.

    Samara Martins (UP)
    A candidata Samara Martins não teve agenda pública de campanha.

    Wilson Grassi (Democrata) 
    O candidato Wilson Grassi teve reunião com a equipe de planejamento de campanha e, à noite, concedeu entrevista ao Kritikê Podcast.

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury participou de evento na sede da Genial Investimentos, na capital paulista, onde se reuniu com representantes e especialistas do mercado financeiro.

    Ele defendeu gestão pública eficiente e equilíbrio das contas públicas. 

    “Um país que deseja crescer precisa transmitir confiança, segurança e previsibilidade. O setor produtivo precisa encontrar um ambiente em que seja possível investir, gerar empregos e planejar o futuro”.

    Clariana Barão (DC)
    A candidata Clariana Barão não teve eventos de campanha.

    Edmilson Costa (PCB)
    O candidato Edmilson Costa esteve em sabatina com a imprensa e com representantes dos trabalhadores de Santos (SP).

    Ele reafirmou a necessidade de “mudanças profundas” na área social e trabalhista, como a redução da jornada de trabalho para 30 horas sem redução de salário e o fim da escala 6×1.

    Edmilson Costa defendeu ainda a formalização para todos os trabalhadores das plataformas digitais e um piso salarial.

    Flávio Bolsonaro (PL) 
    O candidato Flávio Bolsonaro cumpriu agenda de campanha em Roraima. Em Boa Vista, participou de uma motocarreata e de um comício na Praça do Centro Cívico.

    Flávio Bolsonaro disse que, caso eleito, vai dar continuidade a projetos como o linhão de Tucuruí, que conectou Roraima com o sistema elétrico nacional. 

    “Agora, ao invés de ter muros que separem Roraima do Amazonas ou de outros países, nós vamos ter pontes, estradas e conectividade no estado de Roraima para que ele se desenvolva ainda mais”, disse.

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    * Colaboraram Bruno de Freitas Moura (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís) e redação de São Paulo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil continua sem vitória no mundial de basquete em cadeira de rodas

    As seleções brasileiras de basquete em cadeira de rodas continuam sem vencer no Campeonato Mundial da modalidade, que ocorre em Ottawa (Canadá). Nesta quinta-feira (10), o time masculino estreou com derrota por 77 a 32 para a Itália, no ginásio da Carleton University. O feminino, pela segunda rodada, caiu por 70 a 63 para a Espanha, no TD Place.

    Os jogos da competição têm transmissão ao vivo no canal da Federação Internacional da modalidade (IWBF, sigla em inglês).

    Entre os homens, o Brasil pecou no aproveitamento (29% em 55 arremessos, contra 55% dos italianos em 63 tentativas) e pegou bem menos rebotes (29 a 41). Cristiano Clemente, o Juninho, foi o destaque brasileiro, com oito pontos, sete rebotes e três assistências.

    A seleção verde e amarela busca a reação nesta sexta-feira (11), às 18h (horário de Brasília), diante do favorito Estados Unidos, atuais campeões mundiais e tri paralímpicos, no TD Place. A campanha na fase de grupos termina no domingo (13), às 17h45, novamente na Carleton University, contra a Holanda, país do técnico brasileiro, Cees Van Rootselaar.

    O Mundial masculino reúne 16 seleções, divididas em quatro chaves. O Brasil está no Grupo A. Os dois primeiros colocados avançam às quartas de final.

    No feminino, o Brasil fez um jogo apertado diante das espanholas, chegando a passar a frente em determinados momentos do terceiro e do último quartos, mas sem resistir à pressão das rivais. Os lances livres fizeram diferença. As europeias tiveram direito a 13 arremessos (acertaram dez), contra cinco (todos convertidos) das brasileiras. Com 18 pontos, cinco rebotes e sete assistências, liderou o time verde e amarelo, a experiente Vileide Almeida liderou o time verde e amarelo.

    Foi o segundo revés da equipe comandada por Evelyn Barbian, que, na última quarta-feira (9), perdeu da Grã-Bretanha por 78 a 41, também no TD Place. As brasileiras têm novo desafio no sábado (12), às 15h30, na Carleton University, diante da Austrália, donas de quatro medalhas paralímpicas (três pratas e um bronze).

    Entre as mulheres, o Mundial tem 12 países, separados em duas chaves. Integrante do Grupo B, o Brasil ainda terá pela frente China e Canadá. As quatro melhores seleções vão às quartas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Número de lares com idosos em insegurança alimentar cai em dois anos

    Número de lares com idosos em insegurança alimentar cai em dois anos

    Um levantamento feito a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou que o número de domicílios com pessoas com mais de 60 anos em insegurança alimentar caiu no país entre 2023 e 2024, últimos anos com informações consolidadas.

    A queda foi de 300 mil lares, passando de 5,9 milhões em 2023 para 5,6 milhões em 2024. Entre as categorias possíveis – insuficiência alimentar grave, moderada e leve, segundo a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) – o grupo em situação grave foi o que mais recuou, passando de 894 mil para 744 mil lares.

    “A redução na insegurança alimentar grave nos domicílios com brasileiros 60+ é uma notícia importante. Os dados nos alertam que o desafio estrutural permanece, mostra onde as políticas públicas e as decisões estratégicas precisam focar com urgência”, aponta Marcelo Tokarski, CEO da consultoria Nexus, que realizou o estudo.

    O nível de insegurança moderado teve queda, passando de 1,2 milhão para 1,1 milhão. O número de lares com vulnerabilidade social e privação de comida leves se manteve em cerca de 3,7 milhões. Na soma, 21,8% de todas as moradias com idosos no país tem algum grau de vulnerabilidade com impacto na alimentação. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Programa CNH do Brasil aumenta pedidos de habilitação em mais de 200%

    Programa CNH do Brasil aumenta pedidos de habilitação em mais de 200%

    Nos primeiros nove meses de vigência do programa CNH do Brasil, mais de 2 milhões de novos condutores foram habilitados. Além disso, houve um aumento de 216% nos requerimentos de nova habilitação em comparação com 2025. Se no ano passado foram 2,3 milhões de pedidos, este ano foram 7,3 milhões.

    O aumento no número de solicitações e de novos condutores ocorreu a partir da implantação das novas regras para obtenção da carteira de motorista. A plataforma da CNH do Brasil reúne várias etapas da jornada da primeira habilitação em apenas um ambiente.

    Entre as mulheres, o número de entradas no processo de habilitação cresceu 18%. Passou de 1,06 milhão em 2025 para 1,25 milhão em 2026 – acréscimo de pouco mais de 190 mil. A Região Nordeste registrou o maior indicador processos iniciados, com 54,7%. A segunda região com maior aumento foi o Norte, com 31,9%.

    Segundo o Ministério dos Transportes, houve economia de quase R$ 10 bilhões para os condutores. Entra nesse cálculo a redução dos valores do curso teórico, da formação prática, da renovação do documento, dos exames médicos e dos deslocamentos evitados, já que algumas etapas podem ser feitas remotamente.

    Mudanças

    O programa reduziu os custos de emissão ao diminuir as exigências de aulas teóricas e práticas em autoescolas. O curso teórico passou a ser oferecido de maneira digital e gratuita. A quantidade mínima de aulas práticas reduziu de 20 horas para duas horas.

    A possibilidade de contratação de instrutores autônomos passou a integrar a formação prática. Em 2026, cerca de 553 mil dos 4,2 milhões de cursos foram conduzidos por esses profissionais, o equivalente a 13,2% do total, enquanto os centros de formação responderam por 86,8%.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Futebol de cegos: Brasil vai à final da Copa América contra Colômbia

    Futebol de cegos: Brasil vai à final da Copa América contra Colômbia

    Maior vencedor da Copa América de futebol de cegos entre os homens, o Brasil vai em busca do sétimo título. Nesta quinta-feira (10), a seleção verde e amarela derrotou a Costa Rica por 2 a 0 no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, pelas semifinais da competição.

    Os brasileiros não encontraram dificuldades e abriram vantagem sobre os costarriquenhos antes da metade da primeira etapa – cada tempo tem 20 minutos de duração. Aos seis, Maicon conduziu a bola após cobrança de falta, arrastou a marcação de três adversários e chutou rasteiro para abrir o placar. Aos 12, Nonato recebeu na área e bateu forte, no alto, sem chances para o goleiro Rony Madrigal.

    No segundo tempo, o técnico Cesinha aproveitou para rodar o elenco. Mesmo assim, a equipe da casa manteve o jogo sob controle e até criou algumas chances, parando em boas defesas do goleiro costarriquenho.

    Em 11 edições, o Brasil sempre foi à final, com seis conquistas e quatro vices. O último na edição de 2022, quando perderam nos pênaltis para a anfitriã Argentina.

    Os Murciélagos (morcegos, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina), aliás, ficaram fora da decisão continental pela primeira vez. Mais cedo nesta quinta, os hermanos, atuais campeões mundiais e vice paralímpicos foram superados pela Colômbia por 1 a 0 nas penalidades, após empate sem gols com bola rolando.

    A final diante dos colombianos será neste sábado (12), às 17h30 (horário de Brasília). O canal da Federação Internacional de Esportes para Cegos (Ibsa) no YouTube transmite a partida ao vivo.

    Esta será a segunda final do Brasil neste ciclo da Paralimpíada de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. Em julho, os brasileiros conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Parasul-Americanos, em Valledupar (Colômbia), superando os argentinos na decisão.

    Apesar da queda nas semifinais, a Costa Rica se garantiu no Campeonato Mundial do ano que vem, assim como Argentina e Colômbia. O Brasil, como país-sede, já tinha vaga assegurada. Pentacampeã paralímpica, a seleção verde e amarela é também cinco vezes campeã do mundo, sendo a maior vencedora nos dois principais eventos da modalidade.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Saiba qual é a rotina ideal de consultas para cuidar da visão

    Saiba qual é a rotina ideal de consultas para cuidar da visão

    De quanto em quanto tempo é preciso passar por uma consulta com oftalmologista? A idade influencia nessa decisão? Uma condição de saúde que exige atenção especial, como o diabetes, muda alguma coisa?

    As respostas para essas e outras perguntas estão em um documento lançado nesta quinta-feira (10) pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e divulgado durante o 70º Congresso da especialidade, que ocorre até sábado (12), em Salvador.

    Em nota, a entidade avaliou que o documento confirma para pacientes, familiares e mesmo médicos de outras especialidades a necessidade da consulta periódica com um oftalmologista como cuidado essencial para a saúde ocular.

    “Somente por meio desse encontro se torna possível fazer o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno de doenças que acometem a visão”, completou o CBO no comunicado.

    Periodicidade

    A consulta oftalmológica deve ser realizada com periodicidade adequada à faixa etária e à presença de comorbidades, já que o exame é capaz de identificar doenças que evoluem silenciosamente e que, uma vez instaladas, provocam perda visual irreversível.

    Os intervalos recomendados para as consultas são parâmetros mínimos de referência para pessoas sem doença ocular diagnosticada e que não apresentam fatores de risco.

    >> Confira a recomendação para cada faixa etária:

    • recém-nascido: teste do reflexo vermelho, realizado pelo pediatra nas primeiras 72 horas de vida ou antes da alta da maternidade. Se o exame tiver alteração, o bebê deve ser encaminhado com urgência para o especialista.
    • 0 a 36 meses: repetição do teste do reflexo vermelho nas consultas médicas. Deve ser feita menos três vezes ao ano durante os três primeiros anos de vida da criança, com avaliação dos marcos do desenvolvimento visual, da fixação e do alinhamento ocular.
    • 6 a 12 meses: primeira consulta oftalmológica completa, com o objetivo de detectar e tratar precocemente falhas do desenvolvimento visual.
    • 3 a 5 anos: pelo menos uma consulta oftalmológica completa, com inspeção dos olhos e anexos, avaliação da função visual, testes de motilidade e alinhamento, refração sob cicloplegia (que mede o grau real do olho) e fundo de olho sob dilatação, preferencialmente antes da alfabetização.
    • idade escolar e adolescência (até 18 anos): reavaliação periódica, com avaliação oftalmológica completa entre 12 e 18 anos. É considerado o período de maior surgimento e crescimento da miopia entre estudantes.
    • ⁠adultos até 39 anos: avaliação periódica mesmo que não tenha sintomas. Doenças relevantes podem ocorrer nessa faixa etária sem apresentar sinais.
    • a partir dos 40 anos: consulta anual. A prevalência de glaucoma, por exemplo, sobe para cerca de 2% após os 40 anos e a presbiopia (conhecida como vista cansada) aumenta progressivamente a partir dessa idade.
    • idosos: acompanhamento anual, no mínimo, com atenção reforçada. Deve-se ficar atento à catarata senil e ao glaucoma. Não existem estudos nacionais, mas estima-se, a partir de dados internacionais, que a degeneração macular alcance 2,2% dos indivíduos entre 70 e 79 anos e até 10,3% daqueles com 80 anos ou mais.

    Doenças crônicas

    Caso haja diagnóstico de alguma doença crônica, histórico familiar de doenças oculares ou exposições a circunstâncias específicas, o documento estabelece a necessidade de intensificar o acompanhamento em consultas, com intervalos definidos pelo oftalmologista a partir da avaliação individual.

    Cabe ao médico oftalmologista definir se os intervalos entre as consultas devem ser reduzidos.

    >> Os principais fatores a serem considerados são:

    • diabetes: cerca de 50% dos pacientes desenvolvem algum grau de retinopatia diabética (complicação na retina), proporção que chega a aproximadamente 80% após 25 anos de doença. O paciente diabético tem quase 30 vezes mais chance de tornar-se cego. Recomenda-se avaliação com pupilas dilatadas desde o diagnóstico e acompanhamento regular, mesmo se não houver queixa de problema na visão. Gestantes com diabetes devem ter acompanhamento específico.
    • histórico familiar de glaucoma: parentes de primeiro grau têm entre quatro e oito vezes mais chance de desenvolver a doença. Integram o grupo de risco pessoas com mais de 50 anos, afrodescendentes e pacientes com pressão intraocular elevada, que devem ser submetidos a exame completo, incluindo fundoscopia para avaliação do nervo óptico e tonometria, em qualquer idade.
    • histórico familiar de outras doenças oculares: ceratocone, distrofias corneanas e retinose pigmentar, entre outras condições de transmissão genética, justificam avaliação antecipada e acompanhamento periódico dos familiares.
    • miopia e miopia elevada: essa doença ocular aumenta o risco de deslocamento de retina, glaucoma e degeneração macular miópica. A avaliação deve ser realizada por um oftalmologista que, além de prescrever óculos, fará exames para diagnosticar e tratar possíveis complicações. Em crianças míopes, recomenda-se acompanhamento a cada 12 meses e, nos casos não controlados, a cada seis meses.
    • prematuridade: recém-nascidos com peso igual ou inferior a 1.500 gramas ou idade gestacional igual ou inferior a 32 semanas devem passar por rastreamento de retinopatia da prematuridade nas primeiras semanas de vida, com acompanhamento contínuo.
    • uso de corticoides, sobretudo tópicos oftálmicos (colírios e pomadas): de 30% a 40% dos indivíduos apresentam elevação da pressão intraocular em razão das medicações, sendo 5% a 6% em situações elevadas. Entre crianças, é maior o período para voltar ao normal após parar de tomar o remédio. Quanto mais usar, maior o risco. Pacientes que necessitam de uso prolongado ou recorrente precisam de acompanhamento com médico oftalmologista para evitar a cegueira irreversível causada pelo glaucoma.
    • uso de lentes de contato: o uso de lentes de contato exige acompanhamento ao menos anual, ou em intervalo menor diante de suspeita de distorção corneana, alteração refracional ou baixa de acuidade visual com melhor correção.
    • usuário de canetas emagrecedoras: tais pacientes devem incluir consultas oftalmológicas regulares na rotina de cuidados. Estudos apontam possível associação com neuropatias ópticas e com alterações da retinopatia diabética.
    • hipertensão arterial, doenças reumatológicas e autoimunes e uso de medicamentos com potencial toxicidade ocular exigem vigilância. O tabagismo é fator de risco para a degeneração macular a depender da idade do paciente.

    Profissional habilitado e ambiente adequado

    Além de profissionais habilitados – com formação médica, o conselho alerta para a importância de que ambiente do atendimento seja adequado.

    Consultas e exames de diagnóstico, bem como outros procedimentos oftalmológicos, devem ser realizados em consultórios, postos de saúde e hospitais que atendam às exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto à estrutura física, equipamentos e condições sanitárias.

    Maternidade

    O documento defende que o acompanhamento oftalmológico tenha início ainda na maternidade. O teste do reflexo vermelho, realizado no berçário, detecta catarata e glaucoma congênitos, opacidades de córnea, tumores intraoculares, inflamações importantes e hemorragias intravítreas.

    Nos primeiros anos de vida, a avaliação dos marcos do desenvolvimento visual, da fixação e do alinhamento ocular integra a rotina de cuidados.

    Os erros de refração não corrigidos são a principal causa de deficiência visual entre as crianças brasileiras, impactando o rendimento escolar e a socialização.

    A ambliopia, popularmente conhecida como olho preguiçoso, pode ser prevenida pelo exame oftalmológico realizado até os 3 anos. Dados internacionais apontam que 40% das crianças cegas poderiam ter essa consequência evitada ou tratada se tivessem acesso a um oftalmologista no tempo certo.

    Cegueira

    A maior parte das causas de cegueira e de deficiência visual, segundo o documento, é evitável e tratável, desde que identificadas precocemente.

    Dados internacionais compilados pelo conselho indicam que a maioria dos casos de baixa visão no mundo é reversível, sobretudo catarata e erros refracionais (miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia). 

    No Brasil, o CBO estima o número de pessoas cegas em cerca de 1,5 milhão, contingente que tende a crescer com o envelhecimento da população já que as quatro maiores causas de cegueira no país (catarata, glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular) acometem idosos.

    *A repórter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Caiado é internado em SP para tratar uma faringite aguda

    Caiado é internado em SP para tratar uma faringite aguda

    O candidato à presidência da República Ronaldo Caiado, do PSD, foi internado na manhã desta quinta-feira (10) no Hospital Vila Nova Star, na capital paulista, para tratar uma faringite aguda.

    Segundo nota encaminhada pela assessoria de imprensa do candidato, Caiado precisou tomar uma medicação intravenosa. Assinada pela médica Ludihmila Abrahão Hajjar, a nota informa que o objetivo da internação foi acelerar a recuperação do candidato para que ele possa retomar, o mais breve possível, seus compromissos de campanha.

    Por causa da internação, os compromissos do candidato agendados para esta quinta-feira foram cancelados. 

    Pela manhã, o candidato visitaria o Centro de Inteligência, Comunicação e Monitoramento da Guarda Civil em Vinhedo, no interior paulista, e à noite participaria de uma sabatina na capital paulista. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • MEC aprova regras para as férias escolares na Copa do Mundo Feminina

    MEC aprova regras para as férias escolares na Copa do Mundo Feminina

    O Ministério da Educação (MEC) regulamentou como as redes de ensino público e privado de todo o país devem organizar as férias escolares do meio do ano de 2027, período em que ocorre a Copa do Mundo Feminina da FIFA no Brasil. No total, 64 partidas serão disputadas de 24 de junho a 25 de julho do próximo ano, por 32 seleções.

    É a primeira edição do torneio em um país da América do Sul, nas seguintes unidades da Federação:

    1. Minas Gerais;
    2. Ceará;
    3. Rio Grande do Sul;
    4. Pernambuco;
    5. Rio de Janeiro;
    6. Bahia;
    7. São Paulo;
    8. Distrito Federal.

    As regras de organização do calendário letivo de 2027 ficam divididas segundo o nível de impacto local. 

    Primeiramente, a competição do futebol feminino deve afetar diretamente as oito cidades-sede e cerca de 174 municípios que integram suas regiões metropolitanas ou áreas de influência direta.

    Nessas localidades, os sistemas de ensino deverão promover os ajustes em seus calendários escolares para que o recesso, logo após encerramento das atividades do primeiro semestre de 2027, coincida com o período do torneio.

    Já as redes estaduais e municipais de ensino que não sofrerão impacto direto do campeonato mundial têm autonomia para decidir se querem adequar as férias ao evento esportivo. O parecer detalha que estas devem considerar as realidades locais, conforme necessidades educacionais, socioeconômicas e até climáticas. 

    Segurança jurídica

    As orientações sobre os calendários escolares de 2027 estão no Parecer CNE/CEB nº 7/2026, do Conselho Nacional de Educação (CNE), homologado pelo MEC nessa terça-feira (8).

    O objetivo do parecer é dar segurança jurídica e uniformidade de orientação aos sistemas de ensino de todo o país, no período entre a abertura e o encerramento da Copa do Mundo Feminina.

    Na prática, as orientações permitem que estudantes e profissionais da educação acompanhem os jogos sem perder aulas, além de facilitar a mobilidade urbana e evitar congestionamentos.

    Respeito à LDB

    O documento deixa claro que a adaptação do calendário escolar 2027 não afasta a obrigatoriedade do cumprimento dos 200 dias letivos e da carga horária escolar mínima anual exigida, conforme determinado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

    O parecer esclarece ainda que as orientações se aplicam, inclusive, aos cursos de qualificação profissional e de educação profissional técnica de nível médio previstos na LDB.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mostra em SP exibe produção do indigenista Vincent Carelli

    Mostra em SP exibe produção do indigenista Vincent Carelli

    O CineSesc, na capital paulista, exibe nesta quinta-feira (10), às 20h, o documentário Arquivo Vivo, em que Vincent Carelli e Ana Carvalho dividem a direção. Parte da programação do festival Amor ao Cinema, a obra recupera como o projeto Vídeo nas Aldeias se firmou enquanto acervo dos povos originários brasileiros, com mais de 70 filmes rodados.

    Franco-brasileiro, Carelli começou a flertar com o indigenismo muito cedo, por influência de um missionário dominicano de seu colégio em São Paulo, e filósofo que já circulava em comunidades Mẽbengôkre Xikrin (ou Kayapó Xikrin), no Pará. 

    Das apresentações com slides que o religioso preparava e mostrava em aulas, nasceu a vontade de acompanhá-lo nas viagens. Aos 16 anos de idade, então, perguntou se poderia ir em uma das viagens e teve seu pedido atendido. 

    Era a primeira vez que subia em um avião, e a sequência de voar e horas depois descer na floresta e entrar na aldeia, o marcou para sempre. 

    “A sensação de ter adentrado em outro momento da humanidade foi muito forte. O cheiro, a emoção. A emoção deles [indígenas], que também estavam recebendo um [indígena] que estava se tratando em Marabá, e aquele choro kayapó diante do retorno, a saudade das irmãs”, lembra Carelli, filho parisiense do ceramista, desenhista e pintor Antônio Carelli e de mãe brasileira e irmão da atriz e diretora teatral Chica Carelli.

    “Para mim, foi uma experiência definitiva. Eu voltei lá dois anos consecutivos, fiz um ano de USP [Universidade de São Paulo] e disse, quer saber de uma coisa? eu vou morar lá.”

    Já reconhecido como um não indígena de confiança, Carelli foi convidado pelos xikrin para permanecer na aldeia, após concluir uma formação de indigenista em Brasília. 

    Contudo, como era no período da ditadura, houve um impedimento de militar, naquele momento e daquela forma, com o movimento indígena. O argumento, segundo Carelli, era que “não daria certo, por ele ser muito amigo dos indígenas”. 

    “Na época da ditadura, as ONGs foram demonizadas. E as associações indígenas, nem a Funai [então Fundação Nacional do Índio] queria ouvir falar disso!, lembra. 

    Nos anos 1970, o cineasta trabalhou na Funai e cofundou o Centro de Trabalho Indigenista (CTI), com um grupo de antropólogos. Foi também nessa década que ele e Andrea Tonacci se conheceram, para formatar um projeto para a Guggenheim, chamado Inter Povos. 

    Tonacci já idealizava usar o vídeo para encurtar distâncias entre os povos indígenas, e o VHS foi o ingrediente que faltava para a poção mágica que os transformaria em cineastas também. 

    Como qualquer outra pessoa que acredita em relações horizontais, sem ter a gana de exercer domínio sobre outras, Carelli se sentiria pleno quando visse indígenas filmando e não apenas sendo filmados.

    Em 1986, com essa proposta, começava oficialmente a história do Vídeo nas Aldeias, estruturado por Carelli com sua esposa, a antropóloga Virgínia Valadão. 

    O projeto não parou nem mesmo durante a pandemia da covid-19. Ao contrário, seria, pela negligência do governo de Jair Bolsonaro, segundo Carelli, ainda mais importante para se documentar o que foi, para muitos indígenas, seu ciclo derradeiro.

    “A questão da apropriação da imagem, afinal, tem várias dimensões. Uma é a que se tem consigo mesmo. Mas tem também a de memória de vidas que estão sofrendo um momento muito intenso de cotidiano, de novidades. Os velhos se vão”, pondera. 

    Além de realizador audiovisual e educador na área, Carelli foi jornalista e repórter fotográfico freelancer das revistas IstoÉ, Repórter Três e do jornal Movimento. Foi também editor fotográfico e pesquisador do Projeto Povos Indígenas no Brasil do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi), que deu lugar ao Instituto Socioambiental (ISA). 

    Um questionamento mencionado pelo indigenista provoca melindres até hoje: “Existe instituição do Estado brasileiro comandada, com autonomia, por povos indígenas? Qual é a relação dos museus? É quase uma utopia. E eles não podem ser alienados das imagens, têm que ter acesso a elas.”

    Serviço

    Festival Amor ao Cinema | CineSesc

    Arquivo Vivo

    Direção: Vincent Carelli e Ana Carvalho

    País: Brasil

    Ano: 2026

    Duração: 2h17min. (137’)

    Classificação Indicativa: Livre

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original