Categoria: Educação

  • MEC aprova regras para as férias escolares na Copa do Mundo Feminina

    MEC aprova regras para as férias escolares na Copa do Mundo Feminina

    O Ministério da Educação (MEC) regulamentou como as redes de ensino público e privado de todo o país devem organizar as férias escolares do meio do ano de 2027, período em que ocorre a Copa do Mundo Feminina da FIFA no Brasil. No total, 64 partidas serão disputadas de 24 de junho a 25 de julho do próximo ano, por 32 seleções.

    É a primeira edição do torneio em um país da América do Sul, nas seguintes unidades da Federação:

    1. Minas Gerais;
    2. Ceará;
    3. Rio Grande do Sul;
    4. Pernambuco;
    5. Rio de Janeiro;
    6. Bahia;
    7. São Paulo;
    8. Distrito Federal.

    As regras de organização do calendário letivo de 2027 ficam divididas segundo o nível de impacto local. 

    Primeiramente, a competição do futebol feminino deve afetar diretamente as oito cidades-sede e cerca de 174 municípios que integram suas regiões metropolitanas ou áreas de influência direta.

    Nessas localidades, os sistemas de ensino deverão promover os ajustes em seus calendários escolares para que o recesso, logo após encerramento das atividades do primeiro semestre de 2027, coincida com o período do torneio.

    Já as redes estaduais e municipais de ensino que não sofrerão impacto direto do campeonato mundial têm autonomia para decidir se querem adequar as férias ao evento esportivo. O parecer detalha que estas devem considerar as realidades locais, conforme necessidades educacionais, socioeconômicas e até climáticas. 

    Segurança jurídica

    As orientações sobre os calendários escolares de 2027 estão no Parecer CNE/CEB nº 7/2026, do Conselho Nacional de Educação (CNE), homologado pelo MEC nessa terça-feira (8).

    O objetivo do parecer é dar segurança jurídica e uniformidade de orientação aos sistemas de ensino de todo o país, no período entre a abertura e o encerramento da Copa do Mundo Feminina.

    Na prática, as orientações permitem que estudantes e profissionais da educação acompanhem os jogos sem perder aulas, além de facilitar a mobilidade urbana e evitar congestionamentos.

    Respeito à LDB

    O documento deixa claro que a adaptação do calendário escolar 2027 não afasta a obrigatoriedade do cumprimento dos 200 dias letivos e da carga horária escolar mínima anual exigida, conforme determinado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

    O parecer esclarece ainda que as orientações se aplicam, inclusive, aos cursos de qualificação profissional e de educação profissional técnica de nível médio previstos na LDB.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Enem 2026: candidatos terão transporte gratuito no Rio

    Enem 2026: candidatos terão transporte gratuito no Rio

    Os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Rio de Janeiro terão passagem gratuita no transporte público nos dois dias de prova em novembro.

    A expectativa é que o benefício atenda a 150 mil estudantes de escolas públicas e particulares. 

    A tarifa zero nas passagens nos dias 8 e 15 de novembro vai funcionar a partir do cadastro do JaÉ, sistema de bilhetagem dos transportes da capital fluminense.

    Ouça mais detalhes na Radioagência Nacional:

    Os estudantes que ainda não têm a gratuidade no JaÉ precisam fazer o cadastro para vincular o CPF no aplicativo.

    Após o procedimento, a prefeitura do Rio de Janeiro vai liberar crédito de R$ 10 para cada domingo de prova, com direito à integração modal, ida e volta.

    Investimento

    A estimativa é que R$ 3 milhões sejam investidos no projeto, segundo a Secretaria Municipal de Transportes.

    No estado do Rio, 16 dos 92 municípios já implantaram tarifa zero universal.
     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil melhora desempenho escolar no longo prazo, mas patamar é baixo

    Brasil melhora desempenho escolar no longo prazo, mas patamar é baixo

    A redução da distância entre o desempenho dos estudantes brasileiros e a média dos alunos de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) no Pisa 2025 não significa, necessariamente, que o Brasil tenha avançado em aprendizagem. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que a aproximação ocorreu principalmente porque o desempenho brasileiro permaneceu relativamente estável enquanto a média dos países da organização recuou, especialmente nos últimos anos.

    “O país tem mantido seus resultados relativamente estáveis, enquanto a média da OCDE recuou. Portanto, embora tenha evitado uma piora, o desafio brasileiro continua sendo promover ganhos consistentes de aprendizagem”, diz Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann

    O Pisa é o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), coordenado pela OCDE, entidade que reúne 38 países, incluindo algumas das maiores economias do planeta, para produzir estudos, estatísticas e recomendações sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico e social. Aplicado a cada três anos pela entidade, a prova avalia os conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências.

    “Podemos afirmar que o Brasil melhorou no longo prazo, sobretudo em ciências e leitura. No entanto, parte importante da aproximação ocorreu porque a média da OCDE caiu, especialmente em matemática”, avalia Rodrigo Fulgêncio, 1º vice-presidente da Associação Brasileira de Sistemas de Ensino e Plataformas Educacionais (Abraspe).

    Com os resultados de 2025, que se mantiveram similares em relação a 2022, o Brasil segue no grupo abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas. Foram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Nessa mesma ordem, a média de 23 países da OCDE ficou em 466 (leitura), 469 (matemática) e 486 (ciências). Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Em matemática, por exemplo, o Brasil está com cerca de 4,6 anos de atraso em relação aos membros da OCDE.

    A distância, no entanto, já foi bem maior, quando se comparam os dados entre os anos de 2006 e 2025. A diferença de desempenho em relação à média dos países da OCDE diminuiu de 102 para 58 em leitura (redução de 44 pontos), de 131 para 92 em matemática (39 pontos) e de 113 para 77 em ciências (36 pontos).

    Ganhos em escala

    Mestre em matemática e gerente da CASIO Educação, Jalman Lima afirma que é positivo que o Brasil não tenha acompanhado a intensidade de queda na educação observada em diversos países, mas essa estabilidade ainda ocorre em um patamar de desempenho educacional muito baixo, já que somente 28% dos estudantes atingiram pelo menos o nível 2 em matemática, que é o mínimo.

    “O principal desafio continua sendo transformar essa estabilidade em crescimento real da aprendizagem matemática, ampliando a capacidade dos estudantes de interpretar situações, relacionar informações, escolher estratégias de resolução”, pondera.

    “O ponto central é que o Brasil ainda não conseguiu produzir ganhos de aprendizagem em escala. Seguimos com uma parcela muito elevada de estudantes abaixo dos níveis mínimos de proficiência, especialmente em matemática e leitura, e com desigualdades importantes de desempenho. É preciso considerar também que esta é uma geração que teve sua trajetória escolar diretamente impactada pela pandemia, com efeitos sobre a aprendizagem que não desaparecem de um ano para outro”, argumenta Felipe Proto. Segundo ele, a recomposição das aprendizagens continua sendo fundamental para garantir que nenhum estudante fique para trás.

    Além de ampliar o domínio básico em disciplinas como matemática, o país ainda precisa criar mais oportunidades para desenvolver o raciocínio mais sofisticado.

    “Muitos ainda têm dificuldade em interpretar uma situação, decidir com autonomia, qual o conhecimento matemático utilizar. Ao mesmo tempo, praticamente não temos estudantes nos níveis mais altos de proficiência. E isso é um grande problema. É um desafio nas duas extremidades”, observa Jalman Lima.

    Desigualdades educacionais

    Rodrigo Fulgêncio, da Abraspe, também alerta para essa disparidade. Entre os principais gargalos, ele enfatiza, estão o elevado percentual de estudantes abaixo do nível básico, a presença muito pequena nos níveis mais altos de proficiência, a situação especialmente crítica em matemática e a forte desigualdade socioeconômica.  

    “Em ciências, por exemplo, a diferença entre os 25% mais favorecidos e os 25% mais vulneráveis chega a 96 pontos. Quase cinco vezes o aprendizado médio associado a um ano escolar, que é de aproximadamente 20 pontos”, afirma.

    O Pisa 2025 envolveu 760 mil estudantes de 91 países. O Brasil participou da pesquisa com 30.140 estudantes. O perfil dos participantes brasileiros avaliados foi composto por 72,4% de estudantes oriundos de escolas da rede estadual, sendo a quase totalidade (96,9%) delas localizada em áreas urbanas. Cerca de 84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do ensino médio na época das provas, aplicadas entre abril e maio de 2025. Nesta edição, o foco foi o letramento dos alunos em ciências, com o maior número de itens aplicados.

    “Mais do que a posição relativa do país no ranking, o Pisa reforça a urgência de transformar a melhoria da aprendizagem em prioridade nacional, com foco em garantir que todos os estudantes desenvolvam as competências essenciais para a vida, o trabalho e a participação cidadã no século XXI”, reforça Felipe Proto, da Fundação Lemann .

    Tecnologia em sala de aula

    Na avaliação do Pisa em 2025, os estudantes também respondem a questionários contextuais, incluindo o uso de celulares em sala de aula. O resultado mostrou que 81% dos estudantes brasileiros avaliados frequentavam escolas com restrições ao uso desses dispositivos. Em 2022, eram 37%. A proporção brasileira supera amplamente a média da OCDE (49%). Segundo o MEC, o percentual medido está alinhado às evidências de que estudantes em escolas com esse tipo de regra apresentam menor probabilidade de relatar distrações digitais.

    A ocorrência, por exemplo, da chamada “leitura apressada”, que é quando o estudante lê rapidamente, mas de maneira imprecisa, quase dobrou entre 2018 e 2025. A OCDE também identificou fragilidades crescentes na capacidade de avaliar informações, relacionar diferentes fontes e pensar criticamente sobre o que se lê. Além disso, 28% dos estudantes disseram que os colegas se distraem com dispositivos digitais na maioria ou em todas as aulas de Ciências, e 46% já utilizam Inteligência Artificial (IA) semanalmente ou mais para estudar.

    Segundo Rodrigo Fulgêncio, diante desse cenário, cabe refletir se os estudantes e suas formas de aprender mudaram mais rapidamente do que as práticas escolares conseguiram acompanhar. “O grande alerta do Pisa 2025 talvez seja exatamente esse: ampliar o acesso à informação e à tecnologia não garantiu maior aprendizagem. O desafio atual é ajudar os estudantes a sustentar a atenção, ler com profundidade, avaliar informações, construir raciocínios e utilizar a tecnologia para ampliar, e não substituir, o pensamento”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • PND 2026: cartão que confirma inscrição está disponível na internet

    PND 2026: cartão que confirma inscrição está disponível na internet

    Os candidatos à Prova Nacional Docente (PND) 2026 já podem consultar na internet o local do exame, marcado para o dia 20 de setembro.

    A informação está disponível no cartão de confirmação de inscrição, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta quarta-feira (9).

    A data inicial prevista para publicação do documento era 31 de agosto. O documento traz também o número de inscrição e o horário de aplicação do teste.

    Contratação de professores

    A Prova Nacional Docente (PND) é um exame anual do Ministério da Educação (MEC) para facilitar a contratação de professores.

    As redes públicas de ensino podem usar os resultados do certame – conhecida como Enem dos Professores – em processos seletivos e concursos para professores, de forma classificatória, eliminatória ou complementar à prova prática.

    A PND não é obrigatória para os professores.

    Para orientar os candidatos a não perderem prazos importantes, o Inep elaborou o Guia do Participante da Prova Nacional Docente – 2026.

    Cronograma

    Conforme previsto no edital [ https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/edital-n-67-de-22-de-maio-de-2026-708710229 ] da PND 2026, a aplicação das provas está marcada para 20 de setembro em todos os estados, no Distrito Federal e nos municípios listados no Portal do Inep.

    Confira as demais datas do cronograma da PND 2026:

    • divulgação dos cadernos de prova, da grade de correção da questão discursiva e das versões preliminares dos gabaritos das questões objetivas: 24 de setembro;
    • recurso da versão preliminar dos gabaritos das questões objetivas: 24 e 25 de setembro;
    • reaplicação da prova para casos específicos: 18 de outubro;
    • divulgação dos cadernos de prova, da grade de correção da questão discursiva e das versões preliminares dos gabaritos das questões objetiva: 24 de outubro;
    • divulgação da correção preliminar da resposta da questão discursiva: 10 de novembro;
    • recurso da correção da resposta da questão discursiva: 10 a 12 de novembro;
    • divulgação do resultado final: 15 de dezembro.

    Provas

    A avaliação teórica terá como base o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, desde a edição de 2024, foca nos cursos de formação de docentes.

    A prova, com duração total de cinco horas e 30 minutos, será composta por uma parte de formação geral (30 questões), comum aos cursos de todas as áreas, e outra de componente específico (50 itens), próprio de cada área de avaliação das licenciaturas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Um em cada cinco estudantes já fez apostas online, mostra pesquisa

    Um em cada cinco estudantes já fez apostas online, mostra pesquisa

    Um total de 20,4% de alunos nos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio diz já ter feito apostas online, as bets, informou, nesta quarta-feira (9), a Frente Parlamentar Mista da Educação. O levantamento apontou, inclusive, que a proporção chega a quase metade dos pesquisados (49,7%) no 3º ano do ensino médio.

    O levantamento, feito em parceria com a Equidade.info (iniciativa que produz dados para pesquisas), ouviu 1.912 estudantes de 191 escolas de todo o país. Um dos dados de maior impacto é que as apostas começam aos 11 anos de idade. Pelo menos 9,5% dos estudantes até essa faixa etária disseram já ter feito apostas.  

    Meninos apostam mais

    No Brasil, é proibido que menores de idade tenham acesso a plataformas de apostas online. Outra informação do levantamento é que os meninos apostam mais (27,8%) – contra 12,6% das meninas. 

    No ensino médio, 41,7% dos meninos já apostaram mais que o dobro do registrado entre os do fundamental II (19%).  O levantamento ocorreu nos meses de agosto e setembro deste ano, com entrevistas presenciais e questionários estruturados. 

    Desafios

    A Frente Parlamentar divulgou ainda considerações do coordenador da pesquisa, Guilherme Lichand. Segundo ele, soluções centradas exclusivamente no comportamento individual dos usuários podem ser insuficientes para enfrentar o problema. 

    Lichand considera que há uma tendência de culpar as pessoas e alerta para o fato de que as plataformas costumam sugerir lembretes sobre perdas passadas como intervenções promissoras para moderar a prática. 

    O pesquisador explica que estudos científicos sugerem que essas soluções não funcionam.

    “Em vez disso, a proibição de propaganda e impostos relevantes sobre valores transacionados pelas bets colocam a responsabilidade nos atores corretos e têm efeitos comprovados sobre redução do risco de exposição”, destacou.

    Caminhos

    Para Lichand, os dados indicam ainda que educação financeira não tem se mostrado suficiente para prevenir exposição às bets, já que estudantes em escolas com maior proporção de alunos com letramento financeiro têm maior probabilidade de apostar e menor controle sobre ganhos e perdas.

    A pesquisa estima que as perdas agregadas podem ultrapassar R$ 1 bilhão entre o público pesquisado. Entre as recomendações feitas pelos organizadores do levantamento estão a adoção de medidas de proteção, como maior tributação sobre transações nas plataformas, restrições à publicidade e medidas de proteção especialmente voltadas a menores de 18 anos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Feira em SP reúne programas de intercâmbio e bolsas esportivas

    Feira em SP reúne programas de intercâmbio e bolsas esportivas

    A cidade de São Paulo recebe neste sábado (12) a Feira de Educação Internacional da CI, um evento com entrada gratuita que destaca oportunidades de intercâmbio para ensino médio no exterior, graduação, pós-graduação e MBA.

    A feira reunirá mais de 40 expositores com oportunidades de intercâmbio e consultorias especializadas para países como Inglaterra, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Itália e Emirados Árabes Unidos.

    O grande destaque do evento são as bolsas esportivas, que permitem que esportistas cursem o ensino médio em países como Estados Unidos, Canadá, Espanha e Portugal.

    Destinadas a estudantes de 14 a 17 anos que desejam conciliar os estudos com a rotina de competições, as bolsas concedem um ano acadêmico em instituições dos Estados Unidos, Canadá, Espanha ou Portugal.

    As modalidades contempladas pelo programa são futebol, basquete, vôlei, beisebol, natação e tênis, sendo que as bolsas de futebol são exclusivas para estudo na Espanha e Portugal.

    Para concorrer, os candidatos devem apresentar bom desempenho escolar, conhecimento intermediário de inglês e comprovar a prática do esporte por meio de fotos e vídeos.

    O processo seletivo compreende uma avaliação de proficiência no idioma inglês, preenchimento da ficha de inscrição e entrevista online com treinadores. A taxa de aplicação exigida será isenta para quem se inscrever durante a feira, e o resultado final é divulgado em até 30 dias.

    O benefício anual concedido aos aprovados varia entre US$ 20 mil e US$ 50 mil, cobrindo a moradia no campus da escola e a alimentação ao longo do período. Custos pessoais, como emissão de passaporte, taxa de visto, passagens aéreas, seguro-saúde, uniforme e material escolar, não estão inclusos na bolsa.

    Além de consultoria, os visitantes podem conhecer cursos de idiomas e participar de palestras, orientações personalizadas e promoções exclusivas.

    Nos próximos finais de semana do mês de setembro, o evento passará por Campo Grande (15), Brasília (17) e Goiânia (19). É necessário fazer a inscrição no site oficial do evento para participar da feira, mas também será possível acompanhar o evento de forma online, através de transmissões ao vivo no YouTube.

    O evento acontece no Tivoli Mofarrej São Paulo Hotel, localizado na Alameda Santos, 1437, Cerqueira César.

    *Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Prêmio Mulheres e Ciência tem inscrições abertas até quinta-feira

    Prêmio Mulheres e Ciência tem inscrições abertas até quinta-feira

    O 3º Prêmio Mulheres e Ciência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) está com inscrições abertas até esta quinta-feira (10).

    A premiação é realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Ministério das Mulheres, o British Council no Brasil e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF).

    O objetivo é reconhecer a excelência de pesquisadoras e incentivar a participação de mais mulheres na ciência, tecnologia e inovação para haver diversidade na carreira científica.

    Categorias de premiação

    De acordo com o edital desta nova edição, o prêmio mantém as quatro categorias de premiação.

    Confira quem pode participar em cada uma delas:

    • Incentivo: destinada a mulheres brasileiras de 15 a 29 anos participantes do Programa Asas para o Futuro do Ministério das Mulheres (MMulheres);
    • Estímulo: destinada a pesquisadoras que concluíram o doutorado a partir do ano de 2011. Serão premiadas as pesquisadoras mais bem classificadas em cada uma das três grandes áreas do conhecimento: Ciências da Vida; Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes;
    • Trajetória: destinada a pesquisadoras que concluíram o doutorado até o ano de 2010. Serão premiadas as pesquisadoras mais bem classificadas em cada uma das mesmas três grandes áreas do conhecimento;
    • Mérito Institucional: destinada às três melhores instituições de educação superior ou institutos de pesquisa com planos de ação estratégicos desenvolvidos para a indução de políticas de igualdade de gênero.

    A inscrição nas categorias Incentivo, Estímulo ou Trajetória deverá ser feita individualmente, a partir do preenchimento de formulário específico, além de preenchimento do currículo na Plataforma Lattes, do CNPq.

    Em caso de mais de uma inscrição feita pela mesma candidata, será considerada válida apenas a última inscrição feita dentro do prazo.

    Premiação

    As vencedoras da categoria Incentivo receberão prêmio de R$ 5 mil, além de passagem aérea e diárias para participação na cerimônia de premiação, passagem para participação em congresso científico nacional e certificado.

    Na categoria Estímulo, cada pesquisadora agraciada receberá R$ 20 mil, além de passagens e diárias para participação na cerimônia, apoio para participação em congresso científico no Brasil ou no exterior e certificado.

    As vencedoras da categoria Trajetória receberão R$ 40 mil, além de viagem ao Reino Unido para participação em atividades relacionadas a políticas de educação superior e ciência, passagens, diárias e certificado.

    Na categoria Mérito Institucional, cada uma das três instituições vencedoras receberá R$ 60 mil, destinados ao desenvolvimento das ações previstas em seus planos institucionais de promoção da igualdade de gênero, além de participação em programa de desenvolvimento de capacidades promovido pelo British Council.

    Os recursos da premiação são voltados ao fortalecimento de ações voltadas à promoção da igualdade de gênero.

    O resultado final será divulgado em novembro e a cerimônia de premiação está prevista para ocorrer em março de 2027, em Brasília.

    Prêmio Mulheres e Ciência

    Criado em 2024, o prêmio tem o objetivo de:

    • Promover a diversidade na produção científica e tecnológica no Brasil
    • Fortalecer a equidade de gênero, étnica e racial
    • Dar visibilidade às contribuições de pesquisadoras e instituições para o desenvolvimento científico e tecnológico do país

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Pisa: Brasil reduz diferença para países ricos no desempenho escolar

    Pisa: Brasil reduz diferença para países ricos no desempenho escolar

    A educação brasileira segue com desempenho muito inferior ao de países desenvolvidos, mas a diferença caiu ao longo das últimas duas décadas. É o que apontam os mais recentes resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), referente ao ano de 2025, divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Aplicado a cada três anos pela entidade, o Pisa avalia os conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências.

    Com os resultados de 2025, que se mantiveram estáveis em relação a 2022, o Brasil segue no grupo abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas. Foram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Nesta mesma ordem, a média de 23 países da OCDE ficou em 466 (leitura), 469 (matemática) e 486 (ciências). Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Em matemática, por exemplo, o Brasil está com cerca de 4,6 anos de atraso em relação aos membros da OCDE.

    A distância, no entanto, já foi bem maior, quando se comparam os dados entre os anos de 2006 e 2025. A diferença de desempenho em relação à média dos países da OCDE diminuiu de 102 para 58 em leitura (redução de 44 pontos), de 131 para 92 em Matemática (39 pontos) e de 113 para 77 em Ciências (36 pontos).

    O estudo do ano passado envolveu 760 mil estudantes de 91 países. O Brasil participou da pesquisa com 30.140 estudantes. O perfil dos participantes brasileiros avaliados foi composto por 72,4% de estudantes oriundos de escolas da rede estadual, sendo a quase totalidade (96,9%) delas localizada em áreas urbanas. Cerca de 84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do Ensino Médio na época das provas, aplicadas entre abril e maio de 2025. Nesta edição, o foco foi o letramento dos alunos em ciências, com o maior número de itens aplicados. Foi em ciências, aliás, que a nota do Brasil mais evoluiu na comparação com o ciclo anterior de avaliação (2022), saltando de 403 para 409 pontos.

    O Pisa 2025 também aponta melhor recuperação do Brasil após a pandemia de covid-19 do que a média da OCDE. Entre 2018 e 2025, o país recuperou e superou o desempenho pré-pandemia em ciências e registrou perdas menores que a média da OCDE em Leitura e Matemática. No Brasil, a avaliação é aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

    Ferramentas computacionais

    O ano de 2025 marca o nono ciclo da avaliação do Pisa desde seu lançamento, em 2000, ano em que o Brasil aderiu ao programa, participando de todas as avaliações desde então. Nesta edição, como é praxe, o Pisa introduziu um novo domínio. A dimensão escolhida foi “Aprendizagem no Mundo Digital”, que envolveu dois atributos: a Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais (RPFC) e Processos de Aprendizagem Autorregulada.


    A pandemia revelou a desigualdade de acesso à internet
    A pandemia revelou a desigualdade de acesso à internet
    A pandemia revelou a desigualdade de acesso à internet – Caminhos da Reportagem/TV Brasil

    Na divulgação do primeiro volume de resultados, a OCDE disponibilizou as médias e os níveis de proficiência no atributo de RPFC. Já os resultados sobre o construto de Processos de Aprendizagem Autorregulada serão disponibilizados em 2027.

    Em RPFC, o Brasil ficou com 406 pontos, abaixo da média da OCDE (500). Entre os 19 países selecionados, a Coreia do Sul apresentou a maior média (538), enquanto o Paraguai apresentou a menor (352).

    Celulares nas escolas

    Na avaliação do Pisa em 2025, os estudantes também respondem a questionários contextuais, incluindo sobre o uso de celulares em sala de aula. O resultado mostrou que 81% dos estudantes brasileiros avaliados frequentavam escolas com restrições ao uso desses dispositivos. Em 2022, eram 37%. A proporção brasileira supera amplamente a média da OCDE (49%).

     

    Brasília (DF) 05/08/2026 - Pessoa ouve áudio no celular na Rodoviária do Plano Piloto de Brasília  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
    Brasília (DF) 05/08/2026 - Pessoa ouve áudio no celular na Rodoviária do Plano Piloto de Brasília  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
     Celular nas escolas –  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    Segundo o MEC, o percentual medido está alinhado às evidências de que estudantes em escolas com esse tipo de regra apresentam menor probabilidade de relatar distrações digitais. “O resultado também reflete a implementação da Lei nº 15.100/2025, que estabeleceu regras para o uso de celulares na educação básica em todo o país”, observou a pasta, em nota.

    No relatório anterior, de 2022, a OCDE havia apontado que o uso excessivo de dispositivo digital afeta desempenho de alunos em todos os países analisados.

    Curiosidade e perseverança

    Em 2025, 72% dos estudantes brasileiros afirmaram ter interesse por diversos assuntos, ao passo que 59% disseram se esforçar mais diante de desafios. Ao mesmo tempo, caiu para 16% a parcela que considera a escola uma perda de tempo, percentual significativamente inferior à média da OCDE (24%) e 6,9 pontos menor que em 2022.

    Os dados também mostram que a valorização da escola faz diferença na aprendizagem. No Brasil, estudantes que reconhecem o valor da educação e rejeitam a ideia de que a escola é uma perda de tempo obtêm, em média, 35 pontos a mais em ciências do que seus colegas, impacto superior ao observado na média da OCDE (27 pontos).

    Meio ambiente

    Resultados do Pisa 2025 mostram também que os estudantes brasileiros estão entre os mais engajados com as questões ambientais. No Brasil, 84% acreditam que podem gerar impactos positivos para o meio ambiente, 87% confiam na força da  ação coletiva para enfrentar desafios ambientais e 77% afirmam saber trabalhar em grupo para promover mudanças positivas. São percentuais superiores aos observados na média da OCDE, destacou o MEC.

    Entenda o Pisa

    Coordenado pela OCDE, o Pisa é uma avaliação internacional aplicada a cada três anos a estudantes de 15 anos. É considerado o maior estudo sobre educação no mundo e avalia até que ponto os estudantes dessa idade, próximos ao que se considera o final da escolaridade obrigatória na maioria dos países (equivalente ao Ensino Médio), adquiriram conhecimentos e habilidades essenciais para plena participação na vida social e econômica.

    O exame procura medir a capacidade dos jovens de aplicar conhecimentos de matemática, leitura e ciências em situações da vida real e permite comparar o desempenho dos sistemas educacionais de diferentes países. A cada edição, uma dessas três áreas recebe maior ênfase. No Pisa 2025, o foco principal foi ciências, além da introdução de uma avaliação de língua estrangeira e de um novo domínio sobre aprendizagem no mundo digital.

    No Brasil, a aplicação é coordenada pelo Inep, que seleciona as escolas participantes, organiza a aplicação e analisa os dados. O Brasil participa do Pisa desde 2000. O exame é amostral e não corresponde a uma prova aplicada a todos os estudantes de 15 anos. O ciclo mais recente foi realizado em 2025, depois de o calendário ter sido alterado pela pandemia de covid-19: a edição prevista para 2021 foi realizada em 2022, e a que estava prevista para 2024 foi transferida para 2025.

    A OCDE é uma organização internacional que reúne 38 países, incluindo algumas das maiores economias do planeta, para produzir estudos, estatísticas e recomendações sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico e social. O Brasil, embora não seja membro, participa de programas da entidade, como o Pisa. Em 2022, o país recebeu o convite formal para iniciar o processo de adesão, mas a entrada depende do cumprimento de uma série de requisitos e da aprovação dos países membros.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Prêmio para mulheres e meninas cientistas abre inscrições até outubro

    Prêmio para mulheres e meninas cientistas abre inscrições até outubro

    As inscrições para o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulheres estão abertas até o dia 30 de outubro. O objetivo é reconhecer jovens talentosas cujas pesquisas de iniciação científica demonstrem criatividade, rigor metodológico e potencial para contribuir para o futuro da ciência no país.

    Promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a 8ª edição do prêmio será dedicada à categoria “Meninas na Ciência”.

    Desde 2019, o Prêmio Carolina Bori já reconheceu 37 cientistas. Nesta edição, a premiação será voltada a estudantes do ensino Médio e da graduação que desejam seguir carreira científica.

    Serão selecionadas seis vencedoras: três estudantes do ensino médio e três da graduação, distribuídas entre as três grandes áreas do conhecimento: 

    • Humanidades, 
    • Biológicas e saúde e 
    • Engenharias, exatas e ciências da Terra.

    As vencedoras serão anunciadas até 15 de janeiro de 2027. 

    Prêmios para as vencedoras:

    • Troféu 
    • Prêmio em dinheiro (R$ 10 mil na categoria Ensino Médio e R$ 13 mil na graduação) 
    • Apresentação de seus trabalhos durante a 79ª Reunião Anual da SBPC
    • Participação em mentoria exclusiva com pesquisadores renomados

    As informações sobre as regras de participação estão disponíveis no edital do prêmio. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo formulário online. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Novo campus da UFSCar terá bacharelados interdisciplinares

    Novo campus da UFSCar terá bacharelados interdisciplinares

    A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no município de São José do Rio Preto (SP), terá uma nova sede. O edifício, antes uma fábrica, tem 11 mil metros quadrados de área construída, estruturada em dois pavimentos, e deverá passar por reformas para acomodar adequadamente a comunidade acadêmica.

    Os 90 estudantes estão acompanhando as aulas em um espaço provisório, cedido pelo Instituto Federal de São Paulo (IFSP).  

    Ao todo, 32 professores já foram contratados para lecionar no local e 18 vagas estão abertas para concurso público, com nomeação prevista para janeiro de 2027. O Ministério da Educação também alocou 50 cargos de docente, de direção e funções gratificadas.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Leonardo Barchini, visitaram a futura sede neste sábado (5).

    Bacharelados interdisciplinares

    Ao entrarem na instituição, os alunos poderão cursar bacharelados interdisciplinares, para, somente no segundo ciclo, optarem por habilitações específicas.

    Para o primeiro ciclo, foi autorizado o funcionamento dos três primeiros cursos de graduação: 

    • Bacharelado Interdisciplinar em Ciência, Tecnologia e Inovação – 260 vagas anuais; 
    • Bacharelado Interdisciplinar em Ciências e Humanidades – 150 vagas anuais; 
    • Bacharelado Interdisciplinar em Artes – 150 vagas anuais.

    Estão previstas as áreas de Artes Cênicas, Produção Cultural, Arquitetura e Urbanismo (com ênfase em habitação social), Serviço Social, Inteligência Artificial e Ciência de Dados, e Engenharia de Manufatura e Design.

    Criada em 1968 e com atividades iniciadas em 13 de março de 1970, a UFSCar é a primeira instituição federal de ensino superior instalada no interior do estado de São Paulo. Com campi situados em São Carlos (sede), Araras, Sorocaba, Lagoa do Sino e São José do Rio Preto.

    São José do Rio Preto é polo de uma região metropolitana que abrange 96 municípios e cerca de 1,6 milhão de habitantes, sendo 480 mil habitantes no próprio município.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original